Mostrar mensagens com a etiqueta Fonte: Aleteia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fonte: Aleteia. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Medidas contra liberdade religiosa sob pretexto da pandemia: Vaticano reage


 Reportagem local - publicado em 23/11/20

Dom Janus denunciou também a "disseminação do desprezo" para com as comunidades religiosas

Medidas contra liberdade religiosa sob pretexto da pandemia foram questionadas e denunciadas pelo Vaticano junto à OSCE (Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa).

A entidade organizou em Viena, nos dias 9 e 10 de novembro, o encontro “Liberdade de Religião ou Credo”, do qual participou dom Janus Urbanczyk na qualidade de observador permanente da Santa Sé junto àquela entidade.

Dom Janus, que é polonês, chamou fortemente as atenções dos legisladores para as consequências das medidas restritivas ao culto religioso, determinadas no contexto da pandemia de covid-19. Ele reforçou a relevância do apoio, da solidariedade e da esperança que a fé oferece em tempos de crise:

“As diversas medidas impostas pelos países para combater a pandemia da covid-19 têm tido consequências profundas na liberdade de manifestar a própria religião ou crença e têm limitado as atividades religiosas, educacionais e caritativas das comunidades religiosas”.

Além disso, ele denunciou situações não relacionadas com a pandemia, como leis e decretos que limitam o direito de contratar ou demitir pessoas de acordo com as suas opiniões. Ele também criticou as “atitudes negativas em relação às religiões e aos crentes”, bem como a tendência a “relegar as religiões à esfera individual, despojando-as do seu papel legítimo na esfera pública”.

Dom Janus afirmou que existe uma “disseminação do desprezo” para com as comunidades religiosas, que promove conteúdos de “incitação ao ódio” contra padres e religiosos com base em generalizações absurdas, além da “promoção da irreverência” ou de “representações provocatórias” de símbolos religiosos, supostamente em nome da liberdade artística ou de expressão.

A propósito da liberdade religiosa, ele afirmou que os países não têm o direito de interferir. Por fim, ele recordou que, num mundo muito secularizado, a liberdade religiosa continua sendo direito muito importante a ser protegido.

domingo, 8 de novembro de 2020

ESTILO DE VIDA

O hábito simples do Papa que todos nós deveríamos imitar

Massimo Valicchia / NurPhoto / NurPhoto via AFP

 Magnús Sannleikur - publicado em 06/11/20

A forma como o Santo Padre inicia o seu dia de trabalho é inspiradora

O que o Papa Francisco faz primeiro, quando chega ao seu escritório no Palácio Apostólico todas as manhãs? Verifica o email dele? Posta um tuíte? Revisa a agenda? Nada disso!

Durante uma audiência recentemente com os Carabinieri (uma força policial armada nacional italiana) da Companhia de São Pedro, o pontífice revelou um detalhe interessante de sua rotina:

“Todas as manhãs quando chego aqui no meu escritório da Biblioteca, rezo a Nossa Senhora e depois vou à janela para olhar a praça, para olhar a cidade e ali, no final da praça, vejo-vos. Todas as manhãs, saúdo-vos com o coração e agradeço.”

Oração e gratidão

Portanto, esse hábito do Papa serve para refletirmos: será que existe maneira melhor de começar nosso dia de trabalho a não ser com oração e gratidão? Quando chegamos ao nosso local de trabalho, com que frequência paramos por um momento para confiar o nosso trabalho a Deus e à intercessão de Nossa Senhora?

Além disso, olhamos ao nosso redor para ver (pelo menos com o olho da mente) aqueles que nos apoiam e protegem, ou seja, nossos colegas de trabalho? Será que os saudamos e rezamos por eles?

Podemos até pensar que não temos vontade ou tempo para isso. Porém, lembre-se: o Papa faz isso, e ele é o encarregado de guiar toda a Igreja em todo o mundo. Então, se ele consegue um tempinho para rezar e agradecer antes de começar o trabalho, nós também conseguimos.

De fato, o hábito de orar e agradecer não só nos abrirá para receber a graça de Deus ao longo do dia. Isso também nos ajudará a trabalhar com maior generosidade e pureza de intenção.

Consequentemente, lembraremos que estamos sempre na presença de Deus e sempre contando com a ajuda de outras pessoas. Ninguém trabalha verdadeiramente sozinho ou é verdadeiramente independente. Somos, portanto, apoiados pela graça de Deus e por inúmeras pessoas que mantêm a sociedade funcionando, como por exemplo: policiais a engenheiros, eletricistas, motoristas, médicos e zeladores.

Por isso, devemos a todos a nossa gratidão e o nosso respeito. E podemos demonstrar isso através de gestos simples ou ocultos.

Um hábito a ser imitado

Com efeito, o Papa Francisco disse aos Carabinieri que a forma como ajudam cada dia “é tanto mais meritória quando acontece de forma oculta, através daqueles pequenos mas significativos gestos do vosso serviço cotidiano. Se nem mesmo seus superiores veem esses atos ocultos, vocês sabem que Deus os vê e não os esquece!”

Portanto, se ainda não o fazemos, agora é um bom momento para imitarmos este hábito do Papa. Antes de começarmos a trabalhar, então, podemos pedir a intercessão de Nossa Senhora (e de quaisquer outros santos favoritos) e orar a Deus. Além disso, podemos parar por um momento para considerar todas as pessoas cujo trabalho torna o nosso possível, saudando-as e agradecendo-as (em voz alta, se pudermos!). Assim, começaremos nosso dia com o pé direito, na presença de Deus e com uma disposição caridosa para com os outros.

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

"Não tenhais medo": a frase mais usada por São João Paulo II

 

Philip Kosloski - publicado em 22/10/20


Já na sua primeira missa como papa, em outubro de 1978, João Paulo II proferiu a frase que marcaria todo o seu pontificado

Ao longo de seu pontificado de 26 anos, uma das frases mais usadas de São João Paulo II foi: “Não tenhais medo”.

Mas será que isso foi Isso foi planejado? Como isso aconteceu?

