- TERÇA-FEIRA: Confissões aos doentes e idosos das Azenhas do Mar a partir das 15h00.
- QUARTA-FEIRA: Adoração ao SS.mo Sacramento e Confissões em Almoçageme às 10h00.
- QUINTA-FEIRA: Confissões aos doentes e idosos de Colares às 10h30. Adoração ao SS.mo Sacramento na Ulgueira às 15h00.
- SEXTA-FEIRA: Confissões aos doentes e idosos da Praia das Maçãs a partir das 10h30. Confissões de preparação para o Natal, na Igreja de Colares a partir das 20h30
domingo, 15 de dezembro de 2019
Caso você não saiba, a Biblioteca do Vaticano foi digitalizada e está online
Daniel R. Esparza | Ago 22, 2019
75.000 códices, 85.000 incunábulos e mais de um milhão de livros foram gradualmente enviados para o siteABiblioteca Apostólica Vaticana, mais conhecida simplesmente como “IVA”, foi oficialmente criada em 1475, embora seja na verdade muito mais antiga.
Era 1451 quando o próprio papa Nicolau V, renomado bibliófilo, tentou restabelecer Roma como um centro acadêmico de importância global, construindo uma biblioteca relativamente modesta de mais de 1.200 volumes, incluindo sua coleção pessoal de clássicos gregos e romanos e uma série de textos trazidos de Constantinopla.
A Biblioteca Apostólica Vaticana anunciou recentemente que completou a digitalização de um manuscrito de cerca de 1600 anos de idade, que contém fragmentos do texto épico que foi encomendado pelo imperador Augusto no século I aC.
Hoje, a Biblioteca do Vaticano tem cerca de 75.000 códices, 85.000 incunábulos (ou seja, edições feitas entre a invenção da imprensa e o século 16), num um total de mais de um milhão de livros.
Agora todos esses tesouros estão sendo exibidos online, graças a um processo de digitalização minucioso. Pouco a pouco, no entanto. Você pode pesquisar a biblioteca, disponível para qualquer pessoa com acesso à internet, e baixar seus arquivos clicando aqui ,
MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 15 – Domingo III do Advento – Ano A
Is 35, 1-6a.10 / Slm 145 (146), 7-10 / Tg 5, 7-10 / Mt 11, 2-11
Falando em nome de Deus, o profeta Isaías proclama palavras que transbordam de alegria e esperança, animando o seu povo. O contexto social e religioso era dramático. O Templo de Jerusalém tinha sido destruído. As pessoas mais competentes foram deportadas para a Babilónia. Nas ruínas da cidade santa de Jerusalém ficaram os velhos e as crianças. Contentar-se com lamentações pessimistas só torna as tragédias mais trágicas. Quem está do lado de Deus omnipotente não pode deixar de ser profeta da esperança, imitando hoje o que fez Isaías no seu tempo.
O apóstolo Tiago, repetidamente, recomenda-nos a paciência. A eficácia a todo o custo leva-nos ao desânimo. Sigamos o exemplo do agricultor que pacientemente aguarda que a semente que lançou à terra venha a produzir fruto em tempo oportuno. Como afirma o grande escritor e pregador P. António Vieira, «a paciência é a ciência da paz». Bem sabemos que o seu contrário, a impaciência, nos torna intolerantes e agressivos. A paciência leva-nos a sermos donos de nós mesmos e a ter autoridade fraterna perante os outros. Precisamos do remédio da paciência, para que, não obstante todas as dificuldades, Cristo tenha o seu natal nos nossos corações.
O Evangelho relata-nos o desejo de João Batista, na prisão por dizer a verdade, de se certificar sobre a chegada do Messias salvador. Nem sempre é fácil discernir a presença de Deus em nós e nas situações que nos rodeiam. Pelos frutos conheceremos a árvore, recorda-nos o Evangelho, e aqui os frutos são prova evidente da presença da árvore da salvação: «os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e a boa nova é anunciada aos pobres». Para a Igreja ser de Cristo, temos de unir a proclamação do Evangelho à dimensão sociocaritativa. A verdade tem de andar sempre de mãos dadas com a caridade..
sábado, 14 de dezembro de 2019
MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 14 – S. João da Cruz (Memória)
Sir 48, 1-4.9-11 / Slm 79 (80), 2ac.3b.15-16.18-19 / Mt 17, 10-13
Vós que estais sentado sobre os Querubins aparecei. Despertai o vosso poder e vinde em nosso auxílio. (Salmo)
Deus aparece-nos quando estamos aflitos. Às vezes, parece necessário invetivá-Lo, como o salmista faz. Mas Deus também nos aparece quando estamos alegres. Deus não Se alegra só pelas nossas vitórias, não Se alegra só com as coisas relativas aos nossos objetivos ou quando vencemos um pecado. Alegra-Se quando temos uma boa refeição, quando vestimos bem, quando lemos um bom livro, quando vemos a telenovela, enfim, quando gozamos a vida. Hoje o leitor agradeça a sua vida boa. (Ou as coisas boas da sua vida.)
sexta-feira, 13 de dezembro de 2019
Hoje é celebrada Santa Luzia, padroeira dos olhos
REDAÇÃO CENTRAL, 13 Dez. 19 / 05:00 am (ACI).- Neste dia 13 de dezembro, a Igreja celebra a festa da Santa Luzia, padroeira dos olhos, porque, segundo uma antiga tradição, teriam arrancado os olhos dela por proclamar firmemente a fé, mas, ela recuperou a visão.
Segundo “as atas” de Santa Luzia, ela nasceu na Siracusa, Sicília (Itália), em uma família nobre e foi educada na fé, tanto que fez votos de virgindade, em segredo. Seu pai morreu durante sua infância e sua mãe Eutiquia a incentivada a contrair matrimônio com um jovem pagão.
Estando sua mãe enferma, Luzia propôs que fossem em romaria ao túmulo de Santa Águeda, em Catânia, e que se Eutiquia ficasse curada, isto seria a confirmação de que não deveria se casar. Deus ouviu suas orações e, milagrosamente, sua mãe se curou. Ela, então, revelou que desejava se consagrar a Deus e repartir sua fortuna entre os pobres. Eutiquia lhe deu a permissão.
O pretendente de Luzia se incomodou e delatou a santa como cristã. O juiz insistiu para que desistisse, mas Santa Luzia lhe respondeu: “É inútil que insista. Jamais poderá me apartar do amor a meu Senhor Jesus Cristo”.
O juiz a ameaçou a prostituí-la e ela lhe disse: “O corpo fica poluído somente se a alma consente”. Esta frase era muito admirada por Santo Tomás de Aquino porque corresponde ao princípio moral de que não há pecado se não se consente o mal.
Pela graça de Deus, os guardas não puderam mover Santa Luzia do local onde estava e a sentença não pôde se cumprir. Então, tentaram queimá-la na fogueira e também fracassaram. Por último, decapitaram-na e, mesmo assim, Santa Luzia seguiu exortando os fiéis para que permaneçam firmes.
Na Idade Média, era invocada contra as enfermidades dos olhos, talvez porque seu nome significa “luz”. Isto originou várias lendas como a de que o tirano mandou que os guardas lhe tirassem os olhos e ela recuperou a vista.
Em 1894, descobriram uma inscrição sepulcral nas catacumbas da Siracusa com o nome de Santa Luzia, a mártir que, com certeza, viveu no século IV.
Ó Santa Luzia, conservai a luz de meus olhos, de minha alma, a fé pela qual posso conhecer o meu Deus, compreender seus ensinamentos, reconhecer o seu amor para comigo e nunca errar o caminho que me conduzirá, onde vós Santa Luzia, vos encontrais em companhia de Anjos e Santos.
Santa Luzia, protegei meus olhos e conservai minha fé. Amém!
Segundo “as atas” de Santa Luzia, ela nasceu na Siracusa, Sicília (Itália), em uma família nobre e foi educada na fé, tanto que fez votos de virgindade, em segredo. Seu pai morreu durante sua infância e sua mãe Eutiquia a incentivada a contrair matrimônio com um jovem pagão.
Estando sua mãe enferma, Luzia propôs que fossem em romaria ao túmulo de Santa Águeda, em Catânia, e que se Eutiquia ficasse curada, isto seria a confirmação de que não deveria se casar. Deus ouviu suas orações e, milagrosamente, sua mãe se curou. Ela, então, revelou que desejava se consagrar a Deus e repartir sua fortuna entre os pobres. Eutiquia lhe deu a permissão.
