sábado, 15 de dezembro de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 15 – Semana II do Advento

Sir 48, 1-4.9-11 / Slm 79 (80), 2-3.15-16.18-19 / Mt 17, 10-13

Aparecei… Despertai o vosso poder. (Salmo)

O nosso sentir de Deus tem altos e baixos. Quando está «em baixo», podemos pedir: «aparecei». Quando somos nós a estar em baixo, podemos pedir: «despertai o vosso poder». Mas não é só o nosso sentir que pode estar em baixo. É o próprio Deus que Se «esconde». Deus não está sempre ao nível da nossa sensibilidade. O sentir ou não sentir não são sinónimos de relação com Deus. A relação com Deus é um ato de vontade e de correspondência à graça.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 14 – S. João da Cruz (Memória)

Is 48, 17-19 / Slm 1, 1-4.6 / Mt 11, 16-19

“É amigo de publicanos e pecadores”. Mas a sabedoria foi justificada pelas suas obras. (Evang.)

É possível que haja sempre gente a dizer mal de nós pelas nossas convicções, ou assuntos em que não se pode tocar para não se criar problemas. Mas se formos coerentes, ganhamos o respeito dos outros e poderemos dar-nos com vários tipos de pessoas, como Jesus Se dava. Nós estamos chamados a levar a Palavra a diferentes pessoas. Ou a Palavra em si ou a nossa coerência com ela. O leitor peça pela sua coerência.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 13 – Santa Luzia (Memória)

Is 41, 13-20 / Slm 144 (145), 1.9-13ab / Mt 11, 11-15

Abra-se a terra e germine o Salvador. (Aleluia)

A terra somos nós. É dentro de nós que o Salvador germina. Cresce como uma planta que lança os seus ramos para fora de nós, onde vêm pousar passarinhos que encontramos pelo caminho e descansam à nossa sombra. Deus, através de nós, dá-lhes algumas das coisas que eles precisam. Eles vêm comer dos nossos frutos. Mas nós temos o poder de ter frutos variados, consoante as necessidades dos passarinhos que se vêm aninhar nos nossos ramos. Hoje, peçamos por todos os passarinhos que se vêm acolher aos nossos ramos.

AVISO - INFORMAÇÃO - CATEQUESE

No próximo Domingo dia 16 a Missa nas Azenhas do Mar será às 15h00 e não às 17h00, enquadrada na Festa de Natal da catequese Paroquial.

Celebrar o Natal é celebrar a alegria do nascimento de Jesus, a alegria de O ter próximo de nós.
É tempo de festa, de enfeitar as nossas casas, o presépio com a ternura da mãe, pai e filho, que beleza nos transmite a família junta.
Na vida familiar é preciso saber cuidar da fé, pois a azáfama da vida e as suas distrações podem levar a que Jesus fuja da nossa presença.
Também nós catequistas temos por missão levar Jesus aos nossos meninos, rezar com eles como Jesus nos ensinou e fazer festa com eles, então dia 16 de dezembro às 16 horas no CEDCRAM nas Azenhas do Mar vamos festejar a festa de Natal com os catequisandos, família, catequistas e amigos.
O nosso programa ė composto por música com a participação da Banda de Colares por nós convidada, e em seguida a apresentação do trabalho dos nossos catequisandos.
Nós catequistas desejamos a todos um Santo e feliz Natal. 
Cecilia Moreira

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 12 – Semana II do Advento

Is 40, 25-31 / Slm 102 (103), 1-4.8.10 / Mt 11, 28-30

E encontrareis descanso para as vossas almas. (Evang.)

As «regras» de Jesus eram simples: amar a Deus e ao próximo como a si mesmo. Hoje, temos muito mais regras do que estas, mas são derivadas destas. São orientações para sabermos como havemos de aplicar estas três regras às situações concretas da vida. Além do mais, são regras de uniformização. Hoje, o leitor pense em como vai amar a Deus, o próximo e a si mesmo hoje (ou amanhã). (Em três aspetos).

Ulgueira - QUINTA-FEIRA dia 13 às 15h00.

A Adoração ao Santíssimo Sacramento da 2ª Quinta-feira do mês passou a ser celebrada na Ulgueira

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 11 – Semana II do Advento

Is 40, 1-11 / Slm 95 (96), 1-3.10ac-13 / Mt 18, 12-14

Não deixará as noventa e nove… para ir procurar a que anda tresmalhada? (Evang.)

O pastor não vai com as outras noventa e nove à procura da ovelha perdida. O pastor tem pressa de se encontrar com a perdida. Também na parábola dos dois filhos, o pai não espera pelo mais velho para fazer a festa. Tem pressa na festa. Deus tem pressa de manifestar a alegria do reencontro. Saboreemos esta realidade. O leitor pense num pecado de que não se consiga ou ainda não queira livrar. E pense em Deus a ir atrás de si. Sim, mesmo que o leitor não se queira livrar desse pecado.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 10 – Semana II do Advento

Is 35, 1-10 / Slm 84 (85), 9ab-14 / Lc 5, 17-26

Encontraram-se a misericórdia e a fidelidade [de Deus]. (Salmo)

Peçamos a Deus a consciência da sua misericórdia e da sua fidelidade. O salmo diz que a justiça e a paz se abraçaram. Caro leitor, deixe-se abraçar pela justiça e pela paz. Depois, diz que a fidelidade vai germinar na terra. Sentindo a fidelidade de Deus, podemos plantar a fidelidade de Deus na terra. «A justiça descerá do céu» e encherá os nossos corações. «O Senhor dará o que é bom e a nossa terra produzirá os seus frutos». Caro leitor, hoje medite – e se possível sinta – o salmo da Santa Missa.

Não podemos nos render a situações negativas, afirma Papa

“Como eu posso mudar algo no meu comportamento para preparar o caminho do Senhor?"

O Papa Francisco rezou hoje ao meio-dia a oração mariana do Angelus com os fiéis e peregrinos de todas as partes do mundo reunidos na grande Praça São Pedro.

Neste segundo domingo do Advento, disse o Papa, vem-nos indicado como dar substância à espera do Senhor: empreendendo um caminho de conversão.

Como guia para este caminho, – continuou Francisco – o Evangelho nos apresenta a figura deJoão Batista, que “percorreu toda a região do Jordão, pregando um batismo de conversão para o perdão dos pecados”.

