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domingo, 6 de outubro de 2019

Consistório 2019: Papa criou D. José Tolentino Mendonça como cardeal (atualizada – c/vídeo e fotos)

Octávio Carmo, enviado da Agência ECCLESIA ao Vaticano

Cidade do Vaticano, 05 out 209 (Ecclesia) – O Papa Francisco pronunciou hoje pelas 16h27 (menos uma em Lisboa) o nome do arcebispo português D. José Tolentino como novo cardeal da Igreja Católica, numa cerimónia que decorre na Basílica de São Pedro.

A celebração começou com um momento de oração em silêncio, do Papa, diante do altar da Confissão, sobre o túmulo do apóstolo São Pedro, seguindo-se a saudação dos novos cardeais, antes de uma oração proferida por Francisco, a leitura do Evangelho e a homilia.

Foto: Agência ECCLESIA
/Arlindo Homem
Após esta intervenção, o Papa leu a fórmula de criação e proclamou em latim os nomes dos cardeais, para os unir com “um vínculo mais estreito” à sua missão; seguiu-se a profissão de fé e o juramento dos novos cardeais, de fidelidade e obediência ao Papa e seus sucessores.

Cada um dos novos cardeais ajoelhou-se para receber o barrete cardinalício, de acordo com a ordem de criação: D. José Tolentino Mendonça foi o segundo dos 13 prelados presentes.

Francisco entregou ainda um anel aos cardeais para que se “reforce o amor pela Igreja”, seguindo-se a atribuição a cada cardeal uma igreja de Roma – que simboliza a “participação na solicitude pastoral do Papa” na cidade -, bem como a entrega da bula de criação cardinalícia, momento selado por um abraço de paz.

No anel cardinalício são evocadas as colunas da Basílica de São Pedro, a cruz e os apóstolos Pedro e Paulo.

sábado, 15 de junho de 2019

Vaticano: Papa defende «transição energética radical», perante responsáveis de empresas petrolíferas

«O tempo está a esgotar-se», denuncia Francisco

Cidade do Vaticano, 14 jun 2019 (Ecclesia) – O Papa apelou hoje no Vaticano a uma “transição energética radical”, falando perante responsáveis de empresas petrolíferas convocados pelo Departamento para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral (Santa Sé).

“Hoje, é necessária uma transição energética radical para salvar a nossa casa comum. Ainda há esperança e tempo para evitar os piores impactos da mudança climática, desde que haja uma ação rápida e resoluta”, declarou Francisco, numa audiência que decorreu na Casina Pio IV.

A intervenção abordou os riscos das mudanças climáticas e sublinhou que “o tempo está a esgotar-se”.

“Não nos podemos dar ao luxo de esperar que os outros se adiantem, ou dar prioridade aos benefícios económicos de curto prazo. A crise climática exige ação específica de nós, aqui e agora, e a Igreja está totalmente comprometida em fazer sua parte”, apontou.

O encontro com responsáveis de empresas petrolíferas mundiais tem como tema ‘A transição energética e a proteção da casa comum’.

“A crise ecológica de hoje, especialmente a mudança climática, ameaça o futuro da família humana”, denunciou o Papa.

Francisco assinalou a importância de respeitar o limiar máximo de aumento da temperatura nos 1,5º C.

“Em face de uma emergência climática, devemos tomar as medidas adequadas, a fim de evitar cometer uma grave injustiça em relação aos pobres e às gerações futuras”, sustentou o pontífice.

A reunião promovida pelo Vaticano debateu a transição energética e a transparência na notificação de riscos climáticos.

Após a audiência, representantes de “gigantes do petróleo” assinaram um compromisso para manter o aquecimento global abaixo de 2 graus celsius, com previsto no Acordo de Paris (2015), reconhecendo a necessidade de “uma transição” para uma economia de “baixo carbono”

Entre os CEO presentes no Vaticano estavam representantes da Eni, Exxon, Total, Repsol, BP, Shell, Sinopec, ConocoPhillips, Equinor e Chevron.

Os signatários assumem o objetivo de promover “mudanças radicais em todos os níveis” para realizar uma transição que envolva o “apoio dos mercados na adoção de combustíveis renováveis como fonte de energia”.

OC

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Bioética: Manifestação contra a eutanásia em Lisboa - 29 Maio 13h30

Lisboa, 15 mai 2018 (Ecclesia)
A Federação Portuguesa pela Vida, através da campanha «Toda a Vida tem Dignidade», está a organizar uma concentração, dia 29 deste mês, para se manifestar contra a eutanásia.

Esta iniciativa vai decorrer junto à Assembleia da República, em Lisboa, pelas 13h30, e nesse dia vão ser discutidos na Assembleia da República quatro projetos de lei que pedem a legalização da eutanásia, realça uma nota enviada à Agência ECCLESIA.

“Há momentos onde é preciso arriscar sair à rua e defender aquilo em que acreditamos”, sublinha o comunicado,

LFS

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Eutanásia: É necessário esclarecer e capacitar a sociedade para «prevenir desesperos» – Cardeal-patriarca

Abr 24, 2018 - 11:02

D. Manuel Clemente considera que o presidente da República assumirá as suas responsabilidades no debate em curso

Lisboa, 24 abr 2018 (Ecclesia) – O cardeal-patriarca de Lisboa afirmou que  a sociedade tem de estar habilitada para “acompanhar cada um dos seus membros” em “fases mais complexas” da vida e disse que “há tanto para fazer” no “campo dos cuidados paliativos”.

