terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Workshop: SER FELIZ

O Instituto Diocesano da Formação Cristã vai realizar o Workshop Ser Feliz em três sessões e com início no próximo dia 24 de Fevereiro.
Em qualquer tempo e circunstância, toda a pessoa busca o sentido da vida que conduza a ser feliz.
Promover o ser feliz é desafio e oportunidade, para cada um e para o outro, na senda do Caminho, da Verdade e da Vida.
Para alguns, a alegria do Evangelho poderá ser descoberta ou aprofundada a partir da busca de ser feliz.
Na caminhada sinodal, este primeiro «workshop» em três sessões semanais, terças-feiras das 18 às 20 h., pretende ser ocasião para que pessoas que cuidam - educadores, profissionais de saúde, animadores sociais e juvenis (profissionais e voluntários), etc. – reflitam e dialoguem sobre o ser feliz.

Tópicos preconizados para reflexão e debate

24 de Fevereiro:  Ser feliz.
Significados e abordagens conceptuais.
Expressões e indicadores.

3 de Março: Condicionantes ao ser feliz.
Destrinça entre fatores condicionantes e determinantes.
Fatores de risco e de proteção.
Fatores ambientais.
Fatores pessoais.

10 de Março: Experiência de ser feliz
Infelicidade versus não felicidade.
Eu e os outros. Os outros e eu.
Circunstâncias: atitudes e comportamentos. Sentimentos: reacções e comportamentos.
Liberdade e felicidade.
Gestão do prazer.

Facilitadores:
José Luís Castanheira (Médico, professor de Saúde Pública)
António Janela (Cónego, Diretor do IDFC)

Local:
Instituto Diocesano da Formação Cristã -Patriarcado de Lisboa,
Igreja do SS Coração de Jesus,
Rua Camilo Castelo Branco, nº4 (ao Marquês de Pombal),

Para mais informações e inscrições, contacte-nos para:  idcf.pl@gmail.com  

Custo de inscrição: 
Cada série: contributo mínimo:10 €; recomendado: 30 €.

Contamos com a sua presença!
Cón. António Janela

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Destaques da Semana

- QUARTA-FEIRA: de Cinzas: Dia de jejum e abstinência. Missas com imposição de Cinzas em Almoçageme às 9h30 e em Colares às 19h30,
- QUINTA-FEIRA: Reflexão sobre o Apostolado da Oração, Adoração ao SS.mo Sacramento e reflexão sobre a Quaresma na Igreja de Colares às 21h00, com o Pe. Dário Pedroso
- SEXTA-FEIRA: Via Sacra na Igreja Paroquial às 18h00. (todas as Sextas-feiras da Quaresma)

A Fé Católica


domingo, 15 de fevereiro de 2015

A CHATINHA ESTÁ CÁ DE NOVO

- para "tocar ideias" sobre a CURA DO LEPROSO (Marcos 1,40-45)
Olá!  Cá estou de novo desejando uma tarde domingueira na PAZ DE CRISTO.
Hoje o Evangelho de Marcos, fala-nos da cura do leproso.  
O leproso, na época do Antigo Testamento, era considerado um impuro, um doente com uma carga de contágio enorme, e por isso, tinha que se  manter afastado da sociedade e do culto (Levítico 13, 1-2. 44-46), vivendo em cavernas, a monte, em esconderijos, e sempre que se aproximava alguém tocava o sino. Jesus veio "revolucionar" este paradigma.
O leproso vem ao encontro de Jesus. Acto ousado e de coragem, fruto talvez da sua fé. Nada tinha a perder. Já lhe tinham feito perder tudo, inclusive a vida. Os rabinos da época já haviam multiplicado as regras para se protegerem. Por isso já nada o detinha! Jesus era a sua grande esperança e por isso toma a iniciativa e aproxima-se. Transgride conscientemente a lei e caminha na rua arriscando o pouco que possuía, pois, ao chegar junto de alguém incorria na pena de morte.  
Jesus responde da mesma forma, estende a mão e toca-lhe, com um gesto de proximidade. Imagino que só poderia ser com um gesto de ternura, tocado por tanta dor.
Do leproso não sabemos o nome mas... diz a Jesus uma frase lindíssima: -"SE quiseres podes CURAR-ME!"  E deste "se" depende todo o seu futuro..... Ele confia no Senhor!
Revejo-me neste leproso.... E  tal como ele eu poço dizer a Jesus: - "se quiseres podes curar a "lepra" do meu coração, a lepra que me corrói a alma e me afasta de Ti, a minha fragilidade... a minha infidelidade, as minhas faltas de amor. Qual é a vontade de Deus?... "se quiseres"... e Ele quer! Ele compadece-Se e revela-Se, revelando-nos o "coração" de Deus. "QUERO, fica limpo!" Deus quer-nos Limpos!
Jesus devolve ao leproso a dignidade de ser pessoa!  
O leproso ensina-nos que os milagres de Jesus passam pelos nossos gestos. Ajoelhando-se fez ouvir a sua voz, colocando o seu problema nas Suas mãos, aguardando o que Ele entende-se por bem decidir. Entregou-se... "QUERO..." e logo ficou curado!
Tal como o leproso, hoje muitas pessoas saem ao Seu caminho... Vão ao encontro... Sem medo, vão ter com os sem-abrigo, os marginalizados, as periferias... com os "leprosos" da sociedade...  com aquele que vive mesmo ali ao lado e que sofre (e que eu ignoro)… Há gente, santa gente, que vai  ao encontro de Jesus, no anonimato. Pessoas anónimas que se cruzam connosco e estão sempre disponíveis a "QUERER".... a servir na humildade.... Pessoas cheias de Jesus que hoje fazem milagres!
Para todos esses anónimos do AMOR vai o meu bem hajam e que a Força do Alto as proteja e as encha de coragem para continuarem a gastarem-se no Amor à Humanidade, pela fidelidade e Amor a um BEM MAIOR, que é Deus.
Senhor... se quiseres podes curar-me de tudo aquilo que me impede de estar Contigo: do meu orgulho, do meu comodismo, do meu egoísmo, da minha falta de paciência, da minha pressa, da minha incompreensão.... Senhor se quiseres podes fazer com que eu queira.... mas, tantas vezes me falta o gesto, aquele gesto parte de mim! Ajuda-me, sobretudo a CONFIAR em TI, para que o meu gesto possa ser autêntico, interior, doação...
Amigos, ouviram o barulho.... oiçam bem.... alguém bate à porta..... É a QUARESMA!
Ela aí está .... 4ª feira!
Despeço-me com uma saudação fraterna na Paz de CRISTO, nossa PASCOA 
ana saldanha (elemento da Equipa Casais Stª Maria/Colares)
Foto: Adoração ao SS. mo Sacramento

FALANDO COM AS MINHAS GAIVOTAS - PARTILHA DA CHATA

Olá, Deus!
Mais uma vez aqui estou, junto ao mar, falando Contigo sobre coisas do nada... mas que fazem parte de mim e... não só, mas também, das minhas amigas gaivotas e...de Ti.  Tu és  TUDO!... e eu apenas, com muita alegria, faço uma ínfima parte desse Tudo!
Hoje diverti-me com duas gaivotas que brincavam à  apanhada e que foram surpreendidas com o voar, em bando, das companheiras que atarefadas iniciaram o seu voo. 
Pergunto-me para onde iriam? Perguntei-lhes e elas disseram-me que estavam em aquecimento, pois iam voar muito tempo até à cidade. E eu disse-lhes: até à cidade porquê? O mar era delas... não a cidade!
A gaivota superiora, logo me disse que eu era tonta. Que elas não eram as senhoras de tudo... mas podiam voar e ir para outros lados, já que aqui ninguém as ouvia. Iam então à cidade falar de Ti... 
Fez-me lembrar o Filho do carpinteiro... também saís-Te da tua cidade... não Te levaram a sério... que podias fazer de bom? Fizeste e anunciaste maravilhas... não Te reconheceram!
E hoje? E eu, sempre Te reconheço no outro? 
Senhor Jesus, dá-me um coração humilde para que Te possa reconhecer, no rosto do outro e, testemunhando a cada momento da minha vida, com a alegria de quem sabe que ÉS o Companheiro e Amigo que nunca vai faltar, Te possa levar para todo o lado... a toda a gente... mesmo que não Te aceitem... Um dia disseste "Quem tem ouvidos que ouça "...
As minhas gaivotas já desapareceram na imensidão do céu azul... e eu vou também. ... esperam por mim e vou, não deixar-Te, mas pôr-me em movimento.
ana Saldanha (elemento da Equipa Casais Stª Maria/Colares)

