sábado, 2 de setembro de 2017

Carta aos diocesanos de Lisboa - 2017/2018

“Fazer da Palavra de Deus o lugar onde nasce a fé”

Carta aos diocesanos de Lisboa, no início do ano pastoral
Caríssimos diocesanos      

1. De novo vos escrevo, no início do ano pastoral. Pode ser útil, entre o muito que há a fazer, quando a vida como que recomeça no espaço social e eclesial. Reabrem-se as escolas, retomam-se os ritmos, preparam-se imediatamente as catequeses e outras atividades paroquiais. Com votos amigos de bom ano pastoral 2017-2018, procuro apenas relembrar o principal da nossa vida conjugada, como Igreja que somos no Patriarcado de Lisboa. 
Na exortação apostólica Evangelii Gaudium, inspiração básica do nosso Sínodo Diocesano, o Papa Francisco escreve o seguinte: «Toda a evangelização está fundada sobre esta Palavra escutada, meditada, vivida, celebrada e testemunhada. A Sagrada Escritura é fonte da evangelização. Por isso, é preciso formar-se continuamente na escuta da Palavra. A Igreja não evangeliza se não se deixa continuamente evangelizar. É indispensável que a Palavra de Deus “se torne cada vez mais o coração de toda a atividade eclesial”» (EG, nº 174) – esta última frase é citação da exortação apostólica pós-sinodal Verbum Domini, nº 1, do Papa Bento XVI, documento que não deixaremos de reler ao longo do ano.   
Como lembro na introdução ao Programa e Calendário Diocesano, o número 38 da Constituição Sinodal de Lisboa - nosso objetivo específico de 2017-2018 - enuncia-se assim: “Fazer da Palavra de Deus o lugar onde nasce a fé”. Detalho depois alguns pontos desse número. Acrescentam-se “Sugestões Programáticas”, apuradas em várias instâncias diocesanas e sistematizadas pelo Secretariado da Ação Pastoral e o Secretariado do Sínodo Diocesano. São relativas 1) à centralidade, 2) ao conhecimento e 3) à transmissão da Palavra. Cumpre agora a cada comunidade concretizá-las do modo mais adequado. 
O Domingo 29 de outubro será no Patriarcado de Lisboa o “Domingo da Palavra”, seguindo a indicação do Papa Francisco: «Seria conveniente que cada comunidade pudesse, num Domingo do Ano Litúrgico, renovar o compromisso em prol da difusão, conhecimento e aprofundamento da Sagrada Escritura. […] Não há de faltar a criatividade para enriquecer o momento com iniciativas que estimulem os crentes a ser instrumentos vivos de transmissão da Palavra» (Misericordia et Misera, nº 7). Cada comunidade encontrará certamente o melhor modo de acentuar então o lugar imprescindível da Palavra de Deus para o brotar constante da fé que nos salva.
Tudo isto importa para prosseguirmos em Sínodo, concretizando-o agora nas comunidades e, através delas, na sociedade que têm a missão de fermentar com o Evangelho recebido e transmitido. Sem esquecer que, além do objetivo específico para este ano pastoral, temos de atender ao objetivo transversal do triénio 2017-2020: “Fazer da Igreja uma rede de relações fraternas” (Constituição Sinodal de Lisboa, nº 60). O que requer maior reconhecimento mútuo de carismas, ministérios e serviços, com mais corresponsabilidade institucional e prática a todos os níveis da nossa vida eclesial.


2. “Fazer da Palavra de Deus o lugar onde nasce a fé”, constitui, de facto, um belo programa. Entendendo também que esta “Palavra” é eminentemente pessoal – na pessoa de Cristo, Verbo encarnado, e na comunhão que gera entre as pessoas que somos e aqueles a quem chegarmos.
Assim o afirma o Catecismo da Igreja Católica em dois trechos esclarecedores: «A fé cristã não é uma “religião do Livro”. O Cristianismo é a religião da “Palavra” de Deus, não duma palavra escrita e muda, mas do Verbo encarnado e vivo» (nº 108). E mais adiante: «A fé […] não é um ato isolado. Ninguém pode acreditar sozinho, tal como ninguém pode viver só. […] Foi de outrem que o crente recebeu a fé; a outrem a deve transmitir. O nosso amor a Jesus e aos homens impele-nos a falar aos outros da nossa fé» (nº 166).
Temos fé num Deus que nos “fala” na criação e Se diz plenamente na vida de Jesus, onde confluem toda a tradição bíblica e toda a indagação humana. Como escreve Bento XVI: «A Palavra eterna, que se exprime na criação e comunica na história da salvação, tornou-se em Cristo um homem, “nascido de mulher” (Gl 4, 4). Aqui, a Palavra não se exprime num discurso, em conceitos ou regras; mas vemo-nos colocados diante da própria pessoa de Jesus. A sua história, única e singular, é a palavra definitiva que Deus diz à humanidade» (Verbum Domini, nº 11).
Creio ser este o ponto central do nosso programa a cumprir. Importa que uma “ecologia integral”, como o Papa Francisco nos propôs na encíclica Laudato si’, nos faça entender e salvaguardar a criação, como primeira Palavra dum Deus que nos ama e por isso mesmo nos cria e sustenta. E que nas nossas comunidades tudo conflua para Cristo, acolhendo e meditando as Escrituras, nele cumpridas e por nós transmitidas na variedade das línguas e situações deste mundo. Toda a catequese, como o próprio vocábulo significa, há de ser “eco” da Palavra que Deus absolutamente profere em Cristo. Todos os encontros comunitários hão de partir dela, para a concretizar no dia-a-dia pessoal, familiar, eclesial e sociocultural.


