segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Liturgia: Igreja evoca Todos os Santos

Celebração está ligada à tradição do «Pão por Deus»

Lisboa, 31 out 2016 (Ecclesia) – A Igreja celebra esta terça-feira a solenidade litúrgica de Todos os Santos, na qual lembra conjuntamente “os eleitos que se encontram na glória de Deus”, tenham ou não sido canonizados oficialmente.

As Igrejas do Oriente foram as primeiras (século IV) a promover uma celebração conjunta de todos os santos quer no contexto feliz do tempo pascal, quer na semana a seguir.

No Ocidente, foi o Papa Bonifácio IV a introduzir uma celebração semelhante em 13 de maio de 610, quando dedicou à Santíssima Virgem e a todos os mártires o Panteão de Roma, dedicação que passou a ser comemorada todos os anos.

A partir destes antecedentes, as diversas Igrejas começaram a solenizar em datas diferentes celebrações com conteúdo idêntico.

A data de 1 de novembro foi adotada em primeiro lugar na Inglaterra do século VIII acabando por se generalizar progressivamente no império de Carlos Magno, tornando-se obrigatória no reino dos Francos no tempo de Luís, o Pio (835), provavelmente a pedido do Papa Gregório IV (790-844).

Segundo a tradição, em Portugal, no dia de Todos os Santos, as crianças saíam à rua e juntavam-se em pequenos grupos para pedir o ‘Pão por Deus’ de porta em porta: recitavam versos e recebiam como oferenda pão, broas, bolos, romãs e frutos secos, nozes, amêndoas ou castanhas, que colocavam dentro dos seus sacos de pano; nalgumas aldeias chama-se a este dia o ‘Dia dos Bolinhos’.

Em contraste com esta festa católica está o ‘Halloween’, vindo dos Estados Unidos da América e agora muito celebrado também na Europa, no dia 31 de Outubro.

A comemoração veio dos antigos povos celtas que habitavam a Grã-Bretanha há mais de 2000 anos.

Já no dia 2 de novembro tem lugar a ‘comemoração de todos os fiéis defuntos’, que remonta ao final do primeiro milénio: foi o Abade de cluny, Santo Odilão, quem no ano 998 determinou que em todos os mosteiros da sua Ordem se fizesse nesta data a evocação de todos os defuntos ‘desde o princípio até ao fim do mundo’.

Este costume depressa se generalizou: Roma oficializou-o no século XIV e no século XV foi concedido aos dominicanos de Valência (Espanha) o privilégio de celebrar três Missas neste dia, prática que se difundiu nos domínios espanhóis e portugueses e ainda na Polónia.

Durante a I Guerra Mundial, o Papa Bento XV generalizou esse uso em toda a Igreja (1915).

Os temas vão estar em destaque no programa ECCLESIA desta segunda, terça e quarta-feira, às 22h45, na Antena 1 da rádio pública.

OC

Espiritualidade

Papa: o olhar de Jesus vai além de pecados e preconceitos

“O olhar de Jesus vai além dos pecados e dos preconceitos”: foi o que disse o Papa na manhã deste domingo, ao rezar com os fiéis na Praça S. Pedro a oração mariana do Angelus.

Em sua alocução, Francisco comentou o Evangelho do dia, que narra o encontro de Jesus com Zaqueu em Jericó. Zaqueu era um rico cobrador de impostos, colaborador dos ocupantes romanos e, portanto, um explorador de seu povo. Ao chegar a Jericó, também Zaqueu queria ver Jesus, mas a sua condição de pecador público não lhe permitia se aproximar do mestre; além do mais, era pequeno de estatura; por isso sobe numa figueira para esperar Jesus passar.

Necessidade de conversão

Quando chega perto da árvore, Jesus ordena que Zaqueu desça, porque deve ficar em sua casa. No desenho de salvação da misericórdia do Pai, explicou o Papa, há também a salvação de Zaqueu, um homem desonesto e desprezado por todos, e por isso necessitado de conversão. De facto, o Evangelho diz que, quando Jesus o chamou, todos começaram a murmurar, dizendo: ‘Ele foi hospedar-se na casa de um pecador!’.

“Se Jesus tivesse dito: ‘Desça você, explorador, traidor do povo, e venha falar comigo para fazer as contas’, certamente o povo teria aplaudido”, comentou Francisco. Mas Jesus, guiado pela misericórdia, buscava justamente Zaqueu.

Jesus não se detém nas aparências, mas olha para o coração

“O olhar de Jesus vai além dos pecados e dos preconceitos”, repetiu duas vezes o Papa. Jesus vê a pessoa com os olhos de Deus, que não se detém no mal passado, mas entrevê o bem futuro; não se resigna aos fechamentos, mas sempre abre novos espaços de vida; não se detém nas aparências, mas olha para o coração.” Jesus olhou o coração ferido de Zaqueu e foi ali.

