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sábado, 25 de abril de 2020

CARTA DO PAPA FRANCISCO A TODOS OS FIÉIS PARA O MÊS DE MAIO DE 2020

Index
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Queridos irmãos e irmãs!

Já está próximo o Mês de Maio, no qual o povo de Deus manifesta de forma particularmente intensa o seu amor e devoção à Virgem Maria. Neste mês, é tradição rezar o Terço em casa, com a família; dimensão esta – a doméstica –, que as restrições da pandemia nos «forçaram» a valorizar, inclusive do ponto de vista espiritual.

Por isso, pensei propor-vos a todos que volteis a descobrir a beleza de rezar o Terço em casa, no mês de maio. Podeis fazê-lo juntos ou individualmente: decidi vós de acordo com as situações, valorizando ambas as possibilidades. Seja como for, há um segredo para bem o fazer: a simplicidade; e é fácil encontrar, mesmo na internet, bons esquemas para seguir na sua recitação.

Além disso, ofereço-vos os textos de duas orações a Nossa Senhora, que podereis rezar no fim do Terço; eu mesmo as rezarei no Mês de Maio, unido espiritualmente convosco. Junto-as a esta Carta, para que assim fiquem à disposição de todos.

Queridos irmãos e irmãs, a contemplação do rosto de Cristo, juntamente com o coração de Maria, nossa Mãe, tornar-nos-á ainda mais unidos como família espiritual e ajudar-nos-á a superar esta prova. Eu rezarei por vós, especialmente pelos que mais sofrem, e vós, por favor, rezai por mim. Agradeço-vos e de coração vos abençoo.

Roma, São João de Latrão, na Festa de São Marcos Evangelista, 25 de abril de 2020.


Francisco
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Oração a Maria

Ó Maria,
Vós sempre resplandeceis sobre o nosso caminho
como um sinal de salvação e de esperança.
Confiamo-nos a Vós, Saúde dos Enfermos,
que permanecestes, junto da cruz, associada ao sofrimento de Jesus,
mantendo firme a vossa fé.

Vós, Salvação do Povo Romano,
sabeis do que precisamos
e temos a certeza de que no-lo providenciareis
para que, como em Caná da Galileia,
possa voltar a alegria e a festa
depois desta provação.

Ajudai-nos, Mãe do Divino Amor,
a conformar-nos com a vontade do Pai
e a fazer aquilo que nos disser Jesus,
que assumiu sobre Si as nossas enfermidades
e carregou as nossas dores
para nos levar, através da cruz,
à alegria da ressurreição. Amen.

À vossa proteção, recorremos, Santa Mãe de Deus;
não desprezeis as nossas súplicas na hora da prova
mas livrai-nos de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita.
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Oração a Maria

«À vossa proteção, recorremos, Santa Mãe de Deus».

Na dramática situação atual, carregada de sofrimentos e angústias que oprimem o mundo inteiro, recorremos a Vós, Mãe de Deus e nossa Mãe, refugiando-nos sob a vossa proteção.

Ó Virgem Maria, volvei para nós os vossos olhos misericordiosos nesta pandemia do coronavírus e confortai a quantos se sentem perdidos e choram pelos seus familiares mortos e, por vezes, sepultados duma maneira que fere a alma. Sustentai aqueles que estão angustiados por pessoas enfermas de quem não se podem aproximar, para impedir o contágio. Infundi confiança em quem vive ansioso com o futuro incerto e as consequências sobre a economia e o trabalho.

Mãe de Deus e nossa Mãe, alcançai-nos de Deus, Pai de misericórdia, que esta dura prova termine e volte um horizonte de esperança e paz. Como em Caná, intervinde junto do vosso Divino Filho, pedindo-Lhe que conforte as famílias dos doentes e das vítimas e abra o seu coração à confiança.

Protegei os médicos, os enfermeiros, os agentes de saúde, os voluntários que, neste período de emergência, estão na vanguarda arriscando a própria vida para salvar outras vidas. Acompanhai a sua fadiga heroica e dai-lhes força, bondade e saúde.

Permanecei junto daqueles que assistem noite e dia os doentes, e dos sacerdotes que procuram ajudar e apoiar a todos, com solicitude pastoral e dedicação evangélica.

