terça-feira, 17 de março de 2020

Carta aos diocesanos de Lisboa

Caríssimos: Depois da nota que vos escrevi há dias e das indicações da Conferência Episcopal Portuguesa sobre a suspensão da Santa Missa com povo, volto ao vosso encontro com sentimentos e palavras de muita companhia e grande estima.

Aludo, antes de mais, aos profissionais de saúde e a todos os que nos vários serviços públicos, sociais ou privados trabalham diretamente para prevenir e debelar a presente pandemia. Faço-o para agradecer a sua dedicação e coragem, podendo estar certos do nosso apoio como concidadãos e da nossa oração como crentes. Oração que os reforçará com Deus, a bem da vida.

Dirijo-me igualmente aos irmãos sacerdotes, sentindo com cada um deles a profunda tristeza de não poder celebrar com a generalidade dos fiéis a Liturgia Quaresmal que se previa, tão forte e espiritualmente fecunda. Sei, ainda assim, que as presentes limitações, requeridas pelo bem de todos, nos fazem reviver os momentos mais solitários de Jesus Cristo, que não deixaram de ser intensamente sacerdotais e salvadores.

Agradeço a criatividade com que tantos sacerdotes, diáconos e outros agentes pastorais têm usado as possibilidades mediáticas para acompanhar o Povo de Deus. Verifico, com igual gratidão, como se multiplicam nas famílias e noutros pequenos grupos as iniciativas de oração biblicamente inspirada e de devoção quaresmal. Recordo, a propósito, como nalgumas partes do mundo, atingidas por calamidades naturais, bélicas ou sanitárias e mesmo com a presença sacerdotal interrompida ou muito condicionada, as comunidades e famílias persistiram na oração e até redescobriram o realismo da promessa de Cristo: «Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles» (Mt 18, 20).

Persistamos assim, caríssimos, nas comunidades e famílias, na vida consagrada e pastoral. Sobretudo agora, quando a nossa oração e solidariedade com os enfermos, as suas famílias e os que estão na primeira linha do combate à pandemia não podem faltar, nem faltarão.

Neste mês de março, as Solenidades de São José (19) e da Anunciação do Senhor (25) recordam-nos vitalmente as figuras essenciais do Guardião de Jesus e da Mãe que o concebeu e acompanhou até à cruz, aí nos recebendo como seus filhos.- São José nos guardará e a Mãe do Céu continuará a ser “Saúde dos Enfermos”!

Convosco, em oração e muita estima,

+ Manuel, Cardeal-Patriarca

Lisboa, 17 de março de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 17 – Semana III da Quaresma

Dan 3, 25.34-43 / Slm 24 (25), 4bc-5ab.6-7bc.8-9 / Mt 18, 21-35

Se cada um de vós não perdoar a seu irmão de todo o coração. (Evangelho)

O leitor repare que é de todo o coração. Não podemos ficar com nada cá dentro que não perdoamos. Temos de ter feito a caminhada do perdão até ao fim, desde o momento em que quisemos perdoar, mas eventualmente não conseguimos, até ao fim do perdão. Temos de perdoar com a cabeça e com o coração, o que é muito, muito difícil, porque muitas vezes a cabeça já perdoou, mas o coração resiste. Deus só nos pede que caminhemos nesse sentido. O leitor peça por isso.  

domingo, 15 de março de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 15 – Domingo III da Quaresma – Ano A

Dan 3, 25.34-43 / Slm 24 (25), 4bc-5ab.6-7bc.8-9 / Mt 18, 21-35

Se cada um de vós não perdoar a seu irmão de todo o coração. (Evangelho)

O leitor repare que é de todo o coração. Não podemos ficar com nada cá dentro que não perdoamos. Temos de ter feito a caminhada do perdão até ao fim, desde o momento em que quisemos perdoar, mas eventualmente não conseguimos, até ao fim do perdão. Temos de perdoar com a cabeça e com o coração, o que é muito, muito difícil, porque muitas vezes a cabeça já perdoou, mas o coração resiste. Deus só nos pede que caminhemos nesse sentido. O leitor peça por isso.  

A Paróquia esteve este sábado no aplauso aos profissionais de saúde

Das janelas de casa, portugueses aplaudem os profissionais de saúde e os sinos na torre da Igreja Matiz tocaram.


Um aplauso coletivo estendeu-se a todo o país às 22h00 deste sábado. O movimento marcou o apoio e o agradecimento aos profissionais de saúde envolvidos no combate ao novo coronavírus.
 Uma "corrente de esperança e energia" para dizer #somostodosSNS. Os relógios portugueses marcavam as 22h00 quando das janelas das casas portuguesas se ouviu uma onda de aplausos dedicada aos profissionais de saúde mobilizados para combater a pandemia da Covid-19.
"Um desafio enorme", lê-se na mensagem de mobilização coletiva que se tornou viral.

sábado, 14 de março de 2020

Transmissões online (atualização permanente)


Face à situação de saúde pública em Portugal e no seguimento das orientações propostas pela Conferência Episcopal Portuguesa, o Patriarcado de Lisboa disponibiliza, nesta página, o horário das celebrações litúrgicas que são transmitidas online e/ou pela rádio e televisão. 
Esta página vai sendo atualizada à medida que as paróquias do Patriarcado de Lisboa vão enviando as informações. 

MISSA DIÁRIA COM O PAPA FRANCISCO
O Papa Francisco celebra diariamente, às 6h00 (hora de Portugal), a Missa na Capela da Casa Santa Marta. É transmitida através do canal Youtube do Vaticano.

MISSAS NA TELEVISÃO
Dominicais
10h30 – RTP
11h00 – TVI
Vespertina (sábado) 
19h00 – TV Canção Nova (NOS/Canal 186, MEO/Canal 182 e online)  

MISSAS ONLINE
De segunda a sexta-feira
10h55 – Igreja de Santo António | SITE 
12h00 – Capela do grupo Renascença | (rádio FM: 103.4) | SITE 
12h00 – Comunidade da Casa Provincial SCJ (Dehonianos) | FACEBOOK
12h00 – Paróquia do Parque das Nações | FACEBOOK
13h00 – Capelania da Universidade Católica Portuguesa | FACEBOOK
19h15 – Paróquia de Benfica (Missa com oração de Vésperas) | YOUTUBE | FACEBOOK
22h00 – Paróquia de São Nicolau | FACEBOOK 

Sábado
12h00 – Comunidade da Casa Provincial SCJ (Dehonianos) | FACEBOOK
12h00 – Paróquia do Parque das Nações | FACEBOOK
13h00 – Capelania da Universidade Católica Portuguesa | FACEBOOK
17h00 – Capela do Hospital de Santa Marta | SITE
19h00 – Paróquia de Benfica | YOUTUBE | FACEBOOK
19h00 – Paróquia de Nova Oeiras | FACEBOOK
22h00 – Paróquia de São Nicolau | FACEBOOK 