Às vezes, prosseguiu, nós buscamos corrigir ou converter um pecador repreendendo-o, reforçando seus erros e o seu comportamento injusto. A atitude de Jesus com Zaqueu nos indica outro caminho: de mostrar a quem erra o seu valor, aquele valor que Deus continua vendo não obstante tudo. “Assim se comporta Deus connosco: não fica preso no nosso pecado, mas o supera com o amor e nos faz sentir a saudade do bem. Todos sentimos esta saudade do bem depois de um erro. Não existe uma pessoa que não tenha algo de bom”, disse o Pontífice, que concluiu:

“Que a Virgem Maria nos ajude a ver o bem que existe nas pessoas que encontramos todos os dias. O nosso Deus é o Deus das surpresas!”

(Rádio Vaticano)

C56 - Psst, Desce daí! - 31.º Domingo Tempo Comum (Ano C) - P. Abel Ferr...

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Esta semana, vende um objeto importante para ti e dá o dinheiro a um pobre.

domingo, 30 de outubro de 2016

Destaques da Semana

Alterações em virtude da Solenidade de Todos os Santos e do Dia de Fiéis Defuntos

- SEGUNDA-FEIRA:
Missa vespertina da Solenidade de Todos os Santos, no Mucifal às 19h00.

- TERÇA-FEIRA:
Solenidade de Todos os Santos. Missas em Almoçageme às 10h30 e em Colares às 12h00 e 18h30.


- QUARTA-FEIRA:
Dia de Fiéis Defuntos. Missas em Almoçageme às 9h30, no Cemitério de São Gregório do Vinagre às 15h30, na Ulgueira às 17h00 e em Colares às 19h00.

sábado, 29 de outubro de 2016

Igreja/Ensino: Católica vai abrir curso de Medicina centrado na defesa da vida

Concluir um projeto que tem 30 anos é um desejo de Isabel Capeloa Gil no mandato como reitora da UCP onde a Teologia é uma «ciência nodal»

Lisboa, 29 out 2016 (Ecclesia) – A reitora da Universidade Católica Portuguesa disse à agência Ecclesia que tem “garantias muito sólidas” para conclui o processo de abertura de um curso de Medicina, com um “projeto académico diferenciador” e centrado na “defesa inabalável da vida”.

Isabel Capeloa Gil não diz que o processo esteja “concluído dentro de um ano”, mas afirmou estar determinada em concretizar o projeto, que “tem 30 anos”, de abrir um curso de Medicina na Universidade Católica Portuguesa (UCP), o primeiro numa universidade não estatal.

 “A defesa de um modelo de medicina católico, centrado na defesa inabalável da vida é algo que é essencial ao desenvolvimento das grandes universidades católicas”, sublinhou a reitora da UCP, no dia da tomada de posse, esta sexta-feira.

Isabel Capeloa Gil adiantou que o “projeto académico teria de ser diferenciador” e é necessário garantir o suporte financeiro que o curso de Medicina exige.

“O modelo que está agora a ser implementado consegue conciliar estas duas dimensões e em breve daremos notícias felizes para todos os que desejam ver um curso de Medicina católico em Portugal”, acrescentou.

Numa entrevista que vai ser emitida no programa 70x7 deste domingo (RTP2, 13h30), Isabel Capeloa Gil adiantou as prioridades para o mandato que agora inicia como reitora da UCP e disse que o curso de Teologia é “nodal” para a Universidade Católica

Para a responsárel pela UCP, a Teologia “é uma área viva”, que a universidade vai “cultivar e desenvolver na intercessão com outras Faculdades” e, como noutras áreas do saber, é “absolutamente internacionalizável e há passos que estão a ser dados de forma muito ambiciosa nesse sentido”.

Isabel Capeloa Gil disse que a Teologia “não é só uma área para a formação de sacerdotes” e recordou o trabalho que desenvolveu, enquanto vice-reitora da UCP no mandato que agora terminou para que fosse reconhecida como “ciência” pelas fundações de fomento à investigação.

“Portugal e França eram  - agora é só a França - os únicos países europeus onde a teologia não era considerada nas fundações de fomento à investigação. Os projetos teológicos eram apresentados em Filosofia. E essa situação alterou-se”, lembrou.

Isabel Capeloa Gil referiu uma das “lutas” que travou junto da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) foi pelo reconhecimento da Teologia “avaliáveis e mensuráveis” pela fundação, o que conseguiu.

A reitora da UCP explica também a internacionalização em curso na academia, onde 13% dos alunos são estrangeiros, de 90 nacionalidades, referindo que “tem de ser um processo integrado”, o que que passa antes de mais pela estruturação interna.

Nesta entrevista, gravada no dia da tomada de posse, a reitora da UCP explica os projetos que vai tentar implementar durante o mandato de quatro anos que agora inicia, nomeadamente a iniciativa ‘Católica I&I’ (Católica Investigação e Inovação), ‘Católica Talentos’ (que propõe uma nova abordagem à gestão de talentos e à sua promoção) e ‘Católica 4.0’ (para digitalizar e simplificar as estruturas).

Isabel Capeloa Gil referiu-se também à identidade da Universidade, afirmando que a “relação” e o “testemunho” são os modos fundamentais de garantir a sua identidade católica.

