sábado, 30 de junho de 2018

Respostas da Bíblia para consolar quem perdeu um ente querido


Para ler com a Bíblia em mãos, buscando esperança, conforto e paz diretamente na Palavra de Deus


Quando uma pessoa querida falece, somos invadidos por um sentimento de solidão e desconcerto. Ao pensar que algum dia vamos experimentar a morte, podemos também perder a paz.

Muitas perguntas vêm à nossa mente: o que acontece com os que morrem? Será que tudo vai acabar quando a pessoa morrer? Há algo nosso que sobrevive a este desenlace tão dramático? Voltaremos a nos reunir com aqueles a quem amamos? Que relação podemos ter com aqueles que estão ausentes fisicamente porque morreram?

Pois bem, a Bíblia, que contém a Palavra de Deus, nos dá repostas cheias de esperança. Apresentamos algumas reflexões a seguir e, no final, uma lista de versículos reconfortantes para quem está em luto:  Ler mais

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 30 – SEMANA XII DO TEMPO COMUM

Lam 2, 2.10-14.18-19 / Slm 73 (74), 1-5a.5b-7.20-21 / Mt 8, 5-17

Sentados por terra, silenciosos. (1ª Leit.)

O texto da primeira leitura de hoje é um texto lindíssimo. Mas se nos lembramos de Ghouta (na Síria), o texto passa a causar calafrios. E lá, como no texto, Deus permanece silencioso, quase ausente. Assim é, também, quando nos sentimos desesperados e sozinhos. Mas o texto diz: «derrama o teu coração como água na presença do Senhor». Derramemos o nosso coração como água na presença do Senhor pela paz na Síria.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

CONSISTÓRIO ORDINÁRIO PÚBLICO PARA A CRIAÇÃO DE NOVOS CARDEAIS

HOMILIA DO PAPA FRANCISCO

Basílica Vaticana
Quinta-feira, 28 de junho de 2018

«Iam a caminho, subindo para Jerusalém, e Jesus seguia à frente[1] deles» (Mc 10, 32). O início desta passagem paradigmática de Marcos sempre nos ajuda a ver como o Senhor cuida do seu povo com uma pedagogia incomparável. No caminho para Jerusalém, Jesus não Se esquece de preceder os seus.

Jerusalém representa a hora das grandes resoluções e decisões. Todos sabemos que, na vida, os momentos importantes e cruciais deixam falar o coração e manifestam as intenções e as tensões que vivem em nós. Tais encruzilhadas da existência interpelam-nos e fazem surgir questões e desejos nem sempre transparentes do coração humano; é o que nos mostra, com grande simplicidade e realismo, o texto do Evangelho que acabamos de ouvir. Em contraponto ao terceiro e mais duro anúncio da Paixão, o Evangelista não teme desvendar alguns segredos do coração dos discípulos: busca dos primeiros lugares, ciúmes, invejas, intrigas, ajustes e acordos; esta lógica não só desgasta e corrói a partir de dentro as relações entre eles, mas ainda os fecha e envolve em discussões inúteis e de pouca importância. Entretanto Jesus não Se detém nisso, mas continua para diante, precede-os e diz-lhes vigorosamente: «Não deve ser assim entre vós. Quem quiser ser grande entre vós, faça-se vosso servo» (Mc 10, 43). Com este comportamento, o Senhor procura centrar de novo o olhar e o coração dos seus discípulos, não permitindo que discussões estéreis e autorreferenciais tenham espaço na comunidade. Que adianta ganhar o mundo inteiro, se se fica corroído por dentro? Que adianta ganhar o mundo inteiro, se todos vivem prisioneiros de asfixiantes intrigas que secam e tornam estéril o coração e a missão? Nesta situação – como alguém observou –, poder-se-iam já vislumbrar as intrigas de palácio, mesmo nas cúrias eclesiásticas.

