terça-feira, 31 de dezembro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 31 – 7º Dia da Oitava do Natal

1 Jo 2, 18-21 / Slm 95 (96), 1-2.11-12.13 / Jo 1, 1-18

N’Ele estava a vida e a vida era a luz dos homens. (Evang.)

Este «Ele» é Cristo, luz dos homens, que S. João nos está a apresentar no princípio do seu Evangelho. É a nossa luz. Na última meditação deste ano, convido o leitor a contemplar Cristo dentro de si, transfigurado, como uma grande luz que o guia. Uma luz que explode dentro de si, que se expande dentro de si. Deixe que Jesus o invada e, ao mesmo tempo, peça-Lhe que o guie sempre. 

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Mafra recebe Fórum das Missões

O Sector da Animação Missionária do Patriarcado de Lisboa está a organizar o Fórum das Missões 2020, que vai decorrer no Convento de Mafra, no dia 19 de janeiro, Domingo. O acolhimento está marcado para as 9h30, sendo a manhã dedicada a atividades e terminando com a Eucaristia, às 11h30. Após o almoço, tem lugar, às 14h30, o Mission Talks, com testemunhos, e um concerto, às 16h30. “No Fórum Diocesano das Missões vamos tentar, com dinâmicas novas, trazer a realidade missionária e espelhá-la de uma maneira mais viva e mais dinâmica”, refere ao Jornal VOZ DA VERDADE o padre Albino dos Anjos, diretor deste sector.

Informações:
www.facebook.com/lisboamissao

Mucifal - Domingo 5 de Janeiro a partir das 15h00

Igreja de Nª Senhora das Dores
Festa dos Reis - cujo objectivo é a angariação de fundos para obras na respectiva Igreja de Nª Senhora das Dores.
Haverá  bifanas, caldo verde, doces entre outras iguarias, não faltando o "Cantar das Janeiras". 

Dia de Reis|
De acordo com a Bíblia, o Dia de Reis celebra o dia em que Baltasar, Gaspar e Belchior visitaram Jesus Cristo, recém-nascido. Aliás, os Reis Magos fazem parte de todos os presépios.
O Evangelho de S.Mateus refere-se a uns «magos» que teriam seguido uma estrela até chegarem ao «rei dos judeus», que tinha nascido. Ofereceram-lhe, na ocasião, e segundo este relato, ouro, incenso e mirra.
A designação “Mago” era dada, entre os Orientais, à classe dos sábios ou eruditos. Ignora-se a proveniência dos Reis Magos, mas supõe-se que fossem da Arábia, tendo em conta os presentes oferecidos (ouro, incenso e mirra).
O ouro significa riqueza e é o metal mais valioso.
O incenso é um perfume que se queima em honra de Deus.
A mirra é um creme perfumado que serve para embalsamar os mortos.
É por essa razão que, nalguns países (Espanha, por exemplo), a oferta de prendas de Natal se faz apenas na noite de 5 para 6 de Janeiro, e não no dia 25 de Dezembro. Em Portugal no dia de Reis cantam-se as Janeiras, come-se bolo-rei e as crianças representam a história dos Reis Magos.

MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 30 – 6º Dia da Oitava do Natal

1 Jo 2, 12-17 / slm 95 (96), 7-8a.8b-9.10 / Lc 2, 36-40

... dai ao Senhor glória e poder (...). Dizei (…): «O Senhor é Rei». (Salmo)

O Senhor é rei com glória e poder num reino onde os valores são a mansidão e a humildade e não a grandeza da rainha de Inglaterra. O poder de Deus é infinito mas também por ser infinito é que nos consegue respeitar e aceitar infinitamente. O poder de Deus é serviço, é acolhimento, não tem nada de opressivo. Só um Deus infinitamente poderoso consegue não oprimir. Hoje o leitor peça a Deus um bocadinho do poder d’Ele.

Igreja: Cardeal-patriarca pede que família seja «primeira preocupação»

D. Manuel Clemente presidiu a Missa no Santuário de Nossa Senhora de Nazaré

Nazaré, 29 dez 2019 (Ecclesia) – O cardeal-patriarca de Lisboa defendeu hoje no Santuário de Nossa Senhora de Nazaré que a família tem de ser a “primeira preocupação” da sociedade e da Igreja.

Manuel Clemente falava na homilia da Missa a que presidiu, no dia da festa litúrgica da Sagrada Família, no calendário católico – o primeiro domingo depois do Natal.
“O próprio Deus mostra na família de Jesus como é que deve ser na família de cada um”, assinalou o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, para quem “aquilo que acontece na família, tem de ser Evangelho vivo”, seguindo o caminho que “Deus trilhou neste mundo”.

A intervenção começou por assinalar que Jesus Cristo passou a maior parte da sua vida terrena em família, crescendo entre Belém, Egito e Nazaré, até começar a fazer uma nova família, que integra todos os cristãos.

Para o cardeal-patriarca, é fundamental aprender na “vida da família”, não em livros, atitudes como o “respeito uns pelos outros” e o acolhimento recíproco, permitindo o crescimento de todos.

“Que a família seja a preocupação fundamental da sociedade”, insistiu D. Manuel Clemente, permitindo “que as pessoas aprendam a viver umas com as outras, a respeitar-se”.

No final da celebração, o patriarca de Lisboa saudou os presentes e sublinhou que “o Natal de Cristo, pela comunidade cristã, continua no mundo”.

OC

domingo, 29 de dezembro de 2019

Destaques da semana

- TERÇA-FEIRA: Missa Vespertina da Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus no Mucifal às 19h00.
- QUARTA-FEIRA: Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus. Missas: em Almoçageme às 10h30 e em Colares às 12h00 e  18h30.
- QUINTA-FEIRA: 1ª do Mês. Adoração ao SS.mo Sacramento e Oração Vocacional no Mucifal às 19h00.  
- SEXTA-FEIRA: 1ª do Mês. Adoração ao SS.mo Sacramento e Confissões na Igreja da Misericódia às 18h15.
- SÁBADO: 1ª do Mês. Missas vespertinas na Azóia às 16h00, na Praia das Maçãs (Adoração ao SS.mo Sacramento e Terço meditado às 16h) Missa às 17h00 e no Mucifal às 18h30. Curso Alpha Jovens, na Misericórdia às 19h30.
- Domingo a partir das 15h00 Mucifal Igreja de Nª Senhora das Dores "Festa dos Reis" cujo objectivo é a angariação de fundos para obras na respectiva Igreja de Nª Senhora das Dores.
Haverá  bifanas, caldo verde, doces entre outras iguarias, não faltando o "Cantar das Janeiras". 

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 29 – Sagrada Família de Jesus, Maria e José (Festa) – Ano A

Sir 3, 3-7.14-17a / Slm 127 (128), 1-5 / Cl 3, 12-21 / Mt 2, 13-15.19-23


Deus, desde sempre, foi família. Nunca existiu numa unicidade monolítica. Sempre foi plural e comunitário, totalmente ao inverso do «orgulhosamente só». Deus sempre foi a família das pessoas divinas do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Criou-nos à sua imagem e semelhança, portanto temos em nós o ADN divino, que é estruturalmente comunitário, familiar.


Hoje fazemos festa à melhor família do mundo, tão humana e tão divina: a família de Jesus, Maria e José. Centrados nesta especialíssima família, queremos também celebrar as nossas famílias, abrindo-nos à graça de crescerem segundo este perfeito modelo de uma família humana.

O livro de Ben Sirá, cerca de 200 anos antes de Cristo, dá-nos conselhos muito práticos e úteis, sobretudo sobre a vida familiar. O nome mais popular com que era conhecido este livro foi o de «Eclesiástico», ou seja, o «livro para ser lido nas Igrejas», tão sábios conselhos nele se encontram. Nesta passagem se chama a atenção do dever de os filhos tratarem bem o seu pai e a sua mãe, dever que tem uma vertente humana, mas também é o cumprimento do que Deus quer e que será generosamente recompensado pelo Criador: «Quem honra seu pai obtém o perdão dos pecados, e acumula um tesouro quem honra sua mãe... A oração de quem honra os pais será atendida».

