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segunda-feira, 1 de outubro de 2018
Comunidade católica convida crentes e não crentes a dar voz ao papa Francisco
A comunidade da Capela do Rato, em Lisboa, vai organizar uma sessão aberta em que crentes e não crentes vão escolher e dar voz a palavras do papa Francisco, anunciou hoje o capelão. É «muito interessante ver a unidade na diversidade das vozes e dos perfis das pessoas. Naturalmente que haverá algumas figuras públicas, porque isso é motivo de curiosidade e interesse das pessoas que vierem», explicou a escritora Leonor Xavier.
MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 1 – Santa Teresa do Menino Jesus (Memória)
O leitor descontraia-se e ponha-se em posição de oração. Imagine Jesus a olhar para dentro de si, a «conhecer os seus pensamentos íntimos», os seus sentimentos. O que é que isso provoca no leitor? Paz, alegria, ansiedade, temor, força, inquietação (etc.)? Não pense como é que devia ser o olhar de Jesus, ou o que é que Ele devia encontrar. Veja só o que é que Ele encontra. E entregue-o a Jesus, para que Ele o acolha. Eventualmente, transforme…domingo, 30 de setembro de 2018
Papa pede que católicos rezem o terço contra as ameaças do espírito maligno
Francisco chama os católicos a rezarem o terço diariamente este mês contra "mal que divide a comunidade cristã"
Neste sábado, dia em que a Igreja celebra os arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael, o Papa pede aos fiéis que rezem, diariamente, neste mês de outubro, o Terço “contra o mal que divide a Comunidade cristã”.Por isso, a pedido do Santo Padre, a Rede Mundial de Oração lança, neste mês de outubro, uma Campanha especial de Oração para que os fiéis de todos os Continentes possam invocar Nossa Senhora e o Arcanjo Miguel, para que protejam a Igreja nestes tempos difíceis.
Com efeito, recentemente, vivemos na Igreja situações difíceis, como contínuas denúncias de abuso sexual por parte do clero, das pessoas consagradas e dos leigos. O aumento dos abusos e divisões internas na Igreja, certamente, é favorecido pelo espírito maligno, “inimigo mortal da nossa natureza humana”.
Na tradição cristã, o mal se apresenta em diversas formas, como de “Satanás”, que em hebraico significa “adversário”, ou “Diabo”, que, em grego, é aquele que divide e semeia discórdia.
Na tradição bíblica, fala-se também de “sedutor do mundo”, “pai da mentira” ou “Lúcifer”, que se apresenta como anjo da luz e do bem, mas conduz ao engano.
Enfim, o mal se manifesta de diversos modos, complicando a missão de evangelização da Igreja, chegando até a desacreditá-la. Em parte, a responsabilidade é nossa por deixarmo-nos levar pelas paixões e não pela verdadeira vida: a riqueza, a vaidade e o orgulho. Estes são os caminhos pelos quais o maligno nos seduz e nos arrasta para o mal, levando-nos a cometer ações perversas, como discórdias, mentiras etc.
Na sua Carta ao Povo de Deus, no último dia 20 de agosto, o Santo Padre recordou: “Se um membro sofre, todos sofrem com ele… Quando experimentamos a desolação, que provoca tantas chagas na Igreja, devemos persistir na oração a Maria e buscar crescer no amor e na fidelidade eclesial”.
Portanto, neste mês de outubro, o Santo Padre pede a todos os fiéis um maior esforço nas orações pessoais e comunitárias, rezando, todos os dias, o Terço a Nossa Senhora, para que a Virgem Maria proteja a Igreja, nestes tempos de crise, e o Arcanjo São Miguel a defenda dos ataques do inimigo. Segundo a tradição eclesial, este Arcanjo é o chefe dos exércitos celestes e protetor da Igreja.
Ao término da oração mariana do Terço, o Papa nos convida a rezar a mais antiga invocação à Santa Mãe de Deus “Sub tuum praesidium” (“Sob a vossa proteção”) e a tradicional oração a São Miguel, escrita por Leão XIII:
Oração a Nossa Senhora
«À Vossa Proteção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita!»
Oração a São Miguel Arcanjo
«São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate. Sede o nosso refúgio contra as maldades e ciladas do demônio. Que Deus manifeste o seu poder sobre ele. Eis a nossa humilde súplica. E vós, Príncipe da Milícia Celeste, com o poder que Deus vos conferiu, precipitai no inferno Satanás e os outros espíritos malignos, que andam pelo mundo tentando as almas. Amém!».