3. Também a Liturgia há de ser entendida como escuta e cumprimento sacramental da Palavra. É de novo Bento XVI a lembrá-lo, na exortação apostólica pós-sinodal sobre a Palavra de Deus: «Considerando a Igreja como “casa da Palavra”, deve-se, antes de tudo, dar atenção à Liturgia sagrada. Esta constitui, efetivamente, o âmbito privilegiado onde Deus fala no momento presente da nossa vida: fala hoje ao seu povo, que escuta e responde. Cada ação litúrgica está, por sua natureza, impregnada da Sagrada Escritura» (Verbum Domini, nº 52). 
Neste sentido, só podemos estar agradecidos ao movimento litúrgico que, com o Concílio Vaticano II, nos restituiu uma Liturgia mais próxima da antiga tradição e isenta de motivos posteriores que a tinham tornado menos clara e expressiva. Como bem sintetiza um dos principais colaboradores do Beato Paulo VI na reforma litúrgica providencialmente empreendida: «No que respeita à Eucaristia, começou por reorganizar-se o quadro da sua celebração. Reencontrou-se dessa forma a disposição dos lugares que fora a da basílica antiga […]: a cadeira da presidência para o bispo ou o presbítero, rodeada pelos bancos dos concelebrantes e dos ministros, o ambão da Palavra de Deus, o altar do sacrifício, que é simultaneamente a mesa do Senhor, disposto de maneira a permitir ao sacerdote celebrar voltado para o povo, favorecendo o diálogo entre o celebrante e a assembleia. O Concílio restaurou a concelebração, que manifesta bem a unidade do sacerdócio, quando ela tinha praticamente desaparecido no Ocidente há mais de mil anos. […] A inovação mais marcante foi o regresso ao uso das línguas vivas, que fora o da Igreja primitiva. […] A Palavra de Deus reencontrou o lugar que ocupava no tempo dos Padres da Igreja. A assembleia dos crentes ouve ler novamente a Lei ou o Profeta, o Salmo, o Apóstolo e o Evangelho. […] A oração eucarística é novamente dita em voz alta, de modo que ninguém assiste mais à Missa sem ouvir da boca do sacerdote o relato da instituição da Eucaristia e sem ter respondido pela sua aclamação à ordem do Senhor: Fazei isto em memória de Mim. […] Na comunhão, cada batizado pode receber o Corpo de Cristo na mão, depois de ter proclamado o seu Amen, como no tempo de Agostinho e de Cirilo em Jerusalém. Também se pode, em certos dias, beber do cálice do Senhor: Bebei todos dele, dissera Jesus aos seus apóstolos. A Eucaristia da Igreja nunca foi mais do que hoje uma reiteração fiel da Ceia de Jesus» (Pierre Jounel, A Missa ontem e hoje, Fátima, Secretariado Nacional de Liturgia, 2016, p. 44-45).
A citação é um pouco longa, mas creio ser oportuno fazê-la, para nos inteirarmos, porventura mais e melhor, da importância da Liturgia – e da Eucaristia em especial – como lugar por excelência da transmissão da Palavra, comunitariamente ouvida, sacramentalmente concretizada e mais de acordo com os primeiros elos da autêntica tradição eclesial.     


4. Continuando a receção da Constituição Sinodal de Lisboa, dedicaremos depois e especialmente 2018-2019 à vivência litúrgica, como “lugar de encontro” com Deus e com os outros a partir de Deus (cf. CSL, nº 47). E 2019-2010 a “sair com Cristo ao encontro de todas as periferias” (cf. CSL, nº 53).
Entretanto, sobre este último ponto, retomo duas considerações pontifícias sobre a Palavra de Deus e a sua projeção social e evangelizadora. Primeiro, quando Bento XVI escreve e transcreve: «O amor ao próximo, radicado no amor de Deus, deve ser o nosso compromisso constante como indivíduos e como comunidade eclesial local e universal. Diz Santo Agostinho: “É fundamental compreender que a plenitude da Lei, bem como de todas as Escrituras divinas, é o amor […]. Por isso, quem julga ter compreendido as Escrituras, ou pelo menos uma parte qualquer delas, mas não se empenha a construir, através da sua inteligência, este duplo amor de Deus e do próximo, demonstra que ainda as não compreendeu”» (Verbum Domini, nº 103). Na verdade, compreender a Palavra é um exercício de inteligência prática, só cumprido no amor concreto a Deus e ao próximo – e de Deus no próximo. Assim mesmo Jesus Cristo o “disse e fez”.Depois, sobre a “nova evangelização”, que hoje tem necessariamente de complementar a tradicional “missio ad gentes”: «O nosso deve ser cada vez mais o tempo de uma nova escuta da Palavra de Deus e de uma nova evangelização. É que descobrir a centralidade da Palavra de Deus na vida cristã faz-nos encontrar o sentido mais profundo daquilo que João Paulo II incansavelmente lembrou: continuar a missio ad gentes e empreender com todas as forças a nova evangelização, sobretudo naquelas nações onde o Evangelho foi esquecido ou é vítima da indiferença da maioria por causa de um difundido secularismo» (Verbum Domini, nº 122). É bem evidente que no Patriarcado de Lisboa há lugar e urgência, tanto para o fomento da vida cristã nas comunidades constituídas, como para o anúncio mais criativo do Evangelho a quem o esqueceu e para o primeiro anúncio a quem nunca o ouviu.  
Na sua exortação programática, base do nosso caminho sinodal em Lisboa, o Papa Francisco estimula-nos a um renovado anúncio evangélico que nos renovará também a nós, como Igreja em missão. Com palavras que nos entusiasmarão decerto, neste começo de ano pastoral, especialmente dedicado à Palavra de Deus – de Deus para nós e de nós para todos: «Um anúncio renovado proporciona aos crentes, mesmo tíbios ou não praticantes, uma nova alegria na fé e uma fecundidade evangelizadora. Na realidade, o seu centro e a sua essência são sempre o mesmo Deus que manifestou o seu amor imenso em Cristo morto e ressuscitado. Ele torna os seus fiéis sempre novos; ainda que sejam idosos, renovam as suas forças […]. Sempre que procuramos voltar à fonte e recuperar o frescor original do Evangelho, despontam novas estradas, métodos criativos, outras formas de expressão, sinais mais eloquentes, palavras cheias de renovado significado para o mundo atual. Na realidade, toda a ação evangelizadora autêntica é sempre “nova”» (Evangelii Gaudium, nº 11).        

Caríssimos diocesanos: Além de saudar-vos com muita estima, pretendo com esta carta ativar, ainda mais, a receção da Constituição Sinodal de Lisboa, no ano pastoral que iniciamos. Repito que não se trata de fazer necessariamente “mais coisas”. Trata-se sobretudo de prosseguirmos biblicamente inspirados e criativamente conjugados na caminhada que o Espírito impele para a evangelização do mundo, constante “programa” da Igreja. – Nossa Senhora, que inteiramente acolheu, incarnou e ofereceu o Verbo de Deus, nos ensinará a fazê-lo agora!

