quarta-feira, 11 de outubro de 2017

AZOIA - Quinta-feira, 12 de Outubro às 15h00


Casei... e agora?

Acompanhamento nos primeiros anos da vida matrimonial

Há dias ouvi uma partilha que achei muito bonita: no 50º aniversário de matrimónio dos seus avós, a neta perguntou à avó qual o segredo para a longevidade desta relação, ao que a avó respondeu com simplicidade -“o teu avô é o meu melhor amigo!”.

Para mim esta história é um estímulo, pois expressa bem que o matrimónio é a “decisão consciente e livre [dos cônjuges] de se pertencerem e amarem até ao fim” (AL, 217). E esta decisão tem que ser aprofundada e renovada dia após dia! É, por isso, indispensável o acompanhamento dos esposos nos primeiros anos de vida matrimonial.

Aqui a Igreja tem um papel fundamental. Não basta encaminhar os casais para os CPM (cursos ou centros de preparação para o matrimónio). Há que dar continuidade ao trabalho e assegurar que estamos presentes e apoiamos os esposos nos primeiros anos da sua vida matrimonial, para os recordar continuamente da importância de permanecer fiel à decisão de se amarem.

Diz-nos o Papa Francisco que o caminho do matrimónio “implica passar por diferentes etapas, que convidam a doar-se com generosidade: do impacto inicial caracterizado por uma atracção decididamente sensível, passa-se à necessidade do outro sentido como parte da vida própria. Daqui passa-se ao gosto da pertença mútua, seguido pela compreensão da vida inteira como um projecto de ambos, pela capacidade de colocar a felicidade do outro acima das necessidades próprias, e pela alegria de ver o próprio matrimónio como um bem para a sociedade.” (AL 220)

Assim, o matrimónio não se pode entender como algo acabado, como um dia muito feliz que ficou no passado. O matrimónio é um percurso que se constrói dia-a-dia com a graça de Deus. E é muito mais fácil quando caminhamos em conjunto!

Desafiamos as comunidades cristãs a criarem espaços de acompanhamento e integração de casais, idealmente numa dinâmica integrada, que se inicia no namoro e preparação do matrimónio e que continua por toda a vida do casal. Para além do acompanhamento individual ao casal, uma das modalidades de acompanhamento que se tem revelado muito profícua é a constituição de grupos de casais, para partilha de vida e auxilio mutuo.

Que este acompanhamento seja uma realidade nas nossas comunidades para que cada vez mais casais tenham a graça de celebrar em conjunto 50 e mais anos de casamento, descobrindo no cônjuge o companheiro no caminho para a santidade, tal como falava a avó da minha amiga.

Texto escrito por Catarina Fortes

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Praia das Maçãs - Sábado, 7 de Outubro


A Vida em Cristo - Palestra

Colares, Igreja da Misericórdia, sala anexa.

Sexta -feira 6 de Outubro, às 21h30

Colares - Sexta-feira, 6 de Outubro


Mucifal - Quinta-feira, 5 de Outubro


Papa Francisco: a fé não é só um otimismo


Em sua catequese semanal, o Papa recordou que os discípulos estavam abatidos depois da crucifixão

O cristão é um missionário de esperança, não um profeta de desgraças, como se tudo tivesse terminado no calvário ou na sepultura. O essencial do seu anúncio – com os fatos e o testemunho de vida – é Jesus, que depois de morto, ressuscitou na manhã de Páscoa. E “quem teve a graça de abraçar a ressurreição de Jesus, pode ainda esperar no inesperado”.

O Papa Francisco dedicou a sua Catequese da Audiência Geral desta quarta-feira  ao tema “missionários de esperança hoje”, ressaltando que o fazia com alegria no início deste mês, que a Igreja dedica “em particular à missão” e também no dia da Festa de São Francisco de Assis,  “um grande missionário de esperança”.

Dirigindo-se aos mais de 15 mil fiéis presentes na Praça São Pedro, o Papa recordou que os discípulos estavam abatidos depois da crucifixão e sepultamento de Jesus. Aquela pedra, rolada contra a entrada do sepulcro, pôs fim a três anos de vida esperançosa e entusiasmante na companhia do Mestre vindo de Nazaré. Parecia o fim de tudo, e alguns já começavam a deixar Jerusalém para regressar para suas casas.

“Mas Jesus ressuscita!”. Este fato inesperado transformou a mente e o coração dos discípulos, uma transformação que ficou completa quando receberam a força do Espírito Santo no dia de Pentecostes. “Não terão somente uma bela notícia para levar a todos – sublinhou o Santo Padre –  mas estarão eles mesmos diferentes de antes, como renascidos para uma vida nova”:

“Como é bonito pensar que se é anunciadores da ressurreição de Jesus, não somente com palavras, mas com os fatos e com o testemunho de vida! Jesus não quer discípulos capazes somente de repetir fórmulas aprendidas de memória. Quer testemunhos: pessoas que propagam esperança com o seu modo de acolher, de sorrir, de amar. Sobretudo de amar: porque a força da ressurreição torna os cristãos capazes de amar mesmo quando o amor parece ter perdido as suas razões”.

Existe um “a mais” que habita a existência cristã, inexplicável pela simples força de vontade ou por um cego otimismo. “A fé, a nossa esperança, não é somente um otimismo, diz o Papa. É outra coisa, é algo a mais! É como se os fiéis fossem pessoas com um “pedaço de céu a mais” sobre suas cabeças. É bonito isto, hein! Nós somos pessoas com um pedaço de céu sobre a cabeça, acompanhados de uma presença”, que o mundo sequer consegue intuir:

“Assim a tarefa dos cristãos neste mundo é a de abrir espaços de salvação, como células de regeneração capazes de restituir a seiva vital àquilo que parecia perdido para sempre. Quando o céu se apresenta todo nublado, é uma bênção a pessoa que sabe falar do sol. Por isso, o verdadeiro cristão não é assim, lamuriento nem mal-humorado, mas convencido, pela força da ressurreição, de que nenhum mal é infinito, nenhuma noite é sem fim, nenhum homem é definitivamente errado, nenhum ódio é invencível diante do amor”.

Francisco falou então do alto preço que os discípulos terão que pagar “por esta esperança dada a eles por Jesus”:

“Pensemos aos tantos cristãos que não abandonaram o seu povo, quando veio o tempo da perseguição. Ficaram ali, onde havia incerteza sobre o amanhã, onde não se podia fazer projetos de nenhum tipo, ficaram esperando em Deus. E pensemos em nossos irmãos, em nossas irmãs do Oriente Médio que dão testemunho de esperança e também oferecem a vida por este testemunho.Estes são verdadeiros cristãos! Eles trazem o céu no coração, olham além. Quem teve a graça de abraçar a ressurreição de Jesus, pode ainda esperar no inesperado”.

