quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 2 – S. Basílio Magno e S. Gregório Nazianzeno (Memória)

1 Jo 2, 22-28 / Slm 97 (98), 1-4 / Jo 1, 19-28

Quem é o mentiroso senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? (1ª Leit.)

Em tempos tão conturbados como os nossos, em que nos fazem passar que todas as ideias valem desde que não sejam as tradicionais difundidas pelo homem, pior se for branco, pior se vier da civilização cristã ocidental, ainda pior se defender a família e a vida, é altura de se proclamar alto que Jesus é o Cristo, que o Papa é o nosso líder espiritual e que tudo isso tem implicações nos valores que defendemos e transmitimos aos nossos e "na rua". Peçamos a Deus que os cristãos (nós) se afirmem com dignidade e sem respeitos humanos.

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

TER, 1 – SANTA MARIA, MÃE DE DEUS (SOLENIDADE), E DIA MUNDIAL DA PAZ

Num 6, 22-27 / Slm 66 (67), 2-3.5-6.8 / Gl 4, 4-7 / Lc 2, 16-21

Iniciando um novo ano, 2019 depois de Cristo, celebramos a solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus. A reforma litúrgica do Concílio Vaticano II fez começar o ano civil festejando Nossa Senhora, simples criatura humana, que Deus assumiu como a sua própria Mãe no mistério da encarnação de Jesus Cristo.

A leitura do livro dos Números refere a mais famosa de todas as bênçãos contidas na Sagrada Escritura: «O Senhor te abençoe e te guarde. O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te seja favorável. O Senhor volte para ti os seus olhos e te conceda a paz». Esta fórmula foi ensinada pelo próprio Deus a Moisés, e era usada no templo como conclusão da liturgia diária. À sua semelhança, também terminam com uma bênção as nossas atuais liturgias eucarísticas. Esta fórmula sagrada nunca podia ser usada para amaldiçoar, como será hoje um abuso sacrílego utilizar expressões semelhantes para desejar mal a alguém.

Nos salmos, somos convidados repetidamente a bendizer a Deus: «Bendizei o Senhor, todos os servos do Senhor... Elevai as vossas mãos em oração e bendizei o Senhor» (134, 1-2). Assim respondemos aos benefícios que recebemos de Deus, explicitando a nossa consciência de tantas graças recebidas.

O povo de Israel esperava uma bênção bastante material, ligada às vitórias sobre os inimigos e à prosperidade no bem-estar. Mas, chegada a plenitude dos tempos, Deus ofereceu-lhe o seu próprio Filho. É no contexto litúrgico natalício que estamos celebrando o melhor presente de Deus à humanidade: Jesus Cristo.

Na vez em que S. Paulo se refere a Nossa Senhora, recorda que «Deus enviou ao mundo o seu Filho, nascido de uma mulher... para nos tornar seus filhos adotivos». É uma graça maravilhosa que devemos não só agradecer a Deus, mas também a Maria. Por Ela, nos tornámos filhos de Deus e, portanto, herdeiros da felicidade eterna que Ele nos quer oferecer.

No Evangelho encontramos os pastores, pessoas humildes e simples, a quem é concedido o privilégio de serem os primeiros a chegar à gruta de Belém e de encontrarem a sagrada família já com o Emanuel, Deus connosco nascido. Nada viram de extraordinário, mas uma pobre criança com Maria e José, tendo reconhecido a chegada do Messias salvador.

Aqui se diz que o Deus Menino é posto numa manjedoura. Na Eucaristia, o mesmo Jesus é-nos oferecido como alimento, tão nosso Se faz o Emanuel.

O evangelista Lucas sublinha a atitude contemplativa de Nossa Senhora: «Maria conservava todas estas palavras (dos pastores), meditando-as em seu coração». É a atitude inversa à superficialidade de quem se deixa submergir por factos e informações, sem ponderar por dentro a mensagem que está para além das fachadas e aparências. Muito temos a aprender com a fé simples dos pastores e com a profundidade espiritual de Maria.

Desde 1968, por decisão do Papa S. Paulo VI, se celebra o «Dia Mundial da Paz» no primeiro dia do ano. A paz continua a ser uma aspiração fundamental e urgente das famílias, povos e nações. Por intercessão de «Maria, Rainha da Paz», pedimos ao «Deus da Paz» que nos conceda a graça da paz.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 31 – 7º Dia da Oitava do Natal

1 Jo 2, 18-21 / Slm 95 (96), 1-2.11-13 / Jo 1, 1-18

Tudo se fez por meio d’Ele e sem Ele nada foi feito. (Evang.)

