sexta-feira, 30 de maio de 2014

- Agenda para 30 de maio -

Colares - Eugaria
Procissão de velas em honra de Nossa Senhora
21h30.
Fátima
10.ª Jornada da Pastoral da Cultura
Para saber mais: Pastoral da Cultura
Lisboa
Inauguração da exposição “Do sagrado na arte – Evangelhos comentados por artistas”Mosteiro de S. Vicente de Fora
18h30
Para saber mais: Pastoral da Cultura

Sessão de autógrafos
José Tolentino Mendonça (“Nenhum caminho será longo”)
Feira do Livro (Pavilhão da Paulinas Editora)
21h00

Sintra
Música: Festival IncantusCoro da Direção Geral da Educação, Coro de Câmara de Cascais, Grupo Coral de Queluz, Coral Infanto-Juvenil Sementinhas, Grupo Coral Allegro, Grupo Vocal Arsis, Coral Infantil de Setúbal, Coro Tuttien Cantus, Coro de Câmara Outros Cantos
Igreja de S. Pedro
21h00
Entrada livre. Reservas e informações: telef. 219 100 390 (União das Freguesias de Sintra)

quinta-feira, 29 de maio de 2014

- Agenda para hoje -

Azenhas do Mar 
Quinta-feira 29 às 21h00 - Adoração ao Santíssimo Sacramento e bênção das espigas
Posted: 28 May 2014 08:30 AM PDT
As leiras cobertas das espigas do centeio, loiras como o ouro que formula auspícios de riqueza, eram promessa escondida do pão. Na vida das gentes, fazia o sustento de todos os dias e augurava bem-estar e paz. Era um alimento de que necessitavam em todas as mesas, pois «onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão». Era assim um grande dia do ano, pois ali estava o ano inteiro. A sustentação e a paz. Sustentação para a casa e paz com todos, para viver bem na vizinhança. Naturalmente era o dia feliz que garantia a prosperidade o ano todo. Estavam contentes e vestiam-se de flores, pois o próprio Senhor prometia uma presença continuada, «eu estarei convosco até ao fim dos tempos». Presença discreta, real, mas coberta pelo pão que dava a todos. Era assim o dia sagrado do pão. «O pão de Deus é que desce do Céu» e o Senhor «sobe». Percebe-se que fica com todos, já não só para alguns da sua terra, mas para todos, que se vestem de festa e agradecem a sua presença. Continuar a ler…