Os mártires de todos os tempos, com a sua fidelidade a Cristo – observa o Papa – confirmam que “a injustiça não é a última palavra na vida. Em Cristo ressuscitado, podemos continuar a esperar”:

“Os homens e as mulheres que têm um “porque” viver, resistem mais do que os outros nos tempos de infortúnio. Mas quem tem Cristo ao seu lado, realmente não teme nada. E por isto os cristãos, os verdadeiros cristãos, nunca são homens fáceis e acomodados. A brandura deles não deve ser confundida com um sentimento de insegurança e de submissão (…). Caídos, se reerguem sempre”.

Este é o motivo – conclui o Papa – porque o cristão é um missionário de esperança. “Não por mérito seu, mas graças a Jesus, o grão de trigo que, caído em terra, morreu e deu muito fruto”.

(Rádio Vaticano)

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

60 Anos do Movimento Familiar “Casais de Santa Maria”

15 de Outubro de 2017, no Seminário de Penafirme – Torres Vedras.

O grupo de Colares dos Casais de Santa Maria, tem o grato prazer de convidar todas as famílias a nos acompanhar nesta nossa festa.
O programa é o seguinte:

10h00 - Acolhimento às Famílias
10h30 - Referência ao Aniversário e partilha de testemunhos
           - Ressonância do Sr. Bispo D. José Traquina
12h30 - Pausa
13h00 - Almoço
14h30 - Convívio livre entre Famílias
16h00 - Encerramento com a Celebração da Eucaristia

Inscrições: Crianças dos 5 aos 12 anos € 5,00, Adultos € 10,00
Júlio José Silva Tm: 965019658 Email: casa.por.sol@sapo.pt - de preferência até dia 2 de Outubro

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Igreja/Portugal: Faleceu D. Manuel Martins, primeiro bispo de Setúbal

D. Manuel Martins - Foto Lusa
Setúbal, 24 set 2017 (Ecclesia) – D. Manuel Martins, primeiro bispo de Setúbal, faleceu hoje aos 90 anos de idade, anunciou a diocese sadina.

“Deus acaba de chamar a si o primeiro Bispo da nossa Diocese de Setúbal, D. Manuel Martins. Faleceu hoje, às 14h05, acompanhado dos seus familiares e após receber a Santa Unção”, informa uma nota enviada à Agência ECCLESIA.

O prelado faleceu na Maia, Diocese do Porto, em casa de familiares.

As exéquias fúnebres de D. Manuel Martins, bispo emérito de Setúbal que morreu hoje, aos 90 anos de idade, vão celebrar-se na terça-feira, pelas 15h00, no Mosteiro de Leça do Balio (Matosinhos - Porto), terra natal do prelado.

Segundo o desejo expresso pelo próprio, D. Manuel Martins será sepultado junto dos seus pais, no cemitério próximo do Mosteiro.

D. Jorge Ortiga, arcebispo de Braga, reagiu à notícia com uma mensagem publicada através da sua conta na rede social Twitter: "D. Manuel Martins, descanse em paz. Os pobres e os trabalhadores têm um intercessor no céu".

D. Manuel Martins foi o primeiro bispo nomeado para a então recém-criada Diocese de Setúbal, onde iniciou o seu ministério episcopal no dia 26 de outubro de 1975.

O falecido bispo nasceu a 20 de janeiro de 1927, em Leça do Balio, concelho de Matosinhos; foi ordenado sacerdote em 1951, após a formação nos seminários do Porto, seguindo-se a frequência do curso de Direito Canónico na Universidade Gregoriana, em Roma.

Pároco da Cedofeita, no Porto, entre 1960 e 1969, D. Manuel Martins foi nomeado vigário-geral da diocese nortenha em 1969, antes de seguir para Setúbal.

D. Manuel Martins foi presidente da Comissão Episcopal da Ação Social e Caritativa, bem como da Comissão Episcopal das Migrações e Turismo, na Conferência Episcopal Portuguesa; foi ainda presidente da Secção Portuguesa da Pax Christi e da Fundação SPES.

No dia 23 de abril de 1998, o Papa João Paulo II aceitou o seu pedido de resignação ao cargo de bispo de Setúbal.

O bispo emérito foi agraciado com a grã-cruz da Ordem de Cristo, durante as comemorações do 10 de junho de 2007, em Setúbal, e com o galardão dos Direitos Humanos da Assembleia da República, a 10 de dezembro de 2008.

Em maio de 2015, D. Manuel Martins foi condecorado com a medalha da Ordem de Timor-Leste, pelo papel que teve na restauração da independência deste país.

Em março deste ano, o presidente da República Portuguesa saudou o percurso de vida de D. Manuel Martins, bispo emérito de Setúbal, que completou 90 anos a 20 de janeiro.

“Nascido em Matosinhos, no norte de Portugal, D. Manuel Martins sempre manteve a fidelidade aos princípios e valores distintivos daquela região do país: o sentido de serviço aos outros, a dedicação ao trabalho e a preocupação permanente com a justiça social”, escreveu Marcelo Rebelo de Sousa, num texto divulgado pela Presidência da República.

OC

sábado, 23 de setembro de 2017

“Não podemos deixar os governantes sozinhos. Os cristãos devem rezar por eles. Não rezar pelos governantes é pecado”

Oração pelos governantes  

Interpelado pelas palavras do Papa Francisco, que nos alerta para a necessidade de rezar pelos governantes, quero, hoje, elevar a minha oração, Senhor. Quero, assim, rezar por todos aqueles que, no mundo, exercem o poder. Uns, de um modo melhor, outros, talvez não tão bem. Mas quero pedir-Te por todos os governantes, para que não se esqueçam nunca dos mais frágeis e dos mais pobres; daqueles que não têm um teto que os abrigue. Que não se esqueçam que são tantos os que não têm emprego, que procuram ajuda para comer, que, envergonhados não conseguem sequer pedir ajuda. Quero pedir-Te, Senhor, que concedas o dom do serviço aos governantes que se aproveitam dos seus cargos para benefício próprio. Quero pedir-Te que ilumines aqueles que, ao tomarem as suas decisões, não pensem apenas no lucro ou nos seus ganhos, mas tenham a verdadeira consciência do que significa deixar tudo para servir.

Nesta minha oração, Senhor, suplico a Ti o dom do discernimento para os governantes que não olham a meios para alcançar os seus fins. Que tenham em conta o bem dos outros, daqueles que servem, mas acima de tudo, o bem da humanidade inteira. Que não pensem que a guerra ou que as armas são uma demonstração de poder, porque o verdadeiro poder está no Amor. Que sejam verdadeiros líderes pela sua entrega, capacidade de trabalhar em equipa, sem afirmações ditatoriais.