É bom que no último dia do ano tenhamos consciência que tudo foi feito por meio de Deus. O leitor peça a Deus que o ajude a ver as coisas boas deste ano. Muitas vezes, no fim do ano, somos um bocadinho pessimistas com o nosso desempenho e idealistas com o desempenho do ano seguinte, com propósitos do estilo: «este ano é que vai ser». Hoje, concentremo-nos a ver o que de bom este ano nos trouxe e agradeçamo-lo a Deus.

domingo, 30 de dezembro de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 30 – Sagrada Família de Jesus, Maria e José (Festa) – Ano C

Sir 3, 3-7.14-17a / Slm 127 (128), 1-5 / Cl 3, 12-21 / Lc 2, 41-52

Termos uma família é um tesouro que nunca agradeceremos suficientemente, sabendo que não é feita de anjos impecáveis, mas de pessoas de carne e osso, naturalmente limitadas, como eu e todos somos. Na família aprendemos a arte da fraternidade, os valores de amar e servir. A família é a nossa primeira e fundamental escola de acolhimento e cordialidade, de oração e disponibilidade, de justiça e de paz. Que seria de nós, de mim, sem a família, que vale imensamente mais que o ouro e a prata? Mas importa cair na conta de que a qualidade da nossa família depende, em primeiro lugar, de nós próprios, não dos outros. Cada um de nós é o principal responsável da sua família, independentemente da idade, estilo e formação.

A primeira leitura é do livro de Ben Sirá, livro com bons e práticos conselhos para as mais diversas situações da vida humana. Em boa parte, é dedicado à vida familiar, com observações pertinentes também para os dias de hoje. Seu autor é Ben Sirá, que viveu cerca de dois séculos antes de Cristo.

S. Paulo, nesta passagem da sua carta aos cristãos de Colossos, recomenda que nos revistamos dos sentimentos de Cristo. A roupa é um prolongamento do nosso corpo e identifica o estilo da pessoa que está por dentro. S. Paulo enumera diversas qualidades da roupa que deve usar o cristão: «Revesti-vos, pois, de sentimentos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de paciência, suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos mutuamente, se alguém tiver razão de queixa contra outro. Tal como o Senhor vos perdoou, fazei-o vós também. E, acima de tudo isto, revesti-vos do amor, que é o laço da perfeição. Reine nos vossos corações a paz de Cristo, à qual fostes chamados num só corpo. E sede agradecidos». Resumindo, o toque de elegância da alta costura do cristão é o amor. É fundamental, para a vida sã da nossa família, que nos revistamos do amor de Cristo.

No Evangelho é-nos apresentada uma cena que, parece, não deveria poder acontecer na família mais perfeita que existiu sobre a terra. Na peregrinação anual à cidade santa de Jerusalém, José e Maria perdem o seu filho. A Mãe de Jesus pede explicações ao filho porque Se afastou de seus pais sem ter pedido licença, mas estes não entendem a sua justificação, precisando de «guardar todas estas coisas em seu coração». Mesmo a melhor das famílias passa por dificuldades. Peçamos à Sagrada Família de Nazaré a graça de encontrar as soluções possíveis, com amor paciente.

sábado, 29 de dezembro de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 29 – 5º Dia da Oitava do Natal

1 Jo 2, 3-11 / Slm 95 (96), 1-3.5b-6 / Lc 2, 22-35

Caríssimos: Nós sabemos que conhecemos Jesus Cristo se guardamos os seus mandamentos. (1ª Leit.)

Esta certeza que S. João nos dá não é baseada nem no nosso sentimento – falível – nem no nosso raciocínio, igualmente falível. É como dizer: se amarmos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, então Cristo é-nos revelado interiormente. Não nos aparece a sua imagem dentro de nós, nem nenhuma definição teológica, mas temos a certeza que estamos em comunhão com Ele. Agora, temos de rezar a Jesus para que Ele nos ajude a cumprir os seus mandamentos, de modo a estarmos cada vez mais em comunhão com Ele.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Faleceu o diácono Carlos Martins

