segunda-feira, 9 de abril de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 9 - ANUNCIAÇÃO DO SENHOR (Solenidade) - [Transf.]

Is 7, 10-14; 8, 10 / Slm 39 (40), 7 -11 / Hebr 10, 4-10 / Lc 1, 26-38

O Senhor está contigo. (Evang.)

Deus está connosco e atua dentro de nós. Peçamos-Lhe isso. Há alguma coisa em que o leitor gostasse que Deus atuasse particularmente dentro de si? (E talvez de outros?) Peça-Lhe isso. Pode ser uma preocupação. Uma meta que o leitor gostasse de atingir. Um trabalho que o leitor tem em mãos. Um problema de partilhas. (Ultimamente, tenho-me deparado com muitas pessoas a braços com partilhas.)

domingo, 8 de abril de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 8 - Domingo II da Páscoa - Ano B

At 4, 32-35 / Slm 117 (118), 2-4.16ab-18.22-24 / 1 Jo 5, 1-6 / Jo 20, 19-31

«Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Isto nos diz o Senhor neste Domingo. Jesus termina a sua missão e como a conclui? Diz-nos que continuará sempre presente em cada um de nós e envia-nos. A sua presença não é simplesmente para o nosso gosto individual, mas para a missão: somos enviados tal como o Pai enviou o Filho. Somos enviados como Ele.

Como é enviado o Filho? Jesus é enviado para nos revelar o Amor do Pai. Na última ceia dá-nos a certeza de que não ficaremos órfãos, que regressará para nos dar a sua paz e a sua alegria e para fazer de nós suas testemunhas, com a força do seu Espírito. Agora estamos diante do seu regresso definitivo e glorioso com o dom do seu Espírito que faz de nós novas criaturas, capazes de amar como Ele amou. O Senhor manifesta a sua presença aos discípulos, revela que estará sempre presente e envia-os a amar com o mesmo Amor com que Ele é amado e com que Ele nos Ama.

É o Amor do Pai e do Filho que nos leva aos nossos irmãos e às nossas irmãs. Só amando somos fiéis ao envio do Senhor e só assim Deus será tudo em todos. Amando. Com o envio do Amor, do Espírito Santo, iniciam os tempos da criação reconciliada, são os tempos da história realizada, o cumprimento do Pentecostes.

Na segunda leitura, da primeira carta de S. João, vemos isto mesmo ser dito de outra forma: «Quem acredita que Jesus é o Messias, nasceu de Deus, e quem ama Aquele que gerou ama também Aquele que nasceu d’Ele. Nós sabemos que amamos os filhos de Deus quando amamos a Deus e cumprimos os seus mandamentos, porque o amor de Deus consiste em guardar os seus mandamentos». Ser enviados pelo Senhor é nascer de novo, é nascer do Espírito, é ser habitado pelo Espírito Santo que é o Amor. E sabemos que amamos os outros quando cumprimos os mandamentos.

Quando perguntam a Jesus qual é o maior dos mandamentos, Ele não hesita e diz: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Somos enviados a anunciar que Deus é Amor, a mostrar aos nossos irmãos o seu rosto misericordioso. Todos somos missionários convidados a anunciar que o Amor está vivo.

sábado, 7 de abril de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 7 - 7º DIA DA OITAVA DA PÁSCOA

1º Sábado

At 4, 13-21 / Slm 117 (118), 1.14-21 / Mc 16, 9-15

Jesus apareceu em primeiro lugar a Maria Madalena. (Evang.)

Porque será que Jesus não apareceu primeiro ao predileto? Será que era só predileto no coração de Jesus? Será que ele se achava predileto mas de facto não era? Seja como for, nesta circunstância o «predileto» foi Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demónios. Talvez por isto mesmo, talvez por causa da sua grande conversão. Jesus gostava particularmente dos convertidos. Hoje, o leitor converta-se em alguma coisa, atitude…

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Destaques - Sexta-feira 6 e Sábado 7

- SEXTA-FEIRA: 1ª do Mês. Adoração ao SS.mo Sacramento e Confissões em Colares às 18h00. 1ª Sessão do Curso Alpha, na Igreja da Misericórdia às 20h00.

- SÁBADO: Adoração ao SS.mo Sacramento na Praia das Maçãs às 16h30 seguida de Missa às 17h30

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 6 - 6º DIA DA OITAVA DA PÁSCOA

1ª Sexta-Feira

At 4, 1-12 / Slm 117 (118), 1-2.4.22-27a / Jo 21, 1-14

É o Senhor. (Evang.)

Por causa da abundância de peixes, o discípulo predileto de Jesus reconheceu-O. Peçamos a Deus sensibilidade para O reconhecermos no nosso dia a dia e Lhe estarmos gratos. Deus nunca Se imporá. Serão sempre circunstâncias em que poderemos duvidar da presença de Deus, porque estamos no plano da fé. À noite, de vez em quando, façamos uma revisão do dia e tentemos descortinar onde é que Deus esteve presente. E agradeçamos-Lhe. 

Paquistão: Quatro cristãos morreram num atentado do auto-proclamado «Estado Islâmico»

Lisboa, 05 abr 2018 (Ecclesia) – A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) informa que quatro cristãos, três da mesma família, morreram num ataque reivindicado o autoproclamado ‘Estado islâmico’ na cidade de Quetta, no sul do Paquistão.

Num comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA, a AIS explica que homens armados “dispararam à queima-roupa” contra um riquexó motorizado e mataram os três ocupantes, que eram todos da mesma família, e o motorista do veículo.

Segundo o secretariado português da fundação pontifícia, horas depois do ataque, o autoproclamado ‘Estado Islâmico’ divulgou que os seus militantes atacaram “combatentes cristãos”, numa declaração veiculada pela sua agência de notícias, a ‘Aamaq’.

O ataque na cidade de Quetta, na capital da província do Balochistão, no sul do Paquistão, aconteceu na noite desta segunda-feira, um dia após a Páscoa.

A AIS realça que a região estava em “alerta elevado”, desde Sexta-Feira Santa, 30 de março, uma vez que “haveria indícios que “algum ato violento poderia estar a ser preparado”.