Peço-Te, Senhor, que os governantes não se esqueçam nunca de proteger a natureza que nos envolve e que é criação Tua. Se destruirmos este que é o nosso habitat, estamos a destruir o que Tu criaste. Invoco-Te, Senhor, pedindo o dom do discernimento para todos aqueles que governam no mundo, e não são capazes de perceber que há tantas decisões tomadas que não constroem a sociedade mas, que pelo contrário, a vão destruindo. Quando impõem ou pretendem impor leis que não defendem a vida; quando invocam a liberdade pessoal para criar formas de satisfazer caprichos, gostos, ideais ou culturas. Quando não se valoriza o ser humano, mas, pelo contrário, faz-se dele um ser egoísta, narcisista e individualista. A Ti, Senhor, dirijo hoje esta pequena e simples oração. Sei que muito mais há a pedir, mas deixo aos leitores a oportunidade da abertura de coração.
Editorial, pelo P. Nuno Rosário Fernandes, diretor

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Papa: «Não rezar pelos governantes é pecado»

Mensagem deixada por Francisco durante a missa na Casa de Santa Marta

Cidade do Vaticano, 18 set 2017 (Ecclesia) 
– O Papa pediu hoje aos cristãos para rezarem pelos governantes das nações, independentemente das suas “falhas”.
“Não podemos deixar os governantes sozinhos. Os cristãos devem rezar por eles. Não rezar pelos governantes é pecado”, sustentou esta segunda-feira Francisco, durante a habitual missa da manhã na Casa de Santa Marta, onde reside.
Na sua reflexão, o Papa argentino salientou que esta atitude de intercessão não pode depender de orientações de voto ou de julgamentos políticos sobre quem está “no poder”.
“Ah, mas eu não votei neles, mas eles fazem tantas coisas más. É nestas alturas que eles precisam mais do que nunca da nossa oração”, frisou Francisco.
E os governantes, também precisam de rezar? De acordo com o Papa, a oração é essencial para um bom governante, para que este “não se feche na sua própria autorreferencialidade”, não seja “um homem fechado em si mesmo”, no seu partido ou circulo mais próximo.
“Quem tem mais poder do que o governante? O povo, que lhe deu o poder, e Deus, do qual vem o poder através do povo. Quando um governante tem consciência disto, ele reza”, concluiu.

JCP

domingo, 17 de setembro de 2017

Nem todos os paroquianos deram por isso....

... mas faz hoje, 17 de Setembro, 11 anos, que o nosso Pároco, Padre José António Rebelo da Silva, veio para a nossa Paróquia, para nos guiar pelos caminhos da Fé e no amor em Deus, pelos outros.
Por isso aqui estamos mais um ano a desejar-lhe que tenha saúde, paz e amor, para continuar a guiar este rebanho que Deus lhe confiou, não esquecendo os familiares e amigos.
Que Jesus e Santa Maria iluminem todos os dias de sua vida.
BEM HAJA

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Hoje 15 de Set. - Conferência

O padre Rossano Sala é um dos maiores especialistas mundiais em pastoral juvenil. Se estiver interessado no tema:  ‘Sínodo dos Bispos 2018 e os desafios da Pastoral Juvenil’, vá até ao auditório da igreja de São João de Deus, em Lisboa, a partir das 21h00. Já agora, o Padre Rossano Sala integra a equipa de trabalho do Vaticano responsável pela coordenação do Sínodo dos Bispos dedicado aos jovens, que se vai realizar em outubro de 2018.

Atenção, neste fim de semana as missas na Paróquia de Colares, passam para o horário de inverno

- SÁBADO: Missas Vespertinas – na Azóia às 16h00 e no Mucifal às 19h00.

- DOMINGO: Missas – em Almoçageme às 10h30, em Colares às 12h00 e às 18h30 e nas Azenhas do Mar às 17h00.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Destaques da Semana

- QUINTA-FEIRA: Festa da Exaltação da Santa Cruz, em 14 de Setembro, celebra a cruz como instrumento de salvação, fonte de santidade e símbolo revelador da vitória de Jesus sobre o pecado, a morte e o demónio. Adoração ao SS.mo Sacramento na Azóia às 15h00.

- SEXTA-FEIRA: Festa de Nossa Senhora das Dores. Missa no Mucifal às 19h00.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Sexta-feira, dia 08 de Setembro de 2017

Natividade de Nossa Senhora

GIOVANNI_DA_MILANO_The_Birth_Of_the_Virgin
A Natividade de Nossa Senhora é a festa de seu nascimento. É celebrada desde o início do cristianismo, no Oriente. E, no Ocidente, desde o século VII. O profundo significado desta festa é o próprio Filho de Deus, nascido de Maria para ser o nosso Salvador.
No seu Sermão do Nascimento da Mãe de Deus, o Pe. António Vieira diz: "Perguntai aos enfermos para que nasce esta Celestial Menina. Dir-vos-ão que nasce para Senhora da Saúde; perguntai aos pobres, dirão que nasce para Senhora dos Remédios; perguntai aos desamparados, dirão que nasce para Senhora do Amparo; perguntai aos desconsolados, dirão que nasce para Senhora da Consolação; perguntai aos tristes, dirão que nasce para Senhora dos Prazeres; perguntai aos desesperados, dirão que nasce para Senhora da Esperança; os cegos dirão que nasce para Senhora da Luz; os discordes: para Senhora da Paz; os desencaminhados: para Senhora da Guia; os cativos: para Senhora do Livramento; os cercados: para Senhora da Vitória. Dirão os pleiteantes que nasce para Senhora do Bom Despacho; os navegantes: para Senhora da Boa Viagem; os temerosos da sua fortuna: para Senhora do Bom Sucesso; os desconfiados da vida: para Senhora da Boa Morte; os pecadores todos: para Senhora da Graça; e todos os seus devotos: para Senhora da Glória. E se todas estas vozes se unirem em uma só voz (...), dirão que nasce (...) para ser Maria e Mãe de Jesus". (Apud José Leite, S. J., op. cit., Vol. III, p. 33.).

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

O Vídeo do Papa 09-2017 – Paróquias a serviço da missão – Setembro de 2017

Publicado a 01/09/2017
Setembro de 2017. O Vídeo do Papa: As portas de nossas paróquias estão sempre abertas, não para esperar que as pessoas venham, mas para ir ao seu encontro. Peçamos para que continuem assim, a serviço dos demais e da transmissão da fé.

“As paróquias têm de estar em contato com os lares, com a vida das pessoas, com a vida do povo.

Devem ser casas onde a porta esteja sempre aberta para ir ao encontro dos demais.

E é importante que a saída ofereça uma clara proposta de fé.