Faleceu hoje, aos 55 anos, o diácono Carlos Manuel Fernandes Martins, que exerceu o seu ministério na Paróquia de Rio de Mouro, Vigararia de Sintra. O corpo vai estar em câmara-ardente a partir de amanhã, às 17h00, na igreja de Nossa Senhora da Paz, em Rio de Mouro. A Missa exequial vai decorrer no Domingo, 30 de dezembro, às 11h00, na mesma igreja, e vai ser presidida pelo Bispo Auxiliar de Lisboa D. Joaquim Mendes.
O diácono Carlos Martins foi ordenado em 2 de julho de 2011, por D. José Policarpo, no Mosteiro dos Jerónimos. Este membro do clero do Patriarcado era natural de Dornelas do Zêzere, Pampilhosa da Serra, era casado e tinha dois filhos. O diácono Carlos Manuel Fernandes Martins era membro da Irmandade de São Pedro do Clero do Patriarcado de Lisboa.

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 28 – Santos Inocentes (Festa)

1 Jo 1, 5 – 2, 2 / Slm 123 (124), 2-5.7b-8 / Mt 2, 13-18

Ouviu-se uma voz em Ramá, lamentos e gemidos sem fim: Raquel chora seus filhos e não quer ser consolada, porque eles já não existem. (Evang.)

Raquel não tinha consolo porque os seus filhos já não existiam. O leitor reze para que a dor nunca o feche de tal modo sobre si próprio que não queira ser consolado. O excesso de dor pode apoderar-se de nós e fechar-nos ao consolo de Deus, ao consolo da família, dos amigos. É uma situação terrível. O leitor peça para que este negrume nunca o envolva. E peça por aqueles que são envolvidos por ele.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Atenção - ao horário das Missas do fim de semana, 29 e 30 de Dezembro

- SÁBADO: Missa Vespertina da Solenidade da Sagrada Família em Colares às 19h30.
- DOMINGO: Solenidade da Sagrada Familia. Missas – em Almoçageme às 10h30, em Colares às 12h00 e no Mucifal às 18h30.

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 27 – S. João, Apóstolo e Evangelista (Festa)

1 Jo 1, 1-4 / Slm 96 (97), 1-2.5-6.11-12 / Jo 20, 2-8

O discípulo predileto de Jesus. (Evang.)

Agora todos somos prediletos porque Deus ama infinitamente cada um de nós. Com todo o seu poder. Deve ser essa a nossa alegria: sentirmo-nos e sabermo-nos completamente amados por Deus. Porque podemos não sentir nada. A nossa relação com Deus tem uma grande parte de vontade que conduz à fidelidade, porque muitas vezes não sentimos nada. Mas sabemos que Deus nos ama e nós amamos Deus.  

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Mensagem de Natal 2018

Mensagem de Natal do Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente.

MENSAGEM «URBI ET ORBI» DO PAPA FRANCISCO

NATAL 2018
Sacada Central da Basílica Vaticana
Terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Queridos irmãos e irmãs, feliz Natal!

A vós, fiéis de Roma, a vós, peregrinos, e a todos vós que, das mais variadas partes do mundo, estais sintonizados connosco, renovo o jubiloso anúncio de Belém: «Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens do seu agrado» (Lc 2, 14).

Como os pastores, os primeiros que acorreram à gruta, ficamos maravilhados com o sinal que Deus nos deu: «Um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura» (Lc 2, 12). Em silêncio, ajoelhamo-nos e adoramos.

E que nos diz aquele Menino, nascido, para nós, da Virgem Maria? Qual é a mensagem universal do Natal? Diz-nos que Deus é um Pai bom, e nós somos todos irmãos.

Esta verdade está na base da visão cristã da humanidade. Sem a fraternidade que Jesus Cristo nos concedeu, os nossos esforços por um mundo mais justo ficam sem fôlego, e mesmo os melhores projetos correm o risco de se tornar estruturas sem alma.

Por isso, as minhas boas-festas natalícias são votos de fraternidade.

Fraternidade entre pessoas de todas as nações e culturas.

Fraternidade entre pessoas de ideias diferentes, mas capazes de se respeitar e ouvir umas às outras.

Fraternidade entre pessoas de distintas religiões. Jesus veio revelar o rosto de Deus a todos aqueles que o procuram.

E o rosto de Deus manifestou-se num rosto humano concreto. Apareceu, não sob a forma dum anjo, mas dum homem, nascido num tempo e lugar concretos. E assim, com a sua encarnação, o Filho de Deus indica-nos que a salvação passa através do amor, da hospitalidade, do respeito por esta nossa pobre humanidade que todos compartilhamos numa grande variedade de etnias, línguas, culturas... mas todos irmãos em humanidade!

