sábado, 9 de maio de 2020

8 de maio: o Papa pede que hoje elevemos esta Súplica à Rainha do Santo Rosário

A súplica foi escrita em 1883 pelo beato Bartolo Longo sob o título “Ato de Amor à Virgem Maria”

Nesta sexta, 8 de maio, será elevada no Santuário de Pompeia, no sul da Itália, uma “intensa oração da Súplica à Rainha do Santo Rosário“, conforme foi recordado pelo Papa Francisco no final da Audiência geral desta quarta-feira, 6.
O Papa exortou todos os fiéis a se unirem espiritualmente a este “popular ato de fé e devoção”, realizado todos os anos em 8 de maio e também no primeiro domingo de outubro.

A oração da Súplica à Rainha do Santo Rosário de Pompeia foi escrita em 1883 pelo beato Bartolo Longo sob o título “Ato de Amor à Virgem Maria“, em atenção à recomendação do Papa Leão XIII para que se rezasse o terço a fim de enfrentar os males da sociedade.

No momento atual, Francisco convida todos a rezarem “para que, pela intercessão de Nossa Senhora, o Senhor conceda misericórdia e paz à Igreja e a todo o mundo“.

O arcebispo de Pompeia, dom Tommaso Caputo, declarou ao Vatican News a respeito desta devoção:
“Devemos rezar com o coração de filhos que se dirigem à sua mãe. Estamos precisando realmente de tudo e tudo devemos pedir ao Senhor, sabendo que temos uma advogada no Céu. Recordemos o episódio das Bodas de Caná, o primeiro milagre de Jesus. Maria, referindo-se aos esposos, diz ao Filho: ‘Eles não têm mais vinho’. E Jesus lhe responde: ‘Que queres de mim, mulher? Minha hora ainda não chegou’. Depois, porém, Ele faz o que Sua Mãe pediu. Pensemos então no quanto Maria é importante, no quanto é poderosa a sua intercessão. É a ela que temos que pedir, pedir, pedir. E com a Súplica, a oração de Pompeia, fazemos isso de modo especial, fazemos todos juntos. A Súplica que nasceu da inspiração do beato Bartolo Longo, leigo, escrita em 1883, é uma prece ‘coral’. Assim como no ‘Pai Nosso’ nos dirigimos a Deus não individualmente, mas com os outros, também o fazemos na Súplica. Há um ponto que se diz na Súplica: ‘Debruça, ó Maria, o teu olhar piedoso sobre nós’. Ou seja, sobre todos nós, não apenas a mim, mas a nós. E a postura com que devemos entrar em oração é a de compreender também os outros, todos os irmãos”.
A Súplica à Rainha do Santo Rosário de Pompeia

Ó Rosário bendito de Maria,
doce cadeia que nos prende a Deus,
vínculo de amor que nos une aos Anjos,
torre de salvação contra os assaltos do inferno,
porto seguro no naufrágio geral,
não te deixaremos nunca mais.
Serás o nosso conforto na hora da agonia.
Seja para ti o último beijo da vida que se apaga.
E a última palavra dos nossos lábios
há de ser o vosso nome suave,
ó Rainha do Rosário de Pompeia,
ó nossa Mãe querida,
ó Refúgio dos pecadores,
ó Soberana consoladora dos tristes.
Sede bendita em todo o lado,
hoje e sempre, na terra e no céu.
Amém.

Ler mais a história desta poderosa oração

sexta-feira, 8 de maio de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 8 – Semana IV do Tempo Pascal

At 13, 26-33 / Slm 2, 6-7.8-9.10-11 / Jo 14, 1-6

Ninguém vai ao Pai senão por Mim. (Evangelho)

O leitor já reparou que é um canal para Deus? Que é um canal para o Pai? Claro que não pode dizer como Jesus: «ninguém vai ao Pai senão por Mim»; mas podia dizer: «por mim vai-se ao Pai, eu aponto para o Pai». É a nossa função. Algumas pessoas diriam: «apontamos para Cristo». Não é habitual dizer-se «apontamos para o Pai», muito menos «apontamos para o Espírito Santo». Mas, apontando para Cristo, estamos a apontar para o Pai. O Espírito Santo leva-nos a Cristo. E o leitor, a quem leva os que Deus lhe confiou?

Mensagem do Prior para o 13 de Maio



quinta-feira, 7 de maio de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 7 – Semana IV do Tempo Pascal

At 13, 13-25 / Slm 88 (89), 2-3.21-22.25.27 / Jo 13, 16-20

Quem recebe aquele que Eu enviar, a Mim recebe... (Evangelho)

«... e quem Me recebe a Mim, recebe Aquele que Me enviou». Nós somos elos com os outros que também representam Jesus. Nós recebemos os outros e somos recebidos pelos outros. É uma troca constante de dar e receber Cristo, de dar e receber o amor de Cristo. Transmitimos e recebemos valores que vão ser transmitidos para as gerações futuras. Assim construímos o Reino. Hoje rezemos pelo Reino.

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Pelos diáconos - Vídeo do Papa 5 - maio de 2020


Acaba de sair a edição de maio de O Vídeo do Papa, que dá a conhecer a intenção que o Santo Padre confia este mês à sua Rede Mundial de Oração: os diáconos, para que, “fiéis ao serviço da Palavra e dos pobres, sejam um sinal vivificante para toda a Igreja”.

O Santo Padre realça que os diáconos “fazem parte do clero e vivem a sua vocação em família e com a família. Estão dedicados ao serviço dos pobres que carregam em si o rosto de Cristo sofredor”. Atualmente, existem mais de 46 mil diáconos no mundo.

Os diáconos são ministros ordenados e um sinal, no coração da Igreja, de Cristo Servidor. A sua missão passa pelo serviço: no anúncio da Palavra, na celebração da liturgia e no cuidado pelos mais pobres e desfavorecidos.