Para descrever a missão do Batista, o evangelista Lucas recolhe a antiga profecia de Isaías: “Esta é a voz daquele que grita no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas. Todo vale será aterrado, toda montanha e colina serão rebaixadas”.

Para preparar o caminho para o Senhor que vem, é necessário levar em conta as exigências da conversão a que o Batista nos convida.

Antes de mais nada, somos chamados a recuperar os buracos produzidos pela frieza e pela indiferença, abrindo-nos aos outros com os mesmos sentimentos de Jesus, isto é, com a cordialidade e a atenção fraternas que se responsabiliza pelas necessidades do nosso próximo, isto é recuperar os buracos produzidos pela frieza.

E não se pode ter uma relação de amor, de caridade, de fraternidade com o próximo se há buracos, como não se pode caminhar por um estrada com muitos buracos. E tudo isso fazer com um cuidado especial para com os mais necessitados.

Então,  – prosseguiu Francisco – precisamos reduzir tantas severidades causadas pelo orgulho e pela soberba, fazendo gestos concretos de reconciliação com os nossos irmãos, pedindo perdão pelas nossas faltas. Não é fácil reconciliar-se, acrescentou o Papa, se se pensa, quem irá dar o primeiro passo? O Senhor nos ajuda nisto se temos boa vontade.
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domingo, 9 de dezembro de 2018

08/12/2018 - Solenidade de Nossa Senhora da Conceição - ULGUEIRA

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 9 – Domingo II do Advento – Ano C

Br 5, 1-9 / Slm 125 (126), 1-6 / Fl 1, 4-6.8-11 / Lc 3, 1-6

Seguimos a caminhada em direção às festas natalícias, à celebração do Natal de Jesus. O profeta João Batista aparece-nos no Evangelho a exortar-nos: «Preparai o caminho do Senhor»! O Natal será uma celebração rica e festiva na medida em que for desejado e preparado. Não há de ser uma data inevitável do calendário, que surge de improviso.

Na primeira leitura, o profeta Baruc, em nome de Deus, anima o povo deportado na Babilónia com a esperança de regressar à Terra Prometida, a Jerusalém, à qual imporá um novo nome: «Paz da justiça e glória da piedade». Nome que não é apenas uma palavra, mas significa uma nova realidade. Jerusalém é comparada a uma viúva que perdeu também os seus filhos e se encontra entregue às desgraças, em total abandono. Mas Deus nunca abandona os que n’Ele confiam e assim o profeta anuncia a ressurreição de um povo: «Deus decidiu abater os altos montes e as colinas seculares e encher os vales, para aplanar a terra, a fim de que Israel possa caminhar em segurança, na glória de Deus». Importa confiar sempre em Deus, aconteça o que acontecer.

Nas nossas orações, estamos mais habituados a pedir graças do que a louvar e agradecer. Um verdadeiro israelita não reza assim. As suas orações começam sempre por uma «bênção», em que se louva e agradece ao Senhor.

S. Paulo, escrevendo aos cristãos de Filipos, afirma que «Deus é testemunha que vos amo a todos no coração de Cristo Jesus». Seguramente que, se amarmos assim, as pessoas com quem convivemos ou encontramos serão amadas com qualidade humano-divina, ao jeito de Jesus, que nos pediu para amar com esta originalidade: «Amai-vos como Eu vos amei», sempre e até ao fim, com todo o coração.

S. Lucas inicia o capítulo 3.º do seu Evangelho de um modo solene, com uma detalhada referência cronológica, situando os acontecimentos no tempo, em que são nomeadas sete personagens da história real. Assim fica claro que não se trata de uma fábula imaginada por um sonhador, mas relata a intervenção de Deus na história.

«Foi dirigida a palavra de Deus a João, filho de Zacarias, no deserto», afirma o Evangelho de Lucas. Tudo começa no deserto, de tão significativas ressonâncias bíblicas, desde a saída do povo eleito da escravidão do Egito, passando pelo deserto a caminho da Terra Prometida. Para o deserto vão viver as pessoas, como João Batista, que se recusam a pactuar com as injustiças da sociedade, qual refúgio ecológico, onde é possível viver a radicalidade da lei do amor a Deus e ao próximo.

Assumindo a «espiritualidade do deserto», preparemos a vinda do Senhor no Natal.

sábado, 8 de dezembro de 2018

Recolha de donativos para o cabaz de Natal


Ao serviço da transmissão da fé – O Vídeo do Papa 12 – Dezembro 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 8 – Imaculada Conceição de Nossa Senhora, Padroeira de Portugal (Solenidade)

Gn 3, 9-15.20 / Slm 97 (98), 1-4 / Ef 1, 3-6.11-12 / Lc 1, 26-38

Celebramos uma festa familiar, porque Maria é a Mãe de Cristo, o Filho de Deus, sendo também a nossa Mãe, por maravilhosa graça do Altíssimo.

Com origem no Oriente, como a maioria das festas de Nossa Senhora, esta festa remonta ao século VII. Entre nós tem raízes profundas. Baste dizer que o rei D. João IV, em 1646, depôs a sua coroa na imagem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e, desde então, os nossos reis nunca mais usaram coroa, porque passou a pertencer a Maria, a Rainha do céu e da terra. O Papa Pio IX, que já é beato, a 8 de dezembro de 1854, declarou o dogma da Conceição Imaculada da Virgem Maria, como tendo sido preservada de toda a mancha do pecado original. Maria é a «cheia de graça», a imaculada, a mulher impecável.

A primeira leitura não é uma crónica de um facto acontecido nos inícios da história, mas uma reflexão sobre a condição humana, enredada nas teias do pecado. Mas a seguir ao antigo Adão pecador, veio Cristo, o novo Adão salvador. E é-nos oferecido pela nova Eva, Maria, a Mãe do Redentor. Assim responde Deus aos desmandos pecaminosos da humanidade, de todos nós, ontem como hoje.

Na carta de S. Paulo aos cristãos de Éfeso, encontramos uma oração de «bênção», que é a forma mais característica da oração judaica. Aqui recorda os incontáveis benefícios recebidos de Deus. Em vez de pedir, louva e agradece. E Cristo salvador vem-nos por Maria, que é a mulher bendita, o sinal mais claro do triunfo de Deus sobre o mal.

