segunda-feira, 21 de março de 2016
Confissão - Sacramento da penitencia e da Reconsiliação
Segunda-feira, dia 21de março a partir das 21h00: confissões de preparação para a Páscoa , em Colares, a partir das 21h00
sábado, 19 de março de 2016
19 de Março, Dia do Pai - Oração a São José
Oração a São José
Oh São José , esposo de Maria e protector da Igreja, aqui estamos nós pais, que buscamos a tua protecção, para que saibamos ser bons esposos e bons pais. A ti nos dirigimos São José, para que intercedas por nós, inundando o nosso coração de alegria e de consolação. Saibamos nós, pelo teu exemplo, tornar as nossas famílias fortes, fazendo crescer os nossos filhos na fé e partilhando o Amor de Deus. A ti nos confiamos, glorioso Pai de Jesus, na esperança de alcançarmos a Vida Eterna. Ámen
Bênção dos pais
Deus Pai de Misericórdia, que com inefável providencia Vos dignastes escolher o Bem Aventurado S. José para protecção do Vosso Filho Jesus, nós Vos pedimos que abençoeis estes pais na sua missão de educadores, amando, saboreando e vivendo a Vossa Palavra.
Vós que viveis e reinais pelos séculos dos séculos. Ámen
C21 - Salta Daí - Domingo de Ramos (Ano C) - P. Abel Ferreira
Há mais de dois mil anos atrás, Jesus foi pregado na cruz porque te ama. Nesta primeira celebração da Semana Santa, experimenta este amor e crê que Ele está sempre ao teu lado.
Atenção - Domingo de Ramos
Bênção dos Ramos Almoçageme às 10h00
Colares às 11h30 na Igreja da Misericórdia seguida de procissão para a Igreja Matriz
O Domingo de Ramos abre por excelência a Semana Santa. Relembramos e celebramos a entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém, poucos dias antes de sofrer a Paixão, Morte e Ressurreição. Este domingo é chamado assim porque o povo cortou ramos de árvores, ramagens e folhas de palmeiras para cobrir o chão onde Jesus passava montado num jumento. Com folhas de palmeiras nas mãos, o povo o aclamava "Rei dos Judeus", "Hosana ao Filho de Davi", "Salve o Messias"... E assim, Jesus entra triunfante em Jerusalém despertando nos sacerdotes e mestres da lei muita inveja, desconfiança, medo de perder o poder. Começa então uma trama para condenar Jesus à morte e morte de cruz.
Mensagem Pascal - 2016
Páscoa em Ano de Misericórdia
Caros amigos e amigas que nos visitais nesta página da internet e neste tempo festivo da Solenidade da Páscoa que se celebrará por cinquenta dias.É significativo que encontremos na espiritualidade pascal o tema do mandamento do amor que também se pode traduzir por Misericórdia: “Por isto é que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros” (Jo, 35). O amor ou a misericórdia é o que distingue o discípulo de Cristo neste mundo. Amor semelhante ao de Cristo, que dá a sua vida por todos. Amor que passa pela cruz.
Entre as experiências pascais dos cristãos existe uma que se caracteriza por uma nobreza especial: o amor ao próximo, que na sua plenitude se chama misericórdia. Esse amor constitui uma passagem, supera o egoísmo. Exige um sair de si mesmo e dar um passo em direção ao outro. A experiência do amor ao próximo torna o homem e a mulher semelhantes a Deus, pois Deus é amor.
O homem e a mulher são chamados a amar o próximo, a todo o próximo, porque Deus nos amou primeiro e deu a Sua vida por nós. Desta forma, espelham, manifestam o próprio Deus, apontam para Ele. São profetas e profetizas.
Outro aspecto da nobreza do amor ao próximo é que por ele a pessoa humana vive a realidade última já neste mundo. O amor ao próximo vivido neste mundo não nos é tirado. Ele penetra na eternidade, pois forma a comunidade eclesial, o Corpo místico de Cristo. Constitui uma forte experiência de vida que permanece, por isso mesmo, uma intensa experiência pascal.
É este motivo por que os cristãos não precisam de ir longe para buscar motivos de celebração da Páscoa. Basta viverem o amor, a misericórdia para com o próximo intimamente associado ao amor de Deus, o amor fraternal na família e o amor fraterno na sociedade.