A nossa experiência diz-nos que a família é um tesouro valiosíssimo, apesar de todas as limitações dos seus membros. A família é a nossa primeira escola e o nosso porto seguro. Quando surge algum problema, segundo o Papa Francisco, «a família é o hospital mais próximo».

S. Paulo oferece instruções para a vida de família, que não exige atos heroicos, mas simples práticas de amor concreto: estima e apoio mútuo, humildade e mansidão, perdão e misericórdia. Ou seja, em tudo pôr amor, qual condimento que dá o sabor da alegria de viver em comunhão familiar.

Do relato do Evangelho, podemos concluir que famílias santas e exemplares não estão isentas de problemas, como a família de Jesus, Maria e José. Mas, aconteça o que acontecer, nunca faltará a proteção de Deus providente, através de algum «Anjo do Senhor».

sábado, 28 de dezembro de 2019

- SÁBADO, 28 de Dezembro: Curso Alpha Jovens, às 19h30.


As felicitações dos cristãos do Iraque ao mundo: ser testemunhas corajosas da fé

O Natal entre os critãos de Qaraqosh 

O clima de Natal no Iraque, entre as dificuldades e os protestos, traz esperança ao coração dos cristãos. E da comunidade de Qaraqosh, na Planície de Nínive, vem a mensagem para os cristãos do mundo para nunca perderem a força de professar a sua fé.

Gabriella Ceraso, Silvonei José - Cidade do Vaticano

A Planície de Nínive, no Iraque, é o berço histórico dos cristãos, sinal de pertença a uma família universal que neste território sofreu a violência e a perseguição do extremismo islâmico do Isis desde 2014, e que agora está lentamente procurando voltar à normalidade.

Um Natal sem demasiadas luzes
Ali também, como em todo o país, o Natal deste ano foi menos brilhante e cintilante, mas foi mais íntimo e silencioso. Para além da grande máquina de solidariedade internacional que continua a apoiar as famílias de cristãos e a trabalhar para que aqueles que fugiram possam regressar a casa, ainda há muito por fazer para garantir um futuro à população, para restaurar serviços, hospitais, escolas. Daí o forte apelo lançado nos últimos dias pelo Patriarca da Babilônia dos Caldeus, o cardeal Louis Raphael Sako, às ONGs, instituições sociais, Igrejas e governos: "Precisamos da vossa ajuda, saibam que a derrota do Isis na região não significa que já não haja mais necessidade de ajudar os seus habitantes".

Antes disso, a decisão da Igreja Caldeia de não celebrar a Missa na noite de Natal, mas de realizar as cerimônias durante o dia, quando outras celebrações do período do Advento já haviam sido suprimidas para doar o dinheiro economizado para a compra de medicamentos. Pano de fundo destas decisões, a insegurança pública e, sobretudo, a honra à "memória das vítimas e feridos das manifestações de rua" contra o governo acusado de corrupção e de estar na origem da grave crise econômica do país.
As crianças no Natal na paróquia de Qaraqosh
Um Natal de solidariedade e testemunho
Mas nada tira dos cristãos da Planície de Nínive o desejo de dar testemunho da sua fé. Na verdade, esta é a mensagem que a Igreja dedicada a São Behnam e Sara em Qaraqosh, renascida da destruição do Isis, dirige aos cristãos do mundo inteiro padre Georges, contando ao Vatican News os sentimentos de toda a sua comunidade:

R.- Os dias de Natal são muito sentidos pelas pessoas e as funções são muito alegres, é o clima que traz o Natal. O nosso é certamente um Natal de solidariedade porque fazemos muitas atividades para partilhar esta alegria com os outros também materialmente. Por outro lado, as festividades e as luzes foram reduzidas este ano em todo o país por causa das manifestações e das vítimas que se verificaram nesta luta para melhorar a vida, pedindo o que lhes pertence. Então este ano tivemos menos luzes por este motivo.

Quanto do tecido social vocês foram capazes de reconstruir depois da saída do Isis?

R. - As pessoas recuperaram um pouco do seu espírito e também houve resultados positivos para a vida comunitária. Todos se tornaram muito mais apegados à oração e à Igreja, e vemos isso na grande participação nos cultos e Missas em nossas cidades. No que diz respeito à convivência, certamente os cristãos têm sempre nos seus corações a tendência para a paz e a conciliação. Isto é o que aprendemos e continuamos a aprender com o Senhor.

Que tipo de mensagem se sente de lançar aos cristãos do mundo, partindo do que vocês viveram?


R. - Acima de tudo, queremos dizer aos cristãos do mundo que não devemos ter medo do testemunho, o testemunho a ser dado em qualquer momento e em qualquer lugar. Tenham a coragem de dizer: sou cristão e sou portador de paz e conciliação.

Este ano, o Papa, com a Carta sobre o presépio, quis fazer com que a humanidade crente voltasse ao verdadeiro sentido do Natal, à vinda de Jesus por amor. Quanto vocês sentiram a necessidade de fazer o presépio?

R. - O presépio como um lugar físico que nos atrai. O sinal tangível é muito sentido, e está presente em toda parte, nas igrejas e nos lares, e nos ajuda a crescer na nossa fé.

Mas como é que as crianças de Qaraqosh vivem o Natal? E o que é que eles desejam às crianças do mundo? Recolhemos em Qaraqosh os testemunhos de Nadine e Myriam, de 13 e 15 anos, envolvidas nas atividades da paróquia: as crianças de Qaraqosh.

R. - O Natal para nós é um momento muito festivo e alegre porque é o Natal do menino que nasce em nossos corações, mas também somos felizes porque nos dão presentes! Desejo às crianças do mundo inteiro um Natal de alegria. O Senhor Jesus nasceu, aleluia.

R. - Para mim, o Natal é nova vida. Jesus veio entre nós para nos dizer que Deus é amor. E o presépio é o símbolo da humildade de Deus que nasce, que ama o mundo através deste gesto. Deus assumiu o corpo humano que é um corpo fraco e devemos aprender com esta ação de Deus que se fez homem, para nos tornarmos humildes como ele.

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 28 – Santos Inocentes, Mártires (Festa)

1 Jo 1, 1, 5 – 2, 2 / Slm 123 (124), 2-5.7b-8 / Mt 2, 13-18

O sangue de Jesus, seu Filho, purifica-nos de todo o pecado. (1ª Leit.)

O amor inexcedível de Jesus, concretizado na cruz, atingiu aí o cume da sua missão terrena, abrindo-nos as portas do Céu, passando pela ressurreição. Também o leitor é convidado a amar até ao fim da sua vida, até ao fim das suas forças, ou, se quiser, até à renovação das suas forças, que é o salto da morte. Esse amor vai-o purificando do seu pecado porque, como Jesus disse, a quem muito amou, muito será perdoado (cf. Lc 7, 47).

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Líderes mundiais olham para Taizé com esperança: Guterres e Ursula von der Leyen enviam mensagens

O secretário-geral da ONU, António Guterres, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, enviaram mensagens aos participantes no 42º Encontro Europeu de Taizé, que começa este sábado na Polónia, e que termina no primeiro dia do novo ano.

«Há anos, quando era estudante universitário, participei num encontro de Taizé, e essas memórias permanecem vivas. Ontem e hoje, admiro muito os vossos esforços para congregar pessoas de tantos países e tradições», assinala o responsável português em texto publicado na página da comunidade ecumenica fundada pelo Ir. Roger Schütz.

Para António Guterres, a «abertura à diversidade é particularmente importante hoje, num tempo de divisões em todo o mundo. Assistimos a rivalidades geopolíticas, a desigualdades crescentes, a um abismo cada vez mais fundo entre os povos e as instituições políticas, e a uma rutura entre os povos e o planeta, ilustrada pelo agravamento da crise climatica».

