terça-feira, 28 de outubro de 2014

Associação Internacional de Exorcistas

Cidade do Vaticano, 27 out 2014 (Ecclesia) - O Papa enviou uma mensagem à Associação Internacional de Exorcistas (AIE), que promoveu em Roma o seu primeiro congresso, revelou hoje a Rádio Vaticano.
Francisco sublinhou que os exorcistas manifestam “o amor e o acolhimento da Igreja a quantos sofrem por causa da obra do maligno”, num ministério que deve ser exercido “em comunhão com os próprios bispos”.
A mensagem foi lida pelo padre Francesco Bamonte, presidente da AIE, perante cerca de 300 exorcistas de vários países, que abordaram o crescimento e as consequências de fenómenos como o ocultismo e o satanismo.
A Congregação para o Clero (Santa Sé) reconheceu juridicamente em julho a Associação Internacional de Exorcistas e aprovou os seus estatutos.
A AIE passa a ter personalidade jurídica como “associação privada internacional de fiéis”, com todos os direitos e as obrigações estabelecidas pelo Código de Direito Canónico.
A ideia de reunir os exorcistas numa associação surgiu com o sacerdote italiano Gabriele Amorth, nos anos 80 do século XX, quando “estavam em plena expansão práticas de ocultismo, o que levava um crescente número de fiéis a buscar a ajuda de sacerdotes”.
Atualmente, a AIE conta com cerca 250 exorcistas de 30 países.
O exorcismo solene, também chamado “grande exorcismo” é reservado aos casos de pos­sessão diabólica e só pode ser feito por um presbítero com licença do bispo, no cumprimento das regras estabelecidas pelo Ritual da Celebração dos Exorcismos, sendo proibida qualquer interferência da comunicação social ou ajuntamento de pessoas.
O Catecismo da Igreja Católica explica que o exorcismo acontece, “em nome de Jesus”, para “que uma pessoa ou um objeto seja protegido contra a ação do maligno e subtraído ao seu domínio”.
OC

domingo, 26 de outubro de 2014

XXX Domingo tempo comum

Evangelho - Mt 22,34-40
Comentário Breve

O amor está no coração da vida cristã. Esta é a mensagem simples (mas de grande complexidade na operacionalização) que nos traz a liturgia deste domingo.
A Igreja e muitos cristãos preferem enredar-se nas questões mais burocráticas e legalistas que também fazem parte do articulado da construção de comunidade, mas nada de ilusões, dado que tudo isso nos aponta para este coração: amar a Deus e ao próximo.
O amor é tudo. O decisivo da vida é amar. Aqui está o fundamento de tudo.
O essencial é viver diante de Deus e dos irmãos numa atitude de amor (caridade). Do amor é que surge tudo e sem amor tudo fica pervertido.
Cristo não está aqui a falar das nossas emoções. A sua afirmação vai no sentido de reconhecer Deus como fonte última da nossa própria existência, despertando em nós uma adesão total à sua vontade e responder com fé incondicional ao seu amor universal de Pai de todos.
Pai de todos... Por isso Jesus acrescenta aquele segundo mandamento ou a segunda parte do mandamento.
É impossível amar de verdade e com verdade a Deus e viver no quotidiano de costas voltadas para os seus filhos, isto é, "zangados" com os nossos irmãos.
Pregar o amor de Deus e esquecer os que sofrem é uma grande mentira, uma hipocrisia. 
A única atitude verdadeiramente humana, sublinho isto, diante qualquer pessoa que se cruza connosco na vida é amá-la e procurar o seu bem como o queremos para nós próprios.
Muitos até poderão dizer que lá está a lengalenga do costume, já ouvida milhentas vezes, gasta e sem eficácia prática. Contudo, não precisamos de grandes investigações sociológicas ou de diagnósticos de que o primeiro e maior problema do mundo é a falta de amor, numa civilização (se assim se lhe pode chamar) que desumaniza, um atrás do outro, todos os esforços e lutas para construir uma convivência mais humana.
O fermento continua a levedar esta pesada massa humana em ordem a uma maior maturação.E nós seguidores de Jesus Cristo não podemos esquecer a nossa responsabilidade, particularmente, as famílias nas suas pequenas comunidades ou Igrejas domésticas.
O mundo precisa de testemunhos vivos que ajudem as gerações futuras a acreditar no amor, no seu sentido mais profundo e pleno, porque nada de pior pode acontecer à humanidade do que perder a sua fé no amor.
Assim Deus é amado como amamos os outros do mesmo modo que Ele os ama. O amor pelos outros é a única coisa que torna verdadeiro o nosso amor por Deus, é o único lugar revelador, é o único sinal objectivo de que somos discípulos de Jesus e que, portanto, amamos Jesus e amamos Deus.