O amor ou misericórdia é pois o modo mais concreto de se viver a espiritualidade pascal, fazendo-se reconhecer Cristo Ressuscitado ao mundo.
A todos uma Santa Páscoa.
quinta-feira, 17 de março de 2016
quarta-feira, 16 de março de 2016
Iémen: «A guerra de que ninguém fala»
Milhares de civis foram mortos e feridos pela coligação liderada pela Arábia Saudita desde o início do conflito no Iémen. Agora, os EUA preparam-se para vender mais armamento ao regime saudita. Campanha da Amnistia Internacional quer evitar a venda
É a guerra que ninguém está a falar, submergida por outros conflitos que preocupam também a comunidade internacional. Milhares de civis foram mortos e feridos pela coligação liderada pela Arábia Saudita desde o início do conflito no Iémen.
O governo de Riade liderou uma campanha devastadora de ataques aéreos ilegais e bombardeamento a alvos civis no país vizinho, como denuncia a Amnistia Internacional. E agora o Presidente americano Obama autorizou a venda pelos Estados Unidos da América (EUA) de mais de 18 mil bombas e 1500 ogivas para a Arábia Saudita, no valor de mais de mil milhões de dólares (cerca de 898 milhões de euros).
Como as bombas ainda não foram entregues, a Amnistia Internacional lançou uma campanha na internet para pedir ao Presidente Obama e ao Congresso dos EUA que cancelem a venda deste armamento à Arábia Saudita.
sábado, 12 de março de 2016
Obras de Misericórdia - Apontamentos Catequéticos #5
Publicado a 10/03/2016
Obras de Misericórdia Espirituais: 4-Consolar os tristes; 5-Perdoar a injúrias.
O Cardeal-Patriarca D. Manuel Clemente apresenta, durante a Quaresma deste ano 2016, breves apontamentos catequéticos sobre as Obras de Misericórdia.
C20 - Em Flagrante - 5.º Domingo da Quaresma (Ano c) - P. Hugo Goçalves
Esta semana procura um padre e celebra o sacramento da reconciliação para poderes chegares a esta Páscoa de coração livre.
Recordando a eleição do Papa Francisco
O Papa do Sul do mundo trouxe preocupações específicas para a reforma da Igreja e a transformação da sociedade global
As viagens internacionais e a convocação de um Jubileu extraordinário da Misericórdia foram outros pontos de destaque, a que se somaram o encontro histórico com o patriarca ortodoxo de Moscovo e a visita à sede da ONU, em Nova Iorque.
Francisco tem proposto uma mudança do paradigma económico e financeiro internacional, como tinha deixado bem vincado na exortação ‘Evangelii Gaudium’ ou no seu discurso em Estrasburgo, perante o Parlamento Europeu, em defesa da democracia face ao poder dos mercados.
Com a encíclica 'Laudato si', Francisco abriu as fronteiras do seu discurso e colocou a Igreja Católica na liderança do movimento mundial para a defesa do ambiente, congregando à sua volta apoios das mais diversas proveniências.
O Papa tem estado próximo dos mais pobres e excluídos, na defesa de uma globalização mais plural, que respeite a identidade de todos e os excluídos, um discurso marcado pela vivência no Sul do mundo.
O primeiro pontífice da América Latina tem mostrado preocupação com a situação do Velho Continente, desejando uma ‘refundação da Europa', particularmente necessária perante as crises de refugiados e do terrorismo internacional.
O Papa tem repetido mensagens em favor da paz nas várias regiões do mundo afetadas por conflitos, assumindo a defesa dos cristãos no Médio Oriente, perseguidos pelo autoproclamado ‘Estado Islâmico’, e criticando quem justifica ataques terroristas com as suas convicções religiosas.
O cardeal Jorge Mario Bergoglio foi eleito como sucessor de Bento XVI a 13 de março de 2013, após a renúncia do agora Papa emérito; assumiu o inédito nome de Francisco e é o primeiro pontífice jesuíta na história da Igreja.
Em 36 meses, o Papa argentino visitou o Brasil, Jordânia, Israel, Palestina, Coreia do Sul, Turquia, Sri Lanka, Filipinas, Equador, Bolívia, Paraguai, Cuba e Estados Unidos da América, Quénia, Uganda, República Centro-Africana, e o México, bem como as cidades de Estrasburgo (França), onde passou pelo Parlamento Europeu e o Conselho da Europa, Tirana (Albânia) e Sarajevo (Bósnia-Herzegovina).