«A cooperação internacional é mais importante que nunca, e o mundo precisa dos jovens, em particular para continuar a fazer pressão em favor da ação, das soluções e da mudança», acentua.

Ao desejar um «encontro memorável» para os cerca de 15 mil participantes de vários continentes, incluindo 150 de Portugal, esperados na cidade de Wroclaw, o secretário-geral lança «um apelo especial» para que ajam «em favor do ambiente».
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MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 27 – S. João, Apóstolo e Evangelista (Festa)

1 Jo 1, 1-4 / Slm 96 (97), 1-2.5-6.11-12 / Jo 20, 2-8

Nós vos anunciamos o que vimos e ouvimos, para que estejais em comunhão connosco. (1ª Leit.)

S. João anunciara o que tinha visto e ouvido. Nós também temos de dar testemunho. Não nos podemos deixar levar pela personalidade: alguns teremos uma personalidade do tipo «não vale a pena». Outros terão uma personalidade tipo «tudo vale a pena». (Ser testemunhado, ser contado.) Ora, a vivência dos primeiros é importante, enquanto, às vezes, os segundos terão necessidade de dar espaço aos primeiros. É importante que não menosprezemos a nossa experiência de Deus, porque isso também pode transmitir Deus aos outros. O leitor peça sabedoria.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 26 – Santo Estêvão, Primeiro Mártir (Festa)

At 6, 8-10; 7, 54-59 / Slm 30 (31), 3cd-4.6.8ab.16b-17 / Mt 10, 17-22

Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo. (Evang.)

Se Deus quiser, vamos perseverar até ao fim e, também se Deus quiser, seremos salvos. Agora, a questão está na qualidade com que o fazemos. Porque não basta uma vida «normal». A nossa vida tem de ir progredindo. Como? Com pequenos ou grandes gestos que às vezes nos custam um bocadinho mas vão construindo uma linha ascendente. Regra geral, se superarmos obstáculos que nos custam um bocadinho, será mais fácil superar outros maiores e dar passos mais largos em direção a objetivos mais amplos.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 25 – Natal do Senhor (Solenidade) – Ano A

Is 9, 1-6 / Slm 95 (96), 1-3.11-13 / Tt 2, 11-14 / Lc 2, 1-14 (Missa da Noite)

O profeta Isaías proclama a palavra do Deus da esperança num tempo dramático da história de Israel, invadido pelos Assírios, que derramavam o sangue do povo e espalhavam o terror. Perante estas trevas de noite angustiante, é proclamada uma mensagem de consolação. A noite não é o funeral da luz, mas simplesmente o seu ocultamento temporário. Os tempos de prova são uma purificação ocasional, como a noite aprimora a luz do dia.

Estamos celebrando o Natal de Jesus, que renasce para nós, qual magnífico presente que o Pai nos oferece. Ele é o nosso «Conselheiro admirável, Deus forte, Príncipe da paz». Abramos as portas da nossa liberdade, para que Ele nasça no presépio do nosso coração.

S. Paulo, escrevendo a Tito, exulta de alegria porque «se manifestou a graça de Deus, salvação para todos os homens». O termo bíblico «graça» significa a ternura amorosa de Deus, que é oferecida a todas as pessoas, sem fronteiras nem discriminações, porque não depende dos nossos méritos, mas simplesmente da generosidade de Deus, sumo benfeitor universal. A experiência deste amor, desmedido e gratuito, é a força que nos leva a «renunciar à impiedade e aos desejos mundanos, para vivermos, no tempo presente, com temperança, justiça e piedade».

O nascimento de Cristo, narrado pelo evangelista Lucas, situa-nos no tempo histórico de César Augusto («augusto» significa divino), o imperador da única superpotência nesses séculos. A sua iniciativa de promover um recenseamento universal ocasiona que Cristo vá nascer a Belém. A nota de que «não havia lugar para eles na hospedaria» mostra a marginalização de quem é pobre, tendo Cristo de ter por berço uma manjedoura de animais. Certamente que este facto nos alerta para darmos um lugar de primazia a Cristo nas nossas vidas.

Os primeiros a serem convidados para encontrar o Messias foram os pastores da região, avisados pelo anjo que lhes comunicou uma maravilhosa notícia: «anuncio-vos uma grande alegria para todo o povo: nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador, que é Cristo Senhor». Com a multidão de anjos que circundou o presépio, cantemos: «Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados». E ofereçamos os nossos presentes de paz e bem a Deus infinito, que Se fez criança por nosso amor.

Papa Francisco - Amigos e Amigas - Um Santo e Feliz Natal!

Mensagem de Natal do Papa Francisco
Antoine Mekary | ALETEIA | I.Media

“Aquele Menino, nascido da Virgem Maria, é a Palavra de Deus que Se fez carne”

A Mensagem e a Bênção Urbi et Orbi do Santo Padre, o Papa Francisco:
«O povo que andava nas trevas viu uma grande luz» (Is 9,1).

Queridos irmãos e irmãs, feliz Natal!

Nesta noite, do ventre da mãe Igreja, nasceu de novo o Filho de Deus feito homem. O seu nome é Jesus, que significa Deus salva. O Pai, Amor eterno e infinito, enviou-O ao mundo, não para condenar o mundo, mas para o salvar (cf. Jo 3, 17). O Pai no-Lo deu, com imensa misericórdia; deu-O para todos; deu-O para sempre. E Ele nasceu como uma chamazinha acesa na escuridão e no frio da noite.

Aquele Menino, nascido da Virgem Maria, é a Palavra de Deus que Se fez carne; a Palavra que guiou o coração e os passos de Abraão rumo à terra prometida, e continua a atrair aqueles que confiam nas promessas de Deus; a Palavra que guiou os judeus no caminho desde a escravidão à liberdade, e continua a chamar os escravos de todos os tempos, incluindo os de hoje, para sairem das suas prisões. É Palavra mais luminosa do que o sol, encarnada num pequenino filho de homem, Jesus, luz do mundo.

Por isso, o profeta exclama: «O povo que andava nas trevas viu uma grande luz» (Is 9,1). É verdade que há trevas nos corações humanos, mas é maior a luz de Cristo; há trevas nas relações pessoais, familiares, sociais, mas é maior a luz de Cristo; há trevas nos conflitos económicos, geopolíticos e ecológicos, mas é maior a luz de Cristo.

Que Jesus Cristo seja luz para tantas crianças que padecem a guerra e os conflitos no Médio Oriente e em vários países do mundo; seja conforto para o amado povo sírio, ainda sem o fim à vista das hostilidades que dilaceraram o país nesta década; sacuda as consciências dos homens de boa vontade; inspire os governantes e a comunidade internacional, para encontrar soluções que garantam a segurança e a convivência pacífica dos povos da Região e ponham termo aos seus sofrimentos; seja sustentáculo para o povo libanês, para poder sair da crise atual e redescobrir a sua vocação de ser mensagem de liberdade e coexistência harmoniosa para todos.

Que o Senhor Jesus seja luz para a Terra Santa, onde Ele nasceu, Salvador do homem, e onde continua a expectativa de tantos que, apesar de cansados mas sem se perder de ânimo, aguardam dias de paz, segurança e prosperidade; seja consolação para o Iraque, atravessado por tensões sociais, e para o Iémen, provado por uma grave crise humanitária.

Que o Menino pequerrucho de Belém seja esperança para todo o continente americano, onde várias nações estão a atravessar um período de convulsões sociais e políticas; revigore o querido povo venezuelano, longamente provado por tensões políticas e sociais, e não lhe deixe faltar a ajuda de que precisa; abençoe os esforços de quantos se empenham em favorecer a justiça e a reconciliação e trabalham para superar as várias crises e as inúmeras formas de pobreza que ofendem a dignidade de cada pessoa.

Que o Redentor do mundo seja luz para a querida Ucrânia, que aspira por soluções concretas para uma paz duradoura.

