quinta-feira, 14 de março de 2019

Mensagem do Cardeal-Patriarca para a Quaresma 2019


“Uma Santa Quaresma com horizonte pascal”


A Quaresma que iniciamos, neste ano de 2019, é como sempre tempo de graça e conversão. Já a conversão é, em si mesma, obra da graça divina, que não deixa de nos atrair para Deus, vida das nossas vidas.
É bom termos isto presente, para percebermos tudo o mais e nos percebermos a nós próprios, sempre e nas atuais circunstâncias, pessoais, sociais e eclesiais.
São grandes as contradições que sentimos, entre o que devia ser e o que o contradiz, a todos os níveis. Devastadores conflitos por esse mundo além, que tanto demoram em resolver, com populações em fuga e tão pouco acolhidas, clamam por um envolvimento muito mais forte e consequente da comunidade internacional e da ajuda humanitária. O desrespeito pelo ambiente e as agressões ecológicas põem em causa o futuro - e já o presente - de populações inteiras e da humanidade em geral. O recente encontro promovido em Roma pelo Papa Francisco sobre “a proteção dos menores na Igreja” enfrentou um grave problema que exige solução radical, reprimindo os abusos, apoiando as vítimas e prevenindo tais casos. As trágicas notícias de violência doméstica, especialmente sobre mulheres, manifestam outra chaga intolerável. A corrupção abala a confiança indispensável à vida social e institucional. A proteção ativa de cada vida humana, da conceção à morte natural, continua à espera duma corresponsabilidade coletiva muito mais capaz, pois se trata da primeira alínea do nosso bem comum…

Um elenco assim, ou ainda mais extenso, poderia paralisar-nos pela vastidão e peso dos problemas que refere. Poderia retrair-nos no que nos toca imediatamente e alhear-nos do mais, que sendo de todos é nosso também.
E assim poderia acontecer, de facto, entre o atordoamento mediático e a desistência de compreender e atuar. Mas não poderá suceder de direito, porque a justiça nos impele a proporcionar a cada um o que lhe é devido – e a justiça divina se revela no comportamento de Cristo em relação ao bem de todos.
A Quaresma orienta-se exatamente nesse sentido, para nos identificarmos com Jesus Cristo no que Ele tem de mais essencial e ativo, ou seja, a filiação divina, raiz profunda da fraternidade universal.
Filiação divina significa viver de Deus para Deus, como Jesus com o Pai, no Espírito que os une. Esse mesmo Espírito que nos é concedido no Batismo, para assim vivermos e convivermos também.
Trata-se, portanto, de algo interior, fundamental e bastante. Aí mesmo, onde a solução se encontra numa intimidade divina que nos sustentará em absoluto e animará sempre e em qualquer circunstância que seja, mesmo a mais difícil. Aí mesmo, sem aparentar por fora o que de verdade não fossemos. Por toda a Quaresma ressoa o apelo de Cristo para sermos autênticos filhos de Deus e só assim nos definirmos e consequentemente demonstrarmos.
As práticas quaresmais – a esmola, a oração e o jejum – têm em Jesus e nos seus discípulos essa dimensão precisa. Resolvem-nos com Deus para nos resolverem na vida. Ouvimos no Evangelho, três vezes seguidas: «Quando deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a direita, para que a tua esmola fique em segredo… Quando rezares, ora a teu Pai em segredo… Quando jejuares, que os homens não percebam que jejuas, mas apenas o teu Pai, que está presente em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa». 
Ao ouvirmos o profeta Joel: «Diz agora o Senhor: Convertei-vos a Mim de todo o coração…» E depois São Paulo: «Nós vos pedimos em nome de Cristo, reconciliai-vos com Deus!» - é a isso mesmo que se referem, como ponto primeiro de tudo o mais que possa e deva acontecer. Uma atitude basicamente “religiosa”, digamos, que religando-nos a Deus nos religue a tudo e a todos, onde afinal o mesmo Deus nos espera também. Daí que a oração autêntica se concretizará em caridade, saciando-nos no essencial que nunca acabará, o verdadeiro amor, outro nome da convivência perfeita. Dito de maneira mais corrente, a Quaresma há de levar-nos da distração à conversão.     

O Papa Francisco dirige-nos a sua Mensagem Quaresmal também em torno duma filiação divina tão verdadeira em nós como libertadora para a criação inteira, partindo dum luminoso passo da Epístola de São Paulo aos Romanos: «A criação encontra-se em expetativa ansiosa, aguardando a revelação dos filhos de Deus (Rm 8, 19).
Recomendo muito a leitura atenta, pessoal e comunitária, da Mensagem papal nesta Quaresma que iniciamos. Tem uma sequência lógica e muito clara, assim enunciada: 1) A redenção da criação, ou seja, a ligação íntima da nossa libertação com a da criação inteira. 2) A força destruidora do pecado, ou seja, a trágica consequência da rotura com Deus, que se torna rotura com tudo. 3) A força sanadora do arrependimento e do perdão, isto é, a real possibilidade duma conversão libertadora, verdadeiramente pascal.
A Mensagem insere-se na repetida insistência do Papa Francisco numa “ecologia integral” que supere de vez o egoísmo que desarmoniza a totalidade em que devemos viver. Bem pelo contrário, quando alguém vive realmente como filho de Deus, «beneficia também a criação, cooperando para a sua redenção».
De “redenção”, fala o Papa, pois o cativeiro espiritual de quem vive apenas para si aprisiona a natureza nesse mesmo egoísmo, sufocando-a também. Por isso acentua, com dramático realismo: «Quando não vivemos como filhos de Deus, muitas vezes adotamos comportamentos destruidores do próximo e das outras criaturas – mas também de nós próprios -, considerando, de forma mais ou menos consciente, que podemos usá-los como bem nos apraz».
E finalmente – urgentemente – abre-se a Páscoa, como inadiável horizonte. A Quaresma exercita-a já, para a festejarmos depois. O ritmo das estações do ano acaba por ser monótono, quando não supera os repetidos ciclos com que o paganismo se entretém. A primeira lua cheia da Primavera, que marcará como sempre a Páscoa deste ano, há de trazer-nos bem mais do que isso, se nos encontrar melhores, numa filiação divina que nos libertará também, porque o louvor de Deus e o bem dos outros nos preencherão a vida.         
É o significado e o fruto do exercício quaresmal que retomamos: «A Quaresma é sinal sacramental desta conversão. Ela chama os cristãos a encarnarem, de forma mais intensa e concreta, o mistério pascal na sua vida pessoal, familiar e social, particularmente através do jejum, da oração e da esmola», escreve ainda o Papa.
Não encontraria melhores palavras para vos desejar a todos uma Santa Quaresma, com horizonte verdadeiramente pascal! 