A entrevista à reitora da Universidade Católica Portuguesa, Isabel Capeloa Gil, é emitida este domingo, às 13h30, na RTP2.

PR

Carta aos diocesanos de Lisboa - 2016/2017

Carta aos diocesanos de Lisboa, no início do novo ano pastoral


Como há dois mil anos começou o Reino

1. Em Setembro, a vida retoma o seu curso geral, após o chamado “tempo de férias”. Das famílias às escolas, das empresas à sociedade, recuperam-se os ritmos habituais. Também assim nas nossas comunidades, da catequese à liturgia e à ação sociocaritativa. Desejo a todos as maiores felicidades, aos que continuam nos mesmos lugares e serviços e aos que assumem novos encargos, paroquiais e outros.
Tudo isto é um bem, na cadência certa da vida que prossegue. Mas, para quem está no mundo como tantos mais, convém perguntar o porquê da vida eclesial, do que ela significa realmente para os discípulos de Cristo. Não bastaria retomarmos o habitual, mesmo que positivo, como os dias que sucedem às noites, ou a roda das estações do ano.Sim, partilhamos com todos os seres humanos o modo comum de ser e conviver, como o Criador nos sustenta, com deveres e direitos a irmanar-nos e responsabilizar-nos. Mas havemos de o fazer como cristãos, isto é, participantes do Espírito de Cristo e alargando o seu Reino. Permiti-me insistir neste ponto identitário, que julgo particularmente oportuno.Estamos no ano 2016 da era de Cristo, vivendo o que com Ele começou e só com Ele pode progredir. E sempre à sua maneira, tão diferente de qualquer projeto temporal que se impusesse exteriormente ou estabelecesse à força. É natural e positivo que, como cidadãos entre cidadãos, integremos projetos de melhoramento social e procuremos modos de o conseguir sempre mais e melhor, dentro aliás dum legítimo pluralismo de perspetivas e opções. Mas é sobrenatural e necessário que, seguindo a atitude de Jesus Cristo, abramos sempre o ocasional ao definitivo, o princípio ao fim e o tempo à eternidade. Não nos alheamos da realidade, damos-lhe a sua verdadeira dimensão.
Neste sentido, pode dizer-se que o nosso programa essencial está feito há dois milénios. Para leigos, consagrados e clérigos, trata-se de, pela palavra e pelo testemunho, partilhar com cada pessoa e em cada momento a possibilidade propriamente “cristã” de viver. Quando nasce, cresce e morre, que seja com Cristo; quando goze de saúde, a perca ou a recupere, que seja com Cristo também; e o mesmo quando ria ou quando chore, quando trabalhe ou descanse, quando estude e descubra, quando reze e contemple.
Por isso acompanhamos os outros da conceção ao nascimento, do nascimento à maturidade, à velhice, às exéquias e ainda depois. Tal como Cristo o fez, nascendo, vivendo, morrendo e ressuscitando, para assim continuar, através do corpo eclesial que connosco forma, a acompanhar a vida dos outros, abrindo-a em cada etapa à própria vida de Deus.
Por isso é Pastor, para nos conduzir a pastagens que não secam nunca (cf Sl 23). Por isso há “pastoral” propriamente dita – essa mesma, essencial e constante, na cidade ou no campo, na escola, no hospital ou na prisão, seja onde for, seja para quem for. No ano pastoral que iniciamos, como quando tudo recomeçou há dois milénios, para dar sentido e pleno cumprimento a toda a vida e à vida de todos. Mais do que viver para um futuro possível, o cristão preenche cada momento com a certeza das coisas finais, como Cristo as alcançou e oferece.

2. Nos dias em que vivemos, de cultura tão rarefeita e dispersa, a nova evangelização significa redescobrir e partilhar o modo cristão de ser, como possibilidade concreta de vida em abundância. Significa iniciação cristã autêntica e vida em Cristo sempre, pessoal, familiar e comunitariamente levada. Como só pascalmente se alcança, pois «a felicidade está mais em dar do que em receber» (Act 20, 35).
É por isso que um novo ano pastoral – como este de 2016-2017 – só pode ter como plano e programa, no que toca ao essencial, alcançar uma catequese, uma liturgia e uma ação sociocaritativa sempre mais conformes com as palavras e atitudes com que Jesus há dois mil anos inaugurou o Reino. Reino que a ressurreição garantiu para sempre e a vida dos cristãos assinala e oferece. Um Reino assim só filialmente se alcança, pois a Deus pertence e por Deus se estende. Se progredirmos na aprendizagem do Pai Nosso, experimentaremos e faremos experimentar bem mais a realidade plena do Reino de Deus.
Será a melhor maneira de vivermos o tempo, a partir de Deus, com indispensável entrega e confiança. Como escreve um autor contemporâneo: «Falar do Reino significa falar de um coração novo, de relações pessoais diferentes, de estruturas humanas que correspondam à forma como Deus criou e sonha este mundo. A questão decisiva está em entrar no Reino e como participar pessoalmente num espaço de salvação, de felicidade e de agradecimento – que Deus, manifestando-se, põe ao alcance de todos por intermédio de Jesus. No fundo de tudo, existe uma decisão, um desejo, uma vontade, que não coloca condições». E continua, indicando o essencial do que devemos ser e pedir, diante de Deus e da vida: «Por este motivo, Jesus, perante a estranheza dos seus discípulos, refere-se às crianças como modelo: é preciso receber o Reino de Deus como o faz uma criança, ou seja, a partir da necessidade e da fragilidade de quem sabe que não pode fazer nada por si próprio (Mc 10, 15, Lc 18, 17)» (Armand Puig, Jesus. Uma biografia, Lisboa, Paulus, 2006, p.342).
Diante das dificuldades que certamente tocarão a cada um - família a família, comunidade a comunidade – coloquemo-nos filialmente diante de Deus, neste ano e sempre. Demos-Lhe oportunidade para construir também em nós e por nós o seu Reino, como só Ele sabe e pode. Passagens como a seguinte, das primeiras gerações cristãs, devem ser levadas muito a sério, antes, durante e depois de qualquer programação, para que não seja demasiadamente nossa: «Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo» (Tg 4, 15).