Então, as nossas diferenças não constituem um dano nem um perigo; são uma riqueza. Como no caso dum artista que queira fazer um mosaico: é melhor ter à sua disposição ladrilhos de muitas cores, que de poucas.

A experiência da família no-lo ensina: irmãos e irmãs são diferentes um do outro e nem sempre estão de acordo, mas há um laço indissolúvel que os une, e o amor dos pais ajuda-os a quererem-se bem. O mesmo se passa com a família humana, mas, nesta, é Deus o «pai», o fundamento e a força da nossa fraternidade.

Que este Natal nos faça redescobrir os laços de fraternidade que nos unem como seres humanos, interligando todos os povos. Permita a Israelitas e Palestinenses retomar o diálogo e embocar um caminho de paz que ponha fim a um conflito que, há mais de setenta anos, dilacera a Terra escolhida pelo Senhor para nos mostrar o seu rosto de amor.

O Menino Jesus permita, à amada e atormentada Síria, reencontrar a fraternidade depois destes longos anos de guerra. Que a Comunidade Internacional trabalhe com decisão para uma solução política que anule as divisões e os interesses de parte, de modo que o povo sírio, especialmente aqueles que tiveram de deixar as suas terras e buscar refúgio noutro lugar, possa voltar a viver em paz na sua pátria.

Penso no Iémen com a esperança de que a trégua mediada pela Comunidade Internacional possa, finalmente, levar alívio a tantas crianças e às populações exaustas pela guerra e a carestia.

Penso depois na África, onde há milhões de pessoas refugiadas ou deslocadas e precisam de assistência humanitária e segurança alimentar. O Deus Menino, Rei da paz, faça calar as armas e surgir uma nova aurora de fraternidade em todo o Continente, abençoando os esforços de quantos trabalham para favorecer percursos de reconciliação a nível político e social.

O Natal robusteça os vínculos fraternos que unem a península coreana e consinta de prosseguir no caminho de aproximação empreendido para se chegar a soluções compartilhadas que a todos assegurem progresso e bem-estar.

Este tempo de bênção permita à Venezuela reencontrar a concórdia e, a todos os componentes da sociedade, trabalhar fraternalmente para o desenvolvimento do país e prestar assistência aos setores mais vulneráveis da população.

O Senhor recém-nascido leve alívio à amada Ucrânia, ansiosa por reaver uma paz duradoura, que tarda a chegar. Só com a paz, respeitadora dos direitos de cada nação, é que o país poderá recuperar das tribulações sofridas e restabelecer condições de vida dignas para os seus cidadãos. Solidário com as comunidades cristãs daquela Região, rezo para que possam tecer relações de fraternidade e amizade.

Que, diante do Menino Jesus, se redescubram irmãos os habitantes da querida Nicarágua, para que não prevaleçam as divisões e discórdias, mas todos trabalhem para favorecer a reconciliação e, juntos, construir o futuro do país.

Desejo lembrar os povos que sofrem colonizações ideológicas, culturais e económicas, vendo dilaceradas a sua liberdade e identidade, e que sofrem por causa da fome e da carência de serviços educativos e sanitários.

Penso de modo particular nos nossos irmãos e irmãs que celebram a Natividade do Senhor em contextos difíceis, para não dizer hostis, especialmente onde a comunidade cristã é uma minoria, por vezes frágil ou desconsiderada. Que o Senhor lhes conceda, a eles e a todas as minorias, viver em paz e ver reconhecidos os seus direitos, sobretudo a liberdade religiosa.

O Menino pequenino e com frio, que hoje contemplamos na manjedoura, proteja todas as crianças da terra e todas as pessoas frágeis, indefesas e descartadas. Possamos todos nós receber paz e conforto do nascimento do Salvador e, sentindo-nos amados pelo único Pai celeste, reencontrarmo-nos e vivermos como irmãos!

Azenhas do Mar - QUINTA-FEIRA 27/12/2018, às 21h30

 Azenhas do Mar às 21h30

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 26 – Santo Estêvão (Festa)

At 6, 8-10; 7, 54-59 / Slm 30 (31), 3cd-4.6.8ab.16b.17 / Mt 10, 17-22

... mas é o espírito do vosso Pai que falará em vós. (Evang.)

