domingo, 9 de agosto de 2020

Continuação da Novena - Terceiro dia

 Hora do Angelus (12h00) e Continuação da Novena

V/. O Anjo do Senhor anunciou a Maria.

R/. e ela concebeu do Espírito Santo.

...Ave Maria...

V/. Eis aqui a serva do Senhor.

R/. Faça-se em mim segundo a vossa palavra.

...Ave Maria...

V/. e o Verbo se fez carne.

R/. E habitou entre nós.

...Ave Maria...

V/.Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.

R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

V/. Oremos:

Derramai, ó Deus, a vossa graça em nossos corações, para que, conhecendo, pela mensagem do Anjo, a encarnação do Cristo, vosso Filho, cheguemos, por sua paixão e cruz, à glória da ressurreição pela intercessão da Virgem Maria.Pelo mesmo Cristo, Senhor Nosso.Amém

Continuação da Novena

“Como gostaria que em todos os lugares e em todas as línguas se expressasse a alegria pela Assunção de Maria!... Que todo homem e toda mulher tomem consciência de ser chamados, por diferentes caminhos, para participar da glória celestial de sua verdadeira Mãe e Rainha ”, disse São João Paulo II, em 1995, por ocasião da Solenidade da Assunção da Virgem Maria.

Terceiro dia:

Ó Mãe, Assunta ao céu, porque estivestes em todos os mistérios da nossa Redenção aqui na terra, Jesus vos coroou não apenas com glória, mas com o poder. Pela vossa mais gloriosa e poderosa intercessão, ajudai-nos, ó Mãe amorosa e apresentai a Jesus o nosso pedido (mencionar o pedido). Ó Rainha Assunta ao Céu, rogai por nós. Amém.

Ave Maria…

 

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 9 – Domingo XIX do Tempo Comum – Ano A


1 Reis 19, 9a.11-13a / Slm 84 (85), 9ab-14 / Rom 9, 1-5 / Mt 14, 22-33

As divindades pagãs costumavam mostrar o seu poder de um modo espetacular, a fim de que todos tivessem medo e respeitassem a sua pretensa força divina. O profeta Elias, nove séculos antes de Cristo, aguarda a manifestação do Senhor, no monte Horeb. Mas o Senhor não Se manifestou por sinais aparatosos de grande efeito: vento tempestuoso, terramoto, fogo abrasador. Deus manifestou-Se por uma ligeira brisa. Não é verdade que, tantas vezes, é deste modo que Deus omnipotente Se revela, sem pompa nem circunstância, mas com discrição e simplicidade? Precisamos de apurar a nossa atenção e discernimento para aproveitarmos as manifestações de Deus, em nós, nos outros, na Igreja e na história.

São Paulo, perante os seus irmãos judeus que rejeitavam aceitar a boa nova de Cristo, exprime a sua profunda tristeza. Mais, transbordando zelo apostólico, deseja ser ele o rejeitado da glória da adoção filial, em favor da salvação dos seus irmãos. Desejar o bem para as outras pessoas, mesmo discordando do seu modo de proceder, é um maravilhoso fruto da graça de Deus em nós.

Encontramos no Evangelho Jesus a despedir a multidão que O seguia, para ir rezar. É uma arte que temos a aprender de Jesus. No meio de todas as nossas atividades que nos dispersam, precisamos de saber «despedir a multidão» de preocupações, coisas a fazer, ruídos e correrias.

No mar inseguro de tudo o que vai acontecendo, em que temos a sensação de perder o chão que nos dá segurança e estabilidade, precisamos de recorrer à força que nos vem de Deus, ouvindo as palavras de Jesus, como Pedro: «Tende confiança. Sou Eu. Não temais». É inglória a pretensão de caminhar tranquilos sobre as águas do mar das dificuldades e problemas. Só dando a mão e o coração a Cristo encontraremos a segurança desejada.

