sábado, 18 de janeiro de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 18 – Semana I do Tempo Comum / 1º Dia da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

1 Sam 9, 1-4.17-19; 10, 1a / Slm 20 (21), 2-7 / Mc 2, 13-17

... Ele come com publicanos e pecadores. (Evang.)

Jesus estava a comer com os pecadores, em casa de um vendido à causa romana e ladrão dos seus compatriotas. Um grupo de gente posta de parte pela sociedade que «dava o tom», que dizia quem se podia receber. Muitas vezes, o nosso problema também é sair fora do tom, sair fora do que o grupo a que pertencemos pensa. Mas para isso temos de acalmar o nosso medo de sermos postos fora do grupo a que pertencemos. E isso só é possível se pertencermos a Deus, porque se formos postos fora do grupo a que pertencemos ficamos muito isolados e é disso que temos medo. O leitor atreve-se a dar a mão aos que estão fora do grupo?

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

UMA SEMANA DE ORAÇÃO PELOS MIGRANTES E REFUGIADOS QUE NAUFRAGARAM NO MEDITERRÂNEO

Começa no próximo sábado, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, uma iniciativa que se realiza todos os anos de 18 a 25 de janeiro e une milhões de pessoas de várias Igrejas. Este ano, esta semana de oração é dedicada aos migrantes e refugiados vítimas de naufrágios no Mediterrâneo.

A passagem bíblica escolhida para 2020 foi retirada do livro dos Atos dos Apóstolos (27,18-28,10), narrando o naufrágio de São Paulo a caminho de Roma, com o tema “Demonstraram uma benevolência fora do comum”.

A reflexão é proposta pelas comunidades cristãs de Malta e Gozo, a partir do relato bíblico do naufrágio de São Paulo (século I), que o levou até à ilha de Malta, onde, segundo o livro dos Atos dos Apóstolos, foi tratado com “invulgar humanidade”.

“Hoje muitas pessoas estão a enfrentar terrores semelhantes nesses mesmos mares. Os lugares mencionados no texto também fazem parte das histórias de migrantes dos tempos modernos”, refere a proposta de reflexão, publicada em conjunto pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos (Santa Sé) e a Comissão Fé e Constituição do Conselho Mundial das Igrejas.

Evocando as “crises da migração”, o texto recorda que “muitos estão a fazer jornadas perigosas por terra e pelo mar para escapar a desastres naturais, guerra e pobreza. Além disso, “as suas vidas também estão expostas a imensas e indiferentes forças – não apenas naturais, mas também políticas, económicas e humanas”.

“Essa indiferença humana assume várias formas: a indiferença dos que vendem lugares em barcos inadequados para pessoas desesperadas; a indiferença que leva à decisão de não enviar barcos de socorro; a indiferença que faz mandar embora barcos de imigrantes”, refere o texto.

Perante esta dramática situação humanitária, os cristãos são convidados à “hospitalidade”, testemunhando em conjunto a “amorosa providência de Deus para todas as pessoas”.

“A nossa própria unidade cristã será descoberta não apenas mostrando hospitalidade uns aos outros, embora isso seja muito importante, mas também através de encontros amigáveis com aqueles que não partilham nossa língua, cultura ou fé”, indica a proposta de reflexão.

Esta semana de oração é uma das iniciativas que procura favorecer o regresso à unidade dos cristãos, quebrada no passado por cismas e ruturas.

As principais divisões entre as Igrejas cristãs ocorreram no século V, depois dos Concílios de Éfeso e de Calcedónia (Igreja copta, do Egito, entre outras); no século XI com a cisão entre o Ocidente e o Oriente (Igrejas Ortodoxas); no século XVI, com a Reforma Protestante e, posteriormente, a separação da Igreja de Inglaterra (Anglicana).

Siga a campanha de oração divulgada pela RMOP - Portugal através do site, do Instagram e do Facebook e reze em união com milhões de pessoas das diferentes Igrejas, pelos migrantes e refugiados que naufragaram no Mediterrâneo.

Texto: redação/Ecclesia

SÁBADO, 18 de Janeiro: Curso Alpha Jovens, na Misericórdia às 19h30.


Sábado,18 de Janeiro

 Reunião para os Conselhos Económicos Paroquiais e Agentes do Cartório em Rio de Mouro às 21h00.f

O PECADO É POPULAR, FALAR SOBRE ELE NEM TANTO

O pecado é problemático. Há alguns anos, dei uma conferência numa universidade que, apesar de não ser católica, tinha uma clara identidade cristã e reputação de ser fiel aos ensinamentos e tradições de sua denominação. Numa aula de teologia, falei sobre o meu escritor favorito e citei o trecho de Ortodoxia no qual Chesterton diz que o pecado original é a única doutrina que podemos provar. Basta olharmos ao nosso redor, pois a evidência está por todos os lados.

