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quarta-feira, 16 de maio de 2018

Papa Francisco pede aos rígidos da Lei que imitem Saulo e se deixem guiar por Jesus

Papa Francisco preside Missa na Casa Santa Marta / Foto: L'Osservatore Romano
Francisco observou que “a primeira vez que aparece o nome de Saulo é na lapidação de Estêvão”. Saulo era um “jovem, rígido, idealista”. Era um “prisioneiro” da rigidez da Lei. No entanto, Saulo “foi honesto”, destacou o Pontífice.

Nesse sentido, contrastou a rigidez com a honestidade. Advertiu contra aqueles que “são os rígidos de vida dupla: mostram-se belos, honestos, mas quando ninguém os vê, fazem coisas feias”.

“Entretanto, este jovem – Saulo – era honesto. Quando falo disso, penso em muitos jovens que caíram na tentação da rigidez, hoje, na Igreja. Alguns são honestos, são bons, devemos rezar para que o Senhor os ajude a crescer no caminho da mansidão”.
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terça-feira, 1 de maio de 2018

Papa Francisco pede ao mundo que reze o Terço pela paz durante todo o mês de maio

Papa Francisco - Foto: Vatican Media / ACI Prensa
Vaticano, 30 Abr. 18 / 12:00 pm (ACI).- O Papa Francisco convidou os fiéis a se unirem espiritualmente na terça-feira, 1º de maio, à oração do Terço pela paz na Síria e em todo o mundo que presidirá durante a sua peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora do Divino Amor; e encorajou a prolongar a oração mariana durante todo o mês de maio por esta intenção.

“Queridos irmãos e irmãs, no dia 1º de maio na parte da tarde, iniciarei o mês mariano com uma peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora do Divino Amor. Rezaremos o Terço, rezando especialmente pela paz na Síria e no mundo inteiro. Convido todos a se unirem espiritualmente e a prolongar por todo o mês de maio a oração do Terço pela paz”, disse o Papa aos 30 mil fiéis reunidos na Praça de São Pedro para a Oração do Regina Coeli, no domingo.

Segundo Vatican News, o Santo Padre visitará às 17h este santuário está localizado em Castel di Leva, uma cidade na zona rural de Roma.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Papa Francisco: É triste que alguns católicos se achem perfeitos e desprezem os demais

O Papa rodeado por fiéis no começo da Audiência Geral. Foto: Daniel Ibáñez / ACI Prensa
VATICANO, 09 Ago. 17 / 10:00 am (ACI).- O perdão como motor da esperança foi o tema central da catequese do Papa Francisco em uma nova Audiência Geral na qual recordou que a Igreja é formada por pecadores e criticou que alguns cristãos acham que são perfeitos e desprezam os demais.

“Os pecadores são perdoados. Não somente ficam aliviados a nível psicológico porque são libertados do sentido de culpa. Jesus faz muito mais: oferece às pessoas que erraram a esperança de uma vida nova, uma vida marcada pelo amor”, disse o Santo Padre.

“Penso em tantos católicos que se acham perfeitos e, por isso, desprezam os outros. Isso é triste”, afirmou.

Em sua opinião, “nos faz bem pensar que Deus não escolheu como primeiro massa para formar sua Igreja as pessoas que não erravam nunca. A Igreja é um povo de pecadores que experimenta a misericórdia e o perdão de Deus”.

“Desde o início do seu ministério público na Galileia, Jesus se aproxima dos leprosos, dos endemoniados, dos enfermos e dos marginalizados. Um comportamento assim (naquela época) não era nada habitual; tanto é verdade que esta simpatia de Jesus pelos excluídos, pelos ‘intocáveis’, será uma das coisas que mais desconcertarão seus conterrâneos”.

O Papa também disse que “onde existe uma pessoa que sofre, Jesus está lá, e aquele sofrimento se torna seu. Jesus não prega que a condição de pena deve ser suportada com heroísmo, como os filósofos estoicos”, mas “compartilha a dor humana e, quando o faz, de seu íntimo brota o comportamento que caracteriza o cristianismo: a misericórdia”.

Francisco assegurou que Jesus “abre os braços aos pecadores” e manifestou que muitos “continuam nos dias de hoje em uma vida errada, porque não encontram ninguém disponível a olhá-lo ou olhá-la de modo diferente, com os olhos, ou melhor, com o coração de Deus, isto é, com esperança”.

“Jesus vê uma possibilidade de ressurreição também em quem acumulou tantas escolhas erradas”, acrescentou.

Assim, o Papa recordou que “a Igreja não se formou por homens irrepreensíveis, mas por pessoas que puderam experimentar o perdão de Deus. Pedro aprendeu mais sobre si mesmo quando percebeu, ao canto do galo, que tinha renegado seu mestre, do que quando se mostrava superior aos demais com seus ímpetos e formas espontâneas. Também Mateus, Zaqueu e a Samaritana, apesar de suas faltas, receberam do Senhor a esperança de uma vida nova a serviço do próximo”.

“Nós que estamos acostumados a experimentar o perdão dos pecados, talvez a bom preço, deveríamos também recordar quanto custou o amor de Deus. Jesus não vai à cruz porque cura os enfermos, porque prega a caridade, porque proclama as bem-aventuranças”.

“O Filho de Deus vai à cruz, sobretudo, porque perdoa os pecados, porque quer a libertação total, definitiva do coração do homem”, sublinhou.

O Santo Padre também explicou que Jesus “não aceita que o ser humano consuma toda a sua existência com esta ‘tatuagem’ incancelável, com o pensamento de não poder ser acolhido pelo coração misericordioso de Deus”.

“Somos todos pobres pecadores, necessitados da misericórdia de Deus que tem a força de nos transformar e nos dar esperança a cada dia” e, “às pessoas que entenderam esta verdade básica, Deus presenteia a missão mais preciosa do mundo, ou seja, o amor pelos irmãos e irmãs, e o anúncio de uma misericórdia que Ele não nega a ninguém”