Domingo
11h00 – Paróquia de Óbidos (São Pedro) | FACEBOOK 
11h00 – Paróquia de São Domingos de Benfica | YOUTUBE
11h00 – Renascença | (rádio FM: 103.4) | SITE 
11h00 – Paróquia de Santo Eugénio | FACEBOOK 
11h30 – Paróquia de Atouguia da Baleia | FACEBOOK
11h30 – Capela do Rato | SITE
11h30 – Paróquia da Ramada | 
11h30 - Paróquia da Abóboda | FACEBOOK
12h00 – Mosteiro dos Jerónimos | FACEBOOK
12h00 – Comunidade da Casa Provincial SCJ (Dehonianos) | FACEBOOK
12h00 – Paróquia do Parque das Nações | FACEBOOK
13h00 – Capelania da Universidade Católica Portuguesa | FACEBOOK
18h00 – Paróquia de Benfica | YOUTUBE | FACEBOOK
22h00 – Paróquia de São Nicolau | FACEBOOK 

TERÇO (diariamente)
18h30 – Renascença (rádio FM: 103.4) | SITE  
18h30 – TV Canção Nova (TV: NOS/Canal 186, MEO/Canal 182) | FACEBOOK | SITE
22h00 – Paróquia de Benfica | YOUTUBE | FACEBOOK

14, de Março, de 2020 - Comunicação do prior

Caríssimos Paroquianos, Paz e Bem!

 Como é do conhecimento geral, a Conferência Episcopal Portuguesa resolveu suspender as Missas com público por questões de segurança. Trata-se de uma medida radical exigida por este surto de pandemia mundial, declarada como tal pela Organização Mundial de Saúde.

Como crentes, este momento deve ser vivido por nós com fé. Mais do que nunca, é necessário, portanto, muita oração. Continuarei a celebrar a Santa Missa diariamente por todos os paroquianos da nossa Paróquia de Colares, sobretudo os que se encontram doentes ou infetados, ou têm familiares infetados, pelo vírus Covid 19. Pedirei ainda pelos que entretanto partiram (infelizmente já são muitos pelo mundo inteiro); pelos profissionais de saúde e pelos que trabalham na busca de encontrar uma vacina que trave o vírus.

Neste momento critico, peço-vos que sigais todas as recomendações da Direção Geral de Saúde, sobretudo evitando ajuntamentos desnecessários. Este é um tempo que deve ser aproveitado para desfrutarmos, em família, da companhia dos que nos são próximos e também de rezarmos em família. Este é um tempo em que a melhor maneira de estarmos juntos, é permanecermos separados, mantendo a distância recomendada  sem deixar de ajudar, apoiar, dar esperança, animo, força, enfim amar.

Nesse sentido, estarei sempre disponível para atender-vos por email (p.rebelodasilva@gmail.com) ou por telefone (936203695). Sempre que necessário, contudo, e por razões mais urgentes, poderei receber-vos individualmente enquanto tiver a certeza que não me encontro infetado. Apelo ainda a qualquer paroquiano que se encontre em situação de isolamento ou dificuldade que me contacte, caso necessitar de alguma compra de farmácia ou supermercado.

Por fim, convido-vos a permanecer em oração. Neste momento, a oração do Terço em família é uma arma poderosíssima. Junto deixo-vos também dez breves reflexões do Santo Pe. Pio sobre a Quaresma para vossa reflexão.

Como o mais importante para nós católicos é a Santa Missa, envio-vos os horários das Missas que serão transmitidas online com os respectivos horários, e que estão disponíveis através dos vários meios de comunicação.

Termino invocando a bênção de Deus sob todos vós e a proteção de Nossa Senhora saúde dos enfermos!

Desejando coragem e força a todos e a cada um,

Sempre ao vosso dispôr,

Paróquia de Colares, 14 de Março de 2020

Pe. José António Rebelo da Silva

O Senhor te abençoe e te guarde,
Mostre a ti o seu rosto e tenha misericórdia de ti.
Volte para ti o seu olhar e te dê a paz.


Dez reflexões do Padre Pio de Pietrelcina sobre a Quaresma.

1 – Precisamos entender a necessidade da guerra espiritual
Que sempre tenhamos diante dos nossos olhos o facto de que aqui na Terra estamos num campo de batalha e que é no paraíso que receberemos a coroa da vitória.
Que aqui é um tempo de provas, o prémio será outorgado na eternidade.
Que estamos agora numa terra de exílio, enquanto a nossa verdadeira pátria é o Céu a que devemos aspirar continuamente.
Satanás é um leão rugindo à procura de alguém para devorar e devemos manter isso sempre em mente durante a Quaresma.

2 – O Rosário é a arma secreta para a batalha
Empunhar o Rosário com firmeza. Ser gratos à Virgem porque foi ela quem nos deu Jesus.
Por amor à Virgem e para merecer o seu amor, rezar sempre o Rosário e com a maior frequência possível.

3 – A humildade é a chave mestra, a pureza o nosso escudo
A humildade é infinita. A pureza é poder. Imaginar a pureza e segui-la.
Estas também são armas na batalha. Humildade e pureza são as asas que nos levam a Deus e nos tornam quase divinos.

4 – Não esperar êxito imediato
A vida espiritual é uma jornada longa. É o trabalho de toda a vida. Há que viver um dia após o outro e subir um passo de cada vez.
Se tropeças e cais, levanta-te imediatamente e segue adiante. Nunca desistas.
Na vida espiritual, deves dar um passo adiante a cada dia numa linha vertical, de baixo para cima.

5 – A tua infelicidade não é tudo e tampouco a tua felicidade é tudo
Não deixes que os teus sentimentos determinem os teus pensamentos sobre se estás fazendo progresso espiritual ou não.
As regras do mundo sobre felicidade e “sucesso” são completamente diferentes do progresso espiritual.
Mantém os teus olhos fixos nEle, que é o teu guia para a pátria celestial, de onde Ele está a guiar-te.
O que te importa se Jesus deseja guiar-te para o céu através do deserto ou através do prado, conquanto Ele estiver sempre contigo e tu chegues a uma eternidade feliz?