No Evangelho é-nos anunciada a notícia mais original e maravilhosa de todos os tempos. O anjo Gabriel é mensageiro da vontade de Deus Se fazer um de nós. Deus quer humanizar-Se para nos divinizar. A Maria, uma jovem mulher de uma aldeia desconhecida, é pedida a sua ativa colaboração para ser Mãe do próprio Filho de Deus. Maria ficou perturbada com esta inimaginável proposta e pede esclarecimentos. O Anjo mensageiro clarifica: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra... porque a Deus nada é impossível».

Agradeçamos a Maria Mãe o seu sim. Foi o sim a uma santa aventura, que lhe exigiu dar Cristo à luz numa gruta de animais e ter de unir-se à morte do seu Filho numa cruz, para redimir o mundo. Peçamos-lhe a graça de a imitarmos em dizer sim nas «anunciações» que o Senhor nos vai fazendo ao longo dos nossos dias.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Colares, 7 de Dezembro - SEXTA-FEIRA: 1ª do Mês.

 Adoração ao SS.mo Sacramento e Confissões na Igreja da Misericórdia às 18h15, seguido de Missa.


MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 7 – Santo Ambrósio (Memória) / 1ª Sexta-Feira

Is 29, 17-24 / Slm 26 (27), 1.4.13-14 / Mt 9, 27-31

Acreditais que posso fazer o que pedis? (Evang.)

É fundamental que acreditemos que Deus pode fazer aquilo que pedimos, porque Deus respeita a nossa fé. Mas, por outro lado, normalmente não faz milagres. Deus atua mais no nosso interior. Deus faz o nosso interior crescer. Mas também não se substitui ao nosso esforço. Por exemplo, não nos tira a necessidade do esforço, mas dá-nos inteligência para realizarmos as coisas com o mínimo de esforço possível. (É para isso que temos os computadores.) Hoje, o leitor peça mais fé.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 6 – Semana I do Advento

Is 26, 1-6 / Slm 117 (118), 1.8-9.19-21.25-27a / Mt 7, 21.24-27

Só aquele que faz a vontade de meu Pai... (Evang.)

Hoje, leitor, reze comigo: Senhor, ajuda-me a viver para fazer a vontade de meu Pai. Que a minha oração me leve a isso. Que os sacramentos a isso me levem. Que a minha meditação me leve a isso. Que o pensar no meu dia me leve a isso. Quero que a vontade de meu Pai seja o centro da minha vontade, da minha alma, do meu coração. Quero que fazer a vontade de meu Pai seja o centro da minha inteligência. À sua procura e realização quero dedicar a minha inteligência e o meu coração.

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 4 – Semana I do Advento

Is 11, 1-10 / Slm 71 (72), 2.7-8.12-13.17 / Lc 10, 21-24

Terá compaixão dos fracos e dos pobres e defenderá a vida dos oprimidos. (Salmo)

Hoje vou só propor ao leitor que fale com Deus sobre o que será para o leitor ter compaixão dos fracos. E o leitor tem tido compaixão dos pobres? De que maneira concreta? E dos oprimidos? O que é um oprimido para o leitor? Isto não é fácil. Algumas vezes, estas pessoas não fazem parte do nosso dia a dia, outras vezes fazem. Algumas vezes, trabalham para nós. Como diz o povo: o leitor «veja a melhor maneira».

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 3 – S. Francisco Xavier (Memória)

Is 2, 1-5 / Slm 121 (122), 1-4a.(4b-7).8-9 / Mt 8, 5-11
Por amor dos meus irmãos e amigos, pedirei a paz para ti. (Salmo)
Talvez haja alguém nas relações do leitor que não esteja em paz. O leitor reze por essa pessoa. Além disso, o leitor veja o que poderá fazer para levar paz a essa pessoa. E rezemos, também, pela paz em Portugal. Já estamos em paz há muitos anos. Agradeçamos isso a Deus e peçamos- -Lhe, por intermédio de Nossa Senhora de Fátima, pela continuação da paz no nosso país e que nos livre do terrorismo.

domingo, 2 de dezembro de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 2 – Domingo I do Advento – Ano C

Jr 33, 14-16 / Slm 24 (25), 4bc-5ab.8-10.14 / 1 Ts 3, 12 – 4, 2 / Lc 21, 25-28.34-36

Estamos iniciando a caminhada em direção ao Natal de Jesus, neste tempo de Advento. Liturgicamente tem três horizontes: – recordar o tempo em que o povo de Israel aguardou a chegada do Messias salvador; – viver a preparação da celebração do Natal no tempo presente; – aguardar o advento definitivo de Cristo, no final dos tempos, quando Ele será «tudo em todos».

As leituras da Palavra de Deus transmitem-nos uma mensagem de esperança, que é o nome cristão do otimismo. Quem espera em Deus sabe que as suas promessas têm a garantia do seu fiel cumprimento. Mas a esperança cristã não é um aguardar inativo, de braços caídos; exige a nossa colaboração ativa, pela oração e vigilância.

A situação relatada na 1.ª leitura é a do povo eleito que, regressado do cativeiro de Babilónia, chega à cidade santa de Jerusalém, que está em ruínas, com patentes sinais de morte e destruição. É a «desolação da desolação». Mas o profeta Jeremias, que não é um comentarista pessoal, mas fala em nome de Deus, assegura que da casa de David virá alguém que «exercerá o direito e a justiça». Jerusalém passará a chamar-se «O Senhor é a nossa justiça». E mudar o nome, na cultura hebraica, significa mudar a realidade.

O Evangelho apresenta convulsões cósmicas, mas Cristo não fala do fim do mundo. Anuncia que «o Filho do homem virá... com grande poder e glória». Os sinais que causam espanto são como o desmoronar-se de uma grande casa velha, a fim de dar lugar a uma construção nova imensamente melhor. Como interpretamos as injustiças do mundo atual? Como lemos os sinais do terrorismo e da criminalidade, dos desastres e cataclismos que vemos tantas vezes? A narração evangélica conclui-se alertando-nos para o que podemos e devemos fazer: «Vigiai e orai em todo o tempo». Não é verdade que, por vezes, nos fixamos demasiado no que devem fazer os presidentes e governantes, a nível nacional e internacional, e nos esquecemos da parcela de bem que está perfeitamente ao nosso alcance para construir uma família e comunidade melhores, uma sociedade e um mundo melhores?