Que o Senhor recém-nascido seja luz para os povos da África, onde perduram situações sociais e políticas que, frequentemente, obrigam as pessoas a emigrar, privando-as duma casa e duma família; haja paz para a população que vive nas regiões orientais da República Democrática do Congo, martirizada por conflitos persistentes; seja conforto para quantos padecem por causa das violências, calamidades naturais ou emergências sanitárias; dê consolação a todos os perseguidos por causa da sua fé religiosa, especialmente os missionários e os fiéis sequestrados, e para quantos são vítimas de ataques de grupos extremistas, sobretudo no Burkina Faso, Mali, Níger e Nigéria.

Que o Filho de Deus, descido do Céu à terra, seja defesa e amparo para todos aqueles que, por causa destas e outras injustiças, devem emigrar na esperança duma vida segura. É a injustiça que os obriga a atravessar desertos e mares, transformados em cemitérios; é a injustiça que os obriga a suportar abusos indescritíveis, escravidões de todo o género e torturas em campos de detenção desumanos; é a injustiça que os repele de lugares onde poderiam ter a esperança duma vida digna e lhes faz encontrar muros de indiferença.

Que o Emmanuel seja luz para toda a humanidade ferida. Enterneça o nosso coração frequentemente endurecido e egoísta e nos torne instrumentos do seu amor. Através dos nossos pobres rostos, dê o seu sorriso às crianças de todo o mundo: às crianças abandonadas e a quantas sofreram violências. Através das nossas frágeis mãos, vista os pobres que não têm nada para se cobrir, dê o pão aos famintos, cuide dos enfermos. Pela nossa frágil companhia, esteja próximo das pessoas idosas e de quantas vivem sozinhas, dos migrantes e dos marginalizados. Neste dia de festa, dê a todos a sua ternura e ilumine as trevas deste mundo.

(Vatican News)


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Mensagem de Natal do Cardeal-Patriarca D. Manuel Clemente na RTP

Mensagem de Natal 2019 do cardeal-patriarca de Lisboa

Dez 24, 2019 - 21:06
Muito boa noite a todos, os que me aceitam durante alguns minutos em suas casas, nesta consoada de Natal de 2019, para partilhar convosco algo que está, certamente, no coração de todos, com mais ou menos clareza: um dia bonito, uma noite muito especial, as famílias reúnem-se, os amigos reencontram-se, oferecem-se presentes, as ruas, em muitos lados, estão iluminadas… Tanta festa que faz com que este dia, e sempre seja assim, seja realmente especial.

Corre o risco de nos despistar um pouco, com tanta realidade exterior, com tanta luz de fora, daquilo que é o seu essencial: porque é que existe Natal? Natal significa “nascimento”. E não é um nascimento qualquer, é o nascimento de Cristo, há dois milénios, em Belém de Judá, e é esse o acontecimento que nós, realmente, estamos a celebrar, para sermos autênticos e para termos todo o fruto e proveito para as nossas vidas, das nossas famílias e da nossa sociedade inteira.

O Papa Francisco ofereceu-nos um presente, no princípio deste mês de dezembro, que foi uma carta sobre o Presépio[1]. É um documento muito original – porque não é vulgar, em documentos pontifícios, esta acentuação –, mas muito sugestivo naquilo que nos diz. Ele diz que nós devemos retomar esta tradição do Presépio. A palavra “Presépio”, como nós sabemos, é uma palavra latina e que traduz a palavra “manjedoura”, porque quando Jesus nasceu foi numa manjedoura, também. O Papa Francisco relembra que esta tradição de fazer Presépios, retomando aquele contorno em que Jesus nasceu, remonta há 800 anos atrás, quando São Francisco de Assis o quis fazer numa gruta de Greccio, em Itália, retomando – tanto quanto pôde – o essencial daquilo que tinha acontecido em Belém: a gruta, os animais, aquela pobreza em que Jesus apareceu. E, a partir daí, esta tradição dos presépios foi-se desenvolvendo, um pouco por todo o lado. O Papa não refere Portugal, mas nós podemos referir porque todos temos estas imagens bem presentes, dos nossos grandes barristas e autores de presépios do século XVIII, que, à volta da gruta de Belém, à volta do Menino, da sua Mãe, do seu Pai adotivo, dos pastores, vão reunindo muitas outras personagens que representam um pouco toda a vida, desde as coisas mais comuns, os alimentos que se procuram, o gado que se guarda, as várias profissões e ofícios…

O Papa relembra que, à volta do Presépio, toda a vida pode e deve encontrar-se nas suas mais diversas manifestações. Depois, o Papa particulariza e diz que a natureza está presente, naquela noite iluminada, naqueles pastores que vêm com os seus gados, com tudo aquilo que vai contornando os nossos presépios… É a natureza! E a natureza precisa de se reencontrar, como nós sabemos, com toda esta premência ecológica. O Papa recorda também aqueles que vêm ao Presépio. Antes de mais, os pastores: gente simples que vivia do essencial e que também, nesse sentido, nos tem uma lição a dar para vivermos aquilo que realmente importa, embora importe a todos. Depois, vai relembrando as outras personagens: a Sagrada Família, o próprio Jesus, Maria, José. Maria que acolhe aquele Menino e que O mostra – e isto é uma realidade que, para nós, cristãos, é muito presente, como está nos Evangelhos –, e que acompanha o percurso do seu Filho e a todos encaminha em direção a Ele. Depois, recorda José e o seu papel de guardião daquilo que acontecia com Maria e com o Menino, não só em Belém, mas ao longo da sua vida, do seu crescimento em Nazaré da Galileia. E também os Magos, gente que vem de longe, gente que procura, gente que encontra, finalmente, e quando encontra, oferece, oferece aquilo que trazia porque encontrou o mais importante: Jesus.

Todas estas realidades – diz o Papa – nos devem levar a entrar também no Presépio, para que esses sentimentos que essas personagens representavam, sejam também os nossos sentimentos, no acolhimento de um Deus que nasce na maior das simplicidades, identificando-se com tudo quanto é simples e frágil e que aí mesmo nos espera, com todos aqueles que guardam esta realidade, como Maria, como José, com todos aqueles que acorrem ao essencial, como os pastores, com todos aqueles que procuram, de longe, e finalmente encontram.

Esta é que é a realidade do Natal, porque Natal quer dizer “nascimento”, nascimento de Deus no mundo como na tradição cristã se apresenta e que, hoje, é tão importante apresentar assim. Ou seja, na fragilidade das coisas, na ocorrência normal das vidas, mas tudo concentrado em torno do essencial.

Quando se fala em presentes, o mais importante é que cada um de nós também se torne presente onde precisamos de estar. Porque, por vezes, oferecem-se presentes de fora para, de alguma maneira, colmatar – mas sem o conseguir – a falta de presença real junto dos outros e daquelas realidades que nos esperam. Que a lição do Presépio seja a nossa verdade e, na alegria desta noite, seja também a reconstrução do mundo.

Um Santo e Feliz Natal para todos!
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terça-feira, 24 de dezembro de 2019

QUINTA-FEIRA, 26 de Dezembro

Igreja das Azenhas do Mar às 21h30.

Destaques da semana

- TERÇA-FEIRA: Missa do Galo à Meia noite, na Igreja Matriz de Colares.
- QUARTA-FEIRA: Solenidade de Natal. Missas: em Almoçageme às 10h30, em Colares às 12h00 e no Mucifal às 18h30.
- SÁBADO: Missas vespertinas na Praia das Maçãs às 17h00 e no Mucifal às 18h30. Curso Alpha Jovens às 19h30.
- Durante o Advento decorrerá as campanhas, de recolha de alimentos, para os mais necessitados e recolha de Paracetamol na Farmácia de Almoçageme para a Guiné Bissau.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Igreja: «Estamos todos do mesmo lado», afirmou D. Manuel Clemente sobre a abolição do segredo pontifício nos casos de violência sexual e de abuso de menores

Cardeal-patriarca comentou decisão da última semana do Papa Francisco
Lisboa, 22 dez 2019 (Ecclesia) – O cardeal-patriarca comentou hoje a abolição, pelo Papa Francisco, do segredo pontifício nos casos de violência sexual e de abuso de menores cometidos por clérigos, afirmando que, com a Conferência Episcopal Portuguesa, está disponível para “para resolver um problema que é uma chaga”

“Estamos todos do mesmo lado para resolver também esse problema, que é uma chaga. E, por isso, quer da parte da Igreja, quer da parte de todas as entidades onde possa haver resposta, cá estamos”, afirmou D. Manuel Clemente aos jornalistas na 31.ª Festa de Natal da Comunidade Vida e Paz.