6 – Desconecte das distrações para a Quaresma
Lê bons livros. Alimenta a alma.
Não me considero exigente demais se te peço mais uma vez para que estabeleças uma atividade de grande importância, ir aos livros sagrados e ler tanto quanto te seja possível. Esta leitura espiritual é necessária para ti como o ar que respiras.
 “É o limiar do Céu e o único sacrifício completo e final posto no momento presente, com seus benefícios aplicados às nossas necessidades”

7 – Preste atenção à Missa
O Senhor está presente. Não se trata apenas de uma “refeição familiar” ou uma conversa em que decidimos como vamos fazer do mundo um lugar melhor.
É o limiar do céu e o único sacrifício completo e final posto no momento presente, com seus benefícios aplicados às nossas necessidades.
Renova a tua fé participando na missa. Mantém a tua mente focada no mistério que está se desdobrando diante dos teus olhos.
O olho da tua mente irá transportar-te para o Calvário e medita sobre a vítima que se oferece à Justiça Divina, pagando o preço pela tua redenção.
Se soubéssemos como Deus se refere a este sacrifício, arriscaríamos as nossas vidas por não estar presente em uma única missa.

8 – A Tua disciplina durante a Quaresma
É um passo para que possas amar adequadamente as coisas que são eternas.
Portanto, não desanimes. Faz pequenos sacrifícios, mas dá-lhes a sua importância.
Aquele que se apega à terra permanece preso a ela. É pela violência que às vezes deves deixá-la.
É melhor desprender-se um pouco de cada vez, ao invés de tudo de uma só vez. Mas sempre temos que pensar no Céu.

9 – Não desanimes
Pensa que estás fazendo um bom trabalho porque Deus está fazendo isso dentro de ti.
Quando deres conta disso, esforça-te ainda mais em cooperar com a vontade de Deus e isto te levará ainda mais ao longo do caminho e com mais rapidez.
Humilhemo-nos e confessemos que se não fosse Deus a nossa armadura e escudo, seríamos transpassados por todo tipo de pecados.
É por isso que temos que viver em Deus, perseverando nas nossas práticas e aprender a servi-lo a todo o custo.

10 – Deves estar totalmente comprometido com o Senhor e Ele não falhará
Lembra-te da passagem da Bíblia: Confia no Senhor com todo teu coração e não te apoies na tua própria prudência. Em todos os teus caminhos, reconhece-O e Ele dirigirá o teu caminho.
Vamos tratar de servir o Senhor com todo o nosso coração e vontade. Ele sempre nos dará mais do que merecemos.

Os Católicos na China - Vídeo do Papa 3 - março de 2020

Transmissões online (atualização permanente)

Face à situação de saúde pública em Portugal e no seguimento das orientações propostas pela Conferência Episcopal Portuguesa, o Patriarcado de Lisboa disponibiliza, nesta página, o horário das celebrações litúrgicas que são transmitidas online e/ou pela rádio e televisão

Esta página vai sendo atualizada à medida que as paróquias do Patriarcado de Lisboa vão enviando as informações.

Para ver o horário das transmissões online: Clique aqui

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 14 – Semana II da Quaresma

Miq 7, 14-15.18-20 / Slm 102 (103), 1-4.9-12 / Lc 15, 1-3.11-32

O rebanho (…) que vive isolado na selva, no meio de uma terra frutífera. (1ª Leitura)

Nós somos o rebanho isolado num mundo com critérios contrários aos do Evangelho. Mas vivemos no meio de uma terra frutífera, uma terra cheia de possibilidades de apostolado (firme e alegre) e cheia da graça de Deus. Que apostolado é que o leitor faz? E que frutos tem? Claro que não estamos sempre a fazer apostolado. Mas, por exemplo, o leitor é coerente ou tem compartimentos estanques?  

sexta-feira, 13 de março de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 13 – Semana II da Quaresma

Gen 37, 3-4.12-13a.17b-28 / Slm 104 (105), 16-17.18-19.20-21 / Mt 21, 33-43.45-46

Ser-vos-á tirado o reino de Deus e dado a um povo que produza os seus frutos. (Evangelho)

O reino de Deus está entre nós, mas pode não estar dentro de nós. Se não dermos frutos, o reino de Deus não nos será tirado porque já não estava em nós. Nós já o tínhamos tirado de nós próprios, desinteressando-nos dele, e por isso não demos fruto. Daí que seja importante percebermos se, dentro de nós, estamos a dar atenção ao Reino. Veja, o leitor, isso na sua oração.

Informação ao Clero

Comunicado da Conferência Episcopal Portuguesa

Em consonância com as indicações do Governo e das autoridades de saúde, a Conferência Episcopal Portuguesa determina que os sacerdotes suspendam a celebração comunitária da Santa Missa até ser superada a atual situação de emergência.

Também devem seguir-se as indicações diocesanas referentes a outros sacramentos e atos de culto, bem como à suspensão de catequeses e reuniões.

Estas medidas devem ser complementadas com as possíveis ofertas celebrativas na televisão, rádio e internet.

Permaneçamos em oração pessoal e familiar, biblicamente alimentada, confiados na graça divina e na boa vontade de todos.

Lisboa, 13 de março de 2020
______________________________________________________

Departamento da Comunicação do Patriarcado de Lisboa

Mosteiro de São Vicente de Fora, Campo de Santa Clara, 1100-472 LISBOA

Email: info@patriarcado-lisboa.pt • Telefone: 218 810 500 • Fax: 218 810 555

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quinta-feira, 12 de março de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 12 – Semana II da Quaresma

Jer 17, 5-10 / Slm 1, 1-4.6 / Lc 16, 19-31

Maldito o homem que confia no homem (…), afastando o seu coração do Senhor. (1ª Leitura)

Mas podemos ter confiança no homem em quem o Senhor habita. Normalmente, dizemos que uma pessoa «é de confiança» se é séria, honesta, mas não se é uma pessoa íntima de Deus. Era bom que também tivéssemos isso em consideração, senão arriscamo-nos a afastar o nosso coração do Senhor por embarcarmos em critérios mundanos. Temos de perscrutar o coração do nosso irmão. Não embarcar nas aparências. Analisar a sua prática como se fosse um filho que diz que não mas acaba por fazer a vontade do Pai.

quarta-feira, 11 de março de 2020

Informação às Paróquias

Caríssimos diocesanos,

Diante da atual situação sanitária, que também afeta o nosso espaço diocesano, adianto-vos o seguinte:

1. Como cidadãos, devemos atender a todas as indicações das autoridades sanitárias e civis, para prevenir situações de risco. Como crentes, não deixaremos de viver o atual momento com fé no Deus da vida, que nunca abandona ninguém, sobretudo nas ocasiões mais difíceis. Mantemo-nos em oração por todos, em especial pelos profissionais de saúde e pelos doentes e suas famílias, certos de que assim se alarga a esperança e reforça o ânimo.

2. Todos poderão contar com a generosidade dos sacerdotes, diáconos e agentes pastorais, que nunca deixarão de acompanhar quem precisa de apoio humano ou sacramental. Generosidade que incluirá a prudência necessária para não prejudicar direta ou indiretamente ninguém. São de adiar as celebrações penitenciais com confissões e não se deve recorrer à absolvição geral.