João Paulo II refletiu sobre isso no livro “Cruzando o Limiar da Esperança“. Ele explicou, então, que foi o Espírito Santo que o inspirou a dizer essas palavras:

"Quando, em 22 de outubro de 1978, eu disse as palavras: ‘Não tenhais medo!’ na Praça de São Pedro, eu não poderia saber bem até onde elas iriam me levar e toda a Igreja. Seu significado veio mais do Espírito Santo, o Consolador prometido pelo Senhor Jesus aos Seus discípulos, do que do homem que os falou.”

Em seguida, ele continua a reflexão e explica por que costumava voltar à frase durante seus muitos anos como papa:

“A exortação ‘Não tenhais medo!’ deve ser interpretada como tendo um significado muito amplo. Em certo sentido, foi uma exortação dirigida a todas as pessoas, uma exortação para vencer o medo na situação atual do mundo … Por que não devemos ter medo? Porque o homem foi redimido por Deus. Ao pronunciar essas palavras na Praça de São Pedro, eu já sabia que minha primeira encíclica e todo meu papado estariam vinculados à verdade da Redenção. Na Redenção encontramos a base mais profunda para as palavras ‘Não tenhais medo’: ‘Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito'”.

Medo x esperança

Os cristãos, portanto, nunca devem ter medo de nenhuma tempestade que possa atingi-los. Ou seja: eles devem tem esperança em Jesus Cristo, que veio para salvar o mundo das trevas.

Para São João Paulo II, nada deve tirar nossa esperança no Senhor. Como resultado, quando sabemos que Deus está no controle e que ele é amor, nossos medos desaparecem. Disse ele:

“Povos e nações de todo o mundo precisam ouvir essas palavras. Sua consciência precisa crescer na certeza de que existe Alguém que segura em suas mãos o destino deste mundo passageiro … E esse Alguém é Amor.”

Deus é amor! Portanto, se realmente entendermos isso, não teremos mais medo da “situação atual do mundo”, mesmo que ela fique mais escura.

Em resumo: Deus é amor e ele está no controle.

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Papa Francisco defende uniões civis de casais homossexuais

Foto: PIZZOLI / AFPar

 O Papa Francisco declarou, num novo documentário, que os casais homossexuais devem ser protegidos pelas leis da união civil.

"As pessoas homossexuais têm o direito de pertencer a uma família. Eles são filhos de Deus e têm direito a uma família. Ninguém deve ser expulso ou ser miserável por isso", diz o pontífice máximo da Igreja Católica no documentário "Francesco", que estreou esta quarta-feira no Festival de Cinema de Roma e que aprofunda temas de interesse do Papa, como ambiente, pobreza, migração, desigualdade racial e discriminação.

"O que temos que criar é uma lei de união civil. Dessa forma, estarão legalmente abrangidos. Eu defendo isso", acrescentou Francisco, citado pela agência Reuters.

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Como abençoar nossos filhos

Adicionar legenda

Philip Kosloski - publicado em 24/08/17

Um costume antigo que os pais e as mães podem repetir todos os dias

Atenção, papais e mamãs! Vocês têm uma linda missão de vida: apresentar seus filhos a Deus. O Catecismo da Igreja Católica explica que: “Pela graça do sacramento do matrimónio, os pais receberam a responsabilidade e o privilégio de evangelizar os filhos. Desde tenra idade devem iniciá-los nos mistérios da fé, de que são os «primeiros arautos». Hão de associá-los, desde a sua primeira infância, à vida da Igreja. A maneira como se vive em família pode alimentar as disposições afetivas, que durante toda a vida permanecem como autêntico preâmbulo e esteio de uma fé viva.”(CIC 2225).

Com toda certeza, esta não é uma tarefa fácil. Frequentemente, pode até parecer infrutífera. E digo mais: talvez nós nunca vamos saber a influência religiosa que tivemos sobre nossos filhos. Mas é preciso exercê-la.

Uma parte importante da “evangelização” de nossos filhos é bastante simples e muito antiga. É a chamada “Bênção Parental”, que consiste na habilidade de derramar as bênçãos de Deus sobre nossos filhos. Como pais e mães, temos o dever de confiar nossos filhos a Deus e nossas orações têm um duplo efeito sobre eles. Por quê? Porque Deus nos deu nossos filhos e é nosso dever devolvê-los a Ele.

Exemplos de Bênçãos Parentais podem ser encontrados ao longo do Antigo Testamento. Um dos exemplos mais conhecidos é o de Isaac, que abençoa seu filho Jacó (cf Gênesis 27).

Em Números, está a conhecida Bênção Aarônica ou Bênção Sacerdotal: “O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e te conceda graça; o Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz” (Números 6:24-26). Linda e verdadeira, não é?

Outra Bênção Parental pode ser encontrada no livro de Tobias, onde Tobit abençoa seu filho Tobias, que está prestes a partir para uma viagem: “Que Deus nos céus te proteja no teu caminho e te traga salvo de volta pra mim; que o teu anjo te acompanhe “(Tobias 5:17).

Todas essas orações você pode recitar para seus filhos. Outra maneira simples de fazer isso seria pegar um pouco de água benta (se disponível) e traçar o sinal da cruz na mão direita de seu filho (ou simplesmente colocar a mão na cabeça dele). Ao fazer isso, você pode rezar qualquer uma das orações acima, ou apenas dizer: “Que Deus o abençoe em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.

Não existe uma fórmula definida para a oração de bênção dos filhos. Ela pode até ser espontânea. O importante é invocar a benção de Deus sobre eles, reconhecendo o poder que Ele lhe deu como pai ou mãe.

Este tipo de bênção é comumente feita na hora de dormir, mas também pode ser aplicada antes de seu filho ir para a escola, embarcar em um ônibus ou fazer uma viagem. Isso lhe dará conforto adicional para saber que Deus está com eles enquanto eles saem de sua casa e um anjo está a seu lado a cada passo do caminho.

Não é fácil ser pai e mãe e ter que ensinar a fé aos filhos. No entanto, com a ajuda de Deus, todas as coisas são possíveis. E eles, um dia, vão te agradecer por isso.