S. Paulo, dirigindo-se aos cristãos de Tessalónica, fala da vinda de Jesus, através do anúncio da sua boa nova. Foi por isto certamente que a liturgia colocou esta leitura na entrada do Advento. Aceitar Jesus na vida do cristão não pode ficar somente ligado a um ritual sacramental, como o batismo. Tem de comprovar-se num novo estilo de vida, na «caridade uns com os outros (cristãos) e para com todos». Na força de Jesus não nos é pedido pouco: «O Senhor confirme os vossos corações numa santidade irrepreensível». Quem ama exige amando.

sábado, 1 de dezembro de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 1 – Semana XXXIV do Tempo Comum / 1º Sábado

Ap 22, 1-7 / Slm 94 (95), 1-2.4-7 / Lc 21, 34-36

Não suceda que os vossos corações se tornem pesados... (Evang.)

Pode ser que em alguma ocasião o leitor esteja com o coração pesado. Nessa altura – ou mesmo hoje – o leitor ponha-se na sua posição de oração e deixe-se estar sem dizer nada, também sem querer ouvir nada. Depois, se lhe vier alguma coisa para dizer a Deus, dirá, ou também talvez «ouça» alguma coisa, mas não é isso o essencial. O essencial é estar com Deus; estar só com Deus. Descansar com Deus.

A Missa Explicada - Curso Online


Poderão consultar directamente o site do curso em: www.idfc.patriarcado-lisboa.pt/moodle 

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 30 – Santo André, Apóstolo (Festa)

Rom 10, 9-18 / Slm 18 A (19 A), 2-5 / Mt 4, 18-22

... deixando o barco e o pai, seguiram-No. (Evang.) 

Sabemos que depois os discípulos voltaram a pescar. Mesmo durante a vida pública de Jesus. Às vezes, pensa-se que para seguir Jesus é preciso deixar tudo para sempre. O que é preciso é deixarmo-nos conduzir por Jesus. Às vezes, o medo é um empecilho grave. Muitas missões implicam um grande abandono porque parece (a algumas personalidades) que a tarefa é grande demais para os ombros que a vão carregar. Acho que, neste caso, o abandono não é sentarmo-nos e esperar que Deus Se ponha dentro de nós e nos faça mexer. É termos confiança no caminho. Como é que o leitor tem encarado esta coisas?

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 29 – Semana XXXIV do Tempo Comum

Ap 18, 1-2.21-23; 19, 1-3.9a / Slm 99 (100), 2-5 / Lc 21, 20-28

Erguei-vos e levantai a cabeça, porque a vossa libertação está próxima. (Do Aleluia)

Mesmo no meio do pecado, devemos andar de cabeça levantada. Não é bem no meio do pecado. É depois de nos termos arrependido. Depois de nos termos arrependido, devemos continuar de cabeça levantada, porque a nossa libertação está próxima. 

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Solenidade de Nossa Senhora da Conceição - ULGUEIRA


MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 28 – Semana XXXIV do Tempo Comum

Ap 15, 1-4 / Slm 97 (98), 1-3ab.7-9 / Lc 21, 12-19

Sobre o mar de cristal, estavam de pé os vencedores do Monstro. (1ª Leit.)

Faça o leitor de conta que anda sempre envolto com os vencedores do Monstro. Quatro anjos que são os vencedores do Monstro. E que nenhum mal lhe pode chegar. Não seria isto formidável? Olhe que de certa maneira isto já acontece. Há uma parte do leitor onde o mal não chega. A parte onde mora Deus. O leitor pode ser afligido pelo mal, mas há sempre aquele reduto em que o mal não penetra. O leitor tome bem consciência disso e agradeça isso a Deus.

Curso Bíblico - São Lucas


sábado, 24 de novembro de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 24 – Santo André Dung-Lac e Cc., mm. (Memória)

Ap 11, 4-12 / Slm 143 (144), 1-2.9-10 / Lc 20, 27-40

Não é um Deus de mortos, mas de vivos. (Evang.) 

Logo, temos de estar «vivos». O que quererá isso dizer? Que temos de ter vida interior. Uma vida com alegria, imaginação, pensamento criativo, rotina quebrada. Um santo triste é um triste santo. Um bom católico é um católico alegre, cheio de vida. Não necessariamente extrovertido, mas cheio do Espírito Santo. Hoje, o leitor peça para ter (ainda) mais entusiasmo pelo Reino.

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 22 – Santa Cecília (Memória)

Ap 5, 1-10 / Slm 149, 1-6.9 / Lc 41-44

Se ao menos hoje conhecesses o que te pode dar a paz. (Evang.) 

O leitor peça a Deus que lhe mostre o que lhe pode dar a paz. No caso da cidade de Jerusalém, era «reconhecer o tempo em que tinha sido visitada». Às vezes, no nosso caso, é resolvermos um problema de consciência. Outras vezes, é uma tentação que não nos deixa «em paz». Mas uma forte ligação a Deus dá-nos paz. O leitor peça a Deus que o ensine a descansar n’Ele.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 20 – Semana XXXIII do Tempo Comum

Ap 3, 1-6.14-22 / Slm 14 (15), 2-3ab.3cd-4ab.5 / Lc 19, 1-10

O Filho do homem veio procurar e salvar o que estava perdido. (Evang.)

E noutra passagem Jesus aplica a Si mesmo o texto do profeta Isaías (Mt 12, 18ss) que diz que não vem partir a cana rachada nem apagar a torcida que ainda fumega. Jesus vem tratar de nós com uma delicadeza infinita. Nós também devemos acolher o que está perdido. Pode não ser as próprias pessoas, mas notícias que nos chegam do que está «perdido»: amigos, filhos de amigos, solitários conhecidos, pessoas à deriva, etc. E podemos, dentro de nós, ter um santuário para rezar por elas.

domingo, 18 de novembro de 2018

DIA MUNDIAL DOS POBRES - Dois milhões e meio de portugueses vivem numa ditadura... porque são pobres

A pobreza não tem apenas uma definição. Nem uma declinação. Tem várias, igualmente sérias. Igualmente preocupantes. No dia Mundial dos Pobres fazemos o retrato de quem vive no limiar da pobreza em Portugal.