O pretendente de Luzia se incomodou e delatou a santa como cristã. O juiz insistiu para que desistisse, mas Santa Luzia lhe respondeu: “É inútil que insista. Jamais poderá me apartar do amor a meu Senhor Jesus Cristo”.
O juiz a ameaçou a prostituí-la e ela lhe disse: “O corpo fica poluído somente se a alma consente”. Esta frase era muito admirada por Santo Tomás de Aquino porque corresponde ao princípio moral de que não há pecado se não se consente o mal.
Pela graça de Deus, os guardas não puderam mover Santa Luzia do local onde estava e a sentença não pôde se cumprir. Então, tentaram queimá-la na fogueira e também fracassaram. Por último, decapitaram-na e, mesmo assim, Santa Luzia seguiu exortando os fiéis para que permaneçam firmes.
Na Idade Média, era invocada contra as enfermidades dos olhos, talvez porque seu nome significa “luz”. Isto originou várias lendas como a de que o tirano mandou que os guardas lhe tirassem os olhos e ela recuperou a vista.
Em 1894, descobriram uma inscrição sepulcral nas catacumbas da Siracusa com o nome de Santa Luzia, a mártir que, com certeza, viveu no século IV.
Neste dia dedicado à Santa Luzia, trazemos a oração à protetora dos olhos:
Ó Santa Luzia, preferistes que vossos olhos fossem vazados e arrancados ao ter que negar a fé e conspurcar vossa alma; e Deus com um milagre extraordinário, vos devolveu outros dois olhos sãos e perfeitos para recompensar vossa virtude e vossa fé, e vos constituiu protetora contra as doenças dos olhos, eu recorro a vós que protejais minhas vistas e cureis a doença de meus olhos.Ó Santa Luzia, conservai a luz de meus olhos, de minha alma, a fé pela qual posso conhecer o meu Deus, compreender seus ensinamentos, reconhecer o seu amor para comigo e nunca errar o caminho que me conduzirá, onde vós Santa Luzia, vos encontrais em companhia de Anjos e Santos.
Santa Luzia, protegei meus olhos e conservai minha fé. Amém!
MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 13 – Santa Luzia (Memória)
Is 48, 17-19 / Slm 1, 1-4.6 / Mt 11, 16-19
Se tivesses atendido às minhas ordens, a tua paz seria como um rio. (1ª Leit.)
Se o leitor incorporar esta frase no contexto da leitura verá que ela não vem da ira de Deus mas que é um lamento. É uma frase de quem tem pena do que aconteceu. Deus tem pena de nós quando não O seguimos, porque seríamos muito mais felizes e a nossa paz seria como um rio. Sempre a correr, com um grande caudal. (Está implícito.) Mas nós somos avessos a ordens e a obedecer e, por isso, andamos «inquietos e perturbados com muitas coisas» (cf. Lc 10, 41). Hoje medite sobre isto…
Vaticano: Papa abre caminho à beatificação do Padre Américo, fundador da Obra da Rua
Decreto reconhece «virtudes heróicas» do sacerdote que viveu entre 1887 e 1956
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| Padre Américo, escultura de Henrique Moreira (195961 - Bronze) na Praça da República, Porto |
Américo Monteiro de Aguiar, conhecido como padre Américo, institui a Obra da Rua em janeiro de 1940, com a fundação da primeira Casa do Gaiato; o sacerdote nasceu em Galegos, Penafiel, a 23 de outubro de 1887, e faleceu no Hospital de Santo António, Porto, a 16 de julho de 1956, tendo sido sepultado na Capela da Casa do Gaiato de Paço de Sousa, Penafiel.
O reconhecimento das “virtudes heróicas” é um passo central no processo que leva à proclamação de um fiel católico como beato, penúltima etapa para a declaração da santidade; para a beatificação, exige-se o reconhecimento de um milagre atribuído à intercessão do agora venerável.
O fundador da Obra da Rua, uma das figuras mais conhecidas da Igreja Católica em Portugal no século XX, dedicou a sua vida aos mais pobres, especialmente os jovens em risco, acolhidos nas Casas do Gaiato, e aos doentes incuráveis.
O processo de beatificação do Padre Américo foi introduzido em 1986.
A publicação do decreto sobre as virtudes heróicas foi autorizado pelo Papa após uma audiência concedida ao prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, cardeal Angelo Amato, esta quarta-feira.
Numa nota divulgada pelo cinquentenário da morte do sacerdote, a Conferência Episcopal Portuguesa sublinhava a “conversão radical a Deus e ao serviço dos pobres” que o levou a ordenar-se padre aos 36 anos, “entregando-se desde logo a visitar cadeias, hospitais e os tugúrios de famílias marginalizadas”.
“Para estas lança a cadeia de construção que foi o ‘Património dos Pobres’ e para o amparo de doentes incuráveis cria o recolhimento do ‘Calvário’. A sua genial iniciativa, porém, foi a ‘Obra da Rua’, destinada a acolher e promover rapazes desamparados”, refere o texto.
Na obra “O Padre Américo e a Obra da Rua” (Aletheia Editores), Marcelo Rebelo de Sousa, presidente da República Portuguesa, evoca um “cidadão atento aos dramas da infância excluída ou em exclusão”, em particular as crianças.
A beatificação representa, na Igreja Católica, a confirmação, por parte da Igreja, que um fiel católico é digno de culto diocesano e pode ser dado aos fiéis como intercessor, enquanto que a canonização e reconhecimento de santidade abre ao culto universal e o novo santo é apresentado como modelo de vida.
A tramitação do processo relativo a um católico morto com fama de santo passa por etapas bem distintas.
Aos bispos diocesanos compete o direito de investigar acerca da vida, virtudes ou martírio e fama de santidade ou de martírio, milagres aduzidos, e ainda, se for o caso, do culto antigo do Servo de Deus, cuja canonização se pede.
Este levantamento de informações é enviado à Santa Sé: se o exame dos documentos for positivo, o “servo de Deus” é proclamado “venerável”.
A segunda etapa do processo consiste no exame dos milagres atribuídos à intercessão do “venerável”; se um destes milagres é considerado autêntico, o “venerável” é considerado “beato”.
Quando após a beatificação se verifica um outro milagre devidamente reconhecido, o beato é proclamado “santo”.
A canonização, ato reservado ao Papa, é a confirmação por parte da Igreja de que um fiel católico é digno de culto público universal e de ser dado aos fiéis como intercessor e modelo de santidade.
OC
quinta-feira, 12 de dezembro de 2019
Conselho Pastoral - “O programa da Igreja é deixar que o Reino aconteça”
Na reunião do Conselho Pastoral Diocesano, o Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, apontou o “programa de Jesus Cristo” como o essencial para a vida da Igreja. No encontro, foi apontada a solidão, em especial entre os idosos, como prioridade nas preocupações de cada paróquia.
Na reunião do Conselho Pastoral Diocesano que decorreu no passado dia 7 de dezembro, no Seminário dos Olivais, o Cardeal-Patriarca, na sua intervenção, refletiu sobre a ‘Carta aos diocesanos de Lisboa no início do ano pastoral 2019-2020’ e garantiu que “95% do programa da Igreja” não vem em ‘calendário ou plano pastoral’. “O programa da Igreja é o programa de Jesus Cristo, é aquilo que acontece com o trabalho que fazem os leigos, religiosos, institutos seculares, padres, diáconos, Bispos... Trata-se de fazer aquilo que Jesus Cristo fazia, que é acompanhar as pessoas, deixar que o Reino aconteça... Isso é o programa”, salientou.
Neste encontro que reuniu, pela segunda vez, os membros do mandato 2019-2024 do Conselho Pastoral Diocesano, D. Manuel Clemente valorizou a proposta das ‘Semanas Vicariais da Caridade’, que estão a ser preparadas e realizadas em diferentes datas, em cada vigararia da diocese, e que antecedem o “Congresso da Pastoral Social, em maio”, onde “será o momento para se avaliar o que se fez e haverá certamente algo de prospetivo”, apontou.