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Oração por qualquer necessidade a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro


 Philip Kosloski | Ago 24, 2020

Seja qual for a sua necessidade, leve-a à Virgem Maria, que diariamente intercede por nós diante de seu Filho Jesus

Entre os muitos títulos da Virgem Maria, um dos mais populares e eficazes é Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. O próprio título revela Nossa Senhora como uma mãe que sempre ajuda e vem em nosso auxílio.

Aqui está uma oração para ser rezada por qualquer necessidade, e embora nem sempre possamos obter exatamente o que queremos, Deus vai responder à oração e nos dar o que mais precisamos.

Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus, a quem amo honrar com o amável título de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, eu (nome), embora indigno de ser teu servo, mas movido por tua maravilhosa compaixão e por meu desejo de servir-te, agora te escolho, na presença de meu anjo da guarda e de toda a corte celestial, como minha rainha, advogada e mãe: eu firmemente proponho amar e servir ao Senhor agora e sempre, e fazer tudo que eu puder para conduzir os outros a amá-Lo e servi-Lo também.

Rogo-te, ó Mãe de Deus, e minha misericordiosa e amorosa Mãe, pelo sangue que teu Filho derramou por mim, que me recebas entre os teus servos, para ser teu filho e servo para sempre.

Auxilia-me em meus pensamentos, palavras e ações a cada momento de minha vida, para que tudo seja direcionado para a maior glória de meu Deus.

E pela tua mais poderosa intercessão, que eu nunca mais ofenda Jesus Cristo, mas que eu possa glorificá-lo e amá-lo nesta vida, e também amar-te, minha terna e querida Mãe, para que eu possa desfrutar do céu e bendizer a Deus por toda a eternidade.

Amém.

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Dois tipos de graças “aparentemente pequenas”, mas pelas quais Deus nos salva

“Se ouvirmos a voz de Deus quando nos inspira uma mortificação em determinadas circunstâncias, veremos grandes frutos de santidade em nós”

São Cláudio de la Colombière, em seu “Diário Espiritual”, afirma que a graça de Deus é
.
Ele prossegue afirmando que há dois tipos de graças, aparentemente pequenas,
- Uma é a luz que nos revela uma verdade: devemos acolhê-la cuidadosamente e cuidar de que não se extinga por nossa culpa; devemos utilizá-la como regra em todas as nossas ações, ver aonde nos leva etc.
- Outra é o movimento que nos leva a fazer determinada ação virtuosa numa ou noutra ocasião; devemos ser fiéis a estes movimentos, porque tal fidelidade é, por vezes, o núcleo da nossa felicidade.
E conclui:
“Se ouvirmos a voz de Deus quando nos inspira uma mortificação em determinadas circunstâncias, veremos grandes frutos de santidade em nós; pelo contrário, o desprezo desta pequena graça poderia ter consequências funestas, como acontece aos favoritos caídos em desgraça por serem complacentes em coisas pequenas”.

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Francisco do Amor (Clipe Oficial)

Brasileiros lançam primeira música em homenagem ao Papa Francisco no mundo
Antoine Mekary | ALETEIA
Redação da Aleteia | Jun 29, 2020
A canção é uma linda meditação sobre o Santo Padre e a mensagem de paz e confiança que ele leva ao mundo

Acaba de ser lançada mundialmente a primeira música em homenagem ao Papa Francisco. Chama-se “Francisco do Amor”. Ouça agora mesmo aqui logo abaixo ou no  YouTube.


Ou escute através da plataforma de música de sua preferência, usando este link: presavefranciscodoamor 

A música é uma composição de Carlos Renê Belo, que contou com a interpretação dos cantores Thiago Tomé, Eliana Ribeiro, Camila Holanda e padre Omar.

A canção medita sobre o Santo Padre e a mensagem de paz e confiança que ele leva ao mundo.

A Gravadora Canção Nova produziu o clipe especial para a canção.

As imagens dos cantores foram gravadas em diferentes cidades do Sudeste e Nordeste do Brasil.

Thiago Tomé gravou em Cachoeira Paulista (SP), Eliana Ribeiro em São José dos Campos (SP); já Padre Omar gravou no Rio de Janeiro (RJ) e Camila Holanda em João Pessoa (PB).

O lançamento do single e do clipe conta com a parceria da página Papa Francisco – Amigos e Amigas e também da Aleteia.

A letra
Francisco do Amor
Mesmo de longe,
Eu te sinto aqui bem perto
Santo Padre,
És o pastor do mundo inteiro.
A tua prece toca o nosso coração,
Aos pobres e esquecidos
Tu pedes proteção.

Levas ao mundo Jesus Cristo
Por todas as nações.
Tu és Pedro, o servo do Senhor,
O pescador de corações.

Francisco do amor,
Francisco, abraço de Pai.
Dá-nos tua bênção
Ensina ao mundo a paz (2 vezes)

Mesmo de longe,
Eu te sinto aqui bem perto
Santo Padre,
És o pastor do mundo inteiro.

***
Escute, emocione-se e compartilhe esta linda canção em homenagem ao Papa Francisco.

O sorriso, a melhor arma anti-stress

Trabalho, filhos, cônjuge, engarrafamentos… O estresse pode se manifestar de várias maneiras em nossa vida e até se tornar nosso companheiro diário. Mas seja duradouro ou passageiro, é possível combatê-lo com um sorriso!

O sorriso é um indicador não-verbal de felicidade. E se sorrir pudesse ter um efeito benéfico nos níveis de estresse e induzir a um estado de maior felicidade, maior bem-estar?

Os sorrisos geralmente são divididos entre “sorrisos comuns”, que envolvem os músculos ao redor da boca, e “sorrisos autênticos”, que usam os músculos que enquadram a boca e os olhos. É o segundo tipo de sorriso que mais afeta nossa condição física. Mas como é que isso funciona?

Parece que um sorriso, assim como o riso, é capaz de agir sobre o cortisol, um hormônio ligado ao estresse. Você já deve ter notado que é difícil ser ou permanecer agressivo diante de um sorriso.