«Se quiseres, podes curar-me»

«Quero: curado FICA»: Meditação Sobre o Evangelho de domingo
O Que Está Escrito Aqui Não É Uma fábula, sucede Realmente, Assim sucede. PESSOAS repletas de Deus conseguem Hoje Fazer como mesmas Coisas de Jesus. Repletas de Deus fazem milagres. Vão como leprosarias do Nosso Tempo: sem-teto, toxicodependentes, prostitutas, tocam-os, hum gesto de Afeto, um sorriso, e muitos, milhares e milhares, literalmente São curados dos SEUS machos, Tornando-se, POR vez sua, curadores .

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Cardeal Patriarca de Lisboa D. Manuel Clemente


Presidente do Centro Nacional de Cultura destaca reflexão de D. Manuel Clemente sobre o país

Consistorio 2015: Guilherme d'Oliveira Martins Elogia Programa do novo cardeal português 
Lisboa, 14 fev 2015 (Ecclesia) - O presidente do Centro Nacional de Cultura (CNC), Guilherme d'Oliveira Martins, elogiou o novo cardeal português, D. Manuel Clemente, destacando como SUA "Dimensões cívica e religiosa".
"Num ritmo de incertezas São OS Sinais de Justiça that devem Ser invocados. E E de bom augurio Que o novo cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel, FAÇA fazer Seu Programa pastoral sinodal Uma Caminhada, considerando a importancia da fundamentais colegialidade, da Partilha de Responsabilidades e da Convergência Comunitária ",, comunique o presidente do CNC, Num texto de Opinião Que integra uma nova edição do Semanário ECCLESIA.
Guilherme d'Oliveira Martins RecordA o "muito Que o novo cardeal TEM Pensado Sobre Portugal e Os portugueses" em Vários Escritos e Entrevistas, Numa Reflexão Que renova o Discurso dos "Homens da Igreja Que se NÃO limitam a revisitar Fórmulas Gerais e conhecidas, PROCURANDO Tirar como in Lições Necessárias da História Imediata ".
"Trata-se, sim, de nos refazermos A Partir de Quem Somos Realmente", acrescenta.
O presidente do CNC Afirma Que No ensinamento de D. Manuel Clemente se encontram ecos das Palavras dos Padres António Vieira e Manuel Bernardes, "que se centraram na Realidade de carne e Osso" dos Portugueses, "nem povo escolhido NEM povo enjeitado".
OC

D. Manuel Clemente dirige mensagem à Diocese de Lisboa, após ter sido criado Cardeal, pelo Papa Francisco


Cardinalato de D. Manuel Clemente

“Para o bem da Igreja”
O Cardinalato é “um serviço de ajuda, suporte e proximidade especial à pessoa do Papa e para o bem da Igreja”, referiu o Papa Francisco em carta recente enviada aos novos Cardeais da Igreja, entre os quais D. Manuel Clemente, Patriarca de Lisboa, que recebem este sábado, dia 14, o barrete e o anel cardinalício, em Roma.
Transmissões pelo site do Patriarcado
A entrega do barrete e do anel cardinalício no sábado, 14 de fevereiro, às 10h00 portuguesas, e a Santa Missa no Domingo, dia 15, às 9h00 de Portugal continental, vão ser transmitidas em direto pelo site do Patriarcado de Lisboa (www.patriarcado-lisboa.pt), a partir da emissão oficial da CTV, Centro Televisivo do Vaticano.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Uma proposta para viver a Quaresma em família

Ajudar as famílias e as comunidades cristãs a viverem o tempo da Quaresma e da Páscoa, de forma a “aprofundar e fortalecer a dimensão comunitária da família”. É este o objetivo da proposta ‘Do coração de Deus ao coração da família e do mundo’, elaborada em conjunto pelo Departamento da Pastoral Familiar e pelo Departamento da Catequese do Patriarcado de Lisboa.
“No espírito da caminhada sinodal procura-se que as famílias ensaiem experiências que as integrem no «sonho missionário de chegar a todos» a partir da experiência que fazem do amor de Deus e do testemunho que são chamadas a dar desse amor”, refere a proposta.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

- Almoço com o Pe. Paulo Gerardo -

Dia 17 Fev. 2015, Casa de Exercícios de St. Inácio, Alto do Rodízio - Colares
13h00 Missa, seguida de Almoço - € 15,00 por pessoa (incluído lembrança)
Inscrições: Almoçageme, Amália, ou  219289013 Cartório Paroquial de Colares

A CHATA VEM EM FIM DE TARDE..... DE DOMINGO!

Olá! Uma saudação cordial na Paz de Cristo.
Vimos, através do Evangelho de Marcos, que no antepenúltimo domingo Jesus convida Tiago, João, Simão e André  para O seguirem, no último, com os mesmos, entra numa sinagoga e hoje com Tiago e João vai a casa de Simão e André. Assim vemos Jesus a dar os primeiros passos da Sua Vida de Missão: CURAR, REZAR e ANUNCIAR.
Jesus mistura-se com a multidão e cura, devolvendo, não apenas a saúde física, mas no fundo é o Seu "dedo" que toca no íntimo de cada um, fazendo a cura milagrosa dos corações.
Jesus vai à nascente secreta da força: Orando regressa cheio de Deus e em sintonia com o Pai passa a anuncia-Lo.
Hoje O vemos (Marcos 1, 29-39) a curar a sogra de Simão ( Pedro), que se encontrava gravemente doente com febre (naquele tempo não havia os brufenes nem aspirinas, a febre era grave e matava). Que milagre tão pobre de pretensões, onde Jesus nem sequer fala....apenas os gestos. E aqui me detenho: quantas vezes procuramos respostas que não encontramos e esquecemos simplesmente os gestos, como os d'Ele: simples!
Jesus dá a resposta: aproxima-se , vai ao encontro da dor, não tem medo (e eu, quantas vezes me desvio?). Tomou-a pela mão e levantou-a. Jesus levanta-a e devolve-a à vida. E ela começou a servi-los. Tudo isto  em gestos de afecto e ternura... sem uma palavra!
Quantos gestos de "nada" eu perdi na estrada da minha agitação, com demasiadas coisa para fazer e que poderiam bastar para ajudar a soerguer uma vida?!
O segundo momento da vida de Jesus, na narrativa de Marcos, é a oração. Jesus  cria espaços e reza ao Pai muitas vezes durante a noite, longe do barulho. Afasta-se, recolhe-se na intimidade....
E eu Senhor? Tantas vezes desassossegada... Às vezes conversando Contigo e pensando em tanto ao mesmo tempo. Como Tu pudesses esperar mais um pouquinho.... Tem paciência para comigo Senhor.... Ajuda-me, ensina-me a orar a encontrar-Te, nascente que me dá vida interior, a sós Contigo. Sei que esta proximidade é possível, muitas vezes não a consigo ter e preciso da Tua ajuda para que seja mais presente
Por último Marco diz-nos que os discípulos vão ter com Jesus e partem para outras aldeias, outros lugares , outros homens ....a anunciar a Boa Nova. E como anuncio eu?
Peço a Deus, por mim e por ti, que Ele  nos torne humildes e sensíveis aos outros.
.Apertando outras mãos....Acolhendo ....Aproximando... Anunciando a  BOA NOVA.
Que a nossa generosidade não fique apenas perdida por ai, mas a encontremos na oração, nascente da nossa força, e tenhamos a coragem de sermos verdadeiramente seguidores de Jesus Cristo.
Com um abraço em Cristo, me despeço. Boa semana,
ana saldanha (elemento da Equipa Casais Stª Maria/Colares)

