quinta-feira, 26 de novembro de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 26 – Semana XXXIV do Tempo Comum

Ap 18, 1-2.21-23; 19, 1-3.9a / Slm 99 (100), 2-5 / Lc 21, 20-28

Erguei-vos e levantai a cabeça porque a vossa libertação está próxima. (Do Aleluia)

Quando estamos esmagados pelo sofrimento não nos parece que a nossa libertação esteja próxima. No entanto, a nossa fé deve fazer-nos acreditar nisso. Esta proximidade é a proximidade do reino de Deus, não é a proximidade do mês seguinte. Temos de nos habituar a viver imersos na fé porque o sofrimento, nas longas e escuras horas da noite, tende a fazer que nos sintamos sozinhos. Mas se a relação com Deus for habitual, aos poucos também irá penetrando as nossas noites.

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 25 – Semana XXXIV do Tempo Comum

 Ap 15, 1-4 / Slm 97 (98), 1-3ab.7-9 / Lc 21, 12-19 

Deitar-vos-ão as mãos e hão de perseguir-vos. (Evangelho) 

Provavelmente, o leitor nunca será sujeito a nenhuma perseguição cruenta. Mas não deve gostar de ser enxovalhado. Pelos seus pares, pelos filhos ou netos, pelos membros da sua comunidade, pelos empregados, pelo chefe. Se foi enxovalhado por causa do Evangelho foi uma boa causa. No entanto, ponha sempre a pessoa no seu lugar. O leitor deve amar-se. 

terça-feira, 24 de novembro de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 24 – Santo André Dung-Lac e CC., mm. (Memória)

 Ap 14, 14-19 / Slm 95 (96), 10-13 / Lc 21, 5-11

O templo estava ornado com belas pedras. (Evangelho) 

Quando visitamos uma terra é comum visitarmos a(s) igreja(s) do sítio para vermos a sua beleza. Normalmente, não temos tanta sensibilidade para contemplar a beleza interior das pessoas de quem não gostamos. Se não gostamos mesmo nada delas, não lhes vemos mesmo nenhuma qualidade. Isto é normal, mas ainda não é cristão. Hoje o leitor tente ver uma qualidade numa pessoa de quem não gosta nada e agradeça-a a Deus.

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

📢 Mensagem do Prior 📢


 

Medidas contra liberdade religiosa sob pretexto da pandemia: Vaticano reage


 Reportagem local - publicado em 23/11/20

Dom Janus denunciou também a "disseminação do desprezo" para com as comunidades religiosas

Medidas contra liberdade religiosa sob pretexto da pandemia foram questionadas e denunciadas pelo Vaticano junto à OSCE (Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa).

A entidade organizou em Viena, nos dias 9 e 10 de novembro, o encontro “Liberdade de Religião ou Credo”, do qual participou dom Janus Urbanczyk na qualidade de observador permanente da Santa Sé junto àquela entidade.

Dom Janus, que é polonês, chamou fortemente as atenções dos legisladores para as consequências das medidas restritivas ao culto religioso, determinadas no contexto da pandemia de covid-19. Ele reforçou a relevância do apoio, da solidariedade e da esperança que a fé oferece em tempos de crise:

“As diversas medidas impostas pelos países para combater a pandemia da covid-19 têm tido consequências profundas na liberdade de manifestar a própria religião ou crença e têm limitado as atividades religiosas, educacionais e caritativas das comunidades religiosas”.

Além disso, ele denunciou situações não relacionadas com a pandemia, como leis e decretos que limitam o direito de contratar ou demitir pessoas de acordo com as suas opiniões. Ele também criticou as “atitudes negativas em relação às religiões e aos crentes”, bem como a tendência a “relegar as religiões à esfera individual, despojando-as do seu papel legítimo na esfera pública”.

Dom Janus afirmou que existe uma “disseminação do desprezo” para com as comunidades religiosas, que promove conteúdos de “incitação ao ódio” contra padres e religiosos com base em generalizações absurdas, além da “promoção da irreverência” ou de “representações provocatórias” de símbolos religiosos, supostamente em nome da liberdade artística ou de expressão.

A propósito da liberdade religiosa, ele afirmou que os países não têm o direito de interferir. Por fim, ele recordou que, num mundo muito secularizado, a liberdade religiosa continua sendo direito muito importante a ser protegido.

MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 23 – Semana XXXIV do Tempo Comum

 Ap 14, 1-3.4b-5 / Slm 23 (24), 1-6 / Lc 21, 1-4 

Jesus (…) viu (…) uma viúva muito pobre deitar duas pequenas moedas. (Evangelho) 

O leitor paga a côngrua? (Pode sempre ir até à sacristia perguntar o que é isso.) É generoso nos peditórios com objetivos específicos? Quanto é que costuma dar ao domingo, a moedinha da praxe? (Menos que a gorjeta do restaurante?) Contribui para a Cáritas? Quando aparecem as pessoas do Banco Alimentar contra a Fome traz o carro cheio e depois dá, por exemplo, dois litros de leite para o Banco Alimentar contra a Fome? Confessa-se de ser avarento? (Tenho em crer que também haverá leitores muitíssimo generosos.)

domingo, 22 de novembro de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 22 – Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo (Solenidade) – Ano A

 Ez 34, 11-12.15-17 / Slm 22 (23), 1-3.5-6 / 1 Cor 15, 20-26.28 / Mt 25, 31-46

Como conclusão do ano litúrgico celebramos Jesus Cristo, pedra angular da nossa construção espiritual, centro da nossa fé, perfeito modelo de vida. Celebramos Aquele que, felizmente, temos por «Nosso Senhor». Fazemos festa a Cristo como «Rei do Universo», um rei original cuja importância se resume em servir e dar a vida.