Neste contexto, recorda que uma semana antes do Natal de 2017 um atentado bombista, numa igreja em Quetta, provocou a morte a nove pessoas e ferimentos em cerca de 60 cristãos.

A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre lembra também que 71 pessoas morreram, no dia 28 de março de 2016, Domingo de Páscoa, num ataque contra a comunidade cristã, num parque da cidade de Lahore.

CB

quinta-feira, 5 de abril de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 5 - 5º DIA DA OITAVA DA PÁSCOA

At 3, 11-26 / Slm 8, 2a.5-9 / Lc 24, 35-48

Vós entregastes e negastes (…) o Santo e o Justo (…). Portanto, arrependei-vos e convertei-vos. (1ª Leit.)

Pedro diz ao povo que este entregara e negara Jesus e que por isso agora tinha de se arrepender e converter. Quando ouvimos falar em arrependimento e conversão, geralmente pensamos em penitência, oração e, às vezes, esmola. E a esmola insere-se numa dimensão que a engloba: a caridade. Agora que passou um tempo mais formal para a penitência, o leitor centre-se mais na oração e na caridade. Faça um propósito.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 4 - 4º DIA DA OITAVA DA PÁSCOA

At 3, 1-10 / Slm 104 (105), 1-4.6-9 / Lc 24, 13-35

Os seus olhos estavam impedidos de O reconhecerem. (Evang.)

Às vezes, são os ouvidos. Já aqui recordei, há anos, que uma mãe contou-me que num Natal os filhos propuseram que se fizesse alguma coisa pelos desfavorecidos. «Destas coisas que as crianças dizem», explicava-me a mãe, dando-me a entender que não tinham feito nada. O leitor reze para ser sensível à voz de Deus.

terça-feira, 3 de abril de 2018

ESPIRITUALIDADE - Oração a Jesus ressuscitado

Jesus ressuscitado,
que destes a paz aos apóstolos,
reunidos em oração, dizendo-lhes:
“A paz esteja convosco”,
concedei-nos o dom da paz.

Defendei-nos do mal
e de todas as formas de violência
que agitam a nossa sociedade,
para que tenhamos uma vida digna,
humana e fraterna.

Ó Jesus,
que morrestes e ressuscitastes por amor,
afastai de nossas famílias e da sociedade
todas as formas de desesperança e desânimo,
para que vivamos como pessoas ressuscitadas
e sejamos portadores de vossa paz.
Amém!

(via AASCJ)

Vocações XPTO - Lisboa

Para jovens e adultos, a partir dos 18 anos, que queiram conhecer a vida de uma comunidade de vida consagrada ou seminário. Sabe mais e inscreve-te em:  http://www.vocacoesxpto.net/semana-com/

MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 3 - 3º DIA DA OITAVA DA PÁSCOA

At 2, 36-41 / Slm 32 (33), 4-5.18-20.22 / Jo 20, 11-18

Vou subir para o meu Pai e vosso Pai, para o meu Deus e vosso Deus. (Evang.)

Repare o leitor que tem o mesmo Pai que Jesus, que tem o mesmo Deus que Jesus. Isto é uma graça fantástica. O Pai de Jesus é aquele Pai que atuava através de Jesus. Também atua através de nós. (Assim O deixemos.) Jesus veio revelar-nos isso: que há uma Trindade de que o Pai é a primeira pessoa (não o disse por estas palavras) e que este Pai é o seu e nosso Pai. Hoje, o leitor agradeça esta graça imensa.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 2 – 2º dia da oitava da páscoa

At 2, 14.22-33 / Slm 15 (16), 5.8-11 / Mt 28, 8-15

Dizei: «Os discípulos vieram de noite roubá-lo». (Evang.)

Os príncipes dos sacerdotes, que nunca tinham querido reconhecer os milagres de Jesus, também não era agora que iam admitir a sua ressurreição. Isto faz-me lembrar aquelas situações em que, quando embirramos com alguém, não reconhecemos que essa pessoa faça algo bem feito. Peçamos a Deus que nos dê discernimento para reconhecer quando essas situações se dão connosco. Peçamos a graça de contemplar todos os nossos irmãos fraternalmente.

Esta é a nossa fé!



Estamos condenados à morte como parcelas vivas desta terra. Mas a morte não é tudo. Pode ser um assunto sério, mas não é o assunto final. Se tivermos o ressuscitado bem no centro da vida, ela será uma passagem inevitável para o último encontro, antigo e desejado, com o Redentor. Esta é a nossa fé!


domingo, 1 de abril de 2018

Swetha: Ressurreição | Os Cristãos na Índia

Homilia do Papa Francisco na Ceia do Senhor

Na tarde desta quinta-feira Santa o Papa Francisco celebrou a eucaristia no estabelecimento prisional Regina Coeli, em Roma. Leia, na íntegra, a sua homilia.

Jesus termina o seu discurso dizendo: «Dei-vos o exemplo, para que, assim como Eu fiz, vós façais também» (Jo 13, 15). Lavar os pés. Naquela época, os pés eram lavados por escravos: era uma tarefa da escravatura. As pessoas percorriam as estradas, não havia asfalto, não havia paralelepípedos; naquela época havia o pó da estrada e as pessoas sujavam os pés. Na entrada da casa havia escravos que lavavam os pés. Era um trabalho escravo. Mas era um serviço: um serviço feito por escravos. E Jesus queria fazer esse serviço, para nos dar um exemplo de como devemos servir-nos uns aos outros.