Convosco, em oração e companhia,
 
† Manuel, Cardeal-Patriarca 

Lisboa, 1 de setembro de 2017   

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Ambiente: Papa e patriarca ecuménico de Constantinopla deixam mensagem

O Papa Francisco publicou hoje (1 de Setembro de 2017) uma mensagem conjunta com o patriarca ecuménico de Constantinopla, Bartolomeu I, dedicada ao Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação.

No documento, apresentado pelo serviço informativo da Santa Sé, os dois responsáveis destacam a Terra como “um presente sublime confiado ao Homem”, um “legado” que tem sido progressivamente destruído devido à "continuada degradação” dos valores que deveriam reger a relação humana com a Natureza. O Papa e o patriarca ortodoxo apelam a “todos quantos ocupam lugares de responsabilidade, a nível social e económico, político e cultural”, para que “escutem o grito da Terra e atendam a necessidade dos marginalizados" que sofrem com esta realidade, e "acima de tudo respondam ao clamor de milhões que reclamam uma solução para esta Criação ferida”.     “A nossa propensão para interromper o equilíbrio dos ecossistemas mundiais, o nosso desejo insaciável de manipular e controlar os limitados recursos do planeta, e a nossa ganância pelo lucro ilimitado – todos estes fatores afastaram-nos daquele que é o propósito original da Criação”, referem. A humanidade “já não respeita mais a natureza como um dom a partilhar, em vez disso, olha para ela como algo só seu”, o Homem “já não é parceiro na preservação do ambiente, mas serve-se dele para dar largas aos seus projetos”, pode ler-se ainda.

As consequências destas atitudes, frisam Francisco e Bartolomeu I, “são trágicas” e vão continuar a fazer-se sentir “a longo prazo”. “A deterioração humana segue a par com a deterioração do meio-ambiente, e esta realidade do planeta recai sobre os ombros das populações mais vulneráveis”, referem o Papa argentino e o patriarca ortodoxo grego, que lembram desafios como “as alterações climáticas”, que afetam em primeiro lugar “os pobres em todos os recantos do mundo”. “O nosso dever de usar os recursos do planeta com responsabilidade implica o reconhecimento e o respeito por todas as pessoas e todos os seres vivos da Terra", refere ainda esta mensagem conjunta, que classifica o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação como “um desafio a toda a humanidade para trabalhar rumo a um desenvolvimento integral e sustentável”.

Francisco e Bartolomeu I terminam a sua mensagem convidando todas as pessoas, e todas as comunidades religiosas, a “dedicarem um tempo à oração pelo meio-ambiente”, neste dia 1 de setembro. Que este dia mundial de oração e reflexão possa contribuir para “mudar a perceção da humanidade em relação ao mundo” e com isso “a forma como as pessoas se relacionam com o mundo”, concluem os dois líderes religiosos.

O Dia Mundial de Oração pelo Cuidado pela Criação foi instituído por Francisco em 2015, como apelo à união dos cristãos e de toda a humanidade face à crise ecológica mundial. A data de 1 de setembro foi escolhida para coincidir com a comemoração que já era feita pela Igreja Ortodoxa.

Ecclesia

Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Colares

domingo, 27 de agosto de 2017

Como abençoar nossos filhos

Um costume antigo, que os pais e as mães podem repetir todos os dias
Atenção, papais e mamães! Vocês têm uma linda missão de vida: apresentar seus filhos a Deus. O Catecismo da Igreja Católica explica que: “Pela graça do sacramento do matrimônio, os pais receberam a responsabilidade e o privilégio de evangelizar os filhos. Desde tenra idade devem iniciá-los nos mistérios da fé, de que são os «primeiros arautos». Hão de associá-los, desde a sua primeira infância, à vida da Igreja. A maneira como se vive em família pode alimentar as disposições afetivas, que durante toda a vida permanecem como autêntico preâmbulo e esteio de uma fé viva.”(CIC 2225).

Com toda certeza, esta não é uma tarefa fácil. Frequentemente, pode até parecer infrutífera. E digo mais: talvez nós nunca vamos saber a influência religiosa que tivemos sobre nossos filhos. Mas é preciso exercê-la.

Uma parte importante da “evangelização” de nossos filhos é bastante simples e muito antiga. É a chamada “Bênção Parental”, que consiste na habilidade de derramar as bênçãos de Deus sobre nossos filhos. Como pais e mães, temos o dever de confiar nossos filhos a Deus e nossas orações têm um duplo efeito sobre eles. Por quê? Porque Deus nos deu nossos filhos e é nosso dever devolvê-los a Ele.

Exemplos de Bênçãos Parentais podem ser encontrados ao longo do Antigo Testamento. Um dos exemplos mais conhecidos é o de Isaac, que abençoa seu filho Jacó (cf Gênesis 27).

Em Números, está a conhecida Bênção Aarônica ou Bênção Sacerdotal: “O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e te conceda graça; o Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz” (Números 6:24-26). Linda e verdadeira, não é?

Outra Bênção Parental pode ser encontrada no livro de Tobias, onde Tobit abençoa seu filho Tobias, que está prestes a partir para uma viagem: “Que Deus nos céus te proteja no teu caminho e te traga salvo de volta pra mim; que o teu anjo te acompanhe “(Tobias 5:17).

Todas essas orações você pode recitar para seus filhos. Outra maneira simples de fazer isso seria pegar um pouco de água benta (se disponível) e traçar o sinal da cruz na mão direita de seu filho (ou simplesmente colocar a mão na cabeça dele). Ao fazer isso, você pode rezar qualquer uma das orações acima, ou apenas dizer: “Que Deus o abençoe em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.

Não existe uma fórmula definida para a oração de bênção dos filhos. Ela pode até ser espontânea. O importante é invocar a benção de Deus sobre eles, reconhecendo o poder que Ele lhe deu como pai ou mãe.

Este tipo de bênção é comumente feita na hora de dormir, mas também pode ser aplicada antes de seu filho ir para a escola, embarcar em um ônibus ou fazer uma viagem. Isso lhe dará conforto adicional para saber que Deus está com eles enquanto eles saem de sua casa e um anjo está a seu lado a cada passo do caminho.