Realizou também dez viagens em Itália, incluindo passagens por Assis e pela ilha de Lampedusa, bem como uma homenagem no centenário no início da I Guerra Mundial, para além de outras visitas a paróquias na Diocese de Roma.
Entre os principais documentos do atual pontificado estão as encíclicas 'Laudato si', dedicada a questões ecológicas, e 'Lumen Fidei' (A luz da Fé), que recolhe reflexões de Bento XVI, bem como a exortação apostólica 'Evangelii Gaudium' (A alegria do Evangelho).
O Papa promoveu um Sínodo sobre a Família, em duas sessões, com consultas alargadas às comunidades católicas, e deu início ao Jubileu da Misericórdia, terceiro ano santo extraordinário na história da Igreja Católica, 50 anos depois do encerramento do Concílio Vaticano II.
Francisco tem sublinhado a sua preocupação com as “periferias” geográficas e existenciais da humanidade, que exigem respostas da Igreja e da sociedade.
Internamente, tem promovido também areforma dos organismos centrais da Igreja Católica, em particular a estrutura de coordenação para as atividades económicas e administrativas.
O Papa criou um Conselho de Cardeais, para o aconselhar no governo da Igreja e na revisão da Constituição Apostólica ‘Pastor Bonus’, sobre a Cúria Romana; o grupo com cardeais dos cinco continentes propôs a criação de uma comissão específica para os casos de abusos sexuais, à qual Francisco deu luz verde.
Os primeiros anos de pontificado são analisados na mais recente edição do Semanário ECCLESIA, com uma entrevista a Adriano Moreira e um dossier que inclui ainda textos de vaticanistas internacionais e testemunhos de vários bispos e outros portugueses que tiveram oportunidade de contactar com Francisco.
OC
sexta-feira, 11 de março de 2016
Lembramos o Convite para o colóquio na próxima terça-feira dia 15/03
Colóquio
«Nostra Aetate – Nossa Era, 50 anos depois»
Há 50 anos, o Concílio Vaticano II, já na sua reta final, promulgou com uma impressionante maioria, a Declaração «Nostre Aetate», sobre o diálogo inter-religioso. No desejo de celebrar os progressos que ao longo destes anos têm vindo a ser conseguidos, mormente no diálogo entre Judaísmo e Cristianismo, a Universidade Católica e a Embaixada de Israel propõem um dia inspirador e desafiante de encontro-reflexão comum.
15 mar | 09h45 | Auditório 1 | Entrada livre
quinta-feira, 10 de março de 2016
segunda-feira, 7 de março de 2016
Mensagem do Papa para a Quaresma 2016
Cidade do Vaticano (RV) - Leia na íntegra a mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2016:«“Prefiro a misericórdia ao sacrifício” (Mt 9, 13). As obras de misericórdia no caminho jubilar»
1. Maria, ícone duma Igreja que evangeliza porque evangelizada
Na Bula de proclamação do Jubileu, fiz o convite para que «a Quaresma deste Ano Jubilar seja vivida mais intensamente como tempo forte para celebrar e experimentar a misericórdia de Deus» (Misericordiӕ Vultus, 17). Com o apelo à escuta da Palavra de Deus e à iniciativa «24 horas para o Senhor», quis sublinhar a primazia da escuta orante da Palavra, especialmente a palavra profética. Com efeito, a misericórdia de Deus é um anúncio ao mundo; mas cada cristão é chamado a fazer pessoalmente experiência de tal anúncio. Por isso, no tempo da Quaresma, enviarei os Missionários da Misericórdia a fim de serem, para todos, um sinal concreto da proximidade e do perdão de Deus.
Maria, por ter acolhido a Boa Notícia que Lhe fora dada pelo arcanjo Gabriel, canta profeticamente, no Magnificat, a misericórdia com que Deus A predestinou. Deste modo a Virgem de Nazaré, prometida esposa de José, torna-se o ícone perfeito da Igreja que evangeliza porque foi e continua a ser evangelizada por obra do Espírito Santo, que fecundou o seu ventre virginal. Com efeito, na tradição profética, a misericórdia aparece estreitamente ligada – mesmo etimologicamente – com as vísceras maternas (rahamim) e com uma bondade generosa, fiel e compassiva (hesed) que se vive no âmbito das relações conjugais e parentais.