DA BELEZA DO NATAL À DESTRUIÇÃO CRIMINOSA
O Natal que se aproxima e o Advento que estamos vivendo colocam entre nós e dentro de nós grandes contrastes. Tudo parece belo e harmonioso: presépios, iluminações, árvore de Natal. Tudo nos faz lembrar Aquele que veio como Luz do mundo, o Menino do presépio. Mas em contrapartida impõe-se uma cultura sem Deus e sem Menino, uma festa quase paganizada, com o Pai Natal, com adivinhos, com guerras, com uma cultura de morte, nas vidas ceifadas, nos abortos, na destruição da natureza, na venda de pessoas, na exploração dos pobres. Andam a manobrar povos para que governos aprovem leis injustas, e criminosas, como a da eutanásia. Assim, que Natal podemos viver? Que festa espiritual teremos, que vida e renascimento?
Deus é beleza infinita e o seu Verbo, nascido no presépio, veio enriquecer-nos dessa beleza. O Menino não só é belo – o mais belo dos filhos dos homens, porque traz em Si a beleza de Deus – mas também nos ensina a apreciar tudo o que o Pai criou, a beleza do pôr do sol, dos lírios do campo, da luz, das aves do céu, do rosto e da vida das crianças, da figueira e dos figos, de um casamento, do sabor do vinho bom, de uma pesca abundante, da arte de pescar e de ser carpinteiro, do óleo, do perfume, do vaso de alabastro, da videira, do rebanho das ovelhas, das searas alouradas e prontas para a ceifa, etc. Jesus é um apreciador do que é belo e sabe estimar as coisas, não abusa delas, só as usa para louvar o Pai e servir os homens. Ama a natureza, vê nela o amor do Pai, quer cuidar dela com solicitude e carinho. Veio ao mundo, tomou a nossa carne, foi um de nós e amou o mundo criado como obra-prima do amor.
Todos somos convidados a imitar Jesus, com Ele e n’Ele, a amar a natureza, a nossa casa comum, toda a beleza das pessoas, das flores, dos oceanos, das florestas, dos animais, dos astros, da terra e da água, etc. Encontrar em tudo a beleza que o Criador colocou em cada coisa, estimá-la, cuidar dela, velar por ela. Não podemos ir arruinando e destruindo a obra do Criador e a sua beleza, que se espelha no Menino do presépio. A ganância do dinheiro e da riqueza, o mau uso da criação pode destruir a nossa felicidade e a nossa vida. Deus perdoa sempre, mas a natureza nunca perdoa. Por isso temos de clamar não à destruição das florestas, aos detritos deitados às águas dos rios e dos oceanos, aos incêndios criminosos, à loucura de ir destruindo a casa comum, não respeitando a obra do Criador nem o bem das pessoas, da humanidade inteira. Sucedem-se os apelos do Papa e de tantos cientistas e profetas de um mundo mais habitável, mas muitos teimam em destruir, em manipular, em criar crises climáticas verdadeiramente destruidoras. O Menino do presépio quer ensinar-nos o valor da criação, da beleza, do bem comum. Veio ao mundo para isso.
Cada família, neste Natal, e cada dia da vida, deve cuidar bem da vida, da beleza das coisas, da natureza. Deve comprometer-se com Deus a não estragar a obra da criação, a não estragar comida ou deitar fora, a não abusar dos bens que nos são confiados. A separar o lixo para a reciclagem, a não gastar água a mais, papel, detergente, eletricidade, etc. Temos de ter amor à beleza da natureza e não contribuir para a sua ruína. O Natal como novo nascimento em nós e na família de todos os cuidados possíveis para ajudar o mundo a ser melhor, mais limpo, mais belo, sem arruinar a água límpida do rio, ou a imensidão dos oceanos. Cada um, em particular, e cada família deve pensar seriamente no que pode e deve fazer para que o Criador esteja contente connosco e colaboremos na obra da criação.
O significado de cada parte da Ave-Maria
Canção Nova | Set 13, 2017
Cada parte da oração da Ave-Maria tem um significado baseado nas Sagradas Escrituras e na Tradição
A Ave-Maria é uma das orações mais queridas do povo católico. É a mais antiga oração que conhecemos dirigida a Nossa Senhora, nossa Mãe, Mãe de Jesus e da Igreja. Ela está na própria Bíblia, revelação de Deus.
“Ave, cheia de graça”
Na Anunciação, o Anjo a saudou: “Ave, cheia de graça”. Maria foi a única que achou graça diante de Deus, porque foi a única “concebida sem o pecado original”. Nas aparições a Santa Catarina Labouré, na França, em 1830, ela pediu que fosse cunhada o que ficou sendo chamada de “Medalha milagrosa”. Em letras de ouro, Catarina viu escrita a bela frase: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!”.
O Senhor é convosco
“O Senhor é convosco”, disse-lhe o Arcanjo Gabriel. Maria tem uma intimidade profunda com Deus. Diz o nosso Catecismo que “desde toda eternidade, Deus escolheu, para ser a Mãe de Seu Filho, uma filha de Israel, uma jovem judia de Nazaré na Galileia, ‘uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de Davi, e o nome da virgem era Maria’ (Lc 1,26-27)”. Ela é Filha do Pai, é a Mãe do Filho, e é a Esposa do Espírito Santo. Está em plena unidade com a Santíssima Trindade. Numa única mulher Deus tem Mãe, Filha e Esposa.
Bendita entre todas as mulheres
“Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre” (Lc 1,42). Foi assim que Santa Isabel saudou a Virgem, “em alta voz” e “cheia do Espírito Santo”. E o menino João Batista estremeceu em seu seio. Isabel deixou claro por que Maria é “bendita entre todas as mulheres”: “Donde me vem a honra de vir a mim a Mãe do meu Senhor?” (v.43). E Isabel completa: “Bem-aventurada és tu que creste…” (v.44).
O bendito fruto do seu ventre é o próprio Deus, Filho de Deus, encarnado em seu seio virginal: Jesus. Ela é a Mãe de Deus. Quando o herege Nestório, patriarca de Constantinopla, quis negar essa verdade, o povo se revoltou, e o Concílio de Niceia, em 431, confirmou a maternidade divina de Maria: (Theotókos). “Todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lc 1,48), por isso a piedade da Igreja para com a Santíssima Virgem é intrínseca ao culto cristão.
Depois de saudar a Virgem Maria, Mãe de Deus, com essas palavras que desceram do céu, a oração da Ave-Maria nos leva a implorar as graças do Senhor pela intercessão daquela a quem Deus nada pode negar.
Santa Maria, Mãe de Deus
O que não consegue a Mãe do Altíssimo? O que não pode conseguir, diante do trono da graça, aquela que é Sua Mãe, Esposa e Filha? O milagre das Bodas de Caná (João 2) diz tudo, mostra o grande poder intercessor da Mãe diante do Filho. Por isso, a Igreja sempre nos ensinou: “Peça à Mãe que o Filho atende!”. O bom filho nada nega à sua mãe, por isso São Bernardo de Claraval, doutor da Igreja, a chamava de “Onipotência suplicante”. Consegue tudo, por graça, o que Deus pode por natureza.
Rogai por nós pecadores agora e na hora de nossa morte
E nós pecadores lhe imploramos: “Rogai por nós pecadores agora e na hora de nossa morte”. Consegue do Rei os grandes benefícios aqueles que estão perto d’Ele, aqueles que têm intimidade com Ele. Quem mais do que Maria tem intimidade com Deus? Quantas pessoas me pedem para mediar um pedido junto ao fundador da Canção Nova, monsenhor Jonas Abib, porque sabem que tenho intimidade com ele! O mesmo acontece com Deus. Esse é o poder da intercessão.
A Mãe Santíssima diante do seu Filho roga por nós sem cessar. Disse o Concílio Vaticano II, que “assunta aos céus (…), por sua múltipla intercessão, continua a alcançar-nos os dons da salvação eterna. (…) Por isso, a bem-aventurada Virgem Maria é invocada na Igreja sob os títulos de advogada, auxiliadora, protetora e medianeira.” (n.969).