domingo, 19 de outubro de 2014

- Partilha -

A chata de novo no "DIA MUNDIAL DAS MISSÕES "(19.10.14)-
Neste dia Senhor, em que toda a Igreja católica, vive com maior intensidade o tema das missões, quero saudar-Te com alegria e dar-Te graças, de uma forma ainda mais especial, pelo facto de viver neste país, onde posso exprimir  livremente a religião que professo.
Ciente deste benefício, quero tornar mais presente, todos aqueles homens, meus irmãos em Cristo que, por viverem em países de repressão, ainda não O conhecem ou são obrigados a viver a Fé camuflando-a e em estrito recolhimento, dando muitas vezes a sua vida por uma causa bem maior: CRISTO! Eles são Teu povo também, Senhor.  Precisam da Tua força! Que eles nunca desistam e que o Espírito Santo sempre os assista e a Luz de Cristo os ilumine tornando mais leve a sua cruz.
É certo que, missionários, todos nós somos convidados a sê-lo. Podemos sê-lo aqui, ou em caminhos mais distantes, mas Senhor deixa-me que Te diga há uns quantos que Tu tocas bem lá mais no fundo para Te levarem a essas terras onde a Tua Palavra não tem entrada. De braços abertos para o mundo, sabem o quão importante é para a Humanidade manter acesa a chama do Teu Amor.
São muitos os testemunhos que chegam até nós, dessa gente que se dá lá longe,. Ensinam e vivem o dia a dia inseridos numa comunidade, por amor, não hesitam em arriscar a vida que, parecendo uma perda, é um ganho!
Obrigada Senhor, a Ti e a eles, pés anónimos de coração aberto anunciadores do Teu REINO, testemunhas caminhantes de uma VIDA NOVA!
Perdão Senhor, por todas as vezes que não fui capaz de me dar a meu irmão... mesmo ali ao lado e eu recusei... Neguei-lhe a maravilha que Tu ÉS.... e  vê lá , nem precisava arriscar a vida! Era só um gesto, uma palavra, uma escuta, um tempinho... Perdão Senhor por todas as vezes que Te ignorei, que não Te testemunhei e nem quis ouvir o Teu convite. Demasiado cheia para Tu poderes entrar! E eu... sei que existes!
Hoje, disseste-nos no Evangelho: "A César o que é de César e a Deus o que é de Deus" (Mateus 22,15-21).
Com uma saudação fraterna peço a Maria, exemplo da aceitação da  vontade de Deus Pai, que interceda por nós, junto d' Ele, para que cada um saiba, com humildade, encontrar o caminho que Jesus nos veio propor.
 ana saldanha (elemento da Equipa Casais Stª Maria/Colares)

domingo, 5 de outubro de 2014

Almoçageme

Festas nossa Senhora da Graça

Na vinha de Deus, a colheita é de justiça e paz:

Meditação sobre o Evangelho de Domingo

Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: «Ouvi outra parábola: Havia um proprietário que plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar e levantou uma torre; depois, arrendou-a a uns vinhateiros e partiu para longe. 
Quando chegou a época das colheitas, mandou os seus servos aos vinhateiros para receber os frutos. Os vinhateiros, porém, lançando mão dos servos, espancaram um, mataram outro, e a outro apedrejaram-no. Tornou ele a mandar outros servos, em maior número que os primeiros. E eles trataram-nos do mesmo modo.
Por fim, mandou-lhes o seu próprio filho, dizendo: “Respeitarão o meu filho”. Mas os vinhateiros, ao verem o filho, disseram entre si: “Este é o herdeiro; matemo-lo e ficaremos com a sua herança”. E, agarrando-o, lançaram-no fora da vinha e mataram-no. Quando vier o dono da vinha, que fará àqueles vinhateiros?». 
Eles responderam: «Mandará matar sem piedade esses malvados e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entreguem os frutos a seu tempo». 
Disse-lhes Jesus: «Nunca lestes na Escritura: “A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; tudo isto veio do Senhor e é admirável aos nossos olhos”? Por isso vos digo: ser-vos-á tirado o reino de Deus e dado a um povo que produza os seus frutos». (Mateus 21, 33-43, Evangelho do 27.º Domingo do Tempo Comum)
O homem dos campos, o nosso Deus camponês, olha para a sua vinha com os olhos do amor e rodeia-a de cuidados: que coisa pode ser feita por ti que Eu não tenha feito? Canto de amor de um Deus apaixonado, que faz por mim o que nunca ninguém fará.
Que colheita espera o Senhor? Isaías: esperava justiça, esperava retidão, não mais os gritos dos oprimidos, não mais sangue. O fruto que Deus espera é uma história que não gere mais oprimidos, sangue e injustiça, fugas desesperadas e náufragos.
Nas vinhas o tempo é da colheita. Para nós é-o cada dia: vêm pessoas, procuram pão, Evangelho, justiça, coragem, um raio de luz. O que encontram em nós? Vinho bom ou uva amarga?
A parábola caminha, no entanto, para um horizonte de amargura e violência. Em contraste com a baixeza dos vinhateiros emerge a grandeza do meu Deus camponês (Veronelli dizia que chamar «camponês» é o mais belo cumprimento que se pode fazer a alguém), um Senhor que não se rende, que nunca é escasso de maravilhas, que não desiste e recomeça depois de cada recusa a envolver o coração com novos profetas e servidores, e por fim com o Filho.
Este é o herdeiro, matemo-lo e ficaremos nós com a herança! A parábola é transparente: a vinha é Israel, os vinhateiros ávidos são as autoridades religiosas, que matarão Jesus como blasfemo. A motivação é a mesma: interesse, poder e dinheiro, ficar com a colheita e a herança.
É a voz obscura que grita em cada um de nós: sê o mais forte, o mais astuto, não te importes com a honestidade e serás tu o chefe, o rico, o primeiro. Esta embriaguez por poder e dinheiro é a origem de todas as vindimas de sangue da terra.
O que fará o proprietário? A resposta das autoridades é segundo a lógica judiciária: uma vingança exemplar, novos vinhateiros, novos tributos. A sua ideia de justiça funda-se na eliminação de quem comete erros. Jesus não está de acordo. Ele não fala de fazer morrer, nunca. O seu propósito é fazer frutificar a vinha: será dada a um povo que produza frutos.
A história perene de amor e traição entre Deus e o homem não terminará nem com um fracasso nem com uma vingança, mas com a oferta de uma nova possibilidade: dará a vinha a outros.
Entre Deus e o homem as derrotas servem apenas para realçar melhor o amor de Deus. O sonho de Deus não é nem o tributo finalmente pago nem a condenação a uma pena exemplar para quem errou, mas uma vinha, um mundo que não amadureça mais cachos vermelhos de sangue e amargos de lágrimas, que não seja uma guerra perene pelo poder e pelo dinheiro, mas que amadureça uma vindima de justiça e de paz, a revolução da ternura, a tríplice cura de si, dos outros e da criação.
P. Ermes Ronchi 
In Avvenire 
Trad.: SNPC/rjm 
Publicado em 04.10.2014

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Naquele tempo, disse Jesus:

Santo António prega aos peixes | Paolo Veronese | 1580 | D.R.

«Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque se em Tiro e em Sidónia se tivessem realizado os milagres que em vós se realizaram, há muito tempo teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e sentando-se sobre a cinza.

Assim, no dia do Juízo, haverá mais tolerância para Tiro e Sidónia do que para vós.

E tu, Cafarnaúm, serás elevada até ao céu? Até ao inferno é que descerás.

Quem vos escuta, escuta-me a mim; e quem vos rejeita, rejeita-me a mim. Mas quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou».

domingo, 28 de setembro de 2014

Defender a vida e a fé

«Defender a vida e a fé»: com este título não pretendo colocar-me numa situação de luta religiosa em tons proselitistas, mas apenas ser mais uma voz de denúncia quanto ao que se passa, desde há alguns meses, em particular no norte do Iraque. Aí a situação dos cristãos e de minorias religiosas continua dramática, com repetidos atos atrozes de violência, morte e destruição de pessoas e igrejas, povoações e populações, incluindo ferozes perseguições e desenfreadas fugas das terras de origem. As breves mas incisivas cartas que o Papa Francisco e os bispos da Europa, para citar apenas dois exemplos maiores, dirigiram às Nações Unidas são apelo urgente para que se dê resposta a tão horrendas situações.
Pe MANUEL BARBOSA, SCJ  ver [+]

“A vida tem segunda via?”

DOMINGO XXVI COMUM Ano A
"Os publicanos e as mulheres de má vida
irão diante de vós para o reino de Deus 
Mt 21, 31

A pergunta é de um conto de Mia Couto e, desde que o reli, por estes dias, já com o Evangelho de domingo a bailar-me no pensamento, as ligações apareceram. É verdade que o tempo é irrepetível, e como rio que corre, não voltaremos a nenhuma situação já vivida. O que confere uma solenidade e um risco às nossas escolhas. É importante saber escolher bem. Por outro lado, se “todo o mundo é composto de mudança / tomando sempre novas qualidades”, como dizia Camões, o certo é que gostamos pouco da mudança e todas as seguranças nos parecem melhores. Assim acabamos por pensar que é difícil, ou impossível, alguém mudar (para melhor, porque, para pior, até parece fácil!), e até nós próprios podermos escrever direito o que rabiscámos em linhas tortas. É isso que me apaixona no evangelho de Jesus: Deus acredita que podemos sempre mudar. E nunca desiste de ninguém!
Gosto de imaginar as caras dos príncipes dos sacerdotes e dos anciãos do povo ao ouvirem Jesus dizer que os publicanos e as prostitutas entrariam diante deles no céu. Porque eles eram como o filho que tinha dito “não” ao pedido do pai, mas agora, arrependidos, acolhiam Jesus e o seu projecto de vida nova. Sim, o arrependimento é uma coisa boa, e é a “segunda via” que os burocratas do sagrado e os fiscais da religião muito apregoam mas pouco vivem. José António Pagola no seu comentário dominical em religióndigital.es oferece esta semana testemunhos de prostitutas acompanhadas por algumas Irmãs Oblatas. Atrevo-me a traduzir um deles: “Agora, quando chego a casa depois do trabalho, lavo-me com água muito quente para arrancar da minha pele a sujidade e depois rezo a este Jesus porque ele, sim, entende-me e sabe muito do meu sofrimento… Jesus, quero mudar de vida, guia-me porque só tu conheces o meu futuro…”
Sim, o pior mesmo não é errar, mas não ganhar a coragem do arrependimento e a vontade de mudar. Não sabemos o que fez mudar o filho que se decidiu a cumprir o pedido do pai, mas sabemos que o primeiro se tornou o representante dos que “dizem mas não fazem”. Os valores humanos da verdade, da justiça, da responsabilidade, de tudo o que nos dignifica como pessoas são promotores das muitas possibilidades de mudança pessoal e comunitária. Mas é o encontro pessoal com quem os vive autenticamente, com quem nos aponta ideais mais altos, como Jesus sempre fez a todos, especialmente aos mais desprezados, que faz a verdadeira diferença.
Concordo com Mia Couto: “a vida, sim, tem segunda via. Se o amor, arrependido de não ter amado, assim o quiser.”
P. Vítor Gonçalves