3. Tomem-se em devida conta as indicações já dadas pela Conferência Episcopal Portuguesa, designadamente quanto à comunhão na mão e à omissão do abraço da paz e da água benta nas respetivas pias. Igualmente, outras que têm sido dadas sobre não beijar imagens e a maior distância e resguardo na administração da reconciliação sacramental.

4. As vigararias, sob a coordenação dos seus vigários, devem seguir as determinações das autoridades nacionais e concelhias sobre espaços públicos e eventos em geral. Onde se encerrarem escolas, devem suspender-se as catequeses e outras ações pastorais que envolvam grupos mais numerosos. Cumpram-se as indicações quanto a visitas a estabelecimentos de saúde e prisionais, bem como a lares e residências. Quanto às celebrações em templos, também se seguirão prudentemente as diretivas das autoridades.

Convosco, com oração e muita estima,

+ Manuel, Cardeal-Patriarca

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 11 – Semana II da Quaresma

Jer 18, 18-20 / Slm 30 (31), 5-6.14.15-16 / Mt 20, 17-28

Apresentei[-me] diante de Vós, para Vos falar em seu favor. (1ª Leitura)

Jeremias pede ao Senhor proteção em relação àqueles que ajudou. Para algumas pessoas, o ser ajudado é uma humilhação. As pessoas gostariam de fazer as coisas sozinhas. Conheci um aluno que não queria rezar antes dos testes para o fazer sozinho. Devemos rezar por essas pessoas e não andar a dizer mal, tipo: «ajudei-a tanto e agora vira-me as costas». (É uma reação de uma pessoa que se sente humilhada.) Ou, pior, atirar-lhe a nossa ajuda à cara. Caro leitor, peça a Deus um coração misericordioso.

terça-feira, 10 de março de 2020

NOVENA DE SÃO JOSÉ, BEM A TEMPO DE NOS AUXILIAR NAS NOSSAS PREOCUPAÇÕES

Nestes tempos difíceis, em que estamos preocupados com o Coronavirus ou mesmo  outras preocupações, o Céu vem em nosso auxilio enviando São José como intercessor. Amanhã, dia 10 de Março, começa a novena de São José. 

A novena pode ser feita a qualquer altura do ano, mas é especialmente recomendada do dia 10 ao 18 de março, em preparação para a solenidade de São José, e do dia 22 ao 30 de abril, véspera da festa de São José Operário.

Santa Teresa d’Ávila recomendou a devoção ao patriarca da Sagrada Família:

"Não me lembro de até hoje lhe ter pedido alguma coisa que não ma tenha concedido, nem posso pensar sem admiração nas graças que Deus me tem concedido por sua intercessão e nos perigos de que me tem livrado, tanto para a alma como para o corpo. Parece-me que Deus concede aos outros santos a graça de nos auxiliar nesta ou naquela necessidade, mas sei por experiência que São José nos socorre em todas, como se Nosso Senhor quisesse fazer-nos compreender que, assim como Ele lhe era submisso na terra, porque estava no lugar de pai e como tal era chamado, também no céu não pode recusar-lhe nada."
Para seguir a novena: Clique aqui

Os nossos desertos na cidade

O deserto é um lugar especial na Escritura, um caleidoscópio de significados, um lugar que atrai e provoca medo, uma passagem necessária na vida de fé. Parece, antes mais, um lugar estranho a nós que vivemos na cidade, No entanto, não é a meta de uma viagem exótica, não se trata de fugir em busca de um lugar diferente daquele que a vida nos deu.
Saiba mais

QUINTA-FEIRA, 12 de Março, na Igreja da Ulgueira, às 15h00

e Oração do Terço

MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 10 – Semana II da Quaresma

Is 1, 10.16-20 / Slm 49 (50), 8-9.16bc-17.21.23 / Mt 23 1-12

Protegei o oprimido (…) [e] ainda que os vossos pecados sejam como o escarlate, ficarão brancos como a neve. (1ª Leitura)

Quem é o oprimido para o leitor? O leitor protege alguém? Proteger o oprimido é de tal maneira fundamental que branqueia os nossos pecados «escarlates». O leitor tem noção do fundamental que é, na sua vida, proteger o oprimido? Como é que o leitor o faz? Como é que o leitor o quer fazer? Como é que o leitor o vai fazer? 

domingo, 8 de março de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 8 – Domingo II da Quaresma – Ano A

Gn 12, 1-4a / Slm 32 (33), 4-5.18-19.20.22 / 2 Tim 1, 8b-10 / Mt 17, 1-9

A leitura do livro do Génesis fala-nos do nosso pai na fé, Abraão, que assim é considerado por mais de dois mil milhões de pessoas: judeus, cristãos e muçulmanos. Abraão é desafiado a sair da sua rotina e a empreender a aventura de uma viagem, sem mapa nem agenda: «Deixa a tua terra, a tua família e a casa de teu pai e vai para a terra que Eu te indicar». A verdadeira fé traduz-se em confiança e obediência incondicional. Abraão não negociou condições nem exigiu garantias. O relato conclui com a simples anotação da obediência a Deus: «Abraão partiu, como o Senhor lhe tinha ordenado».

Cabe-nos colher o exemplo do nosso pai na fé: em Deus só se pode confiar sem limites nem condições. Importa vencer letargias e rotinas, para cumprirmos a nossa vocação, saindo da terra do nosso conforto e preguiça, para algo de mais e de melhor. A força e a ternura de Deus acompanham sempre os que lhe dizem «sim».

S. Paulo escreve a Timóteo, jovem bispo de Éfeso, uma das maiores cidades do Império Romano, animando-o a sentir-se «apoiado pela força de Deus», em tempos difíceis de perseguição dos cristãos. A nossa confiança não tem a raiz nas nossas qualidades ou nas facilidades das circunstâncias. Confiamos porque nos apoiamos em Deus, que só Ele é omnipotente e Jesus, seu Filho, venceu até a morte e está vivo na Igreja a que pertencemos.

