quarta-feira, 5 de agosto de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 5 – Semana XVIII do Tempo Comum

Jer 31, 1-7 / Jer 31, 10.11-12ab.13 / Mt 15, 21-28

Não fui enviado senão às ovelhas perdidas. (Evangelho)

Imaginemos que Deus tinha sido inventado por nós, à maneira dos reis terrenos, dos quais só se aproximam os grandes deste mundo ou as multidões. Tínhamos um Deus amigo dos cumpridores e que punha todos os outros no inferno. Pelo contrário. Temos um Deus que veio à terra – que Se humanizou – para resgatar os «perdidos», para que os perdidos se encontrem n’Ele. Hoje o leitor agradeça a Deus esta maravilha.

terça-feira, 4 de agosto de 2020

DIA DE ORAÇÃO PELOS CRISTÃOS PERSEGUIDOS

 
Há seis anos, em Agosto de 2014, houve um ataque de enorme magnitude contra os Cristãos do Iraque. Por causa disso, e porque há datas que não podem cair no esquecimento, a Fundação AIS convoca os Portugueses, uma vez mais, para rezarem pelos Cristãos perseguidos.

Não deixar cair no esquecimento é o propósito principal da proposta de oração pelos Cristãos perseguidos para a próxima quinta-feira, dia 6 de Agosto. Nessa data, há precisamente seis anos, milhares de cristãos foram forçados a fugir, quando as terras onde sempre viveram, as suas aldeias e vilas na Planície de Nínive, no Iraque, foram invadidas pelo Daesh, os jihadistas do auto-proclamado Estado Islâmico.

Essa data, poderosamente simbólica, passou a ser assinalada como “Dia de Oração pelos Cristãos perseguidos”. Este ano, por causa da pandemia do coronavírus não vamos organizar nenhuma acção em concreto, mas isso não significa que não recordemos os Cristãos perseguidos, que não rezemos por eles. Por isso, a Fundação AIS lança o desafio a todos os Portugueses para lembrarem, num momento de oração, todos os que foram e são perseguidos por causa da sua fé.

D. Louis Raphael Sako, Patriarca dos Cristãos Católicos Caldeus, escreveu esta pequena oração que se tornou também a nossa oração pelos Cristãos perseguidos:
Senhor Jesus Cristo,
Vós nos ensinaste a rezar ao Pai em Vosso nome, e nos assegurastes que tudo o que pedíssemos, nós receberíamos.

Por isso, nos dirigimos a Vós com total confiança, pedindo a graça e a força de perseverar nesta tempestade, para alcançar a paz e a segurança, antes que seja tarde demais.

Esta é a nossa oração e, embora pareça impossível para nós, confiamos a vós a nossa sobrevivência e nosso futuro.

Ajuda-nos, Pai,
Em nome do Teu Filho crucificado e ressuscitado, Jesus, para continuarmos a trabalhar juntos; para sermos livres, responsáveis e amorosos; para encontrarmos a vossa vontade e fazê-la com alegria, zelo e coragem.

Em Canã, a Mãe de Jesus foi a primeira a reparar que não havia vinho. Por intercessão de Maria, pedimos-Te, Pai, para mudar a nossa situação - como vosso filho transformou a água em vinho - da morte para a vida.
Ámen

(Cardeal Patriarca Caldeu Louis Raphael Sako, Bagdade, Iraque)
Aponte na sua agenda: Dia 6 de Agosto, lembre-se dos Cristãos perseguidos. Reze por eles. Reze em casa, em família, na paróquia, no seu movimento. Reze.  Os Cristãos perseguidos não podem ser esquecidos.

Hoje 4 de Agosto - Santa Missa em Colares às 19h00


segunda-feira, 3 de agosto de 2020

📢 Mensagem do Prior 📢

MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 3 – Semana XVIII do Tempo Comum

Jer 28, 1-17 / Slm 118 (119), 29.43.79-80.95.102 / Mt 14, 22-36

Logo que a despediu [a multidão], subiu a um monte, para orar a sós. (Evangelho)

Jesus devia ter uma oração magnífica. Isto suponho eu, pois se os místicos têm êxtases imensos, quanto mais Jesus… Nós – mortais comuns – podemos ter uma oração consolada ou não. Às vezes, a nossa oração perde o sabor. Não nos «apetece» rezar. Algumas pessoas acham que é uma tentação do demónio. O que é, sem dúvida, é uma provação de Deus. É Deus a perguntar-nos: «Manténs o relacionamento comigo mesmo sem gosto?» É um relacionamento que põe a nossa fé à prova.

domingo, 2 de agosto de 2020

Frei Mateus Peres: Fé e cultura do gentil tecedor de mediações

«É uma pena se, para lá do círculo da família « dominicana, ficar por assinalar a partida dessa notável figura que foi, no Portugal contemporâneo, frei Mateus Peres, O.P.»: é com estas palavras que o cardeal Tolentino Mendonça evoca hoje o religioso português falecido, aos 87 anos, na segunda-feira. «Muitos recordarão a figura de frei Mateus Peres por outras razões. A mim, confesso, o seu legado foi a gentileza. Ele mostrou-me o que significa ser sempre gentil; como se pode e deve defender um quinhão de alegria no meio das turbulências; o valor dessa pureza de coração que se traduz em hospitalidade incondicional à vida e em prática fraterna efetiva.»