sábado, 27 de setembro de 2014

Partilha

Da chatinha..... Praia das Maçãs (26) às 07h50 
Está um mar sereno, como uma estrada, fazendo-me lembrar, Senhor, os Teus caminhos.... Tal como a "estrada do mar" não é igual à dos homens, também os Teus caminhos não são como os nossos.
Para percorrer a Tua estrada temos tantas setas e letreiros que muitas vezes não compreendemos, pois são tão diferentes daqueles que sinalizam a nossa.
Aquele, logo ao princípio, que diz "Escuta da minha Palavra" e logo o outro a seguir "Converter"  E aquela seta em tamanho gigante: "A TENDA DO MEU FILHO MUITO AMADO. ESCUTAI-O". E o outro que nos convida a entrar na aventura do Amor, e logo ao lado, "Aqui aprende-se a Rezar" e uns metros mais à frente: "Bondade, Misericórdia e Perdão" e mais, logo à frente diz "Humildade". Bem, mas aquele luminoso, "Só a Mim adorarás e amarás o teu irmão"... Estrada difícil!... Proposta ousada a Tua... Olha lá Senhor Deus... Nós, somos homens... cheios de setas com conflitos, medos, incertezas, fragilidades..... será....?
Bem continuando, vejo, ao longe, uma bandeira que tem escrito: Meta", mas há ainda alguns km antes da meta.... e agora tantas setas... A próxima diz: "Não importa a queda.... levanta -te... vem a Mim... Eu AMO-Te... Sou um Pai bondoso!" E a outra ali " JESUS SALVADOR, O CAMINHO!" Lá dentro un slide passa: "Vede O QUE EU VOS DEIXO: -FIDELIDADE AO PAI, AMOR E LUZ. A MINHA PAZ". E ali, a poucos metros, naquela tenda enorme, está escrito "Aqui morava o Espírito Santo.... que agora habita em ti. A meta está cada vez mais próxima. Só uma tenda nos resta é a que tem escrito "Entrada". CHEGASTE PELO CAMINHO DE JESUS! O ESPÍRITO SANTO HABITA EM TI! ENTRA.... FOSTE CONVIDADO PARA O BANQUETE DO PAI. ELE ESPERA-TE".
E depois... Acordo deste sonho matinal! Banquete? Tu nos convocas para este Banquete... Eu respondo... com fragilidades! Tu sabes, Tu sabes tudo!
Junto ao mar, com humildade Te peço, a Ti, meu  DEUS que adoro,  PAI - FILHO - NA UNIDADE DO ESPÍRITO SANTO, que me ajudes a encontrar o caminho certo, pois sozinha sei que não o vejo. Como o cego de nascença, dá-me a LUZ para Te acolher no meu coração.
Com um abraço de bom fim de semana na PAZ DE CRISTO.
Da chata para os amigos, ana saldanha (elemento da Equipa Casais Sta Maria/Colares)

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Amoçageme - Catequese

Abertura da Catequese em Almoçageme, com acolhimento das crianças e pais às 09h30

Caros Catequistas,

Já disponível em www.catequese.net
1.Formação para Catequistas da 1º e 2º fase
O Sector da Catequese do Patriarcado de Lisboa vai promover, em três Lugares distintos da Diocese, uma ação de formação para os Catequistas da 1º e 2º fase (do 1º ao 6º volume da catequese).
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2.JNC2014: "A Alegria de anunciar Jesus Cristo”