Não é fácil ser pai e mãe e ter que ensinar a fé aos filhos. No entanto, com a ajuda de Deus, todas as coisas são possíveis. E eles, um dia, vão te agradecer por isso.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Papa Francisco publica mensagem para o dia do Migrante e Refugiado

Francisco deixa interpelações à comunidade internacional na mensagem para o próximo Dia Mundial do Migrante e do Refugiado

 mensagem do Papa para o próximo Dia Mundial do Migrante e do Refugiado , divulgada hoje pela Santa Sé, sublinha quatro verbos essenciais para responder aos desafios neste setor: “acolher, proteger, promover e integrar”. No documento preparado para essa celebração, que vai ser assinalada a 14 de janeiro de 2018, Francisco reforça a sua preocupação pela “lamentável situação que vivem tantos migrantes e refugiados”, devido a contextos de “guerra, perseguição, pobreza e de catástrofes naturais”.

Para o Papa argentino, este contexto “é sem dúvida um sinal dos tempos” que deve também desafiar a Igreja Católica. Recorde-se que no final de 2016, Francisco criou o Dicastério para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral, organismo que ainda está neste momento sob a sua orientação direta, para abordar toda a problemática dos migrantes, deslocados, refugiados e vítimas de tráfico humano. “Todo o estranho que bate à nossa porta é uma oportunidade para um encontro com Cristo”, recorda o Papa, citando o Evangelho de São Mateus para traçar a marca de “solidariedade” que deve caraterizar “cada passo da experiência migratória”. “Esta é uma grande responsabilidade, que a Igreja quer partilhar com todos os crentes e homens e mulheres de boa vontade, que são chamados a responder aos muitos desafios da migração contemporânea, com generosidade, prontidão, sabedoria e visão, de acordo com as capacidades de cada um”, escreve Francisco.

Na sua mensagem, o Papa argentino recorda o compromisso que os “líderes mundiais expressaram” durante a Cimeira das Nações Unidas a 29 de setembro de 2016, no sentido de “tomarem medidas decisivas no apoio aos migrantes e refugiados, para salvar vidas e proteger os direitos das pessoas”. Durante o mesmo encontro, os responsáveis internacionais comprometeram-se a desenvolver, “até ao final de 2018”, dois projetos globais relacionados com refugiados e migrantes. “O contributo da comunidade política e da sociedade civil é indispensável, cada uma de acordo com as suas responsabilidades”, aponta Francisco.

Sobre os quatro verbos apresentados como “fórmula” para enfrentar a atual crise migratória, “acolher, proteger, promover e integrar”, o Papa desenvolve vários tópicos com que espera sensibilizar todos os atores envolvidos nesta causa.
“Acolher significa, acima de tudo, oferecer mais opções para os migrantes e refugiados entrarem nos países de destino de forma segura e legal”, refere Francisco, que defende por exemplo a necessidade de “alargar e simplificar o processo de atribuição de vistos humanitários e de reunificação familiar”.

No que diz respeito ao verbo “proteger”, o Papa argentino realça a necessidade de salvaguardar migrantes e refugiados de práticas como o tráfico humano ou o recrutamento para trabalho ilegal, e dar às pessoas iguais condições de acesso a ferramentais que lhes permitam prosseguir com as suas vidas, no país de destino. “Quando devidamente reconhecido e valorizado, o potencial e as capacidades dos migrantes, dos refugiados e de todos quantos buscam asilo são um recurso valioso para as comunidades de acolhimento”, complementa.

Uma noção que entra já no espaço dos outros verbos, “promover” e “integrar”, que implicam ter em conta também as necessidades de “crianças, jovens e idosos” e de pessoas com “necessidades especiais” ou portadoras de deficiência. “Reitero a necessidade de fomentar a cultura do encontro de todas as formas possíveis”, conclui Francisco, que convida todas as comunidades cristãs “a partilharem estes verbos com todos os atores políticos e sociais envolvidos”.

Ecclesia

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Solenidade Nossa Senhora da Assunção - Festa da Padroeira e da Comunidade Paroquial de Colares

- SEGUNDA-FEIRA: Dia 14 – Missa Vespertina da Solenidade de Nossa Senhora da Assunção no Mucifal às 19h00. Procissão dos Oragos, a partir da Várzea de Colares às 21h00, seguida de Concerto de Música Lírico-Sacra e participação do quarteto “In Tempore”.Com a participação da soprano Ana Serro Ferreira e Mezzo-Soprano Natália Brito e do organista Francisco Sales.

- TERÇA-FEIRA: Solenidade de Nossa Senhora da Assunção: Missas em Almoçageme às 10h30, em Colares às 12h00  e  às 15h30 seguida de Procissão Solene, acompanhada pela Banda dos B.V. de Colares, seguida de Concerto. Almoços e jantares na Varanda. Noite de Fados Marianos pelo fadista Nuno da Câmara Pereira, às 22h30. Os Bilhetes de entrada devem ser adquiridos no Cartório Paroquial.

domingo, 13 de agosto de 2017

Por que pedimos bênção ao padre?

E por que muitos católicos estão deixando essa tradição?
Talvez não tenhamos  a dimensão do tamanho da graça que recebemos de Deus ao ter sacerdotes ao nosso lado. Por isso, muitas vezes, acabamos deixando passar despercebido, por exemplo, o valor da bênção que eles podem nos dar e acabamos perdendo esse costume.

São João Maria Vianney, proclamado pela Igreja o padroeiro dos sacerdotes, dizia: “Se eu encontrasse um sacerdote e um anjo, saudaria o sacerdote antes de saudar o anjo. O anjo é o amigo de Deus, mas o sacerdote ocupa o seu lugar”.

Ao serem ordenados, os sacerdotes assumem agir in persona christi, ou seja, são, para nós, representantes do próprio Cristo. Por isso, o santo dizia que o padre “ocupa” o lugar de Deus, portanto, era digno de primeira saudação, antes até mesmo de um anjo. Além disso, o sacerdote recebeu de Deus o poder de trazer Cristo para o meio de nós, função que nem os anjos podem desempenhar.

Assim sendo, durante a ordenação de todo sacerdote, há dois momentos importantes: a imposição das mãos do bispo e a unção das mãos do então padre. Ao receber o óleo nas palmas de suas mãos, o sacerdote assume quatro dimensões importantes: acolher, abençoar, oferecer e consagrar.