O Papa Francisco decidiu abolir o segredo pontifício nos casos de violência sexual e de abuso de menores cometidos por clérigos, num decreto publicado na última terça-feira pelo Vaticano.

A decisão é acompanhada por outro decreto, que altera a norma relativa ao crime de pornografia infantil – inserido na categoria de ‘delicta graviora’, os crimes mais graves, no direito canónico-, à posse e difusão de imagens pornográficas, fazendo agora referência a menores de 18 anos de idade, em vez dos 14 anos, como acontecia até agora.

Um “rescrito” assinado pelo cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado do Vaticano, comunica que no último dia 4 de dezembro o Papa decidiu abolir o segredo pontifício sobre denúncias, processos e decisões relativas aos crimes mencionados no primeiro artigo do recente motu proprio “Vos estis lux mundi“, ou seja: casos de violência e de atos sexuais cometidos sob ameaça ou abuso de autoridade; casos de abuso de menores e de pessoas vulneráveis; casos de pornografia infantil; casos de não denúncia e cobertura dos abusadores, por parte de bispos e superiores gerais de institutos religiosos.

A nova instrução, adianta o Vaticano, especifica que “as informações devem ser tratadas de modo a garantir a segurança, a integridade e a confidencialidade”, conforme estabelecido no Código de Direito Canónico para tutelar “o bom nome, a imagem e a privacidade” das pessoas envolvidas.

Este “sigilo profissional”, lê-se na instrução, “não impede o cumprimento das obrigações estabelecidas em todos os lugares pelas leis estatais”, incluindo quaisquer obrigações de denúncia, “bem como a execução dos pedidos executivos das autoridades judiciais civis”.

As novas normas determinam que “não pode ser imposto algum vínculo de silêncio” às vítimas e às testemunhas.

O segundo rescrito, assinado pelo cardeal Parolin e pelo prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé (Santa Sé), cardeal Luis Ladaria Ferrer, apresenta modificações a três artigos do motu proprio “Sacramentorum sanctitatis tutela” (de 2001, modificado em 2010 no pontificado de Bento XVI).

Além da mudança da idade para a definição de pornografia infantil, o Papa Francisco estabelece que, nos casos relativos a estes crimes mais graves, o papel de “advogado e procurador” também possa ser desempenhado por fiéis leigos, com doutoramento em Direito Canónico, e não apenas por sacerdotes.


OC/PR

Luz da Paz de Belém - “Dai a luz de Cristo a todos”

Na cerimónia regional de partilha da Luz da Paz de Belém, o Bispo Auxiliar de Lisboa D. Joaquim Mendes desafiou os escuteiros a ousarem “ser luzeiros de Cristo”. Na Sé Patriarcal, na noite do passado dia 17 de dezembro, o prelado desejou ainda que esta luz seja “uma chama que se acende rumo à JMJ 2022”.
“Partilhai com todos a Luz da Paz de Belém, sobretudo a luz que está em vós: Cristo e o seu amor por todos. Dai a luz de Cristo a todos: aos que andam nas trevas e também aos que andam na luz, para que não saiam da luz.  Ousai ser luzeiros de Cristo! Sede sempre e em toda a parte amor em ação e, com Ele, sede aquilo que Jesus disse que devemos ser, «luz do mundo»”, convidou o Bispo Auxiliar, na celebração que reuniu diversos agrupamentos de escuteiros da diocese, que agora vão distribuir, nas suas comunidades cristãs, a Luz da Paz de Belém.Promovida pela Região de Lisboa do CNE – Corpo Nacional de Escutas, a cerimónia regional de partilha da Luz da Paz de Belém teve lugar na Sé de Lisboa. “Desejamos que a partilha da Luz da Paz de Belém que vamos fazer seja «uma chama» que se acende rumo à JMJ 2022, e nos leve a partir «apressadamente», como Maria, para servir quem precisa”, assinalou o prelado, no início da homilia. “Somos chamados a transmitir a Luz da Paz de Belém com o testemunho da nossa disponibilidade para servir: servir na família; servir os amigos; servir os próximos, conhecidos ou desconhecidos, simpáticos ou antipáticos”, acrescentou. 
Na partilha da Luz da Paz de Belém, D. Joaquim Mendes deixou ainda “três desafios” aos escuteiros. “Primeiro, deixai-vos iluminar por Cristo. Ele veio e vem continuamente para partilhar connosco a sua vida luminosa, para iluminar a nossa”, apontou, destacando como segundo desafio o “caminhar na luz”. “Caminhar com Cristo, nas peugadas de Cristo, atentos à sinalética que Ele coloca no vosso caminho, nos vossos trilhos, na vossa vida”, sublinhou. Finalmente, o “terceiro desafio, partilhar a luz de Cristo com todos”.

MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 23 – Féria do Advento

Mal 3, 1-4.23-24 / Slm 24 (25), 4bc-5ab.8-9.10.14 / Lc 1, 57-66

... apresentam a oblação segundo a justiça. (1ª Leit.)

Este texto é curioso porque diz «segundo a justiça» e não «segundo a lei». A justiça é mais importante do que a lei. Se a nossa lei for dar tanto, se for pagar tanto, mas nós pudermos dar ou pagar mais, onde estará a justiça? A justiça está no «mais» por contraponto com o «suficiente». É a diferença entre a «caridade» e a «mediocridade». E é claro que o leitor não quer ser medíocre. Hoje o leitor reze pelo seu sentimento de justiça.

domingo, 22 de dezembro de 2019

FESTA CONVÍVIO - Domingo 29 Dezembro


MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 22 – Domingo IV do Advento – Ano A

Is 7, 10-14 / Slm 23 (24), 1-6 / Rm 1, 1-7 / Mt 1, 18-24

Acaz, rei de Israel, perante a ameaça dos assírios, no século VIII antes de Cristo, está prestes a ceder a soberania do seu povo aos invasores. O profeta Isaías desafia-o a confiar em Deus, pois só Ele é todo-poderoso. O sinal do auxílio divino irá ser: «a virgem conceberá e dará à luz um filho e o seu nome será Emanuel».

O título de «Emanuel», que significa Deus connosco, aplica-se plenamente a Jesus Cristo, pois é verdadeiramente um como nós. Heresias houve que negaram Jesus ser autenticamente humano, porque isso iria contra a dignidade do estatuto de Deus. A encarnação do Filho de Deus, cujo nascimento celebraremos dentro de dias, é um mistério maravilhoso em que Deus infinito assume por inteiro a nossa humanidade.

S. Paulo, no início da sua carta aos cristãos de Roma, recorda-lhes, e a nós também, que somos «amados por Deus». É uma identificação magnífica. Quem sou eu? Sou um «amado por Deus», título que nos honra e dignifica extraordinariamente. Mas isto cria em nós uma feliz obrigação. Por isso, Paulo acrescenta: somos «chamados a ser santos».

No Evangelho encontramos a chamada «anunciação a José», que era noivo de Maria. Mas o inexplicável acontece: antes de viverem em comum, José verifica que a sua noiva está grávida. Homem bom e justo, acha que a melhor solução para tão grave problema será abandonar Maria em segredo. Mas durante o sono um anjo apareceu-lhe para lhe explicar que o que não é possível aos homens é possível a Deus, pois «o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados». Quem se confia a Deus acaba por verificar que se desfazem os becos-sem-saída.