Lisboa, 6 de março de 2019

† MANUEL, Cardeal-Patriarca

A nossa renúncia Quaresmal de 2018, destinada à construção duma escola em Cattin (Bangui), na República Centro-Africana, das Irmãs Oblatas do Coração de Jesus, juntou 236.344,94 €. A desta Quaresma corresponderá ao apelo da Cáritas da Venezuela, que nos pede um sinal de proximidade e comunhão com os mais pobres do seu país, nas dramáticas circunstâncias em que vivem.

13 de Março de 2019 - 6º aniversário do Pontificado de Francisco

O Papa Francisco assinalou esta quarta-feira o sexto aniversário da sua eleição pontifícia, um momento visto como de viragem, em busca de respostas para os problemas sociais e da Igreja que foram identificados desde 2013.

Andrea Tornielli, diretor editorial da Secretaria para a Comunicação do Vaticano, assinala, numa nota divulgada pela Santa Sé, que os últimos 12 meses, em particular, ficaram marcados “pelo flagelo dos abusos e pelo sofrimento de alguns ataques internos”, protagonizados inclusivamente por cardeais.
“Um olhar ao ano que acaba de passar não pode ignorar o ressurgimento do escândalo dos abusos e das divisões internas que levaram o ex-núncio Carlo Maria Viganò, em agosto de 2018, precisamente quando Francisco celebrava a Eucaristia com milhares de famílias em Dublin, repropondo a beleza e o valor do matrimónio cristão, a pedir publicamente a renúncia do Papa por causa da gestão do caso McCarrick”, recorda o jornalista italiano.
O antigo arcebispo de Washington, acusado de abusos sexuais, viria a deixar o Colégio Cardinalício e a ser demitido do estado clerical, por “uso impróprio da confissão e violações do Sexto Mandamento do Decálogo com menores e adultos, com a agravante de abuso de poder”.

Quinta-feira, dia 14 Março 2019

Na Igreja da Ulgueira às 15h00

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 14 – Semana I da Quaresma

Est 4, 17 n.p-r.aa-bb.gg.hh / Slm 137 (138), 1-2a.2bc-3.7c-8 / Mt 7, 7-12

(…) não tenho ninguém senão Vós. (1ª Leit.)

Como seria se só tivéssemos Deus? Enlouqueceríamos por falta de relação humana? Ficávamos com uma doença mental? Ou Deus chegava-nos? Nunca chegaremos a estar numa situação de um isolamento completo mas o ponto a que eu quero chegar é se Deus é, de facto, uma realidade viva para o leitor. Estou como que a perguntar se Deus é (de) uma tal realidade para o leitor que lhe fizesse companhia no caso de um isolamento completo. Até que ponto Deus é uma realidade viva para o leitor?

quarta-feira, 13 de março de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 13 – Semana I da Quaresma

Jon 3, 1-10 / Slm 50 (51), 3-4.12-13.18-19 / Lc 11, 29-32

Fazei nascer dentro de mim um espírito firme. (Salmo)

Um espírito firme é aquele que subjaz ao nosso temperamento, que pode ser mais em linha reta ou mais às curvas. Algumas pessoas são como a tartaruga, outras como a lebre, outras têm dentro de si a síntese da tartaruga com a lebre. Seja como for, todas têm de rezar para terem um espírito firme. O Espírito de Deus que nos orienta e motiva. O resto é uma questão de temperamento. Rezemos por um espírito firme.

terça-feira, 12 de março de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 12 – Semana I da Quaresma

Is 55, 10-11 / Slm 33 (34), 4-5.6-7.16-17.18-19 / Mt 6, 7-15

O pão nosso de cada dia nos dai hoje. (Evang.)

Hoje, a minha proposta é que o leitor reze por África. Muitos países de África têm matérias-primas suficientes para serem países com grande abundância de bens, com muito mais do que o pão de cada dia, mas como são mal geridos, têm grande parte das suas populações a passar mal. Portugal é um país praticamente sem matérias-primas mas que nós conseguimos desenvolver bastante. Hoje, dêmos graças a Deus por isso e rezemos para que em África haja o pão nosso de cada dia.

segunda-feira, 11 de março de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 11 – Semana I da Quaresma

Lev 19, 1-2.11-18 / Slm 18 B (19), 8-10.15 / Mt 25, 31-46

Quantas vezes o deixastes de fazer a um dos meus irmãos mais pequeninos, também a Mim o deixastes de fazer… (Evang.)

A civilidade tem muitas coisas que tocam a caridade. Uma delas é deixar falar as pessoas à vez. Nas conversas, não raro imperam os mais enérgicos, os que falam mais alto e reagem mais depressa. As pessoas educadas dão espaço aos pequeninos, àqueles que falam mais baixo, que reagem mais lentamente. Parece que aqui ser educado coincide com ser cristão. Nas suas conversas, o leitor esteja atento àqueles que tentam interpor uma palavra com uma voz mais baixa, uma atitude mais tímida...

domingo, 10 de março de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 10 – Domingo I da Quaresma – Ano C

Dt 26, 4-10 / Slm 90 (91), 1-2.10-15 / Rm 10, 8-13 / Lc 4, 1-13

A oferta das primícias, dos primeiros frutos, é muito mais que uma tradição do povo hebreu. É a proclamação da sua fé em Deus Criador e Senhor de tudo. Na celebração litúrgica dos primeiros frutos da terra, que são oferecidos a Deus, fonte de tudo o que vive e respira, o sacerdote não reza um credo de verdades teóricas, mas faz uma síntese da história de salvação realizada por Deus em favor do seu povo.

Ocorre a natural pergunta: que destino se dava às primícias oferecidas no templo? Queimavam-se? Eram dadas aos sacerdotes? Nada disso, pois eram oferecidas aos privilegiados de Deus: aos pobres, aos levitas, aos forasteiros, aos órfãos e às viúvas.

Esta leitura da Palavra de Deus é colocada no início da Quaresma como um desafio à conversão penitencial da partilha, da doação generosa. Só quem se converte ao amor caritativo para com o próximo é que prova ter-se convertido verdadeiramente a Deus. Se alguém se diz amigo de Deus e é inimigo do próximo está a ser mentiroso.