Fátima recebe de 3 a 5 de outubro as Jornadas Nacionais de Catequistas 2014 (JNC 2014)  subordinadas ao tema "A Alegria de anunciar Jesus Cristo". As JNC2014 destinam-se a todos os catequistas interessados e as inscrições decorrem até ao próximo dia 19 de setembro.
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terça-feira, 23 de setembro de 2014

Europa: Católicos têm de trabalhar por um clima de «solidariedade e de paz»

Crise e conflitos sociais marcaram encontro de representantes dos episcopados europeus
Madrid, 22 set 2014 (Ecclesia) – Cerca de 200 representantes das conferências episcopais europeias concluíram este domingo em Madrid a segunda edição dos “Dias Sociais Católicos para a Europa”, este ano dedicada ao papel da fé cristã no futuro do Velho Continente.
Em comunicado enviado à Agência ECCLESIA, a Comissão dos Episcopados Católicos da União Europeia, um dos organismos promotores do evento, sustenta que diante da crise económica e dos conflitos sociais que marcam hoje o continente europeu, ficou clara a responsabilidade dos católicos em trabalharem por um clima de “solidariedade e de paz”.
Uma ideia reforçada pelo presidente da COMECE na mensagem que transmitiu aos delegados que durante quatro dias estiveram reunidos na capital espanhola, vindos de 31 países.
O cardeal Reinhard Marx mostrou-se convicto de que os próximos anos vão ser “decisivos” para o rumo da União Europeia e da Europa, face a desafios como a instabilidade financeira, a falta de coesão social e a insegurança na região.
Na ordem do dia está a situação da Ucrânia, que tem repercussões na relação entre a UE e a Rússia, mas os “conflitos sangrentos no Médio Oriente – em Gaza, na Síria e no Iraque levantam também novas questões quanto à responsabilidade europeia no mundo, face a tais atrocidades, cruéis e desumanas”, apontou o prelado.
No campo económico, o presidente da COMECE salientou que a Europa tem de aprender com a crise e avançar com um projeto de desenvolvimento que responsabilize todos os estados-membros e abranja todas as áreas, tendo em especial atenção “as famílias”, que têm “um papel fundamental na sociedade”.  
O responsável católico frisou ainda a importância de definir com “clareza” as “regras” que regem os mercados e moldar o sistema de modo a que tenha em atenção as pessoas e não “exclusivamente os interesses do capital”.
Quanto ao contributo que os católicos são chamados a dar para esta “Europa social”, cardeal Reinhard Marx destacou a pertinência dos “princípios que emanam da Doutrina Social da Igreja”.
“Através do conjunto de valores em que está baseada, a Doutrina Social da Igreja pode contribuir para uma coexistência humana assente na paz, na liberdade e na solidariedade”, apontou o prelado.
O líder da COMECE recordou também a experiência que a Igreja Católica tem na área do apoio social, ganha no trabalho que todos os dias efetua no terreno, através de inúmeras instituições.
Durante as várias sessões que compuseram o encontro, os representantes dos episcopados europeus abordaram temáticas como “o futuro dos jovens na Europa, o fenómeno das migrações, a solidariedade entre gerações, a educação para a liberdade e o futuro da vida humana numa sociedade tecnológica”.
Os delegados foram ainda convidados a “rezar pela paz na Europa, no Médio Oriente e por todo o mundo” e a terem nas suas intenções a visita que o Papa Francisco vai realizar ao Parlamento Europeu, no próximo dia 25 de novembro.
JCP