“A missão materna de Maria em favor dos homens de modo algum obscurece nem diminui a mediação única de Cristo; pelo contrário, até ostenta sua potência, pois todo o salutar influxo da bem-aventurada Virgem (…) deriva dos superabundantes méritos de Cristo, baseia-se em sua mediação, dela depende inteiramente e dela aufere toda a sua força.” (n.970)
A nossa Mãe roga por nós a cada momento, mesmo que não tenhamos consciência disso; especialmente protege aqueles que lhe são consagrados fervorosamente. De modo especial, defende-nos na hora da morte. Quantas almas a Virgem Maria salva na hora da morte! Especialmente aqueles que lhe são consagrados. São Bernardo dizia que não é possível que se perca um bom filho de Maria. Por isso, pedimos insistentemente que ela rogue por nós, sobretudo na hora decisiva de nossa morte. Quando rezamos o Santo Rosário, a ela oferecemos rosas espirituais, que ela leva a Deus por nós. Ela não as retém para si, pois o rosário é a meditação de toda a vida de Jesus Cristo, nosso Senhor.
Cada parte da oração da Ave-Maria tem um significado baseado nas Sagradas Escrituras e na Tradição
A Ave-Maria é uma das orações mais queridas do povo católico. É a mais antiga oração que conhecemos dirigida a Nossa Senhora, nossa Mãe, Mãe de Jesus e da Igreja. Ela está na própria Bíblia, revelação de Deus.
“Ave, cheia de graça”
Na Anunciação, o Anjo a saudou: “Ave, cheia de graça”. Maria foi a única que achou graça diante de Deus, porque foi a única “concebida sem o pecado original”. Nas aparições a Santa Catarina Labouré, na França, em 1830, ela pediu que fosse cunhada o que ficou sendo chamada de “Medalha milagrosa”. Em letras de ouro, Catarina viu escrita a bela frase: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!”.
O Senhor é convosco
“O Senhor é convosco”, disse-lhe o Arcanjo Gabriel. Maria tem uma intimidade profunda com Deus. Diz o nosso Catecismo que “desde toda eternidade, Deus escolheu, para ser a Mãe de Seu Filho, uma filha de Israel, uma jovem judia de Nazaré na Galileia, ‘uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de Davi, e o nome da virgem era Maria’ (Lc 1,26-27)”. Ela é Filha do Pai, é a Mãe do Filho, e é a Esposa do Espírito Santo. Está em plena unidade com a Santíssima Trindade. Numa única mulher Deus tem Mãe, Filha e Esposa.
Bendita entre todas as mulheres
“Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre” (Lc 1,42). Foi assim que Santa Isabel saudou a Virgem, “em alta voz” e “cheia do Espírito Santo”. E o menino João Batista estremeceu em seu seio. Isabel deixou claro por que Maria é “bendita entre todas as mulheres”: “Donde me vem a honra de vir a mim a Mãe do meu Senhor?” (v.43). E Isabel completa: “Bem-aventurada és tu que creste…” (v.44).
O bendito fruto do seu ventre é o próprio Deus, Filho de Deus, encarnado em seu seio virginal: Jesus. Ela é a Mãe de Deus. Quando o herege Nestório, patriarca de Constantinopla, quis negar essa verdade, o povo se revoltou, e o Concílio de Niceia, em 431, confirmou a maternidade divina de Maria: (Theotókos). “Todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lc 1,48), por isso a piedade da Igreja para com a Santíssima Virgem é intrínseca ao culto cristão.
Depois de saudar a Virgem Maria, Mãe de Deus, com essas palavras que desceram do céu, a oração da Ave-Maria nos leva a implorar as graças do Senhor pela intercessão daquela a quem Deus nada pode negar.
Santa Maria, Mãe de Deus
O que não consegue a Mãe do Altíssimo? O que não pode conseguir, diante do trono da graça, aquela que é Sua Mãe, Esposa e Filha? O milagre das Bodas de Caná (João 2) diz tudo, mostra o grande poder intercessor da Mãe diante do Filho. Por isso, a Igreja sempre nos ensinou: “Peça à Mãe que o Filho atende!”. O bom filho nada nega à sua mãe, por isso São Bernardo de Claraval, doutor da Igreja, a chamava de “Onipotência suplicante”. Consegue tudo, por graça, o que Deus pode por natureza.
Rogai por nós pecadores agora e na hora de nossa morte
E nós pecadores lhe imploramos: “Rogai por nós pecadores agora e na hora de nossa morte”. Consegue do Rei os grandes benefícios aqueles que estão perto d’Ele, aqueles que têm intimidade com Ele. Quem mais do que Maria tem intimidade com Deus? Quantas pessoas me pedem para mediar um pedido junto ao fundador da Canção Nova, monsenhor Jonas Abib, porque sabem que tenho intimidade com ele! O mesmo acontece com Deus. Esse é o poder da intercessão.
A Mãe Santíssima diante do seu Filho roga por nós sem cessar. Disse o Concílio Vaticano II, que “assunta aos céus (…), por sua múltipla intercessão, continua a alcançar-nos os dons da salvação eterna. (…) Por isso, a bem-aventurada Virgem Maria é invocada na Igreja sob os títulos de advogada, auxiliadora, protetora e medianeira.” (n.969).
“A missão materna de Maria em favor dos homens de modo algum obscurece nem diminui a mediação única de Cristo; pelo contrário, até ostenta sua potência, pois todo o salutar influxo da bem-aventurada Virgem (…) deriva dos superabundantes méritos de Cristo, baseia-se em sua mediação, dela depende inteiramente e dela aufere toda a sua força.” (n.970)
A nossa Mãe roga por nós a cada momento, mesmo que não tenhamos consciência disso; especialmente protege aqueles que lhe são consagrados fervorosamente. De modo especial, defende-nos na hora da morte. Quantas almas a Virgem Maria salva na hora da morte! Especialmente aqueles que lhe são consagrados. São Bernardo dizia que não é possível que se perca um bom filho de Maria. Por isso, pedimos insistentemente que ela rogue por nós, sobretudo na hora decisiva de nossa morte. Quando rezamos o Santo Rosário, a ela oferecemos rosas espirituais, que ela leva a Deus por nós. Ela não as retém para si, pois o rosário é a meditação de toda a vida de Jesus Cristo, nosso Senhor.
Informação; QUINTA-FEIRA, 12 de Dezembro, na Igreja da Ulgueira às 15h00
Não tendo sido possível a sua realização,informa-se que a mesma se realizará na próxima quinta-feira dia 19 de Dezembro
MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 12 – Semana II do Advento
Is 41, 13-20 / Slm 144 (145), 1.9-13 / Mt 11, 11-15
Não temas (...), bichinho de Israel. Eu venho socorrer-te. (1ª Leit.)
Quanta gente não chama a pessoas que lhe são queridas «o meu bichinho». (Também há muitas pessoas que hominizam os animais. Mas isso é outra história. Triste.) Temos aqui uma passagem do Antigo Testamento cheia de ternura. É bom que tomemos consciência destas passagens para sabermos combater a ideia de que o Antigo Testamento é só guerras, que é uma ideia mais que falsa mas muito arreigada. Hoje o leitor faça por se sentir o bichinho de Israel.
quarta-feira, 11 de dezembro de 2019
MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 11 – Semana II do Advento
Is 40, 25-31 / Slm 102 (103), 1-4.8.10 / Mt 11, 28-30
Ele (Deus) não Se cansa nem Se fatiga. (1ª Leit.)
O que, já viu o leitor, é ótimo. Como seria se tivéssemos um Deus que Se cansasse? O mesmo é dizer, um Deus que só nos ouvisse de vez em quando? Nunca saberíamos quando é que Deus estava disposto a ouvir-nos. A não ser que Deus nos tivesse mandado um horário por um anjo. Ou que fizéssemos nós o horário, tendo só grandes atos de culto intermediados por sacerdotes, xamãs ou feiticeiros, sem relação pessoal. O leitor dê-se conta da maravilha que é termos Deus sempre à nossa disposição. À disposição do leitor. Lembre-se de Jesus a lavar os pés dos discípulos. E agradeça.
Oração para quando você for utilizar a água benta
Philip Kosloski | Dez 09, 2019
A água é sempre vista na teologia cristã como um meio de purificação, por isso devemos pedir a Deus que nos purifique toda vez que a usamos
Na maioria das vezes, quando mergulhamos os dedos na fonte de água benta, na igreja ou em casa, simplesmente fazemos o sinal da cruz e seguimos o nosso caminho.
Fazer o sinal da cruz com água benta é uma oração em si e pede à Santíssima Trindade que nos cerque de proteção e graça.
No entanto, há também uma oração adicional que pode ser dita. É uma prece curta, adaptada do Salmo 50, e resume perfeitamente o simbolismo encontrado no uso da água benta para nos abençoar.