Certa vez, quando estavam a caminho, dois dos discípulos que queriam fazer carreira pediram a Jesus que permitisse que eles ocupassem lugares importantes, um à direita e outro à esquerda (cf. Mc 10,35-45). E Jesus olhou para eles com amor - Jesus sempre olhou com amor - e disse: «Vocês sabem o que estão a pedir?» (v. 38). Os líderes das Nações - diz Jesus - comandam, deixam-se ser servidos e vivem bem (ver v. 42). Pensemos naquela época de reis, dos imperadores cruéis que se faziam servir pelos escravos ... Mas entre vós- diz Jesus - não deve ser assim: aqueles que manda deve servir. O líder deve ser o servo (veja v. 43). Jesus anula o hábito cultural e histórico daquela época - até mesmo o de hoje - aquele que comanda, para ser um bom líder, onde quer que esteja, deve servir. Eu penso tantas vezes - não neste momento porque ainda estamos todos vivos s temos a possibilidade de mudar de e não podemos julgar, mas pensemos na história - se tantos reis, imperadores, chefes de estado entenderam este ensinamento de Jesus e em vez de mandar, ser cruel, matar as pessoas tivessem feito isto, quantas guerras não teriam sido evitadas! Serviço: na verdade existem pessoas que não facilitam esta atitude, pessoas soberbas, pessoas odiosas, pessoas que talvez nos desejem mal; mas somos chamados a servi-los mais. E há também pessoas que sofrem, que são descartadas pela sociedade, pelo menos por determinado tempo, e Jesus vai lá para lhes dizer: Tu és importante para mim. Jesus vem para nos servir, e o sinal de que Jesus serve aqui hoje, na prisão de Regina Coeli, é que ele quer escolher 12 de vós, como os 12 apóstolos, para lavar os pés. Jesus arrisca com cada um de nós. Sabei disto: Jesus chama-se Jesus, não se chama Pôncio Pilatos. Jesus não vai lavar as próprias mãos: ele só sabe arriscar! Vejamos esta imagem tão bonita: Jesus marcado pelos espinhos, arriscando ferir-se para recuperar a ovelha perdida.

Hoje eu, que sou pecador como vós, mas representando Jesus, sou um embaixador de Jesus. Hoje, quando me curvar diante de cada um de vós, pensai: "Jesus arrisca neste homem, um pecador, para vir a mim e dizer que me ama”. Isto é o serviço, assim é Jesus; Não os abandona nunca; nunca se cansa de nos perdoar. Ele ama-nos muito. Vede como arrisca, Jesus!

E assim, com estes sentimentos, vamos continuar com esta cerimónia a que é simbólica. Antes de nos dar o seu corpo e o seu sangue, Jesus arrisca-se por cada um de nós, e arrisca no serviço porque no nos ama tanto.

Tradução Educris a partir do original em italiano

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 1 – Páscoa da Ressurreição do Senhor (Solenidade) – Ano B

At 10, 34a.37-43 / Slm 117 (118), 1-2.16ab-17.22-23 / Col 3, 1-4 ou 1 Cor 5, 6b-8 / Jo 20, 1-9

S. Gregório de Nissa, um Padre da Igreja do século IV, diz numa homilia de Domingo de Páscoa: «Ontem, nascíamos simples filhos dos homens; hoje, nascemos filhos de Deus. Ontem, éramos os rejeitados dos céus sobre a terra; hoje, Aquele que reina nos céus faz de nós cidadãos do Céu. Ontem, a morte reinava por causa do pecado; hoje, graças à Vida, é a justiça quem toma o poder.

Um único homem abriu-nos outrora as portas da morte; hoje, um único homem traz-nos de novo à vida. Ontem, perdemos a vida por causa da morte; mas hoje a Vida destruiu a morte. Ontem, a vergonha fazia-nos esconder debaixo da figueira; hoje, a glória atrai-nos para a árvore de vida. Ontem, a desobediência tinha-nos expulsado do Paraíso; hoje, a nossa fé faz-nos entrar nele. De novo nos é oferecido o fruto da vida para que o saboreemos tanto quanto quisermos. De novo a nascente do Paraíso, cuja água nos irriga pelos quatro rios dos Evangelhos (cf. Gn 2, 10), vem refrescar todo o rosto da Igreja...». Esta é a certeza que nos habita! O Senhor está vivo e nós estamos vivos n’Ele. Para sempre!

No Evangelho deste Grande Domingo da nossa salvação, vemos como o «outro discípulo» entra no túmulo e «viu e acreditou». Entrando, apercebe-se que o corpo não está ali e que os panos de linho que o envolviam estavam no sítio onde Ele tinha sido deposto. Viu os sinais da ausência do Corpo e acreditou. O discípulo amado viu e acreditou que Jesus, o Senhor da Vida, está vivo. Ele é para nós a imagem daqueles que acreditam sem terem visto. É o exemplo daqueles que acreditam pelos sinais da presença do Senhor. Este discípulo, o outro discípulo, vê com o coração. É o Amor o princípio da fé, é o Amor a chave que nos permite reconhecer a Verdade, é o Amor o princípio da vida. A Fé não é cega, o Amor não é cego: longe disso! Amar é ter os olhos verdadeiramente abertos para a realidade que conta.

É curioso: o túmulo está vazio e eles sabem que o corpo não foi roubado, mas não é isto que mostra que o Senhor está vivo. Para o discípulo que o Senhor ama é o amor que “vê” os sinais e “acredita” em Jesus ressuscitado, mesmo sem O ter visto. Não é porque o túmulo está vazio que os discípulos acreditam, mas porque experimentam a presença viva de Jesus no meio deles. É a constatação de que o Senhor está vivo, e não a ausência do Corpo, que leva os discípulos à certeza da fé de que Jesus ressuscitou.

Nós acreditamos que o Senhor está vivo não porque nos disseram que o túmulo estava vazio, mas pelos frutos que vemos acontecer na vida daqueles que acreditaram. Não é porque o corpo desapareceu que Jesus está necessariamente vivo e no meio de nós, mas é pelo testemunho daqueles que O viram que a fé em nós permite que vivamos na certeza que vem da fé de que o Senhor está vivo. Para quem não tem fé, o sepulcro vazio será sempre um enigma ou um embuste, porque lhes falta a capacidade de ver para além daquilo que os olhos veem. Só o Amor nos permite reconhecer a verdade. Só o Amor nos permite ver a nossa própria verdade e, reconhecendo o Senhor vivo no meio de nós, reconheceremos que hoje somos filhos de Deus, hoje somos cidadãos do Céu, hoje um único Homem traz-nos definitivamente à vida nova, a vida do Espírito, a vida do Amor.

Solene Vigília Pascal 2018 - Paróquia Nossa Senhora da Assunção - Colares


sábado, 31 de março de 2018

Palavras de Fé

Poema de um amigo


SENHOR MEU...DIVINO PAI
AJUDA-ME!

Nesta data bem sagrada,
Pressinto no coração
Tua imagem imaculada
Exultando afeição.