3. Partilho convosco estes sentimentos e convicções, no início dum ano pastoral marcado por acontecimentos relevantes, como o tricentenário da qualificação patriarcal de Lisboa e o centenário das aparições de Fátima. Acontecimentos que não nos devem distrair do que mencionei e é de sempre, mas devemos aproveitar para o fazer melhor e mais definitivamente.
O tricentenário da qualificação patriarcal de Lisboa (7 de novembro de 1716, pelo Papa Clemente XI) evoca o empenho que D. João V pusera em ilustrar a capela real e o zelo que demonstrava, como os seus antecessores, pela propagação da fé, como então se entendia. Trezentos anos depois, só pode lembrar-nos a nós, num contexto histórico e eclesiástico tão diferente, que toda a Igreja é uma realidade missionária, como a missão há de ser vivida agora, em termos de nova evangelização e reciprocamente ad gentes.
Temos várias ações programadas e já anunciadas (v. o Programa-calendário diocesano) da música erudita a um musical, da edição de biografias episcopais e de cartas pastorais dos patriarcas à renovada apresentação museológica da diocese. Será muito bom que tudo isto seja aproveitado pelas nossas comunidades, para ganharem ainda maior consciência do que foram, são e hão de ser, como Igreja de Cristo em Lisboa e em missão.
A celebração do centenário das aparições de Fátima, antes e depois de 13 de maio, reforçará em todo o ano pastoral a dimensão mariana essencial à Igreja. «Quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher, […] a fim de recebermos a adoção de filhos» (Gl 4, 4-5). Tendo acompanhado o seu Filho de Belém ao Calvário, Maria tem sido por sua vez enviada, da glória em que com Ele vive, para nos repetir, no longo curso da vida da Igreja, as mesmas palavras que disse em Caná: «Fazei o que Ele vos disser!» (Jo 2, 5). Como A ouviram os pastorinhos há um século, também o faremos nós agora, com redobrada devoção e conversão evangélica. Isso mesmo nos dirá decerto o Papa Francisco, cuja presença aguardamos de coração inteiro.

4. A caminhada sinodal que encetámos em 2014 envolveu milhares de diocesanos que estudaram os vários capítulos da exortação apostólica Evangelii Gaudium do Papa Francisco, procurando o melhor modo de, também aqui, concretizarmos o “sonho missionário de chegar a todos”.
Muito se rezou, pensou e agiu nesse sentido, de então para cá, e assim continuaremos a fazer. Com o que chegou à comissão preparatória do sínodo – e foi sendo publicado na Voz da Verdade e no “site” do Patriarcado – elaborou-se um Documento de trabalho, já divulgado também, que está a ser estudado pelos membros convocados segundo os cânones para a assembleia sinodal que, de 30 de novembro a 4 de dezembro, lhe dará a redação final.
Importa entender esses dias como um momento especial duma caminhada diocesana muito mais larga na participação e no tempo, que talvez constitua o principal do que aconteceu – e será inteiramente respeitado e projetado para o futuro, em termos de sinodalidade crescente, cada vez mais aplicada na vida das comunidades e da diocese no seu todo.
Do muito que o Documento de trabalho do sínodo nos oferece, sintetizo e destaco «sete critérios de discernimento e ação eclesiais» (DT, 24 ss) que poderão orientar desde já a vida das nossas comunidades, pois acolhem as indicações da Evangelii Gaudium e a reflexão partilhada pelos grupos sinodais: 1º) Critério do tempo, disponibilidade para acompanhar pessoas e situações. 2º) Critério da unidade, prevalecendo sobre tensões e conflitos. 3º) Critério da realidade, um saudável realismo aberto à esperança. 4º) Critério da totalidade, não esquecendo a globalidade da proposta evangélica. 5º) Critério da evangelização, (re)configurando nesse sentido todas as estruturas e rotinas. 6º) Critério da autenticidade, para que o essencial evangélico ressalte em tudo e sempre. 7º) Critério da qualidade e da beleza, como o Evangelho oferece e a evangelização não dispensa.
Missão, sinodalidade, família e misericórdia são palavras-chave dos nossos dois últimos programas diocesanos, como se podem reler nas respetivas apresentações. Em seu torno caminharemos, para nos retomarmos como Igreja em missão, alargando o Reino. E a alma de tudo o que fizermos será essa mesma misericórdia, que nos identifica com o próprio Deus na atenção prioritária aos mais pobres e frágeis. Para tal nos fortalece o presente Jubileu, cuja graça permanece e nos impele.