Jesus subiu a um monte onde Se transfigurou, tornando visível a sua identidade mais profunda: verdadeiro Deus na sua autêntica humanidade. O monte, na Bíblia, é um particular local de encontro com Deus. Num monte, Cristo proclamou as bem-aventuranças e multiplicou os pães. A um monte subiu Jesus para rezar. O Senhor é apresentado como o novo Moisés, que no monte fica «revestido de esplendor e majestade, envolto num manto de luz», segundo as palavras do Salmo 104. Pedro, Tiago e João tiveram a profunda experiência da identidade de Jesus a quem seguiam, que iria ser morto, mas que ressuscitaria glorioso. A voz do céu, que já se tinha manifestado no batismo de Cristo: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência», é uma admirável declaração de amor de Deus Pai, confirmando a Jesus na sua missão salvadora. A mesma voz do céu exorta os apóstolos a que oiçam e cumpram a boa nova de Jesus: «Escutai-O». Exortação que hoje se atualiza com cada um de nós, seguidores do único Salvador do mundo.

sábado, 7 de março de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 7 – Semana I da Quaresma / 1º Sábado

Deut 26, 16-19 / Slm 118 (119), 1-2.4-5.7-8 / Mt 5, 43-48

Tu os guardarás e cumprirás (…) com toda a tua alma. (1ª Leitura)

O leitor já pensou no que quererá dizer «cumprir os mandamentos com toda a alma»? Eu acho que deve ser «sem haver pecado na alma», porque é a única maneira de a alma estar completamente disponível para cumprir os mandamentos. E como será termos a alma completamente disponível? É termos a alma atuante com toda a sua potencialidade, porque se não tiver pecado estará no máximo das suas forças. (Não confundir com energia física. Pode até coincidir com decadência física.) Hoje o leitor peça uma alma sem pecado.  

sexta-feira, 6 de março de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 6 – Semana I da Quaresma / 1ª Sexta-Feira

Ez 18, 21-28 / Slm 129 (130), 1-8 / Mt 5, 20-26

Se o pecador se arrepender de todas as faltas que cometeu (…) e praticar (…) a justiça (…), não lhe serão lembrados os pecados que cometeu. (1ª Leitura)

Penso que podemos interpretar esta passagem como «não terá remorso». O verdadeiro arrependimento gera uma tal alegria na nova união com Deus (pensemos no filho perdido) que o que Deus quer é que O abracemos com muita força, sem olharmos para trás. O passado não serviria para ficarmos amargurados, mas para aprendermos com ele. Hoje, na sua oração, saboreie isto, caro leitor.

quinta-feira, 5 de março de 2020

Você se sente deprimido? O Papa Francisco tem uma palavra para você

São 3 as atitudes necessárias e as graças que devemos pedir ao Senhor nesses momentos

Este estado obscuro da alma – sem esperança, desconfiado, sem vontade de viver – tem nome. E é preciso saber identificá-lo para poder superá-lo, afirma o Papa Francisco.
Tal estado chama-se “desolação espiritual“. O Papa falou sobre isso e deu dicas de como sair dessa condição em uma homilia na Casa Santa Marta (27/09/2016).

Quando a pessoa se encontra deprimida e sem vontade de viver, é preciso pedir ao Senhor 3 graças.

A primeira delas é a do reconhecimento: “reconhecer a desolação espiritual”.

A segunda é a graça da oração: “rezar quando nos sentimos dominados por este estado de desolação espiritual.”

E a terceira é a graça do acompanhamento: “saber acompanhar as pessoas que sofrem momentos difíceis de tristeza e de desolação espiritual.”

O Papa Francisco reconhece e explica a gravidade da desolação espiritual. Tanto é que ele a compara à situação vivida por Jó na Bíblia.

Jó sofria porque tinha perdido tudo. Todos os seus bens, inclusive os seus filhos. E depois adoeceu de uma doença semelhante à lepra: grave, cheio de chagas.

Segundo o Papa, o sofrimento de Jó “era tal que a um certo ponto, ele abriu a boca e amaldiçoou o seu dia, o que lhe acontecia, dizendo: «Pereça o dia em que nasci e a noite em que foi dito: foi concebido um varão. Seria melhor que tudo isto não tivesse acontecido. Melhor a morte do que viver assim»”.

No entanto, o Papa Francisco explica que Jó não quis amaldiçoar o Senhor. Ele apenas desabafou, diante da sua carga de sofrimento.

Este estado obscuro da alma, sem esperança, desconfiado, sem vontade de viver nem de ver o fim do túnel, com muita agitação no coração e nas ideias», é vivido por todos os homens e mulheres.

1- RECONHECER
A desolação espiritual “faz-nos sentir como se tivéssemos a alma esmagada, que não quer viver: é melhor a morte!, foi o desabafo de Jó, melhor morrer do que viver assim.”

Mas “quando o nosso espírito está neste estado de tristeza ampliada, que quase não temos fôlego, devemos compreender que isto acontece a todos: de modo mais ou menos acentuado, mas acontece a todos”.

Trata-se de um convite a “compreender o que acontece no nosso coração”, a questionar-nos sobre “o que deveríamos fazer quando vivemos estes momentos obscuros, devido a uma tragédia familiar, uma doença, ou outra situação que nos desanima”.

O Papa Francisco diz que não adiante buscar refúgio apenas em medicamentos, nem muito menos começar a beber “dois, três, quatro copos para esquecer”, pois isso não resolve.

2 - REZAR
A primeira atitude é rezar. “Oração forte, forte, forte”, pede o Papa, citando o Salmo 87 (“chegue a ti a minha oração, Senhor” – leia a íntegra abaixo).

Foi isso que fez Jó: “Clamo, dia e noite. Por favor, ouve a minha súplica”.

Portanto, é uma oração que consiste em “bater à porta, mas com força: ‘Senhor, estou cansado de desventuras. A minha vida está à beira do inferno. Sinto-me como aqueles que descem à fossa, sinto-me como um homem já sem forças'”.

Na vida – disse o Papa – “quantas vezes nos sentimos assim, sem forças’.

Contudo ‘o próprio Senhor nos ensina como rezar nestes momentos difíceis: “Senhor, lançaste-me na fossa mais profunda. Pesa sobre mim o teu furor. Chegue a ti a minha oração”.

Devemos rezar desse modo nos momentos difíceis, obscuros, de desolação, esmagadores, que nos sufocam.

Porque isso é “rezar com autenticidade’ e, de qualquer maneira, serve ‘inclusive para desabafar como desabafou Jó com os filhos. Como um filho’.

3 - ACOMPANHAR
Diante de uma pessoa que está passando pela desolação espiritual, as palavras podem ferir.

Por isso, basta apenas estar próximo, de modo que a pessoa que sofre sinta a proximidade, sem fazer discursos.

Quando uma pessoa sofre, está na desolação espiritual, devemos falar o menos possível e ajudar com o silêncio, a proximidade, as carícias e a oração diante do Pai.