Curso Bíblico sobre São Marco

Dia 9/Fev. às 21h30 - SEGUNDA-FEIRA na varanda (Centro Social Paroquial de Colares)

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Mulheres devem ter condições para conciliar família e profissão, afirma papa, que denuncia violência sobre corpo feminino
«Todas as instituições, incluindo a comunidade eclesial, são chamadas a garantir a liberdade de escolha para as mulheres, para que tenham a possibilidade de assumir responsabilidades sociais e eclesiais de uma forma harmoniosa com a vida familiar», afirmou o papa na audiência aos participantes na assembleia plenária do Pontifício Conselho da Cultura. «Símbolo de vida, o corpo feminino é, infelizmente não raro, agredido e deturpado também por aqueles que deveriam ser os protetores e companheiros de vida», assinalou Francisco, referindo-se à violência conjugal.
foto: Fernand Leger | D.R
Papa sublinha que mulheres não são «hóspedes» mas «plenamente participantes» na vida da Igreja
Referindo-se ao tema da assembleia plenária do Pontifício Conselho da Cultura, Francisco manifestou-se convencido da «urgência de oferecer espaços às mulheres na vida da Igreja e de as acolher, tendo em conta as específicas e mutáveis sensibilidades culturais e sociais», pelo que «é desejável» uma presença feminina «mais capilar e incisiva nas comunidades», para que se «possam ver muitas mulheres envolvidas nas responsabilidades pastorais, no acompanhamento de pessoas, famílias e grupos, assim como na reflexão teológica».
Foto: Matisse | D.R

«Estamos neste caminho e vamos para a terra, onde todos acabaremos».

Papa Francisco medita sobre a sua morte e lembra vítimas do ódio aos cristãos
O martírio dos cristãos não pertence ao passado, porque hoje há muitos que são vítimas «de gente que odeia Jesus Cristo», afirmou hoje o papa Francisco na missa a que presidiu, no Vaticano, em que se deteve sobre a vida e morte de S. João Batista.
Tratou-se de uma das homilias mais tocantes na Casa de Santa Marta, em que o papa seguiu o Evangelho proclamado nas eucaristias desta sexta-feira (Marcos 6, 14-29), que narra a morte daquele que preparou o caminho de Jesus e o batizou.
É sobretudo quando é preso por ordem de Herodes Antipas que «o maior dos homens nascido de uma mulher» se torna «pequeno, pequeno, pequeno», observou Francisco sobre João Batista, detido por vontade de Herodíades, esposa de Filipe, irmão do monarca, que este tinha tomado por mulher.
Após uma dança que agradou aos reis e aos seus convidados, a filha de Herodíades recebeu de Herodes a promessa de que receberia tudo o que ela quisesse; ela, aconselhando-se com a mãe, pediu a cabeça de João Batista, pedido a que o rei acedeu, consternado, por não poder voltar atrás com a promessa proferida em público.
João Batista, frequentemente retratado na arte a apontar para Jesus – ou para um cordeiro -, sinal do contínuo aniquilamento de si e prefigurando a aniquilação daquele de quem era precursor, termina a sua vida «sob a autoridade de um rei medíocre, embriagado e corrupto, pelo capricho de uma bailarina e pelo ódio vingativo de uma adúltera».
«Assim acaba o grande, o maior homem nascido de mulher», vincou o papa», que acrescentou: «Quando leio este trecho, confesso que me comovo».
Francisco comentou as duas ideias que lhe surgem sempre que medita naquela passagem bíblica: «Primeiro, penso nos nossos mártires, os mártires dos nossos dias, aqueles homens, mulheres e crianças que são perseguidos, odiados, expulsos das casas, torturados, massacrados. E isto não é uma coisa do passado: hoje acontece isto».
«Os nossos mártires, que acabam a vida sob a autoridade corrupta de gente que odeia Jesus Cristo. Far-nos-á bem pensar nos nossos mártires. Hoje pensamos em Paulo Miki [que a Igreja católica evoca a 6 de fevereiro, juntamente com os seus companheiros], mas isso aconteceu no século XVII. Pensemos naqueles de hoje, de 2015», acentuou.
O caminho de João Batista, «continuamente até ao nada», faz o papa pensar no fim da sua existência: «Estamos neste caminho e vamos para a terra, onde todos acabaremos».
«Também eu acabarei. Todos nós acabaremos. Ninguém tem a vida “comprada”. Também nós, querendo ou não querendo, percorremos o caminho da aniquilação existencial da vida, e isto, pelo menos a mim, faz-me rezar para que esta aniquilação se assemelhe o mais possível a Jesus Cristo, à sua aniquilação», afirmou Francisco.

Alessandro De Carolis / Rádio Vaticano 
Trad. / edição: Rui Jorge Martins 
Publicado em 06.02.2015

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Pastoral da Cultura

Mão na mão com o Infinito: Meditação sobre o Evangelho de Domingo
Marcos apresenta o relato da jornada-tipo de Jesus, ritmada sobre as suas três ocupações preferidas: mergulhar na multidão e curar, fazer com que as pessoas fiquem bem; mergulhar na fonte secreta da força, a oração; e daí regressar envolvido em Deus e anunciá-lo. Tudo parte da dor do mundo. E Jesus toca, fala, agarra as mãos. O milagre é, na sua beleza jovem, o início da boa nova, o anúncio de que é possível viver melhor, encontrar vida em plenitude, viver uma vida bela, boa, alegre.
Comissão Nacional Justiça e Paz diz que diálogo entre culturas e religiões é «urgente» e que liberdade de expressão «tem limites»
O texto salienta que «não podem confundir-se expressões marginais de fanatismo extremista, que instrumentaliza a religião islâmica em função de um projeto ideológico e político, com o sentir da maioria dos muçulmanos, nestes incluindo os que vivem em Portugal e os seus representantes». Por outro lado, a promoção «do encontro e da hospitalidade supõe a criação de condições materiais de vida conformes à dignidade humana», pelo que «tão urgente como o diálogo entre culturas e religiões é a remoção de fatores que conduzem à pobreza e exclusão social».

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

- SEXTA-FEIRA:

6 de fev -  1ª do mês 
- Adoração ao SS.mo Sacramento e confissões, em Colares às 18h30.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

- Grupos de Caminhada Sinodal:

3ª feira:
15h30 - na Azóia (contacto Laura 968125314) 
20h30 - em Almoçageme 
21h00 - no Mucifal
4ª feira:
21h00 - em Colares e na Praia das Maçãs  
5ª feira: 
21h00 - nas Azenhas do Mar
Domingo:
10h00 - no Penedo   
10h30 - em Colares.