Expliquei que o pecado é uma separação. É a ruptura do relacionamento entre o Homem e Deus, e a obra de Cristo é restaurar essa relação para que possamos entrar em comunhão com Deus novamente. Chesterton diz que, quando defendemos a fé cristã, o ponto de partida óbvio é falar sobre o pecado. O mundo pode tentar negar que Deus e Cristo são reais, mas não pode negar a realidade do pecado. Mas ele também diz que a nova teologia faz exactamente isto: nega de forma astuciosa a existência do pecado. Ele dá o exemplo de um homem que está a esfolar um gato vivo. Uma pessoa normal que testemunhasse tal atitude chegaria a uma destas duas conclusões: ou que Deus não existe ou que a união entre Deus e o Homem não existe. Em outras palavras: o pecado existe.

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 17 – Santo Antão (Memória)

1 Sam 8, 4-7.10-22a / Slm 88 (89), 16-19 / Mc 2, 1-12

Não é só Deus que pode perdoar os pecados? (Evang.)

Deixemos que seja Deus a perdoar os nossos pecados e não [só] nós a nós próprios. Podemos não ter a capacidade de nos perdoarmos. Podemos achar que os nossos pecados são imperdoáveis. Deixemos Deus ser Deus. Deixemo-Lo fazer aquilo de que só Ele é capaz. Não tenhamos peneiras. Não cometamos mais um pecado em cima de outro pecado. Entreguemo-nos completamente. Na oração de hoje. E podemos acabar com a Consagração a Nossa Senhora.

Pastoral da Deficiência publica guia para o acolhimento a pessoas com deficiência

O Serviço Pastoral a Pessoas com Deficiência do Patriarcado de Lisboa publicou o “Guia para o acolhimento eclesial a pessoas com deficiência - ´Uma Igreja para Todos´”. Esta publicação, que estará disponível, para consulta, em todas as paróquias da diocese, a partir deste mês de janeiro de 2020, resulta da adaptação da publicação ‘La persona com discapacidad y su lugar en la Iglesia’, editada pela Arquidiocese de Madrid. 

O organismo do Patriarcado de Lisboa deseja, com este guia, “promover melhor o acolhimento dos irmãos com deficiência e valorizar a sua presença na Igreja”, explica em comunicado. Este “é um guia que pretende apoiar e promover o acolhimento dos irmãos com deficiência que, por isso, não deixam de ter dons e capacidades fundamentais para a atividade pastoral de cada paróquia”, prossegue.

Para além dos exemplares que estarão disponíveis nas paróquias, é possível descarregar a publicação em formato PDF e consultá-la através do ISUU.

O Serviço Pastoral a Pessoas com Deficiência está disponível para qualquer dúvida ou comentário, através do email pastoraldadeficiencia@patriarcado-lisboa.pt

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 16 – Semana I do Tempo Comum

1 Sam 4, 1-11 / Slm 43 (44), 10-11.14-15.24-25 / Mc 1, 40-45

Não digas nada a ninguém, mas vai mostrar-te ao sacerdote... (Evang.)

Jesus queria que aquela cura fosse também um sinal para «o sacerdote». A ação de Deus em nós, muitas (?) vezes, tem um objetivo para os outros. Daí uma responsabilidade múltipla em sermos dóceis à inspiração de Deus. Docilidade que, por vezes, implica uma grande fortaleza, uma grande coragem, uma grande determinação. O leitor não tem achado? Deus tem-no ajudado nisto?

Brotéria anuncia programa de abertura

O novo espaço cultural dos jesuítas em Lisboa abre as portas na próxima semana e quer ser um ponto de encontro entre a fé cristã e as culturas urbanas. O programa inclui conferências, exposições, fado e a atuação do DJ Bill Onair.

Depois de quase 120 anos, a Brotéria deixa de ser apenas uma revista mudando-se para o Bairro Alto com o desejo de se tornar no ponto de encontro entre a fé cristã e as culturas urbanas contemporâneas. O novo espaço cultural será dirigido por jesuítas acompanhados por uma equipa diversificada e abre portas na próxima semana ocupando o edifício do antigo Palácio dos Condes de Tomar. A dinamização deste novo espaço resulta de uma parceria entre a Companhia de Jesus e a Santa Casa da Misericórdia.

