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segunda-feira, 19 de março de 2018

Imagens e Crucifixos cobertos no 5º Domingo da Quaresma?

Por que razão se tapam as imagens a partir do quinto Domingo da Quaresma? 


Tradicionalmente, as duas semanas do tempo "da Paixão" começam no quinto Domingo da Quaresma. A primeira semana é a Semana da Paixão e a segunda semana é a Semana Santa.

A leitura tradicional do Evangelho para este Domingo foca-se no ódio crescente das autoridades judaicas contra Cristo. Acusam-nO de ser um samaritano, de fazer feitiços, de blasfémia e de estar possuído por Satanás. Não pensam em Cristo como "um bom mestre". Julgam que é um agente demoníaco.

A antiga leitura do Evangelho no Primeiro Domingo da Paixão (o quinto Domingo da Quaresma) do capítulo oitavo do Evangelho de S. João acaba com estas palavras “Então pegaram em pedras para lhe atirarem; mas Jesus ocultou-se, e saiu do templo, passando pelo meio deles, e assim se retirou". (Jo 8, 59)

De acordo com Santo Agostinho, neste momento quando "Jesus se ocultou", Cristo ficou de facto invisível devido à Sua natureza divina. Santo Agostinho escreve:
"Ele não se esconde a Si mesmo num canto do templo, como se tivesse medo, ou a correr para uma casa, ou desviando-se para trás de uma parede ou coluna: mas pelo Seu Poder Divino, fazendo-se a Si mesmo invisível, passa pelo meio deles."
Para ajudar a exprimir este mistério, as estátuas e imagens Católicas são tapadas com véus roxos desde as Vésperas do fim de tarde antes do Domingo da Paixão. Jesus "esconde-Se a Si mesmo".

As estátuas permanecem cobertas até ao Glória de Sábado Santo. Este é o momento em que acaba o jejum da Quaresma e começa a glória da Páscoa. Este desvelar revela Cristo que se revelou a si mesmo como ressuscitado e vitorioso.

Também é um costume piedoso para os leigos Católicos cobrirem com véus roxos as imagens e estátuas de casa durante a época da Paixão.

A nossa Fé Católica é tão rica! Assegurem-se que ensinam aos vossos filhos e netos estas tradições antigas e bonitas!

Taylor Marshall

quarta-feira, 7 de março de 2018

Casamento implica sofrimento

Só tem uma ideia justa do matrimónio aquele que aí introduz a ideia do sofrimento. O casamento feliz, qual um tapete persa, não é trançado só com fios de alegria e de prazer, mas também com os do sofrimento, da renúncia, da paciência e da indulgência. Esquecestes que o casamento se celebrou ao pé do altar?

Ora, o altar é o lugar do sacrifício, é um perpétuo aviso aos dois esposos: Sem sacrifício recíproco não há felicidade.

Mons. Tihamér Tóth in 'Casamento e Família' [Edit. Vozes, Petrópolis (RJ), 1959, p. 159]

Meditação da Morte - Imitação de Cristo

1. Bem depressa a tua vida terminará na terra; por isso vê como te conduzes: hoje vive o homem e amanhã já não existe. E em desaparecendo aos olhos, também depressa se apaga da lembrança.

Oh! loucura e dureza do coração humano, que só pensa no presente, e não prevê o futuro! De tal modo te devas portar em todas as obras e pensamentos, como se hoje houvesses de morrer. Se tivesses boa consciência, não recearias muito a morte. Melhor fora evitar o pecado, do que fugir da morte. Se hoje não estás preparado, como o estarás amanhã? O dia de amanhã é incerto; e quem sabe se te será concedido?

2. De que serve viver muito tempo, quando tão pouco nos emendamos? Ai! a vida longa nem sempre leva à emenda; muitas vezes aumenta mais as culpas. Prouvera a Deus, que, ao menos, tivéssemos vivido bem um só dia neste mundo! Não falta quem conte os anos da sua conversão; mas a quantos terão eles servido para se emendarem. Se é terrível morrer, talvez seja mais perigoso viver muito.

Bem-aventurado aquele que tem sempre diante dos olhos a hora da sua morte, e que todos os dias se prepara, para morrer. Se já viste morrer alguém, considera que também tu hás-de passar por aquela hora.

3. Quando amanhecer, pensa que não chegarás à noite. E quando anoitecer, não ouses contar com a manhã seguinte. Por isso anda sempre preparado, e vive de tal modo, que nunca a morte te encontre desprevenido.

Muitos morrem repentina e inesperadamente. Porque o Filho do Homem há-de vir, na hora em que menos se espera. Quando essa última hora chegar começarás a julgar de modo muito diferente de toda a tua vida passada, e muito te arrependerás de teres sido tão negligente e remisso.

4. Quão feliz e prudente é aquele, que se esforça por ser na vida, como deseja que a morte o venha encontrar! (...) Agora é o tempo mais precioso; agora são os dias da salvação; agora é o tempo propício.