OFERECIMENTO DAS OBRAS DO DIA

Ofereço-Vos, ó meu Deus,

em união com o santíssimo Coração de Jesus

e por meio do Coração Imaculado de Maria,

as orações, os trabalhos, as alegrias e os sofrimentos deste dia,

em reparação de todas as ofensas e por todas as intenções

pelas quais o mesmo divino Coração está continuamente intercedendo

e sacrificando-se nos nossos altares.

Eu Vo-los ofereço, de modo particular,

pelas intenções do Apostolado da Oração neste mês e neste dia.

sábado, 8 de agosto de 2020

Continuação da Novena - Segundo dia

 Hora do Angelus (12h00) e Continuação da Novena

V/. O Anjo do Senhor anunciou a Maria.

R/. e ela concebeu do Espírito Santo.

...Ave Maria...

V/. Eis aqui a serva do Senhor.

R/. Faça-se em mim segundo a vossa palavra.

...Ave Maria...

V/. e o Verbo se fez carne.

R/. E habitou entre nós.

...Ave Maria...

V/.Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.

R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

V/. Oremos:

Derramai, ó Deus, a vossa graça em nossos corações, para que, conhecendo, pela mensagem do Anjo, a encarnação do Cristo, vosso Filho, cheguemos, por sua paixão e cruz, à glória da ressurreição pela intercessão da Virgem Maria.Pelo mesmo Cristo, Senhor Nosso.Amém

Continuação da Novena

“Como gostaria que em todos os lugares e em todas as línguas se expressasse a alegria pela Assunção de Maria!... Que todo homem e toda mulher tomem consciência de ser chamados, por diferentes caminhos, para participar da glória celestial de sua verdadeira Mãe e Rainha ”, disse São João Paulo II, em 1995, por ocasião da Solenidade da Assunção da Virgem Maria.

Segundo dia:

Ó Maria, Assunta ao Céu, nós vos veneramos como a Rainha do Céu e da terra. Vosso próprio Filho vos elevou a um trono de glória no Céu, ao lado d’Ele próprio. Por terdes experimentado a amargura da dor e da tristeza com Ele na terra, vós agora desfrutais da bem-aventurança eterna com Ele no Céu.

Qual nossa Rainha amorosa, intercedei por nós em nossas necessidades (mencionar o pedido).

Somos gratos a Jesus por ter colocado a mais bela das coroas em vossa cabeça, enquanto todos os Anjos e Santos vos aclamam como sua Rainha.

Ó Rainha Assunta ao Céu, rogai por nós. Amém.

Ave Maria…

Inicio da Novena a Nossa Senhora da Assunção!

“Como gostaria que em todos os lugares e em todas as línguas se expressasse a alegria pela Assunção de Maria!... Que todo homem e toda mulher tomem consciência de ser chamados, por diferentes caminhos, para participar da glória celestial de sua verdadeira Mãe e Rainha ”, disse São João Paulo II, em 1995, por ocasião da Solenidade da Assunção da Virgem Maria.

Primeiro dia:

Ó Virgem Imaculada, Mãe de Jesus e nossa Mãe, nós acreditamos em vossa Assunção triunfante ao céu, onde os anjos e santos vos aclamam como Rainha do Céu e da terra.

Nós nos unimos a eles para louvar ao Senhor que vos elevou acima de todas as criaturas. Com eles, oferecemos-vos nossa devoção e amor.

Estamos confiantes de que vós vigiais nossos esforços diários e rogamos para que vós possais interceder por nós em nossas necessidades (mencionar o pedido). Confortamo-nos na fé na Ressurreição vindoura e olhamos para vós, nossa vida, nossa doçura e nossa esperança. Depois desta vida terrena, mostrai-nos Jesus, o bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria.

Ó Rainha Assunta ao Céu, rogai por nós. Amém.

