terça-feira, 19 de dezembro de 2017

MEDITAÇÃO DIÁRIA, TER, 19 – FÉRIA DO ADVENTO

Jz 13, 2-7.24.25 / Slm 70 (71), 3-6.16-17 / Lc 1, 5-25 
Será cheio do Espírito Santo desde o seio materno. (Evang.)

É o que o Evangelho de hoje diz de João e isso dá-nos a ideia de ser uma coisa extraordinária. Mas, vendo bem, nós também estamos cheios do Espírito Santo, pelo menos desde o nosso batismo. Temos de aproveitar isso. João Batista anunciava Cristo. E nós, o que fazemos com a iluminação do Espírito Santo? O leitor, o que faz?

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

MEDITAÇÃO DIÁRIA, SEG, 18 – FÉRIA DO ADVENTO

Jer 23, 5-8 / Slm 71 (72), 2.12-13.18-19 / Mt 1, 18-24
Mas José, seu esposo, que era justo e não queria difamá-la... (Evang.)

S. José nem queria dizer mal nem queria que se dissesse mal de Nossa Senhora. É o que nós devemos fazer em relação aos nossos irmãos. Mas há circunstâncias em que isso é mais difícil. Por exemplo, é doloroso dizer bem de quem diz mal de nós. Mas isso é que é «amar o inimigo». Amar o inimigo, não dizer mal de quem não gosta de nós exercita-se nas pequenas coisas do dia a dia. Exercitemo-lo para aumentarmos a nossa capacidade de amar.

domingo, 17 de dezembro de 2017

Hoje, 17 de dezembro, o Papa Francisco completa 81 anos

Feliz aniversário
Neste dia queremos felicita-lo pelo seu aniversário.
Desejamos que todos os seus sonhos, se tornem realidade, que tenha saúde, paz e amor.
Que Deus e Santa Maria iluminem todos os dias de sua vida.
Parabéns.

MEDITAÇÃO DIÁRIA, DOM, 17 – DOMINGO III DO ADVENTO – ANO B

Is 61, 1-2a.10-11 / Lc 1, 46b-50.53-54 / 1 Tes 5, 16-24 / Jo 1, 6-8.19-28

A segunda leitura deste domingo apresenta-nos as consequências do otimismo cristão. Ora, se Deus, quando cria, vê que tudo é bom, também o cristão, quando olha para o mundo a partir do olhar de Cristo, não pode senão ver o mundo como Ele o vê: tudo é muito bom. Este é um pressuposto da vida cristã: procurar o bem. Sim, é verdade, existe o mal, basta abrir os olhos e verificamos que o mundo (ainda) não é um lugar de justiça e de fraternidade, mas (e é um «mas» muito importante) sabemos que o Senhor está presente. Cabe-nos, diante da experiência do mal, procurar encontrar a presença do Senhor. Paulo diz-nos: sempre, em todo o lugar procurai o bem. Sempre. Dá-nos esta certeza: se procuramos o bem, encontramo-lo e não há como não o encontrar, porque somos todos filhos da Luz. Em todos nós coabitam a Luz e as trevas, mas as trevas são muito menores, menos significativas e muito menos potentes do que a Luz.
Esta é uma «regra» fundamental: procurar o bem e a beleza na nossa vida. Aí está Deus. Para o podermos fazer, Paulo dá-nos uma série de indicações. Primeira: «Vivei sempre alegres». Sempre alegres! A palavra que Paulo usa, «chairete», tem a mesma raiz de «beleza», «amor», «bondade» e «gratuidade». São estas realidades que dizem a nossa verdade, não a fealdade, o egoísmo, a maldade ou a avareza.
A alegria é sinal da presença de Deus. A alegria verdadeira é aquela que, mesmo na dor, permanece presente porque não é um sentimento passageiro daquele a quem a vida corre bem, mas a certeza, que vem da fé, que Deus me ama infinitamente e já venceu a morte e o mal. Esta alegria, a alegria espiritual, que pode ser e é, muitas vezes, vivida na dor, é dom de Deus.
Em seguida, Paulo dá a segunda indicação: o que mantém a alegria espiritual viva no nosso coração é «orar sem cessar». Rezar sempre permite-nos abrir o coração para acolher a graça da alegria. A oração é o respiro do nosso espírito. Se pararmos de respirar, o nosso corpo morre; se pararmos de rezar, o espírito em nós fica adormecido. Isto não significa que temos de estar sempre a «dizer orações», seria impossível, mas significa que podemos ter o coração centrado em Cristo, e isto é oração.
Continua Paulo: «dai graças em todas as circunstâncias», isto é, fazei da vossa vida Eucaristia (palavra que significa precisamente «ação de graças»). Se fizermos da nossa vida uma contínua ação de graças, então viveremos em contínua oração e seremos sempre alegres, porque estaremos sempre na presença do Senhor.
Como cristãos, na certeza de que somos amados totalmente pelo Pai, somos convidados a ver em cada acontecimento da vida uma oportunidade para encontrar o Senhor. Nas coisas que correm bem e nas coisas que correm menos bem podemos encontrar a mão misericordiosa e amante do nosso Pai que nos ama. Sempre.

sábado, 16 de dezembro de 2017

A lenda natalina do crisântemo

Uma daquelas histórias populares que, desde a Idade Média, aquecem o coração

Compartilhamos este relato popular natalino mencionado pelo autor Malba Tahan em sua compilação “Lendas do Céu e da Terra”:

A Lenda do Crisântemo
Vivia na Floresta Negra um camponês chamado Hermann. Na véspera de Natal, quando voltava descuidado para casa, encontrou, caído na neve, um pobre menino que estava quase a morrer.

Penalizado com a triste situação da criança, tomou-a nos braços e levou-a para a sua modesta cabana. A mulher do camponês e seus filhos tiveram, também, muita pena do infeliz e com ele repartiram alegremente a humilde ceia que tinham preparado.

O pequeno, que a bondade daquela gente havia confortado, passou a noite na cabana paupérrima e, na manhã seguinte, sem que ninguém pudesse notar, desapareceu.

Dias depois, ao entrar numa igreja, o camponês teve a sua atenção despertada por uma estampa na qual aparecia o Menino Jesus: ele verificou, com assombro, a semelhança entre o Salvador e o pobrezinho a quem ele acudira na noite de Natal.