Vaticano: Papa alerta para «ideologias» que destabilizam a família

Francisco manifestou preocupação pelas consequências do «secularismo», em encontro com bispos da Lituânia
Cidade do Vaticano, 02 fev 2015 (Ecclesia) - O Papa Francisco alertou hoje no Vaticano para as consequências das “ideologias” que procuram destabilizar a família, em particular na Europa, durante um encontro com bispos da Lituânia.
“Também o vosso país, que acaba de entrar na União Europeia a título pleno, está exposto ao influxo das ideologias que gostariam de introduzir elementos de destabilização das famílias, fruto de um sentido de liberdade pessoal mal compreendido”, assinalou, no discurso entregue aos responsáveis católicos.
Francisco evocou o período de reflexão sobre a família que se vive na Igreja, entre as duas assembleias do Sínodo dos Bispos dedicadas a este tema, pedindo que todos contribuam nesta “grande obra de discernimento”.
O Papa elogiou a coragem dos católicos lituanos durante os anos de perseguição do regime comunista do século XX, fruto de “ideologias contrárias à dignidade e à liberdade humanas”, pedindo que essa mesma força seja utilizada para combater “o secularismo e o relativismo” de hoje.
Esse esforço, precisou, exige um “anúncio incansável” dos valores cristãos e um “diálogo construtivo” com todos, incluindo os que estão “longe da experiência religiosa”.
“Que as comunidades cristãs sejam sempre locais de acolhimento, de debate aberto e construtivo”, apelou.
A intervenção recordou ainda os “necessitados, desempregados, doentes e abandonados” da sociedade, para referir a necessidade de que a Igreja esteja junto deles.
OC

domingo, 1 de fevereiro de 2015

A CHATA VEM FAZER UMA PERGUNTA: "QUE TENS TU A VER CONNOSCO, JESUS NAZARENO?"

OLÁ! Uma santa tarde, descansadinha e calma é o que vos desejo.
Pois claro, cá estou para vos chatear!
Pelas leituras bíblicas que escutámos na Eucaristia de hoje, especialmente o Evangelho (Marcos 1,21-28) conjugado com a 1ª Leitura (Dt 18,15-20), chegamos facilmente à conclusão que o profeta prometido por Deus a Moisés (1ª Leitura) é o próprio JESUS CRISTO.
Logo, nas primeiras linhas do Evangelho percebemos que Jesus não é somente um profeta, Ele é mais do que um profeta, Ele é Aquele que traz a NOVIDADE. Ele é um profeta porque vem em nome de Deus e fala em nome de Deus, mas... Jesus vem-nos trazer a imagem amorosa  de Deus, demonstradas pelas Suas palavras e acções. Jesus vem dar-nos a conhecer o Pai, um Pai misericordioso, e a ensinar-nos a relacionar-mo-nos com Ele.
Jesus sabe que vem da parte do Pai e que a Sua Missão é restaurar  as relações entre Deus e o Homem... aproximar-mo-nos, através d'Ele ao Pai. Ou seja, Jesus é o profeta de Deus como mensageiro da BOA NOVA. Ele próprio É A BOA NOVA, o revelador do Pai, a Palavra encarnada.
Jesus vem-nos dizer quem é Deus e não apenas dizer, como os profetas, "o Senhor diz..."
Jesus é o Santo de Deus. É a novidade! Daí que a multidão daquele tempo se interrogasse: "que vem a ser isto?" ou "uma nova doutrina? Com que autoridade".
Será que, hoje, para mim, Jesus constitui uma novidade? Uma nova doutrina? Com que autoridade? São interrogações de hoje e para o nosso tempo, que se colocam nas nossas vidas.
Jesus vem-nos dizer que Deus é gratuitidade, misericórdia, amor contrastando, hoje como ontem, com a vingança, a falta de perdão, o ódio, a indiferença.... tantos sentimentos que às vezes nos enchem o coração e tão distantes desta NOVIDADE! Tão distantes... que me afastam de Deus e de ti, meu irmão!
Será que eu aceito mesmo esta NOVIDADE?
Quem sou eu para que Ele aceitasse carregar-me ao colo? Que tem Ele a ver comigo?
Que tenho eu a ver com Ele? Que tenho eu a ver contigo, meu irmão?
Será que eu sou uma cristã tradicional, vivendo a "minha" fé, a minha vidinha, como rotineira e domingueira? Será que o Evangelho (Jesus) entra na minha vida concretamente como uma novidade e com a força para me fazer mudar e converter?
Que o Senhor nos dê o DOM de acolher... acolher esta novidade que É Jesus e que se nos oferece. Ele mesmo!
Ajuda-nos a descobrir o que nos afasta e separa de Ti, para que possas contar connosco, abrindo as portas do nosso coração para acolher a Tua bondade em nossas vidas.
SÓ CONTIGO por companheiro eu poderei estar mais próximo, para que, Tu Senhor, possas ter a ver comigo e... eu contigo, amigo que caminhas a meu lado.
Termino, pois foram longas as minhas letras.
Abraço na PAZ DE CRISTO, que TUDO TEM A VER CONNOSCO, porque nos transmite as coisas do PAI com sabedoria, compromisso, fidelidade e... muito Amor!
ana saldanha(elemento da Equipa Casais Stª Maria/Colares)

IV Domingo do tempo comum - Ano B

Deus do deslumbramento, liberta-nos de tudo o que nos mantém cativos: Meditação sobre o Evangelho de Domingo
Ele é o Deus chamado liberdade e que se opõe a tudo o que aprisiona o homem. Os demónios dão-se conta: o que há entre nós e Tu, Jesus de Nazaré? Vieste para nos arruinar? Sim, Jesus veio para arruinar tudo o que arruína o homem, veio para demolir prisões; veio trazer espada e fogo para cortar e queimar tudo o que não é amor. Veio para arruinar o reino dos desejos equivocados que se apoderam e devoram o homem: dinheiro, sucesso, poder, egoísmos.

sábado, 31 de janeiro de 2015

Papa Francisco: nunca expulsar crianças que choram na igreja

O Papa Francisco afirmou que “o choro da criança é a voz de Deus”.
“As crianças choram, fazem barulho em todos os lugares. Mas nunca podemos expulsar as crianças que choram na igreja”, completou.
Falando de maneira improvisada, segundo o jornal romano “Il Messaggero”, o Papa recordou que, quando alguém se sente incomodado ao ver uma criança chorando na igreja e pede que ela seja retirada, está apagando a voz de Deus. Segundo Francisco, o choro das crianças “é a melhor pregação”.
Falando com a simplicidade de um pároco, o Papa recordou o que Jesus disse: “Deixai que as crianças venham a mim e não as impeçais, porque o Reino dos céus é daqueles que se assemelham a elas” (Mt 19, 14).
O contexto é significativo: o Papa visitou a paróquia de São José, na periferia de Roma, no dia 14 de dezembro.
Assim, o Bispo de Roma responde à tão comum situação de constrangimento dos pais nas missas de domingo, pois, se por um lado não querem perder a missa, por outro, não sabem com quem deixar seus filhos pequenos; muitos acabam deixando de ir à igreja para não receber olhares acusadores de outros fiéis.
O Papa Francisco recordou que o Natal é das crianças. E recordou aos adultos a alegria do significado profundo do nascimento de Jesus em um presépio.
O Natal não é só a ceia
A glória do Natal não se reduz a uma ceia pomposa, recordou o Papa durante a visita à paróquia.
Sem um texto preparado, acrescentou: “Mas, padre, nós fazemos uma grande ceia... Isso é ótimo, mas esta não é a verdadeira alegria cristã. A Igreja quer fazer entender o que é a verdadeira glória. Não podemos chegar ao dia 24 de dezembro dizendo que falta isso, falta aquilo... Esta não é a verdadeira glória cristã”.
O Papa se encontrou com crianças, jovens catequistas, ciganos e doentes. Nesta mesma visita, ele confessou 5 paroquianos. No final, celebrou a santa missa na paróquia romana sem apagar a voz de Deus: as crianças.