Ave Maria…

Azenhas do Mar

 

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 7 – Semana XVIII do Tempo Comum / 1ª Sexta-Feira

 Naum 2, 1.3; 3, 1-3.6-7 / Deut 32, 35cd-36ab.39abcd.41 / Mt 16, 24-28

Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo. (Evangelho)

Só se renunciarmos à nossa sensualidade é que Deus Se aproxima de nós tão profundamente como deseja. A nossa sensualidade é, por exemplo, o que não faz bem ao nosso corpo. Estar parado, comer demais, não ir ao dentista, etc. Por outro lado, deixar-nos levar por conversas ilícitas. Etc. Nós podemos trabalhar todas estas coisas para que Deus Se aproxime mais de nós. (E ao renunciarmos a umas coisas veremos logo outras às quais renunciar.)


quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Paróquia das sete chagas

Diante de comunidades paroquiais das periferias do mundo, que vivem o essencial, ou seja, a Palavra, os sacramentos, a caridade, tornam-se «ridículas certas contendas que, por vezes, entre nós, sorvem energias e paixões» relativamente à gestão de espaços e estruturas, divisão de competências, mudança de horários de missas, organização de iniciativas. Mas a busca de protagonismo, mais do que do serviço, está longe de ser o único mal das paróquias.

1. Maledicência afiada
Ditada por invejas, ciúmes, desejo de se sobressair, ao ponto de se chegar à calúnia. «A Palavra de Deus adverte para a utilização bélica da língua», e a Eucaristia é «ação de graças», e «nunca maldição contra alguém». «Como se pode participar na missa e depois encher a boca de maledicências e falatório?». Por que não, antes, praticar «o método da correção fraterna»?

2. Lamentação crónica
«Consiste na tendência a falar sempre daquilo que não funciona, daquilo que os outros deviam fazer e não fazem, de tudo aquilo que falta e devia estar presente». O cristão é chamado ao louvor, e não ao lamento «crónico». Além disso, «uma comunidade lamentosa, por muito organizada que seja, não atrai ninguém, e, aliás, afasta».

3. Paralisia paroquial
Manifesta-se quando o tradicionalismo (o «sempre se fez assim») se torna mais importante do que a tradição. Também os métodos já experimentados e as experiências pastorais testadas devem ser submetidas a verificação, porque, «por vezes, a manutenção de formas do passado, em vez de respeitar a inspiração originária, trai-a».

4. Perfeccionismo paranoico
Há quem queira a comunidade perfeita. «Na celebração eucarística está presente a comunidade tal como é, não a comunidade perfeita … as comunidades cristãs são atravessadas por defeitos». O remédio? Ativar a misericórdia, redescobrir a grandeza do perdão, na consciência de que «o perdão não se confeciona na farmácia do coração, mas aprende-se de Deus».

5. Calculismo comunitário
Trata-se da avaliação da vida paroquial apenas na base da «quantidade»: número de pessoas, atividades realizadas, dinheiro ganho… «Semear é mais importante do que recolher». Por isso, é preciso «superar a ânsia dos números: a expressão da amargura pelo facto de se ser poucos torna-se muitas vezes um incentivo para esses mesmos poucos se irem embora».

6. Ativismo ansiogénico
Vivemos num contexto em que se respira «a tensão para as prestações», com o resultado de a atividade «aumentar a ânsia, e a ânsia aumentar a atividade». Um círculo vicioso que faz esquecer a ação benéfica da Eucaristia, que «é pura gratuidade, celebração, alegria de estar juntos, contemplação… não produz mais ânsia». Jesus «censura não o serviço, mas a ânsia de Marta».

7. Miopia pastoral
«Patologia ocular que permite apontar o foco para o que está próximo, mas torna desfocada a vista de pessoas e coisas afastadas.» Alguns cristãos consideram que algumas mudanças são acertadas, mas «opõem-se à sua aplicação para eles próprios, enquanto requerem um sacrifício». «A paróquia peregrina é o contrário da paróquia “NIMBY” [acrónimo inglês para “Not im my back yard”], ou seja, põe-se a caminho com coragem e projeção, em vez de defender o seu próprio átrio com medo e espírito conservador.»

