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terça-feira, 7 de julho de 2020

Os 3 ensinamentos de São João Batista


Padre Francesco Occhetta | Jun 23, 2017

Saber se dar, voltar à honestidade e não maltratar os mais fracos

São João Batista é um dos santos mais retratados na arte cristã. Reconhecê-lo é fácil: o profeta que se alimentava de gafanhotos e mel silvestre usa uma veste de pele de camelo e um cinto e está quase sempre junto a um cordeiro, imagem que evoca Jesus, o Cordeiro de Deus.
João, cujo nome significa “Deus é misericórdia”, é o último profeta do Antigo Testamento. A Igreja o homenageia tanto no dia do seu martírio (29 de agosto) quanto no do nascimento (24 de junho), data-marco dos seis meses que antecedem o nascimento de Jesus, segundo as palavras do Arcanjo Gabriel a Maria. São João Batista, junto com Jesus e Nossa Senhora, é o único santo a quem a Igreja celebra no dia do nascimento neste mundo, já que a tradição é celebrar os santos no dia do seu nascimento para a vida eterna. Saiba mais sobre esses 3 aniversários especiais.

João teria nascido em Ain Karim, cerca de sete quilômetros a oeste de Jerusalém, numa família sacerdotal: seu pai, Zacarias, era da classe de Abias, e sua mãe, Isabel, descendia de Aarão. “Chamar-se-á João”, afirmou seu pai.

No décimo quinto ano de Tibério (28-29 d.C.), iniciou a sua missão no rio Jordão: pregar e batizar. Daqui vem o nome “Batista”.

Quando batiza Jesus, João revela a identidade de Deus:

“Eis o Cordeiro de Deus, eis aquele que tira o pecado do mundo!”

terça-feira, 16 de junho de 2020

7 virtudes-chave do católico: as 3 teologais e as 4 cardeais

Dave Dugdale CC
Redação da Aleteia | Jun 16, 2020
As virtudes são disposições estáveis de praticar o bem, aperfeiçoadas pelo hábito. Elas podem ser humanas ou teologais.

As virtudes são disposições estáveis de praticar o bem, que se aperfeiçoam com o hábito. Elas podem ser humanas ou teologais: as virtudes humanas são adquiridas por meio do aprendizado e da prática, ao passo que as virtudes teologias são resultado da presença do Espírito Santo em nós, agindo sobre as nossas faculdades e suprindo as nossas fragilidades.
As 3 virtudes teologais
Wikipedia | Domena publiczna
“Teologal” se refere àquilo que tem a ver com Deus. As virtudes da Fé, Esperança e Caridade são teologais porque Ele próprio as concede a nós, convidando-nos a praticá-las de modo cada vez mais perfeito.

1 – Fé
A fé teologal nos leva a acreditar no Deus Uno e Trino, que é Pai Criador, Filho Salvador e Espírito Santo Santificador. Somente pela fé podemos conhecer a Verdade do Deus Altíssimo, revelada nas Sagradas Escrituras. É um dom. A fé teologal é muito mais segura do que a fé natural que temos nas pessoas, por exemplo. Pelo dom da fé, cremos na Revelação divina manifestada a nós ao longo da trajetória da criação e da humanidade: pelos Profetas, pelo Filho de Deus que é a Palavra Eterna, pelo testemunho dos Apóstolos, pelo Magistério confiado à Igreja.

2 – Esperança
A esperança teologal é a virtude pela qual desejamos e esperamos solidamente em Deus e em tudo o que Ele tem de maravilhoso para nós, seja nesta terra, seja na eternidade que Ele coloca ao nosso alcance respeitando o nosso livre arbítrio de aceitá-la ou recusá-la. A esperança teologal nos ajuda a enfrentar e vencer os obstáculos, sabendo que Deus é por nós. Maria é um exemplo perfeito de esperança teologal contra toda esperança meramente humana, pois ela manteve a plena e firme certeza de que, apesar dos sofrimentos, dos silêncios, da cruz e da morte, Deus jamais falharia. Ela esperou em Deus e não se viu defraudada.

3 – Caridade ou Amor teologal
A caridade, como virtude teologal, não é a simples beneficência ou filantropia, mas sim a plenitude do amor, por ser participação nossa no Amor de Deus mesmo, que, aliás, é Amor puro. Deus é Amor e nos convida a participar de Si mesmo mediante a virtude teologal da caridade, pela qual O amamos acima de tudo e de todos e amamos ao próximo como a nós mesmos, dispostos inclusive a dar a vida por amor.

As 4 virtudes cardeais
Sharon Mollerus | CC BY 2.0
“Cardo” em latim quer dizer “eixo”. Daí é que vem o termo que descreve as virtudes humanas da Prudência, da Justiça, da Fortaleza e da Temperança: elas são chamadas de virtudes cardeais por serem os eixos da vida virtuosa.

