domingo, 30 de junho de 2019

Intenções para o mês de Julho 2019

Intenção

Universal: Integridade da justiça
Para que todos aqueles que administram a justiça operem com integridade e para que a injustiça que atravessa o mundo não tenha a última palavra.

Reflexão

INTEGRIDADE DA JUSTIÇA

Neste mês de julho, o Papa Francisco faz um desafio a todos os cristãos, através da sua Rede Mundial de Oração, sobre um tema que, para a maioria de nós, parece distante ou relativamente ao qual pouco temos a fazer.

Muitos dos problemas do nosso mundo, em particular os relacionados com a administração da justiça, despertam alguma sensação de desânimo e impotência, ao darmo-nos conta das estruturas injustas presentes nesta área da vida social, colocando sérias dúvidas quanto à verdade de tantos processos, pelos interesses políticos e económicos que neles têm influência e pelo flagelo da corrupção ao mais alto nível. Para combater o desânimo e a falta de esperança, devemos rezar muito e oferecer as nossas ações quotidianas por aqueles que administram a justiça, pela sua imparcialidade e integridade. Mas devemos também dar-nos conta, com gratidão, que muitos procuram exercer a justiça com verdade, buscando soluções, apesar das muitas pressões que podem sentir.

Da nossa parte, o que podemos tirar como consequência para as nossas vidas, a partir deste desafio do Papa Francisco? Em primeiro lugar, optarmos sempre pela transparência, a integridade e a verdade. Como é a nossa relação com a lei? Que cedências vamos fazendo àquilo que nos parece «pequeno» e sem consequências, mas constitui verdadeira injustiça? Nas regras de trânsito, no pagamento dos impostos, nas relações laborais, no juízo que fazemos uns dos outros, tantas vezes precipitado e sem fundamento, somos agentes de justiça ou pactuamos com interesses pessoais e de grupo que não dignificam a verdade do agir cristão?

A injustiça não tem a última palavra, e devemos ser nós, os cristãos, e como Igreja, a ser os primeiros a dar exemplo de integridade e verdade nas nossas relações pessoais e institucionais.

Oração

Pai de bondade, o teu Filho Jesus foi vítima de uma tremenda injustiça, no desejo de morte que os seus adversários tinham para com Ele.
Hoje, tantos irmãos e irmãs nossos são vítimas da injustiça, de falsos julgamentos.
Tantos procuram ser favorecidos por causa do seu poder e influência.
Senhor, converte o nosso coração à verdade e a uma vida íntegra, à semelhança de Jesus.
Pedimos-te que o teu Espírito Santo seja o guia de todos os que administram a justiça,
para que esta seja um reflexo da tua verdade no mundo.

Pai-Nosso...

Desafios

– Estar atento a boas práticas de administração da justiça, divulgando-as através dos próprios meios, como um modo de salientar a importância da justiça feita com integridade e verdade.

– Fazer um exame de consciência sobre o modo como pactuamos com a injustiça, nas nossas relações pessoais, laborais, na relação com a lei, etc.

– Promover na comunidade um tempo de reflexão e oração pelos que administram a justiça e refletir sobre situações injustas que acontecem no próprio meio e os modos de as superar.

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 30 – Domingo XIII do Tempo Comum – Ano C

1 Rs 19, 16b.19-21 / Slm 15 (16), 1-2a.5.7-11 / Gl 5, 1.13-18 / Lc 9, 51-62

A Palavra de Deus exorta-nos à radicalidade, a ultrapassar as meias-medidas, a mediocridade. Ou bem que ouvimos o chamamento do Senhor e O seguimos, ou então desistimos de O seguir, inventando desculpas e alibis.

O profeta Elias, obedecendo ao pedido de Deus, foi ao encontro de Eliseu, que andava a lavrar um campo. Deu-lhe a sua capa. Naquele tempo, considerava-se o manto como parte da pessoa. Assim, os poderes do profeta Elias passaram para Eliseu, seu sucessor.

A radicalidade de Eliseu é tanta que se despediu da sua família, matando uma junta de bois e assando a carne com a madeira do próprio arado. Assim disse adeus à profissão de rico agricultor, aceitando a santa aventura de ser profeta.