Não havia dúvida: o pequenino que fora socorrido e agasalhado no pobre casebre do lenhador era o Menino Jesus!

Impressionado com a descoberta, resolveu Hermann rever o lugar em que havia encontrado o Menino Jesus e verificou que haviam milagrosamente nascido, no meio da neve, várias flores de extraordinária beleza. Apanhou cinco dessas flores e levou-as à sua mulher.

Essa flor veio a ser chamada de crisântemo: do grego chrysós, “ouro”, ou Christós, “Cristo”, e ánthemon, “flor”. Ou seja: flores de Cristo ou flores de ouro (esta última é a tradução etimologicamente reconhecida; a outra é uma versão popular).

A partir do blog Almas Castelos

MEDITAÇÃO DIÁRIA - Sáb, 16 – SEMANA II DO ADVENTO

Sir 48, 1-4.9-11 / Slm 79 (80), 2ac.3b.15-16.18-19 / Mt 17, 10-13
Felizes os que (…) morreram no amor. (1ª Leit.)

Sim, verdadeiramente felizes se morrermos no amor. Podemos morrer no amor de várias maneiras: cheios do amor de Deus (sentindo o amor de Deus), cheios do amor da família, fazendo um ato de amor, num ato de heroísmo… Mas não morreremos verdadeiramente bem se não prepararmos a nossa morte, ao longo da nossa vida, com um grande ato de amor. O leitor já descobriu qual é o seu, ou os pequenos atos de amor que o constituem?

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Azoia Hoje - QUINTA-FEIRA:

Adoração ao SS.mo Sacramento na Azóia às 15h00.

MEDITAÇÃO DIÁRIA - QUI, 14 – S. JOÃO DA CRUZ (MEMÓRIA)

Is 41, 13-20 / Slm 144 (145), 1.9-13 / Mt 11, 11-15
Não temas (...), bichinho de Israel. (1ª Leit.)

Esta frase é cheia de ternura. Quanta gente não chama as pessoas que lhe são queridas «o meu bichinho». A linguagem da ternura não tem vocábulos ridículos; é uma linguagem poética. Deus trata o seu povo por bichinho. Caro leitor, sinta-se o bichinho que Deus acaricia e protege. Ou, se este termo não lhe agradar, arranje um que lhe agrade e goze-o durante a sua oração de hoje.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

MEDITAÇÃO DIÁRIA, QUA, 13 – SANTA LUZIA (MEMÓRIA)

Is 40, 25-31 / Slm 102 (103), 1-4.8.10 / Mt 11, 28-30
Ele não Se cansa nem Se fatiga. (1ª Leit.)

O nosso amor é o amor de Deus dentro de nós. Quer dizer, Deus ama através de nós. Nós somos o vaso de barro (2 Cor 4, 7). Mas somos alguma coisa. Não somos o nada. Somos o transmissor. Cada um de nós é um transmissor original que transmite uma faceta das infinitas que Deus tem. Nós cansamo-nos e fatigamo-nos, mas prontamente – ou não tão prontamente – recuperamos forças para continuar a avançar. Essas forças também vêm de Deus. Cabe-nos pedi-las.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Desafio de Natal da Pastoral da Família

A Pastoral Familiar do Patriarcado de Lisboa tem o prazer de convidar todas as famílias a participar no desafio de Natal 2017 com o tema "Como transmitem a Fé através da Palavra na vossa família?", que decorrerá através do Facebook da Pastoral Familiar entre os dias 1/12 e 28/12.

Como funciona?

As famílias são convidadas a publicar no Facebook uma fotografia ilustrativa da forma como transmitem a Fé através da Palavra. Por exemplo em momentos de oração em família, em catequese familiar, etc.

Deverão publicar a foto e colocar um comentário na página de Facebook da Pastoral Familiar (poderão aceder através deste link) ou em alternativa, enviar para o endereço de email familia@patriarcado-lisboa.pt a fotografia e o comentário para nós publicarmos.

Como vencer o desafio?

Será um concurso de "gostos" na página de Facebook da Pastoral Familiar, sendo que a publicação com mais "gostos" será a vencedora do desafio de Natal deste ano.

Quando se anuncia a família vencedora?

A família vencedora será anunciada no dia 31/12 (dia da Sagrada Família) e receberá um prémio da Pastoral Familiar.

Aceitam o desafio? Participem!

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Destaques da semana

- TERÇA: FEIRA: Confissões aos doentes e idosos das Azenhas do Mar, a partir das 15h00.

- QUARTA-FEIRA: Confissões em Almoçageme às 10h00. Confissões aos doentes e idosos de Almoçageme a partir das 11h00 e aos da Praia das Maçãs a partir das 14h00. 

- QUINTA-FEIRA: Adoração ao SS.mo Sacramento na Azóia às 15h00. Confissões no Mucifal às 18h30. 

- SÁBADO: Festa de Natal da Catequese, nos Bombeiros Voluntários de Colares às 21h00.

- DOMINGO: Bênção das grávidas na Missa das 12h00 em Colares, Concerto de Natal do Grupo Ardecoro na Igreja de Colares às 16h00.

- Concurso de Presépios. Pedimos que se inscrevam no Cartório Paroquial.

MEDITAÇÃO DIÁRIA - SEG, 11 – SEMANA II DO ADVENTO

 Is 35, 1-10 / Slm 84 (85), 9ab-14 / Lc 5, 17-26
Fortalecei as mãos fatigadas e robustecei os corações vacilantes. (1ª Leit.)