Eis a íntegra do Salmo 87 para você recitar com fé

Senhor, meu Deus, de dia clamo a vós, e de noite vos dirijo o meu lamento. Chegue até vós a minha prece, inclinai vossos ouvidos à minha súplica. Minha alma está saturada de males, e próxima da região dos mortos a minha vida. Já sou contado entre os que descem à tumba, tal qual um homem inválido e sem forças. Meu leito se encontra entre os cadáveres, como o dos mortos que jazem no sepulcro, dos quais vós já não vos lembrais, e não vos causam mais cuidados. Vós me lançastes em profunda fossa, nas trevas de um abismo. Sobre mim pesa a vossa indignação, vós me oprimis com o peso das vossas ondas. Afastastes de mim os meus amigos, objeto de horror me tornastes para eles; estou aprisionado sem poder sair, meus olhos se consomem de aflição. Todos os dias eu clamo para vós, Senhor; estendo para vós as minhas mãos. Será que fareis milagres pelos mortos? Ressurgirão eles para vos louvar? Acaso vossa bondade é exaltada no sepulcro, ou vossa fidelidade na região dos mortos? Serão nas trevas manifestadas as vossas maravilhas, e vossa bondade na terra do esquecimento? Eu, porém, Senhor, vos rogo, desde a aurora a vós se eleva a minha prece. Por que, Senhor, repelis a minha alma? Por que me ocultais a vossa face? Sou miserável e desde jovem agonizo, o peso de vossos castigos me abateu. Sobre mim tombaram vossas iras, vossos temores me aniquilaram. Circundam-me como vagas que se renovam sempre, e todas, juntas, me assaltam. Afastastes de mim amigo e companheiro; só as trevas me fazem companhia…

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 5 – Semana I da Quaresma

Est 4, 17 n.p-r.aa-bb.gg-hh / Slm 137 (138), 1-2a.2bc-3.7c-8 / Mt 7, 7-12

A Rainha Ester, tomada de angústia mortal, procurou refúgio no Senhor. (1ª Leitura)

Peçamos a Deus que, em situações de grande aflição, recorramos a Ele. Isto exige um treino diário, porque a cada dia que passa, Deus nos vai dando mais meios para, nas alturas críticas, nos agarrarmos a Ele e deixarmos que Ele nos livre da «angústia mortal». O leitor reze sobre isto com muita concentração, imbuindo-se profundamente do que está a dizer. Faça um pequeno mantra. Pode ser uma coisa assim: ao inspirar: «Senhor, ajuda-me»; ao expirar: «Senhor, ajuda-me». Pausa. Repetir. Etc.

quarta-feira, 4 de março de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 4 – Semana I da Quaresma

Jonas 3, 1-10 / Slm 50 (51), 3-4.12-13.18-19 / Lc 11, 29-32

Afaste-se cada um do seu mau caminho. (1ª Leitura)

Primeiro, temos de ver de que é que nos queremos efetivamente afastar. Depois, rezar por isso. Depois, fazer por isso. Ao mesmo tempo, esperar. Esperar com perseverança, porque essa luta pode demorar muito tempo. E, no meio dessa luta, acolher as falhas. Há também a dimensão social: afastarmo-nos de quem nos tenta para o mal, às vezes com a melhor das intenções. Aqui temos de ver como é que nos queremos afastar. Hoje peçamos perseverança e discernimento.

REPAREMOS

Santíssima Trindade,
Pai, Filho e Espírito Santo,
adoro-Vos profundamente
e ofereço-Vos o preciosíssimo Corpo,
Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo,
Presente em todos os sacrários da terra,
em reparação dos ultrajes,
sacrilégios e indiferenças
com que Ele mesmo é ofendido.
E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração
e do Coração Imaculado de Maria,
peço-Vos a conversão dos pobres pecadores.

Oração do Anjo,

em Fátima

SEXTA-FEIRA 7: Curso Alpha

em Colares às 19h30

SÁBADO, 7 de Março: 1º do Mês, na Igreja da Praia das Maçãs, às 16h00

e Terço meditado, às 17h00 Missa

SEXTA-FEIRA, 6 de Março: 1ª do Mês, em Colares, na Igreja da Misericórdia, às 18h15

e Confissões, às 19h15 Missa

QUINTA-FEIRA 5 de Março 1ª do Mês, na Igreja do Mucifal, às 18h00

e Oração Vocacional 

terça-feira, 3 de março de 2020

Coronavírus

COVID-19 - Nota da Conferência Episcopal Portuguesa
Nota do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa

Perante a situação que estamos a viver em todo o mundo, motivada pelo coronavírus COVID-19, apelamos à serenidade e ao incremento da prevenção nos cuidados de higiene. Nesse sentido, convidamos a seguir estritamente as indicações e normas da Direção Geral de Saúde.

Como em situações semelhantes e em sintonia com outras conferências episcopais e dioceses, e para evitar situações de risco, recomendamos algumas medidas de prudência nas celebrações e espaços litúrgicos, como, por exemplo, a comunhão na mão, a comunhão por intinção dos sacerdotes concelebrantes, a omissão do gesto da paz e o não uso da água nas pias de água benta.

Fátima, 2 de Março de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 3 – Semana I da Quaresma

Is 55, 10-11 / Slm 33 (34), 4-7.16-19 / Mt 6, 7-15

A palavra que sai da minha boca não volta sem ter produzido o seu efeito. (1ª Leitura)

Normalmente, quando vamos trabalhar não voltamos para casa sem termos feito alguma coisa. Mas a palavra que vem de Deus e penetra(?) em nós produz algum efeito? Quando foi a última vez que o leitor ouviu a palavra de Deus e passou alguma coisa para a sua vida? Ou quando é que, por causa de uma passagem ouvida, lida, a relação do leitor com Deus melhorou?

segunda-feira, 2 de março de 2020

CAMINHAR NO DESERTO

                 





Reflexão Quaresmal de 2020 da Comissão Nacional Justiça e Paz


O Papa Francisco convida-nos a viver mais uma vez a Quaresma como “um tempo propício para nos prepararmos para celebrar, de coração renovado, o grande Mistério da morte e ressurreição de Jesus, fundamento da vida cristã pessoal e comunitária”.

Neste tempo santo a Comissão Nacional de Justiça e Paz (CNJP) convida todos os cristãos e pessoas de boa vontade a que nos deixemos “conduzir como Israel ao deserto (cf. Os 2, 16)”.

O conhecido poema de Sophia de Mello Breyner lembra-nos que é preciso atravessar o deserto:

Para Atravessar Contigo o Deserto do Mundo

Para atravessar contigo o deserto do mundo
Para enfrentarmos juntos o terror da morte
Para ver a verdade para perder o medo
Ao lado dos teus passos caminhei

Por ti deixei meu reino meu segredo
Minha rápida noite meu silêncio
Minha pérola redonda e seu oriente
Meu espelho minha vida minha imagem
E abandonei os jardins do paraíso

Cá fora à luz sem véu do dia duro
Sem os espelhos vi que estava nua
E ao descampado se chamava tempo

Por isso com teus gestos me vestiste
E aprendi a viver em pleno vento

(Sophia de Mello Breyner Andresen, in 'Livro Sexto')[1]


O mundo é um deserto que queremos atravessar para podermos, como afirma Sophia, “viver em pleno vento”, transcendendo-nos.