O programa preparado para assinalar a abertura do espaço à cidade espelha a diversidade de iniciativas que serão futuramente acolhidas pela Brotéria. A casa, situada no número 3 da rua de S. Pedro de Alcântara em, Lisboa,abre as portas às 18h00 do dia 23, quinta-feira, para um programa que se estenderá até ao começo da noite de sábado, dia 25.  Durante este período terão lugar diferentes momentos de discussão, em que se debaterão temas como a uberização do trabalho ou o modo como as mulheres, a tradição e a cidade desafiam a Igreja. A variedade das propostas também se sente a nível musical tendo sido convidados para atuar o fadista Rodrigo Rebelo de Andrade, o compositor e percursionista brasileiro Domenico Lancelotti e o DJ Bill Onair.
O programa de abertura da Brotéria passa ainda pela apresentação do novo número da revista que sairá com um renovado arranjo gráfico e pela abertura de uma exposição intitulada. “Todas as coisas: Brotéria 1902-2020”.

Fique a conhecer todo o programa:

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

- SEXTA-FEIRA, 17 de Janeiro: Reunião para voluntários Paroquiais, em Colares às 17h00.

Espiritualidade e enogastronomia dos cistercienses chegam a Portugal com as monjas trapistas

Treze de maio de 2017, cem anos após a primeira aparição da Virgem Maria na Cova da Iria. Em Vitorchiano, 100 km a norte de Roma, reúne-se a comunidade de monjas trapistas. Votava-se a fundação de um mosteiro em Portugal. Com 2/3 de votos a favor, as religiosas decidem a abertura do novo espaço, com a invocação Santa Maria, Mãe da Igreja. Em setembro, o resultado do escrutínio era ratificado em capítulo geral.

«Foi um momento comovente e importante para a comunidade, sobretudo esperado e preparado. Já desde há alguns meses recitávamos, depois da leitura da Regra [de S. Bento, seguida pela comunidade religiosa] e o momento de reconciliação, a oração à Senhora de Fátima», escreveram as monjas de clausura e estrita observância na sua página na internet.

A decisão foi tomada depois do pedido endereçado à comunidade pelo bispo de Bragança-Miranda, D. José Cordeiro, «desejoso de ter na diocese um mosteiro que testemunhasse a centralidade da vida evangélica e litúrgica».

Também contou para a nova fundação a «generosidade dos fiéis de Palaçoulo, que, orientados pelo seu pároco», doaram o terreno, com cerca de 28 hectares, através de cedências ou permutas, o que permitirá à comunidade exercer as suas principais atividades de sobrevivência, baseadas no cultivo direto da terra.


Evento Inicial “Projeto Círculos de Jovens – Cidadania Ativa”

Programa
Evento Inicial “Projeto Círculos de Jovens – Cidadania Ativa”
Data: 16 de Janeiro de 2020
Local: Auditório do SMAS, Av. Movimento das Forças Armadas, nº 8, 1º, 2710-431 Sintra
Horário: 15h00 às 17h00
Abertura : 15h00
 ACAS – (Presidente da Direção - José Reis);
 Between (Vice-presidente - Fernando Oliveira);
 Moreira Team (Elson Moreira – Presidente da Direção);
 Fundação Calouste Gulbenkian (Representante do Programa Cidadãos Ativos - Teresa
Granja );
 CM Oeiras - (Vereadora do Desenvolvimento Social e Saúde, Juventude, Habitação e
Responsabilidade Social – Teresa Bacelar);
 CM Sintra – (Vereador da Solidariedade e Inovação Social- Eduardo Quinta Nova).
Apresentação do projeto: 15h40
 ACAS – Apresentação do projeto
 Between – Apresentação da metodologia
Participação dos jovens
 Círculo de Jovens da KMT
 Círculo de Jovens da ACAS
 Animação pelos jovens do projeto
Enceramento: 16h40
Porto de Honra / lanche

Curso para casais - Inicio a 17 de Janeiro

O Curso para Casais é uma série de sete sessões, pensadas para ajudar os casais a investir na sua relação e a construir um casamento sólido.

O QUE É O CURSO PARA CASAIS?

O Curso para Casais foi desenvolvido  para casais que procuram apoio prático, para fortalecer o seu relacionamento.