A água é sempre vista na teologia cristã como um meio de purificação, e por isso pedimos a Deus que nos purifique toda vez que a usamos. Abaixo está a oração opcional que pode levar a uma experiência mais proveitosa de mergulhar os dedos na fonte de água benta.
“Asperge-me, ó Senhor, com hissopo, e eu serei purificado; lava-me, e ficarei mais branco que a neve. Constrói em mim um coração limpo, ó Deus, e renova um espírito reto dentro de mim.”
terça-feira, 10 de dezembro de 2019
MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 10 – Semana II do Advento
Is 40, 1-11 / Slm 95 (96), 1-3.10-13 / Mt 18, 12-14
Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus. (1ª Leit.)
Hoje o leitor pense numa pessoa que deve consolar. O seu marido, a sua mulher, um parente, uma pessoa da sua comunidade religiosa, um doente, etc. Faça um propósito concreto: quem é? Quando é que vai ser? Como é que vai ser? Os propósitos concretos ajudam-nos a realizar o que queremos. A não adiarmos indefinidamente um bom desejo que ficaria por ali.
segunda-feira, 9 de dezembro de 2019
DESTAQUES DA SEMANA
- QUARTA-FEIRA: Confissões em Almoçageme às 10h00.
- QUINTA-FEIRA: Confissões aos doentes e idosos do Mucifal a partir das 10h30.
- SEXTA-FEIRA: Confissões aos doentes e idosos da Praia das Maçãs a partir das 10h30. Terço dos homens, na Igreja de Colares às 21h15
- SÁBADO: Curso Alpha Jovens, no Mucifal às 19h30.
- DOMINGO: Missa na Igreja de Almoçageme às 10h30 pelo 124º aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Almoçageme.
- Durante o Advento decorrerá a campanha de recolha de alimentos, para os mais necessitados.
- Este ano mais uma vez faremos o concurso de presépios, os interessados devem inscrever-se no Cartório Paroquial.
- Como proposta de Advento sugere-se um retiro espiritual digital orientado pelos Padres Carmelitas. Inscrição gratuita em:
webretiro.karmel.at
- QUINTA-FEIRA: Confissões aos doentes e idosos do Mucifal a partir das 10h30.
- SEXTA-FEIRA: Confissões aos doentes e idosos da Praia das Maçãs a partir das 10h30. Terço dos homens, na Igreja de Colares às 21h15
- SÁBADO: Curso Alpha Jovens, no Mucifal às 19h30.
- DOMINGO: Missa na Igreja de Almoçageme às 10h30 pelo 124º aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Almoçageme.
- Durante o Advento decorrerá a campanha de recolha de alimentos, para os mais necessitados.
- Este ano mais uma vez faremos o concurso de presépios, os interessados devem inscrever-se no Cartório Paroquial.
- Como proposta de Advento sugere-se um retiro espiritual digital orientado pelos Padres Carmelitas. Inscrição gratuita em:
webretiro.karmel.at
MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 9 – Semana II do Advento
Is 35, 1-10 / Slm 84 (85), 9ab-14 / Lc 5, 17-26
Fortalecei as mãos fatigadas (...). Dizei aos corações perturbados: «Tende coragem, não temais». (1ª Leit.)
Somos convidados a fortalecer os outros e a dar-lhes ânimo. E de que maneira o fazemos? Às vezes, basta ouvi-los. Outras vezes, acompanhá-los. Outras vezes, estar sentados com eles. Outras vezes, num hospital, estar só ao pé deles. (Pode-se até estar a ler um livro. Ou a ver o facebook.) Outras vezes, eles telefonam-nos só para ouvirem a nossa voz. Em resumo, temos de estar dispostos. Estar à disposição. O leitor reze para estar disponível.
Imaculada Conceição: Papa reza pelos que vivem sem esperança
Francisco presta homenagem junto a imagem da Virgem Maria, no centro de Roma
Roma, 08 dez 2019 (Ecclesia) – O Papa Francisco deslocou-se hoje ao centro de Roma, para um ato de veneração à Imaculada Conceição junto à imagem da Virgem Maria colocada na Praça de Espanha, evocando todos os que vivem sem esperança.“Confio-te os que nesta cidade e em todo o mundo, são oprimidos pela desconfiança, pelo desânimo por causa do pecado; aqueles que pensam que para eles já não há esperança, porque a suas falhas são muitas e demasiado grandes e que Deus não tem tempo a perder com eles”, referiu, numa oração proferida durante a tradicional homenagem anual do 8 de dezembro.
Francisco, que foi acolhido por autoridades religiosas e civis, destacou a necessidade de aprender com Jesus, que “quebra as correntes do mal, liberta dos vícios mais implacáveis, dissolve os laços mais criminosos, suaviza os corações mais endurecidos”.
“Se isso acontecer dentro das pessoas, como muda o rosto da cidade”, sustentou, desejando um “clima social mais respirável”.
Antes de chegar à Praça de Espanha, o Papa esteve ainda em oração na Basílica de Santa Maria Maior, junto da imagem da Virgem Maria, venerada como “Salus Populi Romani” (salvação do povo de Roma).
Francisco desejou que os católicos tomem consciência de que não são “escravos do pecado”, distinguindo entre quem peca e quem se deixa corromper pelo mal, sem procurar a “ajuda da misericórdia de Deus”.
A oração fez um elogio “à transparência, à simplicidade” de quem vive como a Virgem Maria, “para o bem, para o amor, para Deus”.
A solenidade da Imaculada Conceição celebra o dogma definido pelo Papa Pio IX em 8 de dezembro de 1854; a imagem da Praça de Espanha foi construída três anos depois.
Junto ao monumento, seguindo a tradição dos seus predecessores, Francisco deixou um ramo de flores; os primeiros a colocar uma coroa de flores nos braços da imagem, às primeiras horas da manhã, são os bombeiros locais.
OC
domingo, 8 de dezembro de 2019
Igreja/Sociedade: Imaculada Conceição, um feriado com história portuguesa
Devoção nacional precedeu proclamação pontifício de dogma
Após a proclamação dogmática surgiu em Portugal um movimento no sentido de erguer um monumento nacional que assinalasse a definição de Pio IX.
OC
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| Foto: Rádio Campanário |
Em 1869 concluiu-se esse primeiro monumento, no Sameiro, seguindo-se-lhe a construção dum santuário dedicado à Imaculada Conceição de Maria, cuja imagem foi coroada solenemente em 1904.
Lisboa, 08 dez 2019 (Ecclesia) – A solenidade da Imaculada Conceição, que a Igreja Católica assinala anualmente a 8 de dezembro, é feriado nacional em Portugal, um reconhecimento à importância desta data na espiritualidade e identidade do país.
O dogma da Imaculada Conceição de Maria foi proclamado a 8 de dezembro de 1854, através da bula ‘Ineffabilis Deus’, a qual declara a santidade da Virgem Santa Maria desde o primeiro momento da sua existência, sendo preservada do pecado original.
A ligação entre Portugal e a Imaculada Conceição ganhara destaque em 1385, quando as tropas comandadas por D. Nuno Alvares Pereira derrotaram o exército castelhano e os seus aliados, na batalha de Aljubarrota.
Em honra a esta vitória, o Santo Condestável fundou a igreja de Nossa Senhora do Castelo, em Vila Viçosa, e fez consagrar aquele templo a Nossa Senhora da Conceição.
A antiga igreja de Nossa Senhora do Castelo, espaço onde se ergue atualmente o santuário nacional, afirmou-se nos finais do século XIV como o primeiro sinal desta devoção, em toda a Península Ibérica.
Um segundo passo deu-se durante o movimento de restauração da independência que acabou com o domínio castelhano em Portugal e que culminou com a coroação de D. João IV como rei de Portugal, a 15 de dezembro de 1640, no Terreiro do Paço, em Lisboa.
O mesmo D. João IV, atento a uma religiosidade que também já envolvera a construção de monumentos como o Mosteiro da Batalha, o Convento do Carmo e o Mosteiro da Conceição, coroou a Imagem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa como Rainha e Padroeira de Portugal durante as cortes de 1646.
A Universidade de Coimbra tem um papel importante em todo este processo, já que todos os seus intelectuais defenderam o dogma sob forma de juramento solene.