S. Paulo apresenta-nos uma das mais antigas confissões de fé: confessar com a boca que Jesus é o Senhor e acreditar com o coração que Deus O ressuscitou dos mortos. Esta confissão de fé era usada no rito do batismo dos primeiros tempos da Igreja. «Acreditar com o coração» significa com a vida real, onde cada um prova o que pensa e diz com palavras.

No Evangelho encontramos Jesus a ser tentado pelo diabo. Não se trata da descrição de um cronista que narra os pormenores de um acontecimento. É antes uma lição de catequese, a fim de sabermos como vencer as tentações, à imitação do mestre Jesus.

As tentações de Jesus ocorrem no deserto, que tem um forte sentido bíblico: é um lugar de provação, mas também um contexto propício à revelação de Deus. Aí Jesus Se sentiu «cheio do Espírito Santo» e venceu «toda a espécie de tentações».

Nesta narração aparece o drama que Jesus viveu na sua consciência; o combate que teve de travar para ser fiel à vontade do Pai: as tentações do êxito imediato, da glória mundana e do prestígio, do aproveitamento do próprio poder para sua vantagem. Tentações que continuam atuais na Igreja de Cristo, formada por mulheres e homens frágeis, mas nunca abandonados pela graça providencial de Deus.

As tentações de Jesus são-nos apresentadas em três quadros: conversão das pedras em pão; oferta do poder e glória dos reinos da terra; atirar-se do pináculo do Templo para ser sustentado pelos anjos. São uma síntese de todas as tentações, representando o modo errado de nos relacionarmos com as coisas, com as pessoas e com Deus.

O facto de Cristo ter sido tentado, sem viver num plano super-humano, acima de toda a sedução do mal, é um forte exemplo para nós. Ele mesmo nos ensinou a rezar, pedindo assim a Deus: «Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal». Não pedimos para não ser tentados (nisso nos distanciaríamos de Cristo), mas para vencermos as tentações unidos a Ele.

sábado, 9 de março de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 9 – Féria depois das Cinzas

Is 58, 9-14 / Slm 85 (86), 1-6 / Lc 5, 27-32

Se tirares do meio de ti toda a opressão, os gestos de ameaça e as palavras ofensivas, se deres do teu pão ao faminto e matares a fome ao indigente, brilhará na escuridão a tua luz. (1ª Leit.)

Hoje peçamos a graça de um coração suave, aberto ao outro, empático. O profeta Isaías fala do pão que é nosso. Estará ele a pensar que podíamos passar privações para partilhar com os pobres? Acho que isso nem passa pela cabeça. Mais facilmente faríamos sacrifícios para proporcionar uma operação ao nosso cão. Claro que o nosso cão é mais valioso do que um pobre. O nosso cão tem um partido. Os pobres não.  

sexta-feira, 8 de março de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 8 – Féria depois das Cinzas

Is 58, 1-9 / Slm 50 (51), 3-6.18-19 / Mt 9, 14-15

O jejum que Me agrada é (…) levar roupa aos que não têm que vestir... (1ª Leit.)

Tanto o Antigo como o Novo Testamento insistem neste aspeto; logo, deve ser importante. Mas muitos de nós ainda lhe somos indiferentes ou fazemos pouco. Parece-me que é falta de Deus dentro de nós. (De mim.) Falta de empatia com Deus. Às vezes, excesso de oração vertical verbal, porque se a oração verbal é de coração atinge o outro. Mas, muitas vezes, a oração é feita com um coração tão frio que não é capaz de sentir os que têm frio. Peçamos um coração de carne.  

quinta-feira, 7 de março de 2019

Reconhecimento dos direitos das comunidades cristãs - O Vídeo do Papa – ...

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 7 – Féria depois das Cinzas

Deut 30, 15-20 / Slm 1, 1-4.6 / Lc 9, 22-25

Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo. (Evang.)

Entenda-se: renunciar a si é renunciar à parte que nos afasta de Deus. Mas a renúncia é muito difícil. Estamos habituados à nossa sombra, gostamos dela, estamos viciados nela, quando alguém nos chama a atenção, reagimos mal… A minha experiência, leitor, é que a oração ajuda muito a erradicar o pecado, uma vez ele identificado. Para além de pormos todos os meios necessários. Mas a oração (a mim) suaviza-me muito a luta. O leitor experimente.  

quarta-feira, 6 de março de 2019

Quinta-feira, 1ª do mês, 07 Março 2019

e Oração Vocacional na Igreja do Mucifal às 18h00.

- QUARTA-FEIRA dia 6, Dia de cinzas.

 Início da Quaresma 
Missas em Almoçageme às 9h30 e em Colares às 21h00

Joel 2, 12-18 / Slm 50 (51) 3-6.12-14.17 / 2 Cor 5, 20 – 6, 2 / Mt 6, 1-6.16-18

Tende cuidado em não praticar as vossas boas obras diante dos homens. (Evang.)

A nossa sociedade tende a premiar, dar relevo, condecorar as pessoas que se distinguem de alguma maneira. E isso é bom, porque dá um exemplo às gerações seguintes. Outra coisa é pormo-nos em bicos de pés para mostrarmos os nossos feitos. É isso que Jesus condena. E não devemos ficar amargurados com a falta de reconhecimento da sociedade, porque devemos fazer as coisas gratuitamente. Hoje, o leitor peça gratuidade para o seu bem-fazer.

terça-feira, 5 de março de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 5 – Semana VIII do Tempo Comum

Sir 35, 1-15 / Slm 49 (50), 5-8.14.23 / Mc 10, 28-31

Nós deixámos tudo para Te seguir. (Evang.)

Obviamente, S. Pedro está triste por o seguimento de Jesus não lhe ter proporcionado o gozo de que ele estava à espera. Aquele andar atrás de Jesus, de um lado para o outro, a pregar e a curar não devia encher-lhe as medidas. Ele queria alguma coisa que compensasse ter deixado as redes e a família. Provavelmente, estava com saudades e ainda não tinha uma missão. A missão dá um sentido às nossas vidas e suaviza-nos as saudades das cebolas do Egito. Hoje, o leitor peça para si um forte sentido de missão.

sábado, 2 de março de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 2 – Semana VII do Tempo Comum / 1º Sábado

Sir 17, 1-13 / Slm 102 (103), 13-18 / Mc 10, 13-16

Quem não acolher o reino de Deus como uma criança, não entrará nele. (Evang.)