Afonso Fonseca Guedes
Se um dia tiver que optar entre ir ao supermercado ou ir à farmácia, talvez compreenda melhor quão grande é "a injustiça que precisa de ser consciencializada por toda a sociedade." O alerta que Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar contra a Fome, ainda não se cansou de repetir vezes sem conta, continua - lamentavelmente - a fazer sentido no dia 18 de novembro de 2018, o dia mundial contra a pobreza. Até porque - lamentavelmente - por esta altura, continuamos a conviver com pessoas que todos os dias têm que fazer a mesma escolha: ir à farmácia comprar os medicamentos de que precisam para a viver, ou ir ao supermercado comprar comida para sobreviver.
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CONFERÊNCIA EPISCOPAL ASSINALA 175 ANOS DO APOSTOLADO DA ORAÇÃO

D. Manuel Clemente - Foto: Agência Ecclesia
A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) aprovou hoje, em Assembleia Plenária, realizada em Fátima, a Nota Pastoral “Do Coração de Cristo para o Coração do Mundo”, a propósito da comemoração dos 175 anos do Apostolado da Oração (AO), constituído pelo Papa Francisco como Obra Pontifícia, agora chamada Rede Mundial de Oração do Papa.

O sentido de interioridade na união entre oração e vida, a renovação da consciência missionária e apostólica dos leigos e a colaboração e diálogo entre instituições de diferentes confissões cristãs, religiões e mesmo com os não crentes são alguns desafios a salientar ao longo deste ano de celebrações dos 175 anos do AO, que se iniciou em outubro de 2018 e se prolonga até outubro de 2019.

A CEP elogia este serviço como “exemplo de adaptação de propostas e linguagens à cultura atual”, tornando-a mais acessível às novas gerações através dos projetos digitais “Passo-a-Rezar”, “Click To Pray” e “O Vídeo do Papa”, estes últimos promovidos pela Rede Mundial de Oração do Papa a nível internacional.

“O sentido da interioridade, num mundo marcado pelo excesso de informação e de estímulos, deverá ser recuperado através de novas formas de cultivo da oração e da intimidade com Cristo”, refere a Nota Pastoral.

Os bispos fazem votos de que este apostolado “continue a ser, na Igreja em Portugal, um espaço de encontro com o Senhor, a Igreja e o mundo”.

No que se refere ao programa comemorativo dos 175 anos do AO, um dos momentos altos é a peregrinação internacional do AO a Roma, que se realiza ao longo de cinco dias e prevê, entre outras atividades culturais e religiosas, uma audiência com o Papa Francisco e uma visita a Assis, cidade natal de São Francisco.

Em Fátima, para além dos Retiros em Silêncio e Encontros de Formação para responsáveis do AO, realiza-se, no dia 19 de outubro de 2019, um colóquio sobre o Coração de Jesus. No dia 20, Dia Mundial das Missões e data de encerramento do Ano Missionário, realiza-se a peregrinação de todas as dioceses ao Santuário de Fátima, assim como a peregrinação nacional do AO, onde estarão representados os Centros Diocesanos de todo o país.

O encerramento das atividades comemorativas dos 175 anos do AO, nos dias 19 e 20 de outubro, em Fátima, concretamente o colóquio e peregrinação nacional, é organizado conjuntamente pela Rede Mundial de Oração do Papa – Portugal, Conferência Episcopal Portuguesa e Santuário de Fátima.

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 18 – Domingo XXXIII do Tempo Comum – Ano B

Dia Mundial dos Pobres / Último Dia da Semana dos Seminários

Dan 12, 1-3 / Slm 15 (16), 5.8-11 / Hebr 10, 11-14.18 / Mc 13, 24-32

O Evangelho deste domingo é parte do «discurso escatológico» que S. Mateus nos apresenta no capítulo 13 do seu Evangelho. Depois de falar dos sinais que antecederão o fim dos tempos, Jesus recorda-nos que virão perseguições para os seus discípulos, que Jerusalém será destruída e que virão falsos messias afirmando vir em nome de Deus. Depois destas coisas, vem a grande promessa de Jesus: «Então, hão de ver o Filho do homem vir sobre as nuvens». É para este grande encontro que toda a humanidade está a ser conduzida. Todos e cada um de nós somos pacientemente conduzidos pelo Pai para o encontro final e definitivo com o Filho. Toda a criação avança em direção à revelação de Cristo, o Filho do Homem, no qual todos estamos em comunhão uns com os outros e, juntos, com o Pai.

Esta é uma grande certeza que Cristo nos deixa: no fim não está o vazio, mas o Amor. No fim da nossa vida não está a escuridão, mas a luz, não está a solidão, mas a comunhão. Às vezes, pensamos no fim do mundo como uma coisa terrível e temível, mas o fim do mundo, a sua finalidade última é ser o lugar onde cada um de nós encontra em Deus o seu Pai e em cada pessoa um irmão ou uma irmã. O fim do mundo é o amor; é a revelação plena e definitiva de Deus como Pai; não é um evento do qual devemos ter medo, mas algo que todos somos convidados a desejar. Por isso, S. Paulo e a comunidade cristã primitiva nos desafiam a rezar sempre dizendo: «Maraná thá; vem, Senhor Jesus».

Não vale a pena estarmos preocupados com o fim dos tempos, isto é, o fim do mundo no sentido cósmico: não sabemos nem o dia nem a hora e não nos devemos deixar enganar pelos falsos profetas da desgraça. Jesus previne-nos disto mesmo. Para nós, o que é de facto importante é sabermos que Cristo realiza na Cruz a sua glória. Que é na Cruz que se manifesta o poder, a glória e o juízo de Deus. É a Cruz a chave de leitura de toda a história; é a Cruz a chave de leitura da nossa vida. A primeira vinda do Senhor revela-nos o mistério do Amor manifestado na sua paixão, morte e ressurreição. Agora sabemos que O podemos encontrar vivo e operante em cada um dos nossos irmãos. Sabemos que Ele vem para manifestar a sua glória e o seu poder aparecendo sobre as nuvens. Jesus, o Filho do Homem, é o verdadeiro Juiz de toda a história, o juiz da nossa vida: é na Cruz que se revela e manifesta o Juízo do Pai, que é o juízo do Filho que Se faz nosso irmão, que dá a vida por todos nós, pecadores, para nos salvar. Este é o poder pleno da glória divina. O Poder divino é o poder do Amor, é o poder do perdão e da misericórdia. É este o futuro do cosmos: a revelação do poder de Cristo.

