terça-feira, 10 de setembro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 10 – Semana XXIII do Tempo Comum

Col 2, 6-15 / Slm 144 (145), 1-2.8-9.10-11 / Lc 6, 12-19

Toda a multidão procurava tocar Jesus porque d’Ele saía uma força que a todos sarava. (Evang.)

Hoje em dia, muitas pessoas rezam por curas, melhoras e melhorias na sua vida. Não sei se as pessoas pedem o perdão de Deus com o mesmo fervor. Pelo menos nas conversas não é costume dizer-se que se vai rezar para que Deus perdoe os pecados a fulano de tal. É que Jesus veio dizer que Deus perdoa e não que Deus cura. E, portanto, neste ponto, as pessoas estão descansadas. Isso é muito bom, desde que não desresponsabilize as pessoas. O leitor agradeça.

domingo, 8 de setembro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 8 – Domingo XXIII do Tempo Comum – Ano C

Sb 9, 13-19 / Slm 89 (90), 3-6.12-14.17 / Flm 9b-10.12-17 / Lc 14, 25-33

O Livro da Sabedoria aconselha-nos a evitar a pretensão de nos julgarmos mais sábios do que Deus, dando-Lhe conselhos para bem governar o universo. Só a humildade nos torna verdadeiramente sábios e grandes. Um autor afirma que «o crente de joelhos vê mais que o filósofo em bicos de pés». A fé é uma grande amiga da inteligência, que nos leva a aceitar os mistérios de Deus. O Padre Karl Rahner recorda que devemos evitar cair na tentação de pretendermos ser secretários de Deus, de sermos seus conselheiros e conhecedores da sua agenda.

S. Paulo escreve esta carta a Filémon, rico comerciante de Colossos, que converteu a Cristo, invocando um original título: «Caríssimo: Eu, Paulo, prisioneiro por amor de Cristo Jesus, rogo-te por este meu filho, Onésimo, que eu gerei na prisão». Onésimo era um escravo que fugiu do seu senhor e veio a ser metido na mesma prisão, tendo-se convertido e sido batizado por Paulo. Paulo intercede junto de Filémon para que o receba, não já como escravo, mas «como irmão muito querido». É um texto que demonstra a imensa ternura do coração de Paulo e o poder de fraternização da nossa fé: um senhor e um escravo podem ser realmente irmãos em Cristo.

O Evangelho apresenta-nos Cristo a propor radicalidade total a quem quiser ser seu discípulo. Nada de meias-medidas, de generosidades a conta-gotas, de estilos medíocres de ser cristão. É preciso assumir a cruz de cada dia, com realismo. É necessário amar a Deus como prioridade absoluta, para nesse amor amar toda a gente. Importa renunciar a todos os bens, desapegando o coração de tudo o que nos tira a liberdade, para aderir em cheio ao verdadeiro tesouro que é Cristo, nosso «caminho, verdade e vida».

A nossa adesão a Cristo não pode ser uma opção de amor romântico, um belo sonho desligado da realidade. Tem de ser um ideal realista, prático e exequível. Para ilustrar esta ideia, Jesus conta duas parábolas. A do proprietário que deseja construir uma torre para melhor guardar os seus campos e que, prudencialmente, faz contas para avaliar se pode concluir a torre. E a parábola do rei que planeia uma campanha militar contra um reino adverso. Para poder ter êxito, informa-se se tem soldados na certa proporção para alcançar a vitória. Ou seja, a vida de seguimento de Jesus, que é um ideal de vida admirável, precisa de uma boa dose de realismo, a fim de que querer seja de verdade poder.

sábado, 7 de setembro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 7 – Semana XXII do Tempo Comum / 1º Sábado

Col 1, 21-23 / Slm 53 (54), 3-4.6.8 / Lc 6, 1-5

Portanto, permanecei firmemente consolidados na fé. (1ª Leit.)

