quarta-feira, 31 de outubro de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 31 – Semana XXX do Tempo Comum

Uma pessoa iníqua é uma pessoa malévola, uma pessoa que causa mal a alguém. O leitor tem consciência de ter sido mau para alguém? Alguns de nós temos um bocadinho mau, ou uma faceta má, ou desnecessariamente dura ou desleixada com o outro, que, com o tempo, se transforma em maldade. Hoje, o leitor faça um exame de consciência e imponha-se uma penitência.

XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispo

Jovens durante a Missa de encerramento do Sínodo dos Bispos a eles dedicado
 (Vatican Media)
Carta dos Padres Sinodais aos jovens

A vocês, jovens do mundo, nós Padres Sinodais nos dirigimos com uma palavra de esperança, confiança e consolação. Nestes dias, nos reunimos para escutar a voz de Jesus, “o Cristo, eternamente jovem”, e reconhecer Nele as vozes dos jovens e seus gritos de exultação, lamentos e silêncios.

Sabemos de suas buscas interiores, das alegrias e das esperanças, das dores e angústias que fazem parte de sua inquietude. Agora, queremos que vocês escutem uma palavra nossa: desejamos ser colaboradores de sua alegria para que suas expectativas se transformem em ideais. Temos certeza de que com sua vontade de viver, vocês estão prontos a se empenhar para que seus sonhos tomem forma em sua existência e na história humana.

Que nossas fraquezas não os desanimem, que as fragilidades e pecados não sejam um obstáculo à sua confiança. A Igreja é sua mãe, não abandona vocês, está pronta para acompanhá-los em novos caminhos, nas sendas mais altas onde o vento do Espírito sopra mais forte, varrendo as névoas da indiferença, da superficialidade, do desânimo.

Quando o mundo, que Deus tanto amou a ponto de lhe doar seu Filho Jesus, é subordinado às coisas, ao sucesso imediato e ao prazer, pisoteando os mais fracos, ajudem-no a se reerguer e a dirigir seu olhar ao amor, à beleza, à verdade e à justiça.

Por um mês, nós caminhamos juntos, com alguns de vocês e muitos outros unidos a nós com a oração e o carinho. Desejamos continuar o caminho em todas as partes da terra onde o Senhor Jesus nos envia como discípulos missionários.

A Igreja e o mundo precisam urgentemente de seu entusiasmo. Sejam companheiros de estrada dos mais frágeis, dos pobres, dos feridos pela vida.

Vocês são o presente, sejam o futuro mais luminoso.

28 de outubro de 2018

Pe. Reginaldo Manzotti tira suas dúvidas sobre morte, purgatório, céu, inferno

Padre Reginaldo Manzotti 
A vida é um dom de Deus, porém estamos de passagem neste mundo e a qualquer momento podemos perder alguém querido, alguém que amamos. Quem não perdeu é bom estar preparado, pois se existe algo certo na vida, é a morte. Ao olharmos para a morte devemos valorizar a vida, como uma forma e oportunidade de nos prepararmos para a eternidade com Deus.

O próprio Jesus garante que é da vontade do Pai que não se perca nenhum daqueles que lhe deu, e que todo aquele que n’Ele crê tenha a vida eterna, e o ressuscitará no último dia (Jo 6, 37-40).
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terça-feira, 30 de outubro de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 30 – Semana XXX do Tempo Comum

O grão de mostarda é Jesus, a mais pequenina das sementes no Império Romano, com 70 milhões de pessoas e 300 mil soldados. Depois de morrer e desaparecer, essa semente deu doze sementes, mais Paulo, que começaram a incendiar o Império. Nós incendiamos com o nosso testemunho e a nossa palavra. Sobretudo, com o nosso testemunho, que é muito necessário. Como é que o leitor dá testemunho? A quem?

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Intervenção no 21º Congresso Nacional da Ordem dos Médicos

Medicina, uma ciência humana

Ciência significa saber certo, mais do que um certo saber… Porque a consciência das coisas é reflexo da realidade que nos surpreende e se impõe. Quando o facto se repete, induz relação causa – efeito.
Enquanto não se soube o porquê, adivinharam-se relações mágicas, entre o temido e o pretensamente manipulável. A humanidade começou por subsistir deste modo, de que não faltam permanências e surtos ainda hoje, como amanhã também.

