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quarta-feira, 10 de abril de 2019

Patriarcado aposta em módulos formativos para formar cristãos adultos


A Escola de Leigos, do Instituto Diocesano da Formação Cristã do Patriarcado de Lisboa (IDFC-PL), tem disponíveis vários módulos formativos, que podem ser requisitados pelas paróquias, vigararias, movimentos ou grupos.

São seis as áreas de formação que o Patriarcado oferece às comunidades cristas, “tendo em vista a finalidade de formar cristãos adultos, em comunhão com a Igreja Diocesana”: ‘Bíblia e Teologia’, ‘Oração e Liturgia’, ‘Pensamento Social da Igreja’, ‘Evangelização’, ‘Maria, Mãe de Deus’ e ‘Papa Francisco’. Os módulos têm uma duração de três a cinco encontros, em datas e locais a combinar com secretariado da Escola de Leigos, sendo que cada área tem diversos módulos, tais como, por exemplo, ‘Jesus Cristo, Rosto da Palavra’, ‘A Liturgia das Horas’, ‘Desafios Atuais à Transmissão da Fé’, ‘Quando Deus chama…’, ‘A Mensagem de Fátima hoje’ ou ‘Alegria do Evangelho’, entre outros.

 Informações e inscrições:
Telefone: 213558026 ou 916209919
Email: idfc@patriarcado-lisboa.pt
Site: www.idfc.patriarcado-lisboa.pt 

quarta-feira, 20 de março de 2019

Greve da fome ou jejum?

Foi com pompa e circunstância que os meios de comunicação social noticiaram que um dirigente sindical, em protesto pelo que o próprio considerou ofensivo da sua classe profissional, ia iniciar uma greve da fome junto à residência oficial do chefe de Estado. Para o efeito, não só convocou as televisões, como também montou uma tenda junto ao palácio de Belém, a recordar a barraca real, em que a família real portuguesa se alojou depois da ruína e incêndio do Paço Real, como consequência do terrível terramoto de 1 de Novembro de 1755.

Era suposto que o dedicado líder sindical permanecesse nessa inóspita morada durante muito tempo, porque o seu protesto se previa longo. Também se supunha que, enquanto as suas reivindicações não fossem atendidas pelo governo, se abstivesse de ingerir quaisquer alimentos ou bebidas. Mas, felizmente, o que se temia poder vir a ser um drama, acabou por ser apenas uma comédia, não só porque o tempo desse forçado jejum foi escasso, ao ponto de não se notar qualquer diferença física no dito grevista, por sinal bem nutrido de carnes, mas também porque a suposta abstinência de quaisquer alimentos sólidos, ou líquidos, veio-se a demonstrar bastante menos drástica: para além da água, o grevista também se alimentou de mel, que é um alimento bastante rico em nutrientes e, por sinal, muito saboroso.

Não estão em apreço as razões, certamente louváveis, que levaram o referido sindicalista a protagonizar um tão singular protesto, nem muito menos amesquinhar o seu nobre gesto que, graças a Deus, foi dado por concluído muito antes de ter perigado a sua saúde pessoal. Ficou, no entanto, o exemplo de quem, para chamar a atenção para uma sua preocupação laboral, recorreu ao jejum e à abstinência.

É comum ouvir-se dizer que o jejum, que é obrigatório na quarta-feira de cinzas e na sexta-feira santa, já não faz sentido, como também há quem dispense a abstinência, obrigatória não apenas nas sextas-feiras quaresmais, mas em todas as sextas-feiras do ano que não coincidam com nenhuma solenidade, segundo as vigentes normas da Conferência Episcopal portuguesa. Não falta quem advogue o suposto anacronismo dessas penitências, dir-se-ia que medievais. Alguns espiritualistas entendem, por sua vez, que a carne de nada aproveita e que o que importa é o espírito e, portanto, é indiferente o que se coma e beba. Alguns biblistas também opinam que a proibição de comidas e bebidas são resquícios das normas disciplinares judaicas, que impunham severas restrições alimentares, entretanto superadas pela nova lei, que já não considera nenhum alimento ou bebida como impuro, porque todos foram criados por Deus para o bem dos homens.