O profeta Isaías exorta-nos a fortalecermos as nossas mãos fatigadas (o nosso empenho periclitante) e o nosso coração (a nossa emoção), o que implica esforço e, algumas vezes, dor. Aos poucos, ir-nos-emos habituando à dor. Outras vezes, será demais e teremos de descansar. Mas o que importa é não desistirmos de ir robustecendo o coração. Quanto mais forte for o nosso coração, mais amará.

domingo, 10 de dezembro de 2017

MEDITAÇÃO DIÁRIA - DOM, 10 – DOMINGO II DO ADVENTO – ANO B

Is 40, 1-5.9-11 / Slm 84 (85), 9-14 / 2 Pedro 3, 8-14 / Mc 1, 1-8

«Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus». Assim começa a mensagem que o profeta Isaías anuncia da parte de Deus. Depois de longas provações por que Israel estava a passar, eis que o Consolador se aproxima. Por isso, Isaías diz: «Terminaram os seus trabalhos e está perdoada a sua culpa».
Israel tinha-se afastado de Deus e perdido a esperança. O povo vivia tempos de desolação, mas o Senhor anuncia a sua vinda e o fim da provação. Para nós, normalmente, consolar significa dizer palavras de alento a alguém que está triste, mas para Deus consolar é bem mais do que só uma carícia. A consolação que vem de Deus é a salvação: Ele consola o triste levantando-o do pó, transformando o lamento em canto de Alegria. Revela-nos Jesus que o Consolador é o Espírito Santo que Ele nos envia e nos liberta de tudo aquilo que nos escraviza, isto é, que nos impede de Amar. Esta é a desolação das desolações: a incapacidade de amar e de se deixar amar.
No Evangelho, vemos que a voz que clama no deserto é João Batista, o Precursor, aquele que prepara o caminho do Senhor. Estas são as primeiras palavras do Evangelho segundo S. Marcos e mostram-nos as condições para acolher o Senhor. A primeira condição é a sede de justiça. Olhando à nossa volta, percebemos que há como que um abismo entre a realidade tal como a vemos e aquilo que achamos que deveria ser. Percebemos que não é isto que Deus quer, e ai de nós se nos acomodamos às injustiças e negamos a sede de justiça que nos permite reconhecer o Senhor. Sabemos que Deus não abandona o mundo, que está presente e atuante e esta sede é para nós uma bússola para O encontrar. A segunda condição é a sede de liberdade: percebemos dentro de nós uma sede de mais, que há coisas que nos aprisionam, nos tiram a liberdade. Até reconhecemos o bem, mas muitas vezes somos incapazes de o seguir; intuímos um caminho de felicidade, mas sentimo-nos impotentes para o seguir. Há uma voz que grita para abrirmos uma «estrada» que nos liberte daquilo que nos escraviza.
João Batista é o homem do «desejo», que espera ardentemente a chegada do «desejado» e nos ensina a canalizar as nossas sedes de «mais», a sede de justiça e a sede de liberdade para reconhecermos na nossa vida a presença do Consolador. Todo o discípulo do Senhor é chamado a cultivar em si este desejo que Deus coloca no nosso coração, tal como fez com o povo de Israel, que é a sede da fraternidade, da liberdade, da coragem para deixar os nossos interesses, por vezes mesquinhos, que nos fecham em nós mesmos, e receber a força de enfrentar o deserto na vida e encarar de frente o desejo de conversão que, por vezes, brota do nosso coração.
Tudo isto será dito por Jesus, o «desejado», o Senhor que está a vir.

sábado, 9 de dezembro de 2017

MEDITAÇÃO DIÁRIA - SÁB, 9 – SEMANA I DO ADVENTO

Is 30, 19-21.23-26 / Slm 146 (147), 1-6 / Mt 9, 35 – 10, 1.6-8
É este o caminho; segui por ele. (1ª Leit.)

Já temos o caminho: Cristo. Claro. Mas é um bocadinho vago quando estamos a conduzir, ou nas compras, ou a tratar dos filhos, ou a lidar com a nossa comunidade religiosa. Cristo deixou-nos o Espírito Santo, que atua em nós nessas ocasiões e nos ensina o caminho. Precisamos é de ir apurando a sensibilidade, o nosso ouvido, à sua voz. Ele guia-nos, mas temos de estar atentos. Podemos pôr um lembrete no telemóvel para nos lembrarmos de estar atentos.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

MEDITAÇÃO DIÁRIA - SEX, 8 – IMACULADA CONCEIÇÃO DE NOSSA SENHORA – PADROEIRA DE PORTUGAL (SOLENIDADE)

Gen 3, 9-15.20 / Slm 97 (98), 1-4 / Ef 1, 3-6.11-12 / Lc 1, 26-38

Dizia S. Bernardo que de Maria há sempre mais para dizer. Hoje celebramos a solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora e o Evangelho que a liturgia nos oferece mostra-nos a nossa Mãe Santíssima oferecendo toda a sua vida ao Senhor. Nada guarda para si, mas em tudo confia em Deus, dizendo-Lhe: «Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra».
Desde o início da Igreja que a devoção a Nossa Senhora sempre esteve presente entre o povo cristão. Continuamos, hoje em dia, em muitos lugares, a rezar o terço com devoção, na certeza de que Maria é a nossa intercessora junto de Deus e nunca nos abandona. Por vezes, alguns criticam o que poderá ser um excesso de devoção. Atento a este problema, o Papa Pio XII diz que todas as devoções perderiam a sua força se não procurássemos viver com o coração centrado em Cristo, como o fez Maria. Se não procurarmos uma vida centrada em Jesus, todas as devoções correm o risco de se tornar mero folclore. A melhor das devoções marianas é uma vida verdadeiramente cristã. Se as nossas peregrinações e terços nos fazem procurar evitar o pecado, superar as dificuldades, instruir na fé, se nos fazem aumentar em intimidade com Jesus Cristo e ver em cada homem e em cada mulher um irmão e uma irmã, então as nossas devoções são verdadeiramente marianas. Onde nos abrimos à graça de Deus, estamos em contacto íntimo com Maria, a cheia de Graça.
Maria é a Cheia de Graça porque grandes coisas fez nela o Omnipotente! Nos primeiros séculos, uma imagem que representa Maria é a Lua: durante o dia, somos iluminados pelo Sol, que tem a sua luz própria; mas, quando vem a noite, esta é iluminada pela Lua que, não tendo em si a luz, reflete para nós a luz que recebe do Sol. Assim é Maria. É, tal como nós, uma criatura de Deus e o que faz dela a Cheia de Graça é a sua colaboração total e sem barreiras com o Senhor. Nada nela é obstrução à graça de Deus. Colabora sem colocar entraves à ação do Espírito Santo, porque nada nela fala de si própria, mas tudo de Deus; porque não há nada nela que não tenha vindo do Pai, a sua vida fala toda do Amor.
A luz com que Maria, a nossa Mãe Santíssima, ilumina a nossa vida não é a sua luz, mas a Luz do Pai e por isso esta Luz continuará a brilhar na nossa vida, porque ela é, para nós, a Mediadora de todas as graças.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Destaques da semana

- QUINTA-FEIRA: Adoração ao SS.mo Sacramento e Oração Vocacional no Mucifal às 18h00. Missa Vespertina da Solenidade de Imaculada Conceição no Mucifal às 19h00.