Viagem à Terra Santa

Porque é que o papa Francisco pode ser o melhor político no mundo 
Posted: 28 May 2014 12:32 PM PDT
É difícil sustentar que o papa Francisco não seja o melhor político no mundo após a sua viagem à Terra Santa neste último fim de semana. Em cinquenta e cinco horas, o septuagenário bispo de Roma visitou três países, pronunciou quinze discursos, plantou duas árvores e manteve uma conferência de imprensa revolucionária de quarenta e cinco minutos. Com um fim de semana cheio de momentos de sucesso, poderia parecer algo ousado afirmar que algum se destacava entre todos. Mas se há um que terá um impacto duradouro na região, foi a surpresa dominical do papa Francisco. Enquanto celebrava a missa ao ar livre em Belém, Francisco, inesperadamente, convidou o presidente israelita Shimon Peres e o presidente palestino Mahmoud Abbas a irem ao Vaticano, em junho, para um encontro de oração e de diálogo. No espaço de uma hora, ambos aceitaram. Reduzir o encontro de junho a um ato meramente simbólico significaria não compreender o papel que a religião pode e deve desempenhar ao enfrentar questões políticas e éticas difíceis. Ao longo da história do mundo, profetas religiosos navegaram criativamente através de situações tensas para fazer avançar a paz e a justiça. Continuar a ler…
Posted: 28 May 2014 09:11 AM PDT
Francisco que toca o muro de Belém enquanto reza. Francisco com Bartolomeu. O patriarca que o toma pela mão porque o chão é escorregadio. Francisco com os israelitas, com os palestinos, com os jordanos. Francisco, o papa, que encontra, abraça e reza com muçulmanos e judeus. O vigário de Cristo não só observa e se abisma com a situação da Terra Santa, mas rebela-se também contra a opressão e a falta de diálogo entre quantos lá vivem sem conseguirem explicar porque é que é assim há tanto tempo, porquê tanta discórdia, porquê tanto sangue. Nenhuma dúvida quanto ao peso dos gestos na comunicação de Francisco. Mas nenhum mal-entendido. Trata-se de uma mensagem para o mundo. A situação geral na Terra Santa não é outra coisa senão mais um sinal da injustiça e da intolerância que cada dia caracteriza um mundo onde cada um se recusa a escutar a voz do outro. Francisco critica o terrorismo que não tem outro objeto nem possibilidade de não ser apenas isso, terrorismo, mesmo se o deseja mascarar sob outras formas. É aqui que os cronistas ligados às regras do politicamente correto se questionam: pode um chefe de um Estado pronunciar-se de modo tão categórico sobre as relações entre outros dois estados? Mas não é seguramente isto que preocupa o papa. Continuar a ler…
Posted: 28 May 2014 03:33 AM PDT
O papa Francisco resumiu hoje no Vaticano os aspetos principais da viagem que realizou à Terra Santa, entre sábado e segunda-feira, tendo sublinhado que a visita «foi um grande dom para a Igreja», antes de pedir perdão pela separação entre cristãos. «Dou graças a Deus [pela viagem]. Ele guiou-me naquela terra abençoada, terra abençoada que viu a presença histórica de Jesus e onde ocorreram acontecimentos fundamentais para o judaísmo, cristianismo e islão», afirmou, citado pela Rádio Vaticano. «Uma vez mais, como fizeram os papas precedentes, pelo perdão por aquilo que fizemos para favorecer esta divisão, e peço ao Espírito Santo que nos ajude a sanar as feridas que causámos aos outros irmãos. A seguir, o papa centrou-se nos esforços que realizou com vista à pacificação na região: «Fi-lo na Jordânia, na Palestina, em Israel. E fi-lo sempre como peregrino, no nome de Deus e do homem, levando no coração uma grande compaixão pelos filhos daquela terra que há demasiado tempo convivem com a guerra e têm o direito de conhecer finalmente dias de paz». Continuar a ler…

- Agenda fim de semana _

- SEXTA-FEIRA : Procissão de velas em honra de Nossa Senhora, na Eugaria às 21h30.
- SÁBADO : Procissão de velas em honra de Nossa Senhora e encerramento do mês de Maria em Colares às 21h30.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Papa Francisco responde aos jornalistas na viagem entre Telavive e Roma.

Posted: 27 May 2014 01:12 AM PDT
«Neste momento há três bispos sob investigação; de um, já condenado, está a estudar-se a pena. Não há privilégios sobre este tema dos menores. Na Argentina os privilegiados dizem: este é filho do papá. Bom, sobre este tema não haverá filhos do papá. É um problema muito grave. Um sacerdote que abusa, trai o corpo do Senhor. O padre deve levar o menino ou a menina à santidade. E nisto confia-se nele. Em vez de o levar à santidade, abusa dele. É gravíssimo. É como fazer uma missa negra. Em vez de o levar à santidade, leva-o a um problema que terá por toda a vida. Na próxima semana, a 6 e 7 de junho, haverá uma missa com algumas pessoas abusadas, na Casa de Santa Marta [residência do papa no Vaticano], e depois haverá uma reunião, eu com elas. Sobre isto deve avançar-se com tolerância zero.» O celibato dos padres, o abuso sexual de menores, a eventual renúncia ao papado e a situação das pessoas divorciadas e recasadas dentro da Igreja foram alguns dos temas que o papa Francisco abordou na conferência de imprensa realizada durante a viagem entre Telavive e Roma, que decorreu na noite desta segunda-feira. Continuar a ler…