(Vatican News)
MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 30 – Domingo XXVI do Tempo Comum – Ano B
No Evangelho de hoje, vemos como os discípulos pretendem impedir alguém de fazer o bem só porque não pertence ao grupo daqueles que seguem o Senhor. Jesus, muito prontamente, responde-lhes dizendo: «Não o proibais!». Ele bem percebe que é a inveja que os move a acusar o outro homem que estava a fazer o bem.
Pode acontecer que criemos divisões entre nós porque cada um acha que tem razão. Afirmamos a nossa razão individual e separamo-nos dos outros. Mas também pode acontecer que, em vez de um «eu» individual, defendamos um «eu» coletivo: o nós! Nós somos os bons e os outros os maus.
Aquele que ama felicita-se pelo bem dos outros, fica feliz quando alguém faz alguma coisa boa; fica feliz pelo sucesso dos outros e felicita-se quando outros se comprometem com o bem. O egoísta, por outro lado, não fica feliz com o bem realizado pelos outros, fica irritado quando os outros têm mais sucesso do que ele e arranja maneiras de reduzir o bem feito pelos outros. Para se consolar, o egoísta diz para si mesmo: «ah, esta pessoa fez o bem só para dar nas vistas», ou então: «este ajuda os pobres só para ser reconhecido». Assim, o egoísta é vítima da inveja e torna-se orgulhoso.
Ora, o egoísmo, a inveja e o orgulho podem ser individuais, mas também podem ser do grupo. É particularmente grave quando se torna egoísmo de um grupo religioso. Na verdade, os discípulos formam uma comunidade e ainda bem! É sinal de que há alguma coisa que os congrega. Também nós, enquanto Igreja, formamos uma comunidade, congregados pelo Amor de Cristo. O problema é se a nossa comunidade, em vez de ter Jesus e os seus critérios no centro da sua vida, passa a ter-se a si mesma como centro de tudo o que faz.
Estes discípulos estão preocupados porque há outros a fazerem o bem que «não são dos nossos»! Jesus rapidamente faz com que percebam que Ele a todos abraça e a ninguém exclui. Se nós excluímos alguém, considerando-o indigno de fazer o bem, estamos a excluir o próprio Jesus Cristo, que Se fez último de todos. Se consideramos que nós somos os bons e os outros, os que não pertencem à Igreja, são os maus, então nem sequer somos católicos (universais!!!). Não somos, nem sequer, cristãos, porque não temos em nós o Espírito do Filho que por todos deu e dá a vida.
Quanto mais estivermos unidos a Deus, que é amor, mais estaremos unidos entre nós. Quanto mais estivermos em Deus, menos podemos excluir os que são diferentes. O Amor une, não separa. Quando estamos muito preocupados connosco próprios, com medo de perder «terreno», com medo de perder a identidade, podemos estar a esquecer que Ele é o pastor de todos. Único é o Pastor! Único é o rebanho! O critério que nos diz a pertença a este «rebanho», que tem Cristo por pastor, é a nossa união com Ele. Podemos até pertencer à Igreja visível, mas estar longe do rebanho das ovelhas de Cristo se, em vez de termos os seus critérios, estamos centrados em nós mesmos, nas nossas ideias, nos nossos desejos, que depois projetamos em Deus para nos justificarmos.
Peçamos a Deus a graça de sermos uma Igreja centrada em Cristo, que seja Ele o Sol em torno do qual todos orbitamos, cada um no seu lugar. Que o nosso coração se possa alegrar pelo bem, pelo sucesso dos outros, mesmo daqueles que não pertencem ao nosso «grupo».
Os jovens da África – O Vídeo do Papa – Setembro 2018
Papa Francisco – Setembro 2018
A África é um continente rico, e a maior riqueza, a mais valiosa da África, são os jovens.
Eles devem poder escolher entre deixar-se vencer pela dificuldade ou transformar a dificuldade em oportunidade.
O caminho mais eficaz para ajudá-los nesta escolha é investir em sua educação.
Se um jovem não tem oportunidade de educar-se, o que poderá fazer no futuro?