«Não deve ser assim entre vós»: é a resposta do Senhor, que constitui primariamente um convite e uma aposta para recuperar o que há de melhor nos discípulos e, assim, não se deixarem arruinar e prender por lógicas mundanas que afastam o olhar daquilo que é importante. «Não deve ser assim entre vós»: é a voz do Senhor que salva a comunidade de se fixar demasiado em si mesma, em vez de dirigir o olhar, os recursos, as expectativas e o coração para o que conta, a missão.

Deste modo, Jesus ensina-nos que a conversão, a transformação do coração e a reforma da Igreja são feitas, e sempre o devem ser, em chave missionária, pois pressupõem que se deixe de olhar e cuidar dos interesses próprios para olhar e cuidar dos interesses do Pai. A conversão dos nossos pecados, dos nossos egoísmos não é nem será jamais um fim em si mesma, mas visa principalmente crescer em fidelidade e disponibilidade para abraçar a missão; e isto de tal maneira que na hora da verdade, especialmente nos momentos difíceis dos nossos irmãos, estejamos claramente dispostos e disponíveis para acompanhar e acolher a todos e cada um e não nos transformemos em ótimos repelentes por termos vistas curtas[2] ou, pior ainda, por estarmos pensando e discutindo entre nós quem será o mais importante. Quando nos esquecemos da missão, quando perdemos de vista o rosto concreto dos irmãos, a nossa vida fecha-se na busca dos próprios interesses e seguranças. E, assim, começam a crescer o ressentimento, a tristeza e a aversão. Pouco a pouco diminui o espaço para os outros, para a comunidade eclesial, para os pobres, para escutar a voz do Senhor. Deste modo perde-se a alegria, e o coração acaba na aridez (cf. Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 2).

«Não deve ser assim entre vós – diz o Senhor – (…) e quem quiser ser o primeiro entre vós, faça-se o servo de todos» (Mc 10, 43.44). É a bem-aventurança e o magnificat que somos chamados a entoar todos os dias. É o convite que o Senhor nos faz, para não esquecermos que a autoridade na Igreja cresce com esta capacidade de promover a dignidade do outro, ungir o outro, para curar as suas feridas e a sua esperança tantas vezes ofendida. É lembrar que estamos aqui porque fomos enviados para «anunciar a Boa-Nova aos pobres, proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos, a recuperação da vista; para mandar em liberdade os oprimidos, para proclamar um ano favorável da parte do Senhor» (Lc 4, 18-19).

Amados irmãos Cardeais e neo-Cardeais! Estando nós na estrada para Jerusalém, o Senhor caminha à nossa frente para nos lembrar uma vez mais que a única autoridade crível é a que nasce de se colocar aos pés dos outros para servir a Cristo. É a que deriva de não esquecer que Jesus, antes de inclinar a cabeça na cruz, não teve medo de Se inclinar diante dos discípulos e lavar-lhes os pés. Esta é a mais alta condecoração que podemos obter, a maior promoção que nos pode ser dada: servir Cristo no povo fiel de Deus, no faminto, no esquecido, no recluso, no doente, no toxicodependente, no abandonado, em pessoas concretas com as suas histórias e esperanças, com os seus anseios e deceções, com os seus sofrimentos e feridas. Só assim a autoridade do pastor terá o sabor do Evangelho e não será «como um bronze que soa ou um címbalo que retine» (1 Cor 13, 1). Nenhum de nós se deve sentir «superior» a outrem. Nenhum de nós deve olhar os outros de cima para baixo; só podemos olhar assim uma pessoa, quando a ajudamos a levantar-se.