terça-feira, 27 de maio de 2014

- Papa na Terra Santa -

Posted: 26 May 2014 10:35 AM PDT
«Aqui nasceu a Igreja, e nasceu em saída. Daqui partiu, com o Pão repartido nas mãos, as chagas de Jesus nos olhos e o Espírito de amor no coração.» Naquela que foi uma das últimas etapas da viagem à Terra Santa, o papa Francisco presidiu hoje à missa no Cenáculo, onde ocorreu a última ceia de Cristo, espaço que é propriedade de Israel e está habitualmente interdito às celebrações eucarísticas. Na perspetiva do papa, «sair, partir, não significa esquecer» a memória do que aconteceu no Cenáculo, que «recorda o serviço, o lava-pés que Jesus cumpriu», gestos que significam serviço, designadamente ao «pobre, doente e excluído da sociedade». O Cenáculo é também local de sacrifício, a começar pelo eucarístico, ali instituído: «Jesus oferece-se por nós ao Pai, para que também nós nos possamos unir a Ele, oferecendo a nossa vida, o nosso trabalho, as nossas alegrias e as nossas dores». «Quanto amor, quanto bem brotou do Cenáculo. Quanta caridade saiu daqui, como um rio da nascente, que ao início é um ribeiro depois e depois alarga-se e torna-se grande», afirmou Francisco. Como memória da primeira viagem de Francisco à Terra Santa deixamos algumas das fotografias mais vistas, partilhadas e comentadas na página do Facebook do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura. Continuar a ler (com imagens)…
Posted: 26 May 2014 08:04 AM PDT
Quem sou eu diante de Jesus que sofre? Esta foi uma das perguntas que o papa Francisco dirigiu hoje a padres, religiosos e seminaristas na igreja do Getsémani, em Jerusalém, perto do local onde Jesus, em agonia perante a iminência da morte, rezou ao Pai e se submeteu à sua vontade. Os discípulos de Jesus, segundo as narrações bíblicas, «assumiram diferentes atitudes em relação ao Mestre: de proximidade, de distanciamento, de incerteza», pelo que «fará bem» a todos, «bispos, padres, pessoas consagradas, seminaristas», questionar os comportamentos assumidos diante de Cristo que sofre. «São os daqueles que, convidados por Jesus a vigiar com Ele, adormecem e, em vez de rezar, procuram fugir fechando os olhos perante a realidade? Reconheço-me naqueles que fugiram por medo, abandonando o Mestre na hora mais trágica da sua vida terrena?», perguntou. Ou, pelo contrário: «Encontro-me entre aqueles que foram fiéis até ao fim, como a Virgem Maria e o apóstolo João? Quando sobre o Gólgota tudo escurece e toda a esperança parece acabada, só o amor é mais forte do que a morte». Continuar a ler…
Posted: 26 May 2014 07:06 AM PDT
O papa Francisco afirmou esta segunda-feira que os lugares santos em Israel e no Médio Oriente «não são museus ou monumentos para turistas, mas lugares onde a comunidade dos crentes vive a sua fé, a sua cultura, a sua iniciativa caritativa». As palavras de Francisco foram proferidas no palácio presidencial em Jerusalém, onde se encontrou com o presidente de Israel, Shimon Peres, com quem plantou uma oliveira, árvore que na Bíblia está associada à paz. «Que Jerusalém seja verdadeiramente a Cidade da Paz. Que resplandeçam plenamente a sua identidade e o seu caráter sagrado, o seu valor religioso e cultural universal, como tesouro para toda a humanidade. Como é belo quando os peregrinos e os residentes podem aceder livremente aos lugares santos e participar nas celebrações», afirmou o papa. Continuar a ler (com imagem)…
Posted: 26 May 2014 02:32 AM PDT
O último dia da visita do papa Francisco à Terra Santa, esta segunda-feira, começou com um encontro com o grande mufti de Jerusalém, no edifício do Grande Conselho, localizado na Esplanada das Mesquitas. A intervenção de Francisco, lançando pontes sobre o que une cristãos e muçulmanos, centrou-se em Abraão, que se fez «peregrino, deixando a própria gente, a própria casa, para empreender aquela aventura espiritual a que Deus o chamava». «Diante do mistério de Deus somos todos pobres, sentimos dever estar sempre prontos a sair de nós mesmos, dóceis ao chamamento que Deus nos dirige, abertos ao futuro que Ele quer construir para nós. Não podemos esquecer que a peregrinação de Abraão foi também um chamamento para a justiça. Deus qui-lo testemunha do seu agir e seu imitador. Também nós queremos ser testemunhas do agir de Deus no mundo, e por isso, precisamente neste nosso encontro, sentimos ressoar em profundidade o chamamento a sermos agentes de paz e de justiça, a invocar na oração estes dons e a aprender do alto a misericórdia, a grandeza de alma, a compaixão.» Continuar a ler…
Posted: 26 May 2014 01:31 AM PDT
Um dos principais momentos do terceiro e último dia da visita do papa Francisco à Terra Santa, nesta segunda-feira, foi a visita ao Yad Vashem, em Jerusalém, monumento à memória das vítimas do Holocausto. Francisco percorreu a pé o perímetro do edifício, depositando depois uma coroa de flores no interior do monumento, tendo começado o discurso por citar um excerto do livro do Génesis: «Neste lugar, memorial da “Shoah”, ouvimos ressoar esta pergunta de Deus: “Adão, onde estás?».«Nesta pergunta está toda a dor do Pai que perdeu o filho. O Pai conhecia o risco da liberdade; sabia que o filho poderia perder-se; mas talvez nem sequer o Pai poderia imaginar uma tal queda, um tal abismo», disse Francisco. Diante da «tragédia incomensurável do Holocausto», o grito «onde estás?» ecoa «como uma voz que se perde num abismo sem fundo», frisou o papa, que a seguir perguntou: «Homem, quem és? Já não te reconheço. Quem és, homem? Em que te tornaste? De que horror foste capaz? O que é que te fez cair tão baixo?». Continuar a ler…