S. Paulo exorta a viver a liberdade plena de Cristo libertador. É que os cristãos da comunidade da Galácia estavam a ser tentados por fundamentalistas que, dizendo-se cristãos, pretendiam impor o rigor das práticas exteriores da antiga lei. Promoviam a letra acima do espírito da lei, que se concretiza no amor fraterno: «colocai-vos ao serviço uns dos outros». Só amando somos verdadeiramente livres. Como diz Santo Agostinho: «Ama e faz o que quiseres».

Cristo dá-nos uma magnífica lição de como responder às contrariedades e oposições. Tiago e João pensavam ser uma boa solução pedir que descesse fogo do céu sobre os samaritanos, como vingança por não aceitarem receber Jesus. Mas Cristo repreendeu-os, porque o seu mandamento do amor não é para cumprir apenas com quem é amável e simpático, mas sim com todos, inclusive com os inimigos. Os discípulos de Jesus não podem fazer «guerras santas», porque toda a guerra é pecaminosa. Toda a espécie de fanatismo, integrismo e intolerância está proibida ao seguidor de Cristo. Não somos «filhos do trovão», mas irmãos de Jesus, que «passou fazendo o bem».

Na segunda parte do Evangelho encontramos três chamamentos que Cristo fez a pessoas para O seguirem. Cada um arranjou desculpas para atrasar a resposta. São a imagem das nossas faltas de generosidade em cumprir com desvelo os apelos que nos faz o Senhor, na intimidade do nosso coração, ou mediados por alguém que O representa. O nosso «sim» deve ser sempre «sim», sem adiamentos, e não «talvez» ou «mais ou menos». 

sábado, 29 de junho de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 29 – S. Pedro e S. Paulo (Solenidade)

At 12, 1-11 / Slm 33 (34), 2-9 / 2 Tm 4, 6-8.17-18 / Mt 16, 13-19

Sobre esta pedra edificarei a minha Igreja. (Evang.)

Hoje desenvolvamos o sentido de pertença à Igreja porque, com todos os defeitos que a Igreja tem, é uma tentação pormo-nos de fora a criticar e não amarmos a Igreja. Às vezes, falamos da Igreja como de uma instituição exterior a nós, à qual parece que não pertencemos, e com muitos defeitos. A Igreja, se tem muitos defeitos, tem também muitas qualidades e se a amamos é isto que temos de salientar. O leitor reze para amar cada vez mais a Igreja.

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Por que celebramos hoje a Solenidade do Sagrado Coração?

Foi um pedido explícito do próprio Jesus em aparição: entenda como é definida a data, já que esta solenidade não cai em um dia fixo do mês

A primeira sexta-feira depois da oitava de Corpus Christi: esta é a data em que a Igreja celebra a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus.
A data é um pedido explícito do próprio Jesus em suas aparições a Santa Margarida Maria Alacoque em junho de 1675:

“Peço que na primeira sexta-feira depois da oitava de Corpus Christi seja celebrada uma festa especial em honra do Meu Coração e que nesse dia se comungue para pedir perdão e reparar os ultrajes por Ele recebidos durante o tempo em que permaneceu exposto nos altares. Eu te prometo que o Meu Coração se dilatará para derramar com abundância as influências do Seu Divino Amor sobre todos os que Lhe tributarem esta divina honra e a promoverem”.

De fato, juntamente com o sacerdote jesuíta São Cláudio La Colombière, que era seu diretor espiritual, Santa Margarita Maria Alacoque passou a promover com fervor as mensagens do Sagrado Coração de Jesus.

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 28 – Sagrado Coração de Jesus (Solenidade)

Ez 34, 11-16 / Slm 22 (23), 1-6 / Rm 5, 5b-11 / Lc 15, 3-7

Tratarei a [ovelha] que estiver ferida, darei vigor à que andar enfraquecida. (1ª Leit.)

Não é isto que Jesus faz em toda a sua vida: acolher os pecadores, enviá-los em paz com os seus pecados perdoados, exorcizar os endemoninhados? Não é esta, também, a imagem que Jesus dá do Pai, por exemplo, na parábola do filho pródigo? Não é esta a ação do Espírito Santo sobre os apóstolos, robustecê-los (e de que maneira!)? Hoje, o leitor peça ao Espírito Santo que o robusteça em alguma área que o leitor acha que precisa.

quinta-feira, 27 de junho de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 27 – Semana XII do Tempo Comum

Gn 16, 1-12.15-16 ou 6-12.15-16 / Slm 105 (106), 1-5 / Mt 7, 21-29

Levantará a mão contra todos e todos levantarão a mão contra ele. (1ª Leit.)