2. A aliança de Deus com os homens: uma história de misericórdia
O mistério da misericórdia divina desvenda-se no decurso da história da aliança entre Deus e o seu povo Israel. Na realidade, Deus mostra-Se sempre rico de misericórdia, pronto em qualquer circunstância a derramar sobre o seu povo uma ternura e uma compaixão viscerais, sobretudo nos momentos mais dramáticos quando a infidelidade quebra o vínculo do Pacto e se requer que a aliança seja ratificada de maneira mais estável na justiça e na verdade. Encontramo-nos aqui perante um verdadeiro e próprio drama de amor, no qual Deus desempenha o papel de pai e marido traído, enquanto Israel desempenha o de filho/filha e esposa infiéis. São precisamente as imagens familiares – como no caso de Oseias (cf. Os 1-2) – que melhor exprimem até que ponto Deus quer ligar-Se ao seu povo.
Este drama de amor alcança o seu ápice no Filho feito homem. N’Ele, Deus derrama a sua misericórdia sem limites até ao ponto de fazer d’Ele a Misericórdia encarnada (cf. Misericordiӕ Vultus, 8). Na realidade, Jesus de Nazaré enquanto homem é, para todos os efeitos, filho de Israel. E é-o ao ponto de encarnar aquela escuta perfeita de Deus que se exige a cada judeu pelo Shemà, fulcro ainda hoje da aliança de Deus com Israel: «Escuta, Israel! O Senhor é nosso Deus; o Senhor é único! Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças» (Dt 6, 4-5). O Filho de Deus é o Esposo que tudo faz para ganhar o amor da sua Esposa, à qual O liga o seu amor incondicional que se torna visível nas núpcias eternas com ela.
Este é o coração pulsante do querigma apostólico, no qual ocupa um lugar central e fundamental a misericórdia divina. Nele sobressai «a beleza do amor salvífico de Deus manifestado em Jesus Cristo morto e ressuscitado» (Evangelii gaudium, 36), aquele primeiro anúncio que «sempre se tem de voltar a ouvir de diferentes maneiras e aquele que sempre se tem de voltar a anunciar, duma forma ou doutra, durante a catequese» (Ibid., 164). Então a Misericórdia «exprime o comportamento de Deus para com o pecador, oferecendo-lhe uma nova possibilidade de se arrepender, converter e acreditar» (Misericordiӕ Vultus, 21), restabelecendo precisamente assim a relação com Ele. E, em Jesus crucificado, Deus chega ao ponto de querer alcançar o pecador no seu afastamento mais extremo, precisamente lá onde ele se perdeu e afastou d'Ele. E faz isto na esperança de assim poder finalmente comover o coração endurecido da sua Esposa.
3. As obras de misericórdia
A misericórdia de Deus transforma o coração do homem e faz-lhe experimentar um amor fiel, tornando-o assim, por sua vez, capaz de misericórdia. É um milagre sempre novo que a misericórdia divina possa irradiar-se na vida de cada um de nós, estimulando-nos ao amor do próximo e animando aquilo que a tradição da Igreja chama as obras de misericórdia corporal e espiritual. Estas recordam-nos que a nossa fé se traduz em actos concretos e quotidianos, destinados a ajudar o nosso próximo no corpo e no espírito e sobre os quais havemos de ser julgados: alimentá-lo, visitá-lo, confortá-lo, educá-lo. Por isso, expressei o desejo de que «o povo cristão reflicta, durante o Jubileu, sobre as obras de misericórdia corporal e espiritual. Será uma maneira de acordar a nossa consciência, muitas vezes adormecida perante o drama da pobreza, e de entrar cada vez mais no coração do Evangelho, onde os pobres são os privilegiados da misericórdia divina» (Ibid., 15). Realmente, no pobre, a carne de Cristo «torna-se de novo visível como corpo martirizado, chagado, flagelado, desnutrido, em fuga... a fim de ser reconhecido, tocado e assistido cuidadosamente por nós» (Ibid., 15). É o mistério inaudito e escandaloso do prolongamento na história do sofrimento do Cordeiro Inocente, sarça ardente de amor gratuito na presença da qual podemos apenas, como Moisés, tirar as sandálias (cf. Ex 3, 5); e mais ainda, quando o pobre é o irmão ou a irmã em Cristo que sofre por causa da sua fé.