O profeta Ezequiel relata-nos os tempos difíceis de violência e barbárie que se seguiram à conquista de Jerusalém pelos exércitos da Babilónia, em 587 a.C.. No meio deste ambiente desolador, Deus é apresentado como o bom pastor que defende as ovelhas que estão no aprisco, que trata as feridas e que vai à procura das que se tresmalharam. É uma bela imagem para apresentar o que Cristo Rei faz hoje por todos nós, que somos o seu querido rebanho.

São Paulo recorda-nos uma verdade maravilhosa: Cristo ressuscitou não como uma mera vitória pessoal, triunfando sobre os inimigos que o crucificaram. «Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram» e irão morrer. Assim, a ressurreição de Cristo é o seguro da nossa futura ressurreição. Não morremos para ficar mortos, mas para ressuscitar: «o último inimigo a ser aniquilado é a morte», aguardando o dia em que, finalmente, «Deus será tudo em todos».

No soleníssimo juízo final, Jesus apresenta os critérios da salvação das pessoas: «Vinde benditos de meu Pai; recebei como herança o reino que vos está preparado desde a criação do mundo». Como motivo desta maravilhosa herança eterna não apresenta o terem realizado atos heroicos, penitências austeras ou sacrificados atos de culto a Deus. O «bilhete de entrada» no Céu é oferecido a quem realizou simples serviços de caridade a quem passava alguma necessidade: no comer ou beber, no vestir ou em visitar doentes ou presos. A grandeza imensa destas ações vem de serem feitas ao próprio Deus, na pessoa do necessitado: «Todas as vezes que o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes». Sei ver a Deus na pessoa do próximo?

sábado, 21 de novembro de 2020

Amanhã 22 de Novembro das 10h00 às 11h45 Exposição do Santíssimo Sacramento na Igreja Matriz de Colares Venha!


Será dirigida a oração pelo fim da pandemia, que continua a alastrar , pedindo pelos doentes e pelos profissionais de saúde, assim como pelas nossa intenções pessoais e comunitárias.

O nosso Prior, Pe José Antonio Rebelo da Silva, fará a benção sobre o povo e a toda a nossa Paróquia.

Que o Santíssimo Sacramento estenda o seu Poder sobre nós!

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 20 – Semana XXXIII do Tempo Comum

Ap 10, 8-11 / Slm 118 (119), 14.24.72.103.111.131 / Lc 19, 45-48

Não encontravam o modo de o fazer [matar Jesus], porque todo o povo ficava maravilhado quando o ouvia. (Evangelho)

Na luta entre o Bem e o pecado, Deus deixa os acontecimentos terrenos seguirem o seu curso e não se imiscui neles. Isso foi tragicamente sentido nos horrores da 2ª guerra mundial e nas perseguições comunistas, em que morreram tantas dezenas de milhões de inocentes. Deus não interveio diretamente. Deus age através de nós. Aqui foi a multidão que meteu medo aos fariseus, com Pilatos foi a multidão que condenou Jesus. É o leitor que deve rezar, ser fiel e defender o que é bem.

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 19 – Semana XXXIII do Tempo Comum

 Ap 5, 1-10 / Slm 149, 1-6.9 / Lc 19, 41-44

Se ao menos hoje conhecesses o que te pode dar a paz. (Evangelho)

Peçamos paz a Deus. Peçamos-lhe paz e luz para a nossa vida. Hoje o leitor reze repetindo devagar «paz», «luz», e repetindo sempre. Pelo meio vá intercalando o nome de uma das pessoas da Santíssima Trindade, dizendo Pai, ou Jesus ou Espírito Santo concede-me a paz, a luz e depois continue a repetir «paz», «luz». Marque um tempo para isso no despertador do telemóvel. Ao longo do dia, se se lembrar, também pode repetir «paz», «luz».

terça-feira, 17 de novembro de 2020

 Ap 3, 1-6.14-22 / Slm 14 (15), 2-5 / Lc 19, 1-10

Jesus entrou em Jericó e começou a atravessar a cidade. (Evangelho)

E encontrou Zaqueu, que já estando curioso sobre Ele, se converteu. Hoje o leitor deixe Jesus atravessá-lo e chegar àquela falha há algum tempo a olhar para Jesus, mas sem coragem para se converter. Talvez tenha chegado o momento. Veja o leitor se Jesus quererá ficar em sua casa. Talvez essa conversão não seja tão difícil quanto o leitor pensa. Porque se não pensasse isso já tinha superado essa falha, não é assim? Mas talvez tenha uma surpresa. Quem sabe.

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 16 – Semana XXXIII do Tempo Comum

Ap 1, 1-4; 2, 1-5a / Slm 1, 1-4.6 / Lc 18, 35-43

Mas ele gritava ainda mais. (Evangelho)

Querido leitor: há situações sem solução. Talvez o leitor já tenha passado por isso. Mas talvez também já tenha experimentado que Deus, embora não resolva todos os problemas humanos, nem pouco mais ou menos, nos dá sempre a mão. Daí que seja bom «gritar» bastante. Rezar bastante. E dar tempo ao tempo. Deus está sempre connosco. É preciso nunca perder a fé numa cada vez maior união com Deus. E desta união virá o alívio para as nossas penas.

domingo, 15 de novembro de 2020

📢 Mensagem do Prior 📢


 

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 15 – Domingo XXXIII do Tempo Comum – Ano A / Dia Mundial dos Pobres

Prov 31, 10-13.19-20.30-31 / Slm 127, 1-5 / 1 Tes 5, 1-6 / Mt 25, 14-30

O livro dos Provérbios faz o elogio da mulher virtuosa. É uma justa ocasião para agradecermos a Deus o tesouro que têm sido incontáveis mulheres ao longo da nossa vida, começando pela nossa mãe, irmãs, catequistas, professoras, colegas, amigas. As suas virtudes e testemunho de vida são uma riqueza que nos enche de esperança e alegria.

O apóstolo Paulo exorta-nos a fugir das trevas, que são imagem do mal e do pecado. Convida-nos a ser «filhos da luz», com uma vida digna de irmãos de Jesus Cristo, pelo amor e o serviço. Vivendo assim, vigilantes na caridade, aguardamos confiantes a chegada do Senhor.