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Posted: 25 May 2014 01:00 PM PDT

Os caminhos de futuro são vitais para todos nós, como o desafio-de-cada-dia a que se impõe responder. Cito um curto texto de Simone Weil que diz, de forma luminosa (e com “metáforas biológicas”), o que eu penso: «O futuro não nos traz nada, não nos dá nada; somos nós que para o construir deve-mos dar-lhe tudo, dar-lhe a nossa própria vida. Mas para dar é preciso possuir e nós não possuímos outra vida, outra seiva, senão os tesouros herdados do passado e digeridos, assimilados, recriados por nós». Por outras palavras, o nosso futuro constrói-se em todos os tempos, que são sempre “recomeços” a partir do que vivemos antes, e importa ter atitudes criativas quanto às situações, mais propícias ou mais difíceis, com que nos enfrentamos. As eventuais limitações de todo o tipo, bem como os momentos de sofrimento ou de desânimo, também fazem parte do percurso, não justificando a passividade ou a desistência nem pondo em causa a esperança. Continuar a ler…

Papa na Terra Santa

Posted: 24 May 2014 12:38 PM PDT

«Peço a Deus omnipotente e misericordioso que nos ensine a todos a caminhar na Sua presença com a alma e com os pés descalços, e o coração aberto à misericórdia divina e ao amor pelos irmãos. Assim Deus será tudo em todos e reinará a paz. Obrigado por oferecerem à humanidade este lugar de testemunho. Francisco 24.5.14». Foram estas algumas das palavras que o papa Francisco escreveu este sábado no livro de honra do santuário que se ergue no local do Batismo de Jesus, na Jordânia, ao concluir uma breve visita privada a Betânia Além do Jordão, relata a Rádio Vaticano. O programa prosseguiu com o encontro com cerca de 600 pessoas, entre as quais refugiados sírios e jovens doentes e com deficiência. Durante a sua intervenção, o papa ergueu uma prece pela paz, nomeadamente na Síria. «Deus converta os violentos! Deus converta aqueles que têm projetos de guerra! Deus converta aqueles que fabricam e vendam as armas, e reforce os corações e as mentes dos agentes de paz e os recompense com todas as bênçãos», pediu. Veja fotografias destes momentos e o vídeo da chegada do papa ao estádio de Amã, onde presidiu à primeira missa na Terra Santa. Continuar a ler (com vídeo e imagens)…