Os animais também vão para o céu? Papa Francisco diz que sim

Sumo Pontífice voltou a contrariar os católicos mais conservadores ao garantir que todas as criaturas serão recebidas no Paraíso.
A notícia foi recebida com entusiasmo pelos amantes dos animais: o Papa Francisco parece ter intenção de abrir os portões do paraíso a todas as criaturas terrestres, sem excluir os animais, muito menos os de estimação.
Numa audiência recente no Vaticano, dedicada ao tema da vida após a morte, o Sumo Pontífice citou mesmo a apóstolo São Paulo, que dizia: "também ela (a criação, será) libertada do cativeiro da corrupção, para participar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus".
O Papa Francisco foi claro no seu discurso, afrontando as convições dos católicos mais conservadores que recusam o céu aos animais pela sua "falta de consciência". Numa linha semelhante à de João Paulo II, que já defendera que os animais, tal como os homens e as mulheres, têm um "sopro divino", Francisco contrariou a posição do seu antecessor Bento XVI, mais tradicional, que argumenta que a morte, para as outras criaturas, significa apenas o fim da existência sobre a terra.
Num passo histórico, o Papa que se tem destacado pelo esforço de abrir as portas da Igreja àqueles cuja entrada era tradicionalmente vedada - dos homossexuais aos divorciados - volta a surpreender admitindo que cães, gatos, peixes e todos os outros animais serão recebidos no Paraíso.
Conforme acrescenta o New York Times, a posição de Francisco não é completamente inesperada, uma vez que já tinha decidido adotar o nome de São Francisco de Assis, patrono dos animais, quando foi escolhido para assumir o Pontificado.



Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma

Fortalecei os vossos corações (Tg 5, 8)
Amados irmãos e irmãs,
Tempo de renovação para a Igreja, para as comunidades e para cada um dos fiéis, a Quaresma é sobretudo um «tempo favorável» de graça (cf. 2 Cor 6, 2). Deus nada nos pede, que antes não no-lo tenha dado: «Nós amamos, porque Ele nos amou primeiro» (1 Jo 4, 19). Ele não nos olha com indiferença; pelo contrário, tem a peito cada um de nós, conhece-nos pelo nome, cuida de nós e vai à nossa procura, quando O deixamos. Interessa-Se por cada um de nós; o seu amor impede-Lhe de ficar indiferente perante aquilo que nos acontece. Coisa diversa se passa connosco! Quando estamos bem e comodamente instalados, esquecemo-nos certamente dos outros (isto, Deus Pai nunca o faz!), não nos interessam os seus problemas, nem as tribulações e injustiças que sofrem; e, assim, o nosso coração cai na indiferença: encontrando-me relativamente bem e confortável, esqueço-me dos que não estão bem! Hoje, esta atitude egoísta de indiferença atingiu uma dimensão mundial tal que podemos falar de uma globalização da indiferença. Trata-se de um mal-estar que temos obrigação, como cristãos, de enfrentar.
Quando o povo de Deus se converte ao seu amor, encontra resposta para as questões que a história continuamente nos coloca. E um dos desafios mais urgentes, sobre o qual me quero deter nesta Mensagem, é o da globalização da indiferença.

Dado que a indiferença para com o próximo e para com Deus é uma tentação real também para nós, cristãos, temos necessidade de ouvir, em cada Quaresma, o brado dos profetas que levantam a voz para nos despertar.
A Deus não Lhe é indiferente o mundo, mas ama-o até ao ponto de entregar o seu Filho pela salvação de todo o homem. Na encarnação, na vida terrena, na morte e ressurreição do Filho de Deus, abre-se definitivamente a porta entre Deus e o homem, entre o Céu e a terra. E a Igreja é como a mão que mantém aberta esta porta, por meio da proclamação da Palavra, da celebração dos Sacramentos, do testemunho da fé que se torna eficaz pelo amor (cf. Gl 5, 6). O mundo, porém, tende a fechar-se em si mesmo e a fechar a referida porta através da qual Deus entra no mundo e o mundo n'Ele. Sendo assim, a mão, que é a Igreja, não deve jamais surpreender-se, se se vir rejeitada, esmagada e ferida.
Por isso, o povo de Deus tem necessidade de renovação, para não cair na indiferença nem se fechar em si mesmo. Tendo em vista esta renovação, gostaria de vos propor três textos para a vossa meditação.

1. «Se um membro sofre, com ele sofrem todos os membros» (1 Cor 12, 26): A Igreja.
Com o seu ensinamento e sobretudo com o seu testemunho, a Igreja oferece-nos o amor de Deus, que rompe esta reclusão mortal em nós mesmos que é a indiferença. Mas, só se pode testemunhar algo que antes experimentámos. O cristão é aquele que permite a Deus revesti-lo da sua bondade e misericórdia, revesti-lo de Cristo para se tornar, como Ele, servo de Deus e dos homens. Bem no-lo recorda a liturgia de Quinta-feira Santa com o rito do lava-pés. Pedro não queria que Jesus lhe lavasse os pés, mas depois compreendeu que Jesus não pretendia apenas exemplificar como devemos lavar os pés uns aos outros; este serviço, só o pode fazer quem, primeiro, se deixou lavar os pés por Cristo. Só essa pessoa «tem a haver com Ele» (cf. Jo 13, 8), podendo assim servir o homem.
A Quaresma é um tempo propício para nos deixarmos servir por Cristo e, deste modo, tornarmo-nos como Ele. Verifica-se isto quando ouvimos a Palavra de Deus e recebemos os sacramentos, nomeadamente a Eucaristia. Nesta, tornamo-nos naquilo que recebemos: o corpo de Cristo. Neste corpo, não encontra lugar a tal indiferença que, com tanta frequência, parece apoderar-se dos nossos corações; porque, quem é de Cristo, pertence a um único corpo e, n'Ele, um não olha com indiferença o outro. «Assim, se um membro sofre, com ele sofrem todos os membros; se um membro é honrado, todos os membros participam da sua alegria» (1 Cor 12, 26).
A Igreja é communio sanctorum, não só porque, nela, tomam parte os Santos mas também porque é comunhão de coisas santas: o amor de Deus, que nos foi revelado em Cristo, e todos os seus dons; e, entre estes, há que incluir também a resposta de quantos se deixam alcançar por tal amor. Nesta comunhão dos Santos e nesta participação nas coisas santas, aquilo que cada um possui, não o reserva só para si, mas tudo é para todos. E, dado que estamos interligados em Deus, podemos fazer algo mesmo pelos que estão longe, por aqueles que não poderíamos jamais, com as nossas simples forças, alcançar: rezamos com eles e por eles a Deus, para que todos nos abramos à sua obra de salvação.

2. «Onde está o teu irmão?» (Gn 4, 9): As paróquias e as comunidades
Tudo o que se disse a propósito da Igreja universal é necessário agora traduzi-lo na vida das paróquias e comunidades. Nestas realidades eclesiais, consegue-se porventura experimentar que fazemos parte de um único corpo? Um corpo que, simultaneamente, recebe e partilha aquilo que Deus nos quer dar? Um corpo que conhece e cuida dos seus membros mais frágeis, pobres e pequeninos? Ou refugiamo-nos num amor universal pronto a comprometer-se lá longe no mundo, mas que esquece o Lázaro sentado à sua porta fechada (cf. Lc 16, 19-31)?
Para receber e fazer frutificar plenamente aquilo que Deus nos dá, deve-se ultrapassar as fronteiras da Igreja visível em duas direcções.
Em primeiro lugar, unindo-nos à Igreja do Céu na oração. Quando a Igreja terrena reza, instaura-se reciprocamente uma comunhão de serviços e bens que chega até à presença de Deus. Juntamente com os Santos, que encontraram a sua plenitude em Deus, fazemos parte daquela comunhão onde a indiferença é vencida pelo amor. A Igreja do Céu não é triunfante, porque deixou para trás as tribulações do mundo e usufrui sozinha do gozo eterno; antes pelo contrário, pois aos Santos é concedido já contemplar e rejubilar com o facto de terem vencido definitivamente a indiferença, a dureza de coração e o ódio, graças à morte e ressurreição de Jesus. E, enquanto esta vitória do amor não impregnar todo o mundo, os Santos caminham connosco, que ainda somos peregrinos. Convicta de que a alegria no Céu pela vitória do amor crucificado não é plena enquanto houver, na terra, um só homem que sofra e gema, escrevia Santa Teresa de Lisieux, doutora da Igreja: «Muito espero não ficar inactiva no Céu; o meu desejo é continuar a trabalhar pela Igreja e pelas almas» (Carta 254, de 14 de Julho de 1897).
Também nós participamos dos méritos e da alegria dos Santos e eles tomam parte na nossa luta e no nosso desejo de paz e reconciliação. Para nós, a sua alegria pela vitória de Cristo ressuscitado é origem de força para superar tantas formas de indiferença e dureza de coração.
Em segundo lugar, cada comunidade cristã é chamada a atravessar o limiar que a põe em relação com a sociedade circundante, com os pobres e com os incrédulos. A Igreja é, por sua natureza, missionária, não fechada em si mesma, mas enviada a todos os homens.
Esta missão é o paciente testemunho d'Aquele que quer conduzir ao Pai toda a realidade e todo o homem. A missão é aquilo que o amor não pode calar. A Igreja segue Jesus Cristo pela estrada que a conduz a cada homem, até aos confins da terra (cf. Act 1, 8). Assim podemos ver, no nosso próximo, o irmão e a irmã pelos quais Cristo morreu e ressuscitou. Tudo aquilo que recebemos, recebemo-lo também para eles. E, vice-versa, tudo o que estes irmãos possuem é um dom para a Igreja e para a humanidade inteira.
Amados irmãos e irmãs, como desejo que os lugares onde a Igreja se manifesta, particularmente as nossas paróquias e as nossas comunidades, se tornem ilhas de misericórdia no meio do mar da indiferença!

