quarta-feira, 12 de novembro de 2014

O desfecho do Sínodo sobre a família permanece em aberto; isso é bom ou é mau?
Penso que se percebeu (…) a importância dos testemunhos das famílias que foram convidadas a manifestar-se diretamente, e de forma inédita, na assembleia sinodal. Essa metodologia tem de ser ampliada. É inútil decidir sobre a vida das pessoas sem dispor-se primeiro a escutá-las..

Convite

A Diocesana de Lisboa do Movimento Casais de Santa Maria tem o prazer de convidar todos os casais para o 
RETIRO DE ADVENTO PARA CASAIS - FAMÍLIA EM SAÍDA

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

- Grupos de Caminhada Sinodal

- 3ª feira na Azóia às 15h30, em Almoçageme às 20h30 e no Mucifal às 21h00.
- 4ª feira em Colares e na Praia das Maçãs às 21h00.
- 5ª feira nas Azenhas do Mar às 21h00
- Domingo no Penedo às 10h00 e em Colares às 10h30.

- Partilha -

S. Pedro do Sul - imagens sobre o rio Vouga - partilha de agradecimento ao nosso Deus Trino de Amor- ... da chata
Como a água, Senhor, espelha a beleza da Criação, assim também e quero ser a água viva que espelha a ternura do Teu Amor  junto do homem, meu irmão, e de toda a Tua restante Criação. Te peço, ajuda - me a que isso seja possível. 
Boa semana na PAZ DE CRISTO, ana saldanha (elemento da Equipa Casais Stª Maria/Colares)


sábado, 8 de novembro de 2014

32º Domingo - Ano

Festa da Dedicação da Basílica de Latrão
Evangelho - Jo 2,13-22
Comentário Breve
A Basílica de S. João de Latrão, cuja “dedicação” ou consagração aconteceu no ano de 320, é a catedral do Papa, enquanto Bispo de Roma. Ela é a “mãe de todas as igrejas”, o símbolo das Igrejas de todo o mundo, unidas à volta do sucessor de Pedro.
A Festa da Dedicação da Basílica de Latrão, que este ano celebramos ao domingo, convida-nos a tomar consciência de que a Igreja de Deus (que a Basílica de Latrão simboliza e representa) é hoje, no meio do mundo, a “morada de Deus”, o testemunho vivo da presença de Deus na caminhada histórica dos homens.
O Evangelho que nos é proposto nesta Festa diz que é olhando para Jesus que poderemos responder a tantas pergunta que constantemente o homem levanta, nomeadamente, como O encontrar, chegar até Ele ou perceber e descobrir propostas e caminhos.
Somos convidados a olhar para Jesus e a descobrir nas suas indicações, no seu anúncio, no seu “Evangelho”, aquela proposta de vida e de salvação que Deus nunca desistiu de nos apresentar.
Os homens do nosso tempo têm de ver no rosto dos cristãos o rosto bondoso e terno de Deus; têm de experimentar, nos gestos de partilha, de solidariedade, de serviço, de perdão dos cristãos, a vida nova de Deus; têm de encontrar, na preocupação dos cristãos com a justiça e com a paz o anúncio desse mundo novo que Deus quer oferecer a todos os homens.
Talvez o facto de Deus parecer tão ausente da vida, das preocupações e dos valores dos homens do nosso tempo tenha a ver com o facto de os discípulos de Jesus se demitirem da sua missão e da sua responsabilidade.
Por isso, importa perguntar se o nosso testemunho pessoal é um sinal de Deus para os irmãos que caminham ao nosso lado? A vida das nossas famílias dá testemunho da vida de Deus?
A Igreja é essa “casa de Deus” onde qualquer homem ou qualquer mulher pode encontrar essa proposta de libertação e de salvação que Deus oferece a todos?
Ao gesto profético de Jesus, os líderes judaicos respondem com incompreensão e arrogância. Consideram-se os donos da verdade e os únicos intérpretes autênticos da vontade divina. Instalados nas suas certezas e preconceitos, nem sequer admitem que a denúncia que Jesus faz esteja correcta. Aquela auto-suficiência impede-os de ver para além dos seus projectos pessoais e de descobrir os projectos de Deus.
Trata-se de uma atitude que, mais uma vez, nos questiona.
Quando nos barricamos atrás de certezas absolutas e de atitudes intransigentes, podemos estar a fechar o nosso coração aos desafios e à novidade de Deus.