Posted: 24 May 2014 07:47 AM PDT

O papa Francisco iniciou este sábado uma visita de três dias à Terra Santa, tendo sublinhado na homilia da primeira missa a que presidiu, na Jordânia, que «a diversidade de pessoas e de pensamento não deve provocar rejeição e obstáculos, porque a variedade é sempre enriquecimento». Francisco frisou que a paz «não se pode comprar, não se vende», sendo antes «um dom a procurar pacientemente e a construir artesanalmente mediante pequenos e grandes gestos» que envolvem a «vida quotidiana». «O caminho da paz consolida-se se reconhecemos que todos temos o mesmo sangue e fazemos parte do género humano; se não esquecemos que temos um único Pai no céu e que somos todos seus filhos, feitos à sua imagem e semelhança», afirmou. Dirigindo «uma saudação plena de afeto à comunidade cristã», presente na região «desde a era apostólica», Francisco recordou a sua contribuição «para o bem comum da sociedade». Assista ao vídeo da chegada de Francisco à Terra Santa. Continuar a ler (com vídeo)…

sábado, 24 de maio de 2014

Turismo Religioso

Croácia, Eslovénia, Bósnia e Montenegro 
Organização da Paróquia de Colares
29 Julho a 5 de Agosto 2014
Acompanhada pelo Pe. José António
- Informações e inscrições Igreja de Colares -
 Cartório Paroquial Tel. 21 928 90 24 Pe. José António Tm.93 6203695

Pastoral da Família - Patriarcado de Lisboa

Última catequese preparatória da Festa da Família 2014
No próximo dia 25 de Maio celebramos a Festa da Família em Mafra. No entanto este dia é também marcado pela realização das eleições para o Parlamento Europeu. Como tal apresentamos o convite a participar na Festa da Família sem esquecer o cumprimento do seu direito e dever de votar no dia 25 de Maio.
Nota pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa sobre «votar por uma Europa melhor»
Exercer o direito e o dever de votar
No próximo dia 25 de maio, somos chamados a cumprir o direito e o dever de votar nos candidatos que se apresentam para fazer parte do Parlamento Europeu, representando o povo português nesta grande comunidade de povos e nações.

O regime democrático, em que felizmente vivemos, exige participação, que tem um momento alto quando há eleições. Neste ato eleitoral, com a responsabilidade pastoral que nos cabe como bispos católicos, exortamos à participação dos cristãos e de todos os que estão abertos a ouvir a nossa voz. O absentismo é uma arma perigosa que facilmente acaba por penalizar quem a usa.

É um sentimento comum experimentar a distância entre o nosso voto e as suas consequências práticas. Além disso, a Europa pode parecer uma entidade estranha, que está para além das nossas fronteiras e não nos diz diretamente respeito. Por vezes, a onda de descrédito que atinge alguns sectores políticos é tendenciosamente generalizada. Estas eleições, que marcarão o futuro da União Europeia nos próximos anos, devem ser encaradas como um momento privilegiado para colaborar na construção de uma Europa melhor.

A Europa, horizonte da nossa esperança
A Europa é muito mais do que um espaço geográfico. É uma comunidade de ideais e valores, para a qual muito tem contribuído a fé cristã ao longo dos séculos. O ressurgir do ideal europeu, no rescaldo de duas guerras mundiais que tiveram origem no nosso Continente, em boa parte foi obra de líderes políticos cristãos. Tem se dado a evolução de um mercado comum ou de uma comunidade económica para o ideal de uma união europeia, que atualmente congrega 28 Estados. Estes encontram na Europa a sua casa comum, comprometidos na construção de um projeto de civilização, orientado por critérios de paz e justiça social, de liberdade religiosa, de diálogo cultural e solidariedade, a nível interno e com a comunidade de todos os outros povos e nações.

A Europa é um projeto sempre em construção, e as próximas eleições são uma ocasião que não podemos desperdiçar para a sua edificação. A Igreja acompanha com respeito e atenção as atividades das instituições europeias que honrem a Europa como a sua casa moral e espiritual, promovendo os valores que são a matriz da sua identidade.