Convosco, irmão e amigo,

+ Manuel, Cardeal-Patriarca
Lisboa, 1 de setembro de 2016

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Lisboa | FIÉIS DEFUNTOS

Cardeal-Patriarca de Lisboa lembra antecessores

Na Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, a 2 de novembro, quarta-feira, o Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, vai presidir à Eucaristia pelos anteriores Patriarcas, numa celebração no Panteão dos Patriarcas, no Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa, às 12h15. A celebração eucarística é aberta a todos os fiéis que queiram participar, devendo a entrada para o Panteão dos Patriarcas fazer-se pelos claustros, junto à Igreja de São Vicente de Fora.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Encontro anual com agentes de preparação para o Matrimónio 2016

Realiza-se no próximo dia 12 de Novembro, no Convento do Varatojo em Torres Vedras, o Encontro Anual de Agentes de Preparação para o Matrimónio de 2016, com o tema “A tua descendência será numerosa”.
Está previsto o acolhimento aos participantes às 9h45 e os trabalhos do encontro deverão decorrer até cerca das 18h00.
A participação de todos é uma resposta ao apelo de Cristo que nos é dirigido para contribuirmos para a valorização da importância do Matrimónio e das Famílias na sociedade actual.
A inscrição deve ser feita até ao próximo dia 5 de Novembro. Obrigado!

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Lisboa: A morte e a vida em conferência

Lisboa: A morte e a vida em conferência: No próximo dia 18 de Outubro a paróquia do Parque das Nações, no Patriarcado de Lisboa, recebe uma conferência subordinada ao tema.

Catequese, a tarefa diz respeito a todos nós

No mês de Outubro, as famílias cristãs são chamadas a cuidar da inscrição dos seus filhos e netos na Catequese, para lhes proporcionar que a alegria da fé comece a despertar e se fortaleça nos seus corações.
As famílias têm o dever de cuidar da transmissão da fé às novas gerações, e estas têm o direito de receber os fundamentos da fé de seus pais e as tradições e valores a ela associados.
Embora se tenha verificado uma dinâmica secularista muito forte na nossa sociedade, as famílias estão a reconhecer a importância da Catequese na formação dos seus filhos, o que é muito positivo e nos deve incentivar a todos nas paróquias a apostar na formação dos catequistas e na formação de adultos, sobretudo através de cursos bíblicos, jornadas do Evangelho, lectio divina, e outras possibilidades para ajudar as famílias a aprofundar a mensagem bíblica.
Recordamos o nº 67 da exortação apostólica Catechesi Tradendae, a Catequese para Hoje, que nos ajuda a refletir sobre a importância da Catequese Paroquial:

“A comunidade paroquial deve continuar a ser a animadora da catequese e o seu lugar privilegiado.” É, por isso, necessário “que se continue a dar-lhe de novo estruturas adequadas, conforme for preciso, e sobretudo novo impulso mediante a integração crescente de membros qualificados, responsáveis e generosos.”
“Dito isto, e tendo em conta a necessária diversidade dos lugares de catequese — a própria paróquia, as famílias que acolhem crianças e adolescentes, as aulas de religião nas escolas do Estado, as instituições escolares católicas, os movimentos de apostolado que mantêm tempos reservados à catequese, os centros abertos a todos os jovens, os «fins de semana» para formação espiritual, etc. — importa sobremaneira que todos estes canais catequéticos convirjam realmente para uma mesma confissão de fé, para uma comum consciência de pertencer à mesma Igreja e para uma fidelidade aos compromissos na sociedade, vividos com o mesmo espírito evangélico: «... um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai ...».”

“(…) Em resumo, sem monopolizar nem querer uniformizar, a paróquia, como se disse acima, continua a ser o lugar privilegiado da catequese. Precisa para isso de reencontrar a sua vocação neste aspeto, que é a de ser a casa de família, fraterna e acolhedora, onde os batizados e confirmados tomam consciência de ser Povo de Deus e onde o pão da boa doutrina e o pão da Eucaristia lhes são repartidos com abundância, no quadro de um único ato de culto (117); é daí que são quotidianamente reenviados para a sua missão apostólica em todos os sectores da vida do mundo.”

domingo, 16 de outubro de 2016

sábado, 15 de outubro de 2016

5 Grandes falhas dos discípulos de Jesus Cristo


1. FALTA DE PRIORIDADE
Quando a mulher do vaso de alabastro derrama perfume sobre a cabeça de Jesus (Mc 14, 9), a preocupação dos discípulos estava no valor do perfume e não em honrar Jesus, na sua pessoa e na pessoa do próximo. Preocuparam-se mais com o valor das coisas do que com o valor do ser humano.