Na parábola dos talentos, Jesus dá-nos uma lição sobre o modo como fazermos render as capacidades e qualidades que temos. Não são condecorações pessoais, mas instrumentos de serviço. Temos de dar contas a Deus do seu uso. O servo que, com preguiça e medo, enterra o talento, é condenado severamente. O Senhor das nossas vidas desafia-nos a arriscar tudo o que somos e temos ao serviço dos nossos próximos.

Celebrando-se neste domingo o Dia Mundial dos Pobres, destaco um parágrafo da Mensagem do Papa Francisco para o presente ano: «Nestes meses, em que o mundo inteiro foi dominado por um vírus que trouxe dor e morte, desconforto e perplexidade, pudemos ver tantas mãos estendidas! A mão estendida do médico que se preocupa de cada paciente, procurando encontrar o remédio certo. A mão estendida da enfermeira e do enfermeiro que permanece, muito para além dos seus horários de trabalho, a cuidar dos doentes. A mão estendida de quem trabalha na administração e providencia os meios para salvar o maior número possível de vidas. A mão estendida do farmacêutico exposto a inúmeros pedidos num arriscado contacto com as pessoas. A mão estendida do sacerdote que, com o coração partido, continua a abençoar. A mão estendida do voluntário que socorre quem mora na rua e a quantos, embora possuindo um teto, não têm nada para comer. A mão estendida de homens e mulheres que trabalham para prestar serviços essenciais e segurança. E poderíamos enumerar ainda outras mãos estendidas, até compor uma ladainha de obras de bem. Todas estas mãos desafiaram o contágio e o medo, a fim de dar apoio e consolação».

Sendo este o dia conclusivo da Semana dos Seminários, tendo em conta que é o Dia Mundial dos Pobres, rezemos pelos seminaristas, presentes e futuros, e pelos seus formadores, para que na Igreja não faltem bons pastores que privilegiem o serviço aos mais frágeis e necessitados.

sábado, 14 de novembro de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 14 – Semana XXXII do Tempo Comum

 3 Jo 5-8 / Slm 111 (112), 1-6 / Lc 18, 1-8

Feliz o homem que (...) ama ardentemente os (…) preceitos [do Senhor]. (Salmo)

O leitor imagine-se a arder, a ser consumido pelos preceitos do Senhor. Com um zelo permanente devido a uma motivação vinda de dentro. Nós não andamos com um «zelo permanente» à flor da pele. Mas podemos alcançar um estado paralelo ao amor aos nossos parentes mais próximos, um amor que não é sempre uma chama viva, mas que está sempre presente. O objetivo é que o zelo pelos preceitos do Senhor esteja sempre presente dentro de nós, que vivamos evangelicamente.

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 13 – Semana XXXII do Tempo Comum

2 Jo, 4-9 / Slm 118 (119), 1-2.10-11.17-18 / Lc 17, 26-37

Felizes os que seguem o caminho perfeito. (Salmo)

Podemos achar que o caminho perfeito é inacessível, e ficamos por aqui, ou podemos esforçar-nos por o calcorrear. Tem de ser passo a passo, dia a dia, com muita paciência, perseverança, embora com altos e baixos, por etapas e tendo sempre presente o objetivo último. Porque o caminho é que é perfeito, não é a pessoa que é perfeita. A pessoa vai-se aperfeiçoando indefinidamente, porque uma etapa alcançada leva a outra mais difícil. E tudo por amor a Deus.

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Este fim de semana - Alteração ao horário das Missas


 

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 12 – São Josafat (Memória)

 Flm 7-20 / Slm 145 (146), 7-10 / Lc 17, 20-25

O reino de Deus está no meio de vós. (Evangelho)

O reino de Deus já está no meio de nós e ainda não. A presença de Cristo já está no meio de nós. E temos a Igreja, com muitas pessoas santas no seu seio. E pessoas, mais comuns, que se esforçam, com seriedade, por se aproximarem de Cristo e dos irmãos. E, no meio de tudo isso, há um sofrimento redentor e também muitas alegrias na construção do Reino inacabado. O leitor faz parte destes grupos.

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 11 – São Martinho (Memória)

 Tit 3, 1-7 / Slm 22 (23), 1-6 / Mt 25, 31-40 (Evangelho do Santoral)

Quantas vezes o fizeste a um dos meus irmãos mais pequeninos a mim o fizeste. (Evangelho)

Por exemplo, o leitor interessa-se pela sua mulher a dias? Paga-lhe o mínimo «da tabela» ou o que pode? Que necessidades tem a sua mulher a dias? Se o leitor recebe uma gratificação no seu emprego talvez pudesse partilhar isso com a sua mulher a dias. Talvez a possa gratificar no Natal. Ou vai comprar-lhe uma prenda de uma loja barata porque é a sua mulher a dias? Depois, na outra vida, admire-se se as coisas não correrem bem.

terça-feira, 10 de novembro de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 10 – São Leão Magno (Memória)

Tit 2, 1-8.11-14 / Slm 36 (37), 3-4.18.23.27.29 / Lc 17, 7-10

Não devem ser maldizentes. (1ª Leitura)

Uma das ocasiões em que tendemos a ser maldizentes é quando nos magoam. Se vamos contar o que se passou a várias pessoas, e naturalmente a nossa versão dos acontecimentos, estamos a difamar quem nos magoou, que, apesar de nos ter magoado, e por muito que nos custe, tem direito ao bom nome. Além disso, Cristo manda amar o inimigo. Mas temos de desabafar com alguém. Então façamo-lo com dois ou três íntimos, sempre os mesmos, mas não espalhemos a maledicência, porque isso é um veneno.