A segunda dimensão é a que nos fala hoje. Quando pedimos a bênção de um sacerdote, é um gesto que diz que desejamos participar dessa unção recebida por ele, queremos fazer parte desta bênção. Há alguns que têm até mesmo o costume de beijar as mãos dos sacerdotes, justamente, por serem elas que trazem o Cristo para nós, são instrumentos da graça de Deus para os fiéis.

Por que muitos não pedem mais a bênção aos padres?

Pe. Camilo Júnior, missionário redentorista e membro da Comissão de Juventude do Santuário Nacional, alerta que muitas vezes não pedir bênção ao sacerdote é reflexo de pessoas que já não pedem mais a bênção aos próprios pais.

“Pedir a bênção é um costume ensinado pelos pais. Tanto para eles mesmos e familiares, quanto para os sacerdotes. Sempre há mães que falam pra suas crianças: peça bênção pro padre e a criança já estende a mãozinha. Agora, aqueles que nem bênção pedem mais aos pais, menos ainda se preocuparão em pedir para os sacerdotes”.

Portanto, não deixe de pedir bênção aos padres e participar dessa unção dada por Deus. E não se esqueça de rezar sempre pelo seu pároco e padres que você conhece. Eles são instrumentos de Deus pra nós, riqueza nos dada pela Igreja, eles precisam de nossas orações e é nossa maneira de demonstrar nossa gratidão por dedicarem suas vidas ao povo de Deus, a nós.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Papa Francisco: É triste que alguns católicos se achem perfeitos e desprezem os demais

O Papa rodeado por fiéis no começo da Audiência Geral. Foto: Daniel Ibáñez / ACI Prensa
VATICANO, 09 Ago. 17 / 10:00 am (ACI).- O perdão como motor da esperança foi o tema central da catequese do Papa Francisco em uma nova Audiência Geral na qual recordou que a Igreja é formada por pecadores e criticou que alguns cristãos acham que são perfeitos e desprezam os demais.

“Os pecadores são perdoados. Não somente ficam aliviados a nível psicológico porque são libertados do sentido de culpa. Jesus faz muito mais: oferece às pessoas que erraram a esperança de uma vida nova, uma vida marcada pelo amor”, disse o Santo Padre.

“Penso em tantos católicos que se acham perfeitos e, por isso, desprezam os outros. Isso é triste”, afirmou.

Em sua opinião, “nos faz bem pensar que Deus não escolheu como primeiro massa para formar sua Igreja as pessoas que não erravam nunca. A Igreja é um povo de pecadores que experimenta a misericórdia e o perdão de Deus”.

“Desde o início do seu ministério público na Galileia, Jesus se aproxima dos leprosos, dos endemoniados, dos enfermos e dos marginalizados. Um comportamento assim (naquela época) não era nada habitual; tanto é verdade que esta simpatia de Jesus pelos excluídos, pelos ‘intocáveis’, será uma das coisas que mais desconcertarão seus conterrâneos”.

O Papa também disse que “onde existe uma pessoa que sofre, Jesus está lá, e aquele sofrimento se torna seu. Jesus não prega que a condição de pena deve ser suportada com heroísmo, como os filósofos estoicos”, mas “compartilha a dor humana e, quando o faz, de seu íntimo brota o comportamento que caracteriza o cristianismo: a misericórdia”.

Francisco assegurou que Jesus “abre os braços aos pecadores” e manifestou que muitos “continuam nos dias de hoje em uma vida errada, porque não encontram ninguém disponível a olhá-lo ou olhá-la de modo diferente, com os olhos, ou melhor, com o coração de Deus, isto é, com esperança”.

“Jesus vê uma possibilidade de ressurreição também em quem acumulou tantas escolhas erradas”, acrescentou.

Assim, o Papa recordou que “a Igreja não se formou por homens irrepreensíveis, mas por pessoas que puderam experimentar o perdão de Deus. Pedro aprendeu mais sobre si mesmo quando percebeu, ao canto do galo, que tinha renegado seu mestre, do que quando se mostrava superior aos demais com seus ímpetos e formas espontâneas. Também Mateus, Zaqueu e a Samaritana, apesar de suas faltas, receberam do Senhor a esperança de uma vida nova a serviço do próximo”.

“Nós que estamos acostumados a experimentar o perdão dos pecados, talvez a bom preço, deveríamos também recordar quanto custou o amor de Deus. Jesus não vai à cruz porque cura os enfermos, porque prega a caridade, porque proclama as bem-aventuranças”.

“O Filho de Deus vai à cruz, sobretudo, porque perdoa os pecados, porque quer a libertação total, definitiva do coração do homem”, sublinhou.

O Santo Padre também explicou que Jesus “não aceita que o ser humano consuma toda a sua existência com esta ‘tatuagem’ incancelável, com o pensamento de não poder ser acolhido pelo coração misericordioso de Deus”.

“Somos todos pobres pecadores, necessitados da misericórdia de Deus que tem a força de nos transformar e nos dar esperança a cada dia” e, “às pessoas que entenderam esta verdade básica, Deus presenteia a missão mais preciosa do mundo, ou seja, o amor pelos irmãos e irmãs, e o anúncio de uma misericórdia que Ele não nega a ninguém”

Azoia - 10 de Agosto às 15h00


domingo, 30 de julho de 2017

Por que algumas pessoas beijam as mãos dos padres?

Conheça o significado deste gesto

Este gesto de humildade teve origem nos tempos de Jesus. As crianças corriam para ele quando o viam, e os pais orientavam para que elas beijassem a mão dele. Jesus colocava suas mãos sobre as cabeças dos pequenos, pedindo que Deus os abençoasse. Depois, ficou o costume de beijar as mãos dos apóstolos, continuando até hoje com os padres, seus sucessores.

Mãos consagradas

É costume sempre ao fim de uma ordenação sacerdotal que os fiéis se aproximem dos novos padres e beijem as mãos deles, porque elas acabaram de ser consagradas.

Durante a consagração dos óleos, na Sexta-feira Santa, derrama-se perfume sobre eles. Com este perfume, o Crisma tem um novo odor, o bom odor de Cristo, de que fala São Paulo.