Rezemos para que os jovens do continente africano tenham acesso à educação e ao trabalho em seu próprio país.
sábado, 29 de setembro de 2018
MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 29 – S. Miguel, S. Gabriel e S. Rafael, Arcanjos (Festa)
Temos que nos esforçar para a nossa vida ser transparente, o nosso pensamento reto, a nossa intenção pura. A nossa consciência tem, amiúde, um nevoeiro que precisa de ser penetrado pela luz de Deus para que detetemos as nossas infidelidades de caráter, mesmo em relação a nós próprios. (Às vezes, coisas que nos propomos fazer e em que claudicamos…) Pai, ajuda-me.
sexta-feira, 28 de setembro de 2018
MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 28 – Semana XXV do Tempo Comum
Tal como a Pedro, faz-me, Senhor, encontrar a tua verdadeira identidade. Não me deixes ir atrás do que dizem as multidões. Ajuda-me a encontrar-Te sempre com mais verdade, sempre com um coração mais límpido, mais puro, mais despido de preconceitos e do meu pecado. Senhor, eu quero chegar a Ti, mas as traves dos meus olhos impedem-me. Remove-as, Senhor, para que eu Te possa ver tal como és. Hoje, Senhor, peço-Te esta graça.
terça-feira, 25 de setembro de 2018
MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 25 – Semana XXV do Tempo Comum
Normalmente, não temos um comportamento comunitário quando vamos à missa de Domingo. Vamos à missa, talvez cumprimentemos uma ou outra pessoa e voltamos para casa. Será que, quando vamos, nos identificamos com aquela comunidade? Sentimos-nos integrados naquela comunidade? Ou vamos porque é o padre tal, ou porque a homilia é boa ou curta? Talvez isso só aconteça se as pessoas tiverem uma função específica dentro da comunidade. Hoje, o leitor reze pelo seu sentido comunitário quando vai à Missa.
segunda-feira, 24 de setembro de 2018
domingo, 23 de setembro de 2018
MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 23 – Domingo XXV do Tempo Comum – Ano B
«O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens que O hão de matar». Este é o segundo anúncio da paixão de Jesus e, embora Ele seja muito claro, os discípulos não compreendem o que Ele diz e, ainda pior, ficam com medo de Lhe fazerem perguntas. Porquê este medo?
Curiosamente, o Evangelho diz que chegaram «a casa». Estão em Cafarnaum e esta será possivelmente a casa de Pedro, a mesma casa onde curou a sogra de Pedro da sua febre, libertando-a para servir. Agora são os discípulos que têm uma «febre», certamente não é uma febre no corpo, mas uma «febre» que os impede de ver a realidade como ela é verdadeiramente. Embora não tivessem compreendido o anúncio da paixão, estavam com medo de fazer perguntas. Há alguma coisa que os impede de falar. É curioso que na passagem anterior temos a cura de um «espírito surdo-mudo» que impedia um homem de falar; agora temos os discípulos com medo de falar.
Jesus pergunta-lhes: Que discutíeis no caminho? É desconcertante: Jesus estava a anunciar a sua paixão e eles falavam acerca de quem de entre eles seria o maior. Discutiam quem era o mais importante, o chefe! Jesus fala de Amor. Esta é sempre a sua palavra. Amor e humildade. Os discípulos, procurando perceber quem é o maior, falam de egoísmo, de protagonismo. Quem anda à procura do próprio «eu», quem anda à procura de satisfazer as suas vontades todas, quem se preocupa só com as suas necessidades acaba por se perder, por perder os outros e Deus. Por estranho que possa parecer, quem quer ser grande é porque se acha pequeno, talvez insignificante e sem valor. Quem não se se sente amado, não pode aceitar-se a si mesmo nem aos outros e, por isso, procura afirmar-se em relação aos outros.
Assim percebemos por que os discípulos não podem compreender aquilo que Jesus está a dizer. Não podem compreender: estão noutra! Jesus está a falar de dar a vida e eles a discutir quem é o maior. Há tantas coisas na vida que não compreendemos simplesmente porque estamos noutra. Por isso Jesus, vendo que eles não estão a perceber, senta-Se, assumindo a posição do mestre que fala, toma uma criança nos braços e mostra-lhes o que significa ser o maior à luz do amor: «Se alguém quiser ser o primeiro, há de ser o último de todos e o servo de todos». Esta é a liberdade do Amor, a liberdade de quem se faz último, a liberdade de quem se está a tornar semelhante a Deus.