Dito doutra maneira, o futuro da Medicina está na pessoa humana que a requer e na pessoa humana que a realiza. Mais do que a doença há doentes e mais do que Medicina existem os médicos. No princípio, no meio e no fim, somos pessoas entre pessoas. O maior desafio que enfrentamos hoje é a personalização da sociedade que havemos de ser.

Lisboa, 27 de outubro de 2018   
Manuel Clemente       

MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 29 – Semana XXX do Tempo Comum

Algumas vezes, é preciso envergonharmos alguém. Não raro, uma criança. Mas também envergonhamos adultos. E que fazemos nessas alturas? Talvez devêssemos rezar por essas pessoas. (Assim que a nossa irritação passasse.) Porque envergonhar o outro tem de ser uma forma de o amar – de o fazer reparar em alguma coisa – e não uma forma de libertarmos a nossa irritação ou a nossa inconveniência. O leitor já envergonhou alguma criança? Hoje, reze por ela.

domingo, 28 de outubro de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 28 – Domingo XXX do Tempo Comum – Ano B

Na semana passada, o Evangelho falava-nos de Tiago e de João e de como eles ainda não tinham percebido quase nada daquilo que o Senhor lhes tinha ensinado. Jesus estava a dizer-lhes que tinha de ir para Jerusalém e morrer; e eles, como se não O tivessem escutado, discutiam quem entre eles era o mais importante, preocupados com os lugares mais importantes... cegos diante daquilo que Jesus lhes tinha estado a dizer.

Os milagres que Jesus faz, embora nós os achemos sempre muito interessantes, na verdade não são assim tão importantes para Jesus. Estes são sinais que indicam outra coisa: indicam o Amor de Deus por nós. As curas dos que sofrem um mal físico são para libertar, para dar a Vida Nova. A sogra de Pedro, por exemplo, tinha uma febre que a impedia de servir. Jesus cura-a dos impedimentos, isto é, daquilo que a impedia de sair de si mesma e servir. O sinal de que ficou curada? Começou a servir.

«Que queres que faça por ti?» – pergunta Jesus ao cego. É a mesma pergunta que neste momento do Evangelho faz a cada um de nós que, tal como o cego, estamos sentados fora da estrada e somos convidados a dar a mesma resposta: «que eu veja». É este o objetivo da catequese de Jesus aos seus discípulos (e de S. Marcos ao leitor do Evangelho): levar-nos ao ponto onde se cumpre o último dos milagres, aquele definitivo – a cura da cegueira.

Este cego funciona para nós como um espelho que nos faz ver aquilo que somos. Do cego Bartimeu conhecemos três características: é cego, está sentado, está fora do caminho. Do Evangelho sabemos que é Jesus o caminho e este homem, porque não pode ver, está sentado fora. Em termos espirituais, a cegueira é a incapacidade de ver para além de si mesmo. Significa ficar fechado nas próprias necessidades e incapaz de se meter a caminho com Jesus que o chama. A verdadeira cegueira, aquela que realmente mata, é o egoísmo de quem está fechado dentro de si mesmo e não vê nada para além dos seus desejos.

Como podemos ser curados da cegueira? Em primeiro lugar, reconhecer que não vemos os outros como são realmente, mas que os nossos medos e desconfianças nos cegam e nos impedem de os ver com o olhar do amor. A cura está na confiança. Podemos ter confiança quando temos medo de uma pessoa? Não. O egoísta não pode confiar. Só o amor nos faz confiar uns nos outros. O nosso verdadeiro vir à luz dá-se quando nos sentimos amados; então existimos como pessoas, então podemos ver os outros, olhar para fora de nós mesmos.

O milagre que hoje nos é apresentado é aquele que os discípulos verão no fim do Evangelho, quando perceberão que Deus é amor. É percebendo este amor que podemos nascer como pessoas livres e podemos começar a ver a realidade com olhos novos. Nós somos cegos porque não conhecemos o amor e estamos impedidos de reconhecer irmãos e irmãs à nossa volta.

Para Bartimeu, filho de Timeu, o encontro com Jesus dá-se porque se põe a gritar. Ele não espera o momento ideal para encontrar o Senhor, mas mal se apercebe de que o Senhor está próximo, grita, suplica que Ele Se aproxime. Bartimeu tem tanta confiança em Jesus que O chama pelo nome. É o único, em todo o Evangelho, que tem a coragem de dizer «Jesus».