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 9 – Dedicação da Basílica de Latrão (Festa)

Ez 47, 1-2.8-9.12 ou 1 Cor 3, 9c-11.16-17 / Slm 45 (46), 2-3.5-6.8-9 / Jo 2, 13-22

Ele ressuscitou dos mortos. (Evangelho)

Sem a ressurreição não poderíamos ter fé porque tudo teria terminado na cruz. Quem está dentro de nós não é um Jesus que acabou na cruz, mas o Ressuscitado que passou pela cruz. É Jesus vitorioso. Jesus crucificado acompanha o leitor nos seus infortúnios. E o leitor, nos seus infortúnios, acompanha, por entre os séculos da História, Jesus crucificado. Mas o leitor, quando contemplar a cruz, a cruz de Jesus e a sua cruz, olhe mais para cima. Para a ressurreição de Jesus e para a ressurreição do leitor.


📢 Mensagem do Prior 📢

 

domingo, 8 de novembro de 2020

ESTILO DE VIDA

O hábito simples do Papa que todos nós deveríamos imitar

Massimo Valicchia / NurPhoto / NurPhoto via AFP

 Magnús Sannleikur - publicado em 06/11/20

A forma como o Santo Padre inicia o seu dia de trabalho é inspiradora

O que o Papa Francisco faz primeiro, quando chega ao seu escritório no Palácio Apostólico todas as manhãs? Verifica o email dele? Posta um tuíte? Revisa a agenda? Nada disso!

Durante uma audiência recentemente com os Carabinieri (uma força policial armada nacional italiana) da Companhia de São Pedro, o pontífice revelou um detalhe interessante de sua rotina:

“Todas as manhãs quando chego aqui no meu escritório da Biblioteca, rezo a Nossa Senhora e depois vou à janela para olhar a praça, para olhar a cidade e ali, no final da praça, vejo-vos. Todas as manhãs, saúdo-vos com o coração e agradeço.”

Oração e gratidão

Portanto, esse hábito do Papa serve para refletirmos: será que existe maneira melhor de começar nosso dia de trabalho a não ser com oração e gratidão? Quando chegamos ao nosso local de trabalho, com que frequência paramos por um momento para confiar o nosso trabalho a Deus e à intercessão de Nossa Senhora?

Além disso, olhamos ao nosso redor para ver (pelo menos com o olho da mente) aqueles que nos apoiam e protegem, ou seja, nossos colegas de trabalho? Será que os saudamos e rezamos por eles?

Podemos até pensar que não temos vontade ou tempo para isso. Porém, lembre-se: o Papa faz isso, e ele é o encarregado de guiar toda a Igreja em todo o mundo. Então, se ele consegue um tempinho para rezar e agradecer antes de começar o trabalho, nós também conseguimos.

De fato, o hábito de orar e agradecer não só nos abrirá para receber a graça de Deus ao longo do dia. Isso também nos ajudará a trabalhar com maior generosidade e pureza de intenção.

Consequentemente, lembraremos que estamos sempre na presença de Deus e sempre contando com a ajuda de outras pessoas. Ninguém trabalha verdadeiramente sozinho ou é verdadeiramente independente. Somos, portanto, apoiados pela graça de Deus e por inúmeras pessoas que mantêm a sociedade funcionando, como por exemplo: policiais a engenheiros, eletricistas, motoristas, médicos e zeladores.

Por isso, devemos a todos a nossa gratidão e o nosso respeito. E podemos demonstrar isso através de gestos simples ou ocultos.

Um hábito a ser imitado

Com efeito, o Papa Francisco disse aos Carabinieri que a forma como ajudam cada dia “é tanto mais meritória quando acontece de forma oculta, através daqueles pequenos mas significativos gestos do vosso serviço cotidiano. Se nem mesmo seus superiores veem esses atos ocultos, vocês sabem que Deus os vê e não os esquece!”

Portanto, se ainda não o fazemos, agora é um bom momento para imitarmos este hábito do Papa. Antes de começarmos a trabalhar, então, podemos pedir a intercessão de Nossa Senhora (e de quaisquer outros santos favoritos) e orar a Deus. Além disso, podemos parar por um momento para considerar todas as pessoas cujo trabalho torna o nosso possível, saudando-as e agradecendo-as (em voz alta, se pudermos!). Assim, começaremos nosso dia com o pé direito, na presença de Deus e com uma disposição caridosa para com os outros.

A inteligência artificial - O Vídeo do Papa 11 - novembro de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 8 – Domingo XXXII do Tempo Comum – Ano A / 1º Dia da Semana dos Seminários

 Sab 6, 12-16 / Slm 62 (63), 2-8 / 1 Tes 4, 13-18 / Mt 25, 1-13

O livro da Sabedoria exorta-nos a viver com qualidade, a orientar bem a própria vida, com bons critérios e cultivando as virtudes. Sabedoria que não é propriamente a acumulação de conhecimentos, mas a arte de viver bem, na fidelidade ao Deus da aliança.

São Paulo, escrevendo aos cristãos de Tessalónica, esclarece alguns pontos sobre a nova fase da vida depois da morte. Põe em relevo que nós, os cristãos, encaramos a vida futura com a certeza da esperança, pois acreditamos que Jesus ressuscitou, como primícias de todos nós que o seguimos, e que nos há de ressuscitar. O apóstolo oferece-nos estas palavras sumamente consoladoras, introduzindo-nos no mistério glorioso da nossa ressurreição futura. Para quem crê em Cristo, a vida não acaba, apenas se transforma em vida eterna, na alegria da casa do Pai.

A parábola das dez virgens, que Cristo nos apresenta, é uma exortação à vigilância. Todos somos convidados para a festa nupcial do noivo, que é o próprio Jesus. Há que ter as candeias acesas, bem fornecidas de azeite, ou seja, uma vida digna da amizade do noivo, pois queremos entrar na sua festa. Não podemos arrastar a nossa vida na ociosidade e no desleixo, como se a vida presente nada tivesse a ver com o nosso futuro. A entrada no festim eterno do noivo, Jesus Cristo, prepara-se agora. Deus quer oferecer-nos um futuro eterno de jubilosa glória. Vivamos em confiante vigilância cada dia, sempre preparados para entrar na festa da casa de Deus.