Cristo viveu 40 dias no deserto. Passou fome, sede, solidão. Permitiu que o espírito do Mal o tentasse e, atravessando o deserto, fez face à tentação. Deixemo-nos converter nesta Quaresma. Na sua etimologia a conversão (do latim conversio) significa  sofrer uma mudança, ser alvo de transformação, de uma alteração de vida, seguindo o caminho oposto àquele que seguíamos.

Para que façamos tal processo temos de ter consciência do nosso pecado e da tentação a que somos sujeitos no deserto, tal como Cristo foi tentado. Sejamos humildes e reconheçamo-nos pecadores.

Como Cristo somos tentados, mas ao jeito de Cristo podemos fazer face à tentação, mudando o nosso percurso de vida e transformando-nos numa pessoa melhor.

Para que façamos tal processo temos de ter consciência do nosso pecado e da tentação a que somos sujeitos no deserto, tal como Cristo foi tentado. Sejamos humildes e reconheçamo-nos pecadores.

1.  A tentação de acumular coisas

Deparamo-nos no dia a dia com o apelo ao consumo desenfreado, tropeçamos na dependência de comprar coisas e objetos para fazer face aos vazios da nossa alma. Experimentamos a fome de acumular coisas. De um modo determinista ciclicamente sentiremos de novo a mesma fome... como num eterno retorno, um ciclo destrutivo sem fim.

Mas essa “fome” pode ser vencida pela confiança na Palavra de Deus, Ele proverá o alimento na hora certa, da forma certa, sem inverter a realidade das coisas com os valores inerentes a ela:  “não vos preocupeis... olhai os lírios do campo... as aves do céu... a cada dia basta seu mal; o amanhã cuidará de si mesmo” (Mt 26, 26).

Em contraponto à fome de ter, em jeito de transformação escolhamos uma frugalidade de vida: vivamos com menos e sejamos muito; tenhamos consciência de que os recursos do planeta são limitados, portanto há que usar responsavelmente aquilo que nos foi dado; façamos face às alterações climáticas através do compromisso com uma vida mais simples, reduzida ao essencial, em que deixar de “ter” se pode transformar numa forma de “ser” mais e melhor. Escolhamos o “decrescimento” como forma de fazer face ao crescimento desenfreado.

Enumeremos aquilo de que podemos prescindir na consciência de que há muitos que não possuem nada. Ultrapassemos um cuidado excessivo do corpo e da saúde, das dietas de última moda, para pensar em tantos que passam fome e que não têm o essencial para viver. Exercitemos a prática do jejum em contraponto a verdadeiras “orgias” na forma como lidamos com os alimentos, com os objetos, com a palavra (e o maldizer), com aquilo que consumimos (por exemplo o abuso dos telemóveis e das redes sociais). Carlos Maria Antunes[2] convida-nos a “comer com ação de graças [o] que implica uma atitude de veneração perante o alimento (...). Comer é uma oração (...). A refeição pode ser um tempo lento e um cuidado”.

Sejamos contidos, resistamos à solicitação do imediato, ao gesto compulsivo. Ultrapassemos a necessidade de satisfação imediata do desejo, ultrapassemos este imediato: como podemos, na  educação das nossas crianças fomentar o seu sentido de generosidade responsável, de consciência de que não são o centro do mundo, de construção de uma cidadania? Comecemos nós, adultos, a lhes dar o exemplo.

Reencontremos o verdadeiro sentido do sacrifício:  o ato de abrir mão de uma coisa por outra. A palavra latina era composta por SARCER, “sagrado” e FACERE, “fazer”. Numa tradução literal, SACRIFICIUS seria “tornar um ato sagrado”. Que os nossos atos, nesta quaresma, se tornem, assim, sagrados.

2. A tentação do poder

Na segunda tentação, o demónio oferece a Jesus poder e glória sobre o mundo se Ele o adorar. Que sentido temos de “poder”? Que é para nós a “glória”? Vivemos num tempo em que nos confrontamos de uma forma opressiva com a nossa imagem. Usamos de forma pervertida os meios de comunicação social para sublinhar essa imagem. No facebook ou noutras redes sociais alimentamos narcisisticamente o nosso “eu”. Tem valor apenas o que “aparece” no seu momento de glória que, frequentemente é transmitido pelos órgãos de comunicação social: “o que sentiu?” “o que viu? Confrontamo-nos com o narcisismo do “eu” enquanto centro do mundo. E somos tão pequenos se nos cingirmos a essa imagem supérflua e superficial... Mas o que é a imagem senão o espelho da alma?

Afirma Sophia: “Cá fora à luz sem véu do dia duro/Sem os espelhos vi que estava nua/E ao descampado se chamava tempo”. Sim, estamos nus perante Deus, despidos dos nossos espelhos, das nossas imagens. Nu, face a Pilatos, Cristo afirma: “O meu reino não é deste mundo”. Onde está o nosso reino?

Somos tentados pelo “poder” que, em si, é bom se for poder para servir. Mas é perversa a assunção que o poder apenas existe em proveito próprio. Pretendemos ser reis absolutos mas a necessidade de ver tudo e todos a circular em torno de nós torna-nos escravos. Tudo se reduz à nossa ambição e interesse próprio, numa narcísica autocomplacência, num estatuto que é apenas vazio. Ajoelhamo-nos face ao poder como se este sagrado fosse. Entendemos o poder como um jogo entre os poderosos – veja-se o perigo do confronto entre os Estados Unidos e o Irão. O tráfico de armamento enquanto poder que suscita a guerra. Vivemos no medo. Onde está a ousadia dos filhos e filhas de Deus?

E o poder como serviço? O poder que deve “circular de mão em mão” (Michel Foucault); o poder enquanto possibilidade de entregar poder aos outros, despertar neles o seu próprio poder (“empoderamento”), a responsabilidade pelas próprias vidas e das dos outros.

Para nos tornarmos senhores de nós próprios, para nos libertarmos, para que me torne “senhor de mim mesmo”, despojemo-nos daquilo que é acessório e nos limita, disfrutemos a liberdade dos filhos de Deus: saboreemos a leveza da liberdade. Mas agarremos com as duas mãos o poder que temos e usemo-lo para transformar o mundo e a vida. Descubramo-nos irmãos do outro e não queiramos submeter o outro aos nossos caprichos e necessidades. Não nos deixemos corromper, uma tentação que está sempre à nossa porta, mesmo na política, no mundo empresarial ou dos negócios. Afirma Sophia: “por ti deixei meu reino meu segredo”.