SENHOR MEU...PURIFICA-ME.

Minha fé consolidada
Na candura e saudade
De rosas é adornada
Para adoçar a bondade.

SENHOR MEU...INSPIRA-ME.

Em terras do oriente,
Num simples, humilde berço,
Nasceu figura eminente,
Que adoro ao rezar o terço.

SENHOR MEU...DIRIGE-ME.

Páscoa época que seduz,
Neste trepasse da vida,
Consagrada a JESUS
Que venero em minha ermida.

SENHOR MEU...ASSISTE-ME.

Pai Nosso que estais no Céu,
Na minha alma humanizada,
Rogo-TE rompas meu véu
E entres na minha morada.

SENHOR MEU...ACORDA-ME.

Sol raiando me ilumina,
Pacifica o meu penar,
Faroliza a minha mente,
Que só TE pretende amar.

SENHOR MEU...EDIFICA-ME.

És fonte de energia,
Perene, a cintilar,
Que, do ALÉM, nos vigia
Para do mal nos salvar…

SENHOR MEU...AJUDA-ME A ENCONTRAR,
A TI E A MIM MESMO.

2018-03-27
PROSA


MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 31 - Sábado Santo - Vigília Pascal - Ano B

Gen 1, 1 – 2, 2 / Gen 22, 1-18 / Ex 14, 15 – 15, 1 / Is 54, 5-14 / Is 55, 1-11 / Bar 3, 9-15.32 – 4, 4 / Ez 36, 16-17a.18-28 / Rom 6, 3-11 / Mc 16, 1-7

Ontem, na Cruz, víamos Cristo carregado com a mentira, com o mal, com todo o pecado deste mundo. Agora vemos entre nós o Ressuscitado, o homem realizado, a humanidade cumprida. Cristo ressuscitado mostra-nos a meta da peregrinação da nossa vida; mostra-nos o «fim dos tempos», a comunhão dos santos e como seremos também nós quando o Amor for tudo em todos. Mostra-nos aquilo que S. João descreve no livro do Apocalipse: a praça de ouro da Jerusalém Celeste, a meta para toda a humanidade.

«Jesus, o Nazareno, o Crucificado, ressuscitou, não está aqui!», exclama o jovem vestido de branco. Este é o grito do dia de Páscoa. O grito da vitória do Amor sobre a morte. O grito que sai do túmulo e ecoa por todo o mundo e todos os tempos, até aos confins do Cosmos, até aos confins da história.

Este é o centro da nossa fé. É este o anúncio que os primeiros cristãos não podiam calar dentro de si. Cristo está vivo! Ele ressuscitou! Aquele que esteve pendurado na cruz, aquele que foi depositado num sepulcro está vivo! Venceu a morte!

O Evangelho desta Vigília Pascal, a mais importante vigília do calendário litúrgico, narra-nos a experiência da manhã de Páscoa: as mulheres que tinham contemplado a cruz escutam agora o anúncio, veem o Senhor e recebem a importante missão de ir anunciar a Boa Nova: o Senhor está vivo. Não é só para consolar os seus amigos que Ele aparece, mas para que estes, partindo para a Galileia, isto é, para a vida do dia a dia, da normalidade do quotidiano, sejam, no concreto das suas vidas, enviados a anunciar a todos os povos que Cristo está vivo.

Estas mulheres que foram ao sepulcro recebem de imediato a missão de ir anunciar aos irmãos o sucedido porque todo o Evangelho nos indica a missão de irmos anunciar que o Senhor está vivo e presente na nossa vida de cada dia. É assim que realizamos a nossa vocação de filhos, é assim que estamos com Ele todos os dias da nossa vida, é assim que levamos até ao fim a missão de Jesus. É no encontro com os outros que se encontra o Outro. É amando que se encontra o Amor. Amando os irmãos, somos animados pela mesma Vida que anima Jesus Cristo.

O sepulcro está vazio. O Senhor não está ali, mas estará sempre nos irmãos, no mais pequeno dos nossos irmãos, e poderemos encontrá-Lo sempre que vamos ao encontro deles.

SOBRE A RECONSTITUIÇÃO DA SEMANA SANTA:

SÁBADO SANTO
O corpo de Jesus está no sepulcro, mas a sua alma, entre os mortos, anuncia o Reino dos Céus. Chega a hora em que os mortos ouvem a voz do Filho de Deus – e os que a ouvem viverão (Jo 5,25). Enquanto isso, desolados com a morte de Jesus, os discípulos observam o sábado judaico imersos na tristeza. Eles se esqueceram da promessa de Jesus. Mas nós não podemos nos esquecer! Não podemos esquecer! Nesta noite, depois do pôr-do-sol, nós nos reuniremos em nossas paróquias para a Grande Vigília Pascal, durante a qual experimentaremos o Jesus ressuscitado dos mortos! Começaremos o nosso encontro na escuridão e acenderemos o fogo da Páscoa, que nos lembra que Jesus é a Luz que brilha nas trevas. Jesus é a Luz do mundo. Entraremos na igreja e ouviremos atentamente os relatos da Bíblia que descrevem a obra salvadora de Deus nos tempos passados. É então que, de repente, as luzes da igreja são acesas e é cantado o Glória jubiloso com o qual celebramos o momento da Ressurreição de Cristo! Jesus Cristo vive! Na alegria da Ressurreição, celebramos então os sacramentos do Batismo, da Confirmação e da Eucaristia para os nossos catecúmenos e para os candidatos que se prepararam durante muitas semanas até a chegada desta noite. Como Igreja, cantamos o Aleluia pela primeira vez em longos quarenta dias. Faça tudo que estiver ao seu alcance para estar presente nesta noite na Vigília Pascal e convide também os seus amigos e a sua família. A Ressurreição de Cristo é o centro da nossa fé: é o momento mais importante de toda a História da Salvação! A nossa vigília culmina em uma alegria pascal que nunca mais terá fim!