Gostava de recordar convosco uma parte do testamento espiritual de São João XXIII que, já adiantado no caminho, pôde dizer: «Nascido pobre, mas de gente honrada e humilde, sinto-me particularmente feliz por morrer pobre, tendo distribuído, segundo as várias exigências e circunstâncias da minha vida simples e modesta ao serviço dos pobres e da Santa Igreja que me alimentou, tudo o que me chegou às mãos – em medida, aliás, muito limitada – durante os anos do meu sacerdócio e do meu episcopado. Aparências de fartura encobriram, muitas vezes, espinhos ocultos de aflitiva pobreza que me impediram de dar sempre com toda a largueza que gostaria. Agradeço a Deus por esta graça da pobreza, de que fiz voto na minha juventude, pobreza de espírito, como Padre do Sagrado Coração, e pobreza real; e por me sustentar para nunca pedir nada, nem lugares, nem dinheiro, nem favores, nunca, nem para mim nem para os meus parentes ou amigos» (29 de junho de 1954).

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 29 – S. Pedro e S. Paulo, Apóstolos (Solenidade)

At 12, 1-11 / Slm 33 (34), 2-9 / 2 Tm 4, 6-8.17-18 / Mt 16, 13-19

Tudo o que ligares na terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos Céus. (Evang.)

A partir deste momento, pela ação de Jesus, Pedro passou a poder dizer que uma ou outra pessoa estava desligada de Deus, se bem que essa pessoa possa – no seu interior – não pensar isso. Pedro passou a ter um poder objetivo que até aí nenhuma figura da hierarquia religiosa tinha. Hoje, rezemos para que os sacerdotes confessem inspirados pelo Espírito Santo.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 28 – Santo Ireneu (Memória)

Caiu a chuva, vieram as torrentes e sopraram os ventos (…) ela desmoronou-se. (Evang.)

Se tivéssemos construído uma casa sobre a rocha, ela não se desmoronava e ajudávamos as outras casas construídas sobre a rocha. (Edificávamos, puxávamos para cima.) Enquanto uma casa construída sobre a areia se esboroa e «puxa para baixo». O nosso sucesso ou insucesso espiritual tem repercussão nos outros. Temos o dever de edificar, ajudar a construir, dar a mão. Estar atentos. Rezemos.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

QUINTA-FEIRA 28 de Junho - Adoração ao SS.mo Sacramento nas Azenhas do Mar às 21h00.

Os ‘tesouros’ das catedrais em exposição

É uma exposição que reúne, no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, as peças mais emblemáticas das catedrais de todo o país. Inaugurada no passado dia 26 de junho, a mostra ‘Na Rota das Catedrais: construções [d]e identidades’ é uma iniciativa da Direção Geral do Património Cultural e do Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja, inserida no projeto ‘Rota das Catedrais’, e expõe 113 peças, provenientes de catedrais e igrejas de Portugal continental, Madeira e Açores. Os objetos expostos vão do mobiliário à ourivesaria, passando pela pintura, matéria têxtil, escultura, peças ligadas à prática litúrgica, livros antigos e partituras musicais.
Presente na inauguração, o Cardeal-Patriarca de Lisboa sublinhou o significado destes monumentos: memória viva, a junção de culto e cultura. D. Manuel Clemente convidou, ainda, todos a visitar a exposição no Palácio da Ajuda, que vai ficar patente até 30 de setembro. Já a diretora geral do Património Cultural, Paula Silva, considerou que as catedrais portuguesas têm um “conjunto de peças notáveis e um acervo artístico enorme”.

Papa: por que o egoísta é incapaz de progredir

“Deus jamais pede sem dar antes. Primeiro salva, depois pede. Assim é o nosso Pai”, disse Francisco

O Papa Francisco explicou hoje que o egoísmo impede uma pessoa de progredir porque faz com que ela sempre volte a si mesma.

O Papa falava a cerca de 15 mil fiéis que enfrentaram o calor do verão romano para participar da Audiência Geral na Praça S. Pedro.

A primeira etapa da Audiência foi na Sala Paulo VI, onde os doentes foram acomodados justamente devido ao sol e ali puderam saudar o Pontífice. “O Senhor reserva um lugar especial no seu coração para quem apresenta qualquer tipo de deficiência e assim é para o Sucessor de São Pedro”, disse o Papa.