Estamos a iniciar a Semana dos Seminários. É um convite que a Igreja nos faz para rezarmos e mostrarmos a nossa solicitude pelas vocações ao sacerdócio, pelos seminaristas e seus formadores. A Igreja precisa de pastores segundo o coração de Deus, que sejam imagem de Jesus Cristo, o ótimo Bom Pastor de todos os pastores. Abramo-nos a esta graça.


sábado, 7 de novembro de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 7 – Semana XXXI do Tempo Comum / 1º Sábado

 Filip 4, 10-19 / Slm 111 (112), 1-2.5-6.8a.9 / Lc 16, 9-15

O que vale muito para os homens nada vale aos olhos de Deus. (Evangelho)

O que vale aos olhos de Deus é a caridade. Jesus fala-nos do amor aos mais fracos. Nós temos de ter cuidado em não ser mais atenciosos com as pessoas «da sociedade» do que com as pessoas do povo. A própria linguagem nos trai: uma mulher da «sociedade» é uma senhora; se não pertencer à «sociedade», é simplesmente uma mulher. Isto assim escrito choca, mas é a realidade do preconceito que pode habitar em nós. Hoje rezemos pela conversão social do nosso coração.

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 6 – São Nuno de Santa Maria (Memória) / 1ª Sexta-Feira

 Filip 3, 17 – 4, 1 / Slm 121 (122), 1-5 / Lc 16, 1-8

Ponde os olhos naqueles que procedem segundo o modelo que tendes em nós. (1ª Leitura)

Neste Portugal tão afligido pelo compadrio, e mais do que isso, todo o cristão tem de ser um modelo de lisura e coerência. Além disso, talvez o leitor seja um modelo para outras pessoas. Ou porque tem filhos e netos, ou porque é sacerdote ou religioso(a), ou porque tem um cargo de chefia, etc. O cristão tem ainda de ser um modelo de caridade para quem vive ao seu lado. Há tanta gente tão talentosa em infernizar a vida do irmão. Muitas vezes, estas pessoas não têm consciência do seu mau feitio. O leitor faça um exame de consciência.

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 5 – Semana XXXI do Tempo Comum

 Filip 3, 3-8a / Slm 104 (105), 2-7 / Lc 15, 1-10

Por ele renunciei a todas as coisas e considerei tudo como lixo, para ganhar Cristo. (1ª Leitura)

Cristo só se ganha pela imolação de tudo o que nos separa d’Ele. E para isso temos de ver o que é que nos separa d’Ele e ir estabelecendo metas, objetivos que queremos alcançar. O mesmo Cristo nos vai assistir no definir e na prossecução dos objetivos. Cristo quer invadir o nosso espírito e este tem de estar limpo para deixar que Cristo o penetre o mais possível. Temos de ser fiéis aos nossos objetivos e pedir uma consciência sempre maior dos nossos pecados.

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 4 – São Carlos Borromeu (Memória)

Filip 2, 12-18 / Slm 26 (27), 1-4.13-14 / Lc 14, 25-33

Quem não toma a sua cruz para me seguir não pode ser meu discípulo. (Evangelho)

Porque é que temos de tomar a nossa cruz quando seguimos Jesus? Porque é que temos de preferir Jesus aos parentes e até à própria vida? Porque, em última análise, só Jesus Cristo nos preenche completamente. Nós sabemos e sentimos que Deus está dentro de nós de uma maneira que mais ninguém está, que nos ajuda a levar a nossa cruz como mais ninguém – nenhum parente – nos ajuda, que dá sentido ao nosso sofrimento e que só Deus terá capacidade para nos preencher pelo infinito fora.

terça-feira, 3 de novembro de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 3 – Semana XXXI do Tempo Comum

 Filip 2, 5-11 / Slm 21 (22), 26b-32 / Lc 14, 15-24

Humilhou-se ainda mais, obedecendo até à morte, e morte de cruz. (1ª Leitura)

Só não temendo a humilhação é que somos completamente livres. Mas a humilhação é terrível; ser objeto de escárnio ou de troça, ser olhado de lado, ser ignorado, etc. É por isso que muitas pessoas não se atrevem a expressar uma opinião diferente das correntes de opinião prevalecentes. Seriam imediatamente humilhados. Mas se nos vergarmos a isto nunca seremos livres; seremos sempre escravos do medo. Porque ser cristão não é estar rodeado de pessoas que não nos desafiam.

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Semana dos Seminários


 

MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 2 – Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos

 Job 19, 1.23-27a / Slm 26 (27), 1.4.7-8b.9a.13-14 / 2 Cor 4, 14 – 5, 1 / Mt 11, 25-30 (Primeira Missa)

No último dia (…) verei a Deus. (1ª Leitura)

O texto da primeira leitura de hoje é um texto extraordinário porque é o dealbar da consciência que os escritores do Antigo Testamento começam a ter da ressurreição. Hoje em dia, alguns católicos acreditam na doutrina da reencarnação e outros católicos não os sabem contradizer. A sã doutrina é a seguinte. À hora da morte a alma vai, ou para o Céu, ou para o purgatório, ou para o inferno. O corpo fica na Terra. Aquando da segunda vinda de Cristo, em toda a sua glória, os corpos, transformados, ressuscitam, unindo-se às almas. Portanto, cada alma tem um só corpo, o que é absolutamente incompatível com a doutrina da reencarnação.



 

📢 Mensagem do Prior 📢

 

domingo, 1 de novembro de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 1 – Todos os Santos (Solenidade)

 Ap 7, 2-4.9-14 / Slm 23 (24), 1-2.3-4ab.5-6 / 1 Jo 3, 1-3 / Mt 5, 1-12a

A celebração de todos os santos, canonizados ou não, conhecidos e desconhecidos, teve o seu início a 13 de maio de 609, quando o Papa Bonifácio VI dedicou o Panteão, templo romano onde se adoravam todos os deuses, a Nossa Senhora e a todos os santos mártires. O Papa Gregório III, em 835, fixou a data desta festa no dia 1 de novembro, a ser celebrada pela Igreja universal.