Celebremos o Natal de Jesus, não apenas na companhia maternal de Maria, mas tendo bem presente a pessoa do justo José, elemento fundamental da família do Salvador e nosso intercessor para encontrarmos a solução dos problemas com a originalidade de Deus.

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 21 – Féria do Advento

Sof 3, 14-18a / Slm 32 (33), 2-3.11-12.20-21 / Lc 1, 39-45

Já não temerás nenhum mal. (1ª Leit.)

A Bíblia está cheia de convites à serenidade em frases como «não temas», «dou-vos a minha paz», «a paz esteja convosco», etc. Hoje convido o leitor a fazer uma mantra com algumas destas frases, ou outras, e repeti-la devagarinho, para o seu coração e o seu cérebro as assimilarem. Se o leitor fizer isto de vez em quando, irá absorvendo a paz que Deus lhe quer transmitir mas a que o leitor tem de estar recetivo. 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

“Deixemos a mãe descansar”: o presépio que comoveu o Papa

Que pai ou mãe não se identifica com a imagem?

Papa Francisco disse que, em seu aniversário, em 17 de dezembro, ele viu uma imagem de um presépio diferente, chamada de “Deixemos a mãe descansar”. Na representação, que está circulando nas mídias sociais, Maria dorme enquanto José segura o Menino Jesus.

O Papa disse que a imagem mostra “a ternura de uma família, de um casamento”:

“Quantos de vocês têm que dividir a noite entre marido e mulher pelo menino ou menina que chora, chora e chora”, refletiu.

Esta é, precisamente, a mensagem do presépio, explicou o Papa, acrescentando:


“E também podemos convidar a Sagrada Família para o nosso lar, onde há alegrias e preocupações, onde todos os dias acordamos, comemos e dormimos perto de nossos entes queridos. O presépio é um evangelho doméstico.”

Tradição dos presépios

Este ano, Francisco enfatizou a importância de manter a tradição dos presépios. Ele viajou para Greccio, onde São Francisco criou o primeiro presépio vivo e lançou uma carta apostólica que fala sobre o simbolismo e o propósito das representações do nascimento de Jesus.


Leia também: Papa Francisco: não deixem enfraquecer a tradição do presépio no Natal!



O pontífice também visitou uma exibição de 100 presépios de todo o mundo, que acontece no Vaticano.

Em uma Audiência Geral, ele lembrou que o presépio é uma maneira “simples, mas eficaz” de preparar nossos corações para o nascimento de Jesus.

“De fato, o presépio é como um evangelho vivo (Carta Apostólica Admirabile signum, 1). Traz o Evangelho para os lugares onde se vive: para as casas, escolas, os locais de trabalho e de reunião, hospitais, asilos, prisões e praças.

E lá, onde moramos, isso nos lembra algo essencial: que Deus não permaneceu invisível no céu, mas veio à Terra, tornou-se homem, criança.

Montar o presépio é celebrar a proximidade de Deus. Deus sempre esteve perto de Seu povo, mas quando Ele encarnou e nasceu, Ele estava muito próximo, muito próximo.

Montar o presépio é redescobrir que Deus é real, concreto, vivo e respira. (…)

Algumas imagens retratam a Criança de braços abertos para nos dizer que Deus veio abraçar nossa humanidade.

Por isso, é bom estar na frente da manjedoura e ali confiar nossa vida ao Senhor, conversar com Ele sobre as pessoas e situações com as quais nos preocupamos, fazer um balanço do ano que está chegando ao fim, compartilhar com Ele as nossas expectativas e preocupações.”
As palavras do Papa nos lembram a importância de parar um pouco para refletir.  Somente se deixarmos o barulho do mundo fora de nossas casas, nos abriremos para ouvir Deus, que fala em silêncio.

Espero, então, que, ao montarmos o presépio, encontremos uma oportunidade de convidar Jesus para a nossa vida. É como abrir a porta e dizer: “Jesus, entre!”. É preciso tornar tangível essa proximidade, este convite a Jesus para entrar em nossas vidas. Porque se Ele habita em nossas vidas, a vida renasce. E se a vida renasce, é realmente Natal.

Feliz Natal a todos!

Chega de indiferença: mensagem conjunta do Papa e do secretário-geral da ONU


Juntos, Francisco e Guterres gravaram uma mensagem às vésperas do Natal para agradecer por todo o bem que existe no mundo e a dizer “não” à indiferença.

Cidade do Vaticano

Reconheçamo-nos membros de uma única humanidade: foi o que reiteraram o Papa Francisco e o secretário-geral da ONU, António Guterres, que foi recebido em audiência esta sexta-feira, no Vaticano.

Juntos, os dois líderes gravaram uma mensagem às vésperas do Natal para agradecer por todo o bem que existe no mundo e a dizer “não” à indiferença.

“Vamos dar graças por todo o bem que existe no mundo, por tantas pessoas que se empenham gratuitamente, por quem vive a própria vida no serviço, por quem não se rende e constrói uma sociedade mais humana e mais justa. Nós o sabemos: não podemos nos salvar sozinhos.”

Não se pode virar as costas
O Pontífice e o secretário-geral da ONU mencionaram os dramas atuais: guerras, violências, miséria, injustiças, desigualdades, o escândalo da fome, a pobreza, crianças que morrem por falta de água, abusadas, migrações forçadas e desrespeito à vida, desde o ventre até a terceira idade.

A todas as situações, Francisco e Guterres afirmam com veemência que não se pode olhar para o outro lado:

“Não podemos, não devemos nos girar do outro lado quando os fiéis de várias religiões são perseguidos em várias partes do mundo.”

Aliás, “clama vingança diante de Deus" o uso da religião para incitar ao ódio, à violência, à opressão, ao extremismo e ao fanatismo, assim como clama vingança a Deus a corrida armamentista e o rearmamento nuclear.

“E é imoral não somente o uso, mas também a posse de armas nucleares.”

Cuidado com a Casa Comum
Mas a mensagem fala também de esperança e confiança no diálogo em todos os níveis – entre as pessoas e nações –e no multilateralismo para construir um mundo pacífico.

Eis então o apelo para nos reconhecer como membros da única família humana e para cuidar da nossa casa comum:

“O compromisso para reduzir as emissões poluentes e por uma ecologia integral é urgente e necessário: façamos algo antes que seja demasiado tarde!”

Neste desafio, os dois líderes falam da importância dos jovens, pois ajudam a conscientização sobre “o que está acontecendo hoje no mundo e nos pedem que sejamos semeadores de paz e construtores, juntos e não sozinhos, de uma civilização mais humana e mais justa”.

“O Natal, na sua genuína simplicidade, nos recorda que o que realmente conta na vida é o amor”, concluem o Papa Francisco e António Guterres. 

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 20 – Féria do Advento

Is 7, 10-14 / Slm 23 (24), 1-4ab.5-6 / Lc 1, 26-38

Não pedirei. (1ª Leit.)

Acaz tinha um coração duro. Teimou em não pedir um sinal a Deus que lhe dizia que pedisse um sinal. Nós não devemos teimar em não pedir. Às vezes, não pedimos por cansaço ou porque achamos que já pedimos tanto a mesma coisa que já não vale a pena. Depende muito do que pedimos. Jesus diz-nos para pedirmos. Já sabemos que não vamos alcançar tudo o que pedirmos. Mas também sabemos que vamos alcançar o Espírito Santo (Lc 11, 9ss). Hoje o leitor peça o Espírito Santo.