Já na Praça, Francisco deu continuidade ao ciclo sobre os Mandamentos, falando do texto inicial do Decálogo. Os Dez Mandamentos começam com a seguinte frase: “Eu sou o Senhor teu Deus, que te fiz sair do Egito, da casa da servidão” (Ex, 20,2).

O Decálogo, explicou o Papa, começa com a generosidade de Deus. “Deus jamais pede sem dar antes. Primeiro salva, depois pede. Assim é o nosso Pai”, afirmou.

“Eu sou o Senhor teu Deus.” Há um possessivo, uma relação. Deus não é um estranho: é o teu Deus. Isso ilumina todo o Decálogo e revela também o segredo do agir cristão, porque é a mesma atitude de Jesus, que diz: “Assim como o Pai me amou, também eu vos amei” (Gv 15,9). Ele não parte de si, mas do Pai.

“Nossas obras podem ser uma falência quando partimos de nós mesmos e não da gratidão. E quem parte de si mesmo….chega a si mesmo! É incapaz de progredir, volta para si, é uma atitude egoísta.”

Antes de tudo, prosseguiu Francisco, a vida cristã é a resposta grata a um Pai generoso. Os cristãos que somente seguem “deveres” mostram que não têm uma experiência pessoal daquele Deus que é “nosso”. O fundamento deste dever é o amor de Deus Pai, que antes dá e depois manda. Colocar a lei antes da relação não ajuda o caminho de fé.

“Como um jovem pode desejar ser cristão se o ponto de partida são obrigações, empenhos, coerência e não a libertação?”, questionou o Papa. Ser cristão é um caminho de libertação e os Mandamentos nos libertam do nosso egoísmo. A formação cristã não está baseada na força de vontade, mas no acolhimento da salvação. Primeiro salva no Mar Vermelho, depois liberta no Monte Sinai. A gratidão é um elemento característico do coração visitado pelo Espírito Santo, disse o Papa, propondo um “pequeno exercício em silêncio”.

“Quantas coisas belas Deus fez por mim? Em silêncio, cada um responda. Essa é a libertação de Deus!”

Todavia, pode acontecer que um cristão dentro de si encontre somente o sentido do dever, uma espiritualidade de servos e não de filhos. Neste caso, é preciso fazer como fez o povo eleito: devem clamar para que sejam socorridos.

A ação libertadora de Deus no início do Decálogo é a resposta a este clamor. Nós não nos salvamos sozinhos, mas de nós pode partir um pedido de ajuda. “Senhor, salve-me, indique-me o caminho, acaricie-me, dê-me um pouco de alegria.” Isso cabe a nós: pedir para sermos libertados.

O Papa então concluiu: “Deus não nos chamou à vida para permanecer oprimidos, mas para ser livres e viver na gratidão, obedecendo com alegria Àquele que nos deu tanto, infinitamente mais daquilo que jamais poderemos dar a Ele. Isso é belo. Que Deus seja abençoado por tudo aquilo que fez, faz e fará em nós.”

(Vatican News)

Papa Francisco nomeia novo Arcebispo para Arquidiocese de Évora

Dom Francisco José Senra Coelho  Foto: C E Portuguesa
Vaticano, 26 Jun. 18 / 12:30 pm (ACI).- Dom Francisco José Senra Coelho foi nomeado pelo Papa Francisco nesta terça-feira, 26 de junho, novo Arcebispo de Évora (Portugal), sucedendo Dom José Alves, que teve a renúncia por idade aceita pelo Pontífice.

Até então, Dom Francisco Senra era Bispo Auxiliar de Braga. Sua posse como Arcebispo de Évora está agendada para o dia 2 de setembro deste ano.

Dom Francisco José Villas-Boas Senra de Faria Coelho nasceu a 12 de março de 1961 em Maputo, Moçambique, sendo os pais naturais de Adães, concelho de Barcelos, na Arquidiocese de Braga.