Via Sacra 2018 com a Lua por companhia - Paróquia Nossa Senhora da Assunção - Colares


sexta-feira, 30 de março de 2018

Celebração da Paixão e Morte do Senhor 2018 - Paróquia de Nossa Senhora da Assunção - Colares


Celebração da Seia do Senhor com Lava-pés 2018 - Paróquia Nossa Senhora da Assunção - Colares

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 30 - SEXTA-FEIRA SANTA

Is 52, 13 – 53, 12 / Slm 30 (31), 2.6.12-13.15-17.25 / Hebr 4, 14-16; 5, 7-9 / Jo 18, 1 – 19, 42

«Tudo está consumado». Estas são as últimas palavras de Jesus, depois de ter dado tudo, amando até ao fim. Cumpre a sua vida. Revelando a glória do Amor, entrega-Se ao Espírito que agora, pela sua entrega, também nós conhecemos. A Boa Notícia, o Evangelho, é que o Espírito Santo, que é a Vida de Deus e que com Jesus Cristo e o Pai forma um só Deus, é a mesma Vida que nos é oferecida. Somos habitados pelo Espírito Santo e isto significa que também em nós habita a vida de Deus. Também nós somos amados pelo Pai com o mesmo amor com que Ele ama o Filho.

A morte de Jesus não é o seu fim! É o atingir da plenitude da sua vida, é o completar-se daquilo que Ele é; é a plenitude do amor que assim é totalmente realizado. Ele não Se deixou enganar, não acreditou na tentação que a todos tenta convencer que a vida deste mundo é a única coisa importante: Ele bem sabia que esta vida é um dom e que um dom não se desperdiça, mas sabia também que esta vida é uma peregrinação, tem uma meta e é realizada na medida em que realizamos em nós essa mesma meta. Assim, Ele viveu com o coração centrado no essencial e por isso mesmo levou ao cumprimento total a sua vida, amando até ao extremo.

Esta é a hora do Senhor, a hora da glória do Filho de Deus, a hora da nova criação. Jesus, dando a sua vida, entregando o seu Espírito ao Pai, dá-nos a vida, realiza para nós o reino de Deus. Leva toda a criação ao seu cumprimento definitivo, liberta-nos para sempre, fazendo de nós comunidade de irmãos e irmãs unidos num só corpo, o Corpo de Cristo.

SOBRE A RECONSTITUIÇÃO DA SEMANA SANTA:

SEXTA-FEIRA SANTA
Durante toda a noite, Jesus fica trancado no calabouço da casa do sumo sacerdote. Pela manhã, Ele é levado até a presença de Pilatos, o governador romano, que repassa o caso para o rei Herodes. Herodes o manda de volta para Pilatos, que, em algum momento no meio da manhã, cede à pressão das autoridades do templo e das multidões e condena Jesus à morte cruel por crucificação. No final da manhã, Jesus é levado pelos soldados através da cidade até a colina do Gólgota. Ali, ao meio-dia, Ele é pregado à cruz e agoniza durante cerca de três horas.
Por volta das três da tarde, Jesus entrega o Espírito ao Pai e morre. Descido da cruz, é colocado apressadamente no sepulcro antes do anoitecer. Este é um dia de oração, jejum e abstinência. Sempre que possível, os cristãos são chamados a se abster do trabalho, de compromissos sociais e de entretenimento, a fim de se dedicarem à oração e à adoração em comunidade. De manhã ou ao meio-dia, muitas paróquias realizam a última via-crúcis e uma palestra espiritual sobre as sete palavras finais de Jesus. Outras paróquias oferecem a via-crúcis e as “Sete Palavras” às 3h da tarde, no momento da morte de Jesus. À tarde ou à noite, nos reunimos silenciosamente em nossas igrejas para refletir sobre a morte de Jesus na cruz e rezar pelas necessidades do mundo. Também veneramos a redenção de Cristo na cruz com um beijo sobre o crucifixo. Nossa fome, neste dia de jejum, é satisfeita com a Sagrada Comunhão, consagrada na véspera e distribuída no final desta liturgia. Refletimos também sobre os apóstolos, que podem ter se reunido com medo na noite anterior e refletido sobre tudo o que havia acontecido.
Wikipedia | Domena publiczna

Domingo de Ramos 2018 - Paróquia de Nossa Senhora da Assunção - Colares



quinta-feira, 29 de março de 2018

Lembrando o Tríduo Pascal que se inicia hoje Quinta -Feira Santa

Quinta-Feira Santa – Dia 29 de março  
21h00 – Celebração da Ceia do Senhor com Lava-Pés

“Não fostes capazes de vigiar uma hora comigo” Mt. 26, 40


Vigília de Oração: 

Livre até às 24h00. A partir das 00h00 por localidades: Penedo das 00h00 até à 01h00; Ulgueira da 01h00 às 02h00; Azóia e Bansão das 02h00 às 03h00; Almoçageme das 03h00 às 04h00; Mucifal das 04h00 às 05h00; Azenhas do Mar das 05h00 às 06h00; Colares das 06h00 às 07h00; Eugaria das 07h00 às 08h00; Praia das Maçãs das 08h00 às 09h00.

Sexta-Feira – 30 de março

10h00 – Oficio de Leituras e  Laudes
15h00 – Celebração da Paixão e Morte do Senhor
 21h00 – Via Sacra em Colares.

Sábado – 31 de março

10h00 – Oficio de Leituras e  Laudes
21h30 – Solene Vigília Pascal

Domingo de Páscoa 1 de abril

Missas: no Penedo às 9h15, em Almoçageme às 10h30, em Colares às 12h00, nas Azenhas do Mar às 17h00 e no Mucifal às 19h00

Santa Casa da Misericórdia de Sintra



MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 29 - QUINTA-FEIRA SANTA

Ex 12, 1-8.11-14 / Slm 115 (116), 12-13.15-18 / 1 Cor 11, 23-26 / Jo 13, 1-15

Entramos hoje no Tríduo Pascal que nos conduzirá, através da Paixão do Senhor, à glória da sua ressurreição. Este é o núcleo central da nossa fé, do Mistério da Salvação.

Para nos introduzir no mistério da Eucaristia, que hoje meditamos de modo particular, a Igreja propõe, todos os anos, que meditemos e rezemos o texto do Lava-pés. Esta ação simbólica de Jesus, que nos mostra que a nossa realização está no serviço, porque somos imagem e semelhança d’Aquele que serve, é o princípio e o fundamento da segunda parte do Evangelho de S. João.