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 2 – Domingo XVIII do Tempo Comum – Ano A

Is 55, 1-3 / Slm 144 (145), 8-9.15-18 / Rom 8, 35.37-39 / Mt 14, 13-21

O profeta Isaías fala a partir da situação do povo de Israel exilado na Babilónia, onde já se encontra há mais de 50 anos, depois da destruição de Jerusalém. Muitos israelitas desistiram de lutar e regressar à sua terra e acomodaram-se a viver desterrados. Isaías anima o seu povo a não desistir de confiar no Deus da aliança, que os fará regressar ao seu país e saciará a sua fome com saborosos manjares. Quem está do lado de Deus cultiva sempre uma esperança que o ajuda a vencer todas as dificuldades.

O desafio que nos faz São Paulo é próprio de quem tem uma confiança inabalável em Deus. Só Deus é omnipotente e não, de modo algum, as dificuldades que poderemos ter de enfrentar. São Paulo enumera sete que experimentou na sua vida: «a tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo, a espada». Cada um de nós poderá fazer a sua lista, incluindo a atual pandemia. Recordo uma afirmação, cheia de fé, que uma vez li: «Não digas a Deus que tens um grande problema; diz ao problema que tens um grande Deus».

Deus é perito em compaixão, sabe sofrer com os que sofrem e procura dar-lhes o justo remédio: Jesus, «ao desembarcar, viu uma grande multidão e, cheio de compaixão, curou os seus doentes». Os apóstolos, perante uma multidão esfomeada, em hora tardia, apresentaram a Jesus a solução de quem fecha os olhos para o problema: «Manda embora esta gente». Mas Jesus Cristo chama-os à responsabilidade: «Não precisam de ir embora; dai-lhes vós de comer». E a partir do pouco que havia, «cinco pães e dois peixes», fez o milagre da multiplicação e a multidão ficou saciada.

Precisamos de imitar a desmedida compaixão do coração de Jesus. Compaixão que não é uma comoção vazia e sem consequências, mas encarna em gestos práticos de amor e serviço. Se ousarmos dividir o pouco que temos, Deus fará o resto, e não haverá fome de pão e de amor solidário.

sábado, 1 de agosto de 2020


Intenções de S. S. o Papa Francisco para o mês de Agosto

Intenção

O mundo do mar (Universal)

Rezemos por todas as pessoas que trabalham e vivem do mar, entre elas os marinheiros, os pescadores e suas famílias.

Reflexão

Este ano de 2020 celebram-se os 100 anos do Apostolado do Mar, que está integrado, a nível da organização da Santa Sé, no Dicastério para a Promoção Humana Integral. É por isso que, neste mês de agosto, o Santo Padre dirige o olhar e o coração da Igreja para aqueles que vivem do mar.

O mar sugere-nos, ao menos nos países que têm praia, tempo de férias, lazer, descanso, beleza e contemplação. Porém, para muitas pessoas, o mar é o lugar da sua subsistência, lugar de lutas e perigos. Muitos países têm o mar como a principal fonte da sua economia e constitui-se como o sustento de muitas famílias.

Pensemos nas pessoas que vivem do mar: os pescadores, os marinheiros, os que trabalham em cruzeiros de viagem, militares, etc. Muitas vezes, para além do perigo que o mar representa, sobretudo quando as condições de segurança são precárias, estas pessoas vivem dias e semanas longe dos seus, na incerteza do fruto do seu trabalho. É também comum que muita desta atividade seja propícia a abusos, a nível laboral e de condições de trabalho. Para que os alimentos e os bens do mar cheguem até nós, foi preciso que estes tivessem passado por muito esforço e em condições que desconhecemos.

Também sabemos como são importantes os laços e os tempos em família. A ausência de casa, por períodos sucessivos e regulares, é uma constante nestas famílias e não é, certamente, isenta de dificuldades de tipo afetivo, de fortalecimento dos vínculos e até de harmonia. Infelizmente, sabemos que muitas comunidades piscatórias são também lugares de muita precariedade social e pobreza.

Esta intenção pode ajudar-nos a recordar o que está por trás daquilo que chega até nós e a promover, na medida do possível, estas pessoas e a dignidade do seu trabalho. Para isso, felizmente, existem instituições que procuram proteger e lutar pelos direitos destes trabalhadores, as quais podemos conhecer e apoiar. Que a nossa oração e a gratidão de coração ajudem a todos a sentirem-se nossos irmãos e irmãs.