O sacramento da Ordem compreende três graus: os bispos, os presbíteros e os diáconos. “Os diáconos participam de uma maneira especial da missão e da graça de Cristo. O sacramento da Ordem marca-os com um selo ("caráter") que ninguém pode fazer desaparecer e que os configura com Cristo, que Se fez "diácono", isto é, servo de todos".

O Documento Final do Sínodo dos Bispos para a Amazónia (n.º 104) menciona: “O diaconado de hoje deve também promover a ecologia integral, o desenvolvimento humano, a pastoral social, o serviço dos que se encontram em situação de vulnerabilidade e pobreza, configurando-o ao Cristo Servo, tornando-se uma Igreja misericordiosa, samaritana, solidária e diaconal”.

O P. Frédéric Fornos, sj, diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, lembra que “Jesus, nas suas últimas horas com seus discípulos, revelou-Se como servo de Deus por excelência. As suas últimas palavras, concretizadas com o gesto de lavar os pés aos seus discípulos, revelam-no assim no Evangelho segundo São João. Foi o seu testamento. Jesus revela-Se como o Servo sofredor (cf. Is 52,13–53,12). Toda a sua vida foi serviço, serviço aos mais pobres e vulneráveis. Jesus entende a sua vida como diz São Mateus: 'o Filho do homem não veio para ser servido mas para servir e dar a sua vida como resgate por muitos' (Mt 20, 17-28)”.

terça-feira, 5 de maio de 2020

Santuário de Fátima | Peregrino pelo Coração

Santuário de Fátima | Peregrino pelo Coração: Neste maio, Fátima convida a uma peregrinação interior, pelo coração, rumo ao encontro com Deus no santuário do próprio íntimo, onde Ele está presente.

Fátima: «Queres ser livre?» é a pergunta para a peregrinação interior até ao 13 de maio

Fátima, 05 mai 2020 (ECCLESIA) – O Santuário de Fátima publicou hoje o segundo passo na iniciativa ‘Peregrino pelo coração’, rumo ao 13 de maio, com o tema ‘Não tenhas medo – Queres ser livre?’.

“Neste maio, Fátima lança-te o desafio de uma peregrinação mais essencial: o caminho é interior e poderá levar-te muito longe dentro de ti mesmo, ao encontro do santuário do teu íntimo onde Deus está presente para ti”, assinala a reflexão proposta pela instituição.

O Santuário de Fátima iniciou, esta segunda feira, a proposta de passos diários, até ao próximo dia 12, para uma “peregrinação interior”, convidando os católicos a colocar uma vela acesa na janela, em cada noite.

Peregrino pelo coração” consiste numa proposta de reflexão e oração sobre a peregrinação a Fátima, divulgada num podcast.

Os passos diários da iniciativa “Peregrino pelo coração” (#PEREGRINOPELOCORAÇÃO) são divulgados em cada dia pelo Santuário de Fátima e publicados no portal da Agência ECCLESIA, em www.agencia.ecclesia.pt.


Para seguir a peregrinação clique em PASSOS DIÁRIOS - peregrinopelocoração

Fátima: Reitor do Santuário pede aos peregrinos que fiquem em casa e fala em momento «doloroso» para todos (c/vídeo)

Recinto vai estar fechado entre a tarde do dia 12 e a manhã do dia 13 de maio
Foto Arlindo Homem/AE
Fátima, 04 mai 2020 (Ecclesia) – O reitor do Santuário de Fátima apelou hoje aos peregrinos que fiquem em casa, este ano, na celebração anual do 13 de maio, por causa da pandemia de Covid-19, e falou num momento “doloroso” para todos.

“Este é um momento doloroso: o Santuário existe para acolher os peregrinos e não o podermos fazer é motivo de grande tristeza; mas esta decisão é igualmente um ato de responsabilidade para com os peregrinos, defendendo a sua saúde e o seu bem-estar”, refere o padre Carlos Cabecinhas, numa intervenção enviada à Agência ECCLESIA.

Pela primeira vez na sua história, o Santuário de Fátima vai celebrar os dias 12 e 13 de maio sem peregrinos nos seus espaços, “na sequência das decisões sanitárias impostas pelas autoridades por causa da pandemia”, realça o comunicado oficial.

Entre a tarde do dia 12 de maio e o fim da manhã do dia 13 não será permitido o acesso dos peregrinos a qualquer espaço do Santuário, informa a instituição.

“Tomar agora esta decisão dolorosa significa procurar criar condições para podermos retomar, o mais rapidamente possível, as peregrinações a este lugar”, sublinha o reitor.

Este domingo o bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, tinha confirmado que a peregrinação internacional do 13 de maio iria decorrer, conforme anunciado a 6 de abril, em recinto fechado e sem a presença de peregrinos, para evitar o risco de propagação do novo coronavírus.

“Por mais que o nosso coração desejasse estar em Fátima, a celebrar comunitariamente no mesmo lugar, como acontece desde 1917, a prudência aconselha-nos a que desta vez não seja assim. Mantemos esta opção dolorosa na expectativa de, quanto antes, podermos ter neste Santuário as multidões que, na alegria da fé, se reúnem para celebrar e rezar”, referiu o cardeal português, num comunicado do seu gabinete, lido à imprensa, este sábado, no Santuário de Fátima.

O recinto da Cova da Iria vai estar encerrado devido às regras sanitárias definidas pelo Governo, no contexto da declaração do Estado de Calamidade pública, em articulação com a Conferência Episcopal Portuguesa, que impedem as celebrações religiosas com a presença de fiéis até 30 de maio.

O padre Carlos Cabecinhas deixa um apelo a todos os peregrinos que se deslocam habitualmente a Fátima.

“Neste maio, pedimos-vos que não venhais nos dias 12 e 13, mas que façais esta peregrinação pelo coração e que acompanheis a transmissão das celebrações através dos meios de comunicação social, da internet e das redes sociais”, refere.