Mas ai! porque não empregas mais utilmente este tempo, em que podes ganhar merecimentos para a vida eterna? Tempo virá, em que hás-de querer um dia ou uma hora para te emendares, e não sei se a conseguirás.

6. Ah! meu irmão, de quantos perigos te poderias livrar, e quão grande temor evitar, se nesta vida andasses sempre penetrado do temor e desconfiança da morte! Procura agora viver de tal modo, que à hora da morte mais tenhas motivos para te alegrar, do que para temer.

Aprende agora a morrer para o mundo, para então começares a viver com Cristo. Aprende agora a desprezar todas as coisas, para então poderes ir livremente para Cristo. Castiga o teu corpo pela penitência, para então poderes ter sólida confiança.

7. Oh! louco! Como pensas que hás-de viver largos anos, se nem sequer um dia tens seguro Quantos, julgando viver muito tempo, se enganaram, e foram inesperadamente arrancados ao corpo? (...) Faz agora, meu irmão, o que puderes; porque não sabes quando morrerás, e ignoras também o que será de ti depois da morte.

Enquanto tens tempo, entesoura para ti riquezas imortais. Não penses em mais nada, senão da tua salvação; trata tão somente das coisas de Deus.

9. Considera-te sobre a terra como peregrino e hóspede, que nada se preocupa com os negócios do mundo. Conserva o teu coração livre e levantado para Deus, porque não tens aqui morada permanente.

Dirige ao Céu com lágrimas as orações e gemidos de cada dia, para que a tua alma, depois da morte, mereça passar ditosamente ao Senhor. Amen.

in Imitação de Cristo (Livro I - cap. XXIII)

9 sugestões de D. Athanasius Schneider para guardar a Fé nos dias de hoje

1. É preciso encorajar os Católicos que nos rodeiam a serem fiéis ao Catecismo que aprenderam, a serem fiéis às claras palavras de Jesus Cristo no Evangelho, a serem fiéis à Fé confiada aos seus Pais e antepassados.

2. É preciso organizar círculos de estudos e conferências sobre o perene ensinamento da Igreja em temas como o casamento e a castidade, convidando a participar especialmente os jovens e os casais.

3. É preciso mostrar a enorme beleza de uma vida levada em castidade, a beleza do casamento Cristão e da família, como também o valor tremendo da Cruz e do sacrifício nas nossas vidas.

4. É preciso apresentar cada vez mais o exemplo da vida dos santos e de pessoas exemplares que apesar de terem sofrido as mesmas tentações da carne, a mesma hostilidade e o mesmo desdém do mundo, mostraram que com a graça de Cristo é possível levar uma vida feliz em castidade, num casamento Cristão e em Família.

5. É preciso fundar e promover grupos de jovens com corações puros, grupos de famílias e de esposos Católicos, que se comprometam com a fidelidade dos seus votos matrimoniais.

6. É preciso organizar grupos de ajuda moral e material a famílias carenciadas, Mães solteiras, grupos que darão assistência com oração e bom conselho a casais separados, grupos e pessoas que ajudem pessoas “divorciadas e recasadas” a começarem um processo sério de conversão, reconhecendo com humildade a sua situação pecaminosa e abandonando com a ajuda da graça de Deus os pecados que violam os mandamentos de Deus e a santidade do sacramento do matrimónio.

7. Temos de criar grupos que irão cuidadosamente ajudar pessoas com tendências homossexuais a entrar no caminho da conversão Cristã, a reconhecerem o caminho feliz e bonito da vida casta e a oferecer-lhes, eventualmente, de uma forma discreta uma cura psicológica.

8. É preciso mostrar e apregoar aos nossos contemporâneos, que vivem no mundo do neo-paganismo, a Boa Nova dos ensinamentos de Cristo: que os mandamentos de Deus, mesmo o sexto mandamento é sábio, é de uma grande beleza: “A lei do Senhor é perfeita, reconforta o espírito; as ordens do Senhor são firmes, dão sabedoria ao homem simples. Os mandamentos do Senhor são rectos, alegram o coração; os preceitos do Senhor são claros, iluminam os olhos.” (Salmo 19, 8-9)

9. Cardeais, Bispos, Sacerdotes, Famílias Católicas, Jovens Católicos têm que se dizer a si mesmos: Recuso conformar-me com o espirito do neo-paganismo que vivemos neste mundo, mesmo quando o espírito é espalhado por alguns Bispos e Cardeais; Não aceitarei o seu uso falacioso e perverso da Divina Misericórdia e do “novo Pentecostes”; Recuso-me a atirar grãos de incenso à estátua do ídolo da ideologia de género, dos segundos casamentos, do concubinato. Ainda que o meu Bispo o faça eu não o farei, com a graça de Deus escolherei antes sofrer invés de trair a verdade integral de Cristo referente à sexualidade humana e ao casamento.

in 'Life Site News'

(tradução: Marta Cardoso)