Em Portugal, frequentou o Seminário Menor e o Curso de Filosofia na Arquidiocese de Braga. Em 1980, foi para o Seminário Maior de Évora, onde concluiu os estudos de Teologia, e foi ordenado sacerdote em 29 de junho de 1986.

É doutor em História pela Universidade Internacional de Phoenix (EUA), tendo como tema da tese a vida do Arcebispo de Évora, Dom Augusto Eduardo Nunes, no contexto da Primeira República em Portugal.

Em seu ministério sacerdotal, serviu como docente do Instituto Superior de Teologia de Évora, assistente religioso dos estúdios da Rádio Renascença e da Rádio Sim em Évora, assistente diocesano do Movimento da Mensagem de Fátima, da Associação dos Missionários de Cristo Sacerdote, do Movimento dos Cursos de Cristandade e membro do Conselho Presbiteral e do Cabido da Basílica Metropolitana de Évora, na qualidade de cônego capitular, assumindo as funções de tesoureiro-mor.

Em abril de 2014, foi nomeado pelo Papa Francisco Bispo Auxiliar de Braga, tendo recebido a ordenação episcopal em 29 de junho daquele ano. Seu lema episcopal é “Illum oportet crescere me autem minui” (Para que Ele cresça e eu diminua) (Jo 3, 30).

Na Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), atualmente, faz parte da Comissão Episcopal Laicado e Família.

Em nota assinada por seu secretário, Pe. Manuel Barbosa, a CEP invocou “as bênçãos do Senhor sobre D. Francisco Senra Coelho para que assuma esta nova missão como Pastor da Arquidiocese de Évora com a mesma dedicação pastoral com que tem exercido o seu ministério episcopal”.

Vaticano: Papa nomeia padre José Tolentino Mendonça como arquivista e bibliotecário da Santa Sé

Sacerdote madeirense foi nomeado arcebispo e vai tomar posse a 1 de setembro

Pe. José Tolentino Mendonça
Cidade do Vaticano, 16 jun 2018 (Ecclesia) – O Papa Francisco nomeou hoje o padre José Tolentino Mendonça, vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa, como arquivista e bibliotecário “da Santa Igreja Romana”, elevando-o à “dignidade” de arcebispo.

A tomada de posse está marcada para 1 de setembro, anuncia um comunicado da sala de imprensa da Santa Sé; simbolicamente, o futuro arcebispo recebeu a antiga sede episcopal de Suava, no norte de África.

O padre e poeta madeirense, vice-reitor da UCP, orientou este ano o retiro de Quaresma do Papa Francisco e seus mais diretos colaboradores, entre 18 e 23 de fevereiro em Ariccia, localidade nos arredores de Roma.

D. José Tolentino Mendonça nasceu em Machico (Arquipélago da Madeira) em 1965 e foi ordenado padre em 1990; é doutorado em Teologia Bíblica.

Biblista, investigador, poeta e ensaísta, Tolentino Mendonça foi condecorado com o grau de Comendador da Ordem de Sant’lago da Espada por Aníbal Cavaco Silva, presidente da República, em 2015.

O responsável português sucede no cargo de arquivista do Arquivo Secreto do Vaticano e bibliotecário da Biblioteca Apostólica o arcebispo Jean-Louis Bruguès.

O Arquivo Secreto do Vaticano conserva “os documentos relativos ao governo da Igreja, para antes de tudo estarem à disposição da Santa Sé e da Cúria no desempenho do próprio trabalho, e para que depois, por concessão pontifícia, possam representar para todos os estudiosos de história fontes de conhecimento, mesmo profano, daquelas regiões que há séculos estão intimamente ligadas com a vida da Igreja”.