- SEXTA-FEIRA: Solenidade da Imaculada Conceição. Missas em Almoçageme às 10h30 e em Colares às 12h00 e 18h30.

- DOMINGO: Festa de São Nicolau, na Igreja da Misericórdia. Convida-se todas as crianças a aparecer às 15h30. Pedimos que se inscrevam pelo telm -965130176 ou pelo email: saonicolaucolares@gmail.com

MEDITAÇÃO DIÁRIA - QUI, 7 – SANTO AMBRÓSIO (MEMÓRIA)

Mosaico na Basílica 
de Santo Ambrósio 
em Milão
Is 26, 1-6 / Slm 117 (118), 1.8-9.19-21.25-27a / Mt 7, 21.24-27
O seu coração está firme (…), porque em Vós tem confiança. (1ª Leit.)

Às vezes, é ao contrário. Queremos pôr a nossa confiança em Deus porque o nosso coração não está muito firme. Mas o leitor creia-me: firmar o nosso coração na confiança em Deus é toda uma caminhada de que saímos vitoriosos. Aos poucos, vamos confiando em Deus e Deus vai-nos culminando de graças. É um processo muito moroso e duro, mas vale a pena.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

O Vídeo de Papa 12-2017 – Pelos idosos – Dezembro de 2017

«Vídeo do Papa» apresenta intenção de oração para o mês de dezembro

Cidade do Vaticano, 04 dez 2017 (Ecclesia) - O Papa dedicou a sua intenção de oração do mês de dezembro aos avós e idosos, pedindo que sejam ouvidos e acompanhados por todos.

“Um povo que não protege os avós e não os trata bem é um povo que não tem futuro”, adverte Francisco, no ‘Vídeo do Papa’, divulgado mensalmente com a ajuda das redes sociais.

O vídeo apresenta diversas cenas de interação e de falta dela entre jovens e idosos, concluindo-se num ensaio em que os mais velhos integram um músico mais novo.

“Tenhamos presente os nossos idosos, para que, sustentados pelas famílias e instituições, colaborem com a sua sabedoria e experiência na educação das novas gerações. São os idosos que oferecem a sabedoria da vida”, diz o Papa.

Francisco sublinha que os mais idoso têm a missão de “transmitir a experiência da vida, a história de uma família, de uma comunidade, de um povo”.

O ‘Vídeo do Papa’ é uma iniciativa global do Apostolado da Oração (AO), da Companhia de Jesus, e destina-se a divulgar as intenções das orações do Papa, em cada mês.

“Tenhamos presente os nossos idosos, para que, sustentados pelas famílias e instituições, colaborem com a sua sabedoria e experiência na educação das novas gerações”, pede o pontífice, em dezembro.

Estima-se que façam parte da Rede Mundial de Oração do Papa mais de 30 milhões de pessoas, em dez idiomas, incluindo o português.

Em nota enviada à Agência ECCLESIA pela organização, ligada aos Jesuítas, sublinha-se que "a população idosa está a crescer a um ritmo que é o mais acelerado dos últimos anos, sendo que em 2016, 8,48% da população mundial tinha mais de 65 anos".

"Portugal é um dos países com maior percentagem de idosos (21% da população)", acrescenta a nota de imprensa.

O projeto do ‘Vídeo do Papa’ é idealizado e realizado pela agência La Machi, Consultora de Comunicação para Boas Causas, e conta com a colaboração do Centro Televisivo do Vaticano e com o apoio do AO-Portugal.

OC

MEDITAÇÃO DIÁRIA - QUA, 6 – SEMANA I DO ADVENTO

Is 25, 6-10a / Slm 22 (23), 1-6 / Mt 15, 29-37
Ele destruirá a morte para sempre. (1ª Leit.)

Esta leitura do profeta Isaías refere-se a alguém que há de vir «destruir a morte para sempre». Cristo veio à terra para nos levar para os braços do Pai, assim que a nossa vida na terra termine. Isso é «destruir a morte» para sempre em cada um de nós. A morte é só uma espécie de porta para o encontro definitivo com Deus. À entrada por essa porta chamamos ressurreição. O leitor reze pela sua entrada no Céu.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

MEDITAÇÃO DIÁRIA - TER, 5 – SS. MARTINHO DE DUME, FRUTUOSO E GERALDO (MEMÓRIA)

Braga - Túmulo de
São Martinho de Dume,
Is 11, 1-10 / Slm 71 (72), 2.7-8.12-13.17 / Lc 10, 21-24
[Deus] Defenderá a vida dos oprimidos. (Salmo)

E continua a fazê-lo, através da Igreja Católica. Cabe-nos, a nós, participar nessa defesa, na medida das nossas possibilidades e, também, não oprimirmos quem está ao lado. Como podemos oprimir quem está ao lado? Com uma palavra, um gesto. Tudo o que magoa, oprime. Também podemos oprimir com a nossa conversa ou podemos oprimir com o nosso silêncio. Enfim, o que oprime vem do nosso coração. O pior é que, às vezes, nem damos por isso. Peçamos essa sensibilidade.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

MEDITAÇÃO DIÁRIA - SEG, 4 – SEMANA I DO ADVENTO

Is 2, 1-5 / Slm 121 (122), 1-4.8.9 / Mt 8, 5-11
Ele nos ensinará os seus caminhos e nós andaremos pelas suas veredas. (1ª Leit.)