Para suprir esta impossibilidade de deslocação dos peregrinos à Cova da Iria, o reitor do Santuário convida a fazer um caminho espiritual a partir de uma proposta concreta de oração para cada dia, que pode ser encontrada no site do Santuário, em www.fatima.pt, e nas redes sociais do santuário, a partir desta segunda feira à tarde e, diariamente, até dia 13 de maio.
"Não podemos contar com a vossa presença física, mas gostaríamos de poder contar convosco. Porque não se peregrina só com os pés, mas também com o coração, propomos-vos que façais connosco uma peregrinação pelo coração: uma peregrinação por etapas, do dia 4 ao dia 13; uma peregrinação em que o caminho não é físico, mas interior”.
 O reitor convida ainda os peregrinos a acender, todos os dias, uma vela nas janelas de suas casas, evocando um dos “atos mais icónicos de Fátima”.

“Que, em cada dia, cada um faça um momento de reflexão e oração, de acordo com as propostas que disponibilizaremos; e que, em cada noite, acenda à janela uma vela, até à procissão de velas do dia 12. Faremos, assim, uma bela procissão de velas, difundida por todos os lugares onde viveis e vos encontrais”, apela o padre Carlos Cabecinhas.

Na mensagem, o reitor cumprimenta ainda os cerca de 350 grupos de peregrinos que tiveram de cancelar a peregrinação a Fátima neste mês de maio, incluindo muitos portugueses que se deslocariam a pé e que este ano não o poderão fazer.

“Quero saudar todos aqueles que, habitualmente, ano após ano, se fazem peregrinos de Fátima: sentimos a vossa falta! Mas estaremos unidos na oração comum. Saúdo igualmente todos aqueles que desejariam estar presentes, este ano, aqui no Santuário: rezaremos por todos vós”, acrescenta.
"Rezemos à Senhora do Coração Imaculado – Nossa Senhora do Rosário de Fátima – pedindo também a intercessão dos Santos Pastorinhos, para que possamos voltar a reunir-nos, em breve, para celebrarmos com alegria a nossa fé e para rezarmos juntos, neste Santuário, por nós e pela humanidade inteira”.
 Até 30 de maio o Santuário de Fátima vai retomar gradualmente a sua atividade reabrindo já hoje os locais de culto, para visita e oração os Espaços Museológicos abrem ao público a partir do próximo dia 19 de maio.

A instituição adotou um conjunto de medidas de prevenção e de mitigação do risco de contágio, quer para os colaboradores quer para os peregrinos, como o uso de máscara em espaços fechados, a lavagem frequente das mãos, a manutenção dos distanciamento físico e a monitorização dos acessos aos espaços fechados do Santuário –  Basílicas, Capelas e espaços comerciais.

OC

MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 5 – Semana IV do Tempo Pascal

At 11, 19-26 / Slm 86 (87), 1-3.4-5.6-7 / Jo 10, 22-30

(…) vós não acreditais porque não sois das minhas ovelhas. (Evangelho)

Seria trágico nós chegarmos ao Céu e vermos que não tínhamos prestado atenção a sinais que Jesus nos tinha mandado. Quero dizer, sinais que, embora os tivéssemos visto, tínhamos deixado passar em claro. Até podia ser por não nos sentirmos dignos desses sinais. Mas mesmo isso seria uma espécie de presunção, porque só Deus sabe se somos dignos ou não; ou melhor, face a Deus somos sempre indignos, portanto, é loucura estarmos à espera de sermos dignos. Hoje peçamos a Deus atenção aos seus sinais que, às vezes, de tão grandes que são, não os vemos. (Ou não os assimilamos.)

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Igreja: Bento XVI alerta para «ditadura mundial» de um credo anticristão

Papa emérito é retratado em nova biografia de Peter Seewald, ao longo de mais de mil páginas


Lisboa, 04 mai 2020 (Ecclesia) – A editora alemã publicou hoje uma biografia do Papa emérito Bento XVI, que aborda a vida de Joseph Ratzinger ao longo de mais mil páginas, incluindo uma entrevista inédita que fala em “ditadura mundial” de um credo anticristão.

Em passagens da conversa com o jornalista Peter Seewald, autor de várias entrevistas a Joseph Ratzinger, divulgadas pela imprensa, o Papa emérito alerta para o impacto de “ideologias aparentemente humanistas”, lamentando que alguns o queiram “calar”, fruto de uma “distorção maligna da realidade”.

O livro ‘Bento XVI – Uma Vida’ destaca a amizade do Papa emérito com o seu sucessor, Francisco, sublinhando que apesar de polémicas que os queriam colocar em campos opostos, a relação “não apenas persistiu, como cresceu”.

O Papa emérito, de 93 anos, reitera as críticas ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, ao aborto e à procriação artificial que fez ao longo do seu percurso como teólogo, responsável pela Congregação para a Doutrina da Fé e sucessor de São João Paulo II.

“A sociedade moderna está a formular um credo ao anticristo que supõe a excomunhão da sociedade quando alguém se opõe”, observou.

Além de Joseph Ratzinger são entrevistados o seu irmão e vários colaboradores do Papa emérito, abordando as circunstâncias da sua renúncia, em fevereiro de 2013.

Bento XVI revela que, tal como os santos Paulo VI e João Paulo II, tinha assinado uma declaração de renúncia no caso de uma “doença que tornasse impossível o bom exercício” da sua missão “relativamente cedo” no seu pontificado, iniciado em 2005.

O Papa emérito diz que é possível aplicar ao bispo de Roma o que acontece noutras dioceses, quando o seu responsável renúncia por causa da idade, como determina o direito canónico, sublinhando uma “ligação espiritual” a uma sede que só “pode ter um titular”.


OC

Portugal: Encontro de Pastoral Litúrgica adiado para 2021

Fátima, 04 mai 2020 (Ecclesia) – O Secretariado Nacional da Liturgia, da Igreja Católica em Portugal, informou hoje o cancelamento do Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica (ENPL) de 2020.