Virgem Santa, iluminai as mentes dos homens e mulheres de ciência, a fim de encontrarem as soluções justas para vencer este vírus.

Assisti os Responsáveis das nações, para que atuem com sabedoria, solicitude e generosidade, socorrendo aqueles que não têm o necessário para viver, programando soluções sociais e económicas com clarividência e espírito de solidariedade.

Maria Santíssima tocai as consciências para que as somas enormes usadas para aumentar e aperfeiçoar os armamentos sejam, antes, destinadas a promover estudos adequados para prevenir catástrofes do género no futuro.

Mãe amadíssima, fazei crescer no mundo o sentido de pertença a uma única grande família, na certeza do vínculo que une a todos, para acudirmos, com espírito fraterno e solidário, a tanta pobreza e inúmeras situações de miséria. Encorajai a firmeza na fé, a perseverança no serviço, a constância na oração.

Ó Maria, Consoladora dos aflitos, abraçai todos os vossos filhos atribulados e alcançai-nos a graça que Deus intervenha com a sua mão omnipotente para nos libertar desta terrível epidemia, de modo que a vida possa retomar com serenidade o seu curso normal.

Confiamo-nos a Vós, que resplandeceis sobre o nosso caminho como sinal de salvação e de esperança, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria. Amen.
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© Copyright - Libreria Editrice Vaticana

domingo, 10 de novembro de 2019

Bartolomeu dos Mártires: Vaticano apresenta novo santo como «modelo» para os bispos

Jornal e portal de notícias destacam canonização do arcebispo português, que se destacou na vida eclesial do século XVI

Cidade do Vaticano, 10 nov 2019 (Ecclesia) – O Vaticano destaca hoje no seu portal de notícias e no jornal ‘Osservatore Romano’ a canonização de frei Bartolomeu dos Mártires, arcebispo de Braga, no século XVI, que apresenta como um “modelo” para os bispos.

A leitura do decreto de canonização vai ser feita, esta tarde, pelo cardeal Angelo Becciu, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, durante a Missa de Ação de Graças que se celebra na Catedral de Braga.

Relicário com o osso da vértebra de
S. Bartolomeu dos Mártires
O portal ‘Vatican News’ evoca o percurso de vida do religioso dominicano, que concluiu os estudos teológicos e começou a lecionar em vários conventos de Lisboa e Évora, antes de ser prior no convento do Benfica.

Bartolomeu Fernandes nasceu a 3 de maio de 1514 em Verdelha, Mártires, na região de Lisboa, no seio de uma família humilde; em 1551 recebeu em Salamanca o grau de Mestre em Teologia.

Em 1559, aceita a nomeação como arcebispo de Braga, sucedendo a D. Frei Baltasar Limpo, na qual “tratará, em particular, da santificação do clero através do estabelecimento de diferentes escolas de teologia moral e da evangelização do povo”.

O novo santo é lembrado como “um bispo popular, preocupado com as questões sociais e empenhado nas obras de caridade”.

São Bartolomeu dos Mártires escreveu um catecismo que foi distribuído a todos os clérigos, dividido em duas partes: na primeira uma exposição do Pai-Nosso, da profissão de fé, dos Dez Mandamentos, dos pecados capitais e dos sacramentos; a segunda parte possuía práticas e sermões a serem lidos aos fiéis aos domingos e nos dias de festa.

“Bartolomeu foi um dos defensores do princípio da correção fraterna, adotando a correção dos hereges em segredo, ao invés de enviá-los para o Santo Ofício, ou de julgá-los em tribunais episcopais; com isso, tornava-se possível poupar o indivíduo de uma pena mais dura e da exposição pública”, recorda o Vaticano.

A nota biográfica destaca as mais de 90 visitas em todas as 1260 paróquias que faziam parte da Arquidiocese de Braga (na altura incluindo territórios bracarenses, de Viana do Castelo, Vila Real e Bragança), bem como o “verdadeiro programa de reforma pastoral”, que levou a cabo.

Os textos destacam a atuação do novo santo português durante o Concílio de Trento, onde esteve presente nas reuniões de 1562 e 1563, apresentando 268 petições.