E como é que Deus ensina? Já sabemos que Deus fala através da Escritura, dos outros, da nossa consciência, etc. Mas como é que, no meio disso, discernimos os seus caminhos, a sua vontade? Com um coração sem medo, sem vergonhas mundanas. Um coração assim é muito difícil de conquistar, porque nós temos muitos medos, preconceitos e vergonhas mundanas. E isso são cataratas que nos alteram a visão da
alma. Peçamos a Deus que nos opere às cataratas.

domingo, 3 de dezembro de 2017

O Mercado de trabalho do sec. XXI


MEDITAÇÃO DIÁRIA - DOM, 3 – DOMINGO I DO ADVENTO – ANO B

Is 63, 16b-17.19b; 64, 2b-7 / Slm 79 (80), 2ac.3b.15-16.18-19 / 1 Cor 1, 3-9 / Mc 13, 33-37

Hoje celebramos o primeiro domingo do tempo do Advento. Este é o primeiro domingo do novo ano litúrgico, que começa com o tempo de preparação para o Natal. Durante as semanas que antecedem a celebração do nascimento do nosso Salvador, a liturgia oferece-nos leituras que pretendem fazer com que tomemos consciência do grande mistério que estamos para celebrar e das suas consequências para a nossa vida.

No Evangelho de hoje, a palavra «vigiar» repete-se por quatro vezes, como um refrão. «Acautelai-vos e vigiai», recomenda-nos Jesus no seu último discurso antes da Paixão. Não é casual que a última palavra do Senhor antes do processo que levará à sua condenação seja «Vigiai».

A fé cristã desafia-nos a vivermos com os olhos bem abertos para estarmos atentos ao que se passa à nossa volta e dentro do nosso coração. Somos desafiados à vigilância, mas não só: o Senhor convida-nos a preencher a nossa espera vigilante com uma fé ativa e viva. Aquele que confia no Senhor põe-se a caminho, percebe que a sua vida não é uma espécie de «sala de espera» onde se espera sentado a vinda do Senhor, mas é uma peregrinação em direção à promessa de uma vida abundante e plena. A atitude vigilante é aquela que nos permite ter um coração atento à presença do Senhor na nossa vida, na certeza de que Ele nunca nos abandona.

«Vigiai» – esta recomendação é tão importante que Jesus dá-nos uma imagem forte: somos como o porteiro que está de vigia à espera que o seu senhor chegue de viagem e que, por isso, fica atento para não se dar o caso de o senhor chegar e ele ter adormecido.

Não importa entrar em especulações acerca do dia e da hora, não é importante! O que é importante é viver como Filhos de Deus, revestidos do Senhor (Rm 13, 14), a cada hora do dia e da noite, para que cada hora de cada dia seja para nós um encontro com Ele, até ao encontro definitivo.

Vigiar significa simplesmente viver com a certeza de que Cristo nunca nos abandona, que está sempre presente na nossa vida, procurando manter aceso o fogo do amor no nosso coração. A vigilância concretiza-se na confiança e na oração.

sábado, 2 de dezembro de 2017

FESTA DE SÃO NICOLAU

DOMINGO 10 DE DEZEMBRO
15.30
Igreja da Misericórdia
Largo da Misericordia / Colares
(estrada que sobe da Igreja de Colares em direção ao Penedo)

SÃO NICOLAU VEM VISITAR-NOS E TEM UMA PRENDA PARA TI!
SÃO NICOLAU TAMBÉM GOSTARIA DE TER A TUA AJUDA PARA QUE CRIANÇAS DESFAVORECIDAS POSSAM TER UMA PRENDA E PEDE-TE PARA TRAZERES UM BRINQUEDO QUE JÁ NÃO PRECISES PARA OFERECER, SE POSSIVEL EMBRULHADO, COM UMA ETIQUETA A DIZER, 
"FELIZ NATAL - MENINO/MENINA - IDADE"

CASO TENHAS UMA POESIA, UMA CANÇÃO OU QUE QUEIRAS TOCAR UM INSTRUMENTO,
SÃO NICOLAU FICARIA MUITO FELIZ!!!

ESPERAMOS QUE POSSAS VIR!

CONVITE ABERTO A TODAS AS CRIANÇAS DOS 0-12 ANOS INSCRIÇÕES ATÉ 8 DE DEZEMBRO SMS OU EMAIL
telm -965130176  -   saonicolaucolares@gmail.com

CUSTO DE 3 €POR CRIANÇA, INCLUI PRENDA , SAQUINHO DE GULOSEIMAS E LANCHE

“TERRORISMO ECLESIAL?”

“E é muito triste quando num presbitério descobrimos que esta unidade não existe, é aparente.
E ali predominam as bisbilhotices; os mexericos destroem a diocese, aniquilam a unidade dos presbíteros, entre si mesmos e com o bispo.
Irmãos sacerdotes, recomendo-vos, por favor: vemos sempre coisas desagradáveis nos outros, sempre — porque este olho não tem catarata — os olhos estão prontos para ver as coisas desagradáveis, mas recomendo-vos que não cedais às bisbilhotices.
Se vejo coisas desagradáveis, rezo ou, como irmão, falo.
Não faço como o “terrorista”, porque os mexericos são um terrorismo.
As intrigas são como lançar uma bomba: destruo o outro e vou-me embora tranquilo.
Por favor, nada de bisbilhotices; elas são o caruncho que corrói o tecido da Igreja, da Igreja diocesana, da unidade entre todos nós”.

São palavras do Papa Francisco.
São mesmo o “saber” do coração do Papa que transparece neste desafio aos padres.
Bisbilhotices, calúnias, intrigas, são “caruncho que corrói” a Igreja. Destrói aqueles que são vítimas dessas “bombas”, destrói o interior de quem as lança, destrói a serenidade do povo de Deus, destrói, talvez, aquilo que mais precisa a Igreja de hoje: a comunhão!

Bisbilhotices que desabrocham de ciúmes e invejas, de “ódios de estimação” tristemente cultivados e alimentados com a “consciência tranquila” (será possível) ao mesmo tempo que se abençoa, consagra, benze e absolve!

O Advento que nos preparamos para viver e ajudar a viver, tenha sabor de verdade.
Que o Menino envolto em panos nos ensine a revestir de “panos” de caridade, de verdade, de justiça, de perdão, de comunhão, de misericórdia, de afecto, de Igreja...
A fim de deixarmos o “terrorismo” que destrói e abraçarmos a comunhão e a unidade que constrói.

Pe António Teixeira

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Destaques da semana

- QUINTA-FEIRA: Adoração ao Santíssimo Sacramento, nas Azenhas do Mar às 21h30. Ensaio de cânticos litúrgicos, em Colares às 21h30.