Tenhamos todos a coragem de assumir que temos cegueiras que nos impedem de amar e que não nos podemos curar a nós mesmos, mas que só Jesus nos pode salvar. «Jesus, Filho de David, tem misericórdia de mim»! 

Dormir na igreja

«Alguns anciãos foram ter com o padre Poemen e colocaram-lhe uma interrogação: "Se virmos irmãos a dormitar durante a liturgia, quer que os sacudamos, para que fiquem acordados?". Ele respondeu-lhes: "Na verdade, se eu vejo um irmão que dormita durante a liturgia, coloco a sua cabeça nos meus joelhos e deixo-o repousar".»

O terrível Jonathan Swift, que além de ser o autor das “Viagens de Gulliver”, era também pastor anglicano, escreveu um pequeno ensaio irónico sobre como fazer dormir os fiéis durante uma pregação durante a tarde.

Pode acontecer que, sobretudo durante homilias longas e enfadonhas, as pálpebras se abaixem, e não com certeza para refletir melhor. É o que acontecia também aos antigos monges que viviam nas ásperas solidões do deserto egípcio, como é atestado pelo apólogo que tem por protagonista um dos mestres ou “padres” de então.

A lição do mestre é surpreendente na sua humanidade. Muitos trocam a ascese pelo masoquismo, confundindo a religiosidade com uma mera sequência de normas, imaginando a santidade como um distanciar-se da concretude para viver "angelicamente".

Em vez disso, nunca devemos esquecer a mansidão de Cristo, a sua paciência com discípulos não exatamente brilhantes na espiritualidade e na inteligência, a par de multidões unicamente desejosas de milagres e de pão.

Aquela cabeça que repousa sobre os joelhos do velho padre espiritual é o sinal da generosidade, da compreensão, da serenidade de uma alma verdadeiramente grande e capaz de amor.

P. (Card.) Gianfranco Ravasi
In Avvenire
Trad.: Rui Jorge Martins
Imagem: "Cabeça de uma mulher adormecida" (det.) | Odilon Redon | C. 1905
Publicado em 26.10.2018

O que é o discernimento?

Aos ouvidos da maioria, e em particular dos das novas gerações cristãs, o termo “discernimento” é hermético. Trata-se, com efeito, de uma palavra caída no esquecimento, mas que recentemente tem aparecido muitas vezes no ensinamento do papa.

Foi precisamente Francisco que escolheu como tema do sínodo dos bispos que decorre até domingo o discernimento, apontando-o como operação urgente na vida da Igreja e sobretudo no processo vocacional, dizendo respeito de modo particular aos cristãos que na sua idade juvenil chegam a uma forma de presença específica na Igreja e no mundo.

sábado, 27 de outubro de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 27 – Semana XXIX do Tempo Comum

Como Deus encontra frutos dentro de nós, não nos corta, mas corta tudo «o que não dá fruto» (cf. João 15, 2). São as oportunidades perdidas – não voltam. São faltas de amor, faltas de realização pessoal, que são faltas de amor a nós próprios e faltas na construção do Reino. Faltas que, às vezes, só conhecemos quando já é demasiado tarde. O leitor, hoje, veja o que é que está quase a não acontecer.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Vaticano lança versão do Pokémon GO para apanhar santos – e seguir as pisadas de Jesus Cristo

Os apóstolos roubaram o lugar aos pokémon, mas só quem dominar a filosofia cristã é que irá conseguir apanhá-los todos.
Quando em 2017, o Papa Francisco pediu aos católicos que pousassem os smartphones durante a missa, talvez ainda estivesse longe de imaginar que, um ano depois, a instituição faria exatamente o oposto: ao que parece, agora o caminho da salvação passa por levar o telemóvel ao peito e apanhar todos os santos que conseguir. Não com bolas, mas com orações e respostas a perguntas filosóficas.

Tal como o famoso jogo inspirado na série japonesa, o objetivo passa por apanhar e colecionar todas as personagens. Só que em vez de andar à caça de Pikachus e Charizards, vai ter que encontrar Bartolomeu, Mateus ou Tomé, entre outras figuras bíblicas. Para conseguir juntá-los à “equipa de evangelização”, vai ter que responder a questões filósoficas sobre o cristianismo.