2. NÃO COMPREENDER OS PROPÓSITOS DE DEUS
Judas criou no seu coração a expectativa de que Jesus seria um rei no sentido político daquele tempo. Quando viu que Jesus estava a anunciar a sua morte e que Ele não correspondia às suas expectativas pessoais, ficou carregado de frustrações no seu coração. Daí resultou a infidelidade e a traição (Mc 14, 10 e 11).
O mesmo aconteceu com os filhos de Zebedeu, Tiago e João, que pedem a Jesus para se sentarem ao seu lado no reino (Mc 10, 35-45). No texto paralelo de Mateus (Mt 20), é a mãe deles que vai falr com Jesus.

3. FALTA DE AUTOCONHECIMENTO
Na mente dos discípulos nenhum deles negaria Jesus (Mc 14, 17-19.27-31), mas a pressão da situação mostrou que eles não se conheciam o suficiente. No Getsêmani, deixando-O, fugiram todos (MC 14, 50)

4. FALTA DE EMPATIA
No Getsêmani, Jesus convidou os discípulos mais íntimos para partilharem a sua dor. Jesus queria receber apoio dos seus companheiros, queria homens intercessores ao seu lado, mas infelizmente os discípulos dormiram.
Antes, quando Ele queria abençoar as crianças, eles estavam a afastá-las (Mc 10, 14), por exemplo.

5. FALTA DE COMPROMISSO
Quando Jesus vê a multidão faminta e desorientada, quer dar-lhes de comer. Mas os discípulos sugerem que a mande embora (Mc 8, 1-10).

O BOM CARÁTER DE DEUS
- Jesus vela pelos seus discípulos (Mc 14, 3-9).
- Jesus sabe o nosso futuro, sabe quem encontraremos no nosso caminho (Mc 14, 13-16).
- Jesus nos da a chance de nos arrependermos mostrando a consequência dos nossos atos (Mc 13, 17-21).
- Jesus sabe o que é se entristecer, ter medo e angustia, Ele pode identificar-Se connosco nessas situações (Mc 14, 72).

PRINCÍPIOS E VALORES
- Devemos perguntar a Jesus como ele quer que façamos as coisas (Mc 14, 12).
- Ao orarmos podemos expressar a nossa vontade a, Deus porém temos que nos submeter a vontade do Pai como Jesus nos ensinou (Mc 14, 36).
- Temos que vigiar e orar para não cair em tentação (Mc 14, 38).

Adaptado de: http://devocional-747.blogspot.pt

AMAR ATÉ AO FIM

“Amar até ao Fim” é o tema de uma conferência que pretende esclarecer cristãos e não cristãos sobre a temática da eutanásia. Este encontro, organizado pela Paróquia de Cascais, realiza-se no dia 17 de Outubro, às 21h30 no Centro Cultural de Cascais, e conta com a presença da deputada e médica Isabel Galriça Neto e o jurista Pedro Vaz Patto, presidente da Comissão Nacional de Justiça e Paz.
A entrada é gratuita mas os participantes deverão fazer uma pré-inscrição através do email:

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Lisboa | NOVO ANO PASTORAL

Patriarcado promove formação para catequistas

O Setor da Catequese de Lisboa disponibiliza diversas formações catequéticas destinadas aos catequistas, estando disponíveis quatro tipos: Formação Inicial, Curso de Iniciação, Curso Geral e Formação Permanente por Catecismos.
 
A Formação Inicial destina-se a todos os começam a trabalhar na catequese da Igreja sem terem frequentado o curso de iniciação e também aos catequistas auxiliares; o Curso de Iniciação decorre em diversas vigararias da diocese; o Curso Geral visa completar a formação do catequista; e a Formação por Catecismos, do 1º ao 6º, proporciona uma introdução ao catecismo e um auxílio à programação do ano catequético.
 
Informações: 218810533 ou www.catequese.net

Pensamento do dia

  Fazei as coisas com perfeição, mas também com desembaraço. Quem é responsável por qualquer trabalho deve ser ainda mais despachado que os outros. 


ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO

Mas porque o caminho sefaz caminhando; continuemos. Desta vez, ouvindo o ensinamento de Sto. Afonso de Ligório - “Quem reza salva-se, quem não reza condena-se”, ou de S. Josemaria Escrivá - “Católico sem oração? É como um soldado sem armas!”, ou mesmo de Santa Teresa de Calcutá que dizia que a adoração perpétua é o que vai renovar a Igreja e salvar o mundo. Assim sendo, e porque não existe maior justiça no mundo do que adorar ao Senhor meu Deus a quem devemos a vida e, para que essa mesma vida possa crescer até ao Céu, o Sr. Prior, P. José António, iniciou um novo projecto de ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO EM CADA ALDEIA.
É a Hora Santa, ou como lhe chamava o arcebispo, Venerável Fulton Sheen, a Hora do Poder. Uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento em cada aldeia da Paróquia: Colares, Mucifal, Almoçageme, Praia das Maçãs, Azenhas do Mar, Azóia, Penedo. Os horários serão afixados na folha de avisos semanais da Paróquia. Todas as aldeias estarão unidas em oração pedindo a Deus pelas mesmas intenções. Como irmãos, como um só Corpo unidos por um só Espírito. Cristo quis ficar connosco até ao fim do mundo, não quereremos nós ficar com Ele ao menos durante uma hora? Adoremos o nosso Salvador! Louvado sejan Nosso Senhor Jesus Cristo, para sempre seja louvado com sua Mãe Maria Santíssima. Tudo por vosso amor, Sagrado Coração de Jesus.
Patrícia Moraes Sarmento
Presidente