Muitos séculos depois, dirá: «Eu não vim trazer a paz». Há ocasiões em que, por amor do Reino, temos de ser independentes das ideias ou das pessoas que nos rodeiam. E do afeto que nos rodeia… E sujeitarmo-nos às consequências. Mas isso tem de ser feito com uma atitude divina. Com suavidade, mansidão e firmeza. O leitor é capaz? Quer ser capaz? Quer rezar por isso?

quarta-feira, 26 de junho de 2019

ENCONTRO COM O PAPA É MOMENTO ALTO DA COMEMORAÇÃO DOS 175 ANOS DO AO EM ROMA

Um dos momentos altos das celebrações dos 175 anos do Apostolado da Oração (AO) acontece no próximo dia 28 de junho, em Roma: o encontro internacional com o Papa Francisco. 

A par da celebração dos 175 anos do AO assinalam-se também os 10 anos do início do processo de recriação desta Obra da Santa Sé, agora Rede Mundial de Oração do Papa (incluindo o Movimento Eucarístico Juvenil), aprovada pelo Papa Francisco há cinco anos.

O programa em Roma estende-se por dois dias e compreende, ainda no dia 28 de junho, às 19h00, uma celebração eucarística, na Basílica de São João de Latrão, marcando a Solenidade de São Pedro e São Paulo, Apóstolos.

No dia 29 de junho, das 10 às 12h00, realiza-se, na Cúria Geral dos Jesuítas, o encontro de diretores e coordenadores nacionais. Para as 18h30, está previsto o Encontro Movimento Eucarístico Jovem, na Capella Sapienza Università.

Os membros das equipas nacionais que não participam nesta peregrinação internacional a Roma são convidados a organizar, no seu país, uma celebração durante esses dias, para que possamos estar juntos em oração e com alegria.

A todos pedimos orações pelos 160 peregrinos da delegação portuguesa e por esta obra pontifícia, para que saiba, hoje e sempre, abrir-se a uma missão de compaixão pelo mundo.

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 26 – Semana XII do Tempo Comum

Gn 15, 1-12.17.18 / Slm 104 (105), 1-4.6-9 / Mt 7, 15-20

Pelos frutos os conhecereis. (Evang.)

Jesus não nos diz que dar frutos chega; diz «pelos frutos os conhecereis». Naturalmente, em qualidade e quantidade. Depois, quando a árvore já deu fruto, passa pelo inverno, é podada, tratada, preparada para dar mais fruto. É o que se nos pede. Pense o leitor no ano passado, por esta altura. Em que é que o seu fruto melhorou? Pense num fruto específico, isto é, numa atitude, num comportamento concreto.

terça-feira, 25 de junho de 2019

Os milagres e a ciência confirmaram juntos o tipo sanguíneo de Jesus Cristo?

O que a ciência concluiu após analisar fenómenos eucarísticos inexplicáveis e o misterioso tecido do Santo Sudário

O mais antigo milagre eucarístico de que se tem registro na história da Igreja ocorreu na Itália por volta do ano 700.
O lugar era o vilarejo de Lanciano, povoado antiquíssimo cujo nome vem justamente do primitivo termo “L’Anciano”, ou seja, o ancião, o velho. Lá viviam, no mosteiro de São Legoziano, os monges de São Basílio. Entre eles, um que acreditava mais na sua cultura mundana do que nas coisas de Deus. A sua fé parecia vacilante e, todos os dias, ele era perseguido pela dúvida de que a hóstia consagrada fosse mesmo o verdadeiro Corpo de Cristo e o vinho o Seu verdadeiro Sangue. A Graça Divina, porém, nunca o abandonou, fazendo-o rezar continuamente para que esse insidioso espinho da dúvida saísse do seu coração.

Do tormento da dúvida ao júbilo do milagre

Certa manhã, celebrando a Santa Missa atormentado mais do que nunca pela dúvida, ele viu, após proferir as palavras da consagração, que a hóstia se convertera em Carne viva e o vinho em Sangue vivo. Sentiu-se confuso e dominado pelo temor diante de tão espantoso milagre, permanecendo longo tempo transportado a um êxtase sobrenatural. Até que, em meio a transbordante alegria, o seu rosto, banhado em lágrimas, voltou-se para as pessoas presentes e disse:

“Ó bem-aventuradas testemunhas, diante de quem, para confundir a minha incredulidade, o Santo Deus quis desvendar-se neste Santíssimo Sacramento e tornar-se visível aos nossos olhos! Vinde, irmãos, e admirai o nosso Deus que se aproximou de nós! Eis aqui a Carne e o Sangue do nosso Cristo muito amado!”