3. «Fortalecei os vossos corações» (Tg 5, 8): Cada um dos fiéis
Também como indivíduos temos a tentação da indiferença. Estamos saturados de notícias e imagens impressionantes que nos relatam o sofrimento humano, sentindo ao mesmo tempo toda a nossa incapacidade de intervir. Que fazer para não nos deixarmos absorver por esta espiral de terror e impotência?
Em primeiro lugar, podemos rezar na comunhão da Igreja terrena e celeste. Não subestimemos a força da oração de muitos! A iniciativa 24 horas para o Senhor, que espero se celebre em toda a Igreja – mesmo a nível diocesano – nos dias 13 e 14 de Março, pretende dar expressão a esta necessidade da oração.
Em segundo lugar, podemos levar ajuda, com gestos de caridade, tanto a quem vive próximo de nós como a quem está longe, graças aos inúmeros organismos caritativos da Igreja. A Quaresma é um tempo propício para mostrar este interesse pelo outro, através de um sinal – mesmo pequeno, mas concreto – da nossa participação na humanidade que temos em comum.
E, em terceiro lugar, o sofrimento do próximo constitui um apelo à conversão, porque a necessidade do irmão recorda-me a fragilidade da minha vida, a minha dependência de Deus e dos irmãos. Se humildemente pedirmos a graça de Deus e aceitarmos os limites das nossas possibilidades, então confiaremos nas possibilidades infinitas que tem de reserva o amor de Deus. E poderemos resistir à tentação diabólica que nos leva a crer que podemos salvar-nos e salvar o mundo sozinhos.
Para superar a indiferença e as nossas pretensões de omnipotência, gostaria de pedir a todos para viverem este tempo de Quaresma como um percurso de formação do coração, a que nos convidava Bento XVI (Carta enc. Deus caritas est, 31). Ter um coração misericordioso não significa ter um coração débil. Quem quer ser misericordioso precisa de um coração forte, firme, fechado ao tentador mas aberto a Deus; um coração que se deixe impregnar pelo Espírito e levar pelos caminhos do amor que conduzem aos irmãos e irmãs; no fundo, um coração pobre, isto é, que conhece as suas limitações e se gasta pelo outro.
Por isso, amados irmãos e irmãs, nesta Quaresma desejo rezar convosco a Cristo: «Fac cor nostrum secundum cor tuum – Fazei o nosso coração semelhante ao vosso» (Súplica das Ladainhas ao Sagrado Coração de Jesus). Teremos assim um coração forte e misericordioso, vigilante e generoso, que não se deixa fechar em si mesmo nem cai na vertigem da globalização da indiferença.
Com estes votos, asseguro a minha oração por cada crente e cada comunidade eclesial para que percorram, frutuosamente, o itinerário quaresmal, enquanto, por minha vez, vos peço que rezeis por mim. Que o Senhor vos abençoe e Nossa Senhora vos guarde!
Vaticano, Festa de São Francisco de Assis, 4 de Outubro de 2014.
Francisco

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Tudo está perdoado?

De que vale dizermos que perdoámos quando o fazemos com condicionalismos mais ou menos explícitos? Perdoar passa pelo  esquecimento completo e absoluto dos atos que provocaram as ofensas. Este perdão tem de vir da razão, pois perdoar é um ato de vontade, mas acima de tudo do coração, com total sinceridade, sem nada que possa de algum modo ferir ou provocar o ofensor porque perdoar é também resgatar o outro para uma relação verdadeiramente honesta sem condições.

sábado, 24 de janeiro de 2015

3º Domingo do Tempo Comum - ano B

Evangelho - Mc 1,14-20

Comentário breve
A página do Evangelho deste domingo é a narrativa de vocações na qual se pode ver quem se predispõe a ouvir o chamamento de Jesus, ou pode ser ocasião recordar a nossa vocação à santidade no caminho do matrimónio que pode ter ainda, ou não, mais força ou então significado.
Jesus regressa à terra da sua infância, para começar a proclamar a mensagem que trazia em Si como missão confiada pelo Pai.
Começa esta vida de pregação e o seu trajecto após a prisão de João, aquele que o baptizou no Jordão. Mais um profeta que está na senda de ser morto por causa da Palavra e testemunho. Jesus percebe imediatamente. Seguindo o caminho do seu mestre, agora ou depois, conhecerá a perseguição e morte violenta.
Jesus começa o anúncio da Boa Notícia, o Evangelho de Deus, na consciência de que o tempo da espera dos profetas, o tempo da paciência de Deus chegou ao seu cumprimento, como o tempo de uma mulher grávida – no final está o parto.
Assim, Jesus anuncia: "Cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho».
Esta é a síntese da sua pregação – um tempo novo no qual é possível deixar reinar Deus na vida dos homens e para tal é necessária a conversão, fazer o retorno para Deus e acreditar na Boa Nova que é a Palavra de Deus incarnada.
Esta novidade que cabe num versículo estende-se até hoje e agora. É possível que Deus reine sobre mim, sobre ti, sobre nós e, assim, acontece o Reino de Deus.
Diante desta alegre notícia, homens e mulheres que hoje escutam o Evangelho, o que fazemos? Como reagimos?
Provavelmente, na pressa dos dias, na atenção aos filhos, ao trabalho, nas dificuldades acrescidas por esta crise financeira e de valores, não deixamos espaço nem tempo para o encontro na escuta que precisa de silêncio.
Contudo, não há hora pré-determinada. Num qualquer momento acende-se uma chama no nosso coração.
Quem sabe se escuto a voz? Conseguirei dizer sim? Será que se destina a mim? E como fazer? A quem seguir e como?
Tantas perguntas e outras tantas poderiam ser colocadas. Nestas, quando escutadas com atenção pode surgir uma voz mais profunda do que nós mesmos, para além de nós próprios, no entanto através de nós: a voz do Senhor Jesus! É assim que se estabelece a relação entre cada um de nós e Ele, presença invisível, mas viva, presença que não fala de modo sonoro, mas atrai.
Neste trecho fica dito o essencial da vocação: acolhida, deixam-se as redes, isto é a profissão, abandona-se o pai, a empresa familiar e assim despojado segue-se Jesus. Atenção que a vocação é uma aventura cheia de grandeza, mas também de miséria, basta recordas todas as contendas, incompreensões e até negações destes escolhidos.
Muito provavelmente, nós não teremos muito de que nos gloriar, por isso, invoquemos a misericórdia de Deus, dando-Lhe graças porque, apesar de tudo, seguimos Jesus e tentamos, dia após dia, viver com Ele.