Diante deste amor forte como a morte (cf. Ct 8, 6), fica patente como o pobre mais miserável seja aquele que não aceita reconhecer-se como tal. Pensa que é rico, mas na realidade é o mais pobre dos pobres. E isto porque é escravo do pecado, que o leva a utilizar riqueza e poder, não para servir a Deus e aos outros, mas para sufocar em si mesmo a consciência profunda de ser, ele também, nada mais que um pobre mendigo. E quanto maior for o poder e a riqueza à sua disposição, tanto maior pode tornar-se esta cegueira mentirosa. Chega ao ponto de não querer ver sequer o pobre Lázaro que mendiga à porta da sua casa (cf. Lc 16, 20-21), sendo este figura de Cristo que, nos pobres, mendiga a nossa conversão. Lázaro é a possibilidade de conversão que Deus nos oferece e talvez não vejamos. E esta cegueira está acompanhada por um soberbo delírio de omnipotência, no qual ressoa sinistramente aquele demoníaco «sereis como Deus» (Gn 3, 5) que é a raiz de qualquer pecado. Tal delírio pode assumir também formas sociais e políticas, como mostraram os totalitarismos do século XX e mostram hoje as ideologias do pensamento único e da tecnociência que pretendem tornar Deus irrelevante e reduzir o homem a massa possível de instrumentalizar. E podem actualmente mostrá-lo também as estruturas de pecado ligadas a um modelo de falso desenvolvimento fundado na idolatria do dinheiro, que torna indiferentes ao destino dos pobres as pessoas e as sociedades mais ricas, que lhes fecham as portas recusando-se até mesmo a vê-los.
Portanto a Quaresma deste Ano Jubilar é um tempo favorável para todos poderem, finalmente, sair da própria alienação existencial, graças à escuta da Palavra e às obras de misericórdia. Se, por meio das obras corporais, tocamos a carne de Cristo nos irmãos e irmãs necessitados de ser nutridos, vestidos, alojados, visitados, as obras espirituais tocam mais directamente o nosso ser de pecadores: aconselhar, ensinar, perdoar, admoestar, rezar. Por isso, as obras corporais e as espirituais nunca devem ser separadas. Com efeito, é precisamente tocando, no miserável, a carne de Jesus crucificado que o pecador pode receber, em dom, a consciência de ser ele próprio um pobre mendigo. Por esta estrada, também os «soberbos», os «poderosos» e os «ricos», de que fala o Magnificat, têm a possibilidade de aperceber-se que são, imerecidamente, amados pelo Crucificado, morto e ressuscitado também por eles. Somente neste amor temos a resposta àquela sede de felicidade e amor infinitos que o homem se ilude de poder colmar mediante os ídolos do saber, do poder e do possuir. Mas permanece sempre o perigo de que os soberbos, os ricos e os poderosos – por causa de um fechamento cada vez mais hermético a Cristo, que, no pobre, continua a bater à porta do seu coração – acabem por se condenar precipitando-se eles mesmos naquele abismo eterno de solidão que é o inferno. Por isso, eis que ressoam de novo para eles, como para todos nós, as palavras veementes de Abraão: «Têm Moisés e o Profetas; que os oiçam!» (Lc 16, 29). Esta escuta activa preparar-nos-á da melhor maneira para festejar a vitória definitiva sobre o pecado e a morte conquistada pelo Esposo já ressuscitado, que deseja purificar a sua prometida Esposa, na expectativa da sua vinda.
Não percamos este tempo de Quaresma favorável à conversão! Pedimo-lo pela intercessão materna da Virgem Maria, a primeira que, diante da grandeza da misericórdia divina que Lhe foi concedida gratuitamente, reconheceu a sua pequenez (cf. Lc 1, 48), confessando-Se a humilde serva do Senhor (cf. Lc 1, 38).