A estas palavras, as testemunhas se precipitaram até o altar e começaram também a chorar e pedir misericórdia. Logo espalhou-se a notícia por toda a pequena cidade, transformando o monge em um novo São Tomé.

Um milagre que dura 1300 anos

A Hóstia-Carne apresentava, como ainda hoje se pode observar, uma coloração ligeiramente escura, tornando-se rósea quando iluminada pelo lado oposto, e tinha aparência fibrosa; o Sangue era de cor terrosa, entre o amarelo e o ocre, coagulado em cinco fragmentos de forma e tamanho diferentes.
fot. EAST NEWS
Serenada a emoção de que todo o povo fora tomado, e dadas aos Céus as graças devidas, as relíquias foram agasalhadas num tabernáculo de marfim. A partir de 1713, e até hoje, a Carne passou a ser conservada numa custódia de prata, finamente cinzelada, ao estilo napolitano. O Sangue está contido numa rica e antiga ampola de cristal de rocha.

O que diz a ciência

Aos reconhecimentos eclesiásticos do milagre, veio juntar-se o pronunciamento da ciência moderna através de minuciosas e rigorosas provas de laboratório.

Quarta-feira, 26 de Junho

Igreja de Almoçageme às 10h00


Quinta-feira, 27 Junho

Igreja das Azenhas do Mar às 21h30

MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 25 – Semana XII do Tempo Comum

Gn 13, 2.5-18 / Slm 14 (15), 2-5 / Mt 7, 6.12-14

Como é estreita a porta e apertado o caminho. (Evang.)

Este dito de Jesus não nos deve amedrontar porque numa porta estreita e num caminho apertado cabe tanta gente como numa porta e num caminho largos. Não cabem é todos ao mesmo tempo na porta nem conseguem percorrer o caminho atabalhoadamente. Mas uma porta estreita e um caminho apertado têm muitas vantagens pedagógicas. Obrigam ao cuidado, respeito e solidariedade. O leitor reze por estas três virtudes em si.

segunda-feira, 24 de junho de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 24 – Nascimento de S. João Batista (Solenidade)

Is 49, 1-6 / Slm 138 (139), 1-3.13-15 / At 13, 22-26 / Lc 1, 57-66.80

«Cansei-me inutilmente, em vão e por nada gastei as minhas forças». (1ª Leit.)

Também nós podemos ter esta sensação com muitos trabalhos da vinha do Senhor. Mas há que notar que nunca sabemos o alcance dos nossos esforços. Às vezes, «grandes frutos» revelam-se efémeros. E «demonstrações de indiferença» são, afinal, a quietude de quem está a absorver uma experiência profunda. Como diz o texto, a nossa recompensa vem do Senhor. É sempre errado medirmos a nossa influência espiritual pelo que vemos. Hoje, o leitor reze para amar com esperança.

domingo, 23 de junho de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 23 – Domingo XII do Tempo Comum – Ano C

Zac 12, 10-11; 13, 1 / Slm 62 (63), 2-6.8-9 / Gl 3, 26-29 / Lc 9, 18-24

O profeta Zacarias indica que o «espírito de piedade e de súplica» foi concedido aos habitantes de Jerusalém, ao contemplarem alguém que foi trespassado. O apóstolo S. João aplica esta cena a Jesus, que deu a sua vida numa cruz para salvar a humanidade. Sendo uma cena dramática, de extrema crueldade, é também um quadro maravilhoso em que contemplamos Deus a dar a vida por nós.

S. Paulo, escrevendo aos cristãos da Galácia, diz que, pelo batismo, os cristãos fomos «revestidos de Cristo». Ou seja, o hábito ou uniforme que devemos usar como cristãos não se refere a nenhum tipo de vestido exterior, mas a conformarmos a nossa vida pelo estilo de Jesus: trabalhar ou descansar, rezar ou conversar, relacionar-se com todos como Jesus o fez. Um autor afirma que «o dicionário do cristão é Jesus Cristo». Ou seja, em Cristo encontramos a verdadeira explicação de tudo. Qualquer realidade humana deve ser iluminada pelo estilo da vida de Jesus. E mais ainda: seguir a Jesus fraterniza-nos, torna-nos irmãos. Cristo faz-nos ultrapassar as diferenças de classe (escravos e livres), de sexo (homens e mulheres) e de nacionalidade (judeus ou gregos), pois todos passamos a ser «um só em Cristo Jesus». A experiência de vida cristã faz abater os muros de separação e constrói pontes de unidade.