Qualquer sociólogo seria levado a concordar com estas precipitadas conclusões contra o sentido e oportunidade do jejum e da abstinência cristãs, não fosse a própria sociedade civil nos oferecer, em pleno século XXI, exemplos dessas mesmas mortificações. Com efeito, que é uma greve da fome senão um prolongado jejum?! É certo que sem nenhum propósito sobrenatural, mas apenas para proveito de uma reivindicação política, ou laboral, mas sem apreciável diferença em relação às práticas penitenciais que a Igreja recomenda, segundo uma tradição que remonta ao próprio Jesus Cristo, que durante quarenta dias jejuou no deserto. Se um sindicalista do século XXI, por razões de ordem laboral, se propõe fazer uma greve da fome às portas do palácio presidencial, quem se atreve a dizer que o jejum e a abstinência são práticas ultrapassadas e que já ninguém é capaz de entender o seu sentido impetratório e purificador?! 

Aliás, também Gandhi, figura maior do humanismo universal, quando via baldados os seus esforços para alcançar a paz entre todos os cidadãos indianos, por causa do profundo antagonismo entre muçulmanos e hindus, entregava-se a jejuns prolongados, para assim alcançar a tão desejada paz, até ao extremo de ter posto em perigo, várias vezes, a sua vida. Mas, quando as conversações políticas falhavam, este era o último recurso que lhe restava para alcançar a reconciliação, que porventura não se teria logrado se não fosse pelo heróico sacrifício do Mahatma.

Paradoxo contemporâneo: nunca a nossa sociedade foi tão hedonista, nem nunca se mortificou tanto! Os mesmos que protestam contra o jejum e a abstinência, que consideram práticas obsoletas, são os que fazem greves da fome e se recusam a comer carne ou peixe. Enquanto a abstinência cristã é só da carne e às sextas-feiras, os vegetarianos obrigam-se a uma perpétua privação da carne e os ‘vegan’ até do peixe e dos derivados prescindem voluntariamente! Se um cristão optar por não comer carne à sexta-feira – também há outros modos, igualmente válidos, de cumprir este preceito penitencial – não faltará quem o considere um extremista, um perigoso fundamentalista, se não mesmo um fanático. Mas, se alguém se privar sempre da carne e do peixe e não apenas um dia por semana, é geral o respeito por quem pratica uma tão saudável alimentação que, como agora se diz, é muito ‘amiga’ do ambiente!

Sejamos defensores da natureza e solidários com todas as justas causas laborais e sociais mas, sobretudo, sejamos amigos de Deus e dos nossos irmãos, sendo fiéis à Igreja no fiel cumprimento das suas normas penitenciais, sobretudo neste tão salutar tempo quaresmal. Esta é, certamente, a melhor ‘dieta’ para a nossa salvação e para a salvação do mundo!
P. GONÇALO PORTOCARRERO DE ALMADA

sábado, 23 de setembro de 2017

“Não podemos deixar os governantes sozinhos. Os cristãos devem rezar por eles. Não rezar pelos governantes é pecado”

Oração pelos governantes  

Interpelado pelas palavras do Papa Francisco, que nos alerta para a necessidade de rezar pelos governantes, quero, hoje, elevar a minha oração, Senhor. Quero, assim, rezar por todos aqueles que, no mundo, exercem o poder. Uns, de um modo melhor, outros, talvez não tão bem. Mas quero pedir-Te por todos os governantes, para que não se esqueçam nunca dos mais frágeis e dos mais pobres; daqueles que não têm um teto que os abrigue. Que não se esqueçam que são tantos os que não têm emprego, que procuram ajuda para comer, que, envergonhados não conseguem sequer pedir ajuda. Quero pedir-Te, Senhor, que concedas o dom do serviço aos governantes que se aproveitam dos seus cargos para benefício próprio. Quero pedir-Te que ilumines aqueles que, ao tomarem as suas decisões, não pensem apenas no lucro ou nos seus ganhos, mas tenham a verdadeira consciência do que significa deixar tudo para servir.

Nesta minha oração, Senhor, suplico a Ti o dom do discernimento para os governantes que não olham a meios para alcançar os seus fins. Que tenham em conta o bem dos outros, daqueles que servem, mas acima de tudo, o bem da humanidade inteira. Que não pensem que a guerra ou que as armas são uma demonstração de poder, porque o verdadeiro poder está no Amor. Que sejam verdadeiros líderes pela sua entrega, capacidade de trabalhar em equipa, sem afirmações ditatoriais.