Bruno Scapin
A partir de carta pastoral de D. Erio Castellucci, bispo de Modena-Nonantola (Itália), 14.09.2017
In Settimana News
Trad.: Rui Jorge Martins
Imagem: unkreatives/Bigstock.com
Publicado em 03.08.2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 6 – Transfiguração do Senhor (Festa)

Dan 7, 9-10.13-14 / Slm 96 (97), 1-2.5-6.9.12 / 2 Pedro 1, 16-19 / Mt 17, 1-9

Levantai-vos e não temais. (Evangelho)

Disse Jesus aos apóstolos e diz-nos a nós. Ponde-vos de pé. Fazei-vos ao caminho. Quando alguém acabou de se instalar num sofá, levantar-se outra vez é um esforço muito grande. O que Jesus quer é que nos desinstalemos da nossa vida para amarmos mais, para a maior glória de Deus (2º e 1º mandamentos). Conheci um senhor que, de fazer tanto fora de casa, não dava atenção à família. Aqui a desinstalação seria a desinstalação da rotina da hiperatividade. Outros terão de produzir mais. Cada um sabe de si. O que interessa é «levantarmo-nos» por amor do Reino.

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 5 – Semana XVIII do Tempo Comum

Jer 31, 1-7 / Jer 31, 10.11-12ab.13 / Mt 15, 21-28

Não fui enviado senão às ovelhas perdidas. (Evangelho)

Imaginemos que Deus tinha sido inventado por nós, à maneira dos reis terrenos, dos quais só se aproximam os grandes deste mundo ou as multidões. Tínhamos um Deus amigo dos cumpridores e que punha todos os outros no inferno. Pelo contrário. Temos um Deus que veio à terra – que Se humanizou – para resgatar os «perdidos», para que os perdidos se encontrem n’Ele. Hoje o leitor agradeça a Deus esta maravilha.

terça-feira, 4 de agosto de 2020

DIA DE ORAÇÃO PELOS CRISTÃOS PERSEGUIDOS

 
Há seis anos, em Agosto de 2014, houve um ataque de enorme magnitude contra os Cristãos do Iraque. Por causa disso, e porque há datas que não podem cair no esquecimento, a Fundação AIS convoca os Portugueses, uma vez mais, para rezarem pelos Cristãos perseguidos.

Não deixar cair no esquecimento é o propósito principal da proposta de oração pelos Cristãos perseguidos para a próxima quinta-feira, dia 6 de Agosto. Nessa data, há precisamente seis anos, milhares de cristãos foram forçados a fugir, quando as terras onde sempre viveram, as suas aldeias e vilas na Planície de Nínive, no Iraque, foram invadidas pelo Daesh, os jihadistas do auto-proclamado Estado Islâmico.

Essa data, poderosamente simbólica, passou a ser assinalada como “Dia de Oração pelos Cristãos perseguidos”. Este ano, por causa da pandemia do coronavírus não vamos organizar nenhuma acção em concreto, mas isso não significa que não recordemos os Cristãos perseguidos, que não rezemos por eles. Por isso, a Fundação AIS lança o desafio a todos os Portugueses para lembrarem, num momento de oração, todos os que foram e são perseguidos por causa da sua fé.

D. Louis Raphael Sako, Patriarca dos Cristãos Católicos Caldeus, escreveu esta pequena oração que se tornou também a nossa oração pelos Cristãos perseguidos:
Senhor Jesus Cristo,
Vós nos ensinaste a rezar ao Pai em Vosso nome, e nos assegurastes que tudo o que pedíssemos, nós receberíamos.

Por isso, nos dirigimos a Vós com total confiança, pedindo a graça e a força de perseverar nesta tempestade, para alcançar a paz e a segurança, antes que seja tarde demais.

Esta é a nossa oração e, embora pareça impossível para nós, confiamos a vós a nossa sobrevivência e nosso futuro.