No Evangelho encontramos Jesus a fazer uma sondagem à opinião pública: «Quem dizem as multidões que Eu sou?». Jesus queria saber se as pessoas estavam a compreender a sua pessoa e mensagem, para poder clarificar a verdade da sua missão. Perante a diversidade de opiniões, pergunta aos seus apóstolos, que O conheciam mais de perto: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». Pedro, como porta-voz do grupo, respondeu com firmeza: «És o Messias de Deus». Para que ficasse clara a identidade do «Messias», que não era a de um chefe político, capaz de fazer frente ao império romano, Cristo esclareceu que iria ser rejeitado e até morto, mas que ressuscitaria ao terceiro dia. Além disso, os que querem ser seus seguidores têm de assumir a sua cruz, dia após dia. Cristo não nos promete facilidades e triunfos, mas exige que vivamos a dar a vida, em amor e serviço. Neste dar a vida está a nossa plena realização feliz.

sábado, 22 de junho de 2019

Portugal: Assembleia da República aprovou criação do Dia Nacional da Liberdade Religiosa e do Diálogo Inter-Religioso

Iniciativa partiu da Comissão da Liberdade Religiosa e do Alto Comissariado para as Migrações

Lisboa, 21 jun 2019 (Ecclesia) – O Parlamento português aprovou hoje, por unanimidade, a proposta de de criação do Dia Nacional da Liberdade Religiosa e do Diálogo Inter-Religioso, que se vai celebrar anualmente a 22 de junho.

“Fruto de uma luta tenaz de muitos homens e mulheres contra a perseguição, a tortura e a discriminação que, ao longo dos tempos, se tem abatido sobre quem tem um credo diferente do da maioria ou contra quem não é crente, a liberdade religiosa é hoje, cada vez mais, uma expressão da igual dignidade de todos os seres humanos, crentes e não crentes”, refere o texto legislativo, apresentado na Assembleia da República.

A iniciativa nasceu de uma petição conjunta da Comissão da Liberdade Religiosa e o Alto Comissariado para as Migrações, na qual se sublinha que “a liberdade religiosa é um elemento fundamental para a existência de verdadeira dignidade na condição humana e para a concretização dos direitos humanos”.

As duas instituições assinalam o valor do diálogo entre as comunidades religiosas para “uma sociedade pacífica e reconhecendo o contributo das comunidades religiosas presentes em Portugal na construção desse diálogo”.

A proposta resulta do trabalho de colaboração entre a Comissão da Liberdade Religiosa e o Alto Comissariado para as Migrações, após um processo de consulta interna no Grupo de Trabalho do Diálogo Inter-religioso e na Sessão Plenária da Comissão.

A ideia de criar um Dia Nacional da Liberdade Religiosa e do Diálogo Inter-Religioso foi apresentada, pela primeira vez, no II Congresso do Diálogo Inter-Religioso “Cuidar do Outro”, realizado no dia 3 de outubro de 2018, na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa.

As instituições promotoras destacam que o princípio da separação e da aconfessionalidade do Estado, vai continuar a ser “um importante garante da liberdade religiosa”, precisando que “a separação, neste sentido, não implica oposição, nem exclui a cooperação com as comunidades religiosas, essencial para a plena concretização da liberdade religiosa”.

O Projeto de Resolução 2193/XIII, aprovado hoje, sublinha que com este dia “pretende-se assinalar a importância fundamental destes valores e destas práticas e contribuir para uma consciência mais viva de toda a sociedade sobre o lugar central que esses valores e essas práticas ocupam na sociedade democrática e tolerante”.

OC

Noticias Ecclesia

O cardeal D. António Marto defendeu na abertura do simpósio ‘Fátima Hoje: que caminhos?’ que a peregrinação é uma “parábola da existência humana”, apresentando o ser humano como “alguém que faz caminho”.

O Simpósio Teológico-Pastoral decorre até domingo no Salão do Bom Pastor, no Centro Pastoral Paulo VI, em Fátima, convidando os participantes a refletir sobre o sentido de peregrinar.