1 – Prudência
A prudência é a virtude do saber escolher. Não se trata de escolher entre coisas fúteis: a prudência nos ajuda a escolher os meios adequados para fazer o bem e vencer o mal. Essa escolha crucial precisa ser feita incontáveis vezes ao longo da vida e em meio a todo tipo de circunstâncias. É da prudência que Jesus fala ao nos dizer:
“Eis que vos mando como ovelhas no meio de lobos. Sede, pois, prudentes como a serpente e simples como as pombas” (Mt 10, 16).
Podemos pecar contra a prudência de dois modos:

Por falta: a imprudência pode ser por precipitação, quando agimos sem refletir, ou por descuido, quando até refletimos, mas ainda assim fazemos mal feito.

Por excesso: trata-se da astúcia maliciosa, quando nos precavemos para ocultar um mal que praticamos, geralmente em relação a cuidados desvirtuados com a vida material.

2 – Justiça
É a virtude que nos leva a dar a cada um o que lhe é devido, incluindo a nós mesmos e a Deus. Por justiça, quando compramos algo, pagamos o seu valor; quando tomamos emprestado, assumimos o dever de restituir; quando contraímos uma obrigação, comprometemo-nos a cumpri-la. Quando se peca contra a justiça, o arrependimento e a confissão não bastam: a lesão cometida contra a pessoa que prejudicamos deve ser reparada.

Do ponto de vista religioso, a justiça está essencialmente ligada à santidade, manifestando-se no cumprimento dos mandamentos, na luta para manter a alma unida à Santíssima Trindade mediante a graça santificante e na fidelidade aos deveres do próprio estado: leigo, sacerdotal, matrimonial.

Na ordem das bem-aventuranças, a justiça é seguida da misericórdia, pois o Coração amoroso do Pai nos inspira a não somente dar o que é devido, mas ir além da obrigação e, com esforço cristão, compreender os defeitos de quem nos rodeia, perdoar setenta vezes sete (sempre), auxiliar para que os defeitos sejam superados e, principalmente, amar a todos, inclusive os que se apresentam cheios de defeitos e até aqueles que nos fazem o mal. É o que rezamos no Pai-Nosso: “…Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”.

3 – Fortaleza
É a virtude que nos dota de segurança em tudo o que fazemos, principalmente nas dificuldades e contrariedades, ajudando-nos a vencer o medo. Ela nos dá suporte e constância na procura do bem, firmando em nós a resolução de resistir às tentações e superar os obstáculos na vida moral (cf. Catecismo da Igreja Católica, 1808).

A força não é virtude apenas dos heróis: ela está em cada escolha feita por nós em nosso dia-a-dia.

Na audiência geral de 15 de novembro de 1978, São João Paulo II nos ensinou:
“Segundo a doutrina de Santo Tomás, a virtude da fortaleza encontra-se no homem que está pronto a afrontar o perigo e a suportar a adversidade por uma causa justa, pela verdade, pela justiça, etc. A virtude da fortaleza requer sempre alguma superação da fraqueza humana e, sobretudo, do medo. O homem, por natureza, teme espontaneamente o perigo, os dissabores e os sofrimentos. É preciso, por isso, procurar os homens corajosos não só nos campos de batalha, mas também nas salas de um hospital ou num leito de dor. Tais homens podiam-se encontrar muitas vezes nos campos de concentração e nos locais de deportação. Eram autênticos heróis”.
4 – Temperança
É a virtude moral que modera a atração pelos prazeres e procura o equilíbrio no uso dos bens criados, conforme bem explica o Catecismo da Igreja Católica (cf. nº 1809). Ela é o “freio da alma”, que nos faz usar com moderação os bens temporais: comida, bebida, sono, diversão, sexo, conforto… A temperança nos ensina que para o uso de cada bem há tempo certo, contexto próprio e quantidade adequada.

Quem possui esta virtude tem domínio da vontade sobre os instintos: seus desejos não ultrapassam os limites da honestidade. É chamada também de “moderação” e “sobriedade”, como em Tt 2, 12, onde São Paulo diz que devemos “viver com moderação, justiça e piedade neste mundo”.

São João Paulo II, durante um encontro com os jovens na Basílica Vaticana, declarou sobre a temperança:
“O homem temperante é aquele que é senhor de si mesmo; aquele em que as paixões não tomam a supremacia sobre a razão, sobre a vontade e sobre o coração. Entendamos, portanto, como a virtude da temperança é indispensável para que o homem seja plenamente homem, para que o jovem seja autenticamente jovem. O triste e aviltante espetáculo de um alcoólico ou de um drogado nos faz compreender claramente que ‘ser homem’ significa, antes de qualquer outra coisa, respeitar a própria dignidade, isto é, deixar-se conduzir pela virtude da temperança. Dominar a si mesmo, as próprias paixões e a sensualidade não significa de maneira nenhuma tornar-se insensível, indiferente; a temperança de que falamos é virtude cristã, que aprendemos com o ensino e o exemplo de Jesus, e não com a chamada moral ‘estoica’”.

terça-feira, 25 de junho de 2019

Os milagres e a ciência confirmaram juntos o tipo sanguíneo de Jesus Cristo?