Peço-Te, Senhor, que os governantes não se esqueçam nunca de proteger a natureza que nos envolve e que é criação Tua. Se destruirmos este que é o nosso habitat, estamos a destruir o que Tu criaste. Invoco-Te, Senhor, pedindo o dom do discernimento para todos aqueles que governam no mundo, e não são capazes de perceber que há tantas decisões tomadas que não constroem a sociedade mas, que pelo contrário, a vão destruindo. Quando impõem ou pretendem impor leis que não defendem a vida; quando invocam a liberdade pessoal para criar formas de satisfazer caprichos, gostos, ideais ou culturas. Quando não se valoriza o ser humano, mas, pelo contrário, faz-se dele um ser egoísta, narcisista e individualista. A Ti, Senhor, dirijo hoje esta pequena e simples oração. Sei que muito mais há a pedir, mas deixo aos leitores a oportunidade da abertura de coração.
Editorial, pelo P. Nuno Rosário Fernandes, diretor

domingo, 9 de julho de 2017

Tesouros revelados a Lisboa

Lisboa |Convento da Graça
foto por CM Lisboa
Desde o passado dia 1 de julho é possível visitar a portaria, a sala do Capítulo e aquele que é considerado “um dos mais bonitos claustros da cidade” de Lisboa, no Convento da Graça. As obras de conservação e restauro, num investimento de 420 mil euros, foram realizadas no âmbito do protocolo entre a Câmara Municipal de Lisboa, a Fábrica Paroquial da Freguesia de Santo André-Graça e a Real Irmandade de Santa Cruz e Passos da Graça. O Cardeal-Patriarca, D. Manuel Clemente, reconheceu a importância para a cidade da abertura deste espaço aos cidadãos e agradeceu o esforço e o empenho da autarquia na concretização do projeto.

Juventude convocada para o Jubileu Jovem

‘O segredo da Paz, o caminho do coração’ é o tema do Jubileu Jovem que o Santuário de Fátima está a promover, nos dias 9 e 10 de setembro, para celebrar o Centenário das Aparições de Nossa Senhora. O JubJovem 2017 pretende “celebrar o acontecimento e descobrir na Mensagem de Fátima uma proposta de espiritualidade para os jovens do século XXI”, aponta um comunicado, salientando que esta peregrinação juvenil quer também “permitir que os seus participantes descubram algo do segredo de si mesmo que ainda não conhece, e que só Deus lhe revelará, de modo a alcançar a Paz”.

Informações: www.jubjovem.fatima.pt

sexta-feira, 24 de março de 2017

Lisboa | CONCERTO DE ÓRGÃO

Homenagem a Bach, nos Jerónimos

O Instituto Gregoriano de Lisboa promove um concerto, de entrada livre, dedicado ao compositor Johann Sebastian Bach (1685-1750), no seu 332º aniversário, que vai ter lugar neste Domingo, dia 26 de março, às 17h30, na igreja do Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.
 
“Os professores de órgão do Instituto Gregoriano de Lisboa, António Esteireiro e Sérgio Silva, propõem um programa alusivo ao tempo litúrgico decorrente – Quaresma – composto por dois prelúdios e fugas do período de Leipzig e por prelúdios de corais relacionados com a penitência e a súplica pela misericórdia divina”, salienta um comunicado.

Lisboa | MUSICAL SOLIDÁRIO

‘O Astrónomo’, na Boa Nova, Estoril

O GTMR - Grupo de Teatro Musical Religioso, que tem a sua atividade sediada no Centro Comunitário da Paróquia da Parede, apresenta o musical ‘O Astrónomo’, de Tiago Sepúlveda, neste Domingo, dia 26 de março, às 16h00, no auditório Senhora da Boa Nova, no Estoril, para comemoração dos 50 anos da Aldeia SOS de Bicesse.

O musical, para crianças e adultos, “conta a história de um astrónomo famoso que, por ser crente, todas as noites sobe a uma colina à procura de um sinal de que Deus existe”, refere uma nota.
Os bilhetes custam 10¤ e podem ser adquiridos no site das Aldeias SOS (http://www.aldeias-sos.org/como-ajudar/o-astronomo) ou no dia do espetáculo, no local.
Informações: 213616950 ou astronomo@aldeias-sos.org

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Na Tua Palavra | D. NUNO BRÁS

O Salvador

“Nasceu-vos o Salvador” – foi assim, de acordo com o evangelho de S. Lucas, que os anjos evangelizaram os pastores na noite do nascimento de Jesus (Lc 2,11). A grande notícia para todos, a começar por aqueles homens simples e a terminar nos mais importantes, foi e é o nascimento do Salvador.