De fato, dado ou recebido, ele traz pensamentos positivos e, como resultado, diminui o nível de estresse e agressividade. A consumir sem moderação em nossa família e em nosso relacionamento conjugal!

Teste no trabalho e com a família

Foi o que Clemente disse ao descobrir os resultados de vários estudos, como os da Universidade do Texas e da Universidade do Tennessee (Estados Unidos). O que o levou a recuperar a coragem. De fato, ele se entristece ao ver que sua esposa Letícia muitas vezes mostra um rosto irritado e mal-humorado.

Ele não sabe como ajudá-la a ver a vida de uma maneira mais otimista. Um domínio maior de suas expressões faciais ajudará Letícia a, sem dúvida, se sentir mais à vontade com a vida. Ao oferecer ao mundo um rosto luminoso de alegria, ela também atrairá reações mais agradáveis ​​de seus interlocutores. Não é isso também o que a Lei Escoteira diz quando propõe que “o Escoteiro sorri e canta nas dificuldades”?

Solicita-se aos funcionários de caixa de supermercado que sistematicamente ofereçam um sorriso aos seus clientes: “Lembre-se de sorrir, você reduzirá a possível agressividade de seus interlocutores”. Nós também podemos utilizar desse bom conselho em família ou no trabalho!

Marie-Noël Florant

terça-feira, 16 de junho de 2020

O que a Bíblia diz sobre o dinheiro

Shutterstock-lovelyday12

Administração do dinheiro: a Bíblia, o melhor consultor financeiro

ABíblia não é um manual de finanças, mas também contém muitas dicas úteis e práticas que podem ajudar todos a administrar melhor seu dinheiro e manter um relacionamento saudável com ele


É pecado querer ganhar dinheiro (mesmo muito dinheiro)? Devemos evitá-lo, sofrer, fazê-lo dar frutos? O que é uma administração de dinheiro responsável? É um mal necessário?

Fazer de vez em quando um exame de consciência sobre nosso relacionamento com o dinheiro e os bens materiais pode ser uma boa maneira de administrar melhor nosso orçamento.

O padre Pierre Debergé, autor de O dinheiro na bíblia. Nem pobre … Nem rico, oferece alguns conselhos sobre o assunto.

O que a Bíblia diz sobre o dinheiro?

Nas primeiras páginas, as riquezas materiais aparecem num ângulo positivo. Elas contribuem para a felicidade da pessoa e são um sinal da bondade de Deus. No começo, são inclusive consideradas como uma recompensa que testemunha a fidelidade da pessoa, enquanto a miséria é percebida como um castigo divino.

É Jó que romperá o vínculo entre riqueza e fidelidade: por experiência, ele sabe que o homem rico não é necessariamente um homem justo, assim como o homem pobre não precisa ser um pecador.

Os profetas, por sua vez, enfatizarão protestos contra aqueles que enriquecem às custas dos pobres. Basta reler, por exemplo, o Livro de Amós. Pouco a pouco, o pobre homem, que era considerado um homem amaldiçoado, é visto como o favorito de Deus.

Os ricos estão condenados?

Não. Quando Jesus diz: “Mas, ai de vós, ricos!” (Lc 6,24), não se refere a uma maldição ou condenação, mas a uma denúncia.

Jesus lamenta o destino daqueles que estão tão satisfeitos que não esperam mais nada de Deus nem de seus irmãos.

A Palavra de Deus não condena a riqueza mas ela adverte contra seus perigos. Todos nós já experimentamos isso.

O dinheiro é uma coisa fascinante, nos faz cair rapidamente em suas redes, nos prende à uma sensação enganosa de segurança.

Sem perceber, se não mantemos a guarda, depositamos toda a nossa confiança nele. Ele nos proporciona uma felicidade ilusória e, dessa maneira, nos separa da felicidade autêntica.

É por isso que Jesus adverte: “Mas, ai de vós, ricos, porque tendes a vossa consolação!”

Como o próprio Jesus se posiciona em relação ao dinheiro?

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Papa abençoa primeiro santurário dedicado à Virgem do Silêncio

A Virgem do Silêncio é um sinal de profecia contra a ditadura da sociedade do barulho, contra as fofocas que existem na Igreja e nos faz ouvir a voz de Deus no silêncio

Na pandemia, temos uma mãe que cuida de nós”, disse à Aleteia o frei Emiliano Antenucci, capuchinho, reitor do santuário diocesano dedicado à Virgem Maria do Silêncio, recém-inaugurado na igreja de São Francisco de Assis, localizada em Avezzano, na região italiana de Abruzzo.
O Papa Francisco deu a bênção para que os peregrinos e os fiéis possam prestar culto público a essa dedicação mariana especial, cujos dons são um modelo para realizar as obras de misericórdia em silêncio, em segredo, sem se gabar de nada, praticando o estilo da discrição.

Frei Antenucci acredita que “A Virgem do Silêncio” pode inspirar as pessoas durante esta pandemia.

“Todos nós estamos passando por essa provação mundial. O silêncio forçado durante a pandemia nos fez criar um silêncio interior. A Virgem do Silêncio é um sinal de profecia contra a ditadura da sociedade do barulho, contra as fofocas que existem na Igreja e nos faz ouvir a ‘brisa suave’, como disse o profeta Elias, a voz de Deus no silêncio”.

“O silêncio nos chama a confiar na vida, em Deus, nos outros, em nós mesmos”, afirma o frei Antenucci.

Silêncio pela capacidade de ouvir
O distanciamento social obrigatório também pode ser uma tentação de se isolar e manchar a alma com o egoísmo, individualismo e auto-referência.

O antivírus para essa tendência é praticar uma escuta ativa que vem do silêncio.

Precisamente durante a primeira fase de confinamento na Itália, na Capela da Casa Santa Marta, o Papa Francisco convidou a valorizar a oportunidade oferecida pelo silêncio deste período de pandemia.

“Nesse período há muito silêncio. Você pode até ouvir o silêncio. Que esse silêncio, que é um pouco novo em nossos hábitos, nos ensine a ouvir, nos faça crescer em nossa capacidade de ouvir” (21 de março de 2020).