Com um início muito solene, o narrador diz-nos que o Senhor, sabendo que tinha chegado a sua hora, leva o amor até ao extremo, isto é, até ao seu cumprimento definitivo. Vemos, nos gestos do Senhor, o amor realizado. É Ele quem nos diz que o amor se realiza no serviço: este não é simplesmente um sinal do amor, mas é a sua realização efetiva na nossa vida. Lavar os pés é representativo de todo o serviço no qual o amor se torna real.

Esta é a hora do amor perfeito que se realiza totalmente na cruz. Esta é a hora da glória de Jesus, em que tudo está cumprido. E também nós, Igreja, corpo de Cristo, somos chamados a levar o amor até ao fim, a realizar na nossa vida o Amor que é Deus em nós, servindo.

SOBRE A RECONSTITUIÇÃO DA SEMANA SANTA:

QUINTA-FEIRA SANTA
CC
Começa o Tríduo Pascal, os três dias que culminarão na Ressurreição de Jesus. O Cristo instrui seus discípulos a se prepararem para a Última Ceia. Durante o dia, eles fazem os preparativos (cf. Mt 26,17). Na Missa da Ceia do Senhor que celebramos em nossas paróquias, recordamos e tornamos presente, neste dia, a Última Ceia que Jesus compartilhou com seus apóstolos. Estamos no andar superior, com Jesus e os doze, e fazemos o que eles fizeram. Por meio do ritual de lavar os pés (Jo 13, 1) de doze paroquianos, todos nós nos unimos no serviço de uns aos outros. Por meio da celebração desta primeira Missa e da instituição da Sagrada Eucaristia (Mt 26,26), unimo-nos a Jesus e recebemos o Seu Corpo e o Seu Sangue como se fosse a primeira vez. Nesta Eucaristia, damos especiais graças a Deus pelo dom do sacerdócio ministerial: foi nesta noite que Ele ordenou os seus doze apóstolos a “fazerem isto em memória de mim”. Após a Última Ceia, que foi a Primeira Missa, os apóstolos e Jesus se dirigem pelo Vale do Cedron até o Horto das Oliveiras, onde o Cristo lhes pede que orem e vigiem, enquanto Ele experimenta a sua agonia (cf. Mt 26,30).
Josef Untersberger
Nós também iremos em procissão, com Jesus vivo no Santíssimo Sacramento, até o altar de repouso, previamente preparado na paróquia, e que representa o Horto. A liturgia de hoje termina em silêncio. É antigo o costume de passar uma hora em adoração diante do Santíssimo Sacramento nesta noite. Permanecemos, assim, ao lado de Jesus no Horto das Oliveiras e oramos enquanto Ele enfrenta a sua terrível agonia. Perto da meia-noite, Jesus será traído por Judas. O Cristo será preso e levado para a casa do sumo sacerdote (cf. Mt 26,47).


quarta-feira, 28 de março de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 28 - QUARTA-FEIRA DA SEMANA SANTA

Is 50, 4-9a / Slm 68 (69), 8-10.21bcd-22.31.33-34 / Mt 26, 14-25

O Senhor (…) não despreza os cativos. (Salmo)

Nós podemos não desprezar os presos, mas algumas vezes não os achamos bem iguais a nós. São um mundo à parte. Mas não são um mundo à parte como a família real britânica. São um mundo à parte que olhamos um bocado de cima para baixo. Hoje, rezemos para que Deus nos tire a presunção e o complexo de casta.

SOBRE A RECONSTITUIÇÃO DA SEMANA SANTA:

QUARTA-FEIRA DA SEMANA SANTA
É neste dia que Judas conspira para entregar Jesus, recebendo em troca trinta moedas de prata (cf. Mt 26,14). Jesus provavelmente passou o dia em Betânia. À noite, Maria de Betânia o unge com um caro óleo perfumado. Judas objeta contra esse “desperdício”, mas Jesus o repreende e diz que Maria o ungiu para o seu sepultamento (cf. Mt 26,6). Os ímpios conspiram contra Jesus. Reforcemos a nossa oração em união com Ele. Reflexão: de que forma nos prestamos a apoiar, mesmo sem querer diretamente, aqueles que conspiram contra Jesus?
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terça-feira, 27 de março de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 27 - TERÇA-FEIRA DA SEMANA SANTA

Is 49, 1-6 / Slm 70 (71), 1-4a.5-6ab.15ab.17 / Jo 13, 21-33.36-38

O predileto de Jesus estava à mesa... (Evang.)

O facto de Jesus ter um predileto não nos deixa um bocado perplexos? Parece que Jesus devia amar os apóstolos por igual, manter uma certa equidistância. Mas não, Jesus tinha um predileto. A questão não é ter-se um predileto. É como se trata as pessoas e em que circunstâncias. Jesus não deu as chaves do Reino ao predileto. Por seu lado, este «predileto» foi o único que esteve com Jesus na cruz. Ter predileção por alguém não é, por si, mau. É mau se vai ferir outros. Mas os outros também podem ser os prediletos de outras pessoas. O importante é estarmos bem na nossa pele.

SOBRE A RECONSTITUIÇÃO DA SEMANA SANTA:

TERÇA-FEIRA DA SEMANA SANTA
Segundo Mateus, Marcos e Lucas, Jesus retorna mais uma vez a Jerusalém, onde é confrontado pelos dirigentes do templo quanto à Sua atitude do dia anterior. Eles questionam a autoridade de Jesus, que responde e ensina usando parábolas como a da vinha (cf. Mt 21,33-46) e a do banquete de casamento (cf. Mt 22,1). Há também o ensinamento sobre o pagamento dos impostos (cf. Mt 22,15) e a repreensão aos saduceus, que negam a ressurreição (cf. Mt 22,23). Jesus faz ainda a terrível profecia sobre a destruição de Jerusalém caso os seus habitantes não creiam nele, afirmando que não restará pedra sobre pedra (cf. Mt 24). Continuemos a rezar com Jesus e a ouvir atentamente os seus ensinamentos finais, pouco antes da Paixão.
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segunda-feira, 26 de março de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 26 - SEGUNDA-FEIRA DA SEMANA SANTA

Is 42, 1-7 / Slm 26 (27), 1-3.13-14 / Jo 12, 1-11

Tendo a bolsa comum, tirava o que nela se lançava. (Evang.)