- UNIDOS # REZAR PELA PAZ - Colares Igreja Matriz - Domingo 25 de Janeiro de 2015 - 18h30



quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

PEDIR O DOM DA PAZ

No dia 25 de Janeiro, em todo o país, paróquias, congregações, grupos de oração, movimentos e famílias cristãs são convidadas a rezar o terço às 17h00 para PEDIR O DOM DA PAZ pela intercessão da Nossa Senhora de Fátima. Fundação AIS#RezarPelaPaz

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Sínodo para Todos - Análise ao Guião de Leitura #2 - Em direto

- Papa Francisco -

Pobreza, paternidade responsável, liberdade de expressão: Papa Francisco no regresso da viagem ao Sri Lanka e Filipinas
Os povos não devem perder a liberdade. O povo tem a sua cultura, a sua história; cada povo tem a sua cultura. Mas quando surgem condições impostas pelos impérios colonizadores, procuram que os povos percam a sua identidade e tornar tudo igual. É importante globalizar, não como a esfera, mas como o poliedro, isto é, que cada povo, cada parte, conserve a sua identidade.
Família, corrupção, lágrimas, Óscar Romero, dalai lama, China, América: Papa no regresso do Sri Lanka e Filipinas (2)
«No momento da missa, senti-me como que aniquilado, quase não me vinha a voz. Não sei o que me aconteceu, talvez fosse a emoção, não sei», afirmou, acrescentando: «Ali estava o povo de Deus, e o Senhor estava lá. É a alegria da presença de Deus, que nos diz: pensai bem que sois servidores deles. Eles são os protagonistas».
Foto: Papa Francisco no voo de Manila para Roma, 19.1.2015 | (AFP Photo/Giuseppe Cacace | D.R

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

LEMBRANÇA DA CHATA

Bom Dia!
Saudações cordiais e desejos de boa semana, na PAZ do SENHOR
Esta semana estamos a viver a:

"SEMANA DE ORAÇÃO PELA UNIDADE DOS CRISTÃOS" - de 18 a 25 Janeiro.

É um convite ao encontro... ao diálogo... e à oração!
Relembro o Domingo passado (II) - O ENCONTRO e o DIÁLOGO..... A RELAÇÃO!
"..É uma oportunidade para reconhecer a riqueza e o valor que estão presentes no outro, no diferente, e pedir a Deus o DOM DA UNIDADE"- (extraído da introdução ao tema para 2015).
NOTA: Homens como o Patriarca Gregório III, da Síria, O Papa Francisco e o Patriarca Bartolomeu I estão a fazer tudo ao seu alcance para que os cristãos do Médio Oriente não desapareçam. Muitos mais estão envolvidos (com/paixão) nesta causa. E nós?  
A minha voz não tem eco internacionalmente, mas a minha reflexão e oração tem eco no coração de Deus...

NO DIA 25 DE JANEIRO  é o "DIA MUNDIAL DOS LEPROSOS", sobre o lema:
"POR UM MUNDO UNIDO E SEM LEPRA"

Relembro com carinho RAOUL FOLLEREAU  que dedicou a sua vida à causa dos leprosos.
Nesta data, podemos dizer, não há leprosos em Portugal, mas há muitos países que se vêem a braços com esta terrível doença, embora, já tenha cura.   
Em Portugal existe a Associação Portuguesa Amigos de Raoul Follereau  (APARF), envolvida nesta causa (tel - 218 520 520 e têm conta  aberta na CGD) .
No domingo há um peditório para a causa dos leprosos, não viremos as costas e recordemo-nos que temos a "sorte" de nascer e viver num país privilegiado. Ponhamos, também nós a marca do nosso AMOR no pequeno acto da nossa presença e vivamos no nosso coração  longe mas perto.

Com um abraço amigo, entrego à protecção de Maria estas preocupações, para que ela interceda junto de seu Filho, para que o resto dos seus filhos tenha a PAZ tão necessária e me ajude, a mim, a colaborar neste MUNDO Anunciado de Amor e Misericórdia, que já começou.   

Bem hajam, não por me ouvirem, mas por colaborarem... com a vossa oração!
ana saldanha (elemento da Equipa Casais Stª Maria/Colares)

Encerramento - Festa de São Sebastião

- TERÇA-FEIRA: Missa às 16h00 na Igreja de São Sebastião, por intenção dos antigos festeiros e devotos de São Sebastião

Pastoral Social


A Pastoral Social vai organizar um dia de formação com a Cáritas Diocesana de Lisboa. Vai acontecer no próximo dia 31 de Janeiro, das 9,30 às 17 Horas em Rio de Mouro. Esta formação destina-se a todos os agentes da Pastoral Social das Paróquias. Esta formação é  sobre a Doutrina Social da Igreja. Envio a ficha de inscrição.

Abraço em Cristo
Diác. Carlos Martins

Nota: Fichas de inscrição no Cartório Paroquial

TEOLOGIA E ESPIRITUALIDADE DA FAMÍLIA – CURSO ORGANIZADO PELA FACULDADE DE TEOLOGIA DA UCP

Todos sabemos, até por experiência pessoal a vários níveis, que a família desempenha um papel fundamental na vida das pessoas, desde o nascer ao morrer. A sua centralidade, como âmbito de vida, é inquestionável. A sua presença é importante, a sua ausência ou destruturação gera dificuldades.
Por outro lado, a família adquiriu nos últimos tempos, várias configurações, às vezes diferenciadas dos padrões do passado mesmo recente. Fala-se de “vários modelos de família”.
A Igreja, inspirada na Sagrada Escritura, e conhecedora da realidade social e pessoal, sempre teve a família em grande consideração. Temáticas como a conjugalidade, a paternidade, a educação humana e a transmissão da fé, entre outras ocuparam e ocupam grande parte das suas preocupações.
Consciente da importância da família e das novas realidades em que se move, o papa Francisco decidiu convocar dois sínodos, um em 2014, já realizado, o outro previsto para outubro de 2015.
A Faculdade de Teologia da UCP associa-se a este cuidado pastoral, proporcionando o presente Curso como itinerário de reflexão e de estudo.
De fevereiro de 2015 a junho de 2015, à 2ª feira, das 18.30h-21.15h, decorrerá a 1ª edição do Curso.
Inscrições: de 5 de janeiro a 30 de janeiro.
Para mais esclarecimentos consulte a página www.ft.lisboa.ucp.pt

História e Cultura Bíblica XVII - A profecia bíblica


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Muito se gritou por Paris mas pouco se gritou pelos meninos e meninas mortos no recreio da escola em Peshawar

Esta rua onde “me” moro…
Do outro lado da minha rua, fica a Rue Lambert, mais adiante, a Porte de Pantin, a Place de la Nation, um quarteirão mais abaixo é o recreio da escola de Peshawar, nas traseiras é Bagdad e mais longe, só um pouquinho mais longe fica Tikrit e Mossul, e fica a coragem do medo do meu mundo e o medo da coragem do meu ser… fica o meu medo e a minha raiva, fica o grito por gritar ou talvez não, aqui na minha rua onde se grita por Paris mas onde foram poucos os que gritaram pelos meninos e meninas mortos no recreio da escola em Peshawar.
Foto: Raoul Dufy | 1903 | D.R.

Papa Francisco | Encontro com famílias, Manila, Filipinas, 16.1.2015

Papa Francisco aos casais: «Nunca deixem de ser namorados»
Recomendo-vos que, à noite, quando fizerem o exame de consciência, façam também esta pergunta: “Hoje sonhei com o futuro dos meus filhos?” “Hoje sonhei com o amor do meu esposo ou da minha esposa? Com os meus pais e os meus avós?” Não percam a capacidade de sonhar na família.