Distanciamento social, mas não do coração

Papa Francisco compartilha oração de 7 palavras que aprendeu com avó

Papa indica uma atitude simples para experimentar a misericórdia, o perdão e a ternura de Deus
O Papa Francisco está nos encorajando a aproximar nosso coração do Sagrado Coração de Jesus, especialmente através das graças da adoração eucarística neste mês de junho.
Ele também aconselha uma oração simples que aprendeu com sua avó.

O Santo Padre guiou os fiéis presentes na Praça de São Pedro no domingo passado a meditar com ele na oração: “Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao vosso”.

Junho é o mês tradicionalmente dedicado à devoção ao Sagrado Coração, que o Papa disse ser uma “devoção que une os grandes mestres espirituais e os simples entre o povo de Deus”.

“De fato, o coração humano e divino de Jesus é a fonte onde sempre podemos recorrer à misericórdia, ao perdão e à ternura de Deus”, disse.

Fonte de misericórdia
Para acessar essa fonte de misericórdia e amor que é o Sagrado Coração, o Papa indicou se concentrar nesta passagem do Evangelho:
Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigênito, para que todo o homem que acredita nele não pereça, mas tenha a vida eterna. (João 3,16-18)
Segundo o Papa, é preciso sentir que em cada gesto, em cada palavra de Jesus, “no centro há amor, o amor do Pai que enviou Sua Filho, o amor do Espírito Santo que está dentro de nós.”

Podemos alcançar essa atitude de contemplação “adorando a Eucaristia, onde esse amor está presente no Sacramento”. “Então nosso coração também, pouco a pouco, se tornará mais paciente, mais generoso, mais misericordioso, imitando o Coração de Jesus.”
Há uma oração antiga – aprendi com minha avó – que dizia: “Jesus, fazei meu coração semelhante ao Vosso”. É uma linda oração. “Jesus, fazei meu coração semelhante ao Vosso”. Uma linda oração, curta, para rezar durante este mês. Vamos dizer juntos agora? “Jesus, fazei meu coração semelhante ao Vosso.”

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Papa convoca Terço Mundial simultâneo com santuários do mundo todo: sábado, 30 às 16h30

Isabelle Puaut | Flickr CC BY-NC-ND 2.0
Transmissão ao vivo dos Jardins do Vaticano, em conjunto com santuários do mundo inteiro, pelo fim da pandemia de covid-19

O próximo dia 30 de maio será o último sábado deste mês de Maria, e, nessa ocasião emblemática, o Papa Francisco rezará o Terço na Gruta dos Jardins do Vaticano dedicada a Nossa Senhora de Lourdes, com a intenção de pedir a intercessão de Maria contra a pandemia da covid-19.

Participação simultânea dos santuários

Santuários católicos de todo o mundo se juntarão à oração por meio de transmissão online. O convite do Papa foi oficializado mediante carta aos reitores dos santuários assinada por dom Rino Fisichella, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização. Evocando o testemunho do livro dos Atos dos Apóstolos, que afirma que “todos se uniram constantemente em oração, juntamente com Maria” (1,14), dom Rino escreveu:
“À luz da situação de emergência causada pela pandemia de coronavírus que provocou a interrupção da atividade normal de todos os santuários e a interrupção de todas as peregrinações, o Papa Francisco deseja expressar um gesto de proximidade a cada um de vocês com a oração do Santo Terço”.
 De fato, o Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização se tornou o responsável mundial pelos santuários católicos em 2017.

Horário e transmissão

O Terço deste sábado será rezado às 17h30 do horário de Roma (12h30 em Brasília; 16h30 em Lisboa e Luanda; Maputo está no mesmo fuso de Roma).

Embora todos os santuários devam participar simultaneamente, cada um realizará a sua própria oração do Terço na língua local.

Todos transmitirão as suas celebrações compartilhando-as com o Centro de Televisão do Vaticano, que, assim, poderá exibir, alternadamente, imagens locais e de santuários do mundo inteiro.

Já confirmaram participação, entre outros, os santuários europeus de Fátima (Portugal), Lourdes (França), Pompeia (Itália) e Częstochowa (Polônia), bem como os santuários latino-americanos de Guadalupe (México), Aparecida (Brasil) e Luján (Argentina).

O evento poderá ser acompanhado através do site e das redes sociais do Vatican News.

Santuários reabrindo aos poucos
Durante os períodos de quarentena ou distanciamento social decretados pelos diversos governos, a maioria dos santuários católicos ficou fechada ao público.

O de Nossa Senhora de Fátima, em Portugal, pela primeira vez em sua história, não recebeu peregrinos para as celebrações deste último 13 de maio, data da primeira aparição de Nossa Senhora em 1917.

Outros estão retomando a normalidade aos poucos, como o de Nossa Senhora de Lourdes, na França, que reabriu parcialmente no último dia 16.

Papa: “Ensinem as crianças a fazerem bem o Sinal da Cruz: é a primeira oração!”

Antoine Mekary / I.Media / Aleteia
“Me dói quando encontro crianças e faço o Sinal da Cruz e elas fazem assim, fazem um gesto, não sabem fazê-lo”, disse Francisco

Na manhã desta quarta-feira, 27, ao encerrar a sua catequese da Audiência Geral sobre a oração dos justos e o embate entre o bem e o mal no mundo, o Papa Francisco relatou o seguinte caso:
“Lembro-me da história de um homem: um chefe de governo, importante, não desse tempo, de tempos passados. Ateu. Ele não tinha senso religioso no coração. Mas, quando criança, ouvia a avó que rezava, e aquilo permaneceu no seu coração. Num momento difícil da sua vida, aquela lembrança voltou ao seu coração e ele disse: ‘Mas a vovó rezava…’. Ele começou a rezar com as coisas que sua avó dizia e assim encontrou Jesus. A oração é sempre uma corrente de vida, sempre. Muitos homens e mulheres que rezam, rezam, semeiam vida”.
Francisco completou com mais uma observação e um pedido:
“A oração semeia vida. A pequena oração… Por isso é importante ensinar as crianças a rezar. Me dói quando encontro crianças e faço o Sinal da Cruz e elas fazem assim, fazem um gesto, não sabem fazê-lo. Ensine as crianças a fazerem bem o Sinal da Cruz: é a primeira oração! Que as crianças aprendam a rezar. Depois, talvez, elas se esqueçam, sigam outro caminho; mas isso permanece no coração, porque é uma semente de vida, a semente do diálogo com Deus".