Na informação enviada hoje à Agência ECCLESIA explica  o SNL comunica “com tristeza” que o 46.º Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica para foi adiado para 2021 e vai realizar-se entre 26 a 29 julho.

A Comissão Episcopal da Liturgia e Espiritualidade, da Conferência Episcopal Portuguesa, “entendeu por bem proceder ao adiamento” do ENPL – encontro de formação e celebração – por causa da “atual situação pandemia” provocada pelo novo coronavírus Covid-19.

No próximo ano, o Encontro de Pastoral Litúrgica vai ter como tema ‘Celebrar com os jovens. Rumo à JMJ’, no contexto da edição internacional da Jornada Mundial da Juventude que se vai realizar em Lisboa, em agosto de 2023, depois de ter sido adiada por um ano, também por causa do novo coronavírus.

CB

Fátima: Cardeal D. António Marto mantém decisão de celebrar 13 de maio em recinto fechado, sem presença de peregrinos

Responsável católico descarta «aglomerado imprevisível» de pessoas num momento de risco «elevado» de contágio
Foto Arlindo Homem/AE
Fátima, 03 mai 2020 (Ecclesia) – O bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, confirmou hoje a peregrinação internacional do 13 de maio vai decorrer, conforme anunciado a 6 de abril, em recinto fechado e sem a presença de peregrinos, para evitar o risco de propagação do novo coronavírus.

“Por mais que o nosso coração desejasse estar em Fátima, a celebrar comunitariamente no mesmo lugar, como acontece desde 1917, a prudência aconselha-nos a que desta vez não seja assim. Mantemos esta opção dolorosa na expectativa de, quanto antes, podermos ter neste Santuário as multidões que, na alegria da fé, se reúnem para celebrar e rezar”, referiu o cardeal português, num comunicado do seu gabinete, lido à imprensa, este sábado, no Santuário de Fátima.

O também vice-presidente da Conferência Episcopal Portuguesa alude a um “aglomerado imprevisível de pessoas na Cova da Iria”, a 12 e 13 de maio, “numa altura em que o risco epidémico é elevado, contraria as orientações das autoridades de saúde, que optaram por fazer um desconfinamento gradual e faseado”.

A posição surge depois de, este sábado, a ministra da Saúde ter admitido que seria possível realizar as cerimónias do 13 de maio, desde que os organizadores garantissem o cumprimento de regras sanitárias.

Após estas informações, D. António Marto esclarece, em comunicado enviado à Agência ECCLESIA, que se mantém a decisão anteriormente anunciada de “realizar estas celebrações com o recinto fechado, sem a habitual participação dos peregrinos”.
A decisão da Igreja Católica de seguir as indicações das autoridades civis no sentido de suspender as celebrações religiosas comunitárias decorre da responsabilidade de fazer o que está ao seu alcance para não colocar em perigo a saúde pública, cumprindo também deste modo o mandato evangélico do amor ao próximo”.

"A decisão da Igreja Católica de seguir as indicações das autoridades civis no sentido de suspender as celebrações religiosas comunitárias decorre da responsabilidade de fazer o que está ao seu alcance para não colocar em perigo a saúde pública, cumprindo também deste modo o mandato evangélico do amor ao próximo”.
 Tal como estava previsto, “em articulação com as autoridades civis”, as celebrações dos dias 12 e 13 de maio, este ano, não podem contar com a presença física dos peregrinos e serão transmitidas pelos órgãos de comunicação social e digital.

“Respeitamos, por isso, numa atitude de colaboração com as diversas autoridades, as orientações de realizar estas celebrações com uma presença simbólica de participantes: intervenientes na celebração e funcionários do Santuário”, aponta o comunicado.

Já hoje, em conferência de imprensa, a ministra da Saúde destacou que “há uma diferença entre peregrinos e celebrantes”.

“Todos sabem que a Igreja Católica há muito definiu, e com grande prudência, que este ano não haveria peregrinos no Santuário de Fátima. As celebrações teriam lugar dentro da Basílica e seriam transmitidas televisivamente”, observou Marta Temido.

Segundo a ministra da saúde, o que quis explicitar é que “há uma diferença entre peregrinos e celebrantes e aquilo que a Igreja Católica definiu muito concretamente foi a sua intenção que este ano, num contexto de prudência e especial cautela, as celebrações acontecessem num quadro específico”.

“Nós estamos, obviamente, totalmente disponíveis para apoiar a Igreja Católica ajudando à definição das regras específicas para essas celebrações”, acrescentou.

O Santuário de Fátima anunciou a 6 de abril que a peregrinação internacional que assinala anualmente o 13 de maio iria decorrer este ano sem a presença de assembleia, devido à pandemia de Covid-19.

A 1 de maio, o diretor de operações da GNR Vítor Rodrigues lembrou, esta sexta-feira, que este ano “as regras são outras” para as peregrinações a Fátima.

“Importava aqui deixar uma mensagem muito clara a todos aqueles que pretendam, como normalmente acontece, cultural e religiosamente, iniciar as suas peregrinações, com o objetivo de chegar a Fátima no dia 13 de maio, para as celebrações maiores. Não o façam. Este ano, as regras são diferentes. Não ponham em causa, nem em risco, porque importa não cumprir essa tradição”, apelou, em conferência de imprensa.

Já hoje, no Vaticano, Francisco recordou a tradição de visitar os santuários dedicados à Virgem Maria, que em 2020 vai ser cumprida “espiritualmente”.

“Este ano, por causa da situação sanitária, vamos deslocar-nos espiritualmente a estes lugares de fé e de devoção, para colocar no coração da Virgem Santa as nossas preocupações, expectativas e projetos de futuro”, apelou.