Numa festa em que eu estava, uma criança de 3 (?) anos brincava despreocupadamente. De repente, viu a mãe e correu para ela depois de ter dado um berro que lhe saiu cá do fundo: «mãe!!». Um adulto não faria isto. A criança de três anos tem uma entrega completa à mãe. É esta entrega que Deus quer de nós. E Deus quer isso porque é o que nós precisamos. Peçamo-lo.  

sexta-feira, 1 de março de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 1 – Semana VII do Tempo Comum / 1ª Sexta-feira

Sir 6, 5-17 / Slm 118 (119), 12.16.18.27.34.35 / Mc 10, 1-12

A palavra amável multiplica os amigos. (1ª Leit.)

Sim, é verdade, mas não deve ser (só) essa a nossa motivação. Somos amáveis porque gostamos dos nossos amigos. Somos amáveis porque somos educados. Somos amáveis porque temos autodomínio. E, finalmente, somos amáveis porque Deus é amável connosco. Somos amáveis porque sabemos o que é serem amáveis connosco. Deus ama-nos, normalmente, através dos outros. Se bem que também o faça diretamente. Essa amabilidade de Deus torna-nos amáveis.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Sabado, primeiro do mês, 2 de Março de 2019

 Na Igreja da Praia das Maçãs às 16h00

Sexta-feira, primeira do mês, 1 de Março de 2019

E confissões na Igreja da Misericórdia às 18h15

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 28 – Semana VII do Tempo Comum

Sir 5, 1-10 / Slm 1, 1-4.6 / Mc 9, 41-50 

Quem vos der a beber (…) por serdes de Cristo. (Evang.) 

Todos somos de Cristo e por isso todos somos recompensados se nos «dermos de beber» uns aos outros. Assim, aos poucos, nos vamos tornando cada vez mais semelhantes a Deus, que é a fonte do amor. Exercitemo-nos a dar. Uns terão de se exercitar a não dar. Pessoas há que são muito «mãos largas». Outras, que são muito agarradas. Cada um sabe de si. O leitor veja por que graça é que precisa de rezar.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 27 – Semana VII do Tempo Comum

Sir 4, 12-22 / Slm 118 (119), 165.168.171.172.174.175 / Mc 9, 38-40

Vivem em grande paz os que amam a vossa lei e nada há que os perturbe. (Salmo)

Depois de a nossa cabeça e o nosso coração perceberem que a lei de Deus nos torna felizes, amamo-la e ela torna-nos felizes e imperturbáveis. Não é imperturbáveis sem sentir o sofrimento. É imperturbáveis porque com uma confiança ilimitada em Deus. Para isso temos de superar a tensão entre a atração do pecado e a vontade de cumprirmos a lei de Deus. Para isso, rezemos. Muito. Hoje.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 26 – Semana VII do Tempo Comum

Sir 2, 1-13 / Slm 36 (37), 3-4.18-19.27-28.39-40 / Mc 9, 30-37

Filho, se queres servir o Senhor, prepara a tua alma para a provação. (1ª Leit.)

Jesus também diz: «Se alguém quiser vir comigo […] tome a sua cruz e siga-Me» (Mt 16, 24). Será que o serviço de Deus é sempre com sofrimento? Aparentemente, mas só aparentemente. O serviço de Deus tem sofrimento e muitas alegrias. Só que tem provações, porque temos de ter disciplina e auto-domínio. Mas uma vida desregrada também é fonte de muito sofrimento, se bem que à primeira vista seja muito atraente. Hoje, o leitor peça pelo seu auto-domínio (cristão).  

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 25 – Semana VII do Tempo Comum

Sir 1, 1-10 / Slm 92 (93), 1.2.5 / Mc 9, 14-29

O menino ficou como morto (…) mas Jesus levantou-o... (Evang.)

Jesus curou aquele menino, provavelmente epilético. Hoje, peçamos a Jesus que nos dê força para suportarmos as nossas maleitas e para nos tratarmos. O meu médico mandou-me andar por causa da coluna e eu não ando porque detesto andar. Pessoas há que têm pavor de ir ao dentista. (E não vão.) Outras recusam-se a ir a um psiquiatra. Hoje, o leitor reze por todos aqueles que não têm forças para se tratarem.

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2019

Na Igreja das Azenhas do Mar às 21h30

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 24 – Domingo VII do Tempo Comum – Ano C

1 Sm 26, 2.7-9.12-13.22-23 / Slm 102 (103), 1-4.8.10.12-13 / 1 Cor 15, 45-49 / Lc 6, 27-38

Na leitura do primeiro livro de Samuel encontramos duas lógicas: a de Abisaí, valente guerreiro, sobrinho de David, que achava oportuno proceder a uma justa vingança, liquidando o rei Saul; e a lógica de David, que achou por bem poupar a vida de Saul, ungido do Senhor como rei de Israel, com um generoso perdão.

No Evangelho encontramos Cristo a pedir para irmos mais longe, ou seja, para procedermos como Deus faz sempre connosco, mesmo quando Lhe voltamos as costas e O ofendemos com os nossos pecados. Ultrapassando as nossas lógicas estreitas, Cristo assim nos exorta: «Vós, porém, amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, sem nada esperar em troca. Então será grande a vossa recompensa e sereis filhos do Altíssimo, que é bom até para os ingratos e os maus». Amar gratuita e incondicionalmente, seja a quem for, é uma arte divina. Assim Deus nos ama.

No Evangelho encontramos a continuação do discurso das bem-aventuranças. A originalidade da boa nova de Jesus é exposta com toda a radicalidade. Amar os simpaticamente amáveis qualquer um o faz. É uma simples lógica de favores mútuos. Amar segundo o estilo do coração de Deus vai muito mais longe, segundo o dito de Santo Agostinho: «A medida do amor é amar sem medida».

Cristo desafia-nos a este amor radical e incondicional: «Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam; abençoai os que vos amaldiçoam, orai por aqueles que vos injuriam». São mais do que simples conselhos para uma elite de atletas olímpicos da virtude. São veementes imperativos para todos: amai, fazei bem, abençoai, orai. É a lógica de Cristo que nos pede para ultrapassar a lei de talião, ou seja, para pagar o mal com o bem. Esta é a amorosa «vingança» de Cristo e dos que O querem seguir. Fica também claro que o cristão deve renunciar a qualquer forma de violência, pois seria entrar em contradição com a vida e doutrina de Jesus.