S. Paulo não diz só «permanecei na fé», mas também «firmemente consolidados na fé». É desta maneira que nós precisamos de ter a nossa fé: firme e consolidada. A consolidação da fé vem da nossa experiência com Deus, do nosso bom senso e do nosso raciocínio sobre essa experiência. Experiência com Deus iluminada pelas Escrituras e por toda a tradição da Igreja, que nos chega, por exemplo, através da liturgia. Hoje o leitor peça pela sua fé.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 6 – Semana XXII do Tempo Comum / 1ª Sexta-Feira

Col 1, 15-20 / Slm 99 (100), 2-5 / Lc 5, 33-39

Servi o Senhor com alegria. (Salmo)

Servir com alegria é um dos indicadores de estarmos a servir bem. Porque aquilo que fazemos contrafeitos é provável que não saia tão bem como o que fazemos com alegria. Claro que não é eficaz de repente decidirmos servir com alegria. A alegria, ou se tem cá dentro ou não se tem. Vem da nossa adesão à tarefa. A nossa tarefa como cristãos é a construção do reino de Deus (e tudo o que isso implica.) O leitor veja se constrói o reino de Deus com verdadeira alegria e entusiasmo ou se está apenas morno. Isso lhe falará do seu empenho.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 5 – Semana XXII do Tempo Comum

Col 1, 9b-14 / Slm 97 (98), 2-3ab.3cd-4.5-6 / Lc 5, 1-11

Sou um (…) pecador. (…) Serás pescador de homens. (Evang.)

Jesus torna Pedro pescador de homens. Pedro não se sentia digno por causa dos seus pecados. Se olharmos a esta razão, nenhum de nós é digno. E da mesma maneira, se Jesus fosse a escolher quem não pecasse, teria de escolher sua Mãe para tudo. A consciência da nossa finitude moral é essencial ao progresso e o aumento desta consciência é um sinal de progressão. Hoje, o leitor escolha um assunto e veja se progrediu nele, por exemplo, desde há um ano…

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

SÁBADO, 7 de Setembro

Missa na Igreja de Colares, às 10h00, por ocasião do aniversário dos 25 Militares falecidos, no fogo da Serra de Sintra, em 07-09-1966.

SEXTA-FEIRA, 6 de Setembro: 1ª do Mês

 na Igreja da Misericórdia às 18h15

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 4 – Semana XXII do Tempo Comum

Col 1, 1-8 / Slm 51 (52), 10.11ab.11cd / Lc 4, 38-44

Eu sou como a oliveira viçosa na casa do meu Deus. (Salmo)

«Confio para sempre na sua misericórdia». Nós confiamos, mais, temos a certeza que a misericórdia de Deus dura para sempre, abrange toda a nossa vida. É um motivo de grande alegria se bem que, penso, normalmente não andemos alegres por isso, porque o damos por adquirido. Mas a misericórdia de Deus podia ser limitada. Ou os nossos pecados na terra podiam não ter perdão e levarmos para o purgatório todos os nossos pecados acumulados. Mas Deus é misericordioso e perdoa-nos já nesta terra. O leitor agradeça.

domingo, 1 de setembro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 1 – Domingo XXII do Tempo Comum – Ano C

Sir 3, 19-21.30-31 / Slm 67 (68), 4-7ab.10-11 / Heb 12, 18-19.22-24a / Lc 14, 1.7-14

Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação

O livro de Ben Sira, também conhecido por Eclesiástico (livro da Igreja ou da assembleia), aqui exalta a virtude da humildade. A grandeza de alguém mede-se pela sua capacidade de ser simples e serviçal, discreto e humilde, pois esta é a atitude radical de Deus, que Se faz um de nós em Jesus Cristo, que Se nos oferece em comunhão, que habita na intimidade do nosso coração.

Só o humilde dá glória a Deus, pois reconhece que tudo vem do Alto, sem vanglória nem presunção. Como recorda Santa Teresa de Jesus, «a humildade é a verdade», pois reconhecemos a nossa real pequenez perante Deus infinito, sem pretensiosismos nem ostentação. O próprio Jesus Se apresentou como «manso e humilde de coração». E Nossa Senhora, glorificando as maravilhas de Deus, recorda que Ele «dispersou os soberbos... e exaltou os humildes».

O autor da Carta aos Hebreus faz o contraste entre a revelação de Deus no Antigo e no Novo Testamento. No Sinai, Deus comunicou-Se, pela mediação de Moisés, de uma maneira que incutiu medo, entre fogo e trevas e com uma tempestade. Chegada a plenitude dos tempos, Deus comunicou-Se pelo seu próprio Filho Jesus, acessível a todos. Hoje temos o privilégio de ter acesso direto a Deus, numa relação de intimidade familiar.