Nós, como discípulos de Cristo, conhecemos o nosso justo Juiz e sabemos qual é o seu justo juízo! Somos, assim, chamados a viver com confiança e esperança a própria vida do Filho, tendo como critério o Amor do Filho pelo Pai e por cada um de nós, seus irmãos. 

sábado, 17 de novembro de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 17 – Santa Isabel da Hungria (Memória)

3 Jo 5-8 / Slm 111 (112), 1-6 / Lc 18, 1-8

Mas quando voltar o Filho do homem encontrará fé sobre a terra? (Evang.)

Jesus devia estar muito desanimado com a fé dos seus discípulos. Estará desanimado com a nossa falta de fé? Talvez não. Mas talvez, entre os leitores, haja alguém com uma crise de fé. E nós, os outros leitores, vamos rezar por esse(s) alguém que está com dificuldades na sua fé e que sabe que hoje os leitores estão a rezar por ele.

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Hoje 16 de Novembro 2018 - Colares


MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 16 – Semana XXXII do Tempo Comum

2 Jo, 4-9 / Slm 118 (119), 1-2.10-11.17-18 / Lc 17, 26-37

Quem procurar salvar a vida há de perdê-la. (Evang.) 

Quem não andar ansiosamente à procura da vida, encontra-a. Temos de nos lançar para fora de nós, temos de deixar de olhar (ainda) tanto para nós e sermos muito mais soltos, soltarmos mais o passo para chegarmos mais longe. Levantarmos a cabeça. Não podemos andar devagarinho e de cabeça baixa. Assim chocamos com todos os postes. Era isto que Jesus queria dizer. Hoje, o leitor reze por vistas largas.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 15 – Semana XXXII do Tempo Comum

Flm 7-20 / Slm 145 (146), 7-10 / Lc 17, 20-25

O reino de Deus não vem de maneira visível (...); o reino de Deus está no meio de vós. (Evang.)

E, portanto, estamos todos a contribuir para o Reino. É importante termos esta perspetiva porque nos dá a visão de funcionarmos em rede e não de termos uma religião que é só Deus, eu e a missa dos domingos. É importante que nos lembremos da comunhão dos santos, que nos lembremos de tudo o que nos une neste corpo místico de Cristo que é a Igreja. Hoje, o leitor reze pela construção do Reino.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

II Dia Mundial dos Pobres vai ser assinalado pelo Santuário de Fátima

A Igreja Católica celebra no próximo dia 18 de novembro o II Dia Mundial dos Pobres, instituído pelo Papa Francisco no encerramento do Ano Santo da Misericórdia, e o Santuário de Fátima vai associar-se à iniciativa, promovendo a primeira Peregrinação do Dia Mundial dos Pobres.
No Vaticano, o Papa Francisco, depois da missa, convida os pobres para almoçar. Seguindo este exemplo, o Santuário decidiu assinalar este dia formulando um convite a uma instituição diocesana, fora da diocese de Leiria-Fátima, para peregrinar até à Cova da Iria, ficando as despesas da deslocação, incluindo a refeição, por conta do Santuário.
O projeto prevê que se convide anualmente uma instituição diocesana dedicada aos pobres, de todas as dioceses portuguesas, incluindo as regiões autónomas, de acordo com um sistema rotativo.
A primeira instituição convidada é a Cáritas de Vila Real, que está a organizar um grupo de 50 utentes para peregrinar ao Santuário de Fátima. A acolher o grupo estará o Pe. Carlos Cabecinhas, Reitor, acompanhado por alguns dos Capelães do Santuário de Fátima.
O programa da Primeira Peregrinação do Dia Mundial dos Pobres começa pelas 10h45 com o acolhimento do  grupo, na entrada da Basílica da Santíssima Trindade. Segue-se a participação na Missa, pelas 11h00, no mesmo local. O almoço está marcado para as 13h00. Pelas 14h30 vai ter lugar uma visita acompanhada aos vários espaços do Santuário de Fátima. O programa finda com uma despedida na Capelinha das Aparições pelas 15h30.
O Dia Mundial dos Pobres foi instituído pelo Papa Francisco há dois anos, inspirado pelo Ano Santo da Misericórdia, que decorreu entre 2015 e 2016. No calendário, a iniciativa está marcada sempre para o penúltimo domingo do ano litúrgico, isto é o XXXIII Domingo do tempo Comum.

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 14 – Semana XXXII do Tempo Comum

Tit 3, 1-7 / Slm 22 (23), 1-3a.3b-4.5.6 / Lc 17, 11-19

Conservando-se à distância... (Evang.) 

Os leprosos tinham que se manter à distância porque faziam mal a quem estivesse perto deles. Todos nós temos alturas em que, se nos aproximarmos do outro, lhe fazemos mal. Às vezes, é uma conversa a dizer mal de alguém. Outras vezes, é uma gaffe. Outras vezes, somos uma tentação para o outro: quantas vezes não se impinge comida a uma pessoa que está de dieta, dizendo que «hoje é dia de festa»? Hoje, peçamos a Deus a graça de não fazermos mal ao nosso próximo e lembremos algumas ocasiões concretas.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

QUARTA-FEIRA 14 de Novembro - Adoração ao SS.mo Sacramento na Igreja de Almoçageme às 10h00


MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 13 – Semana XXXII do Tempo Comum

Tit 2, 1-8.11-14 / Slm 36 (37), 3-4.18.23.27.29 / Lc 17, 7-10

Dizei: «somos inúteis servos: fizemos o que devíamos fazer». (Evang.)

Nós servimos gratuitamente, mas não somos completamente inúteis. Se fizermos o que devíamos fazer já é ótimo. Quem faz o que devia fazer? Os santos? Hoje perguntemos a Deus o que devíamos fazer mais? Ou talvez menos. A algumas personalidades, o que custa é fazer menos para se fazer alguma coisa mais importante. Caro leitor, veja isso com Deus.

domingo, 11 de novembro de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 11 – Domingo XXXII do Tempo Comum – Ano B

1 Reis 17, 10-16 / Slm 145 (146), 7-10 / Hebr 9, 24-28 / Mc 12, 38-44

Na vida, que mestre escolhemos seguir? Podemos estar mais ou menos conscientes disso, mas todos nós seguimos mestres ou, se preferirem, ideais de vida. Para todos nós existe, com certeza, alguém para quem olhamos com um respeito especial, reconhecendo a sua autoridade.