Cristo não nos pede que gostemos ou simpatizemos com a multiplicidade das pessoas que conhecemos. Fica claro que Ele não simpatizou com os fariseus, a quem apelidou de «raça de víboras», nem com Anás ou Caifás, menos ainda com Herodes, a quem qualificou de «raposa». Cristo, contudo, amou a todos, sem excluir ninguém do seu coração. Assim, quando expulsou os vendilhões do templo, fê-lo sem ódio nem rancor, apenas com a exigência do amor.

Amar assim tão radicalmente não é nada fácil. Por isso Cristo nos recomenda a oração, abrindo-nos ao dom de um amor gratuito e generoso. O Papa Francisco tem-nos recomendado para rezarmos pelas pessoas com quem tivemos algum problema e a relação está difícil. Rezar é o caminho certo para amar ao jeito incondicional de Deus.

sábado, 23 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 23 – S. Policarpo (Memória)

Hebr 11, 1-7 / Slm 144 (145), 2-5.10.11 / Mc 9, 2-13

[Noé] Tornou-se herdeiro da justiça que se obtém pela fé. (1ª Leit.)

Há a justiça dos tribunais e a da fé. A justiça da fé é a de Deus. A justiça de Deus, na história de Noé, foi implacável. Hoje em dia, não se sente dessa maneira. Deus não dá grandes castigos aos pecadores. Não os destrói. Agora, Deus vai atrás dos grandes pecadores como o bom pastor. E o instrumento de Deus podemos ser nós. Quanto mais não seja, na oração. Hoje, peçamos por aqueles pecadores que estão juntos com outros e que não se conseguem libertar desses laços.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 22 – Cadeira de S. Pedro, Apóstolo (Festa)

1 Pedro 5, 1-4 / Slm 22 (23), 1-6 / Mt 16, 13-19

Sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. (Evang.)

É uma alegria sem fim – literalmente sem fim – saber que as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja. Em tempos de perseguição, ter essa certeza é fundamental, mas nos nossos tempos, na nossa sociedade, em que na Europa se vê o número de católicos diminuir drasticamente e as Missas quase só com pessoas para cima da meia-idade, estarmos certos de que o mal não triunfará é um consolo muito grande. Hoje, o leitor reze pela nossa Igreja europeia.

Ciclo de Conferências sobre o Espírito Santo


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 21 – Semana VI do Tempo Comum

Gen 9, 1-13 / Slm 101 (102), 16-21.29.22.23 / Mc 8, 27-33

Uns dizem [que és] João Batista, outros Elias, outros um dos profetas. (Evang.)

Também hoje em dia as pessoas falam de Jesus de maneira diferente. E alguns dizem que nós, católicos, fizemos um Jesus à nossa maneira, que manipulámos o Jesus histórico. O nosso Jesus Cristo foi-nos revelado – não chegamos lá por uma investigação histórica – e não tentamos convencer ninguém daquilo em que acreditamos. O que nós fazemos é partilhar a nossa fé. Mas não se convence ninguém da fé. Hoje, o leitor reze por todos os que evangelizam.  

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 20 – Semana VI do Tempo Comum

Gen 8, 6-13.20-22 / Slm 115 (116), 12-15.18.19 / Mc 8, 22-26

Vejo as pessoas que parecem árvores a andar. (Evang.)

Este milagre em duas fases é muito curioso. Parece que Jesus não estava muito certo da eficácia do seu milagre, tanto que perguntou ao cego se estava a ver bem. Só à segunda é que o cego ficou a ver bem. Aqui está uma sugestão para quando pedirmos luz: pedirmos continuadamente, porque a luz pode não vir toda de uma vez. O problema, o que estiver em causa, ir-se-á iluminando sob diferentes perspetivas, ou por fases.  

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 19 – Semana VI do Tempo Comum

Gen 6, 5-8; 7, 1-5.10 / Slm 28 (29), 1.2-4.9.10 / Mc 8, 14-21

O Senhor arrependeu-Se de ter feito o homem sobre a Terra. (1ª Leit.)

Deus arrependeu-Se de ter criado o homem. Deus purificou a Terra com água, destruiu a obra da sua criação e só deixou uma família para dar continuidade à humanidade. É uma família pura, acompanhada de animais puros e impuros. Todos os animais da Terra. Pensemos na linhagem que vem desde Noé, desde a humanidade renovada. Agradeçamos a Deus essa família de que descendemos. Espiritualmente.

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2019

Na Igreja de Almoçageme às 10h00

Papa Francisco diz que abusos na Igreja é "um desafio urgente do nosso tempo"

"Convido-vos a rezar por este evento, que eu queria (convocar) como um ato de forte responsabilidade pastoral face a um desafio urgente do nosso tempo", disse Francisco depois da oração do Angelus.

O papa Francisco classificou este domingo a questão do abuso sexual como "um desafio urgente" dos tempos modernos e pediu orações pela cimeira da Igreja sobre o assunto, que se realiza de 21 a 24 de fevereiro no Vaticano.

Francisco convocou os bispos para uma cimeira no Vaticano para o ajudar a traçar um rumo para a igreja relativamente a este tema, depois de décadas de abusos de padres e prelados e de ocultação dos casos pelos seus superiores.

Os escândalos abalaram a confiança dos católicos no Vaticano e nos líderes da igreja.

Francisco disse aos peregrinos, na Praça de São Pedro, que a partir de quinta-feira, os chefes das conferências episcopais de todo o mundo discutirão "a proteção de menores na igreja".

"Convido-vos a rezar por este evento, que eu queria (convocar) como um ato de forte responsabilidade pastoral face a um desafio urgente do nosso tempo", disse Francisco depois da oração do Angelus.

O papa Francisco lembrava assim o encontro histórico sobre "a proteção dos menores na Igreja", que reunirá os presidentes das Conferências Episcopais de cerca de 130 países, os superiores gerais de congregações e grupos de vítimas.

O Vaticano anunciou no sábado a expulsão do sacerdócio de ex-cardeal e arcebispo emérito de Washington Theodore McCarrick, depois de este ser acusado de abusos sexuais a menores e a seminaristas

A expulsão do ex-cardeal McCarrick surgiu na sequência de uma investigação ordenada pelo papa Francisco sobre o caso.

A Congregação para a Doutrina da Fé considera McCarrick culpado de acusações abusos sexuais de menores e adultos com a agravante de abusos de poder e por isso impôs-lhe a redução ao estado laico.

A redução ao estado laico prevê que não se possa administrar sacramentos, vestir-se como um sacerdote e receber qualquer tipo de salário.

McCarrick foi ordenado cardeal por João Paulo II e participou no conclave de abril de 2005 que elegeu o pontífice Bento XVI.