OC

MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 4 – Semana IV do Tempo Pascal

At 11, 1-18 / Slm 41 (42), 2-3; 42 (43), 3-4 / Jo 10, 11-18

Eu irei ao altar de Deus, a Deus que é a minha alegria. (Salmo)

Hoje, se puder, vá a uma igreja. Se não puder ir hoje, marque na agenda um dia para se ajoelhar o mais perto possível do altar deste Deus que é a sua alegria. Aí, deixe o seu coração fluir, correr para Deus como uma corrente de água. Diga a Deus o que o seu coração lhe ditar. Talvez seja um coração cheio de alegria ou talvez não, mas deixe-o falar. Ponha-o em cima do altar e ofereça a Deus tudo o que nele existe.

domingo, 3 de maio de 2020

Vamos rezar pelas vocações!


IV Domingo da Páscoa, Domingo do Bom Pastor, é o Dia Mundial de Oração pelas Vocações. «As palavras da vocação» são o tema escolhido pelo Papa Francisco nesta 57a edição. São elas: tribulação, gratidão, coragem e louvor. O Vatican News preparou este vídeo com seminaristas de todo o Brasil, pedindo as orações de todo o povo de Deus. Leia aqui a mensagem do Papa Francisco:

Mensagem da Comissão Episcopal do Laicado e Família para o dia da Mãe – 3 de maio de 2020

Recordar e celebrar o Dia da Mãe, faz-nos bem a todos
Faz-nos bem, a todos, recordar e celebrar o Dia da Mãe! Voltar a ser filho renova a nossa fraternidade.

Reconhecemos com gratidão a beleza do Amor de Mãe, que permanentemente, sabe ser Mãe, dedicando a sua vida ao acolhimento amoroso de seus filhos, à sua educação integral, ao acompanhamento ao longo das diversas etapas da vida, por toda a vida e com todas as capacidades da sua vida. Como afirmou S. Óscar Romero, alguém que soube dar a vida: «A escolha de vida de uma Mãe é a escolha de dar a vida. E isto é grande e belo!». Para os que têm o dom da fé, na maioria dos casos, têm ainda um obrigado acrescido à sua Mãe, é que como diz o Papa Francisco «Sem as Mães, não somente não haveria novos fiéis, mas a fé perderia boa parte do seu calor simples e profundo».  (Catequese Papa Francisco, 07-01-2015)

Por isso, celebrar hoje o Dia da Mãe é apoiar todas as mulheres que escolhem como caminho, oferecer ao mundo os seus filhos e dar-se pela família, berço natural da vida; apoiar e proteger em todas as circunstâncias e casos, o dom da maternidade e proclamar com o nosso compromisso, que as Mães são verdadeiras beneméritas da sociedade, pois sabem transmitir em todos os momentos, mesmo nos piores, a ternura, a beleza do perdão e a força da coragem. Que se enraíze cada vez mais em nós, o compromisso de apoiar e proteger o dom da maternidade, desde os primeiros momentos da fecundação, e em todas a fases da sua missão.

Claro que celebrar o dia da Mãe, também nos traz inquietações e incómodos interiores, quando recordamos as Mães que são vítimas de violência doméstica, e choram os seus filhos traumatizados. Mães que enfrentam as tempestades, e com energia e inesgotável criatividade que lhes vem dos horizontes alargados do Amor, superam tormentos e constroem a partir das cinzas, com a sua persistência, a bonança nas vidas de seus filhos e da sua família. Que na nossa cidadania, saibamos assumir a exigência de mudanças de mentalidade e comportamentos face ao martírio de muitas Mães não apoiadas nem compreendidas. Como lembra o Papa Francisco, «a Mãe, embora seja muito exaltada sob o ponto de vista simbólico, é pouco escutada e pouco apoiada no dia-a-dia. Pouco considerada no seu papel central na sociedade». (Papa Francisco, dia da Mãe 13-05-2018).

Neste ano acrescidamente difícil, marcado pela pandemia do Covid 19, aprendamos com as Mães o valor da vida que delas recebemos e percebamos como é bela a cultura da defesa da vida. Melhor do que nunca, percebemos a comparação de que Deus se serviu para nos dizer que nunca estamos sós e abandonados, porque ele nunca nos esquece, é como as Mães: «Acaso pode uma mulher esquecer-se do seu bebé, não ter carinho pelo fruto das suas entranhas? Ainda que ela se esquecesse dele, Eu nunca te esqueceria.» (Is 49, 15).

Obrigado a todas as Mães e feliz Dia da Mãe.

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 3 – Domingo IV da Páscoa – Ano A / Domingo do Bom Pastor / Dia da Mãe / Último Dia da Semana de Oração pelas Vocações

At 2, 14a.36-41 / Slm 22 (23), 1-6 / 1 Pe 2, 20b-25 / Jo 10, 1-10

O apóstolo Pedro, depois de ter apresentado Jesus como um homem que «passou fazendo bem a todos», com coragem profética, faz o povo cair na conta do gravíssimo pecado cometido: «Saiba com absoluta certeza toda a casa de Israel que Deus fez Senhor e Messias esse Jesus que vós crucificastes». Mais do que uma acusação, trata-se de uma exortação à conversão. Sendo nós felizmente seguidores de Jesus, não estamos dispensados de aceitar também para nós este convite à conversão. Que dimensão ou setor da minha vida preciso de converter para que adira, com todo o coração, a Jesus, meu Salvador?

S. Pedro, nesta sua carta, exorta os recém-batizados a seguir o exemplo de Cristo. Sendo inocente e justo, aceitou o sofrimento como instrumento de salvação: «Ele suportou os nossos pecados no seu corpo, no madeiro da cruz, a fim de que, mortos para o pecado, vivamos para a justiça: pelas suas chagas fomos curados». Assim fica patente que o sofrimento não é um castigo de Deus. Para nós, sofrer deve ser uma ocasião de imitarmos Jesus e de nos associarmos a Ele no mistério da salvação do mundo.