Durante sete sessões, o curso ajudará a:

- Compreender as necessidades um do outro
- Comunicar mais eficazmente
- Crescer juntos, aprendendo métodos para resolver conflitos
- Recuperar das situações em que se possam ter ferido um ao outro
- Reconhecer como a sua educação afecta o seu relacionamento
- Melhorar o relacionamento com os pais e família alargada
- Desenvolver uma maior intimidade sexual
- Descobrir a linguagem do amor um do outro e muito, muito mais ....

PARA QUEM É?

O Curso para Casais é para casais que estão casados (pela Igreja ou não) * e procuram fortalecer a sua relação.
Alguns casais fazem o curso para investir na sua relação, outros precisam de ajuda mais urgente. De qualquer maneira, o curso oferece muitas ideias práticas e ferramentas para ajudar a manter a sua relação mais sólida.

O Curso para Casais é baseado em princípios cristãos, mas projectado para todos os casais com ou sem ligação à Igreja

O QUE ESPERAR?

No Curso para Casais, cada casal vai estar sentado na sua própria mesa, só para os dois. Cada sessão inclui um jantar, uma conversa prática e um tempo para discussão privada entre o casal.

A música de fundo garante que pode conversar em total privacidade. Não terá que partilhar nada sobre a sua relação com alguém que não seja o seu companheiro.

Sextas-feiras à noite
Inicio: 17 de Janeiro 2020
Local: Restaurante Sarrazola Guest House
Custo: Jantar: 12,50€  Curso: Gratuito

Informações & inscrições: 961050462 / alphacasaiscolares@gmail.com 

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 15 – Semana I do Tempo Comum

1 Sam 3, 1-10.19-20 / Slm 39 (40), 2.5.7-8a.8b-9.10-11 / Mc 1, 29-39

Ela começou a servi-los. (Evang.)

Este texto parece estar em contradição com aquele em que Jesus diz a Marta que não devia estar a servir. Conclui-se que o problema não está no que se faz, mas na altura em que se faz. Esta era a altura certa para a sogra de Pedro os servir. Provavelmente, Jesus não estava a ensinar. Uma coisa boa torna-se má se feita «fora d’horas» e pode ser uma desculpa para não fazermos uma que nos desagrada. Isto tem-lhe acontecido?  

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Publicações: Novo livro escrito em co-autoria por Bento XVI rejeita ideia de ordenação sacerdotal de homens casados


Tema esteve em destaque no Sínodo especial sobre a Amazónia

Foto: DR, Cardeal Sarah e o Papa Emérito Bento XVI
Lisboa, 13 jan 2020 (Ecclesia) – Um novo livro escrito em co-autoria pelo Papa emérito Bento XVI rejeita a ideia de ordenação sacerdotal de homens casados, tema que esteve em destaque no Sínodo especial sobre a Amazónia (outubro de 2019).

A obra, que é assinada também pelo cardeal Robert Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos (Santa Sé), cita uma frase de Santo Agostinho: “«Silere non possum». Não me posso calar”.

Em causa, segundo passagens da obra adiantadas pelo jornal francês ‘Le Figaro’, estariam as recentes propostas de ordenação de homens casados que estiveram em discussão no Vaticano, durante o Sínodo dedicado à Amazónia, numa iniciativa convocada pelo Papa Francisco.

Os autores indicam que o celibato “tem um grande significado” e é “indispensável” para o ministério sacerdotal na Igreja Católica.

“Encontramo-nos, trocamos ideias e preocupações. Fazemo-lo num espírito de amor e de unidade na Igreja. Se a ideologia divide, a verdade une os corações”, pode ler-se.

A obra critica o que denomina como “estranho Sínodo dos media”, que se teria sobreposto ao “Sínodo real”.

Na sua parte do livro, o Papa emérito considera que “não parece possível realizar as duas vocações (sacerdócio e matrimónio) em simultâneo”.

O livro “Das profundezas dos nossos corações” vai ser publicado a 15 de janeiro, pela editora Fayard.

Andrea Tornielli, diretor editorial do Dicastério para a Comunicação do Vaticano, considera, em nota publicada hoje pelo ‘Vatican News’, que se trata de “uma contribuição sobre o celibato sacerdotal em filial obediência ao Papa”.

MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 14 – Semana I do Tempo Comum

1 Sam 1, 9-20 / 1 Sam 2, 1.4-8 / Mc 1, 21-28

Que tens Tu a ver connosco (…). Vieste para nos perder? (Evang.)