A perda do 'barrete cardinalício' só teve um único precedente na história da Igreja católica, e não estava relacionada com os abusos sexuais.

Em 13 de setembro de 1927, o cardeal Louis Billot, que tinha apoiado o movimento antifascista e antissemita "Action Française", foi condenado por Pío XI e depois de ser recebido pelo papa deixou o cargo.

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 17 – Domingo VI do Tempo Comum – Ano C

Jr 17, 5-8 / Slm 1, 1-4.6 / 1 Cor 15, 12.16-20 / Lc 6, 17.20-26

O profeta Jeremias recorda-nos que não devemos trocar a confiança em Deus, fiel e omnipotente, pela confiança nos homens que nos propõem felicidades enganadoras. «Bendito quem confia no Senhor e põe no Senhor a sua esperança. É como a árvore plantada à beira da água, que estende as suas raízes para a corrente: nada tem a temer».

A confiança em Deus é o único seguro contra todos os riscos. Só Ele é eternamente fiel e nunca nos dececiona. Oferecemos aos que vivem ao nosso lado confiança da qualidade de Deus, sem falsas promessas, mas com amizade sincera, dispostos a dar a vida por aqueles que confiam em nós?

S. Paulo escreve uma carta à comunidade cristã da cidade grega de Corinto. Entre eles era clara a fé na ressurreição de Cristo, mas não na ressurreição dos mortos. O apóstolo clarifica, relacionando diretamente as duas crenças: «Se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou». É que Cristo não ressuscitou para Si mesmo, como uma vitória pessoal sobre os seus inimigos. Por isso, Paulo explica que «Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram». Ou seja, a ressurreição de Cristo como que inaugura a nossa própria ressurreição. A imagem das «primícias» é muito eloquente, pois os primeiros frutos são iguais ao resto da colheita. As «primícias» da ressurreição de Cristo abrem-nos à colheita de ressurreição de todos os que morrem em Cristo.

No Evangelho encontramos Jesus que apresenta o programa dos que O querem seguir. Não faz um discurso para agradar aos ouvintes e assim arranjar seguidores, como quem publicita saldos com descontos especiais. No tempo de Jesus era comum apresentar os ensinamentos sob a forma de bem-aventuranças, ou seja, como caminhos para ser feliz.

Esta passagem do Evangelho de Lucas é o chamado «discurso da planície», porque de Jesus diz-se que, tendo descido do monte, Se deteve num sítio plano. Em Mateus encontramos o chamado «sermão da montanha», que Jesus proclama sentado no cimo de um monte, de uma forma mais extensa, pois enumera oito bem-aventuranças. S. Lucas apenas nos refere quatro, seguidas de avisos solenes a quem vive em sentido contrário: «Ai de vós!»

Jesus faz um discurso às avessas dos critérios do mundo, que considera felizes os que são ricos e famosos, os que se deliciam em prazeres e vivem no meio do luxo e dos aplausos, centrados na sua grandeza. Mas a felicidade genuína encontra-se em quem dá a vida por amor, mesmo tendo de assumir uma pesada cruz. Assim, as bem-aventuranças de Jesus redimem situações aparentemente desastrosas, como a pobreza, a fome, a tristeza e a rejeição. Não se trata de becos sem saída, mas de portas de entrada para uma felicidade purificada, de qualidade superior.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 16 – Semana V do Tempo Comum

Gen 3, 9-24 / Slm 89 (90), 2-6.12.13 / Mc 8, 1-10

Ensinai-nos, Senhor, a contar os nossos dias para chegarmos à sabedoria do coração. (Salmo)

Muitas vezes, estamos a contar os dias quando queremos muito que uma data chegue. Então parece que os dias passam mais devagar. Aproveitemos os dias. Façamo-los andar devagar. Entreguemo-los ao Senhor. Enchamo-los de paz. Olhemos à nossa volta e contemplemos as maravilhas que nos rodeiam, os reflexos de Deus. Dêmos graças a Deus pelos dias que passam.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 15 – Semana V do Tempo Comum

Gen 3, 1-8 / Slm 31 (32), 1.2.5-7 / Mc 7, 31-37

Trouxeram-Lhe então um surdo que mal podia falar. (Evang.)

Há pessoas que não querem ouvir e não querem falar a nossa linguagem cristã. É legítimo. Mas há pessoas para as quais o ideal seria termos uma religião de catacumbas, sem manifestações exteriores. E o ideal seria impor-nos isso. São pessoas para quem o ideal é um mundo com as religiões escondidas. Hoje, rezemos pela fraternidade, por um respeito fraterno pelas convicções de cada um.  

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 14 – SS. Cirilo e Metódio, Padroeiros da Europa (Festa)

At 13, 46-49 / Slm 116 (117), 1.2 / Lc 10, 1-9

Envio-vos como cordeiros para o meio de lobos. (Evang.)

Os cristãos são cordeiros no meio de lobos. Os lobos são os elementos da sociedade que combatem os cristãos. A sociedade está cheia deles. Há uns que combatem os cristãos católicos ideologicamente, outros que os perseguem, outros que os denigrem na imprensa. Nós temos de avançar de cabeça levantada, como diz S. Paulo, «abatidos mas não esmagados», firmes na nossa fé, testemunhando o amor de Deus. Hoje, o leitor peça pelos lobos.  

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 13 – Semana V do Tempo Comum

Gen 2, 4-9.15-17 / Slm 103 (104), 1.2.27-30 / Mc 7, 14-23

Jesus chamou de novo para junto de Si a multidão. (Evang.)

É a primeira vez que esta frase me salta à vista. Achei sempre que as multidões é que andavam atrás de Jesus. Ainda por cima, a frase diz «de novo». O leitor acha que Jesus o chama para junto d’Ele? Já sentiu isso? Talvez sim, talvez não. De qualquer modo, hoje chegue-se a Ele. Faça como Maria, a irmã de Marta. Sente-se aos pés de Jesus e veja se Ele tem alguma coisa para lhe dizer…

Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2019

Na Igreja da Ulgueira às 15h00

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 12 – Semana V do Tempo Comum

Gen 1, 20 – 2, 4a / Slm 8, 4-5.6-7.8-9 / Mc 7, 1-13

Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. (1ª Leit.)