A criança é o Homem não realizado, o último. É, sobretudo, o não autossuficiente, que não se basta a si mesmo, que tem necessidade dos outros, que recebe tudo e tudo acolhe gratuitamente porque, mesmo que quisesse pagar, não tem nada com que pagar. Representa a nossa condição de criaturas. Jesus pega na criança e diz-nos que é isto que precisamos de ser: porque frágeis, abertos ao amor de Deus. Conscientes de que não nos realizamos sozinhos, mas só uns com os outros, em Deus. Querer ser grande sozinho, pelas próprias forças, é impedimento para receber o amor, gratuitamente entregue, de Deus.
sábado, 22 de setembro de 2018
MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 22 – Semana XXIV do Tempo Comum
Dentro há um terreno a que podemos tirar os espinhos e as pedras. É o trabalho de uma vida, mas também é um trabalho muito bonito porque as coisas que dantes nos custavam deixam de nos custar (do ponto de vista espiritual). E vamos olhando para trás e vendo que a maior parte do nosso terreno já é terreno limpo. Hoje, peçamos a graça de termos força e habilidade para tirar as pedras do nosso terreno, para a semente ter bom terreno onde cair.
sexta-feira, 21 de setembro de 2018
MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 21 – S. Mateus (Festa)
Jesus referia-Se aos sacrifícios feitos no templo, não se referia aos sacrifícios que nós fazemos. Mas vou dar ao leitor um exemplo concreto. Imagine um senhor que todas as quaresmas deixa de comer doces, que é uma coisa de que ele gosta muito. Mas nunca põe a roupa suja no cesto da roupa suja, para grande tristeza da mulher. O que é que seria um sacrifício maior? Eu acho que o sacrifício deve ser feito por amor.
quinta-feira, 20 de setembro de 2018
MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 20 – SS. André Kim Taegon, Paulo Chang Hasang e Companheiros mártires (Memória)
Jesus perdoa os pecados de uma mulher. Também nós devemos perdoar os pecados das pessoas, isto é, ou «pôr água na fervura» ou não dizer mal. O Papa diz que um dos sinais de uma pessoa ser santa é não dizer mal de ninguém. A nossa vocação deve ser não deixar que as pessoas à nossa volta sejam maldizentes. Claro que é difícil calá-las. É difícil virarmo-nos para as pessoas e dizer «estejam calados». Mas, às vezes, há maneiras mais subtis de se fazer isso. O leitor seja um apóstolo de não se dizer mal.
quarta-feira, 19 de setembro de 2018
MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 19 – Semana XXIV do Tempo Comum
«Veio o Filho do homem…». No fundo, os «homens desta geração» não estavam contentes com nada. Jesus fala em sabedoria. Estarmos contentes com a nossa sorte é uma grande sabedoria. De não estarmos contentes com a nossa sorte pode vir o progresso. Mas estarmos contentes com a nossa sorte é não estarmos revoltados, não estarmos zangados, não estarmos ressentidos. Estarmos em paz. Aí, já podemos sonhar com sabedoria. Peçamos a graça de sabermos sonhar com sabedoria.
terça-feira, 18 de setembro de 2018
Cinema: “Não deixeis cair em tentação” [Vídeo]
Num tempo em que os meios de comunicação têm a tendência de mencionar a religião apenas para falar de violência, radicalismo, pedofilia e escândalos financeiros, é impressionante ver um filme que interroga de maneira tão sincera a fé e o trabalho dos crentes que se dão inteiramente à sua missão. Surpreendente até ao fim, “Não deixeis cair em tentação” é um filme que tem alento: insufla delicadeza num universo quase prisional, insufla graça na mecânica corporal da oração e insufla redenção numa vida estilhaçada.
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segunda-feira, 17 de setembro de 2018
Apostolado da Oração - Peregrinação Diocesana a Fátima
O padre Dário Pedroso, jesuíta, vai presidir à Peregrinação Diocesana do Apostolado da Oração a Fátima, que vai decorrer no próximo dia 30 de setembro, Domingo. A chegada a Fátima, com concentração dos peregrinos no Centro Pastoral Paulo VI, acontece às 10h00 e, meia hora mais tarde, a oração da manhã, no Salão do Bom Pastor. Às 11h00, tem lugar a palestra pelo padre Dário, assistente diocesano deste movimento, seguida de oração pessoal e Eucaristia, às 12h30, na Basílica da Santíssima Trindade. O almoço será entre as 14h00 e as 15h30, sendo que, às 16h00, haverá a recitação do Terço, na Capelinha das Aparições e, às 17h30, procissão Eucarística, com estandartes, no Recinto de Oração. A concentração dos peregrinos para a despedida, junto Capelinha das Aparições, acontece às 18h15.