As mãos de um padre foram consagradas pelos óleos do Crisma. Além disso, elas administram o poder e a graça de Deus na Eucaristia, o perdão dos pecados e a transmissão dos sacramentos. Por isso é que se beija a mão do sacerdote, porque essa mão está cheia do poder de Deus.

Sábia lição

O padre José Rodrigo López Cepeda conta que, quando chegou ao México, foi nomeado vigário de uma zona rural e visitava 24 comunidades dedicadas às atividades do campo.

No primeiro ano, foi convidado por sr. Nicanor – um fazendeiro de intensos olhos azuis e pele branca – para conhecer sua propriedade. Ele já tinha mais de 60 anos, mas seu físico, acostumado ao trabalho, era o de um homem jovem e forte. Na fazenda, era respeitado por sua prudência e sabedoria empírica.

O padre José Rodrigo não se esquece da primeira vez que se aproximou dele e estendeu a mão.  “Eu o cumprimentei como faria com qualquer outra pessoa, mas ele fez um gesto que logo eu tratei de evitar”.

É que sr. Nicanor quis beijar a mão do padre. Com força, o sacerdote quis impedir. Talvez porque tenha vindo da Espanha, onde toda forma de clericalismo mudou, devido à indiferença e até à rejeição aos religiosos.

Mas, sem pensar, sr. Nicanor pegou fortemente na mão do padre, levou-a à boca e a beijou. Logo, ele olhou nos olhos do sacerdote e disse com certa autoridade na voz: “Não beijo você. Beijo o Senhor, através de suas mãos consagradas”.

Artigo publicado originalmente por Catholic.net, traduzido e adaptado ao português

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Vaticano: Papa apela à «moderação» e ao diálogo entre israelitas e palestinos

Foto: Lusa
Francisco deixa mensagem por causa das «graves tensões» em Jerusalém 
Cidade do Vaticano, 23 jul 2017 (Ecclesia) – O Papa Francisco apelou hoje ao diálogo entre israelitas e palestinos, alertando para as “graves tensões” dos últimos dias em Jerusalém.
“Sinto a necessidade de lançar um forte apelo à moderação e ao diálogo”, disse, perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro para a recitação do ângelus.
Francisco referiu seguir com “estremecimento” as tensões e a “violência destes dias” em Jerusalém, onde as autoridades israelitas montaram um apertado esquema de segurança após ataques contra a polícia, a 14 de julho.
O acesso à Mesquita de Al-Aqsa está condicionado, não tendo o espaço recebido as orações de sexta-feira pela primeira vez em 48 anos.
O Papa convidou todos a unir-se a ele na oração, “para que o Senhor inspire “propósitos de reconciliação e de paz” na região.
O ângelus é o único compromisso público de Francisco durante o mês de julho.
Na sua catequese desta manhã, o pontífice rejeitou a ideia de uma “Igreja de puros” que julga antes do tempo “quem está no Reino de Deus” ou não.
“O bem e o mal não se podem identificar com territórios definidos ou determinados grupos humanos”, os “bons” e os “maus”, advertiu.
“Somos todos pecadores”, acrescentou.
O Papa Francisco defendeu a necessidade de aprender “os tempos de Deus” e o seu “olhar” sobre a realidade, numa “perspetiva de esperança”.
“Que a Virgem Maria nos ajude a captar na realidade que nos rodeia não só a sujidade e o mal mas também o bom e o belo; a desmascarar a obra de Satanás e sobretudo a confiar na ação de Deus que fecunda a história”, concluiu.
Como habitualmente, o Papa despediu-se com votos de “bom domingo” e “bom almoço” para os peregrinos e visitantes reunidos na Praça de São Pedro, pedindo a oração destes por si.
OC

domingo, 23 de julho de 2017

Mucifal - Festas Populares

Hoje domingo, 23 de Julho às 16h00 - Procissão em Honra de Nossa Sra das Dores, seguida de missa no Complexo Desportivo

Atenção, hoje não há missa ás 19h30 em Colares

domingo, 16 de julho de 2017

Feliz aniversário, D. Manuel Clemente

Hoje, o nosso Bispo comemora o seu 69º aniversário natalício! Oremos pela sua missão e pelo dom da sua vida.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Santarém: Programa pastoral inclui «maior integração eclesial dos divorciados a viver em nova união»

 Jovens e família estão no centro das atenções

Santarém, 11 jul 2017 (Ecclesia) – O bispo de Santarém, D. Manuel Pelino, publicou esta terça-feira, uma nota pastoral com as linhas programáticas para o próximo ano que vai colocar no centro os jovens e a família.

“Uma primeira direção é a preparação do Sínodo sobre «Os jovens, a fé e o discernimento vocacional»” e a outra prioridade “é continuar a aplicação da Exortação Apostólica «A Alegria do amor»”, lê-se na nota pastoral de D. Manuel Pelino enviada à Agência ECCLESIA.

Apoiar a família na transmissão da fé, designadamente “pela prática das propostas do programa de catequese” e uma “maior integração eclesial dos divorciados a viver em nova união” é uma aposta do programa pastoral de 2017-18 porque a Exortação Apostólica abre “caminhos novos e temos alguns critérios para dar passos seguros nesta área”.

A preocupação pelos jovens “não pode deixar para trás o cuidado pela família”, mas antes, deve “prepará-los e motivá-los para assumir com empenho esta vocação”, escreveu o bispo de Santarém.

Tanto a preparação do Sínodo sobre os jovens como o acompanhamento da família, só poderão “alcançar eficácia com uma ação bem conjugada e o potenciamento de todas as sinergias, ou seja, com um estilo sinodal”, sublinha o documento.

D. Manuel Pelino reconhece que existem “muitos movimentos e serviços dedicados aos jovens e à família” mas, por vezes, “cada um opera isolado no seu campo”.

“Para vencer o intimismo e a subjetividade que, por vezes, empobrecem a vida cristã”, o bispo de Santarém pede para que se cultive “a espiritualidade bíblica, litúrgica e mistagógica”.

LFS

Azoia - Quinta-feira, 13 de Julho 2017

domingo, 9 de julho de 2017

Parabéns, D. Jorge Ortiga

Hoje, D. Jorge Ortiga comemora as bodas de ouro sacerdotais e a Arquidiocese de Braga vai comemorar os 50 anos de serviço durante uma semana. O programa começa com ordenações diaconais, pelas 15h30, na cripta da Basílica do Sameiro.