O que quereria dizer, para o escritor do Génesis, Deus ter feito o homem à sua imagem e semelhança? Não é espantoso há tanto tempo já terem esta noção? Depois, Jesus dizer que somos filhos será uma consequência lógica. (Embora nada lógica para alguns.) E o que quer dizer para o leitor? Que semelhanças tem o leitor com Deus? E como é que Deus atua através dessas características? E o leitor?

domingo, 10 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 10 – Domingo V do Tempo Comum – Ano C

Is 6, 1-2a.3-8 / Slm 137 (138), 1-5.7c-8 / 1 Cor 15, 1-11 ou 15, 3-8.11 / Lc 5, 1-11

As três leituras deste domingo apresentam a consciência da própria indignidade e pequenez dos que recebem uma missão de Deus. A desproporção é avassaladora: como corresponder ao que Deus quer, quando uma pessoa se sente frágil, indigna e incapacitada? É algo comparável à sensação que teríamos se alguém nos dissesse: não caminhes, mas voa! É claro que quando Deus chama alguém para uma missão dá também a força para a poder cumprir.

Isaías fala da sua vocação, não como um cronista que conta uma história, mas como quem se sente obrigado a usar imagens enigmáticas para transmitir um encontro misterioso, em que se experimenta ultrapassado, quase esmagado, pela grandeza da missão a que é chamado, quando se sente extremamente frágil e incapaz: «Ai de mim, que estou perdido, porque sou um homem de lábios impuros e os meus olhos viram o Rei, Senhor do Universo». Purificado e fortalecido por Deus, aceita o desafio da sua vocação para a missão: «Eis-me aqui, podeis enviar-me».

É fundamental não transformar o realismo humilde sobre nós próprios numa obsessão que nos incapacita de realizar os serviços que nos são pedidos no mundo da família, do trabalho ou da Igreja. Precisamos de confiar na força de Deus e na ajuda fraterna.

A segunda leitura apresenta-nos a experiência de S. Paulo que, consciente do seu passado de perseguidor dos cristãos, se considera «o menor dos apóstolos» e «não digno de ser chamado apóstolo por ter perseguido a Igreja de Deus». Com não menos realismo, cai na conta do poder de Deus que transformou a sua vida: «pela graça de Deus sou aquilo que sou e a graça que Ele me deu não foi inútil». A consciência das nossas fraquezas e limitações deve ser como que a porta de entrada da graça de Deus em nós. Assim ultrapassaremos as nossas incapacidades pela consciência do poder de Deus em nós.

No Evangelho encontramos Pedro a argumentar com Cristo; com a sua lógica de pescador experiente, insiste que não vale a pena tentar pescar. Arriscando ser ridicularizado, acabou por aceitar o desafio do Senhor: «Mestre, andámos na faina toda a noite e não apanhámos nada. Mas, já que o dizes, lançarei as redes».

É uma lição importante que nos dá Pedro. Estar aberto às originalidades de Deus que nos interpela, ultrapassando a nossa lógica, estreita e rígida. Se Deus nos pede alguma coisa é porque isso é possível, com a sua graça. Deus não brinca connosco e pede que levemos a sério as suas exigências, que aliás são sempre a nosso favor.

Pedro experimentou a sua fragilidade, indigno de ser discípulo do Mestre Jesus: «Senhor, afasta-Te de mim, que sou um homem pecador». Mas Jesus não desistiu de o chamar para seu apóstolo: «Não temas. Daqui em diante serás pescador de homens». Deus conhece muito bem cada um de nós, a nossa realidade de frágeis pecadores. No entanto, insiste em chamar-nos para uma missão concreta, como seus enviados, para construir famílias e grupos sociais melhores, paróquias e comunidades mais apostólicas.

sábado, 9 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 9 – Semana IV do Tempo Comum

Hebr 13, 15-17.20-21 / Slm 22 (23), 1-6 / Mc 6, 30-34

Vinde Comigo para um lugar isolado e descansai um pouco. (Evang.)

O leitor descansa? O leitor fala com Deus? Será que há vidas tão preenchidas que não dão tempo para se falar com Deus? Pelo menos cinco minutos o leitor deve ter. E também no carro. Ou será que não consegue tirar um tempinho no trabalho? Às vezes, estamos no trabalho das 8h00 às 20h00, mas não são 12 horas, ao minuto, a trabalhar. Talvez se possa tirar um tempo para rezar. Ou a leitora é profissional e mãe e tem uma vida muito espartilhada? Não terá cinco minutos? Hoje pense nisto.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 8 – Semana IV do Tempo Comum

Hebr 13, 1-8 / Slm 26 (27), 1.3.5.8b-9abc / Mc 6, 14-29

De quem hei de ter medo? (Salmo)

Era bom que a nossa relação com Deus nos tirasse o medo. A prova que não tira é que Jesus pediu ao Pai para não ir para a cruz. Mas o que Deus fez a Jesus e nos faz a nós é acalmar-nos, quando nos entregamos voluntariamente ao que nos vai acontecer. O leitor peça essa graça. Peça a graça de, nas situações difíceis, se entregar nas mãos de Deus, tal como Jesus fez.  

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 7 – Cinco Chagas do Senhor (Festa)

Is 53, 1-10 / Slm 21 (22), 7-8.15.17-18a.22-23 / Jo 19, 28-37 ou Jo 20, 24-29

Sou um verme e não um homem, o opróbrio dos homens e o desprezo da plebe. (Salmo)

Talvez nunca nos tenhamos sentido assim ou talvez já tenhamos vivido situações de sofrimento muito angustiante. No meio desse sofrimento, talvez tenhamos visto a luz de Deus. Ou, às vezes, só se vê a luz de Deus quando já se vai para lá do meio do nosso sofrimento. Outras vezes, até nos zangamos com Deus. (Nossa Senhora de Fátima é uma grande ajuda.) Hoje, o leitor peça por todos os que sofrem negramente.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Hoje Quarta-feira 06/02

Missa na Azoia às 17H00

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 6 – SS. Paulo Miki e Companheiros, mártires (Memória)

Hebr 12, 4-7.11-15 / Slm 102 (103), 1-2.13-14.17a e 18 / Mc 6, 1-6

Vós ainda não resististes até ao sangue na luta contra o pecado. (1ª Leit.)

Normalmente, a luta contra o pecado não vai até ao sangue, se bem que no caso dos cilícios tenha ido. Mas há lutas contra o pecado que nos consomem inteiramente, tal a ansiedade que provocam. Há que rezar muito. O poder da oração é muito forte. (E os milagres acontecem.) Mas não nos tira a luta. Hoje, o leitor peça por todos aqueles que ainda não tiveram aquele momento em que se dá a volta.