Trata-se de abrir as portas e deixar que Jesus saia com toda a alegria de sua mensagem.

Peçamos por nossas paróquias, para que não sejam escritórios, mas que, animadas pelo espírito missionário, sejam lugares de transmissão da fé e testemunho da caridade”.

Mucifal - Quinta -feira, 7 de Setembro de 2017

terça-feira, 5 de setembro de 2017

É Dia Internacional da Caridade. Ocasião para recordar “uma mulher terna e firme”

Assim foi definida Madre Teresa de Calcutá, que as Nações Unidas decidiram homenagear com um dia dedicado à caridade.

“Uma mulher terna e firme ao mesmo tempo” – foi assim que Madre Teresa de Calcutá foi definida por uma das irmãs da sua obra.

É uma “dupla faceta” de uma “mulher tão pequenina e magrinha, mas tão forte e tão atractiva do ponto de vista da ternura de Deus”, comenta a vaticanista da Renascença, Aura Miguel.

Convidada a comentar a vida e obra daquela religiosa nascida na Macedónia, canonizada há um ano, Aura Miguel lembra “a maneira corajosa que [Madre Teresa] tinha para enfrentar a realidade mais incómoda, que são os mais pobres dos pobres, aqueles a quem tendencialmente viramos a cara para não enfrentarmos essa realidade”.

“Ela ia mesmo às lixeiras das ruas de Calcutá e andava pelas valetas à procura dos moribundos para lhes dar, ao menos, uma morte digna, uma vez que não tinham conseguido ter uma vida digna”, refere na Manhã da Renascença.

A sua fama era conhecida em vida e foi, ao lado do Papa João Paulo II (que depois a beatificou), uma das personalidades do século XX.

“A fecundidade da sua obra manifesta-se pelas Missionárias da Caridade, espalhadas pelo mundo inteiro, que vivem e acolhem os mais esquecidos e que mais sofrem nas realidades do mundo mais difíceis”, diz a especialista em assuntos religiosos, acrescentando que a sua obra “vai ao encontro também do estilo do Papa Francisco que, ao tê-la canonizado no ano passado, confirmou que esta mulher era um modelo a ser seguido por todos”.

Madre Teresa de Calcutá morreu a 5 de Setembro de 1997. Em 2012, as Nações Unidas decidiram instituir o Dia Internacional da Caridade nesta data.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Fotos Missa e Procissão em Honra de São Marçal

03 de Setembro de 2017
 - Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Colares -

Ver restantes fotos: https://goo.gl/photos/GdzDwDHRqTyd85tM8
São Marçal de Limoges, padroeiro dos bombeiros. 
  
Oração:

"Bendito sejais, Senhor Deus de misericórdia, que no Vosso Filho nos destes um admirável exemplo de caridade e por Ele nos confiastes o mandamento do amor.
Dignai-Vos, abençoar os nossos Bombeiros Voluntários, que se entregam generosamente ao auxilio dos irmãos e fazei que, nas necessidades urgentes, Vos sirvam fielmente na pessoa do próximo, com todo o seu coração e com todas as suas forças e, por intercessão de S. Marçal, sejam protegidos de todos os perigos que  a sua entrega acarreta.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo.
Amem!"

sábado, 2 de setembro de 2017

Carta aos diocesanos de Lisboa - 2017/2018

“Fazer da Palavra de Deus o lugar onde nasce a fé”

Carta aos diocesanos de Lisboa, no início do ano pastoral
Caríssimos diocesanos      

1. De novo vos escrevo, no início do ano pastoral. Pode ser útil, entre o muito que há a fazer, quando a vida como que recomeça no espaço social e eclesial. Reabrem-se as escolas, retomam-se os ritmos, preparam-se imediatamente as catequeses e outras atividades paroquiais. Com votos amigos de bom ano pastoral 2017-2018, procuro apenas relembrar o principal da nossa vida conjugada, como Igreja que somos no Patriarcado de Lisboa. 
Na exortação apostólica Evangelii Gaudium, inspiração básica do nosso Sínodo Diocesano, o Papa Francisco escreve o seguinte: «Toda a evangelização está fundada sobre esta Palavra escutada, meditada, vivida, celebrada e testemunhada. A Sagrada Escritura é fonte da evangelização. Por isso, é preciso formar-se continuamente na escuta da Palavra. A Igreja não evangeliza se não se deixa continuamente evangelizar. É indispensável que a Palavra de Deus “se torne cada vez mais o coração de toda a atividade eclesial”» (EG, nº 174) – esta última frase é citação da exortação apostólica pós-sinodal Verbum Domini, nº 1, do Papa Bento XVI, documento que não deixaremos de reler ao longo do ano.   
Como lembro na introdução ao Programa e Calendário Diocesano, o número 38 da Constituição Sinodal de Lisboa - nosso objetivo específico de 2017-2018 - enuncia-se assim: “Fazer da Palavra de Deus o lugar onde nasce a fé”. Detalho depois alguns pontos desse número. Acrescentam-se “Sugestões Programáticas”, apuradas em várias instâncias diocesanas e sistematizadas pelo Secretariado da Ação Pastoral e o Secretariado do Sínodo Diocesano. São relativas 1) à centralidade, 2) ao conhecimento e 3) à transmissão da Palavra. Cumpre agora a cada comunidade concretizá-las do modo mais adequado. 
O Domingo 29 de outubro será no Patriarcado de Lisboa o “Domingo da Palavra”, seguindo a indicação do Papa Francisco: «Seria conveniente que cada comunidade pudesse, num Domingo do Ano Litúrgico, renovar o compromisso em prol da difusão, conhecimento e aprofundamento da Sagrada Escritura. […] Não há de faltar a criatividade para enriquecer o momento com iniciativas que estimulem os crentes a ser instrumentos vivos de transmissão da Palavra» (Misericordia et Misera, nº 7). Cada comunidade encontrará certamente o melhor modo de acentuar então o lugar imprescindível da Palavra de Deus para o brotar constante da fé que nos salva.
Tudo isto importa para prosseguirmos em Sínodo, concretizando-o agora nas comunidades e, através delas, na sociedade que têm a missão de fermentar com o Evangelho recebido e transmitido. Sem esquecer que, além do objetivo específico para este ano pastoral, temos de atender ao objetivo transversal do triénio 2017-2020: “Fazer da Igreja uma rede de relações fraternas” (Constituição Sinodal de Lisboa, nº 60). O que requer maior reconhecimento mútuo de carismas, ministérios e serviços, com mais corresponsabilidade institucional e prática a todos os níveis da nossa vida eclesial.