Oração

Senhor Jesus,
Tu que chamaste alguns pescadores
para serem teus discípulos,
nós te damos graças por continuares a olhar com amor
para aqueles que têm no mar o seu sustento.
Toca o nosso coração para podermos estar atentos
às necessidades destes nossos irmãos e irmãs e das suas famílias.
Torna-nos sensíveis à realidade em que vivem
e envia o teu Espírito sobre aqueles que podem dar-lhes
melhores condições para um trabalho digno e seguro.
Ampara-os e protege-os nas suas dificuldades,
assim como as suas famílias,
para que em nós encontrem sustento e ajuda.
Pai-Nosso...

Desafios

- Às refeições, agradecer pessoalmente, em família ou em comunidade por todos os que trabalham para que o alimento chegue às nossas mesas, vendo neles o rosto do amor de Deus por nós.

- Procurar conhecer mais sobre as condições de trabalho e a realidade das pessoas que vivem do mar, as suas famílias, e despertar a sensibilidade para os problemas e desafios que enfrentam.

- Conhecer instituições que ajudam as comunidades piscatórias nas suas dificuldades e no reconhecimento da dignidade do seu trabalho e colaborar, na medida do possível, com estas instituições.

Incêndios: D. Rui Valério fala em cenário de «destruição» e «desertificação» que se repete a cada verão

Bispo das Forças Armadas e de Segurança enviou mensagem de encorajamento a quem está na frente de combate ao fogo
Lisboa, 31 jul 2020 (Ecclesia) – O bispo das Forças Armadas e de Segurança enviou uma mensagem de encorajamento a todos os envolvidos no combate aos incêndios, lamentando o cenário de destruição e “desertificação” que se repete no país, a cada verão.

“Em Portugal, o verão tornou-se sinónimo de incêndios. Um flagelo que se tem traduzido em destruição, desolação, morte, desespero, abandono, desertificação… Quando a floresta arde, também a alma dos homens se queima”, escreve D. Rui Valério, num texto enviado hoje à Agência ECCLESIA.

O responsável católico evoca a experiência de quem já perdeu os seus haveres, num momento que deixa marcas profundas para o futuro.

“A pobreza, a incerteza do amanhã, o desemprego, tudo escava sulcos de desconfiança nas almas. Trata-se, na verdade, de uma tragédia que mina diretamente a essência do ser humano”, refere.

O prelado sublinha que o trabalho no âmbito do combate aos incêndios tem “sempre uma relevância humanista”.

Como o destino das florestas, dos campos e de tudo o mais que possa ser dizimado pelas chamas tem ligações profundas com as pessoas, as quais se ressentem com a sua destruição, também o que for feito em prol das populações tem o efeito de um recomeço. É a fonte da esperança.

O responsável pelo Ordinariato Castrense destaca que as Forças Armadas e Forças de Segurança, “com a sua presença e ação no terreno, têm sido obreiras de renascimentos e arautos dessa esperança”.

“Caros Militares e Elementos das Forças de Segurança, com esta mensagem, tão breve quanto sentida, venho agradecer a vossa dedicação em defender Portugal. As palavras, embora insuficientes, exprimem a nossa gratidão e o nosso apreço, num ato de sincera retribuição, pelo vosso zelo em proteger o nosso país”, acrescenta.

D. Rui Valério manifesta uma “sincera admiração” pela entrega de quem está na linha da frente do combate ao fogo, colocando em risco a própria vida, e pelas suas famílias.

“A vossa atuação cria nas pessoas um profundo sentimento de segurança. E sobre esse sentimento, as pessoas constroem uma confiança sólida e uma esperança elevada. E vós, no meio da desolação, sóis um oásis para o renascimento”, escreve.

A mensagem conclui-se com uma oração, para que “o flagelo do incêndio nunca se revele uma certidão de óbito para ninguém”.

OC

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 1 – Santo Afonso Maria de Ligório (Memória) / 1º Sábado

Jer 26, 11-16.24 / Slm 68 (69), 15-16.30-31.33-34 / Mt 14, 1-12

Embora quisesse dar-Lhe a morte, tinha receio da multidão. (Evangelho)

O receio de que outro proteste pode inibir-nos de pôr pé em ramo verde, o que é bom, mas noutras alturas pode acobardar-nos de tomarmos uma atitude vertical. Um exemplo muito prático é a defesa dos valores cristãos, defesa essa que pode ser necessária quando menos se espera. Por exemplo, imagine o leitor que faz parte de uma comissão que, em tempos de COVID-19, quer restringir o acesso dos idosos aos cuidados hospitalares… (Ninguém estava à espera que a COVID-19 aparecesse e eis senão quando ela surge…)