Primeiro sintonize a televisão pelas 13h30 no programa ‘70x7’, na RTP 2. A Agência ECCLESIA esteve na cidade dos arcebispos a conversar com D. Jorge Ortiga. A não perder.
Mas a Igreja Católica em Portugal está em festa todos os dias que um sacerdote ou um diácono celebra mais um aniversário de ordenação. O Anuário Católico online tem um separador dedicado aos aniversários natalícios e às ordenações.
Desenho: Adão Silva, cartunista do jornal Diário do Minho
Texto: Carlos Borges

Tesouros revelados a Lisboa

Lisboa |Convento da Graça
foto por CM Lisboa
Desde o passado dia 1 de julho é possível visitar a portaria, a sala do Capítulo e aquele que é considerado “um dos mais bonitos claustros da cidade” de Lisboa, no Convento da Graça. As obras de conservação e restauro, num investimento de 420 mil euros, foram realizadas no âmbito do protocolo entre a Câmara Municipal de Lisboa, a Fábrica Paroquial da Freguesia de Santo André-Graça e a Real Irmandade de Santa Cruz e Passos da Graça. O Cardeal-Patriarca, D. Manuel Clemente, reconheceu a importância para a cidade da abertura deste espaço aos cidadãos e agradeceu o esforço e o empenho da autarquia na concretização do projeto.

Juventude convocada para o Jubileu Jovem

‘O segredo da Paz, o caminho do coração’ é o tema do Jubileu Jovem que o Santuário de Fátima está a promover, nos dias 9 e 10 de setembro, para celebrar o Centenário das Aparições de Nossa Senhora. O JubJovem 2017 pretende “celebrar o acontecimento e descobrir na Mensagem de Fátima uma proposta de espiritualidade para os jovens do século XXI”, aponta um comunicado, salientando que esta peregrinação juvenil quer também “permitir que os seus participantes descubram algo do segredo de si mesmo que ainda não conhece, e que só Deus lhe revelará, de modo a alcançar a Paz”.

Informações: www.jubjovem.fatima.pt

sábado, 8 de julho de 2017

Muitas cimeiras… Poucos resultados

Está a decorrer na cidade alemã de Hamburgo, a cimeira do G20… Os países poderosos comandam os destinos do globo. Todavia, as decisões não podem estar dependentes do estado de humor de alguns líderes políticos. A turbulência mundial e as brincadeiras nucleares de alguns países limitam os resultados. É caso para dizer: menos cimeiras e mais trabalho de campo.
Sempre atento aos mais desprotegidos, o Papa Francisco enviou uma mensagem à cimeira do G20 e pediu aos responsáveis políticos uma «prioridade absoluta» para os mais pobres e os refugiados na política internacional «Há necessidade de dar prioridade absoluta aos pobres, aos refugiados, aos que sofrem, aos deslocados e aos excluídos, sem distinções de nação, raça, religião e cultura, bem como de rejeitar os conflitos armados”, refere um texto divulgado pela sala de imprensa da Santa Sé.

Detalhes que expressam nossa profunda devoção

A Fé Explicada | Jul 07, 2017

Observo em praticamente 99% das comunidades que visito, quando o padre fala o nome da Virgem Maria na missa, quase ninguém inclina a cabeça. Provavelmente por falta de conhecimento litúrgico , os poucos que inclinam são os acólitos. As vezes nem o próprio sacerdote inclina.

A inclinação quer expressar “a reverência e a honra que se atribuem às próprias pessoas ou aos seus símbolos” (Pe. Aldazábal – Presidente do Centro Pastoral de Barcelona) .

A instrução do Missal romano nos ensina que devemos fazer inclinação da cabeça quando o sacerdote fala :

“A Virgem Maria, Mãe de Deus…”
“Por nosso Senhor Jesus Cristo..”
“… vos abençoe em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”
OBS 1: Na bênção final , todos devem se inclinar, mesmo sem o padre ou diácono mandarem.

“Se for usada a oração sobre o povo ou a fórmula da bênção solene, o diácono diz: inclinai-vos para receber a bênção. Dada a bênção pelo sacerdote… ” (IGMR 185).

OBS 2: Lembrando que na Missa de Paulo VI (pós-concilio) não se pode ajoelhar-se para receber a bênção final, como é na Missa tridentina.

(via Fé Explicada)

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Colares - Sexta-feira dia 07 de Julho de 2017

Mucifal - Hoje Quinta-feira dia 06 de Julho de 2017

Passeio Paroquial - 2017

No passado dia 29 de Junho de 2017 a Paróquia de Colares realizou o seu já tradicional passeio.
Este ano com destino a Tomar, passando por Vila Nova da Barquinha e Almourol.


Na Barquinha visitamos o Barquinha Parque, que foi inaugurado em Julho de 2005. Desde essa data tornou-se num ícone de Vila Nova da Barquinha, sendo hoje um local de eleição dos habitantes do concelho e da região para passar os seus tempos livres. Projectado pela dupla de Arquitectos Paisagistas – Hipólito Bettencourt e Joana Sena Rego, conquistou o Prémio Nacional de Arquitectura Paisagista 2007, na categoria "Espaços Exteriores de Uso Público", embora houvesse muito mais para visitar o tempo escasseava, em Almourol o barco esperava-nos para nos levar até ao Castelo Medieval de Almourol,
À época da Reconquista cristã da península Ibérica, quando esta região foi ocupada por forças portuguesas, Almourol foi conquistado em 1129 por D. Afonso Henriques (1112-1185). O soberano entregou-o aos cavaleiros da Ordem dos Templários, então encarregados do povoamento do território entre o rio Mondego e o Tejo, e da defesa da então capital de Portugal, Coimbra.
Nesta fase, o castelo foi reedificado, tendo adquirido, em linhas gerais, as suas atuais feições, características da arquitectura templária: espaços de planta quadrangular, muralhas elevadas, reforçadas por torres adossadas, Tinham 9 torres e uma mais alta e na janela virada a nascente tem uma cruz dos templários. Dominadas por uma torre de menagem. Uma placa epigráfica, colocada sobre o portão principal, dá conta que as suas obras foram concluídas em 1171, dois anos após a conclusão do Castelo de Tomar, edificado por determinação de Gualdim Pais, filho de Paio Ramires. As mesmas características arquitectónicas estão presentes também no Castelo de Idanha, no de Monsanto, no de Pombal, no de Tomar e no de Zêzere, seus contemporâneos.
Sob os cuidados da Ordem, constituído em sede de uma Comenda, o castelo tornou-se um ponto nevrálgico da zona do Tejo, controlando o comércio de azeite, trigo, carne de porco, frutas e madeira entre as diferentes regiões do território e Lisboa. Acredita-se ainda que teria existido uma povoação associada ao castelo, em uma ou em ambas as margens do rio, uma vez que, em 1170, foi concedido foral aos seus moradores.
Com o avanço da reconquista para o sul e a extinção da Ordem dos Templários em 1311 pelo Papa Clemente V durante o reinado de D. Dinis (1279-1325), a estrutura passou para a Ordem de Cristo, vindo posteriormente a perder importância, tendo sofrido diversas alterações.
Ver album:

Chegados a Tomar pelas 13h00 dirigimo-nos ao restaurante “Casa Matreno & Casa das Ratas” onde nos esperava um reconfortante almoço. Seguiu-se uma visita guiada a esta magnífica cidade templária. Fundada em 1157 por Gualdim Pais, o primeiro Grão-mestre da Ordem dos Templários em Portugal, a cidade é dominada pelo castelo do séc. XII que contém o famoso Convento de Cristo. O centro da cidade é formado por ruas estreitas, a mais importante das quais conduz à Igreja gótica de São João Batista, do século XV, que possui um elegante portal manuelino rematado por um coruchéu octogonal, um púlpito esculpido em pedra e pinturas do séc. XVI das quais se destaca uma Última Ceia de Gregório Lopes. À volta desta igreja, desenrola-se em Julho, de 2 em 2 anos ou de 3 em 3 anos, a espetacular Festa dos Tabuleiros, de origem pagã, em que as raparigas de branco transportam à cabeça tabuleiros com pães e flores. Esta celebração tem origens semelhantes às da festa do Espirito Santo que acontece nos Açores. Na zona antiga de Tomar ergue-se também uma das mais antigas sinagogas de Portugal, do século XV. Depois de D. Manuel I banir os judeus, esta tornou-se prisão, palheiro e armazém. Hoje abriga um pequeno museu: o Museu Luso-hebraico de Abraham Zacuto (astrónomo e matemático do séc. XV). Não houve tempo para visitar mais a sul a igreja de São Francisco do séc. XVII, onde se encontra hoje o Museu dos Fósforos, que se orgulha de ter a maior coleção do género: 43.000 caixas de fósforos de 104 países. Dirigimenos ao autocarro que nos levou para continuar-mos a visita pelo inevitável Convento de Cristo. Fundado em 1162 por Gualdim Pais, conserva ainda hoje recordações desses monges-cavaleiros e dos seus herdeiros no cargo, a Ordem de Cristo. Aqui se destacam a Charola, o Grande Claustro, a Janela Manuelina, o Claustro do Pão, a Igreja Manuelina, o Claustro do Cemitério, o Claustro da Lavandaria, a Torre de Menagem, o Claustro dos Corvos, o Aqueduto e o Castelo Templário. Concluída a visita, regressamos ao autocarro, para seguirmos para a margem leste do rio Nabão, onde se situa a Igreja de Nossa Senhora do Olival do séc. XIII. Restaurada, diversas vezes, esta igreja preserva a sua fachada gótica e uma rosácea. No seu interior encontram-se os túmulos de Gualdim Pais e de outros mestres templários. À época dos Descobrimentos, tornou-se na Igreja-mãe dos Marinheiros
Foi nesta bonita e bem conservada Igreja que o nosso Pároco celebrou a Santa Missa do dia de São Pedro. De volta ao autocarro para o inevitável regresso à nossa Paróquia.

Ver album:

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Fátima Missionária

Fátima Missionária
Texto F.P. | Foto Lusa | 03/07/2017 | 15:06

Papa: «A fome e a desnutrição não são fenómenos naturais»
A situação difícil em que se encontram milhões de pessoas em todo o mundo resulta de uma complexa condição desenvolvimento, causada pela inércia ou pelo egoísmo, considera Francisco

O Papa Francisco alertou esta segunda-feira, 3 de julho, que «as guerras, o terrorismo e os deslocamentos forçados não são fruto da fatalidade, mas consequência de decisões concretas» e pediu à comunidade internacional que use a solidariedade como um critério inspirador em qualquer forma de cooperação. 

«Todos estamos conscientes de que não basta a intenção de garantir a todos o pão quotidiano, mas que é necessário reconhecer que todos têm direito a ele e que devem, portanto, beneficiar-se do mesmo. Se os contínuos objetivos propostos permanecem distantes, isso depende da falta de uma cultura da solidariedade e de atividades internacionais que ficam ligadas somente ao pragmatismo das estatísticas» sublinhou o Pontífice, numa mensagem enviada aos participantes da 40ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que se iniciou em Roma, Itália.

Para Francisco, quando um país não é capaz de oferecer respostas adequadas à desnutrição devido a seu grau de desenvolvimento, às suas condições de pobreza, mudanças climáticas ou insegurança, é necessário que a FAO e as demais instituições intergovernamentais possam ter a capacidade de intervir especificamente para empreender uma adequada ação solidária.

«A partir da consciência de que os bens que Deus Criador nos entregou são para todos, é urgente que a solidariedade seja o critério inspirador de qualquer forma de cooperação nas relações internacionais». A fome e a desnutrição «não são fenómenos naturais ou estruturais de determinadas áreas geográficas, mas o resultado de uma complexa condição de desenvolvimento, causada pela inércia de muitos ou pelo egoísmo de poucos», referiu o Papa.

A reunião magna da FAO decorre até 8 de julho e tem como principal objetivo a análise e votação do programa de trabalho proposto pelo diretor-geral da organização, José Graziano da Silva, relacionado com a alimentação e agricultura.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Hoje 29 Junho, dia de São Pedro

Feriado Municipal de Sintra

Tal como Santo António e São João, São Pedro é um santo popular muito adorado. Este dia é também conhecido como o dia São Pedro e São Paulo. Julga-se que 29 de Junho é a data de aniversário da morte destes santos. Neste dia celebra-se também o Dia do Papa, visto São Pedro ter sido o primeiro Papa da Igreja Católica.