Entre os seus livros conta-se o “Stimulus Pastorum”, uma obra em a responsabilidade dos bispos é destacada no papel da preservação dos costumes e na tarefa da salvação de almas, que estava entre os textos entregues para reflexão aos padres que participaram nos concílios Vaticano I e Vaticano II.

O processo canónico para o reconhecimento da santidade de Frei Bartolomeu dos Mártires foi estabelecido em 1643, com depoimentos recolhidos nas dioceses de Lisboa e Braga; seria declarado venerável por Gregório XVI a 23 de março de 1845.

Como milagre para a beatificação, foi reconhecida a cura de uma jovem portuguesa afetada por meningoencefalite; foi proclamado beato por João Paulo II na Praça de São Pedro, a 4 de novembro de 2001.

OC

Ler também: https://agencia.ecclesia.pt/portal/igreja-portugal-tem-um-novo-santo/

domingo, 6 de outubro de 2019

Consistório 2019: Papa criou D. José Tolentino Mendonça como cardeal (atualizada – c/vídeo e fotos)

Octávio Carmo, enviado da Agência ECCLESIA ao Vaticano

Cidade do Vaticano, 05 out 209 (Ecclesia) – O Papa Francisco pronunciou hoje pelas 16h27 (menos uma em Lisboa) o nome do arcebispo português D. José Tolentino como novo cardeal da Igreja Católica, numa cerimónia que decorre na Basílica de São Pedro.

A celebração começou com um momento de oração em silêncio, do Papa, diante do altar da Confissão, sobre o túmulo do apóstolo São Pedro, seguindo-se a saudação dos novos cardeais, antes de uma oração proferida por Francisco, a leitura do Evangelho e a homilia.

Foto: Agência ECCLESIA
/Arlindo Homem
Após esta intervenção, o Papa leu a fórmula de criação e proclamou em latim os nomes dos cardeais, para os unir com “um vínculo mais estreito” à sua missão; seguiu-se a profissão de fé e o juramento dos novos cardeais, de fidelidade e obediência ao Papa e seus sucessores.

Cada um dos novos cardeais ajoelhou-se para receber o barrete cardinalício, de acordo com a ordem de criação: D. José Tolentino Mendonça foi o segundo dos 13 prelados presentes.

Francisco entregou ainda um anel aos cardeais para que se “reforce o amor pela Igreja”, seguindo-se a atribuição a cada cardeal uma igreja de Roma – que simboliza a “participação na solicitude pastoral do Papa” na cidade -, bem como a entrega da bula de criação cardinalícia, momento selado por um abraço de paz.

No anel cardinalício são evocadas as colunas da Basílica de São Pedro, a cruz e os apóstolos Pedro e Paulo.

sábado, 15 de junho de 2019

Vaticano: Papa defende «transição energética radical», perante responsáveis de empresas petrolíferas

«O tempo está a esgotar-se», denuncia Francisco

Cidade do Vaticano, 14 jun 2019 (Ecclesia) – O Papa apelou hoje no Vaticano a uma “transição energética radical”, falando perante responsáveis de empresas petrolíferas convocados pelo Departamento para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral (Santa Sé).

“Hoje, é necessária uma transição energética radical para salvar a nossa casa comum. Ainda há esperança e tempo para evitar os piores impactos da mudança climática, desde que haja uma ação rápida e resoluta”, declarou Francisco, numa audiência que decorreu na Casina Pio IV.

A intervenção abordou os riscos das mudanças climáticas e sublinhou que “o tempo está a esgotar-se”.

“Não nos podemos dar ao luxo de esperar que os outros se adiantem, ou dar prioridade aos benefícios económicos de curto prazo. A crise climática exige ação específica de nós, aqui e agora, e a Igreja está totalmente comprometida em fazer sua parte”, apontou.

O encontro com responsáveis de empresas petrolíferas mundiais tem como tema ‘A transição energética e a proteção da casa comum’.

“A crise ecológica de hoje, especialmente a mudança climática, ameaça o futuro da família humana”, denunciou o Papa.

Francisco assinalou a importância de respeitar o limiar máximo de aumento da temperatura nos 1,5º C.

“Em face de uma emergência climática, devemos tomar as medidas adequadas, a fim de evitar cometer uma grave injustiça em relação aos pobres e às gerações futuras”, sustentou o pontífice.