A Biblioteca Apostólica do Vaticano apresenta-se como “instrumento da Igreja para o desenvolvimento, a conservação e a divulgação da cultura” e foi constituída pelos Papas, nas suas várias secções oferece “tesouros riquíssimos de ciência e de arte aos estudiosos que investigam a verdade”.

O novo arcebispo português, consultor do Conselho Pontifício da Cultura (Santa Sé) foi reitor do Pontifício Colégio Português, em Roma, e era diretor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa; foi ainda diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, da Igreja Católica em Portugal.

A nota biográfica divulgada hoje pelo Vaticano destaca os “numerosos volumes e artigos de âmbito teológico e exegético, além de várias obras poéticas”.

OC

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 27 – SEMANA XII DO TEMPO COMUM

2 Reis 22, 8-13; 23, 1-3 / Slm 118 (119), 33-37.40 / Mt 7, 15-20

Pelos frutos os conhecereis. (Evang.)

Procuremos sempre ver mais além do que o que temos à nossa frente. Aprendamos a apreciar as pessoas pelo seu interior. Na recente história da Igreja, tivemos dois Papas que, pela sua idade, iam ser de «transição»: João XXIII e Bento XVI. Ambos deixaram uma marca que aparecerá sempre nos livros de História da Igreja. Treinemo-nos a tirar a casca ao fruto e a não o julgar pela aparência. Hoje, peçamos ao Espírito Santo o dom da sabedoria. 

terça-feira, 26 de junho de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 26 – SEMANA XII DO TEMPO COMUM

2 Reis 19, 9b-11.14-21.31-35a.36 / Slm 47 (48), 2-3a.3b-4.10-11 / Mt 7, 6.12-14

Não vão eles calcá-las aos pés e voltar-se para vos despedaçarem. (Evang.)

Ao contrário da interpretação popular da parábola, a culpa está em quem dá as pérolas que não deviam ser dadas aos porcos. O amor por alguém é desinteresse, não é uma extensão do nosso eu. Se damos uma prenda, é bom tentarmos perceber de que é que o outro gosta, assim como quando recebemos alguém em nossa casa. Se explicamos, temos de tentar fazer-nos compreender, não podemos explicar de qualquer maneira.
O nosso amor ou é atento ao outro ou é pérolas a porcos

domingo, 24 de junho de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 24 – NASCIMENTO DE S. JOÃO BATISTA

Is 49, 1-6 / Slm 138 (139), 1-3.13-15 / At 13, 22-26 / Lc 1, 57-66.80

Santo Agostinho, referindo-se ao nascimento de João Batista, que hoje celebramos, e metendo-o em relação com o nascimento de Jesus, recorda que «João nasce quando o dia começa a diminuir; Cristo, quando o dia começa a crescer». Ligar o nascimento de João Batista a um importante evento cósmico, isto é, ao solstício de verão, o momento em que os dias começam a diminuir, e colocar este em relação a Jesus, mostra-nos como João Batista é um santo muito importante para nós. Normalmente, recordamos os santos no dia da sua morte, mas hoje a Igreja celebra a solenidade do nascimento de S. João Batista, de quem o Senhor disse: «Entre os filhos das mulheres, não surgiu nenhum maior do que João Batista» (Mt 11, 11).

Conhecemos poucas palavras deste santo. Há, no entanto, uma frase sua que nos revela muito da sua personalidade e sensibilidade: «é necessário que Ele cresça e eu diminua». Embora alguns quisessem fazer de João Batista o Messias, ele mantém-se fiel e humilde, impedindo que o aclamem por alguma coisa que ele não é. Manteve-se fiel à sua missão de precursor, de anunciador do Senhor, desafiando-nos a fazer mesmo.

No Evangelho de hoje, a liturgia propõe-nos o texto que relata a circuncisão de João. Esta era, em Israel, sinal da aliança de Deus, uma marca indelével no corpo que assinala a pertença ao povo de Deus. É neste momento que um pai dá o nome ao seu filho. Não é de ânimo leve que Zacarias escolhe o nome para o seu filho, pois este é fruto da promessa de Deus.