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

A CHATA CÁ ESTÁ DE.... NOVO

PARA FALAR DAS VINHAS DO VINHATEIRO E DOS TRABALHADORES !
Olá amigos! Uma saudação cheia de fraternidade em Cristo, nossa Páscoa.
É verdade, hoje o Nosso Deus, através de Jesus Cristo, vem-nos falar da Parábola da vinha, do Vinhateiro e do trabalhador (MATEUS Capitulo 20 - versículos 1 a 16 ou seja, escrito abreviadamente  Mt 20,1-16). Diz-nos que O Vinhateiro contratou trabalhadores para a Sua Vinha em diversas horas do dia e a todos pagou por igual, sendo que, os últimos foram os primeiros a receber, o que provocou uma certa irritação e injustiça nos trabalhadores que desde a primeira hora aderiram ao trabalho.
E é aqui precisamente, no modo provocatório e desarmante de agir do proprietário, que Jesus nos quer transmitir a medida, sem medida do Pai, completamente inversa da nossa (de ontem, com os fariseus e tantas vezes de hoje, em nós).
Esta parábola faz-me regressar alguns anos atrás e revejo, na memória da minha infância, os cuidados que os meus avós tinham para com o tratamento da vinha: os cortes... o preparar o enxofre .... o olhar atento alegre e ás vezes triste, ao ver o seu desenvolvimento..... como que, com um olhar a guardassem, tal pedra preciosa!
É assim, para nós  melhor entendermos, que Jesus vai buscar um tema tão conhecido como a vinha, para nos explicar, que a vinha é a comunidade cristã onde o trabalho nunca falta e espera pelos trabalhadores, que somos todos nós, seus discípulos, que em momentos diferentes das nossas vidas respondemos ao chamamento de Deus, aqui representado pelo papel de proprietário da vinha
E... aqui está o projecto pensado por Deus para o mundo, para mim... para ti... para nós! Nós, comunidade, somos como que uma vinha, amada e tão guardada pelo nosso Deus, que. neste caso, se apresenta Camponês, e que quer precisar de nós, para em conjunto, a fazermos dar muito fruto.
Nós somos ao mesmo tempo a vinha, o mundo novo que está para nascer, vida nova  que nos transcende e que não abarcamos na totalidade, e também somos os trabalhadores que colaboram no projecto do vinhateiro (Deus), como sendo o Reino que não é deste mundo, mas... começa aqui e agora, em mim e em ti!
Quanta confiança tem em nós este nosso Deus que  confia  em nossas mãos o seu sonho  para que o construamos em colaboração, e quão generoso é, pois vem à nossa procura, sem se cansar, desde o amanhecer até ao pôr do sol, e paga-nos sempre da mesma maneira, independentemente das horas que fazemos! Paga aos últimos o mesmo que aos primeiros.... Até que parece injusto, nós que reivindicamos salário igual para trabalho igual! Um Deus injusto?!? É desconcertante!... tal como Jesus na CRUZ! Tal como em toda a Sua entrega de Amor para nos redimir e dizer que .... AMAR É POSSÍVEL!
O Deus que adoramos é um Deus (Trino) de Misericórdia e não um patrão pronto a debitar/creditar no  livro da nossa vida as nossas boas acções, méritos ou tantas outras coisas que consideramos de valor, mas que às vezes, não passam do preenchimento do nosso ego amortecendo a nossa consciência com a ideia que somos bons e assim teremos um lugarzinho no céu.  As Suas contas não são quantitativas, são contas de BONDADE.!
É um Deus de Bondade que transcende as regras de mercado, a que nos habituámos a medir ou calcular.
Dizer algum de Deus ou tentar defini-Lo é de todo impensável e impossível, dada a nossa limitação, mas sabemos, no entanto, que estando para além da nossa pequenez, é um Deus que ultrapassa a justiça porque AMA ! É um Deus que caminha connosco.... um Deus que não se merece, mas que se acolhe..... É o Deus da gratuitidade que Se oferece a cada um de nós. Dá-Se simplesmente, sem moeda de troca..... aguardando pacientemente a nossa resposta ao Seu convite...
Eu Te acolho Senhor, em mim, com Alegria e gratidão.
Quero  fazer parte da Tua vinha e ser uma das  Tuas  trabalhadoras; trabalhando, fazer crescer o Teu reino com o anuncio comprometido da Tua Palavra.

Nota: a nossa reacção ao pagamento seria de indignação e injustiça?
Ou ficaríamos felizes porque, trabalhando há mais tempo em comunidade para maior glória do Senhor, gozamos mais cedo da Sua presença em nós? 