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Hoje celebramos 100 anos do nascimento de São João Paulo II, o “Papa da família”

EAST NEWS
Família de São João Paulo II: o pai Karol, a mãe Emilia e o irmão mais velho Edmundo


Redação da Aleteia | Maio 18, 2020
Ele, no entanto, perdeu muito cedo a própria família: a mãe aos 9 anos, o irmão aos 12 e o pai aos 21. Um futuro Papa a sós no mundo, mas nunca sozinho.

Neste 18 de maio de 2020, celebramos o centenário de nascimento de São João Paulo II, o “Papa da família”, como foi descrito no dia da sua canonização pelo Papa Francisco.
De fato, a família foi a instituição mais apaixonadamente defendida pelo pontífice polonês, a ponto de ele ter chegado a declarar:
“Em torno da família se trava o combate fundamental da dignidade do homem”.
O amor do Papa Wojtyła pela família vinha de casa. Os seus pais, aliás, acabam de ter aberta, na Polônia, a fase diocesana do seu processo de beatificação.

E é sobre essa família polonesa e católica, sofrida, mas cheia de fé, esperança e amor cristão, que nos fala um artigo especial assinado no Vatican News por Alessandro Gisotti, vice-diretor editorial dos meios de comunicação da Santa Sé.

Gisotti observa que basta ler os dados biográficos básicos da mãe, Emilia, e do pai, Karol, de quem herdou o nome, para se compreender o quanto o testemunho deles influenciou profundamente a personalidade do futuro pontífice, nascido na pequena cidade de Wadowice, no extremo sul da Polônia, em 18 de maio de 1920.
Continuar a ler

Leia também: 
São João Paulo II faria 100 anos em 18 de maio – e Bento XVI escreve carta especial


Leia também:
São João Paulo II em imagens: de um jeito que você nunca tinha visto antes


quinta-feira, 14 de maio de 2020

O milagre eucarístico que ocorreu em Fátima

Public Domain
Philip Kosloski | Maio 13, 2020
Francisco e Jacinta receberam a Primeira Comunhão de um anjo quando ainda não tinham acesso aos sacramentos

Por muitos séculos na Igreja Católica, receber a Comunhão só era permitido a crianças de 12 anos ou mais. Isso mudou em 1910, quando o Papa Pio X reduziu o requisito para a “idade da razão”, geralmente em torno de 6 ou 7 anos.
No entanto, as paróquias locais demoraram a implementar a mudança e, em Fátima, os videntes Francisco e Jacinta ainda não haviam recebido sua Primeira Comunhão na época da primeira aparição, em 1916, apesar de já terem 8 e 6 anos de idade.

Sem acesso à Eucaristia, os três pastorinhos foram visitadas por um anjo em 1916, uma visão que precedeu seu encontro com a Virgem Maria no ano seguinte.

Segundo um relato escrito por Lucia, eles olharam para cima e viram: “brilhando sobre nós uma luz estranha. Levantamos nossas cabeças para ver o que estava acontecendo. O anjo segurava na mão esquerda um cálice e, acima, no ar, havia uma hóstia de onde caíam gotas de sangue no cálice”. O anjo então ensinou às crianças uma oração a ser recitada.

Eis a oração:
Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-vos profundamente e ofereço-vos o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade mais preciosos de Jesus Cristo, presentes em todos os sacrários do mundo, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças através dos quais Ele é ofendido. E pelos infinitos méritos do Seu Sagrado Coração e do Imaculado Coração de Maria, rogo pela conversão dos pobres pecadores.
Então Lucia regista: “Depois que ele se ergueu, pegou novamente na mão o cálice e a hóstia. Ele me deu a hóstia, e deu o conteúdo do cálice a Jacinta e Francisco, dizendo ao mesmo tempo: ‘Comei e bebei o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo terrivelmente indignado com a ingratidão dos homens. Oferecei em reparação por eles e consolarão a Deus.’”

Esse episódio marcou a primeira vez que Francisco e Jacinta receberam a Eucaristia, embora de maneira milagrosa. Mais tarde, Francisco receberia sua Primeira Comunhão normal pouco antes de morrer. Em certo sentido, foi uma “comunhão espiritual” milagrosa que preencheu a lacuna entre os céus e a terra.

O milagre nos lembra que Deus não pode ser limitado em sua generosidade e que Ele pode estar presente em nosso meio mesmo nas circunstâncias mais difíceis.

Semelhante à maneira como Jesus ressuscitado apareceu a seus apóstolos quando eles se trancaram em uma sala, Jesus veio a essas crianças, mesmo que elas não tivessem acesso aos sacramentos.

Que nunca esqueçamos que Deus está presente entre nós e nos visitará se abrirmos a porta para Ele.

terça-feira, 12 de maio de 2020

O Papa Francisco e o testemunho cristão em tempos de pandemia

HANDOUT/AFP/East News
Francisco Borba Ribeiro Neto | Maio 10, 2020
O mais impactante em Francisco é sua profunda empatia, que gera nas pessoas uma percepção de estarem sendo amadas por ele

Um dos grandes e inesperados dons desse período de pandemia é a abundância de oportunidades de conversão e testemunhos. Essa é uma riqueza particular desse momento histórico, pois o cristianismo se difunde e se mantem no mundo por obra da Graça, mas com a colaboração humana.
A força dessa colaboração está justamente no testemunho, ainda que não bastem apenas boas ações e exemplos virtuosos, é necessário que exista o anúncio da Fonte de onde nascem essas obras e essas virtudes, para que o testemunho não seja confundido com boas intenções ou virtuosimos meramente humanos.