 O Parlamento português aprovou esta sexta-feira, por unanimidade, a proposta de criação do Dia Nacional da Liberdade Religiosa e do Diálogo Inter-Religioso, que se vai celebrar anualmente a 22 de junho

 No Vaticano, o Papa recebe hoje representantes da Federação Internacional das Associações de Médicos Católicos (FIAMC), que esta sexta-feira promoveu uma consagração dos seus membros ao Coração de Jesus.

Octávio Carmo

Papa anuncia o tema da JMJ Lisboa 202

“Maria levantou-se e partiu apressadamente” (Lc 1, 39) é o tema escolhido pelo Papa Francisco para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2022, em Lisboa.

No discurso que encerrou o XI Fórum Internacional de Jovens, em Roma, o Papa Francisco anunciou os temas para o itinerário trienal das próximas Jornadas Mundiais da Juventude. Em 2020 e 2021, as Jornadas Mundiais da Juventude, celebradas em cada diocese, vão ter como tema “Jovem, eu te digo, levanta-te!” (cf. Lc 7, 14) e “Levanta-te! Eu te constituo testemunha do que viste!” (cf. At 26, 16), respetivamente. Para a Jornada Mundial da Juventude celebrada em 2022, no encontro internacional que vai reunir, em Lisboa, os jovens de todo o mundo, o Papa escolheu como tema “Maria levantou-se e partiu apressadamente” (Lc 1, 39).
O Papa Francisco dá assim continuidade à dimensão mariana como proposta de caminhada espiritual para os jovens. Em janeiro deste ano, a JMJ no Panamá teve como tema “Eis a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 38).

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 22 – Semana XI do Tempo Comum

2 Cor 12, 1-10 / Slm 33 (34), 8-13 / Mt 6, 24-34

Ninguém pode servir a dois senhores. (Evang.)

Pelo menos ir à missa e servir o dinheiro é possível, condenar os irmãos e vários outros pecados sem se assumir a culpa é possível. Ir à missa foi servir a Deus? Não, porque os pecados foram certamente servir o diabo. Temos de ser pessoas de uma só palavra, de um só coração. Porque às vezes parece que a nossa prática piedosa se resume ao domingo e até parece que não é domingo se não tiver missa; mas, saídos da igreja, as convicções são outras. O leitor veja como andam as suas convicções.

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Para uma teologia do acolhimento e do diálogo

A teologia (…) é chamada a ser uma teologia do acolhimento, e a desenvolver um diálogo sincero com as instituições sociais e civis, com os centros universitários e de investigação, com os líderes religiosos e com todas as mulheres e homens de boa vontade, pela construção na paz de uma sociedade inclusiva e fraterna, e também para a proteção da criação.

Quando no proémio da [constituição do papa Francisco] “Veritatis gaudium” [sobre as universidades e faculdades eclesiásticas] se menciona o aprofundamento do “kerygma” [anúncio/testemunho das verdades essenciais da fé cristã] e o diálogo com critérios para renovar os estudos, quer dizer-se que eles estão ao serviço do caminho de uma Igreja que cada vez mais coloca no centro a evangelização. Não a apologética, não os manuais (…): evangelizar. No centro está a evangelização, que não quer dizer proselitismo. No diálogo com as culturas e as religiões, a Igreja anuncia a Boa Notícia de Jesus e a prática do amor evangélico que Ele pregava como uma síntese de todo o ensinamento da Lei, das visões dos Profetas e da vontade do Pai.

O diálogo é antes de tudo um método de discernimento e de anúncio da Palavra de amor que é dirigida a cada pessoa, e que no coração de cada um quer fixar morada. Só na escuta desta Palavra, e na experiência do amor que ela comunica, se pode discernir a atualidade do “kerygma”. O diálogo, assim entendido, é uma forma de acolhimento.

Gostaria de sublinhar que «o discernimento espiritual não exclui as contribuições de sabedorias humanas, existenciais, psicológicas, sociológicas ou morais; mas transcende-as. Não bastam sequer as normas sábias da Igreja. Lembremo-nos sempre de que o discernimento é uma graça. (…) Em suma, o discernimento leva à própria fonte da vida que não morre, isto é, conhecer o Pai, o único Deus verdadeiro, e a quem Ele enviou, Jesus Cristo» (exortação “Gaudete et exsultate”, 170).
Saiba mais