O que a ciência concluiu após analisar fenómenos eucarísticos inexplicáveis e o misterioso tecido do Santo Sudário

O mais antigo milagre eucarístico de que se tem registro na história da Igreja ocorreu na Itália por volta do ano 700.
O lugar era o vilarejo de Lanciano, povoado antiquíssimo cujo nome vem justamente do primitivo termo “L’Anciano”, ou seja, o ancião, o velho. Lá viviam, no mosteiro de São Legoziano, os monges de São Basílio. Entre eles, um que acreditava mais na sua cultura mundana do que nas coisas de Deus. A sua fé parecia vacilante e, todos os dias, ele era perseguido pela dúvida de que a hóstia consagrada fosse mesmo o verdadeiro Corpo de Cristo e o vinho o Seu verdadeiro Sangue. A Graça Divina, porém, nunca o abandonou, fazendo-o rezar continuamente para que esse insidioso espinho da dúvida saísse do seu coração.

Do tormento da dúvida ao júbilo do milagre

Certa manhã, celebrando a Santa Missa atormentado mais do que nunca pela dúvida, ele viu, após proferir as palavras da consagração, que a hóstia se convertera em Carne viva e o vinho em Sangue vivo. Sentiu-se confuso e dominado pelo temor diante de tão espantoso milagre, permanecendo longo tempo transportado a um êxtase sobrenatural. Até que, em meio a transbordante alegria, o seu rosto, banhado em lágrimas, voltou-se para as pessoas presentes e disse:

“Ó bem-aventuradas testemunhas, diante de quem, para confundir a minha incredulidade, o Santo Deus quis desvendar-se neste Santíssimo Sacramento e tornar-se visível aos nossos olhos! Vinde, irmãos, e admirai o nosso Deus que se aproximou de nós! Eis aqui a Carne e o Sangue do nosso Cristo muito amado!”


A estas palavras, as testemunhas se precipitaram até o altar e começaram também a chorar e pedir misericórdia. Logo espalhou-se a notícia por toda a pequena cidade, transformando o monge em um novo São Tomé.

Um milagre que dura 1300 anos

A Hóstia-Carne apresentava, como ainda hoje se pode observar, uma coloração ligeiramente escura, tornando-se rósea quando iluminada pelo lado oposto, e tinha aparência fibrosa; o Sangue era de cor terrosa, entre o amarelo e o ocre, coagulado em cinco fragmentos de forma e tamanho diferentes.
fot. EAST NEWS
Serenada a emoção de que todo o povo fora tomado, e dadas aos Céus as graças devidas, as relíquias foram agasalhadas num tabernáculo de marfim. A partir de 1713, e até hoje, a Carne passou a ser conservada numa custódia de prata, finamente cinzelada, ao estilo napolitano. O Sangue está contido numa rica e antiga ampola de cristal de rocha.

O que diz a ciência

Aos reconhecimentos eclesiásticos do milagre, veio juntar-se o pronunciamento da ciência moderna através de minuciosas e rigorosas provas de laboratório.

sábado, 31 de janeiro de 2015

Papa Francisco: nunca expulsar crianças que choram na igreja

O Papa Francisco afirmou que “o choro da criança é a voz de Deus”.
“As crianças choram, fazem barulho em todos os lugares. Mas nunca podemos expulsar as crianças que choram na igreja”, completou.
Falando de maneira improvisada, segundo o jornal romano “Il Messaggero”, o Papa recordou que, quando alguém se sente incomodado ao ver uma criança chorando na igreja e pede que ela seja retirada, está apagando a voz de Deus. Segundo Francisco, o choro das crianças “é a melhor pregação”.
Falando com a simplicidade de um pároco, o Papa recordou o que Jesus disse: “Deixai que as crianças venham a mim e não as impeçais, porque o Reino dos céus é daqueles que se assemelham a elas” (Mt 19, 14).
O contexto é significativo: o Papa visitou a paróquia de São José, na periferia de Roma, no dia 14 de dezembro.
Assim, o Bispo de Roma responde à tão comum situação de constrangimento dos pais nas missas de domingo, pois, se por um lado não querem perder a missa, por outro, não sabem com quem deixar seus filhos pequenos; muitos acabam deixando de ir à igreja para não receber olhares acusadores de outros fiéis.
O Papa Francisco recordou que o Natal é das crianças. E recordou aos adultos a alegria do significado profundo do nascimento de Jesus em um presépio.
O Natal não é só a ceia
A glória do Natal não se reduz a uma ceia pomposa, recordou o Papa durante a visita à paróquia.
Sem um texto preparado, acrescentou: “Mas, padre, nós fazemos uma grande ceia... Isso é ótimo, mas esta não é a verdadeira alegria cristã. A Igreja quer fazer entender o que é a verdadeira glória. Não podemos chegar ao dia 24 de dezembro dizendo que falta isso, falta aquilo... Esta não é a verdadeira glória cristã”.
O Papa se encontrou com crianças, jovens catequistas, ciganos e doentes. Nesta mesma visita, ele confessou 5 paroquianos. No final, celebrou a santa missa na paróquia romana sem apagar a voz de Deus: as crianças.