A reunião promovida pelo Vaticano debateu a transição energética e a transparência na notificação de riscos climáticos.

Após a audiência, representantes de “gigantes do petróleo” assinaram um compromisso para manter o aquecimento global abaixo de 2 graus celsius, com previsto no Acordo de Paris (2015), reconhecendo a necessidade de “uma transição” para uma economia de “baixo carbono”

Entre os CEO presentes no Vaticano estavam representantes da Eni, Exxon, Total, Repsol, BP, Shell, Sinopec, ConocoPhillips, Equinor e Chevron.

Os signatários assumem o objetivo de promover “mudanças radicais em todos os níveis” para realizar uma transição que envolva o “apoio dos mercados na adoção de combustíveis renováveis como fonte de energia”.

OC

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

"É um escândalo ir à igreja e odiar os outros"

O papa Francisco afirmou durante sua primeira audiência geral de 2019, que é um "escândalo" ir à igreja e "odiar os outros".

A missa ocorreu esta manhã, dia 2, na Sala Paolo VI, no Vaticano. "Quantas vezes nós vemos o escândalo daqueles que vão à igreja, ficam o dia inteiro ali, todos os dias, e depois vivem odiando os outros ou falando mal das pessoas? Isso é um escândalo, vivem como ateus", acusou.

Segundo Francisco, se um fiel vai à igreja, deve "viver como filho e dar bom testemunho". "Há gente capaz de tecer orações ateias, sem Deus. Fazem isso para ser admirados pelos homens", acrescentou, dizendo também que muitos cristãos pensam que rezar seja "falar a Deus como um papagaio".

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

MENSAGEM «URBI ET ORBI» DO PAPA FRANCISCO

NATAL 2018
Sacada Central da Basílica Vaticana
Terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Queridos irmãos e irmãs, feliz Natal!

A vós, fiéis de Roma, a vós, peregrinos, e a todos vós que, das mais variadas partes do mundo, estais sintonizados connosco, renovo o jubiloso anúncio de Belém: «Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens do seu agrado» (Lc 2, 14).

Como os pastores, os primeiros que acorreram à gruta, ficamos maravilhados com o sinal que Deus nos deu: «Um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura» (Lc 2, 12). Em silêncio, ajoelhamo-nos e adoramos.

E que nos diz aquele Menino, nascido, para nós, da Virgem Maria? Qual é a mensagem universal do Natal? Diz-nos que Deus é um Pai bom, e nós somos todos irmãos.

Esta verdade está na base da visão cristã da humanidade. Sem a fraternidade que Jesus Cristo nos concedeu, os nossos esforços por um mundo mais justo ficam sem fôlego, e mesmo os melhores projetos correm o risco de se tornar estruturas sem alma.

Por isso, as minhas boas-festas natalícias são votos de fraternidade.

Fraternidade entre pessoas de todas as nações e culturas.

Fraternidade entre pessoas de ideias diferentes, mas capazes de se respeitar e ouvir umas às outras.

Fraternidade entre pessoas de distintas religiões. Jesus veio revelar o rosto de Deus a todos aqueles que o procuram.

E o rosto de Deus manifestou-se num rosto humano concreto. Apareceu, não sob a forma dum anjo, mas dum homem, nascido num tempo e lugar concretos. E assim, com a sua encarnação, o Filho de Deus indica-nos que a salvação passa através do amor, da hospitalidade, do respeito por esta nossa pobre humanidade que todos compartilhamos numa grande variedade de etnias, línguas, culturas... mas todos irmãos em humanidade!

Então, as nossas diferenças não constituem um dano nem um perigo; são uma riqueza. Como no caso dum artista que queira fazer um mosaico: é melhor ter à sua disposição ladrilhos de muitas cores, que de poucas.

A experiência da família no-lo ensina: irmãos e irmãs são diferentes um do outro e nem sempre estão de acordo, mas há um laço indissolúvel que os une, e o amor dos pais ajuda-os a quererem-se bem. O mesmo se passa com a família humana, mas, nesta, é Deus o «pai», o fundamento e a força da nossa fraternidade.