Um abraço na Paz de Cristo, ana saldanha (elemento da Equipa Casais Stª Maria/Colares)

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Rezar pelo Sínodo da Família


A igreja italiana de Nossa Senhora do Loreto, em Lisboa, iniciou uma campanha de oração pelo próximo Sínodo dos Bispos sobre a Família e o Matrimónio, que vai decorrer em Roma, de 5 a 19 de outubro.
Num folheto com uma Oração à Sagrada Família é explicado que a igreja do Loreto em Lisboa se associa “em oração”, com esta iniciativa, ao Santuário da Santa Casa do Loreto em Itália, “para o bom êxito do Sínodo dos Bispos”. “A Penitenciaria Apostólica concedeu a Indulgência Plenária a todos os que, nestes meses, se reunirem nestes lugares de culto e recitarem a oração à Sagrada Família composta pelo Santo Padre” e ainda que se confesse, comungue e reze pelas intenções do Papa.

17 de Setembro de 2014

Faz hoje, oito anos que o Pe José António Rebelo da Silva está na nossa Paróquia.
Neste dia queremos felicita-lo por mais um ano de trabalho em prol da nossa comunidade.
Queremos dizer-lhe muitas coisas, mas primeiro, dizer obrigado por ser nosso amigo! 
Obrigado por ser uma pessoa adorável, sensível e sincera. Uma pessoa que temos o privilégio de conhecer e com certeza as nossas vidas não seriam as mesmas, se Deus não o tivesse posto no nosso caminho.
Deus foi muito bom por nos ter dado a oportunidade de fazer parte da sua vida, por isso desejamos de todo o coração, que seja muito feliz.
Desejamos que todos os seus sonhos se tornem realidade, que tenha saúde, paz, amor e que continue sendo sempre assim, uma pessoa maravilhosa.
Temos certeza de que todos que fazem parte da sua vida se orgulham de si, porque como você, existem poucos.
Que Deus ilumine todos os dias da sua vida.

Com amizade, reconhecimento e gratidão.
Os paroquianos de Colares

AIS: Campanha «1 milhão de terços para o Iraque» convida a rezar pela paz

Fátima, Santarém, 16 set 2014 (Ecclesia) – A Fundação Ajuda a Igreja que Sofre (AIS) lançou em Fátima uma campanha intitulada “1 milhão de terços para o Iraque”, que tem como objetivo desafiar os portugueses a rezar pela paz naquele país.
Através de um comunicado publicado na internet, a organização católica chama a atenção “para o drama que se vive” naquele território do Médio Oriente, “onde mais um cidadão europeu foi decapitado nos últimos dias, por jihadistas do Estado Islâmico”.
A campanha “1 milhão de terços” foi apresentada durante a peregrinação nacional da AIS ao Santuário de Fátima, que este ano contou com cerca de 150 participantes, entre benfeitores e amigos da Fundação.
Durante a iniciativa, que teve lugar no último domingo, o presidente da Assembleia de Curadores da AIS reforçou os apelos que têm sido feitos pelo presidente da Conferência Episcopal do Iraque, D. Louis Sako.
Uma figura “que tem incessantemente apelado à ajuda dos portugueses e do mundo ocidental por causa da violência que se tem abatido no seu país contra os cristãos”, apontou o padre David Sampaio.
A deslocação dos membros da AIS a Fátima esteve também integrada na peregrinação aniversária de setembro ao santuário mariano, nos dias 12 e 13 deste mês.
De acordo com a AIS, o reitor daquele local de culto, padre Carlos Cabecinhas, presidiu a uma eucaristia onde foi “rezada uma oração pela paz no mundo, especialmente na Síria e Iraque”.
Os peregrinos pediram a Deus para que “dê força aos cristãos que aí vivem e os ajude a superar a dolorosa perseguição a que estão sujeitos”, adianta a nota da AIS.
JCP