3. A tentação da riqueza

Francisco fala-nos da “sede desenfreada de lucro, que é uma forma de idolatria”, sobre “ a acumulação que corre o risco de embrutecer [o ser humano], fechado no seu egoísmo”. Deixamo-nos corromper frequentemente para conseguir maior riqueza. Em Portugal abundam os casos de corrupção a tantos níveis, da pequena à grande corrupção. Adoramos o “bezerro de ouro” e esquecemos que somos filhos de Deus à imagem de Jesus Cristo. Ajoelhamo-nos face ao dinheiro, essa grande tentação? Que dizemos da fuga desenfreada aos impostos que são apenas o dinheiro que pomos em comum para as nossas necessidades coletivas? Fugir aos impostos é claramente uma omissão.

Nesta “caminhada pelo deserto” Deus propõe-nos a partilha dos bens com os mais necessitados, o trabalho de combater estruturas que mantêm uma quantidade significativa das pessoas em situação de pobreza. Portugal é um dos países europeus onde existe maior discrepância entre os mais ricos e os mais pobres (10% dos mais ricos ganha 9 vezes mais que 10% dos mais pobres), o índice de pobreza atingiu 17,3% do total da população. O dinheiro deve circular, senão queima as nossas mãos. O dinheiro tem que necessariamente ser partilhado.

Francisco fala-nos de “uma economia que mata” e pede uma reflexão sobre “as dimensões estruturais da economia”. Durante a Quaresma, entre 26 e 28 de março, decorrerá em Assis um encontro de jovens para traçar as  linhas de uma verdadeira "economia de comunhão em contraponto à economia do capital.

Que é então a caridade, a esmola, a partilha? Queremos, como o jovem rico, recusarmo-nos a dar aquilo que temos aos pobres? Queremos voltar as costas a quem mais precisa? Ignorá-los na nossa cegueira?

Fala-se no pecado da “omissão” enquanto ausência cuidado e atenção aos outros, enquanto passividade e inércia face às situações de opressão que nos envolvem. Cobardemente “lavamos as nossas mãos”.

4. Para ultrapassar o deserto de nós mesmos

Neste tempo de Quaresma  ajoelhemos perante Deus.  Cultivemos a bondade e a compaixão em contraponto à sede de poder em proveito próprio. Encontremos o verdadeiro sentido de amar os inimigos. Deus ama também os seus inimigos (cf. Mt 5, 43-48). Como podemos desejar o bem e o bom a quem nos faz mal? Como oferecer a outra face sem nos negarmos a nós mesmos, na convicção de que há uma consequência para os atos que praticamos?

Francisco fala do “amor de Deus, que sempre nos precede e sustenta”. Fazemos de Deus o centro das nossas vidas? O nosso sustento? Abrimo-nos à salvação neste tempo quaresmal? Francisco convida-nos: “Deixa-te salvar sempre de novo”. Sejamos “sal da terra e luz do mundo” (cf. Mt 5, 13-14).

Ao jeito da samaritana, tenhamos sede da água que nos salva:  “Quem beber desta água tornará a ter sede; mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna” (Jo 4,13-14).

No livro do Petit Prince Saint Exupéry afirma que o deserto esconde um poço de água: “Levantei o balde para os seus lábios. Ele bebeu. De olhos fechados. Era doce como uma festa. Esta água era bem mais do que um simples alimento. Ela nascera da caminhada sob as estrelas, do canto da roldana, do esforço dos meus braços. Ela era boa para o coração, como se fosse um presente. (...) a água que me deste a beber era como uma música, por causa da roldana e da corda...lembras-te?... era boa”. A água que brota porque atravessamos o deserto e contemplamos as estrelas.

Na caminhada pelo deserto desta Quaresma, procuremos o poço da “água viva”, desejemos a água que Cristo nos oferece, a água que sacia, que nos oferece a vida eterna. Ajoelhemo-nos perante a água que jorra do deserto. E caminhemos para a Luz “vivendo em pleno vento”.

           Lisboa, 26 de fevereiro de 2020

            A Comissão Nacional Justiça e Paz
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[1] Sophia de Mello Breyner foi membro da 1ª Comissão Nacional Justiça e Paz.

[2] Só o Pobre se Faz Pão. Paulinas, 2013

domingo, 1 de março de 2020

O Papa no Angelus: com o diabo não se dialoga jamais

Francisco no Angelus deste domingo recorda que "a tentação é a tentativa de percorrer caminhos alternativos aos de Deus". Depois do Angelus, o Papa pediu para rezar pelos migrantes que fogem da guerra e fez saber que, por causa de um resfriado, não participará este ano dos exercícios espirituais para a Cúria Romana, que começarão esta noite em Ariccia. O Papa explicou que seguirá as meditações, unindo-se espiritualmente à Cúria.

Silvonei José - Cidade do Vaticano

Diante das tentações, existe um caminho a seguir. O Papa Francisco, ligando suas palavras no Angelus com as do Evangelho deste domingo, incorporado no tempo da Quaresma, lembra-nos que este caminho é aquele percorrido por Jesus no deserto, onde ele enfrenta as tentações do maligno. O diabo primeiro sugere a Jesus, que tem fome, que transforme as pedras em pão. Mas a resposta é clara: "Não se vive somente de pão, mas de toda palavra que sai da boca de Deus". Então o diabo pede a Jesus para experimentar a confiança em Deus, de se atirar do ponto mais alto do templo, porque ele seria socorrido pelos anjos. "Quem crê - enfatiza Francisco -, sabe que não se coloca à prova Deus, mas confia na sua bondade". Por esta razão, Jesus responde ao diabo com estas palavras: "Não porás à prova o Senhor teu Deus!".. Na terceira tentação, o maligno oferece "uma perspectiva de messianismo político". Mas Jesus, recorda o Pontífice, "rejeita a idolatria do poder e da glória humana" e, no final, expulsa o tentador dizendo: "Vai embora, Satanás, pois está escrito: ‘Adorarás o Senhor, teu Deus, e só a ele prestarás culto’”.

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 1 – Domingo I da Quaresma – Ano A

A palavra de Deus apresenta-nos neste domingo o tema da tentação. Esta consta sempre de uma atração por um bem aparente, que procura enganar-nos, seduzindo-nos para o mal. No Pai-Nosso, a oração que Jesus nos ensinou, pedimos esta graça: «não nos deixeis cair na tentação». Isso significa que é algo comum sermos tentados e que precisamos da força de Deus para não cairmos.

A leitura do livro do Génesis não nos apresenta uma crónica histórica. Trata-se de uma reflexão sapiencial sobre a nossa condição humana, frágil até ao ponto de nos deixarmos enganar pelas artimanhas de uma tentação. Adão e Eva representam a cada um de nós, que somos seduzidos para contradizermos a lei de Deus e nos arvorarmos em senhores que decidem o que é bem e o que é mal, segundo as próprias conveniências.