Ajuda-nos, Pai,
Em nome do Teu Filho crucificado e ressuscitado, Jesus, para continuarmos a trabalhar juntos; para sermos livres, responsáveis e amorosos; para encontrarmos a vossa vontade e fazê-la com alegria, zelo e coragem.

Em Canã, a Mãe de Jesus foi a primeira a reparar que não havia vinho. Por intercessão de Maria, pedimos-Te, Pai, para mudar a nossa situação - como vosso filho transformou a água em vinho - da morte para a vida.
Ámen

(Cardeal Patriarca Caldeu Louis Raphael Sako, Bagdade, Iraque)
Aponte na sua agenda: Dia 6 de Agosto, lembre-se dos Cristãos perseguidos. Reze por eles. Reze em casa, em família, na paróquia, no seu movimento. Reze.  Os Cristãos perseguidos não podem ser esquecidos.

Hoje 4 de Agosto - Santa Missa em Colares às 19h00


segunda-feira, 3 de agosto de 2020

📢 Mensagem do Prior 📢

MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 3 – Semana XVIII do Tempo Comum

Jer 28, 1-17 / Slm 118 (119), 29.43.79-80.95.102 / Mt 14, 22-36

Logo que a despediu [a multidão], subiu a um monte, para orar a sós. (Evangelho)

Jesus devia ter uma oração magnífica. Isto suponho eu, pois se os místicos têm êxtases imensos, quanto mais Jesus… Nós – mortais comuns – podemos ter uma oração consolada ou não. Às vezes, a nossa oração perde o sabor. Não nos «apetece» rezar. Algumas pessoas acham que é uma tentação do demónio. O que é, sem dúvida, é uma provação de Deus. É Deus a perguntar-nos: «Manténs o relacionamento comigo mesmo sem gosto?» É um relacionamento que põe a nossa fé à prova.

domingo, 2 de agosto de 2020

Frei Mateus Peres: Fé e cultura do gentil tecedor de mediações

«É uma pena se, para lá do círculo da família « dominicana, ficar por assinalar a partida dessa notável figura que foi, no Portugal contemporâneo, frei Mateus Peres, O.P.»: é com estas palavras que o cardeal Tolentino Mendonça evoca hoje o religioso português falecido, aos 87 anos, na segunda-feira. «Muitos recordarão a figura de frei Mateus Peres por outras razões. A mim, confesso, o seu legado foi a gentileza. Ele mostrou-me o que significa ser sempre gentil; como se pode e deve defender um quinhão de alegria no meio das turbulências; o valor dessa pureza de coração que se traduz em hospitalidade incondicional à vida e em prática fraterna efetiva.»

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 2 – Domingo XVIII do Tempo Comum – Ano A

Is 55, 1-3 / Slm 144 (145), 8-9.15-18 / Rom 8, 35.37-39 / Mt 14, 13-21

O profeta Isaías fala a partir da situação do povo de Israel exilado na Babilónia, onde já se encontra há mais de 50 anos, depois da destruição de Jerusalém. Muitos israelitas desistiram de lutar e regressar à sua terra e acomodaram-se a viver desterrados. Isaías anima o seu povo a não desistir de confiar no Deus da aliança, que os fará regressar ao seu país e saciará a sua fome com saborosos manjares. Quem está do lado de Deus cultiva sempre uma esperança que o ajuda a vencer todas as dificuldades.

O desafio que nos faz São Paulo é próprio de quem tem uma confiança inabalável em Deus. Só Deus é omnipotente e não, de modo algum, as dificuldades que poderemos ter de enfrentar. São Paulo enumera sete que experimentou na sua vida: «a tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo, a espada». Cada um de nós poderá fazer a sua lista, incluindo a atual pandemia. Recordo uma afirmação, cheia de fé, que uma vez li: «Não digas a Deus que tens um grande problema; diz ao problema que tens um grande Deus».