2. “Fazer da Palavra de Deus o lugar onde nasce a fé”, constitui, de facto, um belo programa. Entendendo também que esta “Palavra” é eminentemente pessoal – na pessoa de Cristo, Verbo encarnado, e na comunhão que gera entre as pessoas que somos e aqueles a quem chegarmos.
Assim o afirma o Catecismo da Igreja Católica em dois trechos esclarecedores: «A fé cristã não é uma “religião do Livro”. O Cristianismo é a religião da “Palavra” de Deus, não duma palavra escrita e muda, mas do Verbo encarnado e vivo» (nº 108). E mais adiante: «A fé […] não é um ato isolado. Ninguém pode acreditar sozinho, tal como ninguém pode viver só. […] Foi de outrem que o crente recebeu a fé; a outrem a deve transmitir. O nosso amor a Jesus e aos homens impele-nos a falar aos outros da nossa fé» (nº 166).
Temos fé num Deus que nos “fala” na criação e Se diz plenamente na vida de Jesus, onde confluem toda a tradição bíblica e toda a indagação humana. Como escreve Bento XVI: «A Palavra eterna, que se exprime na criação e comunica na história da salvação, tornou-se em Cristo um homem, “nascido de mulher” (Gl 4, 4). Aqui, a Palavra não se exprime num discurso, em conceitos ou regras; mas vemo-nos colocados diante da própria pessoa de Jesus. A sua história, única e singular, é a palavra definitiva que Deus diz à humanidade» (Verbum Domini, nº 11).
Creio ser este o ponto central do nosso programa a cumprir. Importa que uma “ecologia integral”, como o Papa Francisco nos propôs na encíclica Laudato si’, nos faça entender e salvaguardar a criação, como primeira Palavra dum Deus que nos ama e por isso mesmo nos cria e sustenta. E que nas nossas comunidades tudo conflua para Cristo, acolhendo e meditando as Escrituras, nele cumpridas e por nós transmitidas na variedade das línguas e situações deste mundo. Toda a catequese, como o próprio vocábulo significa, há de ser “eco” da Palavra que Deus absolutamente profere em Cristo. Todos os encontros comunitários hão de partir dela, para a concretizar no dia-a-dia pessoal, familiar, eclesial e sociocultural.


3. Também a Liturgia há de ser entendida como escuta e cumprimento sacramental da Palavra. É de novo Bento XVI a lembrá-lo, na exortação apostólica pós-sinodal sobre a Palavra de Deus: «Considerando a Igreja como “casa da Palavra”, deve-se, antes de tudo, dar atenção à Liturgia sagrada. Esta constitui, efetivamente, o âmbito privilegiado onde Deus fala no momento presente da nossa vida: fala hoje ao seu povo, que escuta e responde. Cada ação litúrgica está, por sua natureza, impregnada da Sagrada Escritura» (Verbum Domini, nº 52). 
Neste sentido, só podemos estar agradecidos ao movimento litúrgico que, com o Concílio Vaticano II, nos restituiu uma Liturgia mais próxima da antiga tradição e isenta de motivos posteriores que a tinham tornado menos clara e expressiva. Como bem sintetiza um dos principais colaboradores do Beato Paulo VI na reforma litúrgica providencialmente empreendida: «No que respeita à Eucaristia, começou por reorganizar-se o quadro da sua celebração. Reencontrou-se dessa forma a disposição dos lugares que fora a da basílica antiga […]: a cadeira da presidência para o bispo ou o presbítero, rodeada pelos bancos dos concelebrantes e dos ministros, o ambão da Palavra de Deus, o altar do sacrifício, que é simultaneamente a mesa do Senhor, disposto de maneira a permitir ao sacerdote celebrar voltado para o povo, favorecendo o diálogo entre o celebrante e a assembleia. O Concílio restaurou a concelebração, que manifesta bem a unidade do sacerdócio, quando ela tinha praticamente desaparecido no Ocidente há mais de mil anos. […] A inovação mais marcante foi o regresso ao uso das línguas vivas, que fora o da Igreja primitiva. […] A Palavra de Deus reencontrou o lugar que ocupava no tempo dos Padres da Igreja. A assembleia dos crentes ouve ler novamente a Lei ou o Profeta, o Salmo, o Apóstolo e o Evangelho. […] A oração eucarística é novamente dita em voz alta, de modo que ninguém assiste mais à Missa sem ouvir da boca do sacerdote o relato da instituição da Eucaristia e sem ter respondido pela sua aclamação à ordem do Senhor: Fazei isto em memória de Mim. […] Na comunhão, cada batizado pode receber o Corpo de Cristo na mão, depois de ter proclamado o seu Amen, como no tempo de Agostinho e de Cirilo em Jerusalém. Também se pode, em certos dias, beber do cálice do Senhor: Bebei todos dele, dissera Jesus aos seus apóstolos. A Eucaristia da Igreja nunca foi mais do que hoje uma reiteração fiel da Ceia de Jesus» (Pierre Jounel, A Missa ontem e hoje, Fátima, Secretariado Nacional de Liturgia, 2016, p. 44-45).
A citação é um pouco longa, mas creio ser oportuno fazê-la, para nos inteirarmos, porventura mais e melhor, da importância da Liturgia – e da Eucaristia em especial – como lugar por excelência da transmissão da Palavra, comunitariamente ouvida, sacramentalmente concretizada e mais de acordo com os primeiros elos da autêntica tradição eclesial.     