Vaticano

Papa critica «cristãos de nome, com duas ou três coisas de cristão, mas nada mais»
Também nós devemos estar atentos a não deslizar para aquele caminhos de cristãos pagãos, cristãos na aparência. E a tentação de habituar-se à mediocridade, a mediocridade dos cristãos, destes cristãos, é precisamente a sua ruína, porque
o coração torna-se morno, tornam-se mornos.

Valem menos do que um cão?

Octávio Carmo, Agência ECCLESIA

Eu, pecador, me confesso: dei a notícia do assassinato de um casal de cristãos no Paquistão com a tristeza e o choque natural perante a barbárie em causa, mas rapidamente houve outras notícias, outras entrevistas, infelizmente mais choques e preocupações. Não me surpreendeu que não viesse ninguém para as ruas protestar, por exemplo, diante da embaixada do Paquistão. O mesmo se diga em relação aos cristãos que morrem na Síria ou no Iraque, bem como aos milhões que aí são forçados a deixar tudo para trás, em troca de uma sobrevivência precária.
Felizmente, eles não sabem que aqui no Ocidente há pessoas que, lutando por aquilo em que acreditam, são capazes de fazer vigílias contra touradas ou contra a morte de um cão, mas os cristãos, pelo contrário, parecem assistir com indiferença ao martírio dos seus irmãos. Imagino o choque: será que eu valho menos do que um cão?
O recente relatório sobre a liberdade religiosa da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (cuja apresentação ficou mais marcada pelas ausências institucionais do que pela presença de quem de direito), as entrevistas ao patriarca Gregório III Laham e o testemunho do arcebispo libanês Issam John Darwish ajudam a combater o que foi definido como “iliteracia religiosa”.
Não quero acreditar nisso, mas talvez haja quem pense que as comunidades religiosas atingidas pelo fundamentalismo ‘merecem’ esse castigo e estão a provar do seu próprio veneno; talvez a falta de humanidade chegue ao ponto de considerar um crente como cidadão de segunda ou de terceira, face a outras vítimas das barbáries e das tragédias que se multiplicam no planeta.
Estes homens e mulheres, no entanto, representam um património de humanidade que não pode ser descurado ou maltratado, pelo contrário: a resposta ao extremismo, ao fundamentalismo, ao Mal, exige um fundo comum de valores, de espiritualidade, muito mais do que uma mera intervenção militar, armando ou desarmando as partes em conflito segundo interesses momentâneos.
A violência não se combate com mais violência e a intolerância exige um acréscimo de fraternidade e de diálogo na vida das comunidades crentes. Só assim se poderá ver no outro um irmão, com quem construir um mundo mais digno do desígnio divino para todos.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Patriarcado organiza encontro para catequistas


O Departamento da Catequese do Patriarcado de Lisboa promove, na manhã no próximo dia 15 de novembro, sábado, um encontro de formação para os catequistas da adolescência. ‘A educação da Sexualidade na Adolescência’ é o tema da intervenção de monsenhor Vítor Feytor Pinto, a que se segue a explanação de pedagogias de trabalho com os adolescentes, por etapa, propostas e partilha. Este encontro, que decorre das 9 às 13h, vai ter lugar na igreja do Sagrado Coração de Jesus (junto ao Marquês de Pombal), em Lisboa.
Informações: 218810533

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Colares - dia 7 de Novembro

- SEXTA-FEIRA: 1ª do Mês - Adoração ao SS.mo Sacramento e confissões e Missa às 19h00,em Colares.

A Igreja assinala hoje, 6 de novembro a memória do Santo Condestável

S. Nuno de Santa Maria, o Santo Condestável: evocação por Bento XVI | IMAGENS |
Sinto-me feliz por apontar à Igreja inteira esta figura exemplar nomeadamente pela presença duma vida de fé e oração em contextos aparentemente pouco favoráveis à mesma, sendo a prova de que em qualquer situação, mesmo de caráter militar e bélico, é possível atuar e realizar os valores e princípios da vida cristã, sobretudo se esta é colocada ao serviço do bem comum e da glória de Deus.

Casamento Católico

Igreja não deve demorar anos a declarar se matrimónio é nulo ou válido, vinca papa
O papa Francisco vincou hoje, no Vaticano, que a Igreja deve ser muito mais expedita na apreciação de casos que impliquem a declaração de nulidade ou validade de um casamento católico, ao mesmo que evita misturar questões económicas com espirituais.