O Evangelho deste Domingo apresenta-nos dois tipos possíveis de mestres que podemos escolher seguir na vida: um representado pelos escribas e outro pela viúva pobre. Os escribas seguem, na verdade, o culto da própria imagem. Adoram ser reconhecidos como homens de bem e cumpridores zelosos da lei de Deus. Amam-se a si mesmos e acabam por subverter tudo ao culto de si mesmos. Como são ricos, dão daquilo que lhes sobra e fazem grandes ofertas ao Templo, sempre diante de todos, para serem reconhecidos e louvados. Usam o Senhor para aparecer: são imagem de um pecado que a todos pode tentar: o pecado do protagonismo, o pecado de querermos ser a estrela, o pecado de meter o próprio «eu» no lugar de Deus. O mais grave é que acabamos por adorar a nossa própria vontade, mascarando-a de «vontade de Deus», deixamo-nos possuir pelo orgulho e acabamos até por nos considerar bons porque «até somos de Cristo».

Por outro lado, o Evangelho apresenta-nos a Viúva Pobre, que, «na sua pobreza, ofereceu tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver». No original grego vem escrito que ela oferece «toda a sua vida inteira». Esta mulher, sozinha, pobre, humilde e discreta oferece toda a sua vida. Ela é verdadeiramente como Jesus que Se oferece totalmente. Ele que, sendo Deus, faz-Se um de nós, abdica da sua condição divina e faz-Se o último de todos nós. Sendo Deus, faz-Se servo de todos por amor. Esta mulher é habitada pelo mesmo Espírito de Jesus e nela podemos ver o Senhor. Através dela, é o mesmo Espírito Santo que fala; das suas ações, fica-nos o perfume de Jesus.

Ela não faz discursos, não se irrita se alguém não cumpre a lei, não se ofende se não reparam na sua oferta: pelo contrário, está (muito justamente) convencida que a sua oferta é insignificante. Sabe que, diante do Amor de Deus, a sua oferta é muito pequenina, mas sabe também que de Deus Lhe chegam todos os bens e que ela própria vem de Deus e a Deus regressa. Está consciente de que só n’Ele está a certeza da Vida e de que tudo o que se oferece a Deus regressa purificado e transformado pelo Amor. Por isso, a ela, que dá tudo, tudo lhe será dado; a ela, que oferece a sua vida, lhe será dada a Vida.

Os escribas, ricos e convencidos da própria justiça, dão do que lhes sobra. Têm a sua segurança nos bens que possuem. Convencidos que são bons, exigem ser tratados com respeito. Do alto do seu orgulho, querem os primeiros lugares nos banquetes, querem o reconhecimento pelo bem que fazem. Como estão convencidos que se bastam a si mesmos e acham que não precisam de ninguém, dão a Deus só aquilo que lhes sobra. Pode até ser muito dinheiro, mas é o que lhes sobra. Não oferecem vida, só dinheiro. Recebem a recompensa do dinheiro sendo reconhecidos nas praças públicas e tendo os primeiros lugares nos banquetes.

Nestes dois exemplos, o Senhor bem nos diz que temos de fugir do exemplo dos escribas. Estes são os falsos mestres da aparência. Somos convidados a olhar para esta viúva pobre que, na verdade, até preferíamos ignorar, mas é o exemplo do verdadeiro discípulo. Temos de escolher qual mestre seguir. Temos de escolher o que queremos dar ao Senhor. Ele desafia-nos a amá-Lo, isto é, a entregar-Lhe a nossa vida, na certeza de que tudo o que Lhe entregamos nos será devolvido purificado pelo Amor.  

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Ao serviço da paz – O Vídeo do Papa 11 – Novembro 2018

Advertência do Papa: parem de murmurar

É pecado ficar fazendo comentários negativos dos outros em voz baixa

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O Papa Francisco condenou hoje o hábito de fazer comentários negativos sobre os outros.

Em sua homilia na Casa Santa Marta, o Papa comentou o Evangelho dia. “Os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus. ‘Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles.’”

Primeiramente, há o testemunho de Jesus: “Uma coisa nova para aquele tempo”, ressaltou o Papa, “porque encontrar os pecadores tornava a pessoa impura, assim como tocar um leproso”.

Por isso, os doutores da lei se distanciavam. Francisco afirmou que “nunca na história o testemunho foi algo confortável para as testemunhas, que muitas vezes pagam com o martírio, e para os poderosos”.
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MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 9 – Dedicação da Basílica de Latrão (Festa)

Ez 47, 1-2.8-9.12 / Slm 45 (46), 2-3.5-6.8-9 / 1 Cor 3, 9c-11.16-17 / Jo 2, 13-22

Deus é o nosso refúgio e a nossa força, auxílio sempre pronto na adversidade. (Salmo)

Posso dizer ao leitor que já tenho experimentado isto na minha vida, apesar do meu pecado. Deus tem-me protegido, apesar do meu pecado. Deus não está à espera que sejamos santos para nos proteger, e os santos também tinham pecados. Mas a mim parecia-me que tinha de atingir determinado grau de virtude para Deus me proteger. O salmo, porém, lá diz: «sempre pronto». E assim é. O leitor não o sente?

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 8 – Semana XXXI do Tempo Comum

Filip 3, 3-8a / Slm 104 (105), 2-7 / Lc 15, 1-10

Os publicanos e os pecadores aproximavam-se todos de Jesus... (Evang.)

E o texto diz que era para ouvirem Jesus. O texto não diz que era para mudarem de vida. É provável que fosse, mas o texto não o diz. Ora, não será que às vezes não queremos ouvir Jesus com medo de que Ele nos vá dizer alguma coisa que nos faça sofrer? Isso dá-se quando vamos ouvir Jesus já com um preconceito em relação ao que Ele nos vai dizer. Hoje, peçamos a Jesus para O ouvirmos sem ideias feitas.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 7 – Semana XXXI do Tempo Comum

Filip 2, 12-18 / Slm 26 (27), 1.4.13-14 / Lc 14, 25-33

... quem de entre vós não renunciar a todos os seus bens, não pode ser meu discípulo. (Evang.)  