Nesse tempo, felizmente, exemplos de solidariedade e até de heroismo no serviço ao irmão acontecem não só entre os cristãos. Crises e catástrofes tendem a fazer aparecer um espírito de fraternidade e doação que é inerente ao ser humano, feito à imagem de Deus, mas que costuma ficar submerso nas preocupações e nos interesses do cotidiano. Esse espírito é uma das mais evidentes “sementes do Verbo”, da qual falam vários documentos da Igreja. Mas então, podemos nos perguntar, o que caracterizaria o testemunho cristão nesse tempo? É bom lembrar que essa questão não deve nascer de uma posição farisaica, de querer descobrir “o que nos faz melhores do que os outros”, mas de um desejo sincero de aderir de forma mais pura e integral a Cristo.

O exemplo de Francisco

Com o coronavirus, o Papa Francisco vem se tornando uma referência cada vez maior. Ele é, sem dúvida, um dos primeiros e mais evidentes exemplos de testemunho cristão para o qual devemos olhar nesse momento. Por que ele atrai tanto as pessoas para si? Uma primeira resposta, verdadeira sem dúvida, é por sua humildade e sua solidariedade com os mais pobres e vulneráveis. Mas, se formos analisar com mais cuidado, veremos que essa é apenas a “ponta do iceberg”. Existe muito mais em seu testemunho. O mais impactante em Francisco é sua profunda empatia, que gera nas pessoas uma percepção de estarem sendo amadas por ele. Diferentemente da maioria dos líderes internacionais, ele demonstra estar realmente interessado no bem de cada um. Suas preocupações não nascem de um cálculo político ou de um poder destinado a sobrepujar os adversários – como frequentemente vemos em chefes de Estado e gurus da moda. Daí vem sua credibilidade e sua força.

Sendo assim, Francisco revela algo sobre nós mesmos e sobre Deus. Todos desejamos ser amados de modo particular, sermos realmente importantes e insubstituíveis para alguém, Deus nos fez com esse anseio porque Ele pode satisfazê-lo. Só podemos nos entregar integralmente a esse desejo de sermos amados quando encontramos Aquele que nos ama. O Papa nos testemunha que esse anseio profundo não precisa ficar escondido em nosso coração ou confinado à esfera romântica, mas pode ser o princípio que ordena nossas relações com o mundo, desde a vida na família até o aquecimento global… Não por nosso mérito, mas porque Deus existe e seu amor é real. A experiência de ser amado aguça o desejo de amar, a dor por aqueles que sofrem e o compromisso solidário. Esse é o grande e fundamental testemunho de Francisco… Essa é a experiência que cada um de nós é chamado a viver e testemunhar no mundo, mais ainda nesse período de pandemia.

A esperança que vem do Amor

Com o amor, vêm a confiança, a fé e a esperança. O cristão não tem esperança por uma ilusória força do pensamento positivo, mas pela confiança no poder de um amor que já foi experimentado, mesmo que de forma tímida e inicial. Aqueles que contemplaram um ancião solitário, numa tarde chuvosa, dar a benção Urbi et orbi a um mundo outrora triunfante, mas que agora se encolhe, doente, solitário e triste, perceberam a força desse amor – e tiveram mais esperança.
Num dos últimos parágrafos da Laudato si’, o Papa escreve: “Juntamente com todas as criaturas, caminhamos nesta terra à procura de Deus […] Caminhemos cantando; que as nossas lutas e a nossa preocupação por este planeta não nos tirem a alegria da esperança. Deus, que nos chama a uma generosa entrega e a oferecer-Lhe tudo, também nos dá as forças e a luz de que necessitamos para prosseguir. No coração deste mundo, permanece presente o Senhor da vida que tanto nos ama” (LS 244-245).

Esse é o testemunho que nós e o mundo precisamos, para superar as adversidades dessa pandemia.

domingo, 10 de maio de 2020

Fim de contágios em hospital da Itália é atribuído a ícone de Nossa Senhora

Nossa Senhora de Capocolonna

Redação da Aleteia | Maio 07, 2020

Com o quadro de Nossa Senhora de Capocolonna no Hospital São João de Deus, doentes de covid-19 começaram inexplicavelmente a se curar

Desde que um quadro representando Nossa Senhora de Capocolonna foi levado em 26 de março para o Hospital São João de Deus, em Crotone, na região italiana da Calábria, os contágios pelo coronavírus começaram a se reduzir notavelmente na província.

O relato do capelão do hospital

O capelão do hospital, pe. Claudio Pirillo, relatou ao site católico Il Timone que a imagem da padroeira da Calábria tinha sido enviada a pedido do arcebispo de Crotone, dom Angelo Raffaele Panzetta, como forma de encorajamento espiritual aos doentes. Segundo o pe. Claudio, os contágios começaram a parar depois da chegada o ícone ao hospital. Ele atribui o fato à fé em Deus, inspirada e aprofundada pela confiança das pessoas em Maria.

“Os caminhos de Nosso Senhor são realmente misteriosos, mas, de uma perspectiva de fé, temos que dizer que, se não acreditássemos, não a teríamos trazido até aqui e não teríamos confiado nela. Neste caso, é sempre melhor acreditar, até porque não sabemos o que teria acontecido, quantos mortos haveria, se Nossa Senhora não tivesse entrado no recinto em que foi acolhida com a mesma devoção dos habitantes de Crotone que a retiraram das águas no século XVI”.
 A história da devoção a Nossa Senhora de Capocolonna

A devoção à “Madonna di Capocolonna”, de fato, envolve uma cena semelhante à que está na origem da devoção a Nossa Senhora Aparecida: o fato de que a sua imagem foi resgatada das águas por um pescador.