Em declarações à Agência ECCLESIA à margem da conferência “A Eutanásia e a Cultura do Cuidado”, que decorreu na Universidade Católica Portuguesa esta segunda-feira, D. Manuel Clemente afirmou que “o que está em causa é a vida” e é “importante e oportuno” debater a questão para que as pessoas tomem “consciência” do debate em curso.

A Assembleia da República deverá debater a legalização da eutanásia, a partir de projetos legislativos do PAN, do Bloco de Esquerda, dos Verdes e também do PS.

“O que está em causa é a vida, a promoção da vida e defesa da vida, com respeito por cada um, mas habilitando respostas capazes que passam sobretudo por uma sociedade que seja capaz de acompanhar cada um dos seus membros, especialmente nas alturas difíceis, prevenir desesperos, estarmos lá”, sublinhou o cardeal-patriarca de Lisboa.

Para D. Manuel Clemente, “há tanto para fazer” no “campo dos cuidados paliativos” e “é preciso ir para a frente” no prestação desses serviços de saúde a quem deles necessita.

“Que essa fase mais complexa da vida de cada um de nós, que mais tarde ou mais cedo pode chegar, seja devidamente acompanhada, que é o que a palavra paliativo quer dizer, é preciso ir para a frente”, acrescentou o cardeal-patriarca de Lisboa

Questionado pela Rádio Renascença sobre o silêncio do presidente da República em relação ao debate sobre a legalização da eutanásia em Portugal, D. Manuel Clemente disse que “não é preciso sequer apelar” para que se pronuncie porque “com certeza que tomará as suas responsabilidades”.

“Nem preciso de fazer esse apelo porque o Presidente da República tem-se mostrado sempre muito consciente das suas responsabilidades e por isso não deixará de as exercer, não é preciso sequer apelar. Quando for o caso, com certeza que tomará as suas responsabilidades”, afirmou o cardeal-patriarca de Lisboa.

A conferência “A Eutanásia e a Cultura do Cuidado” foi promovida pela Universidade Católica Portuguesa e pelo movimento “Toda a Vida tem dignidade”, com o apoio da Agência ECCLESIA e da Rádio Renascença, e contou com a presença de Theo A. Boer, que integrou a Comissão de Supervisão da Lei sobre a Eutanásia na Holanda.

LS/PR

segunda-feira, 19 de março de 2018

Bispos portugueses escreveram mensagem de «afeto e gratidão»

Lisboa, 19 mar 2018 (Ecclesia) – O Papa Francisco associou-se hoje à celebração do Dia do Pai, na data em que a Igreja Católica assinala a festa litúrgica de São José.

“Queridos Papás, felicitações pelo vosso dia! Sede para os vossos filhos como São José: guardiões do seu crescimento em idade, sabedoria e graça”, escreveu, na sua conta ‘@pontifex’, da rede social Twitter.

Em Portugal, a Comissão Episcopal do Laicado e Família (CELF) dirige uma mensagem a todos os pais, por ocasião da celebração do seu dia, a 19 de março, manifestando “afeto e gratidão” pelo papel que desempenham nas famílias.

“Como é bom ser pai e como é belo ser filho e ser filha! Neste dia dedicado ao Pai, dirigimos com alegria uma saudação cheia de afeto e gratidão a todos os pais atentos e dedicados à bela e difícil tarefa da educação de seus filhos”, refere o texto, enviado à Agência ECCLESIA.

O organismo da Conferência Episcopal Portuguesa destaca a importância da presença paterna “nos momentos marcantes e inaugurais” da vida dos seus filhos.

“Um pai sabe bem como é exigente, nos tempos atuais, a missão de educar: quanta proximidade, quanta doçura e quanta firmeza são necessárias”, acrescenta a mensagem.

O texto cita o Papa Francisco para destacar que um pai deve estar “próximo dos filhos no seu crescimento” e ser “presente, sempre”.

“Um bom pai faz perguntas diretas, não evita as conversas difíceis e com poucas palavras diz o que tem a dizer mesmo quando isso lhe custa”, pode ler-se.

A Igreja Católica evoca anualmente, a 19 de março, a figura de São José, patrono da Igreja universal, data em que celebra o Dia do Pai.

“Inspirados e abençoados por S. José e por Maria de Nazaré, que pais e filhos nunca se esqueçam de que tudo passa, menos o amor: permanece o amor que se recebeu, o amor que se deu e, sobretudo, o amor que se partilhou. Como é bom ser pai e como é belo ser filho e ser filha!”, conclui a mensagem do CELF.

OC

sábado, 23 de dezembro de 2017

A alegria dos pastores

Mensagem de Natal do bispo de Santarém às crianças
D. José Traquina
Quando Jesus nasceu em Belém, conta o evangelista São Lucas (2,8-20), de noite apareceu um anjo aos pastores que naquela região andavam a guardar o seu rebanho.

Ficaram cheios de luz e assustados, mas o anjo sossegou-os e deu-lhes uma boa notícia que era motivo de alegria para todas as pessoas: em Belém nasceu um Menino que é o Messias, o Salvador.
Ler + http://www.agencia.ecclesia.pt/noticias/documentos/a-alegria-dos-pastores/