O Concílio Vaticano II recorda que «o verdadeiro culto dos santos não consiste tanto na multiplicação de atos externos quanto na intensidade do nosso amor efetivo, pelo qual, para maior bem nosso e da Igreja, procuramos na vida dos santos um exemplo, na comunhão com eles uma participação, e na sua intercessão uma ajuda» (LG 51).

O livro do Apocalipse, escrito para animar os cristãos que experimentavam a bem-aventurança da perseguição, com linguagem simbólica, recorda que finalmente a vitória está do lado dos que seguem e dão a vida pelo Cordeiro de Deus, Jesus Cristo. Trata-se, felizmente, de «uma multidão imensa, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas». O número de cento e quarenta e quatro mil é simbólico, indicando a totalidade dos cristãos, e resulta da multiplicação de 12 por 12 e por mil.

São João, nesta sua carta, recorda-nos o nosso real estatuto, que é de filhos de Deus. É um privilégio inimaginável, mas que a omnipotência amorosa de Deus nos quis oferecer. Como recordava um homem santo, o P. Júlio Fragata, o facto de sermos filhos adotivos de Deus não quer dizer que seja apenas uma devota ficção, mas é uma realidade de fé não merecida, que nos é concedida com suma generosidade.

São Mateus apresenta-nos o primeiro discurso de Jesus, as bem-aventuranças, ou seja, a arte de ser feliz na radicalidade do amor. É uma espécie de resumo de todo o Evangelho, que revoluciona os critérios do mundo, que indica a riqueza e o poder como o ideal a procurar por todos os meios. A felicidade segundo Jesus Cristo tem raízes no desprendimento das riquezas, nas lágrimas dos que são perseguidos por amor da justiça, no esforço por construir a paz em situações problemáticas, em viver na pureza de um coração que ama e serve quem precisa. Não há felicidade barata. Vale toda a pena pagar o alto preço da felicidade radical, como fizeram os santos que hoje festivamente celebramos.

sábado, 31 de outubro de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 31 – Semana XXX do Tempo Comum

 filip 1, 18b-26 / Slm 41 (42), 2.3.5 / Lc 14, 1.7-11

Ao notar como os convidados escolhiam os primeiros lugares. (Evangelho)

Quer queiramos quer não, todos nós somos influenciados pelos valores do mundo. Aqui há tempos uma amiga contou-me, muito maçada, porque humilhada, que num casamento tinha sido relegada para a mesa mais afastada, ela que era madrinha de batismo do noivo. Poucas pessoas terão a descontração de não se importar. E é normal. O que temos é de usar de caridade para com todas as pessoas. E às vezes isso é tão difícil que nem notamos que não o fazemos.

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 30 – Semana XXX do Tempo Comum

 Filip 1, 1-11 / Slm 110 (111), 1-6 / Lc 14, 1-6

Que a vossa caridade cresça em ciência e discernimento, para que (…) vos torneis (…) irrepreensíveis. (1ª Leitura)

A ciência e o discernimento devem estar ao serviço da caridade, isto é, a caridade deve ter ciência. Toda a nossa atividade tem de estar imbuída de caridade. Deve ser caridosa a maneira como nos relacionamos, a maneira como trabalhamos, a maneira como comemos, a maneira como nos sentamos, etc. Por exemplo, a maneira como nos sentamos e comemos deve ser caridosa para connosco (a nossa saúde, a nossa coluna) e para com os outros (não os chocar).


quinta-feira, 29 de outubro de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 29 – Semana XXX do Tempo Comum

Ef 6, 10-20 / Slm 143 (144), 1.2.9-10 / Lc 13, 31-35

Devo seguir o meu caminho. (Evangelho)

Jesus devia seguir o seu caminho que era morrer em Jerusalém. Hoje proponho ao leitor que siga o caminho de Jesus dentro de si. Veja que caminho é que Jesus tem percorrido consigo. Desde determinada data. Desde ontem, desde há um mês, há seis meses… Ou de alegria, ou de acalmia, ou ternura ou uma mistura disto ou outra coisa. Faça uma espécie de revisão para reviver essas alegrias, voltar a saborear esses momentos, para os aprofundar, como se fosse para tirar todo o sumo que eles possam ter.

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 28 – Santos Simão e Judas, Apóstolos (Festa)

Ef 2, 19-22 / Slm 18 A (19 A), 2-5 / Lc 6, 12-19

Saía d’Ele uma força que a todos sarava. (Evangelho)

Podemos estar certos que de Jesus, através do Espírito Santo, sai uma força. (Claro que não vamos notar essa força a sair mas notaremos os frutos.) Nós temos de a pedir insistente e regularmente. Essa força acabará por nos ajudar. Mas a insistência e a regularidade são fundamentais. Se for preciso, comecemos por pedir a graça da regularidade. Jesus dá-nos todas essas graças desde que nós as peçamos, porque Jesus está muito empenhado no nosso aperfeiçoamento espiritual e numa maior união nossa com Ele.