Caros catequitas,

 já disponível em www.catequese.net

1.Formação para Catequistas 1º ao 6º ano
O Setor da Catequese de Lisboa volta a promover mais uma formação para Catequistas do 1º ao 6º ano da Catequese.
Ler mais...
2.Curso de Iniciação - Vigararia da Lourinhã
A Vigararia da Lourinhã organiza, dias 7 e 8, 21 e 22 de novembro, um Curso de Iniciação dirigido a todos os catequistas da Vigararia.
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Votos de continuação de bom trabalho!

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Intenções do Papa Francisco para o mês de Novembro

Cidade do Vaticano (Terça-feira, 04-11-2014, Gaudium Press) Mensalmente o Santo Padre indica ao "Apostolado da Oração" as intenções que ele tem em suas orações e convida a todos os católicos a unirem suas orações às dele.
Para o mês de novembro o Pontífice deu como intenções: pelas pessoas que sofrem a solidão e pelos formadores de seminaristas e religiosos.
Como intenção geral, o Papa exorta aos fiéis a rezarem "para que as pessoas que sofrem a solidão sintam a proximidade de Deus e o apoio dos irmãos".
Já na intenção missionária os fiéis são convidados a orarem "para que os seminaristas, os religiosos e as religiosas jovens tenham formadores sábios e bem preparados". (EPC)

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

DA CHATA (Evangelho Mateus 22,34-40)

Olá, cá estou! De novo !? 
Uma saudação amiga na Paz de Cristo, nosso irmão e salvador.
O Evangelho, hoje fala-nos de um escriba (doutor da Lei) que quis experimentar Jesus, claro pondo-O mais uma vez "entre a espada e a parede" e perguntou-Lhe "Qual é o maior mandamento da Lei?" Jesus responde-lhes, usando o texto bíblico conhecido pelo "Shema ' Israel"- Escuta Israel - ( Dt-6,5 - Antigo Testamento):"Amarás o Senhor , teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças", dizendo logo de seguida que" o 2ºmandamento é semelhante ao 1º, isto é: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (verificamos mais tarde que Jesus dirá : Ama o teu próximo como Eu te AMEI . E este é perfeito!  Pois é....  como Ele ...!  "como Eu" ...até à morte!')
Nesta época, os rabinos tinham chegado à conclusão que os 10 Mandamentos dados no Monte Sinai a Moisés era muito pouco e, então descobriram, ao estudarem a Bíblia , que haviam 613 mandamentos. Imaginam as nossas catequistas que já sofrem tanto a meter-nos na cabeça 10, o que seria 613?! Isto era um fardo insuportável (Lucas 11,46). Jesus veio rectificar esta ideia rabínica  (não os 10 Mandamentos, esses completou-os, introduzindo-lhes  AMOR).
Mas aqui o que mais me fez pensar , foram as palavras coração, alma , forças e semelhante.
Amar-Te Senhor com o coração indiviso (com todo). Quantas vezes Te amamos com o coração partido entre os bens terrenos, títulos, carreira, poder.... até Te mandamos esperar, como seja: fecha lá os olhos. Temos tantas vezes o coração repartido e não Te ama-mos "com todo o coração", como Jesus nos pede.
Amar-Te com toda a alma! A alma é Vida,, é sopro divino... e como vamos nós (eu)? Jesus pede-nos disponibilidade... Amar a Deus com toda a nossa vida, confiança, entrega, escolhas... renúncias...
Amar-Te com toda a mente.... E é verdade, o racional também faz parte  do Teu Amor. É certo que as nossas emoções não podem fazer mandamento, mas poderá ser uma necessidade que tenho de pôr todo o meu intelecto na Tua procura e busca da Tua vontade.
Enquanto me interesso por  futilidades, distraindo-me com frivolidades, não me empenho no descobrir  mais e melhor as razões da minha própria fé, não me envolvendo no Amor de Deus,  e consequentemente, no testemunho que deveria ser o espelho desse amor.
Depois de dizer qual o grande mandamento (maior) Jesus acrescenta ao 1º, fazendo como que um caminhar para introduzir o 2º a palavra "semelhante ao 1º ". É aqui que surge a novidade que Ele nos trás semelhante. Que nos quer dizer igualmente grande, igualmente importante. Igual a..  Isto, penso eu, confere ao amor pelo ser humano o mesmo valor do amor de Deus. Só Jesus colocou estes 2 mandamentos no mesmo plano, atribuindo-lhe o mesmo valor. Recordo o evangelista João ( 13,34-35), que nos transcreve as palavras de Jesus: "Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei"  Ele ama o Pai e só assim, está  junto de nós dando-SE com e por AMOR
E aqui me despeço, pois vou até à Missa, com esta mensagem tirada da 1ª Epistola  de João 4, 19-21: " QUEM NÃO AMA O IRMÃO QUE VÊ, NÃO PODE AMAR A DEUS QUE NÃO VÊ"
Que a Paz de Cristo esteja connosco, 
ana saldanha (elemento da Equipa Casais Stª Maria/Colares