A vida é feita com as contribuições de todos e delas todos recebem. Hoje é tempo de vermos como contribuímos para a nossa família, para os nossos amigos, para a nossa comunidade religiosa, para a sociedade. (Nalgum aspeto, em vários aspetos.) Porque há pessoas que contribuem muito, se calhar demais, e há pessoas que talvez contribuam de menos. Não sei… O leitor é que vê como contribui. Hoje, faça esse exame de consciência.

SOBRE A RECONSTITUIÇÃO DA SEMANA SANTA:

SEGUNDA-FEIRA DA SEMANA SANTA
De acordo com Mateus 21, Marcos 11 e Lucas 19, Jesus retorna a Jerusalém neste dia e, vendo as práticas comerciais vergonhosas realizadas na área do templo, reage com zelosa indignação, expulsando os vendilhões e denunciando que eles transformaram a casa de seu Pai num covil de ladrões. O evangelho de João regista ainda que Ele repreendeu a incredulidade das multidões. Marcos, em 11,19, escreve que Jesus voltou para Betânia também nesta noite. Oremos com Jesus, tão zeloso por nos purificar. Reflexão: ainda insistimos em transformar a religião em negócio?

domingo, 25 de março de 2018

Papa aos jovens: "Não se calem!"

“ Calar os jovens é uma tentação que sempre existiu ”

Neste Domingo de Ramos, em que celebramos o Dia Mundial da Juventude, faz-nos bem ouvir a resposta de Jesus aos fariseus de ontem e de todos os tempos: «Se eles se calarem, gritarão as pedras» (Lc 19, 40).

Não fiquem calados

“Cabe a vós não ficar calados. Se os outros calam, se nós, idosos e responsáveis - muitas vezes corruptos - silenciamos, se o mundo se cala e perde a alegria, pergunto-vos: vós gritareis? Por favor, decidi-vos antes que gritem as pedras...”.

Uma breve explicação de cada jornada desta Semana Santa que está prestes a começar: do Domingo de Ramos à Vigília da Páscoa

O grande Mistério Pascal pulsa no coração da fé cristã: trata-se da unidade indissociável entre a Paixão, a Morte, a Ressurreição e a Ascensão de Jesus Cristo, os acontecimentos salvíficos em que culmina toda a História da Salvação.

Estamos prestes a viver a Semana Santa. Sugerimos que você guarde e compartilhe este guia e o repasse todos os dias desta Semana Santa, caminhando ao lado de Jesus nas jornadas mais difíceis que Ele viveu nesta terra.

Esta é a semana em que o ministério público de Jesus chega ao ápice.

SOBRE A RECONSTITUIÇÃO DA SEMANA SANTA:

Alguns estudiosos negam que possamos reconstituir o dia-a-dia da última semana de Jesus devido às lacunas históricas e a episódios que não se encaixam numa cronologia perfeita. Além disso, São João propõe um cenário muito diferente (talvez como interpretação teológica) da Última Ceia e da relação entre ela e a Páscoa. A sequência de fatos que recapitulamos a seguir obedece basicamente aos evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas). Se considerarmos as diferenças apenas no nível do detalhe e não como diferenças de fato, é um material que pode ser de grande ajuda espiritual para todos nós.


Convidamos você, portanto, a ler esta reconstituição como um cenário provável, mas não inquestionável, da última semana de Jesus. Participe das liturgias da Semana Santa em sua paróquia, celebrando-as na comunidade da Igreja e abrindo-se à experiência renovada da realidade central da nossa fé: nosso Senhor Ressuscitado está vivo no meio de nós!

DOMINGO DE RAMOS
A Semana Santa começou com a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Na manhã do domingo, narrada pelos quatro evangelistas, a procissão de ramos em mãos nos transforma em parte daquela multidão que recebe Jesus como Rei. De acordo com Marcos, 11,11, Jesus voltou naquela mesma noite para Betânia, na periferia de Jerusalém. Talvez Ele tenha ficado com seus amigos Marta, Maria e Lázaro. É uma noite em que Jesus considera em seu coração os dias tão difíceis que o esperam.
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MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 25 - Domingo de Ramos na Paixão do Senhor - Ano B / Dia da Juventude

Is 50, 4-7 / Slm 21 (22), 8-9.17-20.23-24 / Filip 2, 6-11 / Mc 14, 1 – 15, 47

Estando Jesus em casa de Simão, o Leproso, em Betânia, eis que uma mulher vem e parte um frasco de «perfume de nardo puro de alto preço». Algumas pessoas ali presentes exclamam, indignadas: «Para que foi esse desperdício de perfume? Podia vender-se por mais de duzentos denários e dar o dinheiro aos pobres». Assim começa o Evangelho deste Domingo, que nos narra integralmente a Paixão do Senhor e que abre a Semana Santa.

Na verdade, diante da narrativa da Paixão do Senhor vem-nos naturalmente a pergunta: para quê este desperdício (de amor, de vida)? Não podia o Senhor ter-Se poupado um pouco mais? Porquê este desperdício de uma morte assim? Para quê este excesso na entrega do Senhor? Será que Ele não poderia ter feito isto de maneira diferente?

S. Marcos começa a narrativa da Paixão com esta delicada introdução para nos alertar que só quem se abre a este excesso exagerado de Amor que é o nosso Deus pode ver para além da dor, para além do sofrimento cruento, para além da tragédia e entrar no mistério do Amor de Deus. Jesus, contra as vozes que condenam o ato desta mulher, aparentemente sem sentido e tão caro, aprova sem hesitar o seu gesto delicado, um gesto de amor, um gesto de reconhecimento que só quem ama pode compreender.

No processo da condenação de Jesus vemos a multidão cega e irada que, contrariamente a esta mulher, grita «Crucifica-O». Gritamos: «crucifica-O» àquele que mais não fez do que servir. Deus não procura dominar, não é um poderoso aos nossos olhos. Mete-Se na nossa mão e ajoelha-Se para nos lavar os pés, mas não O reconhecemos. Como é fácil condenar aqueles que servem, como é fácil atacar os humildes.