O nosso nome indica quem somos. É de grande valor. Se pensarmos bem, é através do nosso nome que entramos em relação com os outros. Isto é de tal maneira importante que no livro do Apocalipse vemos como a cada um dos Santos de Deus, isto é, daqueles homens e mulhe­res que estão em relação e em comunhão com Deus, será dada uma pedra branca com o seu nome, o nome que Deus escolheu para cada um. Os «salvos», aqueles que aceitam o chamamento de Deus para uma vida de comunhão consigo, recebem novamente o mistério profundo do próprio «Eu», recebem o nome particular com que Deus Se relaciona com eles.

O nome «João» significa dom, graça e amor de Deus. Este nome revela-nos que é o Amor de Deus aquilo que nos é oferecido como graça, que é Ele a nossa verdade, que somos, cada um de nós, mesmo que não nos chamemos «João», dom do seu Amor. O primeiro dom que Deus nos faz somos nós mesmos: cada um de nós foi, e é continuamente, chamado à vida. O último dom que nos fará é Ele mesmo que, por amor, Se faz mais íntimo a nós do que nós mesmos.

O grande mistério do nosso nome será revelado plenamente só no fim. Então, cada um de nós recebe o nome que ninguém poderia ter imaginado: Deus que Se doa a Si mesmo e faz de nós filhos no Filho, faz de nós «carne da sua carne», dá-nos uma espécie de nome de família que é sermos seus filhos.

Para tudo isto é preciso que diminuamos para que Cristo possa ser tudo em todos!

sábado, 23 de junho de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 23 – SEMANA XI DO TEMPO COMUM

2 Cr 24, 17-25 / Slm 88 (89), 4-5.29-34 / Mt 6, 24-34

Ninguém pode servir a dois senhores. (Evang.)

O nosso Papa fala muito da corrupção. Claro que os «corruptos» nunca somos nós. Mas na medida em que nos aproveitamos da letra da lei para fugir ao seu espírito não estamos a ser corruptos? Será isto uma bitola apertada demais? Não será a isto que Jesus se refere quando diz «dai a César o que é de César»? Será que dávamos a César o que é de César se não tivéssemos fiscais? Ou ficávamos à espera de governantes ideais – que sabemos não poderem existir – para dar a César o que é de César? O leitor medite.

sexta-feira, 22 de junho de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 22 – SEMANA XI DO TEMPO COMUM

2 Reis 11, 1-4.9-18.20 / Slm 131 (132), 11-14.17-18 / Mt 6, 19-23

Não acumuleis tesouros na terra. (Evang.)

Os nossos bens da Terra têm de ajudar a construir tesouros no Céu. Naturalmente, os nossos bens têm de estar ao nosso serviço. Dizer o contrário seria irrealista. Mas o ponto é: depois de ter usufruído dos nosso bens, estamos melhor ou pior preparados para amar? Também podemos amar enquanto usufruímos dos nossos bens, naturalmente. Quanto mais bens temos, mais devemos amar, porque a acumulação de muitos bens tende a fechar-nos sobre nós próprios, por causa da acumulação de prazeres sucessivos e contínuos que esses bens nos provocam.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 21 – S. Luís Gonzaga (Memória)

Sir 48, 1-15 / Slm 96 (97), 1-7 / Mt 6, 7-15

O vosso Pai do Céu bem sabe do que precisais. (Evang.)