Cristo, no Evangelho, recorda-nos como deve situar-se alguém que quer ser seu seguidor. Tem de imitá-Lo nas suas atitudes estruturais, que Ele resumiu nestas duas frases: «Eu estou no meio de vós como aquele que serve»; «Eu não vim para ser servido, mas para servir». A parábola da hierarquia dos lugares num banquete deixa claro que é sabedoria de vida dar a primazia aos outros. Como Jesus afirmou: «Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado». É a nova lógica do Reino que Jesus veio instaurar: perder para ganhar, morrer para ter vida em abundância.

Na segunda parábola do Evangelho, Jesus dá-nos uma lição de gratuidade, de oferecer um benefício sem nada esperar em troca. As nossas relações humanas não devem nunca degenerar num negócio de permuta de bens: eu trato bem alguém para que ele seja amável comigo; faço um favor a um amigo para alcançar dele um benefício. Deixemos que seja Deus a gratificar-nos pelo bem que fizermos. Ele nos dará o imenso e eterno tesouro do Céu.

Neste domingo, por indicação do Papa Francisco, celebramos o «Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação». Tratar bem o planeta Terra é uma obrigação de quem honra a casa que o Criador nos deu; é uma urgência de cumprir o dever de justiça de oferecer aos outros, com quem convivemos, e às futuras gerações, um lugar para habitar com qualidade.

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 29 – Martírio de S. João Batista (Memória)

Jer 1, 17-19 / Slm 70 (71), 1-4a.5-6ab.15ab.17 / Mc 6, 17-29 (do Santoral)

Em vós, Senhor, me refugio. (Salmo)

Dentro de Vós, ó meu Deus, me aconchego e deposito a minha alma. Só vós me protegeis, só em Vós me refugio. Convosco partilho tudo o que sou, as minhas alegrias e as minhas tristezas, as minhas lutas, as minhas derrotas e as minhas vitórias. Sei que andais sempre comigo e que, algumas vezes, até me levais no vosso colo. Outras vezes sou eu que tenho de levar os meus irmãos ao colo. Bendito sejas, ó meu Deus.

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 28 – Santo Agostinho (Memória)

1 Tes 2, 9-13 / Slm 138 (139), 7-12 / Mt 23, 27-32

Por dentro estão cheios de (…) podridão. (Evang.)

Uma pessoa pode ter uma aparência muito bonita e ser como um túmulo – sendo corrupta, por exemplo. Nós temos de velar para não sermos corruptos à nossa pequena escala: para não largarmos aquele amigo que caiu em desgraça, ou não largarmos aquela opinião que agora já não reúne muitas simpatias, ou para não intimidarmos os mais pequenos porque não suportamos a mais pequena crítica, ou para não nos deixarmos intimidar. Etc. O leitor reze por isto.

domingo, 4 de agosto de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 4 – Domingo XVIII do Tempo Comum – Ano C

Ecl 1, 2; 2, 21-23 / Slm 89 (90), 3-6.12-14.17 / Cl 3, 1-5.9-11 / Lc 12, 13-21

Um sábio que vivia em Jerusalém, cerca do ano 220 antes de Cristo, Coélet, nome que significa aquele que reúne a assembleia, interpela os seus contemporâneos sobre o sentido da vida e o uso dos bens. As suas observações foram feitas num tempo caracterizado pelo florescimento da riqueza e do bem-estar. O fascínio do conforto material obscurecia a busca dos verdadeiros valores. É também uma tentação muito atual. Por isso, convém repetir hoje a sua forte chamada de atenção: «vaidade das vaidades: tudo é vaidade». Esta expressão aparece 25 vezes no livro do Eclesiastes, como um refrão de alerta vermelho. É uma ilusão «correr atrás do vento», viver de enganos que são como fachadas brilhantes que escondem ruínas. A resposta às perguntas do sábio Coélet encontramo-las no Evangelho de Jesus, nosso «caminho, verdade e vida».

S. Paulo, escrevendo aos cristãos de Colossos, recorda-lhes a novidade de ser cristão. Os vícios pertencem ao «homem velho», que não tem o horizonte da eternidade e só pensa nos prazeres imediatos, que contrariam o amor: «imoralidade, impureza, paixões, maus desejos e avareza, que é uma idolatria». Pelo Batismo somos «revestidos do homem novo». Cristo passa a ser o nosso hábito, que nos reveste da vida nova da graça e nos leva a praticar o mandamento do amor.