Peçamos a Deus que nos dê o hábito de, em ocasiões importantes – porque não podemos estar sempre a pedir isto –, Lhe pedirmos que nos ilumine. E é claro que ocasiões importantes não são só as que têm a ver com o nosso emprego, mas também com a nossa família, os nossos amigos, os membros da nossa comunidade religiosa, etc. Tanto devíamos pedir a ajuda do Espírito Santo para uma conferência como para uma conversa amiga. O leitor veja se introduz o hábito na sua vida.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Minuto com o Papa: no Natal, não deixar de lado o festejado


Palavras inspiradoras do Papa Francisco (VÍDEO)

FESTA CONVÍVIO


Todos os nascimentos

«O Natal é o nascimento absoluto que reflete e assume, ilumina e redime, abençoa e consagra todos os nascimentos anteriores e todos os nascimentos depois. Cada homem que vem à luz repete o milagre do Natal de Cristo;

porque é Deus que decide aquele nascimento; é Ele que quer aquela vida. É precisamente em cada um desses nascimentos, em cada uma dessas vidas, sem exclusão, que o impeliu desde sempre a fazer-se carne.»

Para os nossos votos natalícios quisemos deixar para trás a coreografia tradicional: não faltam textos literários e espirituais que se confiam a estrelas, neves, pastorinhos e música para dar vida ao presépio, um símbolo aliás querido a todos.

Desta vez damos espaço a uma citação “pesada”, um parágrafo “teológico” extraído do livro “A majestade da vida”, de Giovanni Testori, escritor italiano que morreu em 1993. É muito sugestiva a fusão que ele opera entre o «nascimento absoluto» e emblemático de Cristo e todos os outros nascimentos.

Jesus nasceu, isto é, quis ter um início como todas as suas criaturas, Ele que era eterno, precisamente para partilhar connosco o tempo, a história, a carne. E como todos nós quis ter um fim, uma morte Realizou isto para depor em todos os nascimentos e em todas as mortes, com a sua presença, uma semente divina.

Como escreve Testori, o Natal do Filho de Deus «reflete e assume, ilumina e redime, abençoa e consagra todos os nascimentos», todas as vidas.

Devemos por isso amar a vida dos viventes, de quem agora nasce até a quem morre, porque nela se celebra uma manifestação de Deus, um desvelamento da sua partilha com a nossa realidade, uma revelação do seu amor.

P. (Card.) Gianfranco Ravasi 
In Avvenire 
Trad.: Rui Jorge Martins: 
Imagem: Gosphotodesign/Bigstock.com 
Publicado em 21.12.2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 24 – Féria do Advento

2 Sam 7, 1-5.8b-12.14a.16 / Slm 88 (89), 2-5.27.29 / Lc 1, 67-79

Que nos concederia a graça de O servirmos um dia sem temor, livres das mãos dos nossos inimigos. (Evang.)

Normalmente, não temos medo de Deus. Mas podíamos pedir-Lhe que nos tirasse todos os bocadinhos de medo que nos inspira. Às vezes, medo de não estarmos a fazer a coisa certa, medo de um dia sermos castigados, medo de não percebermos o que Deus nos diz, medo que Deus esteja zangado connosco. Podemos ter vários medos em relação a Deus. Hoje, peçamos para ter com Ele uma relação descansada.

domingo, 23 de dezembro de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 23 – Domingo IV do Advento – Ano C

Mq 5, 1-4a / Slm 79 (80), 2ac.3b.15-16.18-19 / Hb 10, 5-10 / Lc 1, 39-45

Estamos na antevéspera do Natal de Jesus. As leituras do presente domingo ajudam-nos a criar um clima de acolhimento de Deus infinito que Se faz um dos nossos, desmedidamente pequeno, pobre e acessível.

O profeta Miqueias é uma voz de esperança no contexto de uma situação desastrosa de Israel a nível político, social e económico. A corrupção passou a ser um esquema normal de vida; a violência instalou-se como em sua casa; um grupo de dominadores vão-se tornando donos dos campos e exploram os pobres trabalhadores. Nesta situação calamitosa, o profeta Miqueias, que fala como porta-voz de Deus, abre uma janela de consolação, prometendo que de Belém de Judá «sairá aquele que há de reinar sobre Israel», e assim «se viverá em segurança», porque «Ele será a paz».

Cada um de nós é desafiado pelo Senhor para ser um novo profeta Miqueias, oferecendo presentes de esperança, paz e consolação.