Vaticano, 4 de Outubro de 2015
Festa de S. Francisco de Assis
[Franciscus]
domingo, 6 de março de 2016
A Universidade Católica Portuguesa convida V. Exa.
para a Grande Conferência “O Julgamento de Jesus” a proferir
pelo Prof. Joseph H. H. Weiler, que terá lugar na Fundação
Calouste Gulbenkian, no dia 14 de março, pelas 18h.
O Julgamento de Jesus é provavelmente o episódio jurídico
com maiores consequências na evolução da civilização ocidental.
Tem um impacto profundo no conceito de Justiça, e as suas repercussões sentem-se quer se seja crente ou não-crente. Qual foi o objetivo
do Julgamento? Nesta palestra, o Professor Weiler analisará o contexto histórico, político e jurídico do Julgamento. Através de uma reflexão
sobre estas e outras questões, será explorada a forma como
o Julgamento moldou as noções ocidentais de Justiça.
Sessão em inglês com tradução simultânea
Universidade Católica Portuguesa
INSCRIÇÕES ABERTAS
São permitidas inscrições por conferência até à data da sua realização6ª CONFERÊNCIA – 9 DE MARÇO « Jesus rosto da misericórdia »
ORADOR: Alexandre Palma
LOCAL: ANFITEATRO 1
Valor: 5.00€
Boletim de Inscrição: AQUI
O Curso sobre a ´Misericórdia` decorrerá ao longo do ano académico 2015/16, 21 de outubro de 2015 a 11 de maio de 2016, com uma conferência temática mensal (9 conferências), às quartas-feiras das 18.30h às 20.30h
sexta-feira, 4 de março de 2016
Obras de Misericórdia - Apontamentos Catequéticos #4
Publicado a 03/03/2016
Obras de Misericórdia Espirituais: 1-Dar bom conselho; 2-Ensinar os ignorantes; 3-Corrigir os que erram.
O Cardeal-Patriarca D. Manuel Clemente apresenta, durante a Quaresma deste ano 2016, breves apontamentos catequéticos sobre as Obras de Misericórdia.
C19 - Pai Pródigo - 4.º Domingo Quaresma (Ano C) - P. Pedro Manuel
DESAFIO-TE:
E eu que personagem sou? O pai, o filho mais velho, ou o filho mais novo?
quinta-feira, 3 de março de 2016
Vaticano: Dia Internacional da Mulher vai destacar papel feminino na Igreja e na sociedade
Cidade do Vaticano, 01 mar 2016 (Ecclesia) – O Vaticano vai assinalar o Dia Internacional da Mulher, a 8 de março, com um grande encontro na Casina Pio XII para que dará destaque ao papel da mulher na Igreja e na sociedade, um pouco por todo o mundo.
Segundo a Rádio Vaticano, a iniciativa vai contar com “a participação de mulheres provenientes de países como Filipinas, Quénia, Alemanha, República Democrática do Congo, Hong Kong, Estados Unidos da América, Índia e República Checa”.
No âmbito do tema “A misericórdia requer coragem”, estas mulheres vão partilhar o modo como “contribuem para promover o papel feminino em suas realidades e a liderança das mulheres na Igreja”.
Este encontro internacional decorre no âmbito do projeto “Vozes de Fé”, um evento organizado pela Fundação Fidel Götz que marca habitualmente o Dia Internacional da Mulher, no Vaticano.
Este ano, a comemoração tem como novidade “uma parceria com o Serviço Jesuíta para Refugiados (JRS), para reforçar a importância da educação feminina”, sobretudo para as mais jovens.
JCP
Segundo a Rádio Vaticano, a iniciativa vai contar com “a participação de mulheres provenientes de países como Filipinas, Quénia, Alemanha, República Democrática do Congo, Hong Kong, Estados Unidos da América, Índia e República Checa”.
No âmbito do tema “A misericórdia requer coragem”, estas mulheres vão partilhar o modo como “contribuem para promover o papel feminino em suas realidades e a liderança das mulheres na Igreja”.
Este encontro internacional decorre no âmbito do projeto “Vozes de Fé”, um evento organizado pela Fundação Fidel Götz que marca habitualmente o Dia Internacional da Mulher, no Vaticano.
Este ano, a comemoração tem como novidade “uma parceria com o Serviço Jesuíta para Refugiados (JRS), para reforçar a importância da educação feminina”, sobretudo para as mais jovens.
JCP
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