Que este Natal nos faça redescobrir os laços de fraternidade que nos unem como seres humanos, interligando todos os povos. Permita a Israelitas e Palestinenses retomar o diálogo e embocar um caminho de paz que ponha fim a um conflito que, há mais de setenta anos, dilacera a Terra escolhida pelo Senhor para nos mostrar o seu rosto de amor.

O Menino Jesus permita, à amada e atormentada Síria, reencontrar a fraternidade depois destes longos anos de guerra. Que a Comunidade Internacional trabalhe com decisão para uma solução política que anule as divisões e os interesses de parte, de modo que o povo sírio, especialmente aqueles que tiveram de deixar as suas terras e buscar refúgio noutro lugar, possa voltar a viver em paz na sua pátria.

Penso no Iémen com a esperança de que a trégua mediada pela Comunidade Internacional possa, finalmente, levar alívio a tantas crianças e às populações exaustas pela guerra e a carestia.

Penso depois na África, onde há milhões de pessoas refugiadas ou deslocadas e precisam de assistência humanitária e segurança alimentar. O Deus Menino, Rei da paz, faça calar as armas e surgir uma nova aurora de fraternidade em todo o Continente, abençoando os esforços de quantos trabalham para favorecer percursos de reconciliação a nível político e social.

O Natal robusteça os vínculos fraternos que unem a península coreana e consinta de prosseguir no caminho de aproximação empreendido para se chegar a soluções compartilhadas que a todos assegurem progresso e bem-estar.

Este tempo de bênção permita à Venezuela reencontrar a concórdia e, a todos os componentes da sociedade, trabalhar fraternalmente para o desenvolvimento do país e prestar assistência aos setores mais vulneráveis da população.

O Senhor recém-nascido leve alívio à amada Ucrânia, ansiosa por reaver uma paz duradoura, que tarda a chegar. Só com a paz, respeitadora dos direitos de cada nação, é que o país poderá recuperar das tribulações sofridas e restabelecer condições de vida dignas para os seus cidadãos. Solidário com as comunidades cristãs daquela Região, rezo para que possam tecer relações de fraternidade e amizade.

Que, diante do Menino Jesus, se redescubram irmãos os habitantes da querida Nicarágua, para que não prevaleçam as divisões e discórdias, mas todos trabalhem para favorecer a reconciliação e, juntos, construir o futuro do país.

Desejo lembrar os povos que sofrem colonizações ideológicas, culturais e económicas, vendo dilaceradas a sua liberdade e identidade, e que sofrem por causa da fome e da carência de serviços educativos e sanitários.

Penso de modo particular nos nossos irmãos e irmãs que celebram a Natividade do Senhor em contextos difíceis, para não dizer hostis, especialmente onde a comunidade cristã é uma minoria, por vezes frágil ou desconsiderada. Que o Senhor lhes conceda, a eles e a todas as minorias, viver em paz e ver reconhecidos os seus direitos, sobretudo a liberdade religiosa.

O Menino pequenino e com frio, que hoje contemplamos na manjedoura, proteja todas as crianças da terra e todas as pessoas frágeis, indefesas e descartadas. Possamos todos nós receber paz e conforto do nascimento do Salvador e, sentindo-nos amados pelo único Pai celeste, reencontrarmo-nos e vivermos como irmãos!

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Cardeal Gianfranco Ravasi destaca «capacidade criativa» da Igreja Católica em Portugal

Cidade do Vaticano, 02 fev 2018 (Ecclesia) – O presidente do Conselho Pontifício da Cultura (Santa Sé) elogiou a escolha do padre Tolentino Mendonça como orientador do tradicional retiro de Quaresma do Papa e dos seus colaboradores mais diretos, na Itália, de 18 a 23 de fevereiro.

“Penso que é um belo testemunho da capacidade criativa que a Igreja e a cultura portuguesas têm”, disse à Agência ECCLESIA o cardeal Gianfranco Ravasi.

O responsável do Vaticano fala do sacerdote português como um “amigo”, com quem partilha “a mesma sensibilidade, em relação à leitura da Bíblia”.

“Posso dizer que contribuí para que a escolha do Papa Francisco recaísse sobre ele, para a pregação dos exercícios espirituais”, adianta.