O IV domingo a seguir à Páscoa é conhecido como o “Domingo do Bom Pastor”, pois no Evangelho nos vem apresentado Cristo como o Bom pastor que vive ao serviço das suas ovelhas. Conhece-as pelo seu nome e, se os lobos atacarem o seu rebanho, não foge, mas defende-o e, se preciso for, dá a vida pelas suas ovelhas. É o que sempre, também hoje, Cristo faz por cada um de nós, a quem conhece pelo nome, rosto e história. Na Eucaristia, Cristo hoje dá-Se a nós para que «todos tenham vida e vida abundante».

Neste “Domingo do Bom Pastor” rezamos especialmente para que não faltem bons pastores na Igreja de Cristo, sacerdotes zelosos ao serviço do povo de Deus.

No primeiro domingo de maio, celebramos o “Dia da Mãe”. À nossa mãe, cada um de nós tem uma dívida fundamental de gratidão pela vida que nos ofereceu e a educação e afeto que nos foi confiando. Agradeçamos também a Deus o precioso presente da Mãe do Céu, Maria. Peçamos também o dom da coragem para as mães que se sentem abandonadas pelos seus filhos.

sábado, 2 de maio de 2020

Comunicado do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (02.05.2020)

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1. Face ao controlo progressivo da pandemia provocada pelo coronavírus Covid-19 no nosso País e ao início de medidas de desconfinamento, reiteramos o nosso agradecimento à população em geral e aos cristãos em particular pela atitude responsável de prevenção ao longo desta situação, seguindo as normas e orientações da Igreja e das autoridades governamentais e de saúde.

Rezamos pelas inúmeras vítimas desta epidemia e seus familiares, estamos solidários com os doentes infetados por este terrível vírus e agradecemos o precioso trabalho dos que estão na linha da frente como os profissionais de saúde, as forças de segurança e os que trabalham nos lares e outras instituições sociais.

Manifestamos o nosso regozijo pela criatividade das comunidades cristãs na intensificação das formas de praticar a fé entre os jovens e nas famílias e pela ação sociocaritativa das instituições da Igreja para com os mais carentes e desempregados.

Comungamos do sofrimento de tantos cristãos privados da participação efetiva na celebração sacramental da Eucaristia, cume e centro da vida cristã, na esperança de um mais rápido reinício das celebrações comunitárias da Eucaristia, fonte da nossa alegria pascal.


2. O último comunicado do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa de 21 de abril anunciava “orientações gerais, em diálogo com as autoridades governamentais e de saúde, para quando terminar esta terceira fase do estado de emergência, com a retomada possível e gradual das celebrações comunitárias da Eucaristia e outras manifestações cultuais”.


3. Terminado o estado de emergência e tendo em conta os dados apresentados pelas autoridades de saúde e governamentais, percebemos que em Portugal a situação parece ter evoluído favoravelmente. Esperamos que se mantenha a responsabilidade cívica de todos os cidadãos, em atitude de prudência e de acatamento das decisões das autoridades governamentais e de saúde, para que não aconteça um retrocesso rápido da situação.


4. Através da Resolução do Conselho de Ministros n.º 33-C/2020, que estabelece uma estratégia de levantamento de medidas de confinamento no âmbito do combate à pandemia da doença COVID-19, o Governo decidiu para 30-31 de maio, no que diz respeito a “cerimónias religiosas”, o reinício das “celebrações comunitárias de acordo com regras a estabelecer entre DGS e confissões religiosas”.


5. Tendo em conta somente estes elementos, a retomada gradual das celebrações comunitárias da Eucaristia, já anunciada pelo Governo, deverá iniciar-se, em princípio, a 30 maio, véspera da Solenidade do Pentecostes. A data depende ainda da avaliação que o Governo se propõe fazer da situação, nesta primeira etapa do desconfinamento. As Dioceses insulares terão em conta as indicações das respetivas autoridades regionais.


6. As celebrações dos sacramentos que implicam contacto físico, como as unções, devem ser adiadas para o próximo ano pastoral ou, nalguns casos particulares como o batismo e a unção dos doentes, podem ser realizadas com as devidas cautelas de saúde e normas de segurança.


7. Para o sacramento da Reconciliação, é preciso seguir as normas de segurança de saúde e garantir o devido distanciamento entre o confessor e o penitente, protegendo sempre o inviolável segredo da confissão.


8. As exéquias cristãs devem ser celebradas no templo (com celebração da Palavra ou da Eucaristia) e/ou no cemitério com a presença dos familiares, tendo em conta as normas de segurança que impeçam a transmissão do coronavírus.


9. As catequeses e outras ações formativas continuarão a ser realizadas apenas por meios telemáticos até ao final deste ano pastoral.


10. Procissões, festas, concentrações religiosas, acampamentos e outras atividades similares passíveis de forte propagação da epidemia ficarão adiados para o próximo ano pastoral.


11. As igrejas podem estar abertas durante o dia para visitas individuais, desde que se observem os requisitos determinados pelas autoridades de saúde.


12. Proximamente daremos indicações comuns sobre aspetos litúrgicos e medidas sanitárias a ter em conta nas celebrações e nos templos, as quais poderão ser utilizadas pelas Dioceses, em coordenação com as autoridades locais de saúde no que diz respeito aos procedimentos práticos.


13. Neste mês de Maio, imploramos a bênção do Senhor e a intercessão da Virgem Maria, para que sejamos livres deste grande flagelo, próximos daqueles que são mais afetados pelas dificuldades, orientados pela fé, diligentes na caridade e guiados pela esperança do Senhor ressuscitado que estamos a celebrar neste tempo de Páscoa.