OC
MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 8 – Imaculada Conceição de Nossa Senhora, Padroeira de Portugal (Solenidade)
Gn 3, 9-15.20 / Slm 97 (98), 1-4 / Ef 1, 3-6.11-12 / Lc 1, 26-38
Festejamos hoje a Mãe de Deus, que veneramos como nossa Mãe, a melhor Mãe do mundo, toda amor e virtude, imaculada sem algum resquício de pecado. Como afirmou o Papa Francisco: «Maria é o único oásis sempre verde da humanidade, a única não contaminada, criada imaculada para acolher plenamente, com o seu sim, Deus que veio ao mundo e iniciar assim uma história nova».
O dogma da fé católica que define a verdade de que Nossa Senhora foi preservada, desde a sua conceção, de toda a mancha de pecado, foi proclamado pelo Papa Pio IX, já beatificado por S. João Paulo II, a 8 de dezembro de 1854. Contudo, é antiquíssima esta afirmação teológica, tendo o Papa Sisto IV, em 1477, posto a festa da Imaculada Conceição no calendário litúrgico.
No povo português, Maria tem sido sempre venerada como a Imaculada Conceição. O facto mais relevante que demonstra esta vivência da fé cristã é que o rei D. João IV, em 1646, coroou a imagem de Nossa Senhora da Conceição como rainha e padroeira de Portugal, em Vila Viçosa. Desde então os nossos reis deixaram de usar a coroa real, ressaltando assim ser Nossa Senhora a rainha de Portugal. Mas este título de grandeza não afasta Maria da nossa pequenez, pois sendo rainha é, ao mesmo tempo, nossa mãe.
A primeira leitura, do livro do Génesis, relata-nos uma história cheia de simbolismo. O homem e a mulher pretendem substituir a Deus, desobedecendo-Lhe, comendo do fruto que não lhes era permitido, envenenado de orgulho e ambição, não aceitando a sua condição humana e, por isso, se sentiram nus, com vergonha e medo. A serpente tentadora é a imagem da nossa insensatez e autossuficiência que nos seduz a gerir a liberdade sem amor, voltando as costas a Deus. Mas esta história termina na esperança, pois Deus nunca desiste de nos amar. Assim, a serpente será vencida pela mulher que lhe esmagará a sua astúcia e o seu poder. Em Maria, a nova Eva, fiel e obediente ao que Deus lhe pede, se refaz a história da salvação. Todos temos uma imensa dívida de gratidão a Nossa Senhora.
S. Paulo, no início da sua carta aos cristãos de Éfeso, apresenta-nos um hino de glória e gratidão ao «Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto dos Céus nos abençoou com toda a espécie de bens espirituais em Cristo». E Jesus, salvador de todos os filhos de Adão e Eva, de toda a humanidade, veio-nos por Maria, que é o sinal mais claro da vitória de Deus sobre o mal. A serpente do mal foi sempre derrotada em Maria, que na totalidade da sua existência, incluindo a sua conceção, foi amorosamente fiel ao Senhor. A vitória plena de Nossa Senhora sobre o pecado é também a nossa glória, já que, por graça divina, somos seus filhos.
O Evangelho relata-nos um momento crucial da história da humanidade: Deus assume a maravilhosa aventura de Se fazer pessoa humana, um como nós, na máxima simplicidade. A cena não se passa em Jerusalém ou noutro lugar importante. O anjo Gabriel, enviado por Deus, vai a uma aldeia desconhecida, Nazaré, encontrar uma jovem, chamada Maria, noiva do carpinteiro José. «De Nazaré poderá vir alguma coisa boa?», observa Natanael, troçando de um lugarejo perdido no interior profundo de Israel, nunca nomeado no Antigo Testamento.
Maria, humilde serva, é agraciada com algo que ultrapassa a inteligência e a imaginação humanas: uma criatura vem a ser mãe do Criador; Deus infinito nasce de uma simples mulher virgem. Milagre de amor que só Deus omnipotente pode realizar. E Maria disse sim: «Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra». Celebremos a nossa imensa gratidão a Maria, Imaculada Conceição.
sábado, 7 de dezembro de 2019
O Papa às ONGs católicas: formação e educação são prioridades para a Igreja
A Igreja conta com a colaboração das várias associações católicas internacionais. Por isso, o Papa propõe três meios para a sua ação concreta: “formação dos membros, meios materiais necessários e trabalho em equipe”.
Manoel Tavares - Cidade do Vaticano
O Santo Padre recebeu, na manhã deste sábado (07/12), na Sala do Consistório, no Vaticano, cerca 100 participantes no Fórum Mundial das ONGs – Organizações não Governamentais – de inspiração católica.
Em seu discurso aos presentes, o Papa cumprimentou os Representantes da Santa Sé, junto aos Organismos Internacionais, e os líderes e dirigentes das diversas ONGs, aos quais expressou sua satisfação por encontrá-los na Sé de Pedro, símbolo da comunhão com a Igreja Católica. A todos, manifestou sua gratidão, dizendo:
“Obrigado por virem, de vários países do mundo, para compartilhar experiências e reflexões sobre o tema da inclusão. Desta forma, vocês desejam dar um testemunho concreto em favor dos mais vulneráveis, para que sejam acolhidos e incluídos no mundo, nossa "Casa comum"
Muitos de vocês, disse Francisco, trabalham pelos direitos humanos e as condições de vida das pessoas: habitat, educação, desenvolvimento e outros problemas sociais. A Igreja, que "vive e atua neste mundo”, também conta com a colaboração das várias associações católicas internacionais, às quais propôs três meios para a sua ação concreta: “formação dos membros, meios materiais necessários e trabalho em equipe”. Falando sobre o primeiro, ou seja, “a formação”, disse:
“A complexidade do mundo e a crise antropológica, na qual estamos imersos, exigem um testemunho coerente de vida, através de um diálogo e uma reflexão positiva sobre a dignidade humana. Tal testemunho supõe uma grande fé e confiança e uma preparação profissional adequada em assuntos científicos e humanos na perspectiva cristã”.
Nesse sentido, afirmou Francisco, a Doutrina Social da Igreja oferece princípios eclesiais adequados para servir melhor a humanidade. A formação e a educação estão entre suas metas prioritárias. Por isso, o Papa fez seu apelo por um “Pacto Global sobre Educação”, para a construção da paz, justiça, acolhida dos povos e solidariedade universal, além do cuidado da nossa “Casa comum”. Para que isto seja possível, o Pontífice explicou o segundo ponto da sua reflexão: os “meios materiais necessários”:
“Os meios são importantes e necessários, mas, às vezes, não são suficientes para alcançar os objetivos propostos. No entanto, não devemos desanimar, sabendo que a Igreja sempre realizou grandes obras com poucos recursos”.
A Igreja, acrescentou Francisco, espera que coloquemos em prática nossos talentos, com a ajuda e o poder de Deus, para a realização das nossas boas obras. Aqui, apresentou sua terceira e última proposta: “compartilhar iniciativas e trabalhar em equipe”:
“Colaborar com os projetos comuns enaltece ainda mais o valor das obras, pois destaca as metas inatas da Igreja: a comunhão e caminhar juntos, na mesma missão, a serviço do bem comum, através da corresponsabilidade e contribuição de todos”.
Por fim, referindo-se ao tema central do Fórum Mundial das ONGs, o Papa afirmou: para a realização dos diversos projetos, é preciso unir as próprias forças às de outras Organizações católicas, em comunhão com seus Pastores e com os representantes da Santa Sé junto aos Organismos Internacionais. E concluiu:
“O mundo de hoje clama por uma nova audácia e uma nova imaginação para criar outras formas de diálogo e cooperação, a fim de favorecer uma maior cultura de encontro, onde a dignidade do ser humano, segundo o plano criador de Deus, seja colocada ao centro”.
Manoel Tavares - Cidade do Vaticano
O Santo Padre recebeu, na manhã deste sábado (07/12), na Sala do Consistório, no Vaticano, cerca 100 participantes no Fórum Mundial das ONGs – Organizações não Governamentais – de inspiração católica.