Votar por uma Europa melhor
Em diversas ocasiões que precedem atos eleitorais, temos apresentado critérios para votar com consciência esclarecida. Votar não é um ato burocrático; é afirmar valores e exigir responsabilidades a quem deve servir os povos de uma Europa justa e solidária.

Numa visão realista do nosso Continente, dinamiza nos a esperança de uma Europa melhor, em que seja salvaguardada a vida humana desde conceção até morte natural, em que o desemprego não pareça um mal inevitável mas um desafio a responder sem adiamentos, em que as fronteiras não se fechem à solidariedade com os povos maltratados política e economicamente, em que o diálogo inter-religioso e intercultural seja o caminho de sentido único para uma paz justa e duradoura, em que o capital não se arvore em governo autocrático mas sirva a pessoa humana e o bem comum.

Para cumprir este ideal precisamos de políticos responsáveis e competentes, que nos cabe eleger. Fazemos nossas estas palavras do Papa Francisco: «Peço a Deus que cresça o número de políticos capazes de entrar num autêntico diálogo que vise efetivamente sanar as raízes profundas e não a aparência dos males do nosso mundo. A política, tão denegrida, é uma sublime vocação, é uma das formas mais preciosas da caridade, porque busca o bem comum». Como ele, rezamos também nós ao Senhor «para que nos conceda mais políticos que tenham verdadeiramente a peito a sociedade, o povo, a vida dos pobres. É indispensável que os governantes e o poder financeiro levantem o olhar e alarguem as suas perspetivas, procurando que haja trabalho digno, instrução e cuidados de saúde para todos os cidadãos» (Evangelii gaudium, 205).

Em breve começará a campanha eleitoral. Urge ser esclarecida a opinião pública a respeito dos programas partidários e das pessoas que se candidatam. A nossa democracia deve exigir de todos propostas realistas, geradoras de soluções concretizáveis, evitando falsas ilusões.

No ato de votar, o eleitor cristão tem o dever de não trair a sua consciência, iluminada pelos critérios e valores do evangelho de Jesus. Importa, também agora, exercer a virtude da cidadania participativa, assumida como uma obrigação moral. Uma Europa melhor, que justamente desejamos, também depende de cada um de nós.
Fátima, 1 de maio de 2014

Conferência Episcopal Portuguesa

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Posted: 22 May 2014 02:33 PM PDT

A oração requer perseverança, continuidade. Várias vezes Jesus – seguido por Paulo – pediu a oração sem interrupção. Ora, perguntemo-nos com honestidade: como é possível viver, trabalhar, descansar, dormir, encontrar os outros, e ao mesmo tempo orar continuamente? É preciso entender as palavras. Orar sempre não significa empenhar-se em repetir continuamente fórmulas ou invocações, mas viver uma existência marcada por aquilo que os Padres da Igreja chamavam memoria Dei, a recordação constante de Deus: «Oração incessante quer dizer ter a mente dirigida a Deus com grande fervor e amor, permanecer sempre suspenso pela esperança que temos nele, confiando nele em qualquer coisa que façamos e em qualquer coisa que nos aconteça» (Máximo o Confessor). Por outras palavras, trata-se de reconhecer que o Deus vivo opera constantemente na nossa existência e na história; trata-se de lutar para estar sempre consciente da presença de Deus em nós, ou seja, da comunhão que Ele nos dá, para que a acolhamos e a partilhemos com todos os nossos irmãos e irmãs. Continuar a ler…