Lisboa, 2 de maio de 2020

Mensagem do nosso Pároco pelo Dia da Mãe

Paróquia de Colares
Maio de 2020
Estimados Paroquianos e Amigos,
Celebramos amanhã o Domingo do Bom Pastor e também o Dia da Mãe, que se encontram enquadrados na celebração dos domingos dedicados ao Espírito Santo. Neste sentido, vamos continuar a transmitir em directo (via o Facebook: Paróquia de Colares) a Celebração da Santa Missa, que terá lugar na Capela de Nossa Senhora da Praia, na Praia das Maçãs. A celebração iniciasse às 11h00 e terminará com a Bênção do SS.mo Sacramento a toda a Praia das Maçãs e à Paróquia de Colares.
Aproveito desde já para desejar a todas as mães um dia abençoado apesar das circunstâncias difíceis que estamos a ultrapassar. Recordo o convite que nos fez o Papa Francisco, para que rezemos o Terço durante este Mês de Maio, sozinhos ou em família.
Invoco a bênção de Deus e de Nossa Senhora da Praia, Mãe de Deus e Mãe da Igreja, a Divina Pastora sobre todas as mães, sobre aquelas que o foram biológicamente, mas também sobre aquelas que foram mães porque cuidaram, educaram e prepararam tantas crianças e jovens para a fé e a vida.
Termino com a Oração mais antiga que se conhece sobre Nossa Senhora e que é tão cara ao nosso Papa Francisco.

“Á vossa proteção nos acolhemos,
Santa Mãe de Deus;
Não desprezeis as nossas súplicas
Em nossas necessidades,
Mas livrai-nos de todos os perigos,
Ó Virgem gloriosa e bendita!”

Pe. José António Rebelo da Silva

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 2 – Santo Atanásio (Memória) / 1º Sábado

At 9, 31-42 / Slm 115 (116), 12-17 / Jo 6, 60-69

Estas palavras são duras. Quem pode escutá-las? (Evangelho)

Não caiamos nesse erro. As palavras são duras, mas nós temos força. A dureza das palavras tem de ser um motivo para as olharmos de frente e para as saborearmos. Se as achamos duras, quer dizer que nos tocam de uma maneira especial. Daí que precisemos de lhes dar mais atenção. Lembremo-nos que são palavras de vida eterna. Da próxima vez que o leitor não gostar de uma passagem do Evangelho detenha-se nela e veja por que é que não gosta. Hoje, peça a Deus ajuda para fazer isso.

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Papa: a ninguém falte o trabalho e a justa retribuição

Francisco presidiu a Missa no dia de São José operário, denunciando escravaturas contemporâneas

Cidade do Vaticano, 01 mai 2020 (Ecclesia) – O Papa Francisco assinalou hoje no Vaticano o dia do trabalhador, na Missa a que presidiu na festa litúrgica de São José operário, pedindo emprego “digno” e para todos.

“Hoje, que é festa de São José operário, também dia do trabalhador, rezemos por todos os trabalhadores. Por todos: para que não falte trabalho a nenhuma pessoa, todos sejam justamente retribuídos e possam gozar da dignidade do trabalho e da beleza do descanso”, declarou, no início da celebração, que teve transmissão online.

A homilia da celebração destacou a dignidade do trabalho no pensamento cristão, no qual é considerado “vocação recebida por Deus”.


Foto: Lusa/Vatican Media
“O trabalho dá a dignidade. Dignidade tão espezinhada na história. Também hoje há muitos escravos, escravos do trabalho para sobreviver: trabalhadores forçados, mal pagos, com a dignidade espezinhada. Tira-se a dignidade das pessoas”, lamentou.

Francisco falou, em particular, de trabalhadores informais, “com uma retribuição mínima por muitas horas trabalhadas”, empregadas domésticas exploradas, sem proteção social ou reforma.


“Isso acontece aqui: é espezinhar a dignidade humana. Qualquer injustiça que se faz ao trabalhador é espezinhar a dignidade humana”, insistiu.


"Também hoje há muitos escravos, muitos homens e mulheres que não são livres para trabalhar: são obrigados a trabalhar, para sobreviver, nada mais. São escravos: os trabalhos forçados… são trabalhos forçados, injustos, mal pagos e que levam o homem a viver com a dignidade espezinhada. São muitos, muitos no mundo”.
Hoje é a festa de São José operário e também Dia dos trabalhadores. por todos os trabalhadores, para que não falte trabalho a nenhuma pessoa e todos sejam justamente retribuídos e possam gozar da dignidade do trabalho e da beleza do repouso.

A intervenção evocou ainda os bons empresários, que não querem demitir as pessoas, que protegem os trabalhadores como se fossem “filhos”, rezando a São José para que ajude todos a “lutar pela dignidade do trabalho, trabalho para todos e seja trabalho digno, não trabalho escravo”.

“Hoje, unimo-nos a tantas pessoas crentes e não-crentes que celebram este dia do trabalhador, por aqueles que lutam para ter justiça no trabalho”, referiu o Papa.

A Igreja Católica celebra a 1 de maio, desde 1955, a festa litúrgica de São José Operário, como forma de associar-se à comemoração mundial do Dia do Trabalhador.

OC

Maio - INTENÇÕES do Papa Francisco

Intenção

Pelos diáconos (Pela Evangelização)

Rezemos para que os diáconos, fiéis ao serviço da Palavra e dos pobres, sejam um sinal vivificante para toda a Igreja.

Reflexão

Neste mês, o Papa Francisco propõe um tema pouco habitual. Chama a atenção para uma realidade dentro da Igreja que, atualmente, tem um papel muito importante na vida de muitas comunidades, de modo especial nos locais onde existem menos sacerdotes: os diáconos. Porém, nas palavras que referi atrás – e talvez seja esse mesmo o motivo de o Santo Padre propor esta intenção – esconde-se um paradigma que não corresponde ao mais específico da vocação de diácono dentro da vida da Igreja e tende, por isso mesmo, a desvalorizar este ministério. Tal não deve acontecer.