Encontramos no Evangelho uma proposta original: aproveitar o conhecimento de Jesus para O tentar fazer juiz de partilhas em favor de uma parte. Sabemos que uma herança é para ser dividida entre os irmãos, mas é bem conhecido que demasiadas vezes uma herança divide os irmãos, chegando a extremos de ódio. O amor ao dinheiro acaba por prevalecer sobre o amor aos irmãos. Por isso, Cristo adverte: «Vede bem, guardai-vos de toda a avareza: a vida de uma pessoa não depende da abundância dos seus bens». Os bens materiais são para ser possuídos na liberdade de quem vive para servir. Importa estar atentos para que não passem a mandar em nós, escravizando-nos pela avareza e ganância.

Cristo conta a história de um homem que se deixou levar pela vertigem da felicidade prometida pela abundância dos bens materiais: «Tens muitos bens em depósito para longos anos. Descansa, come, bebe, regala-te». Este o seu programa de felicidade egoísta, que facilmente se desfaz no nada, em breve tempo: «Insensato, esta noite terás de entregar a tua alma». Todas as formas de egoísmo são uma ilusão de felicidade e um veneno que destrói as boas relações com as pessoas com quem convivemos. Cristo indica a solução: «tornar-se rico aos olhos de Deus». É a riqueza do amor que partilha e serve.

sábado, 3 de agosto de 2019

Por que agosto é dedicado ao Imaculado Coração de Maria?

Entenda a associação da data com a Segunda Guerra Mundial e a mensagem de Fátima

Na Igreja Católica, cresceram ao longo do tempo “devoções” específicas atribuídas a cada mês do ano. O mês de junho foi associado ao Sagrado Coração de Jesus porque a festa do Sagrado Coração sempre cai naquele mês.

Agosto tornou-se conhecido como um mês dedicado ao Imaculado Coração de Maria, mas atualmente é difícil saber o motivo. Não existe festa particular e a celebração principal em agosto é a Assunção da Virgem Maria, no dia 15.

Porém, uma das razões pelas quais o mês se tornou associado ao Imaculado Coração de Maria é por causa da Segunda Guerra Mundial e a devoção do Papa Pio XII a Nossa Senhora de Fátima.

O mundo estava em tumulto na década de 1940, e o Papa Pio XII respondeu aos pedidos de Nossa Senhora de Fátima, consagrando o mundo ao Imaculado Coração de Maria. Isso ocorreu em 31 de outubro de 1942.

Em 4 de maio de 1944, o Papa Pio XII estabeleceu a festa do Imaculado Coração de Maria no dia 22 de agosto, dia da oitava festa da Assunção. Ele fez isso para que, por sua intercessão, seja obtida “paz entre as nações, liberdade para a Igreja, conversão dos pecadores, amor à pureza e prática da virtude”.

Este foi o dia dedicado ao Imaculado Coração de Maria até depois do Concílio Vaticano II.

Após a revisão do Calendário Geral, o Papa Paulo VI decidiu mudar as festas do Imaculado Coração e a Rainha de Maria. A festa do Imaculado Coração de Maria uniu-se à festa do Sagrado Coração de Jesus (celebrada no sábado seguinte à festa do Sagrado Coração, tipicamente em junho) e a Rainha de Maria foi transferida para o dia 22 de agosto.

Mesmo após a mudança das festas, muitos católicos continuaram a celebrar agosto como um mês dedicado ao Imaculado Coração de Maria, pois sentiam que sua mensagem em Fátima precisava ser ouvida de maneira mais extensa.

Essa designação de agosto não é um tema espiritual “oficial” decretado pela hierarquia católica, mas simplesmente um desenvolvimento histórico que surgiu da Segunda Guerra Mundial e da mensagem de Nossa Senhora de Fátima.

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 3 – Semana XVII do Tempo Comum / 1º Sábado

Lev 25, 1.8-17 / Slm 66 (67), 2-3.5.7-8 / Mt 14, 1-12

Nenhum de vós prejudique o seu próximo. (1ª Leit.)

Isto pode parecer pouco mas é muito. Por exemplo: Estacionamos em segunda ou mesmo terceira fila? Somos pontuais? (Então se somos médicos…) Somos civilizados? Deixamos as pessoas passar à nossa frente? Devolvemos os livros ou cd’s (ou qualquer coisa) que nos emprestam? Não fazemos as coisas ou falamos de rompante? As regras de civilidade, quando não em exagero, tornam a vida das pessoas mais agradável. Rezemos pela nossa boa educação.