Deus é perito em compaixão, sabe sofrer com os que sofrem e procura dar-lhes o justo remédio: Jesus, «ao desembarcar, viu uma grande multidão e, cheio de compaixão, curou os seus doentes». Os apóstolos, perante uma multidão esfomeada, em hora tardia, apresentaram a Jesus a solução de quem fecha os olhos para o problema: «Manda embora esta gente». Mas Jesus Cristo chama-os à responsabilidade: «Não precisam de ir embora; dai-lhes vós de comer». E a partir do pouco que havia, «cinco pães e dois peixes», fez o milagre da multiplicação e a multidão ficou saciada.

Precisamos de imitar a desmedida compaixão do coração de Jesus. Compaixão que não é uma comoção vazia e sem consequências, mas encarna em gestos práticos de amor e serviço. Se ousarmos dividir o pouco que temos, Deus fará o resto, e não haverá fome de pão e de amor solidário.

sábado, 1 de agosto de 2020


Intenções de S. S. o Papa Francisco para o mês de Agosto

Intenção

O mundo do mar (Universal)

Rezemos por todas as pessoas que trabalham e vivem do mar, entre elas os marinheiros, os pescadores e suas famílias.

Reflexão

Este ano de 2020 celebram-se os 100 anos do Apostolado do Mar, que está integrado, a nível da organização da Santa Sé, no Dicastério para a Promoção Humana Integral. É por isso que, neste mês de agosto, o Santo Padre dirige o olhar e o coração da Igreja para aqueles que vivem do mar.

O mar sugere-nos, ao menos nos países que têm praia, tempo de férias, lazer, descanso, beleza e contemplação. Porém, para muitas pessoas, o mar é o lugar da sua subsistência, lugar de lutas e perigos. Muitos países têm o mar como a principal fonte da sua economia e constitui-se como o sustento de muitas famílias.

Pensemos nas pessoas que vivem do mar: os pescadores, os marinheiros, os que trabalham em cruzeiros de viagem, militares, etc. Muitas vezes, para além do perigo que o mar representa, sobretudo quando as condições de segurança são precárias, estas pessoas vivem dias e semanas longe dos seus, na incerteza do fruto do seu trabalho. É também comum que muita desta atividade seja propícia a abusos, a nível laboral e de condições de trabalho. Para que os alimentos e os bens do mar cheguem até nós, foi preciso que estes tivessem passado por muito esforço e em condições que desconhecemos.

Também sabemos como são importantes os laços e os tempos em família. A ausência de casa, por períodos sucessivos e regulares, é uma constante nestas famílias e não é, certamente, isenta de dificuldades de tipo afetivo, de fortalecimento dos vínculos e até de harmonia. Infelizmente, sabemos que muitas comunidades piscatórias são também lugares de muita precariedade social e pobreza.

Esta intenção pode ajudar-nos a recordar o que está por trás daquilo que chega até nós e a promover, na medida do possível, estas pessoas e a dignidade do seu trabalho. Para isso, felizmente, existem instituições que procuram proteger e lutar pelos direitos destes trabalhadores, as quais podemos conhecer e apoiar. Que a nossa oração e a gratidão de coração ajudem a todos a sentirem-se nossos irmãos e irmãs.

Oração

Senhor Jesus,
Tu que chamaste alguns pescadores
para serem teus discípulos,
nós te damos graças por continuares a olhar com amor
para aqueles que têm no mar o seu sustento.
Toca o nosso coração para podermos estar atentos
às necessidades destes nossos irmãos e irmãs e das suas famílias.
Torna-nos sensíveis à realidade em que vivem
e envia o teu Espírito sobre aqueles que podem dar-lhes
melhores condições para um trabalho digno e seguro.
Ampara-os e protege-os nas suas dificuldades,
assim como as suas famílias,
para que em nós encontrem sustento e ajuda.
Pai-Nosso...

Desafios

- Às refeições, agradecer pessoalmente, em família ou em comunidade por todos os que trabalham para que o alimento chegue às nossas mesas, vendo neles o rosto do amor de Deus por nós.