- SEXTA-FEIRA: 1ª do Mês. Oração pela Paz, na Igreja do Mucifal às 15h00. Devoção ao Sagrado Coração de Jesus - 1ª sextas-feiras do mês: Adoração ao Santíssimo Sacramento e confissões em Colares às 18h00 seguida de Santa Missa às 19h00.

- SÁBADO: 1º sábado do mês. Celebração da Palavra na Azóia às 16h00. Devoção ao Imaculado coração de Maria: Adoração ao Santíssimo Sacramento e oração do terço meditado,  na Praia das Maçãs às 16h30. Missas Vespertinas - na Praia das Maçãs às 17h30 e no Mucifal às 19h00.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

D. Joaquim Mendes defende paróquias mais «amigas» das famílias

O presidente da Comissão Episcopal do Laicado e Família (CELF) defendeu neste sábado, 11 de novembro, em Fátima a criação de um novo modelo de paróquia, “amiga das famílias”, que seja capaz de ser “família para os que não têm família”. D. Joaquim Mendes falava na abertura da 29ª edição da Jornada Nacional da Pastoral da Família, que decorre até domingo, na qual apelou ainda à criação de uma “rede de famílias” capaz de assumir a tarefa de “acompanhar outras famílias”.O Bispo Auxiliar de Lisboa disse ser necessário que cada paróquia tenha um “grupo de pastoral familiar”. “Não basta um anúncio genérico e incluir a família na programação pastoral diocesana e paroquial. É necessário um esforço evangelizador e catequético dirigido à família, para que se possa tornar sujeito de evangelização, sujeito ativo da pastoral familiar”, assinalou.

O Departamento Nacional da Pastoral Familiar promove estas jornadas nacionais, com o tema ‘O Evangelho da Família, alegria para o mundo’, no Centro Paulo VI. D. Joaquim Mendes convidou os participantes a trabalhar para “reavivar a aliança entre a família e a Igreja, entre a família e a comunidade cristã”. A Igreja, acrescenta, deve agir pela “ promoção de uma cultura familiar, a partilha de boas práticas e a criação de espaços de comunicação que permitam sustentar o desejo de família e do amor verdadeiro que vive no coração de cada pessoa”.

Esta edição das jornadas nacionais tem em mente a preparação para o IX Encontro Mundial das Famílias, que se realizará em Dublin, entre 22 e 25 de agosto de 2018. O presidente da CELF pediu um esforço de evangelização das famílias pelas famílias, procurando “capacitar famílias que possam acompanhar outras famílias” e “revitalizar a vocação missionária das famílias cristãs”. “Que estas jornadas possam contribuir para uma renovada pastoral familiar, para que o Evangelho da família seja alegria e esperança para o mundo e para as famílias”, conclui D. Joaquim Mendes.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

- QUINTA-FEIRA 2 de Novembro

Comemoração de Fiéis Defuntos 
10h30 - Missa em Almoçageme
11h30 - Oração no Cemitério da Ulgueira
15h30 - Missa no Cemitério de São Gregório do Vinagre  
19h30 - Missa em Colares

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Praia das Maçãs - 04 de Novembro

Colares - 03 de Novembro

Destaques da semana

- MISSAS DA SEMANA: 6ª feira em Colares às 19h00.

- TERÇA-FEIRA: Missa Vespertina da Solenidade de Todos os Santos, no Mucifal às 19h00.

- QUARTA-FEIRA: Solenidade de Todos os Santos. Missas: em Almoçageme às 10h30 e em Colares às 12h00 e 18h30.

-  QUINTA-FEIRA: Comemoração de Fiéis Defuntos. Missas: em Almoçageme às 10h30, oração no Cemitério da Ulgueira às 11,30. no Cemitério de São Gregório do Vinagre às 15h30 e em Colares às 19h30.

- SEXTA-FEIRA: 1ª do Mês. Oração pela Paz, na Igreja do Mucifal às 15h00. Adoração ao SS.mo Sacramento e Confissões em Colares às 18h00.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

NOTA PASTORAL PARA A SEMANA NACIONAL DA EDUCAÇÃO CRISTÃ 2017

De 29 de outubro a 5 de novembro de 2017 realiza-se a Semana Nacional da Educação Cristã. A Comissão Espiscopal da Educação Cristã e Doutrinda Fé (CEECDF) acaba de publicar a Nota Pastoral para esta semana subordinada ao tema «A Alegria do Encontro com Jesus Cristo».

1. Jesus Cristo

A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se pedra angular;
tudo isto veio do Senhor e é admirável aos nossos olhos.

Foi com estas palavras que Jesus, na Eucaristia de um dos primeiros domingos do ano pastoral e letivo em curso, se nos apresentou. Ou melhor, foi Deus quem assim o apresentou. Jesus cita a sua Palavra na Escritura. Fá-lo para explicar a parábola dos vinhateiros (Mt 21, 33-44), aos quais um proprietário arrendou a sua vinha, mas que, chegada a vindima, recusam entregar-lhe a devida parte dos frutos colhidos. Pior: maltratam-lhe os servos, alguns até à morte. O dono da vinha tenta outra vez, mas com o mesmo resultado. Até que se decide pelo impensável. Envia-lhes o próprio filho, pensando: respeitarão o meu filho. Enganou-se: agarrando-o, lançaram-no fora da vinha e mataram-no.

Este filho é Jesus, enviado por Deus – o Pai que amou tanto o mundo que (nos) deu o seu Filho Unigénito, para que todo o que n’Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3, 16). E Jesus, por sua vez, realizou o que disse sobre a sua morte: Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos (15, 13). Foi este amor extremo, d’Ele e do Pai, que fez da terrível crucifixão o triunfo definitivo sobre a morte; e fez da pedra que os construtores rejeitaram a pedra angular, sobre a qual Deus edifica o seu povo, a nossa Igreja. Tal o poder e a eficácia deste amor, que veio do Senhor e é admirável aos nossos olhos!

Sim, quem se não deixa fascinar e atrair por alguém que deu a vida por todos nós?! Alguém que, desse modo, nos abre o caminho para a mesma vitória, numa vida sem fim! Diz-nos S. Paulo, como palavra digna de fé: Se com Ele morremos, também com Ele viveremos (2 Tim 2, 5). Com Ele…

2. Jesus Cristo vem ao nosso encontro

A iniciativa parte sempre d’Ele. Foi Ele, o Ressuscitado, que apareceu a Maria Madalena, tão inesperadamente que ela nem se apercebia que já estava a falar com Ele (Jo 20, 11-18); ou se apresentou no meio dos discípulos, entrincheirados por medo dos judeus (20, 19-23); ou se aproximou dos dois que iam para Emaús e se pôs com eles a caminho (Lc 24, 13-35); ou subitamente envolveu Paulo numa luz intensa, quando ia para Damasco a perseguir os cristãos (At 9, 1-22).