- SÁBADO, 21 de Dezembro: Curso Alpha Jovens, às 19h30.


quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Nossa Senhora do Ó

Festa católica de origem claramente espanhola, a festa de hoje é conhecida na liturgia com o nome de “Expectação do parto de Nossa Senhora”, e entre o povo com o título de “Nossa Senhora do Ó”. Os dois nomes têm o  mesmo significado e objetivo: os anelos santos da Mãe de Deus por ver o seu Filho nascido. Anelos de milhares e milhares de gerações que suspiraram pela vinda do Salvador do mundo, desde Adão e Eva, e que se recolhem e concentram no Coração de Maria, como no mais puro e limpo dos espelhos. A Expectação (expectativa) do parto não é simplesmente a ansiedade, natural na mãe jovem que espera o seu primogênito; é o desejo inspirado e sobrenatural da “bendita entre as mulheres”, que foi escolhida para Mãe Virgem do Redentor dos homens, para corredentora da humanidade. Ao esperar o seu Filho, Nossa Senhora ultrapassa os ímpetos afetivos de uma mãe comum e eleva-se ao plano universal da Economia Divina da Salvação do mundo.

As antífonas maiores que põe a Igreja nos lábios dos seus sacerdotes desde hoje até a Véspera do Natal e começam sempre pela interjeição exclamativa Ó (“Ó Sabedoria… vinde ensinar-nos o caminho da salvação”; “Ó rebento da Raiz de Jessé… vinde libertar-nos, não tardeis mais”; “Ó Emanuel…, vinde salvar-nos, Senhor nosso Deus”), como expoente altíssimo do fervor e ardentes desejos da Igreja, que suspira pela vinda de Jesus, inspiraram ao povo espanhol a formosa invocação de “Nossa Senhora do Ó”. É ideia grande e inspirada: a Mãe de Deus, posta à frente da imensa caravana da humanidade, peregrina pelo deserto da vida, que levanta os braços suplicantes e abre o coração enternecido, para pedir ao céu que lhe envie o Justo, o Redentor.

A festa de Nossa Senhora do Ó foi instituída no século VI pelo décimo Concílio de Toledo, ilustre na História da Igreja pela dolorosa, humilde, edificante e pública confissão de Potâmio, Bispo bracarense, pela leitura do testamento de São Martinho de Dume e pela presença simultânea de três santos de origem espanhola: Santo Eugênio III de Toledo, São Frutuoso de Braga e o então abade agaliense Santo Ildefonso.

Primeiro comemorava-se hoje a Anunciação de Nossa Senhora e Encarnação do Verbo. Santo Ildefonso estabeleceu-a definitivamente e deu-lhe o título de “Expectação do parto”. Assim ficou sendo na Hispânia e passou a muitas Igrejas da França, etc. Ainda hoje é celebrada na Arquidiocese de Braga.

Nossa Senhora do Ó, rogai por nós!

Você é capaz de sentir a alegria da vida cristã?

Jesus nunca quis que seus seguidores fossem pessimistas, Ele queria que todos experimentassem a verdadeira alegria

Infelizmente, às vezes a fé cristã é vista como um monte de regras a serem cumpridas. Isso pinta o cristianismo com uma cor negativa, fazendo parecer que, para ser cristão, é preciso sempre negar a si mesmo.
No entanto, Jesus nunca quis que seus seguidores fossem pessimistas, abordando o mundo de maneira negativa. Na verdade, Ele queria que seus seguidores experimentassem a verdadeira alegria.

“Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Perseverai no meu amor.Se guardardes os meus mandamentos, sereis constantes no meu amor, como também eu guardei os mandamentos de meu Pai e persisto no seu amor. Disse-vos essas coisas para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa.” (João 15,9-11)

O Evangelho deve ser uma boa notícia, embora nem sempre a vivamos dessa maneira. Sofrimento e abnegação são certamente parte do Evangelho, mas essas coisas devem nos levar a uma alegria mais profunda, que está além deste mundo.

O Papa Francisco escreveu até uma exortação apostólica inteira intitulada Evangelii Gaudium (A Alegria do Evangelho), na qual explicou que a alegria está ligada a viver uma autêntica vida cristã:

“O Evangelho, onde resplandece gloriosa a Cruz de Cristo, convida insistentemente à alegria. Apenas alguns exemplos: «Alegra-te» é a saudação do anjo a Maria (Lc 1, 28). A visita de Maria a Isabel faz com que João salte de alegria no ventre de sua mãe (cf. Lc 1, 41). No seu cântico, Maria proclama: «O meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador» (Lc 1, 47). E, quando Jesus começa o seu ministério, João exclama: «Esta é a minha alegria! E tornou-se completa!» (Jo 3, 29). O próprio Jesus «estremeceu de alegria sob a acção do Espírito Santo» (Lc 10, 21). A sua mensagem é fonte de alegria: «Manifestei-vos estas coisas, para que esteja em vós a minha alegria, e a vossa alegria seja completa» (Jo 15, 11). A nossa alegria cristã brota da fonte do seu coração transbordante.”

Nem sempre focamos em nossa própria alegria e em como, mesmo em meio a um grande sofrimento, podemos possuir a paz e a alegria do amor de Deus. Jesus, na cruz, era a pessoa mais alegre do mundo!

Nossa alegria nem sempre precisa se refletir em uma atitude borbulhante que possa parecer superficial, mas deve estar na raiz de nossa fé, sabendo que essa alegria prenuncia a alegria que virá.

O Papa Francisco também comentou, em sua exortação, que nosso mundo moderno frequentemente rouba nossa alegria:

“Às vezes, somos tentados a encontrar desculpas e reclamar, agindo como se só pudéssemos ser felizes se mil condições fossem atendidas. Até certo ponto, isso ocorre porque nossa “sociedade tecnológica conseguiu multiplicar ocasiões de prazer, mas achou muito difícil gerar alegria”. Posso dizer que as mais belas e naturais expressões de alegria que vi em minha vida estavam em pessoas pobres que tinham pouco a que se apegar. Penso também na verdadeira alegria demonstrada por outros que, mesmo em meio a obrigações profissionais prementes, foram capazes de preservar, em desapego e simplicidade, um coração cheio de fé. À sua maneira, todos esses exemplos de alegria fluem do infinito amor de Deus, que se revelou para nós em Jesus Cristo.”

Que nunca percamos a nossa alegria, pois os outros serão atraídos para mais perto do Evangelho através do viver alegre da nossa fé.

Festa de Natal do Centro Social Paroquial de Algueirão - Mem Martins Mercês

Na sequência do nosso compromisso na prevenção do isolamento e da solidão vivida pelos idosos da nossa Freguesia, convidamos a comunidade a estar presente na nossa Festa de Natal programada para dia 20 de Dezembro de 2019, pelas 17h45 no salão da nossa Sede.


Que presente você vai oferecer a Jesus neste Natal?

Jesus não precisa de ouro, incenso ou mirra…

Enquanto passamos muito tempo pensando nos presentes que daremos à família e aos amigos no dia de Natal, com que frequência pensamos nos presentes que daremos a Jesus?
São João Crisóstomo, um bispo do século IV, fez uma série de homilias sobre o nascimento de Jesus e explicou à sua congregação quais presentes eles deveriam levar a Jesus no dia de Natal. Na época, o nascimento de Jesus não era amplamente celebrado. Por isso, ele explicou algumas das razões pelas quais os fiéis deveriam comparecer à Missa naquele dia:

Portanto, neste dia, peço que deixem suas casas com zelo e entusiasmo, e estejam aqui presentes, para que juntos possamos ver nosso Senhor envolto em panos, deitado na manjedoura. Que qperdão pode haver para nós, se não viermos de nossas casas para procurá-Lo, que por nossa causa desceu do céu?

Os magos, embora fossem estrangeiros, se apressaram da Pérsia, para que pudessem contemplar o Salvador deitado na manjedoura. E nós, cristãos, não devemos suportar uma distância tão curta para o desfrute dessa vista abençoada? Pois se nos aproximarmos com fé, certamente o veremos deitado em uma manjedoura. Sua mesa sagrada suprirá o lugar de uma manjedoura. Pois espalhará o corpo de nosso Senhor, não envolto em panos como então, mas por todos os lados cercados por seu Espírito Santo. Aproxime-se, então, e faça a oferta de teus presentes, não como os apresentados pelos magos, mas presentes infinitamente mais preciosos.