- Procurar conhecer mais sobre as condições de trabalho e a realidade das pessoas que vivem do mar, as suas famílias, e despertar a sensibilidade para os problemas e desafios que enfrentam.

- Conhecer instituições que ajudam as comunidades piscatórias nas suas dificuldades e no reconhecimento da dignidade do seu trabalho e colaborar, na medida do possível, com estas instituições.

Incêndios: D. Rui Valério fala em cenário de «destruição» e «desertificação» que se repete a cada verão

Bispo das Forças Armadas e de Segurança enviou mensagem de encorajamento a quem está na frente de combate ao fogo
Lisboa, 31 jul 2020 (Ecclesia) – O bispo das Forças Armadas e de Segurança enviou uma mensagem de encorajamento a todos os envolvidos no combate aos incêndios, lamentando o cenário de destruição e “desertificação” que se repete no país, a cada verão.

“Em Portugal, o verão tornou-se sinónimo de incêndios. Um flagelo que se tem traduzido em destruição, desolação, morte, desespero, abandono, desertificação… Quando a floresta arde, também a alma dos homens se queima”, escreve D. Rui Valério, num texto enviado hoje à Agência ECCLESIA.

O responsável católico evoca a experiência de quem já perdeu os seus haveres, num momento que deixa marcas profundas para o futuro.

“A pobreza, a incerteza do amanhã, o desemprego, tudo escava sulcos de desconfiança nas almas. Trata-se, na verdade, de uma tragédia que mina diretamente a essência do ser humano”, refere.

O prelado sublinha que o trabalho no âmbito do combate aos incêndios tem “sempre uma relevância humanista”.

Como o destino das florestas, dos campos e de tudo o mais que possa ser dizimado pelas chamas tem ligações profundas com as pessoas, as quais se ressentem com a sua destruição, também o que for feito em prol das populações tem o efeito de um recomeço. É a fonte da esperança.

O responsável pelo Ordinariato Castrense destaca que as Forças Armadas e Forças de Segurança, “com a sua presença e ação no terreno, têm sido obreiras de renascimentos e arautos dessa esperança”.

“Caros Militares e Elementos das Forças de Segurança, com esta mensagem, tão breve quanto sentida, venho agradecer a vossa dedicação em defender Portugal. As palavras, embora insuficientes, exprimem a nossa gratidão e o nosso apreço, num ato de sincera retribuição, pelo vosso zelo em proteger o nosso país”, acrescenta.

D. Rui Valério manifesta uma “sincera admiração” pela entrega de quem está na linha da frente do combate ao fogo, colocando em risco a própria vida, e pelas suas famílias.

“A vossa atuação cria nas pessoas um profundo sentimento de segurança. E sobre esse sentimento, as pessoas constroem uma confiança sólida e uma esperança elevada. E vós, no meio da desolação, sóis um oásis para o renascimento”, escreve.

A mensagem conclui-se com uma oração, para que “o flagelo do incêndio nunca se revele uma certidão de óbito para ninguém”.

OC

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 1 – Santo Afonso Maria de Ligório (Memória) / 1º Sábado

Jer 26, 11-16.24 / Slm 68 (69), 15-16.30-31.33-34 / Mt 14, 1-12

Embora quisesse dar-Lhe a morte, tinha receio da multidão. (Evangelho)

O receio de que outro proteste pode inibir-nos de pôr pé em ramo verde, o que é bom, mas noutras alturas pode acobardar-nos de tomarmos uma atitude vertical. Um exemplo muito prático é a defesa dos valores cristãos, defesa essa que pode ser necessária quando menos se espera. Por exemplo, imagine o leitor que faz parte de uma comissão que, em tempos de COVID-19, quer restringir o acesso dos idosos aos cuidados hospitalares… (Ninguém estava à espera que a COVID-19 aparecesse e eis senão quando ela surge…)