Ninguém gosta de ver os seus defeitos apontados por alguém. Muito menos por uma pessoa que fica triste com os nossos defeitos. Mas, nessas alturas, temos de pensar que essa pessoa, ou esse Alguém, fica MUITO contente por lhe entregarmos os nossos defeitos para ela transformar. É uma revolução nas nossas mentalidades. Jesus fica contente por Lhe entregarmos os nossos defeitos. Façamos isso, hoje.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 13 – Semana I do Tempo Comum

1 Sam 1, 1-8 / Slm 115 (116), 12-19 / Mc 1, 14-20

Arrependei-vos e acreditai no Evangelho. (…). Vinde comigo... (Evang.)

Temos de nos arrepender para acreditarmos melhor e mais. Consertarmo-nos para podermos pescar mais. Pescar mais os outros e a nós próprios para a rede do Reino. É um círculo virtuoso, uma espiral, sempre mais para cima. Por vezes, a espiral descamba um bocado. Lá está Deus para nos agarrar e pôr onde estávamos ou mesmo mais para cima. Que falta é que hoje me vai servir para progredir?

«Batizar um filho é um ato de justiça, para ele», afirma papa

Foto: Vatican News
«Nós, no Batismo, damos-lhe [aos filhos] um tesouro, nós, no Batismo, damos-lhe uma garantia: o Espírito Santo. A criança sai [do Batismo] com a força do Espírito dentro de si: o Espírito que a defenderá, a ajudará, durante toda a vida. Por isso é tão importante batizá-las em criança, para que cresçam com a força do Espírito Santo.»
Saiba mais

domingo, 12 de janeiro de 2020

Quarta-feira, 15 de Janeiro, na Igreja de Almoçageme às 10h00

e Confissões

Reflexão sobre a liturgia da Festa do Batismo do Senhor

Ser batizado é ter um coração misericordioso e integrador, como o de Jesus. De acordo com esse coração que é reflexo do amor do Pai, justiça não é manter as pessoas excluídas por causa de seus erros, mas justiça é transformá-las em filhas de Deus, assim como aconteceu e acontece com cada um de nós

Pe. Cesar Augusto dos Santos, SJ - Cidade do Vaticano

O tema do Evangelho deste domingo está no versículo 15:  “Devemos cumprir toda a justiça”. Jesus fala essa mensagem a João Batista e, como percebemos, fala na primeira pessoa do plural. Ele fala em nome do Pai – cujo projeto Jesus cumpre fielmente -  está falando em nome do Espírito – que virá sobre ele -  e também em nome de todos aqueles que se comprometem com ele, desde a Virgem Maria, passando por São José, pelo próprio João Batista e chegando até nós.

Essa justiça que constrói o Reino está dentro de nossa história e se caracteriza não pela violência como João anunciava, como vimos no primeiro Domingo do Advento, mas na solidariedade para com os pecadores, como nos anunciou o Evangelho do segundo Domingo.

O Pai quer que Jesus salve a humanidade, essa é a justiça que ele deverá cumprir. Para isso se solidariza com a humanidade ao receber de João o batismo de penitência. Contudo o Pai e o Espírito manifestam que o verdadeiro batismo se dá fora da água, se realiza quando Jesus sai do Jordão, o céu se abre, o Espírito vem sobre Jesus e pousa sobre ele. Jesus assumiu o projeto do Pai, irá realizar a justiça, irá redimir a humanidade, o Espírito o ungiu para isso!

Neste momento recordemos as palavras de Isaías na primeira leitura: “Eu, o Senhor, te chamei para a justiça e te tomei pela mão; eu te formei e te constituí como centro da aliança do povo, luz das nações, para abrires os olhos dos cegos, tirar os cativos da prisão, livrar do cárcere os que vivem nas trevas”. Em Jesus se realiza essa vocação. Ele é rei e sacerdote, foi ungido para cumprir toda a justiça dando origem ao Reino de Deus.

Recordemos o nosso batismo. Fomos inseridos no Povo de Deus também para essa missão, cumprir a justiça, não apenas para nos salvar. Temos uma dimensão apostólica, colaborar com o Senhor na instauração da justiça, da solidariedade, da acolhida a todos, especialmente daqueles que são marginalizados porque pecadores.

A missão é ir atrás da ovelha perdida, é resgatar os extraviados, é colaborar para que a cana rachada não se quebre e nem o pavio que ainda fumega seja apagado, como falou Isaías.

Ser batizado é ter um coração misericordioso e integrador, como o de Jesus. De acordo com esse coração que é reflexo do amor do Pai, justiça não é manter as pessoas excluídas por causa de seus erros, mas justiça é transformá-las em filhas de Deus, assim como aconteceu e acontece com cada um de nós.