4. Continuando a receção da Constituição Sinodal de Lisboa, dedicaremos depois e especialmente 2018-2019 à vivência litúrgica, como “lugar de encontro” com Deus e com os outros a partir de Deus (cf. CSL, nº 47). E 2019-2010 a “sair com Cristo ao encontro de todas as periferias” (cf. CSL, nº 53).
Entretanto, sobre este último ponto, retomo duas considerações pontifícias sobre a Palavra de Deus e a sua projeção social e evangelizadora. Primeiro, quando Bento XVI escreve e transcreve: «O amor ao próximo, radicado no amor de Deus, deve ser o nosso compromisso constante como indivíduos e como comunidade eclesial local e universal. Diz Santo Agostinho: “É fundamental compreender que a plenitude da Lei, bem como de todas as Escrituras divinas, é o amor […]. Por isso, quem julga ter compreendido as Escrituras, ou pelo menos uma parte qualquer delas, mas não se empenha a construir, através da sua inteligência, este duplo amor de Deus e do próximo, demonstra que ainda as não compreendeu”» (Verbum Domini, nº 103). Na verdade, compreender a Palavra é um exercício de inteligência prática, só cumprido no amor concreto a Deus e ao próximo – e de Deus no próximo. Assim mesmo Jesus Cristo o “disse e fez”.Depois, sobre a “nova evangelização”, que hoje tem necessariamente de complementar a tradicional “missio ad gentes”: «O nosso deve ser cada vez mais o tempo de uma nova escuta da Palavra de Deus e de uma nova evangelização. É que descobrir a centralidade da Palavra de Deus na vida cristã faz-nos encontrar o sentido mais profundo daquilo que João Paulo II incansavelmente lembrou: continuar a missio ad gentes e empreender com todas as forças a nova evangelização, sobretudo naquelas nações onde o Evangelho foi esquecido ou é vítima da indiferença da maioria por causa de um difundido secularismo» (Verbum Domini, nº 122). É bem evidente que no Patriarcado de Lisboa há lugar e urgência, tanto para o fomento da vida cristã nas comunidades constituídas, como para o anúncio mais criativo do Evangelho a quem o esqueceu e para o primeiro anúncio a quem nunca o ouviu.  
Na sua exortação programática, base do nosso caminho sinodal em Lisboa, o Papa Francisco estimula-nos a um renovado anúncio evangélico que nos renovará também a nós, como Igreja em missão. Com palavras que nos entusiasmarão decerto, neste começo de ano pastoral, especialmente dedicado à Palavra de Deus – de Deus para nós e de nós para todos: «Um anúncio renovado proporciona aos crentes, mesmo tíbios ou não praticantes, uma nova alegria na fé e uma fecundidade evangelizadora. Na realidade, o seu centro e a sua essência são sempre o mesmo Deus que manifestou o seu amor imenso em Cristo morto e ressuscitado. Ele torna os seus fiéis sempre novos; ainda que sejam idosos, renovam as suas forças […]. Sempre que procuramos voltar à fonte e recuperar o frescor original do Evangelho, despontam novas estradas, métodos criativos, outras formas de expressão, sinais mais eloquentes, palavras cheias de renovado significado para o mundo atual. Na realidade, toda a ação evangelizadora autêntica é sempre “nova”» (Evangelii Gaudium, nº 11).        

Caríssimos diocesanos: Além de saudar-vos com muita estima, pretendo com esta carta ativar, ainda mais, a receção da Constituição Sinodal de Lisboa, no ano pastoral que iniciamos. Repito que não se trata de fazer necessariamente “mais coisas”. Trata-se sobretudo de prosseguirmos biblicamente inspirados e criativamente conjugados na caminhada que o Espírito impele para a evangelização do mundo, constante “programa” da Igreja. – Nossa Senhora, que inteiramente acolheu, incarnou e ofereceu o Verbo de Deus, nos ensinará a fazê-lo agora!

Convosco, em oração e companhia,
 
† Manuel, Cardeal-Patriarca 

Lisboa, 1 de setembro de 2017   

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Ambiente: Papa e patriarca ecuménico de Constantinopla deixam mensagem

O Papa Francisco publicou hoje (1 de Setembro de 2017) uma mensagem conjunta com o patriarca ecuménico de Constantinopla, Bartolomeu I, dedicada ao Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação.

No documento, apresentado pelo serviço informativo da Santa Sé, os dois responsáveis destacam a Terra como “um presente sublime confiado ao Homem”, um “legado” que tem sido progressivamente destruído devido à "continuada degradação” dos valores que deveriam reger a relação humana com a Natureza. O Papa e o patriarca ortodoxo apelam a “todos quantos ocupam lugares de responsabilidade, a nível social e económico, político e cultural”, para que “escutem o grito da Terra e atendam a necessidade dos marginalizados" que sofrem com esta realidade, e "acima de tudo respondam ao clamor de milhões que reclamam uma solução para esta Criação ferida”.     “A nossa propensão para interromper o equilíbrio dos ecossistemas mundiais, o nosso desejo insaciável de manipular e controlar os limitados recursos do planeta, e a nossa ganância pelo lucro ilimitado – todos estes fatores afastaram-nos daquele que é o propósito original da Criação”, referem. A humanidade “já não respeita mais a natureza como um dom a partilhar, em vez disso, olha para ela como algo só seu”, o Homem “já não é parceiro na preservação do ambiente, mas serve-se dele para dar largas aos seus projetos”, pode ler-se ainda.

As consequências destas atitudes, frisam Francisco e Bartolomeu I, “são trágicas” e vão continuar a fazer-se sentir “a longo prazo”. “A deterioração humana segue a par com a deterioração do meio-ambiente, e esta realidade do planeta recai sobre os ombros das populações mais vulneráveis”, referem o Papa argentino e o patriarca ortodoxo grego, que lembram desafios como “as alterações climáticas”, que afetam em primeiro lugar “os pobres em todos os recantos do mundo”. “O nosso dever de usar os recursos do planeta com responsabilidade implica o reconhecimento e o respeito por todas as pessoas e todos os seres vivos da Terra", refere ainda esta mensagem conjunta, que classifica o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação como “um desafio a toda a humanidade para trabalhar rumo a um desenvolvimento integral e sustentável”.

Francisco e Bartolomeu I terminam a sua mensagem convidando todas as pessoas, e todas as comunidades religiosas, a “dedicarem um tempo à oração pelo meio-ambiente”, neste dia 1 de setembro. Que este dia mundial de oração e reflexão possa contribuir para “mudar a perceção da humanidade em relação ao mundo” e com isso “a forma como as pessoas se relacionam com o mundo”, concluem os dois líderes religiosos.

O Dia Mundial de Oração pelo Cuidado pela Criação foi instituído por Francisco em 2015, como apelo à união dos cristãos e de toda a humanidade face à crise ecológica mundial. A data de 1 de setembro foi escolhida para coincidir com a comemoração que já era feita pela Igreja Ortodoxa.

Ecclesia

Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Colares

domingo, 27 de agosto de 2017

Como abençoar nossos filhos

Um costume antigo, que os pais e as mães podem repetir todos os dias
Atenção, papais e mamães! Vocês têm uma linda missão de vida: apresentar seus filhos a Deus. O Catecismo da Igreja Católica explica que: “Pela graça do sacramento do matrimônio, os pais receberam a responsabilidade e o privilégio de evangelizar os filhos. Desde tenra idade devem iniciá-los nos mistérios da fé, de que são os «primeiros arautos». Hão de associá-los, desde a sua primeira infância, à vida da Igreja. A maneira como se vive em família pode alimentar as disposições afetivas, que durante toda a vida permanecem como autêntico preâmbulo e esteio de uma fé viva.”(CIC 2225).

Com toda certeza, esta não é uma tarefa fácil. Frequentemente, pode até parecer infrutífera. E digo mais: talvez nós nunca vamos saber a influência religiosa que tivemos sobre nossos filhos. Mas é preciso exercê-la.