O sistema usa também a geo-localização, o que significa que sempre que passar por uma igreja, o jogo irá tentar demovê-lo a entrar.

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 26 – Semana XXIX do Tempo Comum

Isto começa por não acharmos que ele é que tem de se moldar a nós. Mas também não devemos entregar a nossa dignidade ao outro, como, aliás, Jesus nunca fez. Daí que precisemos de aprender quais os critérios da boa relação. Critérios que vêm no Evangelho e que é preciso assimilar. E é para essa assimilação que precisamos do Espírito Santo. Relacionarmo-nos é muito difícil. Relacionarmo-nos amando TODOS é divino e só pode vir de Deus. Da oração. Também da oração de hoje.

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 25 – Semana XXIX do Tempo Comum

Jesus está ansioso que o batismo se realize. Este seu batismo de sangue contrasta com o batismo de água de João. Depois, no Evangelho de S. João, sairá sangue e água do lado aberto pela lança. Todos nós temos as nossas horas de ansiedade e nelas devemos rezar. Deus talvez não nos tire a ansiedade. (Talvez sim, talvez não.) Mas ajuda-nos. O leitor habitue-se. Hoje, perspetive esses momentos.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Papa: gostaria de um mundo com um novo abraço entre os jovens e os idosos

“Os idosos são a reserva sapiencial da nossa sociedade. A atenção pelos anciãos é aquilo que distingue uma civilização”
“Como é bonito, pelo contrário o encorajamento que o idoso consegue comunicar a uma jovem ou a um jovem em busca do sentido da vida! Esta é a missão dos avós. Uma verdadeira vocação”, escreve o Papa Francisco no prefácio do livro "A sabedoria do tempo".

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 24 – Semana XXIX do Tempo Comum

Esta frase de Jesus é uma exigência de superação, porque diz «mais se lhe pedirá». Podia lá estar escrito «ainda»: ainda mais se lhe pedirá. E se não formos capazes? Jesus nunca põe essa hipótese, porque as parábolas têm sempre implícito que o senhor, o patrão, nunca pede mais do que o servo pode dar. Isto, para nós, é um descanso. Claro que temos a preguiça, mas também havemos de ter momentos de muito trabalho. E mais, de superação. O leitor supera-se? Jesus vai-lhe perguntar por isso.

Adoração ao Santíssimo Sacramento

AZENHAS DO MAR Quinta-feira, 25 de Outubro às 21h30

PENEDO - Sexta-feira, 26 de Outubro às 21h00.


terça-feira, 23 de outubro de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 23 – Semana XXIX do Tempo Comum

Conheço gente que está sempre a servir, gente que está sempre a arrumar, a limpar, a ordenar. É gente que não consegue estar quieta. Depois há os «sofás». Aqueles cujo ritmo é «parados, paradinhos, paradões». Estes, muitas vezes, servem no computador: escrevem, produzem. Claro que isto são exemplos extremos. Mas são exemplos extremos que eu conheço. O que interessa é servir. (E haver paz na família.) Como é que o leitor serve fora do seu trabalho?  

Livro do cónego José Ferreira republicado

O Secretariado Nacional de Liturgia publicou uma nova edição do livro ‘Os Mistérios de Cristo na Liturgia’, do cónego José Ferreira, sacerdote do Patriarcado de Lisboa falecido em 2016. “No ano centenário do seu nascimento, agradeço ao Cónego José Ferreira o seu feliz ensino, de tão permanente atualidade. Participando agora da liturgia celeste, continua connosco nestes textos cheios de vida pascal”, escreveu o Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, a propósito da obra de 448 páginas, que foi revista e aumentada em setembro passado. O livro original, refira-se, tinha sido publicado em 1998.
Informações: 249533327 ou https://livros.liturgia.pt 

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

São João Paulo II

Festa litúrgica - 22 de Outubro

São João Paulo II

MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 22 – Semana XXIX do Tempo Comum

Jesus diz bem. Não depende da abundância, mas depende dos bens. O grupo de Jesus era ajudado por várias pessoas de boa vontade. Hoje, rezemos para toda a gente ter o nosso nível de vida. O leitor reze para que toda a gente possa ter o nível de vida do leitor. (E, depois, quem era a mulher a dias da leitora?) O facto é que não há uns com menos direitos que os outros.