Eles trouxeram ouro; traga temperança e virtude. Eles ofereceram incenso; ofereça a oração de um coração puro, que é incenso espiritual. Eles apresentaram mirra; apresente humildade, mansidão e caridade. Se você se aproximar com esses dons, poderá participar com muita confiança da Santa Ceia.

Naquele contexto, Crisóstomo estava incentivando sua congregação a trazer esses presentes quando eles se aproximavam do altar para receber a Santa Comunhão. Esse continua sendo o momento perfeito para oferecer a Jesus os nossos presentes de Natal.


Ao prepararmos o coração para o nascimento de Cristo, meditemos em quais presentes podemos levar a Jesus na Missa no dia de Natal e em quais virtudes podemos trabalhar.

Jesus não precisa de ouro, incenso e mirra, mas deseja um coração puro e virtuoso para nós.

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 18 – Féria do Advento

Jer 23, 5-8 / Slm 71 (72), 2.12-13.18-19 / Mt 1, 18-25

Nascerá a justiça e a paz para sempre. (Refrão do Salmo)

Este é um salmo messiânico, quer dizer, anuncia uma época em que reinará alguém que trará uma felicidade sobrenatural. Nós todos caminhamos para essa época, que é o fim dos tempos, em que reinará Cristo sobre todos nós. Até lá, cada um de nós vai dando a sua contribuição para a felicidade que um dia todos vamos gozar. Porque aos poucos (ou repentinamente) cada um vai desenvolvendo a maneira de ser mais feliz, mais realizado na Terra. O leitor reze por isso.

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Papa celebra 83.º aniversário após ano-maratona do pontificado - Parabéns

Cidade do Vaticano, 17 dez 2019 (Ecclesia) – O Papa celebra hoje o seu 83.º aniversário, depois de um ano de pontificado em que bateu o recorde de viagens internacionais, num total de sete visitas, que o levaram a 11 países.

Jorge Mario Bergoglio nasceu em Buenos Aires, capital da Argentina, a 17 de dezembro de 1936; filho de emigrantes italianos, trabalhou como técnico químico antes de se decidir pelo sacerdócio, no seio da Companhia de Jesus, licenciando-se em filosofia e teologia.

Ordenado padre a 13 de dezembro de 1969, foi responsável pela formação dos novos jesuítas e depois provincial dos religiosos na Argentina (1973-1979).

João Paulo II nomeou-o bispo auxiliar de Buenos Aires em 1992 e foi ordenado bispo a 27 de junho desse ano, assumindo a liderança da diocese a 28 de fevereiro de 1998, após a morte do cardeal Antonio Quarracino.

O primaz da Argentina seria criado cardeal pelo Papa polaco a 21 de fevereiro de 2001, ano no qual foi relator da 10ª assembleia do Sínodo dos Bispos.

Tem como lema ‘Miserando atque eligendo’, frase que evoca uma passagem do Evangelho segundo São Mateus: “Olhou-o com misericórdia e escolheu-o.”

O cardeal Jorge Mario Bergoglio seria eleito como sucessor de Bento XVI a 13 de março de 2013, após a renúncia do agora Papa emérito, assumindo o inédito nome de Francisco; é o primeiro Papa jesuíta na história da Igreja e também o primeiro pontífice sul-americano.

Para assinalar o 83.º aniversário de Jorge Mario Bergoglio, estreia na Itália o filme “O nosso Papa”, dirigido por Marco Spagnoli e Tiziana Lupi, inspirado no livro homónimo de Lupi que relata a vida de Francisco, desde a infância.

No último dia 13, o Papa celebrou 50 anos de ordenação sacerdotal.

O Papa fez até hoje 32 viagens internacionais, nas quais visitou 49 países, passando pelo Brasil, Jordânia, Israel, Palestina, Coreia do Sul, Turquia, Sri Lanka, Filipinas, Equador, Bolívia, Paraguai, Cuba, Estados Unidos da América, Quénia, Uganda, República Centro-Africana, México, Arménia, Polónia, Geórgia, Azerbaijão, Suécia, Egito, Portugal, Colômbia, Mianmar, Bangladesh, Chile, Perú, Bélgica, Irlanda, Lituânia, Estónia, Letónia, Panamá, Emirados Árabes Unidos, Marrocos, Bulgária, Macedónia do Norte, Roménia, Moçambique, Madagáscar, Maurícia, Tailândia e Japão; as cidades de Estrasburgo (França), onde esteve no Parlamento Europeu e o Conselho da Europa, Tirana (Albânia), Sarajevo (Bósnia-Herzegovina) e Lesbos (Grécia).

Entre os principais documentos do atual pontificado estão as encíclicas ‘Laudato si’, dedicada a questões ecológicas, a ‘Lumen Fidei’ (A luz da Fé), que recolhe reflexões de Bento XVI, e as exortações apostólicas ‘Evangelii Gaudium’ (A alegria do Evangelho), ‘Amores Laetitia’ (A alegria do amor), “Gaudate et Exsultate” (sobre o chamamento à santidade no mundo atual) e “Christus Vivit”, dedicado aos jovens

Durante o seu pontificado, Francisco promoveu o Sínodo sobre a Família, em duas sessões (2014 e 2015), com consultas alargadas às comunidades católicas; o Sínodo sobre “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”, que contou com um a reunião pré-sinodal composta por quatro centenas de jovens de todo o mundo (2018); e o Sínodo especial para a Amazónia, no último mês de outubro.

O Papa promoveu ainda um Jubileu da Misericórdia (dezembro 2015-novembro 2016), terceiro ano santo extraordinário na história da Igreja Católica, durante o qual canonizou Madre Teresa de Calcutá, e um Ano da Vida Consagrada.

OC



MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 17 – Féria do Advento

Gen 49, 2.8-10 / Slm 71 (72), 2.3-4ab.7-8.17 / Mt 1, 1-17

Ele fará justiça aos humildes… (Salmo)

Mas também gosta dos ricos de boa vontade. É preciso é ter boa vontade e um coração aberto. Jesus chama-nos a atenção para que os ricos (seja de que maneira for) têm muita capacidade de opressão e de exploração. Até nos fala daquele mais pobre que não perdoou uma dívida pequena e a quem o rei tinha perdoado uma dívida muito grande (Mt 18, 21ss). É rico quem tem alguma vantagem sobre outrem. Nunca nos podemos aproveitar dela. Temos de proceder sempre com caridade. O leitor peça essa graça.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 16 – Semana III do Advento

Num 24, 2-7.15-17a / Slm 24 (25), 4bc-5ab.6-7bc.8-9 / Mt 21, 23-27

Eu vejo, mas não é para agora; eu contemplo, mas não de perto. (1ª Leit.)

Será que vamos ver Deus? Temos o hábito (eu tinha, até há algum tempo) de ver Deus Pai como um velhinho de barbas, porque entendemos que Deus é Pai e é uma pessoa. Mas eu acho que temos de estar preparados para comunicar com Deus sem Ele ter um corpo parecido com o nosso. Vamos contemplar Deus? Sem dúvida. Uma pessoa como nós? De certeza que não. 

domingo, 15 de dezembro de 2019

Destaques da semana

- TERÇA-FEIRA: Confissões aos doentes e idosos das Azenhas do Mar a partir das 15h00.
- QUARTA-FEIRA: Adoração ao SS.mo Sacramento e Confissões em Almoçageme às 10h00. 
- QUINTA-FEIRA: Confissões aos doentes e idosos de Colares às 10h30. Adoração ao SS.mo Sacramento na Ulgueira às 15h00.
- SEXTA-FEIRA: Confissões aos doentes e idosos da Praia das Maçãs a partir das 10h30. Confissões de preparação para o Natal, na Igreja de Colares a partir das 20h30

Quinta-feira, 19 de Dezembro

Igreja da Ulgueira às 15h00
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Quarta-feira, 18 de Dezembro

e Confissões na Igreja de Almoçageme às 10h00
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