Uma parte importante da “evangelização” de nossos filhos é bastante simples e muito antiga. É a chamada “Bênção Parental”, que consiste na habilidade de derramar as bênçãos de Deus sobre nossos filhos. Como pais e mães, temos o dever de confiar nossos filhos a Deus e nossas orações têm um duplo efeito sobre eles. Por quê? Porque Deus nos deu nossos filhos e é nosso dever devolvê-los a Ele.

Exemplos de Bênçãos Parentais podem ser encontrados ao longo do Antigo Testamento. Um dos exemplos mais conhecidos é o de Isaac, que abençoa seu filho Jacó (cf Gênesis 27).

Em Números, está a conhecida Bênção Aarônica ou Bênção Sacerdotal: “O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e te conceda graça; o Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz” (Números 6:24-26). Linda e verdadeira, não é?

Outra Bênção Parental pode ser encontrada no livro de Tobias, onde Tobit abençoa seu filho Tobias, que está prestes a partir para uma viagem: “Que Deus nos céus te proteja no teu caminho e te traga salvo de volta pra mim; que o teu anjo te acompanhe “(Tobias 5:17).

Todas essas orações você pode recitar para seus filhos. Outra maneira simples de fazer isso seria pegar um pouco de água benta (se disponível) e traçar o sinal da cruz na mão direita de seu filho (ou simplesmente colocar a mão na cabeça dele). Ao fazer isso, você pode rezar qualquer uma das orações acima, ou apenas dizer: “Que Deus o abençoe em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.

Não existe uma fórmula definida para a oração de bênção dos filhos. Ela pode até ser espontânea. O importante é invocar a benção de Deus sobre eles, reconhecendo o poder que Ele lhe deu como pai ou mãe.

Este tipo de bênção é comumente feita na hora de dormir, mas também pode ser aplicada antes de seu filho ir para a escola, embarcar em um ônibus ou fazer uma viagem. Isso lhe dará conforto adicional para saber que Deus está com eles enquanto eles saem de sua casa e um anjo está a seu lado a cada passo do caminho.

Não é fácil ser pai e mãe e ter que ensinar a fé aos filhos. No entanto, com a ajuda de Deus, todas as coisas são possíveis. E eles, um dia, vão te agradecer por isso.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Papa Francisco publica mensagem para o dia do Migrante e Refugiado

Francisco deixa interpelações à comunidade internacional na mensagem para o próximo Dia Mundial do Migrante e do Refugiado

 mensagem do Papa para o próximo Dia Mundial do Migrante e do Refugiado , divulgada hoje pela Santa Sé, sublinha quatro verbos essenciais para responder aos desafios neste setor: “acolher, proteger, promover e integrar”. No documento preparado para essa celebração, que vai ser assinalada a 14 de janeiro de 2018, Francisco reforça a sua preocupação pela “lamentável situação que vivem tantos migrantes e refugiados”, devido a contextos de “guerra, perseguição, pobreza e de catástrofes naturais”.

Para o Papa argentino, este contexto “é sem dúvida um sinal dos tempos” que deve também desafiar a Igreja Católica. Recorde-se que no final de 2016, Francisco criou o Dicastério para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral, organismo que ainda está neste momento sob a sua orientação direta, para abordar toda a problemática dos migrantes, deslocados, refugiados e vítimas de tráfico humano. “Todo o estranho que bate à nossa porta é uma oportunidade para um encontro com Cristo”, recorda o Papa, citando o Evangelho de São Mateus para traçar a marca de “solidariedade” que deve caraterizar “cada passo da experiência migratória”. “Esta é uma grande responsabilidade, que a Igreja quer partilhar com todos os crentes e homens e mulheres de boa vontade, que são chamados a responder aos muitos desafios da migração contemporânea, com generosidade, prontidão, sabedoria e visão, de acordo com as capacidades de cada um”, escreve Francisco.

Na sua mensagem, o Papa argentino recorda o compromisso que os “líderes mundiais expressaram” durante a Cimeira das Nações Unidas a 29 de setembro de 2016, no sentido de “tomarem medidas decisivas no apoio aos migrantes e refugiados, para salvar vidas e proteger os direitos das pessoas”. Durante o mesmo encontro, os responsáveis internacionais comprometeram-se a desenvolver, “até ao final de 2018”, dois projetos globais relacionados com refugiados e migrantes. “O contributo da comunidade política e da sociedade civil é indispensável, cada uma de acordo com as suas responsabilidades”, aponta Francisco.

Sobre os quatro verbos apresentados como “fórmula” para enfrentar a atual crise migratória, “acolher, proteger, promover e integrar”, o Papa desenvolve vários tópicos com que espera sensibilizar todos os atores envolvidos nesta causa.
“Acolher significa, acima de tudo, oferecer mais opções para os migrantes e refugiados entrarem nos países de destino de forma segura e legal”, refere Francisco, que defende por exemplo a necessidade de “alargar e simplificar o processo de atribuição de vistos humanitários e de reunificação familiar”.

No que diz respeito ao verbo “proteger”, o Papa argentino realça a necessidade de salvaguardar migrantes e refugiados de práticas como o tráfico humano ou o recrutamento para trabalho ilegal, e dar às pessoas iguais condições de acesso a ferramentais que lhes permitam prosseguir com as suas vidas, no país de destino. “Quando devidamente reconhecido e valorizado, o potencial e as capacidades dos migrantes, dos refugiados e de todos quantos buscam asilo são um recurso valioso para as comunidades de acolhimento”, complementa.

Uma noção que entra já no espaço dos outros verbos, “promover” e “integrar”, que implicam ter em conta também as necessidades de “crianças, jovens e idosos” e de pessoas com “necessidades especiais” ou portadoras de deficiência. “Reitero a necessidade de fomentar a cultura do encontro de todas as formas possíveis”, conclui Francisco, que convida todas as comunidades cristãs “a partilharem estes verbos com todos os atores políticos e sociais envolvidos”.

Ecclesia

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Solenidade Nossa Senhora da Assunção - Festa da Padroeira e da Comunidade Paroquial de Colares

- SEGUNDA-FEIRA: Dia 14 – Missa Vespertina da Solenidade de Nossa Senhora da Assunção no Mucifal às 19h00. Procissão dos Oragos, a partir da Várzea de Colares às 21h00, seguida de Concerto de Música Lírico-Sacra e participação do quarteto “In Tempore”.Com a participação da soprano Ana Serro Ferreira e Mezzo-Soprano Natália Brito e do organista Francisco Sales.

- TERÇA-FEIRA: Solenidade de Nossa Senhora da Assunção: Missas em Almoçageme às 10h30, em Colares às 12h00  e  às 15h30 seguida de Procissão Solene, acompanhada pela Banda dos B.V. de Colares, seguida de Concerto. Almoços e jantares na Varanda. Noite de Fados Marianos pelo fadista Nuno da Câmara Pereira, às 22h30. Os Bilhetes de entrada devem ser adquiridos no Cartório Paroquial.

domingo, 13 de agosto de 2017

Por que pedimos bênção ao padre?