Em seu discurso aos presentes, o Papa cumprimentou os Representantes da Santa Sé, junto aos Organismos Internacionais, e os líderes e dirigentes das diversas ONGs, aos quais expressou sua satisfação por encontrá-los na Sé de Pedro, símbolo da comunhão com a Igreja Católica. A todos, manifestou sua gratidão, dizendo:
“Obrigado por virem, de vários países do mundo, para compartilhar experiências e reflexões sobre o tema da inclusão. Desta forma, vocês desejam dar um testemunho concreto em favor dos mais vulneráveis, para que sejam acolhidos e incluídos no mundo, nossa "Casa comum"
Muitos de vocês, disse Francisco, trabalham pelos direitos humanos e as condições de vida das pessoas: habitat, educação, desenvolvimento e outros problemas sociais. A Igreja, que "vive e atua neste mundo”, também conta com a colaboração das várias associações católicas internacionais, às quais propôs três meios para a sua ação concreta: “formação dos membros, meios materiais necessários e trabalho em equipe”. Falando sobre o primeiro, ou seja, “a formação”, disse:
“A complexidade do mundo e a crise antropológica, na qual estamos imersos, exigem um testemunho coerente de vida, através de um diálogo e uma reflexão positiva sobre a dignidade humana. Tal testemunho supõe uma grande fé e confiança e uma preparação profissional adequada em assuntos científicos e humanos na perspectiva cristã”.
Nesse sentido, afirmou Francisco, a Doutrina Social da Igreja oferece princípios eclesiais adequados para servir melhor a humanidade. A formação e a educação estão entre suas metas prioritárias. Por isso, o Papa fez seu apelo por um “Pacto Global sobre Educação”, para a construção da paz, justiça, acolhida dos povos e solidariedade universal, além do cuidado da nossa “Casa comum”. Para que isto seja possível, o Pontífice explicou o segundo ponto da sua reflexão: os “meios materiais necessários”:
“Os meios são importantes e necessários, mas, às vezes, não são suficientes para alcançar os objetivos propostos. No entanto, não devemos desanimar, sabendo que a Igreja sempre realizou grandes obras com poucos recursos”.
A Igreja, acrescentou Francisco, espera que coloquemos em prática nossos talentos, com a ajuda e o poder de Deus, para a realização das nossas boas obras. Aqui, apresentou sua terceira e última proposta: “compartilhar iniciativas e trabalhar em equipe”:
“Colaborar com os projetos comuns enaltece ainda mais o valor das obras, pois destaca as metas inatas da Igreja: a comunhão e caminhar juntos, na mesma missão, a serviço do bem comum, através da corresponsabilidade e contribuição de todos”.
Por fim, referindo-se ao tema central do Fórum Mundial das ONGs, o Papa afirmou: para a realização dos diversos projetos, é preciso unir as próprias forças às de outras Organizações católicas, em comunhão com seus Pastores e com os representantes da Santa Sé junto aos Organismos Internacionais. E concluiu:
“O mundo de hoje clama por uma nova audácia e uma nova imaginação para criar outras formas de diálogo e cooperação, a fim de favorecer uma maior cultura de encontro, onde a dignidade do ser humano, segundo o plano criador de Deus, seja colocada ao centro”.
ESTILO DE VIDA
Como ser mais paciente no dia-a-dia?
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| AJR_photo I Shutterstock |
Sejamos pacientes connosco próprios. A primeira pessoa a quem devemos ser longânimos somos nós mesmos. Se não nos aceitarmos como somos, com a nossa lentidão para progredir, as nossas repetidas baixas, as nossas insuficiências e as nossas limitações, não seremos capazes de aceitar os outros. “Quantas agressões contra os outros estão simplesmente a acertar contas com si próprio. Os pais têm uma experiência cruel disso quando seus filhos lhes reenviam suas próprias faltas”, adverte o Padre Pascal Ide.
Reze pedindo paciência
Ser paciente consigo mesmo não é cair no orgulho. É cumprir a vontade de Deus ser paciente consigo mesmo, pois o próprio Deus é paciente. Para adquirir esta paciência, é essencial ter tempo para se expor à luz do Espírito Santo.
É preciso orar, especialmente quando se está tenso, zangado ou muito cansado. É na oração que podemos ser plenamente nós mesmos, em paz. É o olhar amoroso de Deus sobre nós que nos permite aceitar como somos, com mansidão e paciência.
A fadiga, o primeiro inimigo da paciência
Todo mundo sabe que qualquer coisa que ataque e perturbe nosso corpo prejudica nossa capacidade de ser paciente. Saibamos isto para o ter em conta. É claro que não é sempre possível dormir o suficiente, tampouco evitar o ruído, a acumulação de fadiga, as preocupações, mas é importante saber que os nossos estados de espírito estão profundamente ligados ao nosso estado físico. E quanto mais tenso e cansado estivermos, mais provável será que acumulemos artificialmente as causas da tensão e da fadiga. Você tem que saber como dizer: “Pare! Não aguento mais!”
Pedir perdão ao Senhor e à nossa família por nossa falta de paciência, fazer grandes resoluções, está tudo muito bem, mas talvez devêssemos começar a dormir mais – e assim seja se nossas outras obrigações padecem disso. Devemos decidir então nos organizar de modo a manter um pouco de tempo todos os dias, todas as semanas “para si mesmo”, para respirar, relaxar, descansar e… rezar.
A paciência é exigente
A paciência requer uma coisa a cada vez. Quando uma criança aprende a andar, é encorajada a dar um passo, depois outro… e assim, passo a passo, se torna capaz de caminhar longas distâncias. É assim que cresce: nada se consegue de uma vez, nunca se tem “tudo, imediatamente”. E se algum progresso parece deslumbrante, na maioria das vezes é porque foi preparado de forma invisível, como o grão que caiu na terra e germina discretamente, antes de engendrar uma planta magnífica. Somos muitas vezes tentados a forçar o crescimento da semente, correndo o risco de a esgotar, de exigir demasiado, demasiado cedo, dos nossos filhos, do nosso cônjuge, dos nossos familiares, dos nossos colegas…
Ser paciente é mostrar confiança
Ser paciente às vezes significa ter esperança contra toda a esperança. Muitos pais de crianças com deficiência nos dão, neste sentido, testemunhos luminosos. Ao concordar em caminhar passo a passo com seu filho, ao rejeitar o derrotismo e as falsas esperanças com a mesma energia, eles estão fazendo maravilhas, quando os mais eminentes especialistas estão desistindo. Ser paciente é perdoar “setenta vezes sete vezes”, como o próprio Deus nos perdoa. Significa partir novamente depois de cada fracasso, se levantar depois de cada caída, se recusando a se deixar desencorajar. Os nossos filhos, especialmente no período frágil da adolescência, têm uma necessidade infinita de perdão e de encorajamento.
Quando a nossa paciência seja posta à prova, voltemos para Aquele que é a fonte de todo o amor, para que Ele nos dê tesouros de paciência: os nossos filhos precisam deles para crescer na alegria.
Christine Ponsard
MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 7 – Santo Ambrósio (Memória) / 1º Sábado
Is 30, 19-21.23-26 / Slm 146 (147), 1-6 / Mt 9, 35 – 10, 1.6-8
É este o caminho; segui por ele. (1ª Leit.)
Um dia, um sacerdote idoso e sábio disse-me que ser santo era conatural, que o problema era chegar lá. O problema era o caminho! Normalmente, não pensamos em ser santos, mas queremos andar junto de Deus. Cada vez mais junto de Deus. E para isso contribuem todas as nossas ações, mesmo aquelas em que não pensamos nisso. Porque não passamos o dia a pensar: «vou andar junto de Deus». Não, o nosso dia decorre normalmente. Mas é na nossa oração diária e depois na conclusão do nosso dia que nos propomos, e verificamos, a intenção de andarmos junto de Deus.
sexta-feira, 6 de dezembro de 2019
Hoje a Igreja celebra São Nicolau, padroeiro das crianças
REDAÇÃO CENTRAL, 06 Dez. 19 / 05:00 am (ACI).- “Seria um pecado não repartir muito, sendo que Deus nos dá tanto”, costumava dizer São Nicolau, padroeiro das crianças, das moças solteiras, dos marinheiros, dos viajantes e da Rússia, Grécia e Turquia. Um azeite milagroso brota de seus restos, que serviu para a cura dos doentes. Sua festa se celebra neste dia 6 de dezembro.
Por se tratar de um santo dos primeiros séculos, pouco se sabe com exatidão a respeito dele, salvo que nasceu na Licia (atual a Turquia), em uma família muito rica. Tinha um tio Bispo que o ordenou sacerdote.