Informações: dario@snao.pt
MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 17 – Semana XXIV do Tempo Comum
Hoje, na Primeira Epístola aos Coríntios, S. Paulo repete as palavras de Jesus na última ceia e acrescenta mais algumas que serão introduzidas na Missa. O que hoje proponho ao leitor é que ponha um lembrete no telemóvel para, na próxima missa de domingo (ou outra), estar particularmente atento à parte da consagração. Às vezes, estamos um bocadinho distraídos e a consagração, apesar de nos ajoelharmos (ou não), passa-nos um bocadinho ao lado. Ora, a consagração é, talvez, a altura mais importante da Missa. domingo, 16 de setembro de 2018
Precisamos de cristãos do sorriso, que acreditam no amor e vivem para servir
«Esta é a derrota: perde quem ama a própria vida. Porquê? Não é decerto porque é preciso ter ódio à vida: a vida é para ser amada e defendida, é o primeiro dom de Deus. O que conduz à derrota é amar a própria vida, amar o próprio. Quem vive para o próprio, perde. Pareceria o contrário. Quem vive para si, quem multiplica as suas vendas, quem tem sucesso, quem satisfaz plenamente as suas necessidades, surge como vencedor aos olhos do mundo. A publicidade martela-nos com esta ideia, todavia Jesus não está de acordo e dá-lhe a volta. Para Ele, quem vive para si não perde apenas alguma coisa, mas a vida inteira; enquanto que quem se dá, encontra o sentido da vida e vence.» (Papa Francisco)
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MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 16 – Domingo XXIV do Tempo Comum – Ano B
Quem sou Eu para ti? Esta é a pergunta a que todos nós somos chamados a responder no concreto da nossa vida. Nas passagens anteriores, muitos se questionavam acerca de quem seria Jesus. Agora é Ele quem pergunta aos discípulos o que pensam d’Ele. Enquanto não nos fizermos esta pergunta, «quem é Jesus para mim?», ainda não começamos verdadeiramente o caminho do discípulo; ainda não percebemos nada de quem é Jesus Cristo. Começamos a compreender alguma coisa sobre o Senhor quando nos colocamos esta questão: quem és Tu para mim.
O Papa Francisco, comentando esta passagem, disse que se conhece Jesus seguindo-O e não simplesmente pelo estudo de uma doutrina. «É uma vida de discípulo, mais do que uma vida de estudioso, que permite a um cristão conhecer realmente quem é Jesus para ele». Pedro é um destes homens que segue Jesus na sua vida. Não se fica por teorias e mete-se a caminho, seguindo Jesus. Por isso, diante desta pergunta, responde: «Tu és o Messias». Mas Jesus não lhe dá um grande elogio por ter dado esta resposta, antes repreende-os severamente para que não o digam a ninguém.
Os discípulos, representados por Pedro, deram uma boa resposta, mas ainda não podem perceber o alcance do que acabaram de proferir. Jesus não é o Messias, o Cristo que eles esperavam. Por isso, logo em seguida, Jesus anuncia que o «Filho do Homem» terá de sofrer muito e ser crucificado. Este Salvador não estava nos planos dos discípulos, que esperavam um libertador poderoso. Para que Pedro possa compreender o que acabou de afirmar terá de fazer muita estrada com o Senhor, ver os seus milagres, escutar a sua palavra, passar por tantas incompreensões e chegar à negação de ter conhecido Jesus. Neste momento da negação, Pedro aprendeu, como diz o Papa Francisco, «a difícil sabedoria das lágrimas».
Esta pergunta que o Senhor hoje nos coloca não é teórica. Não podemos chegar a uma resposta desligando-a da nossa vida concreta. Pedro só poderá compreender a resposta que deu depois de um longo percurso de pecado e perdão, até descobrir o rosto misericordioso de Deus que é Pai. Somos chamados a seguir Jesus, é certo, com as nossas virtudes, mas também com os nossos pecados. Com tudo aquilo que constitui a nossa verdade. Nada pode ser excluído.
É necessário um encontro com o Senhor no nosso quotidiano, no comum da nossa vida, isto é, somos todos convidados a deixá-Lo entrar nas nossas alegrias e nas nossas tristezas, nas nossas vitórias e nas nossas derrotas; deixá-Lo entrar naquilo que gostamos em nós e naquilo que preferíamos não ver em nós.
Conhecer Deus é, sem dúvida, um dom do Pai, ação do Espírito Santo em nós, mas requer da nossa parte um seguimento concreto de uma pessoa concreta que é Jesus Cristo. Não basta saber coisas sobre Ele, é preciso que a nossa vida vá, a pouco e pouco, sintonizando com a vida de Cristo. Então compreenderemos o que significa dizer: «Tu és o Messias».
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