sábado, 1 de novembro de 2014

DOMINGO 2 de Nov

 Fiéis Defuntos
– Missas: na Ulgueira às 9h30,em Almoçageme às 10h30, em Colares às 12h00 e 19h00 e no Cemitério de São Gregório do Vinagre às 15h30.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Associação Internacional de Exorcistas

Cidade do Vaticano, 27 out 2014 (Ecclesia) - O Papa enviou uma mensagem à Associação Internacional de Exorcistas (AIE), que promoveu em Roma o seu primeiro congresso, revelou hoje a Rádio Vaticano.
Francisco sublinhou que os exorcistas manifestam “o amor e o acolhimento da Igreja a quantos sofrem por causa da obra do maligno”, num ministério que deve ser exercido “em comunhão com os próprios bispos”.
A mensagem foi lida pelo padre Francesco Bamonte, presidente da AIE, perante cerca de 300 exorcistas de vários países, que abordaram o crescimento e as consequências de fenómenos como o ocultismo e o satanismo.
A Congregação para o Clero (Santa Sé) reconheceu juridicamente em julho a Associação Internacional de Exorcistas e aprovou os seus estatutos.
A AIE passa a ter personalidade jurídica como “associação privada internacional de fiéis”, com todos os direitos e as obrigações estabelecidas pelo Código de Direito Canónico.
A ideia de reunir os exorcistas numa associação surgiu com o sacerdote italiano Gabriele Amorth, nos anos 80 do século XX, quando “estavam em plena expansão práticas de ocultismo, o que levava um crescente número de fiéis a buscar a ajuda de sacerdotes”.
Atualmente, a AIE conta com cerca 250 exorcistas de 30 países.
O exorcismo solene, também chamado “grande exorcismo” é reservado aos casos de pos­sessão diabólica e só pode ser feito por um presbítero com licença do bispo, no cumprimento das regras estabelecidas pelo Ritual da Celebração dos Exorcismos, sendo proibida qualquer interferência da comunicação social ou ajuntamento de pessoas.
O Catecismo da Igreja Católica explica que o exorcismo acontece, “em nome de Jesus”, para “que uma pessoa ou um objeto seja protegido contra a ação do maligno e subtraído ao seu domínio”.
OC