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 26 – Semana XXX do Tempo Comum

 Ef 4, 32 – 5, 8 / Slm 1, 1-4.6 / Lc 13, 10-17

Apareceu lá uma mulher com um espírito. (Evangelho)

O espírito era um espírito mau. Os bons espíritos dão paz e os maus espíritos inquietação e ansiedade. (Se bem que a ansiedade também possa vir de doenças). Se estivermos de boa consciência, normalmente estamos em paz. O problema são aqueles estados em que não sabemos o que é bem ou o que é mal. Para isso Santo Inácio dá-nos algumas regras. Por exemplo, o que é que aconselharíamos a um amigo e, na hora da morte, olhando para trás, o que é que desejaríamos ter feito.

domingo, 25 de outubro de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 25 – Domingo XXX do Tempo Comum – Ano A

x 22, 20-26 / Slm 17 (18), 2-3.7.47.51ab / 1 Tes 1, 5c-10 / Mt 22, 34-40

O livro do Êxodo apresenta-nos Deus como protetor dos desprotegidos. A omnipotência divina é usada em favor dos mais frágeis. São mencionados como prioritários a serem protegidos: os estrangeiros, os órfãos e as viúvas. Usos e abusos dos indigentes são infelizmente comuns, ontem e hoje. Desrespeitar o próximo necessitado é ofender a Deus, que se apresenta como o seu defensor.

Aproveitar-se da penúria de alguém que precisa de um empréstimo, extorquindo juros, é um pecado que brada aos céus. Esta a doutrina da palavra de Deus, vários séculos antes de Jesus Cristo, e de grande atualidade no presente século XXI.

São Paulo elogia a comunidade dos cristãos de Tessalónica, cujo exemplo tem sido um estímulo para outras comunidades. Ele mesmo pregou com o testemunho da sua vida, passando por tribulações e mantendo a alegria, fruto do Espírito de Jesus Cristo. Também aqui se verifica a verdade do ditado latino: «As palavras voam, mas os exemplos arrastam». Como nos recorda Santo António de Lisboa: «A linguagem é viva quando falam as obras. Calem-se, portanto, as palavras e falem as obras».

No tempo de Jesus, os rabis, os mestres na lei de Deus, tinham-na resumido em 613 mandamentos, sendo 365 preceitos negativos (tantos quantos os dias do ano), com a indicação de ações proibidas, e 248 positivos (número de elementos do corpo humano, segundo a ciência da época), explicitando o que se devia fazer. Era uma floresta complicada de normas e leis. Por isso, Cristo adverte fortemente os doutores da lei: «Ai de vós, porque carregais os homens com fardos insuportáveis!» Jesus simplifica tudo, resumindo toda a lei no duplo mandamento do amor: «Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu espírito... e amarás o teu próximo como a ti mesmo». Sendo Deus amor, a sua lei não pode ser senão amar. Provamos que somos de Deus amando.

sábado, 24 de outubro de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 24 – Semana XXIX do Tempo Comum

 Ef 4, 7-16 / Slm 121 (122), 1-5 / Lc 13, 1-9

Senhor, deixa-a ficar ainda este ano. (Evangelho)

Esta parábola sobre a misericórdia de Deus também pode ser usada para connosco próprios. Temos de ter paciência para com as nossas faltas de progresso. O que devemos fazer quando nos sentimos a baixar a guarda é retomar o propósito com mais vigor, fazer um exame escrito de como é que esse propósito está a correr e, eventualmente, estabelecer limites para a sua concretização. Assim subiremos a escada da vida degrau a degrau, em vez de estacionarmos num patamar.

ALPHA JOVENS



 

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 23 – Semana XXIX do Tempo Comum

 Ef 4, 1-6 / Slm 23 (24), 1-6 / Lc 12, 54-59

hipócritas (…) porque não julgais (…) o que é justo? (Evangelho)

Algumas vezes pode não ser do nosso interesse «julgar» o que é justo e aí seremos hipócritas. Mas outras vezes poderemos estar genuinamente confusos, indecisos. Se a oração estiver entrelaçada com a nossa vida, se estiver sempre latente, porque, evidentemente, não pode ser sempre consciente, quando for precisa estará «lá». Assim deve acontecer quando precisarmos de «julgar» o que é justo. Devemos estar abertos ao Espírito Santo para podermos discernir o que é justo, o que vem de Deus, e não tapar o sol com a peneira.

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

"Não tenhais medo": a frase mais usada por São João Paulo II

 

Philip Kosloski - publicado em 22/10/20


Já na sua primeira missa como papa, em outubro de 1978, João Paulo II proferiu a frase que marcaria todo o seu pontificado

Ao longo de seu pontificado de 26 anos, uma das frases mais usadas de São João Paulo II foi: “Não tenhais medo”.

Mas será que isso foi Isso foi planejado? Como isso aconteceu?

João Paulo II refletiu sobre isso no livro “Cruzando o Limiar da Esperança“. Ele explicou, então, que foi o Espírito Santo que o inspirou a dizer essas palavras:

"Quando, em 22 de outubro de 1978, eu disse as palavras: ‘Não tenhais medo!’ na Praça de São Pedro, eu não poderia saber bem até onde elas iriam me levar e toda a Igreja. Seu significado veio mais do Espírito Santo, o Consolador prometido pelo Senhor Jesus aos Seus discípulos, do que do homem que os falou.”

Em seguida, ele continua a reflexão e explica por que costumava voltar à frase durante seus muitos anos como papa:

“A exortação ‘Não tenhais medo!’ deve ser interpretada como tendo um significado muito amplo. Em certo sentido, foi uma exortação dirigida a todas as pessoas, uma exortação para vencer o medo na situação atual do mundo … Por que não devemos ter medo? Porque o homem foi redimido por Deus. Ao pronunciar essas palavras na Praça de São Pedro, eu já sabia que minha primeira encíclica e todo meu papado estariam vinculados à verdade da Redenção. Na Redenção encontramos a base mais profunda para as palavras ‘Não tenhais medo’: ‘Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito'”.

Medo x esperança

Os cristãos, portanto, nunca devem ter medo de nenhuma tempestade que possa atingi-los. Ou seja: eles devem tem esperança em Jesus Cristo, que veio para salvar o mundo das trevas.

Para São João Paulo II, nada deve tirar nossa esperança no Senhor. Como resultado, quando sabemos que Deus está no controle e que ele é amor, nossos medos desaparecem. Disse ele:

“Povos e nações de todo o mundo precisam ouvir essas palavras. Sua consciência precisa crescer na certeza de que existe Alguém que segura em suas mãos o destino deste mundo passageiro … E esse Alguém é Amor.”