Adoração ao SS.mo Sacramento

QUINTA-FEIRA 07/02: No Mucifal às 18h00

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 5 – Santa Águeda (Memória)

Hebr 12, 1-4 / Slm 21 (22), 26b-27.28.30.31-32 / Mc 5, 21-43

Riram-se d’Ele… Ficaram (…) maravilhados… (Evang.)

Quer dizer: não tinham fé. Depois do milagre ficaram «muito maravilhados». Ter fé é muito importante e nunca é demais sublinhá-lo. Pedir com fé é muito importante. Há coisas que podemos sempre pedir mas que são graças extraordinárias. Estão nesta situação as curas milagrosas. Mas coisas como força, coragem, a resolução de uma situação determinada devemos pedir com energia, com fé. Pedir com moleza é pedir com falta de fé. Hoje, o leitor peça energicamente. 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 4 – S. João de Brito (Memória)

Hebr 11, 32-40 / Slm 30 (31), 20-24 / Mc 5, 1-20

Jesus não lho permitiu. (Evang.)

Porque é que Jesus não terá deixado que o homem curado O seguisse? É óbvio que ele queria seguir Jesus por ter sido agraciado com a cura. Mas talvez houvesse outra razão. Uma razão mais profunda. Seja como for, Jesus não quis. Hoje, o leitor peça que o seu seguimento de Jesus não seja pelas coisas que Ele lhe dá. O leitor, hoje, pergunte-se: «Será que eu seguia Jesus se Ele não me tivesse dado nada?» Pergunte-se: «Qual o valor de Jesus para mim?»  

domingo, 3 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 3 – Domingo IV do Tempo Comum – Ano C

Jr 1, 4-5.17-19 / Slm 70 (71), 1-4a.5-6ab.15ab.17 / 1 Cor 12, 31 – 13, 13 ou 13, 4-13 / Lc 4, 21-30

Encontramos, na primeira leitura, Jeremias que foi escolhido por Deus para ser seu profeta. Estamos no ano 627 antes de Cristo, sendo Jeremias um jovem que foi chamado para uma missão que ultrapassava grandemente as suas capacidades: ver a realidade com os olhos de Deus e ser seu porta-voz, sobretudo perante os grandes deste mundo, tanto no campo civil como religioso.

A força do profeta não vem de si mesmo, por mais qualidades que tenha. Vem do poder ilimitado de Deus que o envia. «Não temas diante deles... Eles combaterão contra ti, mas não poderão vencer-te, porque Eu estou contigo para te salvar».

Será oportuno rever a fonte da minha segurança e confiança: confio porque as circunstâncias são fáceis e julgo ter muita força de vontade? Ou a minha confiança assenta na força de Deus todo-poderoso que me envia a ser sua presença na família, no trabalho, na paróquia, na comunidade?

A segunda leitura é da primeira carta de S. Paulo aos cristãos da cidade de Corinto, onde havia invejas e desavenças por causa dos carismas. O apóstolo Paulo chama a atenção que a caridade é o carisma fundamental, que dá valor a todos os outros, pois «se não tiver caridade, nada sou». Somos e valemos quanta for a nossa caridade, o nosso amor.

Aqui vem entoado o tão belo hino da caridade, o cântico ao amor, que dá harmonia e beleza a tudo. Deixemo-nos interpelar em exame de consciência: «A caridade é paciente, a caridade é benigna; não é invejosa, não é altiva nem orgulhosa; não é inconveniente, não procura o próprio interesse; não se irrita, não guarda ressentimento; não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta». Que maravilha é vivermos orientados por este ideal de amor!

No Evangelho vamos encontrar Jesus em Nazaré, na sua terra, onde poderia sentir-Se em casa com os seus conterrâneos. A primeira reação dos que estavam na sinagoga é muito positiva, pois a profecia de Isaías, que Jesus atribuiu a Si mesmo, acabava de se cumprir. O Messias prometido ali estava no meio do seu povo e isso enchia a todos de alegria: «Todos davam testemunho em seu favor e se admiravam das palavras cheias de graça que saíam da sua boca».

Mas deu-se uma reviravolta na relação dos conterrâneos com Jesus, com quem conviveram durante cerca de trinta anos. Sempre houve peritos em manipular a opinião pública, transformando heróis em gente a eliminar. E assim aconteceu com Jesus, que foi desqualificado, pois não passaria de um homem comum: «Não é este o filho de José?». É que, como observou Jesus, «nenhum profeta é bem recebido na sua terra». A proximidade facilita o conhecimento e a amizade, mas também pode levar à vulgarização das relações, perdendo a estima e consideração. Como me situo perante Jesus? É o meu amor preferencial, ou apenas mais um? Estagnei no seu conhecimento ou tenho crescido no seu amor?

Sendo hoje o «Dia da Universidade Católica Portuguesa», agradecemos o seu serviço de qualidade às jovens gerações, abertos à ajuda a esta instituição da Igreja.

sábado, 2 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 2 – Apresentação do Senhor (Festa) / 1º Sábado

Mal 3, 1-4 ou Hebr 2, 14-18 / Slm 23 (24), 7-10 / Lc 2, 22-40 ou 2, 22-32

Este Menino foi estabelecido (…) para ser sinal de contradição. (Evang.)

Há alturas em que o nosso amor pode ferir. (Parece uma contradição.) Mas há alturas em que temos de ser duros, em que temos de pôr as pessoas no seu devido lugar. Em que temos de lhes mostrar que, segundo a nossa perspetiva, não procederam bem. Isso é amá-las e amarmo-nos. Às vezes, falta-nos coragem para isto. Outras vezes, ficamos contentes por não o termos feito, porque afinal não havia razão para isso. Hoje, o leitor peça a graça da coragem e do discernimento.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 1 – Semana III do Tempo Comum / 1ª Sexta-Feira

Hebr 10, 32-39 / Slm 36 (37), 3-4.5-6.23-24.39-40 / Mc 4, 26-34

Enquanto a semente germina e cresce sem ele saber como. (Evang.)

Muito do trabalho do Reino é feito sem nós darmos conta. O trabalho que outras pessoas fazem e o trabalho do Espírito Santo. Hoje façamos um painel dentro da nossa cabeça com o mundo a trabalhar pelo Reino. Claro que no mundo há muitas realidades que não trabalham pelo Reino, mas eu peço ao leitor que hoje se concentre naquelas que trabalham, silenciosamente, todos os dias, pelo Reino, e que agradeça.