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sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

O MAIS CONHECIDO SONHO PROFÉTICO DE SÃO JOÃO BOSCO

“Imaginai estar comigo na praia do mar, ou melhor, sobre um escolho isolado, e de não estar em torno de vós senão o mar. Em toda aquela vasta superfície de águas vê-se uma multidão de naves em ordem de batalha, que avançam contra uma nave muito maior e mais alta que todas, tentando chocar-se contra ela com o esporão da proa, tentando incendiá-la e fazer-lhe o maior dano possível. Àquela majestosa nave fazem escolta pequenas naves, mas o vento lhes é contrário e o mar agitado parece favorecer os inimigos.

No meio da imensa extensão do mar elevavam-se acima das ondas duas robustas colunas, altíssimas, pouco distantes uma da outra. Sobre uma delas havia a estátua da Virgem Imaculada, a cujos pés pendia um longo cartaz com esta inscrição: Auxilium Christianorum; sobre a outra, que era muito mais alta e mais grossa, havia uma Hóstia de grandeza proporcional à coluna, e em baixo havia um outro cartaz, com as palavras: Salus Credentium.


sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

O PECADO É POPULAR, FALAR SOBRE ELE NEM TANTO

O pecado é problemático. Há alguns anos, dei uma conferência numa universidade que, apesar de não ser católica, tinha uma clara identidade cristã e reputação de ser fiel aos ensinamentos e tradições de sua denominação. Numa aula de teologia, falei sobre o meu escritor favorito e citei o trecho de Ortodoxia no qual Chesterton diz que o pecado original é a única doutrina que podemos provar. Basta olharmos ao nosso redor, pois a evidência está por todos os lados.

Expliquei que o pecado é uma separação. É a ruptura do relacionamento entre o Homem e Deus, e a obra de Cristo é restaurar essa relação para que possamos entrar em comunhão com Deus novamente. Chesterton diz que, quando defendemos a fé cristã, o ponto de partida óbvio é falar sobre o pecado. O mundo pode tentar negar que Deus e Cristo são reais, mas não pode negar a realidade do pecado. Mas ele também diz que a nova teologia faz exactamente isto: nega de forma astuciosa a existência do pecado. Ele dá o exemplo de um homem que está a esfolar um gato vivo. Uma pessoa normal que testemunhasse tal atitude chegaria a uma destas duas conclusões: ou que Deus não existe ou que a união entre Deus e o Homem não existe. Em outras palavras: o pecado existe.