domingo, 9 de outubro de 2016

Carta aos diocesanos de Lisboa, para garantir espiritualmente o Sínodo

Caríssimos diocesanos,

De 30 de novembro a 4 de dezembro reúne-se a nossa assembleia sinodal segundo o Código de Direito Canónico (cân. 460 ss). Como vos tenho dito e escrito, vejo-a como a etapa “canónica” da nossa caminhada sinodal, sendo esta muito mais vasta e englobante do conjunto da diocese, antes, durante e depois.
Tudo começou com a exortação apostólica A alegria do Evangelho (Evangelii Gaudium) do Papa Francisco, de 24 de novembro de 2013, convidando-nos para uma nova etapa evangelizadora e indicando caminhos para o percurso da Igreja nos próximos anos (cf. EG, 1).
O Papa quis também que em cada diocese “amadurecessem” os organismos de participação canonicamente previstos - entre os quais o sínodo diocesano – e outras formas de diálogo pastoral. E que tal acontecesse, não tanto por motivos de “organização eclesial”, mas com “o sonho missionário de chegar a todos” (cf. EG, 31).
Ouvido o Conselho Presbiteral, que se pronunciou unanimemente neste sentido, começou o nosso caminho sinodal, em que participaram milhares de fiéis do Patriarcado, juntando reflexões e ensaiando ações a partir dos cinco capítulos da exortação apostólica, tudo envolvido na oração pessoal e comunitária. Com o que enviaram para a comissão preparatória, elaborou-se o Documento de Trabalho que está na base da próxima assembleia sinodal. Com plena liberdade de ação do Espírito, procuraremos que o caminho sinodal de Lisboa, que envolveu tantos fiéis leigos, consagrados e ordenados, seja tomado no seu conjunto e continue depois, na aplicação concreta dos tópicos e critérios entretanto apurados.

Neste dia em que vos escrevo, celebra-se em toda a Igreja a Memória de Nossa Senhora do Rosário, ocasião propícia para insistir na necessidade de, com Maria, Mãe de Jesus, perseverarmos unidos em oração (cf. Ac 1, 14). Esta atitude “garantiu” a primeira evangelização e garantirá agora a que levarmos por diante.
O próprio Papa Francisco o indica na exortação apostólica, na parte referente a “Maria, a Mãe da evangelização” (cf. 284 ss). Retomo alguns pontos do que nos escreve a propósito:
Maria é indispensável na herança de Jesus. Mais ainda, é com Ela que O podemos contemplar e seguir, com verdade e empenho. Escreve o Papa: «Ao pé da cruz, na hora suprema da nova criação, Cristo conduz-nos a Maria; conduz-nos a ela, porque não quer que caminhemos sem uma mãe: e, nesta imagem materna, o povo lê todos os mistérios do Evangelho» (EG, 285).
Geralmente falando, ninguém conhece tão bem os filhos como as suas mães. Para conhecer Jesus e O testemunhar no mundo é-nos imprescindível aprender com Maria o que nela primeiramente se passou, em relação a Jesus e ao respetivo seguimento. Acertarmos na evangelização a fazer entre nós, só com Maria é possível, em meditação orante.
Da sua parte, o exercício é constante, cumprindo a maternidade eclesial que Jesus lhe confiou. Da nossa parte, a oração seja agora mais insistente, em filial correspondência. Oiçamos o Papa: «Ela é a missionária que se aproxima de nós, para nos acompanhar ao longo da vida, abrindo os corações à fé com o seu afeto materno. Como uma verdadeira mãe, caminha connosco, luta connosco e aproxima-nos incessantemente do amor de Deus» (EG, 286).
Maria ensina-nos a todos o que Ela mesma aprendeu e viveu a respeito do Jesus e do Evangelho. E não há melhor aprendizagem do que a que temos das nossas mães, nem vínculo mais duradouro e profundo para a família inteira. Roguemos então com o Papa: «À Mãe do Evangelho vivo, pedimos que interceda a fim de que este convite para uma nova etapa da evangelização seja acolhido por toda a comunidade eclesial. […] Hoje fixamos nela o olhar, para que nos ajude a anunciar a todos a mensagem de salvação e para que os novos discípulos se tornem comprometidos evangelizadores» (EG, 287).
Maria oferece a quem lho peça o que lhe é tão próprio enquanto mulher e mãe. O Papa define-o como ternura e afeto, sentimentos indispensáveis à evangelização no seu todo: «Há um estilo mariano na atividade evangelizadora da Igreja.
Porque sempre que olhamos para Maria voltamos a acreditar na força revolucionária da ternura e do afeto». E, depois de sumariar as atitudes essenciais da Mãe de Jesus, o Papa conclui: «Esta dinâmica de justiça e ternura, de contemplação e de caminho para os outros, faz dela um modelo eclesial para a evangelização. Pedimos-lhe que nos ajude com a sua oração materna, para que a Igreja se torne uma casa para muitos, uma mãe para todos os povos, e torne possível o nascimento de um mundo novo» (EG, 288).