Pastoral da Cultura


quarta-feira, 21 de maio de 2014

- Pastoral da Cultura -

Posted: 20 May 2014 01:53 PM PDT
O sentimento da minha pobreza e do meu nada sempre me fizeram boa companhia, mantendo-me humilde e calmo, e concedendo-me a alegria de me empenhar com o meu melhor no exercício continuado de obediência e de caridade pelas almas e pelos interesses do Reino de Jesus, meu Senhor e meu tudo. A Ele toda a glória; para mim e por meu mérito a sua misericórdia. O meu mérito é a misericórdia do Senhor. Senhor, Tu conheces todas as coisas, Tu sabes que te amo. Isto me basta. Peço perdão àqueles que inconscientemente houver ofendido e a todos a quem não tiver edificado. Sinto que não tenho nada a perdoar a quem quer que seja, porque quantos me conheceram e contactaram comigo – mesmo que me tiverem ofendido ou desprezado ou desestimado, aliás justamente, ou me tivessem dado motivo de afeição – reconheço-os unicamente como irmãos ou benfeitores, a quem estou grato e para quem oro e orarei sempre. Nascido pobre, mas de honrada e humilde gente, estou particularmente contente por morrer pobre. Continuar a ler…
Posted: 20 May 2014 01:00 PM PDT
A peregrinação de Paulo VI a Fátima, em 1967, no cinquentenário das aparições, despertou em mim uma aventura. Era aluno de Jornalismo na Universidade de Navarra, Espanha, e fiz-me à boleia, na esperança de acompanhar a visita do Papa. Naquela época, o regime de Salazar fazia da sua animosidade diplomática contra Paulo VI um “lenda negra”, por o Papa ter ido ao Congresso Eucarístico a Bombaim (Índia), o que considerava uma ofensa aos portugueses e uma bênção aos indianos que tinham anexado Goa, Damão e Diu. As críticas agravaram-se quando Paulo VI saudou, no Vaticano, líderes da resistência africana contra a permanência dos portugueses nas colónias. O Estado Novo era perito nas “lendas negras” e Salazar não poupava a Igreja. Veja-se o caso do exílio forçado do Bispo do Porto, D. António Ferreira Gomes. As atoardas do salazarismo tinham na Igreja eclesiásticos que gostavam de incensar e agravar a campanha contra D. António Ferreira Gomes, engordando as injúrias. Continuar a ler…
Posted: 20 May 2014 12:30 PM PDT
Não é possível fazer uma iniciação cristã sem a família ou contra a família, e quando a família natural não é possível, é sempre necessário encontrar uma outra. A recuperação da família e a evangelização em família não terão um caminho fácil, já que uma Igreja excessivamente clericalizada perdeu, para o medo, a culpabilização e o romantismo, a noção exata do que a família é e de como esta deve ser tratada na sua unidade e multiplicidade de relações internas, pedra angular da classe média, apanágio da estabilidade e da transmissão de valores, agora em violenta transformação por obra da austeridade e das várias crises sociais. Mas por alguma razão Jesus entregou os apóstolos a Maria. A evangelização, para ter futuro, deve ser mais equilibradamente feminina: mais comunicativa, mais acessível, mais próxima, mais doméstica, mais interessada, mais realista, mais acolhedora, mais dedicada, mais paciente e mais persistente.  Continuar a ler…

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Festa da Família

Patriarca de Lisboa convoca famílias
O Patriarca de Lisboa convocou todas as famílias da diocese para a Jornada Diocesana da Família (Festa da Família) que acontece no próximo dia 25 de maio, a partir das 10h30, no Jardim do Cerco, em Mafra, sob o tema ‘Família, vive a alegria da fé’.   “É para partilhar e celebrar esta verdade vivida e convivida da família cristã,...

PARTILHA.... DA CHATINHA!

Uma saudação amiga em Cristo Ressuscitado. .

Desta vez, como as anteriores, a partilha será provavelmente chata na mesma, mas é uma pequena passagem do livro que vou lendo "nos intervalos"  descontraidamente em laia de descansa a cabeça, no entanto profundo, como já nos habituou o Padre José Tolentino Mendonça. Aqui vai:
..."Se calhar, houve um tempo na relação dos discípulos com Jesus em que a palavra "servos" ou mesmo a palavra "discípulos" era apta a descrever o que viviam. Porém, é o próprio seguimento de Jesus que pede que elas sejam suplantadas. Agora só a palavra "amigo" vale para descrever alguém que segue Jesus, porque o próprio Jesus nos funda numa relação de conhecimento e de reconhecimento de tudo aquilo que Ele ouviu do Pai."...