É certo que existem os diáconos em ordem ao sacerdócio – e, neste contexto, o diaconado constitui uma «etapa». Mas são os diáconos permanentes que mostram a faceta mais original e forte deste ministério.

Ser diácono não é apenas uma situação de passagem para o sacerdócio, nem é, muito menos, uma função ministerial necessária para substituir os padres, onde há falta deles, como se fosse uma solução de recurso: isto é profundamente errado! O diaconado é um ministério dentro da Igreja que se carateriza, desde os primeiros anos da Igreja (o primeiro mártir, Estêvão, era diácono), pelo anúncio da palavra e pelo serviço aos pobres. Na liturgia, este ministério vê-se na proclamação do Evangelho, na homilia, na preparação do altar e na distribuição da comunhão. Estes sinais litúrgicos refletem a sua missão e lugar na Igreja: anunciar o Evangelho, proclamando-o com uma vida de serviço, especialmente aos mais pobres. Os diáconos mostram-nos as duas faces da missão de Jesus: a palavra de Deus e as obras de caridade que a acompanham e concretizam.

Neste mês, damos graças a Deus pela generosidade destes homens que assumem esta missão na Igreja, particularmente os diáconos permanentes e as suas famílias, pois também elas se disponibilizam para esta missão. E pedimos ao Senhor que os sacerdotes, também eles diáconos, não esqueçam que na raiz do ministério está a proclamação da palavra e o serviço aos mais pobres.

Oração

Senhor Jesus Cristo,
que enviaste os teus discípulos
a proclamar a todos o reino dos Céus,
não apenas por palavras,
mas também com as obras de misericórdia.
Nós Te pedimos por todos os que,
na tua Igreja, vivem o diaconado como missão.
Fortifica-os com o teu Espírito,
para que anunciem com ardor a tua Palavra
e manifestem a tua ternura e misericórdia
junto dos mais pequenos,
os mais pobres e excluídos.
Enriquece a tua Igreja
com mais vocações de diáconos.
Pai-Nosso...

Desafios

- Nas comunidades onde existem diáconos permanentes, expressar, de alguma forma, o apreço pela sua generosidade e carisma, não apenas na liturgia, mas na missão caritativa na comunidade.

- Promover nas comunidades, grupos de jovens, catequese, grupos de casais, algum tempo de formação ou testemunho sobre o diaconado, a sua história, lugar na Igreja, na missão e na liturgia.

- Organizar algum momento de oração pelas vocações ao diaconado, seja pelos que se preparam para o sacerdócio, seja pelos diáconos permanentes e suas famílias.

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 1 – Semana III do Tempo Pascal / 1ª Sexta-Feira

At 9, 1-20 / Slm 116 (117), 1-2 / Jo 6, 52-59

É firme a sua misericórdia para connosco. (Salmo)

É firme, é para sempre, não acaba. Não está sujeita às nossas vacilações. É um esteio a que nos podemos agarrar. Também é firme porque perdoa sempre. É firme porque está sempre à nossa espera. É firme porque está sempre à porta de casa, preparado para fazer a festa ao filho pecador que voltou. É firme não só porque espera, mas porque vai à procura do pecador, como o pastor procura a ovelha perdida. Hoje compenetre-se disto, que é muito importante, e agradeça-o ao Pai do Céu.

O combate espiritual de cada casal

Para viver plenamente como um só coração e construir uma relação sólida, cada casal deve lutar contra os seus próprios demónios
George Rudy - Shutterstoc
Muitos casais relatam viver um conflito entre seu ideal de casamento e o que experimentam diariamente. Eles começaram essa jornada com o desejo de viver o relacionamento de acordo com os Atos dos Apóstolos, com “um só coração, uma só alma” (Atos 4, 32), e descobrem que a realidade não se enquadra nesse belo ideal. Eles sentem então um imenso vazio nesta aventura que imaginaram emocionante, e procuram entender o que está acontecendo – apesar de terem medo de descobrir que sua visão de relacionamento foi talvez uma visão muito sonhadora ou utópica.

Lutar contra os seus próprios demónios

Um relacionamento se mantém porque faz sentido para o casal ter “uma catedral a construir”. E o sentido que alguns casais dão à vida no início do casamento é, como os primeiros cristãos, de viver em grande generosidade, render-se à Providência e ao amor do “irmão”. Uma verdadeira catedral a construir! Uma obra que exige coragem, perseverança, vontade firme e muita humildade. E principalmente, exige lutar contra seus próprios demônios (egoísmo, sede de poder, falta de respeito), as chamadas paixões da alma, como diz São Francisco de Sales. Um verdadeiro caminho de luta, como expõe São Paulo em sua Carta aos Romanos (Rm 7). Um caminho que atende ao nosso desejo interior de realização.

Escolher viver a dois durante a vida toda é bastante exigente, tanto de forma pessoal quanto conjugal. É preciso compreender que o casal não é feito da adição das duas pessoas, que a vida profunda do casal não é a justaposição da vida interior de cada um – mesmo sabendo que possuir uma vida pessoal interior saudável é indispensável para um relacionamento saudável. O casal é como um novo e único ser, nascido do desejo de viajar juntos pelas rotas da vida, e de cumprir uma missão específica enraizada no compromisso usque ad mortem. Até o fim de nossas vidas, dizemos modestamente durante a cerimónia de casamento sacramental.

E o primeiro campo de ação desse combate espiritual pelo qual todos passamos, é sem dúvida o do relacionamento com seu cônjuge. Nosso irmão mais próximo, que tantas vezes nos faz ver a nós mesmos. Os casais que desejam redescobrir essa chama interior que os entusiasmava terão que retornar a si mesmos e visitar ou revisitar todas essas áreas que dão sentido às suas vidas, passando sob o crivo da sua vivência “ordinária”. E então seu medo, sem dúvida, se transformará em energia poderosa, pois a verdade nos liberta!

Marie-Noël Florant