O amor, já assim expresso, tornou-se ainda mais vivo e vivificante no modo como se deu a reconhecer. A Paulo e a Maria Madalena, tratou-os pelo nome, identificativo da pessoa, entrando com eles numa comunhão íntima. Aos discípulos de Emaús (re)partiu o pão do seu Corpo, entregue por eles. Aos onze, mostrou-lhes, no primeiro dia da semana, as mãos e o lado com as marcas dos cravos e da lança do soldado. Repetiu-o oito dias depois a Tomé, que por isso exclamou: Meu Senhor e meu Deus.

O que então iniciou, continua a fazê-lo. Continua a chamar-nos pelo nome, quando, pelo Batismo, nos acolhe na sua Igreja, e, pelo Crisma, nos confirma com seu Espírito. Continua a alimentar-nos e a unir-nos em comunhão com a oferta do seu Corpo e Sangue, na Eucaristia. Continua a privilegiar para isso o primeiro dia da semana, a que desde os primórdios da Igreja se chama domingo ou dia do Senhor. Mas não só.

Ele vem ainda ao nosso encontro na Sagrada Escritura, que d’Ele e em que Ele nos fala, sobretudo se escutada em ambiente de oração, como nas celebrações litúrgicas ou nos encontros de catequese. Vem ao nosso encontro pelos sacramentos, não só da iniciação cristã, mas também da cura, para nos perdoar e confortar, e do serviço, para nos unir em comunhão. Vem ao nosso encontro na vivência do amor que nos une em Igreja e nos leva a dar-nos sobretudo aos mais carenciados, de quem se fez irmão: O que fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes(Mt 25, 40).

Enfim, Ele próprio realiza o que nos transmite no domingo em que abre a semana da Educação Cristã: que a essência da lei, o segredo da vida, está no total e incondicional amor a Deus, como condição e medida para o igualmente indispensável amor ao próximo. Amemos assim, e veremos o que será de nós. Uma coisa é certa: Sabemos que passámos da morte para a vida, porque amamos os irmãos (1 Jo 3, 13).

3. A alegria do encontro

É, antes de mais, a alegria de nos sentirmos amados, de modo pleno e incondicional. Mesmo no pecado? Então ainda mais!... já que a carência é maior. Foi assim com o filho, regressado à casa paterna, depois de desbaratar todos os seus bens: Comamos e festejemos! – Ordenou o pai, cuja alegria não era menor que a do filho (Lc 15, 24). E Deus prova assim o seu amor para connosco: Cristo morreu por nós, quando éramos ainda pecadores (Rm 5, 8).

É também a alegria pelo “novo horizonte” e o “rumo novo” que esse amor dá à nossa vida (Bento XVI, Deus é Amor, n. 1). O amor de Cristo impele os que n’Ele creem a viver não mais para si próprios, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou (2 Cor 5, 14-15). E a viverem com Ele, não há revês ou tribulação de que não saiam vencedores, graças àquele que nos amou (Rm 8, 17) – fazendo da morte fonte inesgotável de vida.

É, enfim, a alegria de vermos a nossa vida a prolongar-se nas vidas daqueles a quem a damos: os pais nas dos filhos; os catequistas nas dos catequizandos; os professores nas dos alunos; todo o educador nas dos educandos (cf. CEP “Catequese: A alegria do encontro com Jesus Cristo”, IV). Uma alegria que cresce, quando também eles se dão – a partir do encontro com Cristo, mediado por cada um de nós, que então pode, por isso, dizer: É Cristo que vive em mim (Gl 2, 20).

Acolhamos, por tudo isso, o convite do Papa Francisco a “todo o cristão, em qualquer lugar que se encontre, a renovar (…) o seu encontro pessoal com Jesus Cristo ou, pelo menos, a tomar a decisão de se deixar encontrar por Ele, de o procurar no dia-a-dia sem cessar” (A Alegria do Evangelho, n. 3). Ele que, na celebração conclusiva da Semana da Educação, nos ensina: Aquele que for o maior entre vós será o vosso servo (Mt 23, 11) – como Ele, o Mestre por excelência que não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção de todos (20, 28).

Que Maria, Mãe e Serva do Senhor, na conclusão do centésimo aniversário das suas aparições em Fátima, nos ajude a saborear a alegria deste encontro!

Documentos para download

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Colares - hoje 18 de Outubro

Noite de Oração de Taizé, na Igreja de Colares às 21h00.
Organizado pelo grupo de jovens, que espera a presença de todos os Paroquianos.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

AZOIA - Quinta-feira, 12 de Outubro às 15h00


Casei... e agora?

Acompanhamento nos primeiros anos da vida matrimonial

Há dias ouvi uma partilha que achei muito bonita: no 50º aniversário de matrimónio dos seus avós, a neta perguntou à avó qual o segredo para a longevidade desta relação, ao que a avó respondeu com simplicidade -“o teu avô é o meu melhor amigo!”.

Para mim esta história é um estímulo, pois expressa bem que o matrimónio é a “decisão consciente e livre [dos cônjuges] de se pertencerem e amarem até ao fim” (AL, 217). E esta decisão tem que ser aprofundada e renovada dia após dia! É, por isso, indispensável o acompanhamento dos esposos nos primeiros anos de vida matrimonial.

Aqui a Igreja tem um papel fundamental. Não basta encaminhar os casais para os CPM (cursos ou centros de preparação para o matrimónio). Há que dar continuidade ao trabalho e assegurar que estamos presentes e apoiamos os esposos nos primeiros anos da sua vida matrimonial, para os recordar continuamente da importância de permanecer fiel à decisão de se amarem.