Seus pais morreram ajudando os doentes de uma epidemia e deixaram uma fortuna para Nicolau. Entretanto, o jovem decidiu reparti-la entre os pobres e tornar-se monge. Mais tarde, peregrinou ao Egito e à Palestina, onde conheceu a Terra Santa.
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Por se tratar de um santo dos primeiros séculos, pouco se sabe com exatidão a respeito dele, salvo que nasceu na Licia (atual a Turquia), em uma família muito rica. Tinha um tio Bispo que o ordenou sacerdote.
Seus pais morreram ajudando os doentes de uma epidemia e deixaram uma fortuna para Nicolau. Entretanto, o jovem decidiu reparti-la entre os pobres e tornar-se monge. Mais tarde, peregrinou ao Egito e à Palestina, onde conheceu a Terra Santa.
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MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 6 – Semana I do Advento / 1ª Sexta-Feira
Is 29, 17-24 / Slm 26 (27), 1.4.13-14 / Mt 9, 27-31
Uma coisa peço ao Senhor (…): habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida. (Salmo)
Não vamos viver dentro de uma igreja. Segundo S. Paulo, a casa de Deus somos nós, templos do Espírito Santo (1 Cor 6, 19). Mas, para este salmo, a casa do Senhor tem um sentido mais vasto: é o próprio Deus. Devemos então andar dentro do próprio Deus? Isso também não é possível. Então chegamos à conclusão que o salmista expressa só um desejo piedoso. Mas podíamos pedir, embora não fosse tão poético, para andarmos no «ambiente», na esfera de Deus. O leitor hoje peça para andar sempre na esfera de Deus.
quinta-feira, 5 de dezembro de 2019
O futuro dos mais jovens - O Vídeo do Papa 11 - Dezembro de 2019
O Vídeo do Papa:
Cada criança que sofre é um grito que se eleva a Deus
Cada criança que sofre é um grito que se eleva a Deus
Em "O Vídeo do Papa" de dezembro, o Santo Padre se ocupa dos mais jovens, das crianças, para que em todos os países do mundo tomem-se medidas que façam de seu futuro uma prioridade.
(Cidade do Vaticano, 5 de dezembro) – No mês de dezembro, "O Vídeo do Papa" trata dos meninos e meninas que têm hoje um futuro incerto, sobretudo os que estão sofrendo por diversas causas. Francisco insiste em que "cada criança marginalizada, cada criança abusada, cada criança abandonada, cada criança sem escola, sem cuidados médicos, é um grito que se eleva a Deus".
O pedido do Papa chama a atenção para os dramas da infância, que exigem medidas sérias. Segundo os Informes sobre o Estado Mundial da Infância de 2016 e de 2017, os meninos e meninas formam quase a metade dos 900 milhões de pessoas que sobrevivem com menos de dois dólares por dia. Além disso, em 2014, comprovou-se que cerca de 160 milhões de todos eles apresentavam atraso no crescimento. Quanto à escolarização, apesar dos avanços nas matrículas, existem cerca de 124 milhões de meninos e meninas que não vão à escola, um fator que se vê agravado pelos conflitos armados que, em muitos lugares, são cada vez mais prolongados. Lamentavelmente, cerca de 250 milhões de jovens vivem em países ou áreas afetadas pelos conflitos armados. Essas condições sociais, econômicas e bélicas dificultam seu desenvolvimento normal e a busca de um futuro melhor.
O P. Frédéric Fornos, SJ, Diretor Internacional da Rede Mundial de Oração do Papa (que inclui o Movimento Eucarístico Jovem), sublinha que o convite do Santo Padre a rezar para que "todos os países decidam tomar as medidas necessárias para que o futuro das crianças seja uma prioridade" não nos livra de trabalhar para essa finalidade em nossa vida cotidiana, cada um dentro de suas possibilidades, e naquilo que poderia nos parecer mais simples. Ele recorda as palavras do Papa Francisco às famílias: "Você perde tempo com seus filhos? Você brinca com seus filhos? – Mas não, o senhor sabe, quando eu saio de casa pela manhã – me diz o homem – eles ainda estão dormindo e quando volto eles estão na cama. Também a gratuidade, aquela gratuidade da mãe e do pai com seus filhos, é tão importante: “perder tempo” com os filhos, brincar com seus filhos. (...) Sempre que uma criança é abandonada… não se faz apenas um ato de injustiça, mas também se configura o fracasso dessa sociedade”.
Rezemos, pois, e atuemos "para que todos os países tomem as medidas necessárias para fazer com que seja uma prioridade o futuro das crianças, sobretudo daquelas que sofrem". Pois, como Francisco também recordou em outra ocasião, elas "são o presente".
MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 5 – SS. Martinho de Dume, Frutuoso e Geraldo (Memória)
Is 26, 1-6 / Slm 117 (118), 1.8-9.19-21.25-27a / Mt 7, 21.24-27
O seu coração está firme (…), porque em Vós tem confiança. (1ª Leit.)
O nosso coração também está firme porque temos confiança em Deus. Não andamos amedrontados. Andamos de cabeça erguida, mesmo no meio das convulsões da vida. Andamos com coragem. E quando temos alguma dificuldade recorremos a Deus com mais força ou mesmo com muito mais força. É por isso que o nosso coração está firme, porque confiamos no Senhor mesmo nos tempos mais difíceis. Rezemos por uma firmeza constante do nosso coração.
quarta-feira, 4 de dezembro de 2019
Concerto de Natal - A entrada é livre. Apareçam!
MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 4 – Semana I do Advento
Is 25, 6-10a / Slm 22 (23), 1-6 / Mt 15, 29-37
Ele destruirá a morte para sempre. (1ª Leit.)
Parece que a certa altura não teremos o espigão da morte. A morte inclui uma ansiedade latente que nos bafeja de vez em quando. E, segundo parece, a partir de certa altura da história da humanidade, as pessoas estarão livres da morte. Será a instauração do paraíso universal? A segunda vinda do Senhor? Não sei se isso tem uma altura definida por Deus ou se vamos caminhando para lá com o progresso (possível) da bondade humana. Seja como for, o leitor reze pela instauração desse paraíso universal.
terça-feira, 3 de dezembro de 2019
Relíquia da manjedoura de Jesus regressou à Terra Santa depois de 1.400 anos
JERUSALÉM, 02 Dez. 19 / 03:30 pm (ACI).- Os católicos em Jerusalém celebraram na sexta-feira, 29 de novembro, o retorno à Terra Santa de uma relíquia de madeira que, segundo a tradição, pertence à manjedoura de Jesus, e que esteve quase 1.400 anos em Roma como um presente para o Papa Teodoro I.
Por volta do ano 640, o Patriarca de Jerusalém, São Sofronio, enviou a manjedoura ao Papa Teodoro I quando os muçulmanos conquistaram a Terra Santa, e atualmente se conserva na Basílica de Santa Maria Maior, segundo assinala a imprensa internacional.
A relíquia é do tamanho de um polegar e foi apresentada aos fiéis na igreja de Notre Dame, em Jerusalém, para um dia de celebrações e orações.
O Vaticano assinalou que o Papa Francisco devolveu a relíquia aos católicos na Terra Santa como um presente à Custódia da Terra Santa.
Várias atividades foram realizadas na sexta-feira por ocasião chegada da relíquia, segundo o site da Custódia na Terra Santa. O Núncio Apostólico em Israel e Chipre, Dom Leopoldo Girelli, presidiu "a celebração da Santa Missa prevista para as 9h na capela dedicada a Nossa Senhora da Paz, dentro do complexo de Notre Dame".
Depois disso, os fiéis começaram a rezar diante da relíquia. Louisa Fleckenstein, moradora de Jerusalém, assinalou em uma entrevista à AP que, por causa do silêncio e da oração que havia pela adoração à relíquia, sentia-se como se fosse Natal, como o “verdadeiro Natal”.
A Custódia acrescentou que, em 30 de novembro, pela manhã, a relíquia foi "transferida para Belém, coincidindo com o início das celebrações do tempo do Advento". O objetivo é que “os fiéis e os peregrinos possam venerar o berço que acolheu o começo da nossa redenção na igreja franciscana de Santa Catarina”, localizada ao lado da Igreja da Natividade, em Belém (Cisjordânia), construída onde a tradição indica que Jesus nasceu.
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