O cardeal Ravasi sublinha que a figura do padre Tolentino “está presente num jornal católico italiano [Avvenire, ndr]”, onde publica crónicas, e tem obras suas traduzidas na Itália.

O sacerdote madeirense, vice-reitor da Universidade Católica de Lisboa e consultor do Conselho Pontifício para a Cultura (Santa Sé), vai apresentar ao Papa e seus colaboradores mais diretos um conjunto de 10 reflexões, sobre o tema genérico “O elogio da sede”.

Os exercícios espirituais vão decorrer na Casa do Divino Mestre, dos religiosos paulistas, em Ariccia, arredores de Roma.

O retiro começa às 18h00 (menos uma em Lisboa) do domingo, 18 de fevereiro, com introdução, adoração eucarística e oração das vésperas.

“Aprendizes do espanto” é o título da reflexão do padre Tolentino Mendonça que servirá de introdução a todo ciclo dos exercícios.

Nos dias seguintes, o programa começa com a celebração da Missa às 07h30 locais, e a seguir, a primeira meditação às 09h30; a segunda meditação está prevista para as 16h00, antes da oração das vésperas e da adoração eucarística.

Na sexta-feira, último dia de retiro, está prevista uma única meditação.

Os temas escolhidos pelo sacerdote português são: “a ciência da sede”, “percebi que estava sedento”, “esta sede de nada”, “a sede de Jesus”, “as lágrimas contam uma sede”, “beber da própria sede”, “as formas do desejo”, “ouvir a sede das periferias”, e “a bem-aventurança da sede”.

Durante o período de retiro são suspensas todas as audiências, incluindo a audiência geral de quarta-feira.

José Tolentino Mendonça nasceu em Machico (Arquipélago da Madeira) em 1965 e foi ordenado padre em 1990; doutorado em Teologia Bíblica, em Roma.

Biblista, investigador, poeta e ensaísta, Tolentino Mendonça foi condecorado com o grau de Comendador da Ordem de Sant’lago da Espada por Aníbal Cavaco Silva, presidente da República, em 2015.

OC

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Igreja: Papa Francisco presta homenagem aos mártires dos séculos XX e XXI

Iniciativa promovida pela Comunidade de Santo Egídio, em Roma, vai dar voz à irmã do padre Jacques Hamel, assassinado em França

Cidade do Vaticano, 22 abr 2017 (Ecclesia) – O Papa Francisco vai rezar hoje em Roma pelos "novos mártires" dos séculos XX e XXI, numa iniciativa promovida pela comunidade católica de Santo Egídio.

No decorrer da celebração, estão previstos testemunhos de parentes e amigos de três mártires cuja memória está preservada na Basílica de São Bartolomeu, incluindo a irmã do padre Jacques Hamel, assassinado durante a Missa em Rouen, na França, a 26 de julho de 2016.

Após a homilia, o Papa vai passar em homenagem pelas seis capelas laterais da Basílica que conservam relíquias de mártires da Europa, África, América e Ásia, adianta a Rádio Vaticano.

“Vão ser acesas velas para acompanhar a oração pronunciada em memória das testemunhas da fé do século XX até os nossos dias: serão lembrados os arménios; os cristãos massacrados durante a I Guerra Mundial; os mártires da paz e do diálogo como os monges trapistas na Argélia; o padre Andrea Santoro na Turquia; as vítimas da máfia”, acrescenta a nota.

Os presentes vão rezar ainda por figuras como a do arcebispo salvadorenho D. Oscar Arnulfo Romero, os bispos Mar Gregorios Ibrahim, Paul Yazigi e opadre Paolo Dall’Oglio, de quem não se tem notícia desde que foram sequestrados na Síria.

No final da oração, o Papa Francisco vai encontrar-se com um grupo de refugiados que chegou à Itália graças aos corredores humanitários criados com o apoio da Comunidade de Santo Egídio, além de mulheres vítimas do tráfico humano e menores desacompanhados.

Desde o Jubileu do ano 2000, a pedido de São João Paulo II, a Basílica de São Bartolomeu custodia relíquias de mais de trinta mártires.

A Comunidade de Santo Egídio é uma organização católica fundada em 1968 por Andrea Riccardi, no bairro de Trastevere, em Roma, Itália, que se dedica à caridade, à evangelização e à promoção da paz.