Segundo a Carta aos Hebreus, o Jesus que recebemos no Natal é um servo obediente, que Se oferece a Si mesmo pela nossa salvação. Particularmente no tempo de Natal, celebramos a nossa santificação «pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita de uma vez para sempre». Que os enfeites e festas natalícias sejam sinais exteriores que nos orientam para o mistério do amor desmedido que Deus nos tem, a ponto de Se fazer nosso irmão no menino de Belém.

No Evangelho de Lucas é-nos descrita a cena da visitação de Nossa Senhora a sua prima Isabel. Poderemos falar na visitação dos dois principais protagonistas deste acontecimento: Jesus, o Messias salvador, que visita seu primo João, o Batista seu precursor. Estes são ainda parte de suas Mães, Maria e Isabel, na primeira vida escondida no Nazaré do seio materno.

No Natal celebramos a visitação do Filho de Deus, que nos deseja fazer «exultar de alegria», confirmando que o nosso Deus é «Emanuel», Deus connosco.

Isabel elogiou sua prima, Maria de Nazaré, declarando-a feliz bem-aventurada porque «acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor». A nossa felicidade assenta sobre o alicerce da fé, acreditando nas promessas de Deus, que sempre são cumpridas? Celebrar o Natal de Jesus é uma confirmação festiva de que Deus cumpre o que promete, com incomensurável generosidade.

sábado, 22 de dezembro de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 22 – Féria do Advento

1 Sam 1, 24-28 / 1 Sam 2, 1.4-8 / Lc 1, 46-56

O meu espírito se alegra em Deus... (Evang.)

O nosso espírito alegra-se em Deus e a nossa alegria terrena é aumentada com a alegria que sentimos em Deus. As alegrias terrenas são aumentadas com a alegria que sentimos em Deus. As nossas alegrias terrenas sobem até Deus e ampliam-se quando chegam junto d’Ele. Talvez o leitor já tenha experimentado isso em momentos de consolação. O leitor habitue-se a, quando tem uma alegria terrestre, elevá-la para Deus.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Mensagem de Natal do Nosso Pároco

Natal é Luz!
O Natal surge na liturgia cristã para encher a nossa vida de Esperança nos destinos da humanidade e no futuro promissor da nossa civilização. O Natal convida-nos à reflexão. É tempo de fazer uma análise introspectiva e retrospectiva de todas as nossas ações. É tempo de refletir, de pensar e falar corretamente, e de edificar a paz. É tempo de receber e aceitar a mensagem calorosa do Menino materializada na figura de uma Mãe que amamenta o filho, aconchegando-o de encontro ao peito. O Natal de Jesus traz-nos a certeza inabalável de que enquanto houver na terra uma mãe e uma criança, apesar de tudo e de todos, haverá Esperança.
Natal é festa de Luz porque um Natal sem luz não é Natal. Que exista a luz na alma, no coração; que exista perdão aos outros; que não existam inimizades, que são trevas. Que exista a luz de Jesus, tão bela. Um Natal de luz é uma oportunidade de perdoar e limpar a alma.
O Natal ruidoso afugenta o silêncio, que permite ouvir a voz do amor. O Natal deve significar para todos nós o permanente renascer de Jesus na manjedoura dos nossos corações. Além das decorações das nossas Igrejas, casas e outros espaços, devemos decorar o Natal com uma vida de bondade, paciência, alegria, generosidade, fazendo resplandecer a própria luz dos que desejam iluminar os outros.
O canto das mensagens de paz, justiça e amor reflete-se no anjo anunciador da boa nova, na estrela-guia, nos Reis Magos, nos presentes, nas cores luminosas da árvore, na humildade e na bondade dos homens. A reflexão leva-nos a crer que o amor selará definitivamente a vitória do bem sobre o mal, justificando o esplendor do Natal de Jesus. A vida de Jesus foi uma mensagem esplendorosa de alegria, de entusiasmo, de amor e luz, que demonstrou à humanidade o poder da divina misericórdia, comprovando que quem comanda o universo não é uma máquina, mas um coração.
Comemoremos o Natal e o Ano Novo, deixando cair sobre os céus das nossas almas, repletas de luz, uma verdadeira melodia de amor oferecida ao nosso próximo, sobretudo em ambiente de família, ou seja aqueles que são o presente mais precioso que Deus nos deu.
A todos os Paroquianos, Amigos e a todos os que nos visitam nesta página da internet: Feliz Natal e próspero Ano Novo!
Pe. José António