Em que se traduzirá, na prática do dia a dia, pormos Deus acima dos nossos bens? (Porque, na prática, não somos chamados a renunciar a eles.) Eu volto a insistir que é na prática da esmola, que é na nossa generosidade para com os que precisam. O dinheiro das esmolas, da caridade é o dinheiro que damos a Deus. E, normalmente, é muito pouco, em relação aos nossos rendimentos. Nós não renunciamos a nada. Nem ao supérfluo. (Deus queira que eu esteja enganado.)

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Papa Francisco convida rabinos a “empreender processos de reconciliação pacientes”

Papa Francisco / Foto: Daniel Ibáñez (ACI Prensa)
Vaticano, 06 Nov. 18 / 12:00 pm (ACI).- Na última segunda-feira, o Papa Francisco fez um discurso a um grupo de líderes judeus no qual assegurou que “não é o tempo de soluções violentas e bruscas, mas a hora urgente para empreender processos de reconciliação pacientes”.

O Pontífice pronunciou estas palavras na Sala dos Papas do Palácio Apostólico durante a audiência concedida aos rabinos do Congresso Mundial "Mountain Jews", provenientes da região do Cáucaso.

O Santo Padre assegurou que este encontro foi um "motivo de alegria", porque é a primeira vez que "os irmãos judeus desta tradição antiga visitaram juntos o Papa".

Durante seu discurso, o Papa Francisco recordou que a última vez que se encontrou com a comunidade judaica foi em 23 de setembro passado, durante sua recente viagem aos países bálticos.

Naquela ocasião, o Pontífice participou de um dia dedicado ao 65º aniversário da destruição do gueto em Vilna, a capital da Lituânia, onde milhares de judeus foram mortos. Naquele dia, Francisco rezou em frente ao monumento dedicado às vítimas do holocausto.

Na audiência no dia 5 de novembro, o Papa condenou novamente esta tragédia da história. “É necessário lembrar o holocausto, para que o passado permaneça uma memória viva. Sem uma memória viva não haverá futuro, porque se não aprendermos das páginas mais sombrias da história a não cair nos mesmos erros, a dignidade humana permanecerá letra morta”.

Nesse sentido, também recordou que no último dia 16 de outubro, completou-se 65 anos do ataque ao gueto de Roma e que, no dia 9 deste mês, completará 80 anos da “noite dos cristais”, quando foram destruídos vários lugares de culto judeus com a intenção de “desarraigar o que no coração do ser humano e de um povo é absolutamente inviolável: a presença do Criador”.

Em seguida, o Santo Padre fez um apelo a cuidar da liberdade religiosa. “Quando quiseram substituir o Bom Deus com a idolatria do poder e a ideologia do ódio, chegou-se à loucura de exterminar as criaturas. Por isso, a liberdade religiosa é um bem supremo a ser protegido, um direito humano fundamental, baluarte contra pretensões totalitaristas”, disse.

Além disso, o Papa assegurou que “infelizmente, ainda hoje, estão presentes comportamentos antissemitas”. Francisco recordou que “um cristão não pode ser antissemita”, porque “as nossas raízes são comuns”.

“Seria uma contradição da fé e da vida”, assinalou o Pontífice e recordou aos cristãos que são chamados a um compromisso comum para que “o antissemitismo seja banido da comunidade humana”.

O Santo Padre também destacou "a importância da amizade entre judeus e católicos" que deve se basear sobre “uma fraternidade que se arraiga na história da salvação, ela se concretiza na atenção recíproca”.

Francisco também agradeceu a Deus pelo presente desta amizade que é “impulso e motor do diálogo entre nós”. “É um diálogo que nestes tempos somos chamados a promover e ampliar no âmbito inter-religioso para o bem da humanidade”, sublinhou.

Nesse sentido, Francisco recordou o encontro inter-religioso em 2016 no Azerbaijão, destacando “a harmonia que as religiões podem criar a partir das relações pessoais e da boa vontade dos responsáveis”.

“Este é o caminho”, afirmou o Papa, “dialogar com os outros e rezar por todos: estes são os nossos meios para fazer surgir o amor onde houver ódio e o perdão onde houver ofensa, e não se cansar de implorar e percorrer caminhos de paz”.

Ao concluir, o Santo Padre assegurou que “não é o tempo de soluções violentas e bruscas, mas a hora urgente para empreender processos de reconciliação pacientes”, que é uma tarefa fundamental para a qual somos chamados.

“Peço ao Todo-Poderoso para abençoar o caminho de amizade e confiança, para que vivamos sempre em paz e possamos ser artesãos e construtores de paz”, afirmou e se despediu desejando a paz em hebraico “Shalom alechem!”.

«O Iémen é um inferno para as crianças»

Campanhas de vacinação diminuíram drasticamente por falta de condições de segurança e 1,8 milhões de menores sofrem de desnutrição aguda. Destes, 400 mil encontram-se em risco de vida
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AZOIA - QUINTA-FEIRA dia 8 às 15h00.


MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 6 – S. Nuno de Santa Maria (Memória)

Filip 2, 5-11 / Slm 21 (22), 26b-32 / Lc 14, 15-24

Ele, que era de condição divina (…), tornou-Se semelhante aos homens. (1ª Leit.)

Jesus desceu do Céu e veio estar connosco. Veio – só – viver connosco durante trinta anos. Depois, cumpriu a sua missão durante três anos. Mas durante trinta anos esteve só connosco. Nós também, às vezes, temos que estar só com alguém e isso já é uma coisa ótima para esse alguém. Às vezes, a companhia faz muito. Mesmo uma companhia silenciosa. O leitor veja a quem deve fazer companhia.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 5 – Semana XXXI do Tempo Comum

Filip 2, 1-4 / Slm 130 (131), 1-3 / Lc 14, 12-14

... ser-te-á retribuído na ressurreição dos justos. (Evang.)

Eu acho que é muito difícil amar sem se ser retribuído, porque normalmente somos retribuídos. Mas às vezes acontece. Quando trabalhamos sem nenhum feedback, estamos como que a amar sem ser retribuídos; não temos nenhuma reação do lado de lá. É como se trabalhássemos para o vazio. Aí conta o valor do trabalho, o amor que se põe no trabalho. Hoje, o leitor peça a Deus uma experiência de gratuidade.