A CHATA CHEGA, NESTE II DOMINGO DO TEMPO COMUM, APÓS O "ENCERRAMENTO" (?) DO CICLO NATALICÍO

(1 Samuel (Sam)3,3b-10; Evangelho: João (Jo) 1,35-42).
Uma saudação cordial, com desejos de BOM DIA DO SENHOR, (mesmo com chuva, muita chuva). 
As leituras escolhidas para a Celebração Eucarística de hoje falam-nos de encontros.... Encontros, vocações... chamamentos!
No Evangelho, vamos encontrar Jesus a passar junto de
João Baptista. Não há grandes conversas entre eles. É como se se tratassem de desconhecidos, no entanto... J. Baptista apresenta Jesus aos presentes como " O CORDEIRO DE DEUS", como se dissesse é Ele que baptiza no espírito, é Ele que carrega com os pecados do mundo, que carrega as nossas faltas e fraquezas. (Quando tiver um tempinho escrevo sobre uma tradição judaica onde se fazia uma cerimónia alusiva à expiação dos pecados).
Há 2 discípulos de João Baptista, que ao ouvirem as palavras de João, imediatamente o deixam e seguem Jesus.... Como se deviam ter sentido tocados... que experiência intensa, sem um dialogo O seguem... Paro! Por minutos penso... nunca vivi uma experiência tão forte!
Sem conversas, sem indicações das intenções de Jesus... sem saberem ao que iam.... lá vão eles atrás de Jesus.... Confiam! E eu que preciso de tantas certezas...
Jesus volta-se para ver quem o seguia (como se já não soubesses. Tu sabes tudo Senhor!) e pergunta-lhes, não o que querem, mas o que procuram e eles respondem Mestre, "onde moras?". Jesus responde-lhes: "Vinde ver".
ESTE CONVITE, "VINDE VER" É FEITO A CADA UM DE NÓS... HOJE!
"Vinde ver".... não a casa, o local ou o sitio, mas a experiência de Deus.... a RELAÇÃO!
Não basta conhecermos o Evangelho ou as teologias... Jesus quer mais de nós! Para além da sabedoria, quer o nosso Coração... à semelhança do d'Ele! 
Diz-nos ainda João (evangelista) que os que O seguiram, não conseguiram guardar só para si este encontro tocante e foram leva-lo a outros.... E outros vieram! Não por acaso, mas porque TU, Jesus, os escolhestes! E.... eles responderam e ficaram Contigo! E, assim acontecem os discípulos: Tu vais e procura-los um a um... Jesus, vais à procura, vais ao encontro....
A EXPERIÊNCIA DE JESUS transborda os corações dos escolhidos... não pode ficar escondida em cada um!
O chamamento... a vocação, cada um de sua forma é chamado a dar uma resposta. Foi o que escutamos hoje na 1ª leitura  onde DEUS chama Samuel, e no Evangelho Jesus escolhe Pedro, a quem haveria de dizer mais tarde: "... sobre ti edificarei a minha Igreja" .
 E continua a chamar cada um de nós, a resposta é nossa! Ele SÓ nos pede que acolhamos o chamamento, o vivamos e o testemunhemos vida fora... (SÓ!)
Jesus, ajuda cada um de nós, a deixar-se encontrar por Ti, pois só Tu és o Caminho que nos leva a Deus. Ajuda-nos a ser testemunhas da nossa vocação de Filhos Amados por Deus.
Ajuda-nos a sentir no mais íntimo de nós que a resposta ao chamamento é a adesão à Tua Pessoa.
Vou acabar. Um abraço fraterno e boa semana na companhia de Cristo Jesus 
ana saldanha(elemento da Equipa Casais Stª Maria/Colares)

Encontro de Formação

A Pastoral Social vai organizar um dia de formação com a Cáritas Diocesana de Lisboa. Vai acontecer no próximo dia 31 de Janeiro, das 9,30 às 17 Horas em Rio de Mouro. Esta formação destina-se a todos os agentes da Pastoral Social das Paróquias. Esta formação é  sobre a Doutrina Social da Igreja. Envio a ficha de inscrição.
Abraço em Cristo
Diác. Carlos Martins

domingo, 18 de janeiro de 2015

Festa de São Sebastião - Colares

Ontem foi o maravilhoso Concerto com o coro "ArdeCoro" hoje às 15h00 Procissão da Igreja do Muvifal para a Igreja de São Sebastião acompanhada pela Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

- Festa de São Sebastião: Dia 16 Noite de Fados

Dias 16,17, 18 e 20 de Janeiro 2014

Terra Santa: Bispos católicos denunciam drama de «dezenas de milhares de famílias cristãs»

Ausência de soluções para a paz entre Israel e Palestina está a ter «consequências trágicas»
Jerusalém, 15 jan 2015 (Ecclesia) – Os bispos católicos que estão de visita à Terra Santa denunciaram a falta de condições que “dezenas de milhares de famílias cristãs” enfrentam na Faixa de Gaza, devido ao conflito israelo-palestino.
Numa mensagem enviada hoje à Agência ECCLESIA pelo Conselho das Conferências Episcopais da Europa, também representado nesta iniciativa, eles lamentam a falta de soluções para fazer “avançar a paz”, ao nível das políticas “locais e internacionais”.
Algo que, para as populações radicadas em Gaza, um dos epicentros da guerra, tem tido “consequências trágicas”.
Segundo os prelados, “depois de falhadas as últimas negociações” são necessárias “novas abordagens” que permitam “a construção de pontes, não de muros”, entre Israel e a Palestina.
“É preciso humanizar o conflito, através de medidas que favoreçam o diálogo entre as duas partes. A paz apenas virá quando todos concordarem que este território é sagrado para três credos, o cristianismo, o judaísmo e o islamismo, e casa de dois povos, israelitas e palestinos”, advogam os bispos.
Desde sexta-feira, os responsáveis católicos já tiveram ocasião de contactar e escutar os anseios de diversas comunidades, não só do lado palestino, na Faixa de Gaza mas também do lado israelita.
A viagem que hoje termina envolve líderes e representantes católicos da Europa, da América do Norte e da África do Sul, e está inserida na 15.ª reunião anual da Coordenação das Conferências Episcopais em favor da Igreja Católica da Terra Santa.
De acordo com os membros daquele organismo, o conflito em curso “assalta a dignidade de israelitas e palestinos” e coloca em causa a vida de inúmeros cristãos que têm de saber que “não foram esquecidos”.
Medo, pobreza, desemprego, habitação precária, são muitos os problemas que afligem estas pessoas.
“O bloqueio em Gaza impede dramaticamente qualquer tentativa de reconstrução e favorece um ambiente de desespero que depois mina também as esperanças legítimas dos israelitas em termos de segurança”, descrevem os bispos.
No entanto, no meio de toda a “devastação” e do “receio de novos combates”, “a esperança permanece viva” na região.
Os responsáveis católicos tiveram ocasião de constatar isso mesmo por exemplo na visita a uma “pequena comunidade cristã com uma enorme fé”.
Também através da “tenacidade” demonstrada por “muitos voluntários” que ali trabalham em prol das populações mais carenciadas, e da passagem por uma “escola onde muçulmanos e cristãos estudam e brincam em harmonia”.
“Um estudante disse-nos que durante a guerra recebeu um e-mail a perguntar se precisava de comida, de roupa ou de abrigo. Sem amargura, ele respondeu que o que precisava era de dignidade. É este direito que os líderes políticos têm de defender”, frisam os prelados.
No seu texto, a Coordenação das Conferências Episcopais em favor da Igreja Católica da Terra Santa salienta que “vai continuar a opor-se” às injustiças que estão a ser praticadas no território.
Em causa estão também situações como a “expansão do programa dos colonatos israelitas, ilegal à luz da lei internacional” e “a construção do muro de separação no Vale de Cremisan”, projetada pelo governo de Israel e cuja concretização colocará em causa “a subsistência de muitas famílias cristãs”.
Ao todo participaram nesta visita cerca de 40 bispos e representantes católicos de 16 países: Alemanha, África do Sul, Irlanda, Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega, Suécia, Estados Unidos da América, Inglaterra, Pais de Gales, França, Itália, Canadá, Suíça, e Espanha.
JCP