Isso significa, em primeiro lugar, que, da parte de Deus, o mundo tem salvação. Fora o mundo destinado à perdição; foram os homens condenados à auto-destruição (como alguns nos querem fazer acreditar) e Deus não teria perdido tempo connosco. Colocando-nos no lugar de Deus, talvez fosse mesmo isso que merecíamos: gente de coração duro e de pensamento frio; gente inconstante e capaz do melhor e do pior… – fôssemos nós Deus e já teríamos perdido a paciência com esta humanidade. Mas não: apesar de tudo, para Deus somos obra das suas mãos, onde Ele gravou a sua imagem. E, depois, há Jesus Cristo: e, por um justo, Deus não destruirá a cidade. E, em Jesus, antes e depois dele, muitos pecadores que se deixaram tornar justos, e que brilhasse na sua vida e no seu coração a justiça de Cristo: Deus não destruirá a cidade!

Mas a Boa Nova do nascimento do Salvador significa igualmente que existe, no meio do tempo, alguém que nos pode libertar. Insistimos em recusar Jesus Cristo. Os homens insistem em querer salvar-se a si mesmos. Em procurar outros caminhos mais fáceis (mesmo religiosos – e, alguns, disfarçados até de cristianismo), onde a auto-salvação possa ir de mãos dadas com a riqueza, a soberba, o egoísmo, a auto-glorificação…

Que essa recusa de Jesus acontecesse naqueles lugares onde ainda não ressoou o Evangelho, poderíamos compreender; mas que isso aconteça nestas terras onde praticamente desde o início aquele feliz anúncio foi escutado, ultrapassa todas as lógicas (penso nisto, e olho para mim, pecador, e percebo que talvez não seja assim tão estranho)!…

A história do mundo quase se poderia contar deste modo: a recusa de um Salvador, e a tentativa, sempre falhada, de acreditar apenas na humanidade e nas suas capacidades; e a insistência, persistência, perseverança de Deus em fazer-nos encontrar o Salvador… É um mistério esta paciência de Deus! Mas é uma tarefa de que Deus não nos dispensa, a nós, cristãos: o anúncio, diante de todos, hoje como naquela noite fria de Belém, de que nasceu o Salvador.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Lisboa | NOVO ANO PASTORAL

Patriarcado promove formação para catequistas

O Setor da Catequese de Lisboa disponibiliza diversas formações catequéticas destinadas aos catequistas, estando disponíveis quatro tipos: Formação Inicial, Curso de Iniciação, Curso Geral e Formação Permanente por Catecismos.
 
A Formação Inicial destina-se a todos os começam a trabalhar na catequese da Igreja sem terem frequentado o curso de iniciação e também aos catequistas auxiliares; o Curso de Iniciação decorre em diversas vigararias da diocese; o Curso Geral visa completar a formação do catequista; e a Formação por Catecismos, do 1º ao 6º, proporciona uma introdução ao catecismo e um auxílio à programação do ano catequético.
 
Informações: 218810533 ou www.catequese.net

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Na Tua Palavra | D. NUNO BRÁS

Não nos criamos a nós
Três características marcam a existência humana, sempre e em qualquer lugar: a vida, a liberdade e a responsabilidade.

Somos responsáveis (respondemos) por aquilo que somos e fazemos, pelo mundo que nos rodeia, pelos outros seres humanos que não nos podem nunca ser indiferentes. A nossa existência é sempre uma tarefa, uma construção que não nos deixa ficar quietos. O facto, no entanto, é que não fomos nós que escolhemos ser responsáveis; que nos colocámos a nós mesmos perante a necessidade de nos tomarmos a sério, e de tomarmos os outros (os seus sofrimentos e as suas alegrias) como alguém que nos toca e que nos diz respeito. A responsabilidade é-nos dada, não é criação de nenhum de nós, nem é criação humana.