Caríssimos diocesanos do Patriarcado de Lisboa: Reforcemos a todos os níveis – pessoal, familiar e comunitário – a oração pelo Sínodo e os seus frutos. Como indica o Papa Francisco, façamo-lo em chave mariana, para que com Maria aprendamos Cristo e O testemunhemos como agora importa e tanto urge.
Repetindo a oração que temos feito desde o início da nossa caminhada sinodal de Lisboa: «Maria, Mãe da Igreja, ajudai-nos a dizer o nosso “sim”. Dai-nos a audácia de buscar novos caminhos para que chegue a todos o dom da beleza que não se apaga. Virgem da escuta e da contemplação, intercedei pela nossa Igreja de Lisboa, em caminho sinodal, para que nunca se feche nem se detenha na sua paixão por instaurar o Reino. Estrela da nova evangelização, ajudai-nos a resplandecer com o testemunho da comunhão, do serviço, da fé ardente e generosa, da justiça e do amor aos pobres, para que a alegria do Evangelho chegue até aos confins da terra e nenhuma periferia fique privada da sua luz. Mãe do Evangelho vivo, manancial de alegria para os pequeninos, rogai por nós. Ámen.»

Convosco, irmão e amigo,

+ Manuel, Cardeal-Patriarca

Lisboa, 7 de outubro de 2016, Memória de Nossa Senhora do Rosário

sábado, 8 de outubro de 2016

“Venham ver a viagem em toada musical”

O Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, desafia os diocesanos, através de uma mensagem, a assistirem ao musical “Partimos. Vamos. Somos” – o musical dos 300 anos do Patriarcado de Lisboa.

Mensagem:

"Partimos. Vamos. Somos: Mais do que três palavras, indicam uma vida plena, como realmente acontece. Só é, quem "parte", de corpo e alma parte, e assim mesmo acontece. Como queremos para nós e para todos. Trezentos anos de Patriarcado em Lisboa, aludem ao que se chegou a ser porque antes se partira. Já de trás, como os que aqui tinham chegado tantos séculos antes com o Evangelho de Cristo. Como os que se têm acrescentado de 1716 para 2016. E os que hão de partir também, mesmo que fiquem onde estão, na viagem e torna viagem que o nosso mundo proporciona e reclama. Às vezes até bem perto, para que ninguém fique sem terra. Venham ver a viagem em toada musical. Venham ser com os que foram, para acontecerem sempre mais agora.

Convosco, partindo aqui,
+ Manuel Clemente

O elenco do musical é composto por jovens da Diocese de Lisboa, a encenação está a cargo de Matilde Trocado e o texto é da responsabilidade do padre Hugo Gonçalves.
O musical “Partimos. Vamos. Somos” acontece por ocasião das comemorações dos 300 anos do Patriarcado de Lisboa e “pretende mostrar o facto de Lisboa, no passado e no presente, ser uma cidade marcada pelo empenho missionário”.

A estreia está marcada para o próximo dia 18 de novembro, no Teatro Tivoli BBVA, em Lisboa, e os bilhetes já estão à venda, nos locais habituais e em http://ticketline.sapo.pt.

C53 - Duas Curas - 28.º Domingo Tempo Comum - P. Francisco Martins

DESAFIO-TE:
Esta semana, põe a mão na consciência. Disponho de cinco minutos para agradecer a Deus os seus inúmeros dons?

01 - O ensino da prece cristã

A oração do Pai Nosso, deixada pelo próprio Jesus, surge a partir de um pedido dos Seus discípulos: “Senhor, ensina-nos a orar” (Lc 11, 1). Cristo,

02 - O primeiro passo para começar a rezar

Toda oração é um relacionamento entre a nossa miséria e a misericórdia de Deus. Rezar não é simplesmente mexer os lábios, mas encontrar-se com uma Pessoa. Nesta 2.ª aula do nosso curso “Ensina-nos a orar”, descubra qual o primeiro passo para começar a ter vida de oração, a partir da lição do Senhor: “Tu, quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai que está no escondido” (Mt 6, 6).

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

PENSAMENTO DO DIA

Não nos devemos deixar absorver totalmente pelas actividades exteriores; devemos reservar sempre uma parte do coração para Deus. Mesmo durante o estudo ou o trabalho podemos rezar algumas jaculatórias. 

Beato José Allamano