Coincidentemente, ou não, li esta passagem no domingo e pensei "vem mesmo a calhar", este texto cabe no  Evangelho deste V Domingo da Pascoa (João 14,1-121):

..." Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por Mim" ..."Quem Me vê, vê o Pai"... "Eu estou no Pai e o Pai está em Mim". ...

Palavras de Jesus aos seus amigos e que são, hoje, também para mim... Ele diz-me para olhar para Ele, ver como Ele vive, como ama, como acolhe, como sobe à cruz e... quem o vê a Ele vê o Pai!
Só mais uma coisinha, e peço desculpa, mas não posso deixar de o fazer. No passado sábado, o Movimento Casais de Santa Maria, do qual eu também faço parte, conjuntamente com muitos amigos, estivemos reunidos em Fátima. Foi um óptimo momento de partilha e entreajuda onde o lema era os "3 R's" - Rezar - Reunir  - Reflectir. A todos aqueles amigos que, com o esforço do seu trabalho e dedicação a uma causa maior – JESUS -,  colaboraram  para  a vivência da nossa Igreja em comunhão, vai o meu bem-haja.
Com os ecos desse encontro um abraço com Maria, nossa companheira de caminhada.
ana  saldanha (elemento da Equipa Casais Stª Maria/Colares)

NOTA: o livro de que falo tem o título "Nenhum Caminho Será Longo" (para uma teologia de amizade) escrito por José Tolentino Mendonça - padre, escritor poeta, professor, formado em "Estudos Bíblicos leccionando na Faculdade de Teologia da Universidade Católica.

domingo, 18 de maio de 2014

Almoçageme - Maio mês de Maria

- Agenda para hoje -
 21h30 - Recitação do Rosário, seguindo-se  a Procissão de velas em honra de Nossa Senhora

.

- São João Paulo II -

É hoje o seu aniversário natalício, parabéns Santo padre.
Protegei e ajudai Portugal

quinta-feira, 15 de maio de 2014

PARTILHA DA CHATA SOBRE A "SEMANA DA VIDA" - DE 11 A 18 DE MAIO/14 e Dia da Família

BOM DIA NOS DÊ DEUS, NOSSO PAI E SENHOR!
Apenas uma curiosidade sobre esta semana que está a decorrer:
"A semana da Vida nasceu em 1991, por iniciativa de São João Paulo II. Ao encerrar o Sínodo sobre a Europa, o Papa pediu que, em todos os países do mundo, a Igreja promovesse em cada ano a celebração de um Dia ou Semana da Vida. Em 1955, na sua encíclica "Evangelho da Vida", renovou este pedido ao propor uma celebração com o objectivo de "suscitar nas consciências, nas famílias, na Igreja e na sociedade, o reconhecimento do sentido e valor da vida humana em todos os seus momentos e condições".
A conferência Episcopal Portuguesa determinou que anualmente se celebrasse um Semana da Vida, actualmente promovida  pela Comissão Episcopal do Laicado e da Família.
Tema escolhido para 2014: "GERAR VIDA - CONSTRUIR FUTURO". (a ideia deste artigo foi tirada da Folha Informativa "Unidade Pastoral").

Neste mês de Maria, nesta semana e neste dia, rezo com Bento XVI:
"VELA Ó MARIA sobre as Famílias e sobre o mundo do trabalho; 
vela sobre todos os que perderam a fé e a esperança;
conforta os doentes, os encarcerados e todos os que sofrem;
sustenta, ó Ajuda dos Cristãos,
os jovens, os idosos e as pessoas em dificuldade.
Vela, ó Mãe da Igreja, sobre os Pastores e sobre toda a comunidade dos fiéis, para serem sal da terra e luz,no meio da sociedade"- Papa emérito Bento XVI

Com uma braço fraterno pedindo à Mãe que vele por nós, para que possamos ser o que Ele nos pediu:- SAL e LUZ - Sejamos Vida para Gerarmos Vida!     
ana saldanha (elemento da Equipa Casais Stª Maria/Colares)

Portugal - Europa

«É escandaloso que os ricos sejam os beneficiados da crise»