E do mesmo modo a liberdade, essa capacidade de decidir o caminho que havemos de traçar para a nossa existência: não podemos nunca dar por concluídos os trabalhos da nossa construção como pessoas; havemos sempre de procurar ser mais, em cada momento que passa; havemos de procurar novas atitudes e novos horizontes, novos significados, novos modos de os expressar – porque a liberdade não diz respeito simplesmente a cada um: a liberdade dos demais, mesmo que não crie a minha liberdade, torna-a mais possível. Mas também não fomos nós que decidimos ser livres (a liberdade não se conquista, ao contrário daquilo que por aí se diz): ela nasce connosco, é uma tarefa que recebemos. A tarefa da liberdade foi-nos dada com a existência humana.

E também não fomos nós que nos demos a vida. Com efeito, por muito grande que seja a nossa vontade; por muito grande que seja a nossa capacidade técnica; por muito grandes que sejam a nossa sabedoria e ciência, somos sempre devedores. Não fomos nós que nos criámos. Não fomos nós que decidimos existir. Fomos colocados na vida.

Mas então, se assim é, porque passamos a agir como se tudo dependesse de nós? Porque querem que passemos a viver como se pudéssemos dar e tirar a vida; como se estivesse em nossas mãos autorizar a liberdade do próximo e como se fossemos irresponsáveis? Não fomos nós que nos criámos: porque é que achamos que podemos tirar a vida dos outros, como acontece no caso do aborto; ou a nossa própria vida, como sucede no caso da eutanásia?

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Comunicação low cost nas paróquias

Lisboa | 1ª JORNADA DIOCESANA DA COMUNICAÇÃO
‘Projetar a comunicação de uma paróquia, com apenas 5 euros’. É possível? Este é o desafio lançado pelo Departamento da Comunicação do Patriarcado de Lisboa a alguns profissionais da comunicação em Portugal, que vão estar presentes na 1º Jornada Diocesana da Comunicação, no próximo dia 27 de fevereiro, em Queijas.

 Pela primeira vez, o Departamento da Comunicação da diocese organiza a Jornada Diocesana da Comunicação, que terá como tema ‘Comunicar para chegar a todos’. Segundo este departamento, a jornada pretende ser uma “contribuição para colmatar as principais necessidades (formação e recursos), identificadas pelos agentes da pastoral da comunicação da Diocese de Lisboa no encontro realizado em outubro, e fomentar o relacionamento com todos meios de comunicação social, possibilitando a reflexão e a discussão”, salienta.

Além de momentos de formação prática, com workshops de fotografia, escrita, vídeo e redes sociais e a apresentação de projetos (gabinete de comunicação, Agência Ecclesia e iVangelho), a Jornada Diocesana da Comunicação vai contar com uma mesa redonda de profissionais que terão o desafio de ‘Projetar a comunicação de uma paróquia, com apenas 5 euros’. Este painel tem como objetivo “despertar e estimular a utilização de estratégias e propostas criativas em todo trabalho pastoral e profissional”, garante o departamento. A concluir, a jornada vai contar com uma conferência do Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, sobre o tema do encontro.
Informações: 218810500 ou http://jornadacom.patriarcado-lisboa.pt

domingo, 6 de dezembro de 2015

Lisboa | DECRETO DO CARDEAL-PATRIARCA DE LISBOA

Igrejas Jubilares na diocese para o Ano da Misericórdia
O Cardeal-Patriarca de Lisboa estabeleceu 17 igrejas jubilares – uma por cada vigararia da diocese – para o Jubileu Extraordinário da Misericórdia, que tem início a 8 de dezembro próximo.

“Para que, não apenas em Roma, mas em todas as Igrejas particulares se viva o Jubileu como um momento extraordinário de graça e renovação espiritual, o Santo Padre estabelece que na Igreja Catedral e noutras igrejas da Diocese se abra uma ‘Porta da Misericórdia’ onde os fiéis, atravessando-a, possam ser abraçados pela misericórdia de Deus e se comprometam a serem misericordiosos com os outros, como o Pai o é connosco”, refere o decreto de D. Manuel Clemente. Recorde-se que no Patriarcado de Lisboa o Ano da Misericórdia tem início no dia 13 de dezembro, Domingo, com uma celebração na Sé Patriarcal, às 11h30.