Atualmente este movimento de leigos está presente em mais de 70 países, incluindo Portugal.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Vaticano: Papa celebra 79.º aniversário

Festa começou um dia antes, na Praça de São Pedro

Cidade do Vaticano, 17 dez 2015 (Ecclesia) - O Papa celebra hoje o seu 79.º aniversário, num dia que começa com a habitual Missa diária às 07h00 de Roma (menos uma em Lisboa) e prossegue com a habitual agenda de encontros.

Esta manhã, o Papa Francisco para além da audiência aos embaixadores da Guiné, Letónia, Índia e Barém, para apresentação de credenciais, recebeu também cerca de 60 crianças e jovens da Ação Católica Italiana, para as felicitações de Natal, que lhe cantaram os parabéns e oferecem um bolo de aniversário.

A celebração, no entanto, tinha começado já esta quarta-feira, no final da audiência pública semanal, com os fiéis reunidos na Praça de São Pedro a cantar os "parabéns"; Francisco recebeu ainda um bolo especial, em forma de "sombrero", oferecida por uma jornalista em nome do povo mexicano, que o aguarda na visita marcada para fevereiro de 2016.

Jorge Mario Bergoglio nasceu em Buenos Aires, capital da Argentina, a 17 de dezembro de 1936, filho de emigrantes italianos, e trabalhou como técnico químico antes de se decidir pelo sacerdócio, no seio da Companhia de Jesus, licenciando-se em filosofia antes do curso teológico.

Ordenado padre a 13 de dezembro de 1969, foi responsável pela formação dos novos jesuítas e depois provincial dos religiosos na Argentina (1973-1979).

João Paulo II nomeou-o bispo auxiliar de Buenos Aires em 1992 e foi ordenado bispo a 27 de junho desse ano, assumindo a liderança da diocese a 28 de fevereiro de 1998, após a morte do cardeal Antonio Quarracino.

O primaz da Argentina seria criado cardeal pelo Papa polaco a 21 de fevereiro de 2001, ano no qual foi relator da 10ª assembleia do Sínodo dos Bispos.

Tem como lema "Miserando atque eligendo", frase que evoca uma passagem do Evangelho segundo São Mateus: "Olhou-o com misericórdia e escolheu-o."

O cardeal Jorge Mario Bergoglio seria eleito como sucessor de Bento XVI a 13 de março de 2013, após a renúncia do agora Papa emérito; assumiu o inédito nome de Francisco, é o primeiro Papa jesuíta na história da Igreja e também o primeiro pontífice sul-americano.

Em 32 meses, o Papa argentino visitou o Brasil, Jordânia, Israel, Palestina, Coreia do Sul, Turquia, Sri Lanka, Filipinas, Equador, Bolívia, Paraguai, Cuba e Estados Unidos da América, Quénia, Uganda e República Centro-Africana, bem como as cidades de Estrasburgo (França), onde passou pelo Parlamento Europeu e o Conselho da Europa, Tirana (Albânia) e Sarajevo (Bósnia-Herzegovina).

Realizou também dez viagens em Itália, incluindo uma passagem pela ilha de Lampedusa e uma homenagem no centenário no início da I Guerra Mundial, para além de outras visitas a paróquias na Diocese de Roma.

As Filipinas acolheram a 18 de janeiro a maior celebração do atual pontificado, junto ao estádio -Quirino Grandstand-, na área do Parque Rizal, com seis milhões de participantes, o que representa um recorde na história da Igreja Católica.

Entre os principais documentos do atual pontificado estão as encíclicas 'Laudato si', dedicada a questões ecológicas, a 'Lumen Fidei' (A luz da Fé), que recolhe reflexões de Bento XVI, e a exortação apostólica 'Evangelii Gaudium' (A alegria do Evangelho).

O Papa promoveu um Sínodo sobre a Família, em duas sessões, com consultas alargadas às comunidades católicas, e deu início ao Jubileu da Misericórdia, terceiro ano santo extraordinário na história da Igreja Católica, 50 anos depois do encerramento do Concílio Vaticano II.