Era o ano de 1519 quando o ícone de Nossa Senhora amamentando o Menino Jesus caiu em mãos dos turcos otomanos, que haviam invadido a cidade. Eles tentaram queimar o ícone, mas a imagem não pegou fogo. Intimidados, os invasores muçulmanos jogaram a imagem no mar, mas o quadro foi flutuando rumo à praia. Um pescador o encontrou e o manteve escondido. Quando estava prestes a morrer, ele entregou a imagem ao povo da cidade, que, desde então, invoca Nossa Senhora de Capocolonna como protetora contra invasões, pestes e terremotos.

sábado, 9 de maio de 2020

8 de maio: o Papa pede que hoje elevemos esta Súplica à Rainha do Santo Rosário

A súplica foi escrita em 1883 pelo beato Bartolo Longo sob o título “Ato de Amor à Virgem Maria”

Nesta sexta, 8 de maio, será elevada no Santuário de Pompeia, no sul da Itália, uma “intensa oração da Súplica à Rainha do Santo Rosário“, conforme foi recordado pelo Papa Francisco no final da Audiência geral desta quarta-feira, 6.
O Papa exortou todos os fiéis a se unirem espiritualmente a este “popular ato de fé e devoção”, realizado todos os anos em 8 de maio e também no primeiro domingo de outubro.

A oração da Súplica à Rainha do Santo Rosário de Pompeia foi escrita em 1883 pelo beato Bartolo Longo sob o título “Ato de Amor à Virgem Maria“, em atenção à recomendação do Papa Leão XIII para que se rezasse o terço a fim de enfrentar os males da sociedade.

No momento atual, Francisco convida todos a rezarem “para que, pela intercessão de Nossa Senhora, o Senhor conceda misericórdia e paz à Igreja e a todo o mundo“.

O arcebispo de Pompeia, dom Tommaso Caputo, declarou ao Vatican News a respeito desta devoção:
“Devemos rezar com o coração de filhos que se dirigem à sua mãe. Estamos precisando realmente de tudo e tudo devemos pedir ao Senhor, sabendo que temos uma advogada no Céu. Recordemos o episódio das Bodas de Caná, o primeiro milagre de Jesus. Maria, referindo-se aos esposos, diz ao Filho: ‘Eles não têm mais vinho’. E Jesus lhe responde: ‘Que queres de mim, mulher? Minha hora ainda não chegou’. Depois, porém, Ele faz o que Sua Mãe pediu. Pensemos então no quanto Maria é importante, no quanto é poderosa a sua intercessão. É a ela que temos que pedir, pedir, pedir. E com a Súplica, a oração de Pompeia, fazemos isso de modo especial, fazemos todos juntos. A Súplica que nasceu da inspiração do beato Bartolo Longo, leigo, escrita em 1883, é uma prece ‘coral’. Assim como no ‘Pai Nosso’ nos dirigimos a Deus não individualmente, mas com os outros, também o fazemos na Súplica. Há um ponto que se diz na Súplica: ‘Debruça, ó Maria, o teu olhar piedoso sobre nós’. Ou seja, sobre todos nós, não apenas a mim, mas a nós. E a postura com que devemos entrar em oração é a de compreender também os outros, todos os irmãos”.
A Súplica à Rainha do Santo Rosário de Pompeia

Ó Rosário bendito de Maria,
doce cadeia que nos prende a Deus,
vínculo de amor que nos une aos Anjos,
torre de salvação contra os assaltos do inferno,
porto seguro no naufrágio geral,
não te deixaremos nunca mais.
Serás o nosso conforto na hora da agonia.
Seja para ti o último beijo da vida que se apaga.
E a última palavra dos nossos lábios
há de ser o vosso nome suave,
ó Rainha do Rosário de Pompeia,
ó nossa Mãe querida,
ó Refúgio dos pecadores,
ó Soberana consoladora dos tristes.
Sede bendita em todo o lado,
hoje e sempre, na terra e no céu.
Amém.

Ler mais a história desta poderosa oração

sexta-feira, 1 de maio de 2020

O combate espiritual de cada casal

Para viver plenamente como um só coração e construir uma relação sólida, cada casal deve lutar contra os seus próprios demónios
George Rudy - Shutterstoc
Muitos casais relatam viver um conflito entre seu ideal de casamento e o que experimentam diariamente. Eles começaram essa jornada com o desejo de viver o relacionamento de acordo com os Atos dos Apóstolos, com “um só coração, uma só alma” (Atos 4, 32), e descobrem que a realidade não se enquadra nesse belo ideal. Eles sentem então um imenso vazio nesta aventura que imaginaram emocionante, e procuram entender o que está acontecendo – apesar de terem medo de descobrir que sua visão de relacionamento foi talvez uma visão muito sonhadora ou utópica.

Lutar contra os seus próprios demónios

Um relacionamento se mantém porque faz sentido para o casal ter “uma catedral a construir”. E o sentido que alguns casais dão à vida no início do casamento é, como os primeiros cristãos, de viver em grande generosidade, render-se à Providência e ao amor do “irmão”. Uma verdadeira catedral a construir! Uma obra que exige coragem, perseverança, vontade firme e muita humildade. E principalmente, exige lutar contra seus próprios demônios (egoísmo, sede de poder, falta de respeito), as chamadas paixões da alma, como diz São Francisco de Sales. Um verdadeiro caminho de luta, como expõe São Paulo em sua Carta aos Romanos (Rm 7). Um caminho que atende ao nosso desejo interior de realização.

Escolher viver a dois durante a vida toda é bastante exigente, tanto de forma pessoal quanto conjugal. É preciso compreender que o casal não é feito da adição das duas pessoas, que a vida profunda do casal não é a justaposição da vida interior de cada um – mesmo sabendo que possuir uma vida pessoal interior saudável é indispensável para um relacionamento saudável. O casal é como um novo e único ser, nascido do desejo de viajar juntos pelas rotas da vida, e de cumprir uma missão específica enraizada no compromisso usque ad mortem. Até o fim de nossas vidas, dizemos modestamente durante a cerimónia de casamento sacramental.

E o primeiro campo de ação desse combate espiritual pelo qual todos passamos, é sem dúvida o do relacionamento com seu cônjuge. Nosso irmão mais próximo, que tantas vezes nos faz ver a nós mesmos. Os casais que desejam redescobrir essa chama interior que os entusiasmava terão que retornar a si mesmos e visitar ou revisitar todas essas áreas que dão sentido às suas vidas, passando sob o crivo da sua vivência “ordinária”. E então seu medo, sem dúvida, se transformará em energia poderosa, pois a verdade nos liberta!

Marie-Noël Florant