Igrejas Jubilares:
Vigararia Lisboa I: Igreja de São Roque da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
Vigararia Lisboa II: Igreja de Cristo Rei (Portela)
Vigararia Lisboa III: Basílica da Estrela
Vigararia Lisboa IV: Igreja de São João de Deus (Lisboa)
Vigararia de Alcobaça-Nazaré: Santuário de Nossa Senhora da Nazaré
Vigararia de Alenquer: Santuário de Nossa Senhora da Piedade (Merceana)
Vigararia de Amadora: Igreja da Divina Misericórdia (Alfragide)
Vigararia de Caldas da Rainha-Peniche: Santuário do Senhor da Pedra (Óbidos)
Vigararia de Cascais: Igreja de São Domingos de Rana (Cascais)
Vigararia de Loures-Odivelas: Igreja de Santo Adrião (Póvoa de Santo Adrião)
Vigararia de Lourinhã: Santuário do Senhor Jesus do Carvalhal
Vigararia de Mafra: Basílica de Mafra
Vigararia de Oeiras: Igreja de Nossa Senhora da Purificação (Oeiras)
Vigararia de Sacavém: Santuário de Nossa Senhora da Saúde (Sacavém)
Vigararia de Sintra: Igreja de São Miguel (Sintra)
Vigararia de Torres Vedras: Igreja da Graça (Torres Vedras)
Vigararia de Vila Franca de Xira-Azambuja: Igreja dos Pastorinhos (Alverca)

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

‘Presépio na Cidade’ ilumina Lisboa

A Rua Garrett, junto à Basílica dos Mártires, na Baixa de Lisboa, vai acolher o ‘Presépio na Cidade’, este ano com o lema ‘Todos os homens verão a Salvação de Deus’ (Lc 3,6). De 8 a 22 de dezembro, entre as 14h00 e as 19h00, este projeto de leigos católicos que nasceu em Lisboa no ano 2000 pretende “celebrar em grande festa o Nascimento de Jesus”. Destaque ainda para a Via da Alegria, no dia 19 de dezembro, a partir das 16h00, no Arco da Praça do Comércio, que termina com a Bênção das Grávidas, às 18h30, na Basílica dos Mártires.
Informações: www.presepionacidade.org

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

LISBOA - Pastoral Familiar

Cardeal-Patriarca inaugura ‘À conversa com…
A paróquia de Nossa Senhora de Fátima, em Lisboa, promove um ciclo de encontros temáticos dirigidos a casais e famílias. O primeiro encontro do ‘À conversa com…’, que tem o apoio do Sector da Pastoral Familiar da diocese, está marcado para o próximo dia 4 de novembro, quarta-feira, às 21h30, e vai contar com a presença do Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, que vai dar o seu testemunho sobre o Sínodo dos Bispos sobre a Família. A organização convida a endereçar questões sobre a temática para o email a.conversa.com.paroquiafatima@gmail.com
Este ciclo de conferência vai ter um ritmo mensal e não necessita de inscrição prévia.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Relíquia de Santa Teresinha venerada em Lisboa

Lisboa |PARÓQUIA DAS MERCÊS

Entre os dias 1 e 4 de outubro, a paróquia de Nossa Senhora das Mercês, em Lisboa, vai celebrar a Festa em honra de Santa Teresinha do Menino Jesus, no ano em que se celebram os 500 anos do nascimento de Santa Teresa de Jesus, onde será possível venerar a primeira relíquia da padroeira das Missões e Doutora da Igreja a vir para Portugal após a beatificação. De 1 a 3, às 17h45, haverá Adoração ao Santíssimo e Celebração da Eucaristia, e no dia 4 de outubro, Domingo, às 12h00, Missa Solene e veneração das relíquias de Santa Teresinha. “Através da incessante oração, com dúvidas e descobertas, elevou o seu coração à lógica do Amor. Tornou-se a missionária do Amor”, refere a organização.
Informações: 213460897

terça-feira, 21 de julho de 2015

FEC anuncia dados do Voluntariado Missionário

900 portugueses dedicam as suas férias à missão

Neste ano de 2015, “276 jovens e adultos realizam projetos de voluntariado missionário em países em desenvolvimento”, enquanto “624 realizam atividades de voluntariado/missão em Portugal”, anunciou a FEC – Fundação Fé e Cooperação, em comunicado. 