OC

domingo, 25 de outubro de 2015

Vaticano - Santa Sé

Discurso do Santo Padre no encerramento da XIV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos

Sala do Sínodo
Sábado, 24 de Outubro de 2015

Amadas Beatitudes, Eminências, Excelências,
Queridos irmãos e irmãs!

Quero, antes de mais, agradecer ao Senhor por ter guiado o nosso caminho sinodal nestes anos através do Espírito Santo, que nunca deixa faltar à Igreja o seu apoio.

Agradeço de todo o coração ao Cardeal Lorenzo Baldisseri, Secretário-Geral do Sínodo, a D. Fabio Fabene, Subsecretário e, juntamente com eles, agradeço ao Relator, o Cardeal Peter Erdö, e ao Secretário Especial, D. Bruno Forte, aos presidentes delegados, aos secretários, consultores, tradutores e todos aqueles que trabalharam de forma incansável e com total dedicação à Igreja: um cordial obrigado! E quero agradecer também à Comissão que fez a Relação; alguns passaram a noite em branco.

Agradeço a todos vós, amados padres sinodais, delegados fraternos, auditores, auditoras e conselheiros, párocos e famílias pela vossa

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz - 1º de janeiro de 2014



FRATERNIDADE, FUNDAMENTO E CAMINHO PARA A PAZ
Nesta minha primeira Mensagem para o Dia Mundial da Paz, desejo formular a todos, indivíduos e povos, votos duma vida repleta de alegria e esperança. Com efeito, no coração de cada homem e mulher, habita o anseio duma vida plena que contém uma aspiração irreprimível de fraternidade, impelindo à comunhão com os outros, em quem não encontramos inimigos ou concorrentes, mas irmãos que devemos acolher e abraçar. 

Leia a mensagem completa

quarta-feira, 13 de março de 2013

Papa Francisco I


       Felicitações ao Santo Padre

Bênção Apostólica "Urbi et Orbi":
Irmãos e irmãs, boa-noite!
Vós sabeis que o dever do Conclave era dar um Bispo a Roma. Parece que os meus irmãos Cardeais tenham ido buscá-lo quase ao fim do mundo… Eis-me aqui! Agradeço-vos o acolhimento: a comunidade diocesana de Roma tem o seu Bispo. Obrigado! E, antes de mais nada, quero fazer uma oração pelo nosso Bispo emérito Bento XVI. Rezemos todos juntos por ele, para que o Senhor o abençoe e Nossa Senhora o guarde.
[Recitação do Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai]
E agora iniciamos este caminho, Bispo e povo... este caminho da Igreja de Roma, que é aquela que preside a todas as Igrejas na caridade. Um caminho de fraternidade, de amor, de confiança entre nós. Rezemos sempre uns pelos outros. Rezemos por todo o mundo, para que haja uma grande fraternidade. Espero que este caminho de Igreja, que hoje começamos e no qual me ajudará o meu Cardeal Vigário, aqui presente, seja frutuoso para a evangelização desta cidade tão bela!
E agora quero dar a Bênção, mas antes… antes, peço-vos um favor: antes de o Bispo abençoar o povo, peço-vos que rezeis ao Senhor para que me abençoe a mim; é a oração do povo, pedindo a Bênção para o seu Bispo. Façamos em silêncio esta oração vossa por mim.
[…]
Agora dar-vos-ei a Bênção, a vós e a todo o mundo, a todos os homens e mulheres de boa vontade.
[Bênção]
Irmãos e irmãs, tenho de vos deixar. Muito obrigado pelo acolhimento! Rezai por mim e até breve! Ver-nos-emos em breve: amanhã quero ir rezar aos pés de Nossa Senhora, para que guarde Roma inteira. Boa noite e bom descanso!

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Quaresma 2013

Mensagem de Bento XVI para a Quaresma de 2013
Crer na caridade suscita caridade  
«Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele» (1 Jo 4, 16) 

Queridos irmãos e irmãs!

A celebração da Quaresma, no contexto do Ano da fé, proporciona-nos uma preciosa ocasião para meditar sobre a relação entre fé e caridade: entre o crer em Deus, no Deus de Jesus Cristo, e o amor, que é fruto da acção do Espírito Santo e nos guia por um caminho de dedicação a Deus e aos outros.