O Sinédrio, o poder religioso, condenando Jesus por «blasfémia» confirma quem Ele é: «És Tu o Messias, Filho do Deus bendito?», pergunta-Lhe o Sumo Sacerdote. «Eu Sou», responde Jesus. Diante de Pilatos, poder político, confirma a nossa salvação, assumindo-Se como nosso Rei. Aqui aparece Barrabás. Figura inquietante. Porque aparece aqui este homem? Quem é Barrabás? Em hebraico, este nome significa simplesmente «filho do pai». É o nome que se dá aos filhos de pai desconhecido. Filho de ninguém, homicida, preso em cadeias, condenado, sem esperança de ser libertado, à espera da morte. Este é o Homem, imagem de cada um de nós, espelho para cada um de nós. Com o pecado, ignoramos o nosso Pai, esquecemos de quem somos filhos, esquecemo-nos de que somos irmãos e irmãs e, por causa do pecado que nos «obriga» a pensar em nós mesmos, estamos preocupados primeiro com as nossas coisas, com as nossas dificuldades, com os nossos projetos individuais... Pelo pecado, vivemos uns contra os outros, procurando afirmar a nossa razão, presos numa cadeia que nos impede de ser aquilo que o Senhor é e sonha para nós: amor que se exprime no serviço. O pecado que nos impede de servir, que nos aprisiona nos nossos interesses. Assim fechados em nós mesmos, nem percebemos que, condenando os mais frágeis, ignorando-os, estamos, com a nossa vida, a gritar «Barrabás».

... E Jesus dá a vida por Barrabás... Dá a vida por cada um de nós, que ignoramos quem é realmente o nosso Pai. Ele dá a vida para que nos possamos libertar das amarras e das cadeias do pecado que nos impedem de ver o mundo como um lugar de beleza e de amor e nos amarram aos nossos interesses, impedindo-nos de servir os nossos irmãos, impedindo-nos de reconhecer o nosso Pai.

Jesus assume tudo o que somos e toma o nosso lugar na fila da morte para que possamos ser assumidos por Ele e, com Ele, ser recebidos na Vida; para que possamos ser filhos no Filho, reconhecendo em Deus o nosso Pai.

sábado, 24 de março de 2018

Atenção à mudança para a hora de Verão

- SÁBADO: Missas Vespertinas  na Praia das Maçãs às 17h30 e no Mucifal às 19h00.

Atenção à mudança da hora, não se esqueça de avançar uma hora, para não chegar no final da Missa de Domingo

- DOMINGO: Início da Semana Santa - Missa– em Almoçageme às 10h00. Procissão de Ramos em Colares, com início na Igreja da Misericórdia às 11h45 e  Missas em Colares às 12h00 e 18h30.

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 24 - SEMANA V DA QUARESMA

Ez 37, 21-28 / Jer 31, 10.11-12ab.13 / Jo 11, 45-56

serei o seu Deus e eles serão o meu povo. (1ª Leit.)

O leitor pense em começar o dia com esta certeza: «eu sou de Deus e Deus é só meu». Seria um sentimento quente, de aconchego e de grande orgulho. (Bom orgulho.) Mas o leitor repare que este raciocínio é válido. Deus é só do leitor porque Deus não Se divide; Deus dá-Se inteiramente ao leitor. Deus dá-Se inteiramente a mim. Deus dá-Se inteiramente a outra pessoa. Deus dá-Se indivisamente a cada pessoa. De maneira que, de facto, Deus é só e totalmente do leitor.

sexta-feira, 23 de março de 2018

Colares - Tríduo Pascal 2018

Quinta-Feira Santa – Dia 29 de março  
21h00 – Celebração da Ceia do Senhor com Lava-Pés

“Não fostes capazes de vigiar uma hora comigo” Mt. 26, 40

Vigília de Oração: 

Livre até às 24h00. A partir das 00h00 por localidades: Penedo das 00h00 até à 01h00; Ulgueira da 01h00 às 02h00; Azóia e Bansão das 02h00 às 03h00; Almoçageme das 03h00 às 04h00; Mucifal das 04h00 às 05h00; Azenhas do Mar das 05h00 às 06h00; Colares das 06h00 às 07h00; Eugaria das 07h00 às 08h00; Praia das Maçãs das 08h00 às 09h00.

Sexta-Feira – 30 de março

10h00 – Oficio de Leituras e  Laudes
15h00 – Celebração da Paixão e Morte do Senhor
 21h00 – Via Sacra em Colares.

Sábado – 31 de março

10h00 – Oficio de Leituras e  Laudes
21h30 – Solene Vigília Pascal

Domingo de Páscoa 1 de abril

Missas: no Penedo às 9h15, em Almoçageme às 10h30, em Colares às 12h00, nas Azenhas do Mar às 17h00 e no Mucifal às 19h00

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 23 - SEMANA V DA QUARESMA

Jer 20, 10-13 / Slm 17 (18), 2-7 / Jo 10, 31-42

... possa eu ver o castigo que dareis a essa gente. (1ª Leit.)

Quando uma pessoa nos magoa, ficamos irritados com essa pessoa e cheios de sentimentos negativos. Mas temos de pensar em perdoar e em rezar por essa pessoa. O que, no momento em que as coisas acontecem, é muito difícil. Daí que tenhamos de pensar nestes assuntos «a frio». Temos de pensar que, quando nos magoam, nos temos de esforçar por esquecer e não alimentar rancores. Este é o primeiro passo. O leitor compenetre-se.

quinta-feira, 22 de março de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 22 - SEMANA V DA QUARESMA

Gn 17, 3-9 / Slm 104 (105), 4-9 / Jo 8, 51-59

A ti (…) darei a terra em que tens habitado como estrangeiro. (1ª Leit.)

É toda uma caminhada até nos sentirmos completamente bem na terra que Deus nos destina. Até nos sentirmos pacificados na luta contra o pecado. Um dia, estaremos pacificados e essa luta será mais calma (se não o é já.) Um dia, chegaremos à terra prometida. Aqui, na terra, uma terra de paz. Depois o Céu, talvez passando pelo purgatório. Rezemos pela nossa paz interior.