E por que muitos católicos estão deixando essa tradição?
Talvez não tenhamos  a dimensão do tamanho da graça que recebemos de Deus ao ter sacerdotes ao nosso lado. Por isso, muitas vezes, acabamos deixando passar despercebido, por exemplo, o valor da bênção que eles podem nos dar e acabamos perdendo esse costume.

São João Maria Vianney, proclamado pela Igreja o padroeiro dos sacerdotes, dizia: “Se eu encontrasse um sacerdote e um anjo, saudaria o sacerdote antes de saudar o anjo. O anjo é o amigo de Deus, mas o sacerdote ocupa o seu lugar”.

Ao serem ordenados, os sacerdotes assumem agir in persona christi, ou seja, são, para nós, representantes do próprio Cristo. Por isso, o santo dizia que o padre “ocupa” o lugar de Deus, portanto, era digno de primeira saudação, antes até mesmo de um anjo. Além disso, o sacerdote recebeu de Deus o poder de trazer Cristo para o meio de nós, função que nem os anjos podem desempenhar.

Assim sendo, durante a ordenação de todo sacerdote, há dois momentos importantes: a imposição das mãos do bispo e a unção das mãos do então padre. Ao receber o óleo nas palmas de suas mãos, o sacerdote assume quatro dimensões importantes: acolher, abençoar, oferecer e consagrar.

A segunda dimensão é a que nos fala hoje. Quando pedimos a bênção de um sacerdote, é um gesto que diz que desejamos participar dessa unção recebida por ele, queremos fazer parte desta bênção. Há alguns que têm até mesmo o costume de beijar as mãos dos sacerdotes, justamente, por serem elas que trazem o Cristo para nós, são instrumentos da graça de Deus para os fiéis.

Por que muitos não pedem mais a bênção aos padres?

Pe. Camilo Júnior, missionário redentorista e membro da Comissão de Juventude do Santuário Nacional, alerta que muitas vezes não pedir bênção ao sacerdote é reflexo de pessoas que já não pedem mais a bênção aos próprios pais.

“Pedir a bênção é um costume ensinado pelos pais. Tanto para eles mesmos e familiares, quanto para os sacerdotes. Sempre há mães que falam pra suas crianças: peça bênção pro padre e a criança já estende a mãozinha. Agora, aqueles que nem bênção pedem mais aos pais, menos ainda se preocuparão em pedir para os sacerdotes”.

Portanto, não deixe de pedir bênção aos padres e participar dessa unção dada por Deus. E não se esqueça de rezar sempre pelo seu pároco e padres que você conhece. Eles são instrumentos de Deus pra nós, riqueza nos dada pela Igreja, eles precisam de nossas orações e é nossa maneira de demonstrar nossa gratidão por dedicarem suas vidas ao povo de Deus, a nós.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Papa Francisco: É triste que alguns católicos se achem perfeitos e desprezem os demais

O Papa rodeado por fiéis no começo da Audiência Geral. Foto: Daniel Ibáñez / ACI Prensa
VATICANO, 09 Ago. 17 / 10:00 am (ACI).- O perdão como motor da esperança foi o tema central da catequese do Papa Francisco em uma nova Audiência Geral na qual recordou que a Igreja é formada por pecadores e criticou que alguns cristãos acham que são perfeitos e desprezam os demais.

“Os pecadores são perdoados. Não somente ficam aliviados a nível psicológico porque são libertados do sentido de culpa. Jesus faz muito mais: oferece às pessoas que erraram a esperança de uma vida nova, uma vida marcada pelo amor”, disse o Santo Padre.

“Penso em tantos católicos que se acham perfeitos e, por isso, desprezam os outros. Isso é triste”, afirmou.

Em sua opinião, “nos faz bem pensar que Deus não escolheu como primeiro massa para formar sua Igreja as pessoas que não erravam nunca. A Igreja é um povo de pecadores que experimenta a misericórdia e o perdão de Deus”.

“Desde o início do seu ministério público na Galileia, Jesus se aproxima dos leprosos, dos endemoniados, dos enfermos e dos marginalizados. Um comportamento assim (naquela época) não era nada habitual; tanto é verdade que esta simpatia de Jesus pelos excluídos, pelos ‘intocáveis’, será uma das coisas que mais desconcertarão seus conterrâneos”.

O Papa também disse que “onde existe uma pessoa que sofre, Jesus está lá, e aquele sofrimento se torna seu. Jesus não prega que a condição de pena deve ser suportada com heroísmo, como os filósofos estoicos”, mas “compartilha a dor humana e, quando o faz, de seu íntimo brota o comportamento que caracteriza o cristianismo: a misericórdia”.

Francisco assegurou que Jesus “abre os braços aos pecadores” e manifestou que muitos “continuam nos dias de hoje em uma vida errada, porque não encontram ninguém disponível a olhá-lo ou olhá-la de modo diferente, com os olhos, ou melhor, com o coração de Deus, isto é, com esperança”.

“Jesus vê uma possibilidade de ressurreição também em quem acumulou tantas escolhas erradas”, acrescentou.

Assim, o Papa recordou que “a Igreja não se formou por homens irrepreensíveis, mas por pessoas que puderam experimentar o perdão de Deus. Pedro aprendeu mais sobre si mesmo quando percebeu, ao canto do galo, que tinha renegado seu mestre, do que quando se mostrava superior aos demais com seus ímpetos e formas espontâneas. Também Mateus, Zaqueu e a Samaritana, apesar de suas faltas, receberam do Senhor a esperança de uma vida nova a serviço do próximo”.

“Nós que estamos acostumados a experimentar o perdão dos pecados, talvez a bom preço, deveríamos também recordar quanto custou o amor de Deus. Jesus não vai à cruz porque cura os enfermos, porque prega a caridade, porque proclama as bem-aventuranças”.

“O Filho de Deus vai à cruz, sobretudo, porque perdoa os pecados, porque quer a libertação total, definitiva do coração do homem”, sublinhou.

O Santo Padre também explicou que Jesus “não aceita que o ser humano consuma toda a sua existência com esta ‘tatuagem’ incancelável, com o pensamento de não poder ser acolhido pelo coração misericordioso de Deus”.

“Somos todos pobres pecadores, necessitados da misericórdia de Deus que tem a força de nos transformar e nos dar esperança a cada dia” e, “às pessoas que entenderam esta verdade básica, Deus presenteia a missão mais preciosa do mundo, ou seja, o amor pelos irmãos e irmãs, e o anúncio de uma misericórdia que Ele não nega a ninguém”

Azoia - 10 de Agosto às 15h00