Bispos portugueses recebidos pelo Papa em setembro

Os Bispos portugueses ultimam os preparativos para a visita que, em setembro próximo, entre os dias 7 e 12, vão fazer ao Vaticano. “Na última visita 'ad limina', em 2007, surgiu um processo em ritmo sinodal, o 'Repensar Juntos a Pastoral da Igreja em Portugal', que ainda está a decorrer e que envolveu todas as comunidades e dioceses. Isto para dizer que a visita vale em si mesma, mas tem uma preparação e sobretudo uma continuidade. E é por isso que na Assembleia Plenária de novembro haverá um tempo longo para ver algumas propostas pastorais em conjunto, a partir desta visita”, revelou o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa, padre Manuel Barbosa, no final de uma reunião do Conselho Permanente da CEP, em Fátima.

terça-feira, 7 de julho de 2015

‘Missas em Lisboa’ disponível em vários idiomas

A aplicação para smartphones do Patriarcado de Lisboa, ‘Missas em Lisboa’, está agora disponível em Inglês, Francês, Italiano e Espanhol. A versão em vários idiomas vem responder à crescente procura da cidade de Lisboa como destino turístico. “Chegar a todos é também chegar a quem visita a cidade de Lisboa. Procuramos estar próximos...

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Núcleo de Santo António do Museu de Lisboa

O santo de todo o mundo

De padroeiro de Portugal a ‘santo casamenteiro’, a vida e obra do santo que nasceu em Lisboa são dadas a conhecer num museu renovado, junto da casa onde nasceu, a um público que chega de todo o mundo “fruto de uma devoção com mais de oito séculos”. Numa visita guiada ao Núcleo de Santo António do Museu de Lisboa, o coordenador,...

sábado, 18 de abril de 2015

DOMINGO III DA PÁSCOA Ano B

"A paz esteja convosco.”
Lc 24,36

P. Vitor Gonçalves 
Consta em alguns meios que a próxima encíclica do Papa Francisco será sobre a ecologia e o desenvolvimento sustentável. E foi disso que me lembrei ao ver a exposição “Génesis” do fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, que estará por Lisboa até 2 de Agosto, desejando intimamente que o Papa Francisco pudesse ver também a beleza daquelas imagens. Se é verdade que a procura de lugares “que conseguiram escapar das transformações impostas pelo mundo contemporâneo” parece evidenciar o ser humano num papel destrutivo, é certo que pressentimos uma responsabilidade em preservar a beleza e a majestade deste frágil planeta. A obra começada no primeiro dia da criação foi confiada ao ser humano como imagem e semelhança de Deus. E, por isso, como um primeiro sinal pascal, fruto do primeiro dia em que Jesus ressuscitado venceu a morte, não se pode anunciar e viver a alegria da Páscoa sem o renovado cuidado pela criação!
Porque é um princípio que não tem mais fim, Jesus ao aparecer vivo junto dos discípulos atrapalha-os profundamente. Não sabem o que pensar, o que dizer, se hão de ter medo ou romper em gritos de alegria. A palavra de Jesus é um convite à paz. Não a paz feita de acordos impostos aos vencidos, mas aquela que permite sempre começar de novo, renascer, ver e saborear como se fosse a primeira vez. É a paz que ensina a ler a história e a aprender com ela, a integrar os processos de sofrimento e paixão, e a abrir o coração à vida como ela é, sonhando o que é chamada a ser. Na contemplação da natureza que o olhar de Sebastião Salgado nos oferece não vemos um mundo “delicodoce” mas uma escultura do tempo que marca as montanhas, os glaciares, os animais e os rostos humanos. Na sobrevivência e na festa, estamos perante um mundo pleno de vida, uma vida que importa cuidar e ver com os olhos de ressuscitados.
A ressurreição de Jesus é também ressurreição da criação. Sem cair num panteísmo ou na exaltação do primitivismo e do selvagem, a responsabilidade confiada à humanidade no Génesis (primeiro livro da Bíblia) amplia-se com a Boa Nova de Jesus. Ao oferecer a salvação em Jesus, o Pai confirma-nos na comum missão de cuidar das questões relativas aos recursos naturais e ao alimento para todos, ao respeito pela diversidade da natureza, e ao bem comum da família humana. A beleza, a bondade e a verdade da criação são a base sustentável para uma existência humana mais digna e mais fraterna, que é a consequência da ressurreição de Jesus. Quem poderá esquecer S. Francisco de Assis quando nos convida a dizer: “Louvado seja Deus na natureza, / Mãe gloriosa e bela da Beleza, E com todas as suas criaturas…”!
Como anunciar a vida plena que Jesus oferece ao ressuscitar dos mortos, sem cuidarmos desta vida frágil que é confiada a todos e da qual todos somos responsáveis?
P. Vítor Gonçalves