Deus é amor! Portanto, se realmente entendermos isso, não teremos mais medo da “situação atual do mundo”, mesmo que ela fique mais escura.

Em resumo: Deus é amor e ele está no controle.

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 22 – Semana XXIX do Tempo Comum

Ef 3, 14-21 / Slm 32 (33), 1.3-5.11-12.18-19 / Lc 12, 49-53

Eu vos digo que vim trazer a divisão. (Evangelho)

Às vezes, a defesa dos valores do Evangelho divide-nos. A defesa dos nossos valores tem de ser muito firme, nos artigos, nas homilias, na família, na educação dos filhos e netos (não pode ser um silêncio cúmplice), nas conversas com os nossos amigos. Por exemplo, a Igreja é um alvo muito fácil de atacar enquanto os antivalores não têm uma instituição paralela que os represente. Daí que a defesa dos valores tenha de ser caso a caso, o que implica estarmos muito bem informados. O leitor informa-se das posições da Igreja?

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Papa Francisco defende uniões civis de casais homossexuais

Foto: PIZZOLI / AFPar

 O Papa Francisco declarou, num novo documentário, que os casais homossexuais devem ser protegidos pelas leis da união civil.

"As pessoas homossexuais têm o direito de pertencer a uma família. Eles são filhos de Deus e têm direito a uma família. Ninguém deve ser expulso ou ser miserável por isso", diz o pontífice máximo da Igreja Católica no documentário "Francesco", que estreou esta quarta-feira no Festival de Cinema de Roma e que aprofunda temas de interesse do Papa, como ambiente, pobreza, migração, desigualdade racial e discriminação.

"O que temos que criar é uma lei de união civil. Dessa forma, estarão legalmente abrangidos. Eu defendo isso", acrescentou Francisco, citado pela agência Reuters.

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 21 – Semana XXIX do Tempo Comum

Ef 3, 2-12 / Is 12, 2-3.4bcd.5-6 / Lc 12, 39-48

A quem muito foi confiado, mais se lhe pedirá. (Evangelho)

O que é que nós fazemos daquilo que Deus nos deu para administrarmos? O que é que o leitor faz da sua reforma? Por exemplo, aproveita-a para rezar? O que é que faz do seu corpo saudável? Ou tornou o seu corpo menos saudável por desleixo? Como é que agora vai reparar isso? O que é que faz da sua inteligência? Aproveita-a? Põe-na ao serviço dos outros? É bom conversador? Visita um hospital ou um lar de idosos? Ou talvez nada disto, mas, enfim, usa as capacidades que Deus lhe deu, as físicas, as psíquicas, as da fé?

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Como abençoar nossos filhos

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Philip Kosloski - publicado em 24/08/17

Um costume antigo que os pais e as mães podem repetir todos os dias

Atenção, papais e mamãs! Vocês têm uma linda missão de vida: apresentar seus filhos a Deus. O Catecismo da Igreja Católica explica que: “Pela graça do sacramento do matrimónio, os pais receberam a responsabilidade e o privilégio de evangelizar os filhos. Desde tenra idade devem iniciá-los nos mistérios da fé, de que são os «primeiros arautos». Hão de associá-los, desde a sua primeira infância, à vida da Igreja. A maneira como se vive em família pode alimentar as disposições afetivas, que durante toda a vida permanecem como autêntico preâmbulo e esteio de uma fé viva.”(CIC 2225).

Com toda certeza, esta não é uma tarefa fácil. Frequentemente, pode até parecer infrutífera. E digo mais: talvez nós nunca vamos saber a influência religiosa que tivemos sobre nossos filhos. Mas é preciso exercê-la.

Uma parte importante da “evangelização” de nossos filhos é bastante simples e muito antiga. É a chamada “Bênção Parental”, que consiste na habilidade de derramar as bênçãos de Deus sobre nossos filhos. Como pais e mães, temos o dever de confiar nossos filhos a Deus e nossas orações têm um duplo efeito sobre eles. Por quê? Porque Deus nos deu nossos filhos e é nosso dever devolvê-los a Ele.

Exemplos de Bênçãos Parentais podem ser encontrados ao longo do Antigo Testamento. Um dos exemplos mais conhecidos é o de Isaac, que abençoa seu filho Jacó (cf Gênesis 27).

Em Números, está a conhecida Bênção Aarônica ou Bênção Sacerdotal: “O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e te conceda graça; o Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz” (Números 6:24-26). Linda e verdadeira, não é?

Outra Bênção Parental pode ser encontrada no livro de Tobias, onde Tobit abençoa seu filho Tobias, que está prestes a partir para uma viagem: “Que Deus nos céus te proteja no teu caminho e te traga salvo de volta pra mim; que o teu anjo te acompanhe “(Tobias 5:17).

Todas essas orações você pode recitar para seus filhos. Outra maneira simples de fazer isso seria pegar um pouco de água benta (se disponível) e traçar o sinal da cruz na mão direita de seu filho (ou simplesmente colocar a mão na cabeça dele). Ao fazer isso, você pode rezar qualquer uma das orações acima, ou apenas dizer: “Que Deus o abençoe em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.

Não existe uma fórmula definida para a oração de bênção dos filhos. Ela pode até ser espontânea. O importante é invocar a benção de Deus sobre eles, reconhecendo o poder que Ele lhe deu como pai ou mãe.

Este tipo de bênção é comumente feita na hora de dormir, mas também pode ser aplicada antes de seu filho ir para a escola, embarcar em um ônibus ou fazer uma viagem. Isso lhe dará conforto adicional para saber que Deus está com eles enquanto eles saem de sua casa e um anjo está a seu lado a cada passo do caminho.

Não é fácil ser pai e mãe e ter que ensinar a fé aos filhos. No entanto, com a ajuda de Deus, todas as coisas são possíveis. E eles, um dia, vão te agradecer por isso.