Diz-nos o Papa Francisco que o caminho do matrimónio “implica passar por diferentes etapas, que convidam a doar-se com generosidade: do impacto inicial caracterizado por uma atracção decididamente sensível, passa-se à necessidade do outro sentido como parte da vida própria. Daqui passa-se ao gosto da pertença mútua, seguido pela compreensão da vida inteira como um projecto de ambos, pela capacidade de colocar a felicidade do outro acima das necessidades próprias, e pela alegria de ver o próprio matrimónio como um bem para a sociedade.” (AL 220)

Assim, o matrimónio não se pode entender como algo acabado, como um dia muito feliz que ficou no passado. O matrimónio é um percurso que se constrói dia-a-dia com a graça de Deus. E é muito mais fácil quando caminhamos em conjunto!

Desafiamos as comunidades cristãs a criarem espaços de acompanhamento e integração de casais, idealmente numa dinâmica integrada, que se inicia no namoro e preparação do matrimónio e que continua por toda a vida do casal. Para além do acompanhamento individual ao casal, uma das modalidades de acompanhamento que se tem revelado muito profícua é a constituição de grupos de casais, para partilha de vida e auxilio mutuo.

Que este acompanhamento seja uma realidade nas nossas comunidades para que cada vez mais casais tenham a graça de celebrar em conjunto 50 e mais anos de casamento, descobrindo no cônjuge o companheiro no caminho para a santidade, tal como falava a avó da minha amiga.

Texto escrito por Catarina Fortes

sábado, 7 de outubro de 2017

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Praia das Maçãs - Sábado, 7 de Outubro


A Vida em Cristo - Palestra

Colares, Igreja da Misericórdia, sala anexa.

Sexta -feira 6 de Outubro, às 21h30

Colares - Sexta-feira, 6 de Outubro


Mucifal - Quinta-feira, 5 de Outubro


Papa Francisco: a fé não é só um otimismo


Em sua catequese semanal, o Papa recordou que os discípulos estavam abatidos depois da crucifixão

O cristão é um missionário de esperança, não um profeta de desgraças, como se tudo tivesse terminado no calvário ou na sepultura. O essencial do seu anúncio – com os fatos e o testemunho de vida – é Jesus, que depois de morto, ressuscitou na manhã de Páscoa. E “quem teve a graça de abraçar a ressurreição de Jesus, pode ainda esperar no inesperado”.

O Papa Francisco dedicou a sua Catequese da Audiência Geral desta quarta-feira  ao tema “missionários de esperança hoje”, ressaltando que o fazia com alegria no início deste mês, que a Igreja dedica “em particular à missão” e também no dia da Festa de São Francisco de Assis,  “um grande missionário de esperança”.

Dirigindo-se aos mais de 15 mil fiéis presentes na Praça São Pedro, o Papa recordou que os discípulos estavam abatidos depois da crucifixão e sepultamento de Jesus. Aquela pedra, rolada contra a entrada do sepulcro, pôs fim a três anos de vida esperançosa e entusiasmante na companhia do Mestre vindo de Nazaré. Parecia o fim de tudo, e alguns já começavam a deixar Jerusalém para regressar para suas casas.

“Mas Jesus ressuscita!”. Este fato inesperado transformou a mente e o coração dos discípulos, uma transformação que ficou completa quando receberam a força do Espírito Santo no dia de Pentecostes. “Não terão somente uma bela notícia para levar a todos – sublinhou o Santo Padre –  mas estarão eles mesmos diferentes de antes, como renascidos para uma vida nova”:

“Como é bonito pensar que se é anunciadores da ressurreição de Jesus, não somente com palavras, mas com os fatos e com o testemunho de vida! Jesus não quer discípulos capazes somente de repetir fórmulas aprendidas de memória. Quer testemunhos: pessoas que propagam esperança com o seu modo de acolher, de sorrir, de amar. Sobretudo de amar: porque a força da ressurreição torna os cristãos capazes de amar mesmo quando o amor parece ter perdido as suas razões”.

Existe um “a mais” que habita a existência cristã, inexplicável pela simples força de vontade ou por um cego otimismo. “A fé, a nossa esperança, não é somente um otimismo, diz o Papa. É outra coisa, é algo a mais! É como se os fiéis fossem pessoas com um “pedaço de céu a mais” sobre suas cabeças. É bonito isto, hein! Nós somos pessoas com um pedaço de céu sobre a cabeça, acompanhados de uma presença”, que o mundo sequer consegue intuir:

“Assim a tarefa dos cristãos neste mundo é a de abrir espaços de salvação, como células de regeneração capazes de restituir a seiva vital àquilo que parecia perdido para sempre. Quando o céu se apresenta todo nublado, é uma bênção a pessoa que sabe falar do sol. Por isso, o verdadeiro cristão não é assim, lamuriento nem mal-humorado, mas convencido, pela força da ressurreição, de que nenhum mal é infinito, nenhuma noite é sem fim, nenhum homem é definitivamente errado, nenhum ódio é invencível diante do amor”.

Francisco falou então do alto preço que os discípulos terão que pagar “por esta esperança dada a eles por Jesus”:

“Pensemos aos tantos cristãos que não abandonaram o seu povo, quando veio o tempo da perseguição. Ficaram ali, onde havia incerteza sobre o amanhã, onde não se podia fazer projetos de nenhum tipo, ficaram esperando em Deus. E pensemos em nossos irmãos, em nossas irmãs do Oriente Médio que dão testemunho de esperança e também oferecem a vida por este testemunho.Estes são verdadeiros cristãos! Eles trazem o céu no coração, olham além. Quem teve a graça de abraçar a ressurreição de Jesus, pode ainda esperar no inesperado”.

Os mártires de todos os tempos, com a sua fidelidade a Cristo – observa o Papa – confirmam que “a injustiça não é a última palavra na vida. Em Cristo ressuscitado, podemos continuar a esperar”:

“Os homens e as mulheres que têm um “porque” viver, resistem mais do que os outros nos tempos de infortúnio. Mas quem tem Cristo ao seu lado, realmente não teme nada. E por isto os cristãos, os verdadeiros cristãos, nunca são homens fáceis e acomodados. A brandura deles não deve ser confundida com um sentimento de insegurança e de submissão (…). Caídos, se reerguem sempre”.

Este é o motivo – conclui o Papa – porque o cristão é um missionário de esperança. “Não por mérito seu, mas graças a Jesus, o grão de trigo que, caído em terra, morreu e deu muito fruto”.

(Rádio Vaticano)