domingo, 26 de outubro de 2014

XXX Domingo tempo comum

Evangelho - Mt 22,34-40
Comentário Breve

O amor está no coração da vida cristã. Esta é a mensagem simples (mas de grande complexidade na operacionalização) que nos traz a liturgia deste domingo.
A Igreja e muitos cristãos preferem enredar-se nas questões mais burocráticas e legalistas que também fazem parte do articulado da construção de comunidade, mas nada de ilusões, dado que tudo isso nos aponta para este coração: amar a Deus e ao próximo.
O amor é tudo. O decisivo da vida é amar. Aqui está o fundamento de tudo.
O essencial é viver diante de Deus e dos irmãos numa atitude de amor (caridade). Do amor é que surge tudo e sem amor tudo fica pervertido.
Cristo não está aqui a falar das nossas emoções. A sua afirmação vai no sentido de reconhecer Deus como fonte última da nossa própria existência, despertando em nós uma adesão total à sua vontade e responder com fé incondicional ao seu amor universal de Pai de todos.
Pai de todos... Por isso Jesus acrescenta aquele segundo mandamento ou a segunda parte do mandamento.
É impossível amar de verdade e com verdade a Deus e viver no quotidiano de costas voltadas para os seus filhos, isto é, "zangados" com os nossos irmãos.
Pregar o amor de Deus e esquecer os que sofrem é uma grande mentira, uma hipocrisia. 
A única atitude verdadeiramente humana, sublinho isto, diante qualquer pessoa que se cruza connosco na vida é amá-la e procurar o seu bem como o queremos para nós próprios.
Muitos até poderão dizer que lá está a lengalenga do costume, já ouvida milhentas vezes, gasta e sem eficácia prática. Contudo, não precisamos de grandes investigações sociológicas ou de diagnósticos de que o primeiro e maior problema do mundo é a falta de amor, numa civilização (se assim se lhe pode chamar) que desumaniza, um atrás do outro, todos os esforços e lutas para construir uma convivência mais humana.
O fermento continua a levedar esta pesada massa humana em ordem a uma maior maturação.E nós seguidores de Jesus Cristo não podemos esquecer a nossa responsabilidade, particularmente, as famílias nas suas pequenas comunidades ou Igrejas domésticas.
O mundo precisa de testemunhos vivos que ajudem as gerações futuras a acreditar no amor, no seu sentido mais profundo e pleno, porque nada de pior pode acontecer à humanidade do que perder a sua fé no amor.
Assim Deus é amado como amamos os outros do mesmo modo que Ele os ama. O amor pelos outros é a única coisa que torna verdadeiro o nosso amor por Deus, é o único lugar revelador, é o único sinal objectivo de que somos discípulos de Jesus e que, portanto, amamos Jesus e amamos Deus.

domingo, 19 de outubro de 2014

- Partilha -

A chata de novo no "DIA MUNDIAL DAS MISSÕES "(19.10.14)-
Neste dia Senhor, em que toda a Igreja católica, vive com maior intensidade o tema das missões, quero saudar-Te com alegria e dar-Te graças, de uma forma ainda mais especial, pelo facto de viver neste país, onde posso exprimir  livremente a religião que professo.
Ciente deste benefício, quero tornar mais presente, todos aqueles homens, meus irmãos em Cristo que, por viverem em países de repressão, ainda não O conhecem ou são obrigados a viver a Fé camuflando-a e em estrito recolhimento, dando muitas vezes a sua vida por uma causa bem maior: CRISTO! Eles são Teu povo também, Senhor.  Precisam da Tua força! Que eles nunca desistam e que o Espírito Santo sempre os assista e a Luz de Cristo os ilumine tornando mais leve a sua cruz.
É certo que, missionários, todos nós somos convidados a sê-lo. Podemos sê-lo aqui, ou em caminhos mais distantes, mas Senhor deixa-me que Te diga há uns quantos que Tu tocas bem lá mais no fundo para Te levarem a essas terras onde a Tua Palavra não tem entrada. De braços abertos para o mundo, sabem o quão importante é para a Humanidade manter acesa a chama do Teu Amor.
São muitos os testemunhos que chegam até nós, dessa gente que se dá lá longe,. Ensinam e vivem o dia a dia inseridos numa comunidade, por amor, não hesitam em arriscar a vida que, parecendo uma perda, é um ganho!
Obrigada Senhor, a Ti e a eles, pés anónimos de coração aberto anunciadores do Teu REINO, testemunhas caminhantes de uma VIDA NOVA!
Perdão Senhor, por todas as vezes que não fui capaz de me dar a meu irmão... mesmo ali ao lado e eu recusei... Neguei-lhe a maravilha que Tu ÉS.... e  vê lá , nem precisava arriscar a vida! Era só um gesto, uma palavra, uma escuta, um tempinho... Perdão Senhor por todas as vezes que Te ignorei, que não Te testemunhei e nem quis ouvir o Teu convite. Demasiado cheia para Tu poderes entrar! E eu... sei que existes!
Hoje, disseste-nos no Evangelho: "A César o que é de César e a Deus o que é de Deus" (Mateus 22,15-21).
Com uma saudação fraterna peço a Maria, exemplo da aceitação da  vontade de Deus Pai, que interceda por nós, junto d' Ele, para que cada um saiba, com humildade, encontrar o caminho que Jesus nos veio propor.
 ana saldanha (elemento da Equipa Casais Stª Maria/Colares)

domingo, 5 de outubro de 2014

Almoçageme

Festas nossa Senhora da Graça

Na vinha de Deus, a colheita é de justiça e paz:

Meditação sobre o Evangelho de Domingo

Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: «Ouvi outra parábola: Havia um proprietário que plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar e levantou uma torre; depois, arrendou-a a uns vinhateiros e partiu para longe. 
Quando chegou a época das colheitas, mandou os seus servos aos vinhateiros para receber os frutos. Os vinhateiros, porém, lançando mão dos servos, espancaram um, mataram outro, e a outro apedrejaram-no. Tornou ele a mandar outros servos, em maior número que os primeiros. E eles trataram-nos do mesmo modo.
Por fim, mandou-lhes o seu próprio filho, dizendo: “Respeitarão o meu filho”. Mas os vinhateiros, ao verem o filho, disseram entre si: “Este é o herdeiro; matemo-lo e ficaremos com a sua herança”. E, agarrando-o, lançaram-no fora da vinha e mataram-no. Quando vier o dono da vinha, que fará àqueles vinhateiros?». 
Eles responderam: «Mandará matar sem piedade esses malvados e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entreguem os frutos a seu tempo». 
Disse-lhes Jesus: «Nunca lestes na Escritura: “A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; tudo isto veio do Senhor e é admirável aos nossos olhos”? Por isso vos digo: ser-vos-á tirado o reino de Deus e dado a um povo que produza os seus frutos». (Mateus 21, 33-43, Evangelho do 27.º Domingo do Tempo Comum)
O homem dos campos, o nosso Deus camponês, olha para a sua vinha com os olhos do amor e rodeia-a de cuidados: que coisa pode ser feita por ti que Eu não tenha feito? Canto de amor de um Deus apaixonado, que faz por mim o que nunca ninguém fará.
Que colheita espera o Senhor? Isaías: esperava justiça, esperava retidão, não mais os gritos dos oprimidos, não mais sangue. O fruto que Deus espera é uma história que não gere mais oprimidos, sangue e injustiça, fugas desesperadas e náufragos.
Nas vinhas o tempo é da colheita. Para nós é-o cada dia: vêm pessoas, procuram pão, Evangelho, justiça, coragem, um raio de luz. O que encontram em nós? Vinho bom ou uva amarga?
A parábola caminha, no entanto, para um horizonte de amargura e violência. Em contraste com a baixeza dos vinhateiros emerge a grandeza do meu Deus camponês (Veronelli dizia que chamar «camponês» é o mais belo cumprimento que se pode fazer a alguém), um Senhor que não se rende, que nunca é escasso de maravilhas, que não desiste e recomeça depois de cada recusa a envolver o coração com novos profetas e servidores, e por fim com o Filho.
Este é o herdeiro, matemo-lo e ficaremos nós com a herança! A parábola é transparente: a vinha é Israel, os vinhateiros ávidos são as autoridades religiosas, que matarão Jesus como blasfemo. A motivação é a mesma: interesse, poder e dinheiro, ficar com a colheita e a herança.
É a voz obscura que grita em cada um de nós: sê o mais forte, o mais astuto, não te importes com a honestidade e serás tu o chefe, o rico, o primeiro. Esta embriaguez por poder e dinheiro é a origem de todas as vindimas de sangue da terra.
O que fará o proprietário? A resposta das autoridades é segundo a lógica judiciária: uma vingança exemplar, novos vinhateiros, novos tributos. A sua ideia de justiça funda-se na eliminação de quem comete erros. Jesus não está de acordo. Ele não fala de fazer morrer, nunca. O seu propósito é fazer frutificar a vinha: será dada a um povo que produza frutos.
A história perene de amor e traição entre Deus e o homem não terminará nem com um fracasso nem com uma vingança, mas com a oferta de uma nova possibilidade: dará a vinha a outros.
Entre Deus e o homem as derrotas servem apenas para realçar melhor o amor de Deus. O sonho de Deus não é nem o tributo finalmente pago nem a condenação a uma pena exemplar para quem errou, mas uma vinha, um mundo que não amadureça mais cachos vermelhos de sangue e amargos de lágrimas, que não seja uma guerra perene pelo poder e pelo dinheiro, mas que amadureça uma vindima de justiça e de paz, a revolução da ternura, a tríplice cura de si, dos outros e da criação.
P. Ermes Ronchi 
In Avvenire 
Trad.: SNPC/rjm 
Publicado em 04.10.2014