Noutras passagens, Jesus diz-nos para pedirmos (Mt 7, 3ss e várias outras.) Nesta passagem, o que Jesus nos diz não é propriamente que não peçamos. É que quando rezarmos não digamos muitas palavras. Portanto, podemos pedir mas não com muitas palavras, porque antes de o pedirmos já Deus sabe aquilo de que precisamos. Mas Deus não Se sobrepõe à nossa liberdade e, portanto, não nos dá o que queremos sem nós o pedirmos. Hoje, o leitor peça a Deus, por exemplo, aquilo que não se tem atrevido a pedir…

quarta-feira, 20 de junho de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 20 – SEMANA XI DO TEMPO COMUM

2 Reis 2, 1.6-14 / Slm 30 (31), 20.21.24 / Mt 6, 1-6.16-18

Quando deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita, para que a esmola fique em segredo. (Evang.)

Deve dar-se a esmola por amor ao outro e não por amor a nós. A esmola nem é para ficarmos contentes connosco nem para luzirmos face aos outros. Claro que é melhor darmos esmola porque queremos luzir perante outros do que não fazermos nada. Mas o cristão não é um filantropo, o cristão faz o bem a pensar no outro e na glória de Deus, na glória do Amor, na glória do amor ao outro, da dedicação. Hoje, o leitor reze por aqueles a quem dá esmola (em segredo).

terça-feira, 19 de junho de 2018

Mesquita nos Emirados Árabes agora se chama Maria Mãe de Jesus

Mesquita Sheikh Zayed renomeada como “Maria, Mãe de Jesus” / Crédito: Wikimedia Commons
ABU DHABI, 17 Jun. 17 / 10:00 am (ACI).- As autoridades dos Emirados Árabes Unidos decidiram mudar o nome de uma de suas mesquitas, lugar de culto muçulmano, para que, de agora em diante, se chame “Maria, Mãe de Jesus”.

Segundo informa ‘Gulf News’, a mudança de nome a “Mariam Umm Eisa”, árabe para “Maria, Mãe de Jesus”, foi decidido pelo xeique Mohammad Bin Zayed Al Nahyan, príncipe de Abu Dhabi e Comandante Geral das Forças Armadas dos Emirados Árabes Unidos.

A poucos metros da mesquita está a igreja anglicana St. Andrew. Seu capelão, Andrew Thompson, disse a ‘Gulf News’: “Estamos muito felizes de que celebremos algo que temos em comum entre ambos os credos”.

Por sua parte, o pastor da comunidade evangélica em Abu Dhabi, Jeramie Rinne, agradeceu ao xeique Mohammad por “outro gesto de tolerância religiosa ao renomear a mesquita”.

Por outro lado, o Vigário Apostólico da Arábia do Sul, o Bispo católico Paul Hinder, também expressou sua satisfação pela mudança de nome da mesquita e disse que Maria “está de forma proeminente na Bíblia e no Corão (o livro sagrado muçulmano) e constitui um laço importante entre cristãos e islâmicos”.

Em sua opinião, esta mudança de nome da mesquita “contribuirá para a paz e o entendimento mútuo não só em nosso país, mas em toda a região”.

MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 19 – SEMANA XI DO TEMPO COMUM

1 Reis 21, 17-29 / Slm 50 (51), 3-4.5-6a.11.16 / Mt 5, 43-48

Sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito. (Evang.)

Este é o mandamento impossível. Que havemos nós de fazer? Tentar o melhor que pudermos. Tentar o quê? Neste caso, é amar o inimigo como Deus nos ama. E como será isso? Eis um bom assunto para o leitor pensar. Não tem tempo? Não tem tempo para pensar como é que Deus nos ama, de uma forma que o leitor O possa imitar? O leitor é que sabe, mas eu penso que isso é muito mau sinal. Sinal que os valores da vida do leitor andam às avessas…

domingo, 17 de junho de 2018

Oração do Terço na praia

O grupo da Catequese de Almoçageme, levou a efeito ontem dia 16 de Junho pelas 21h00 a recitação do Terço no areal da Praia das Maçãs

Testemunho de uma participante: Obrigada pelo convite. Foi muito bom rezar á Nossa Mãe Virgem Maria com os meninos da catequese no areal da Praia das Maçãs. Um bem haja a todos.

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 17 – DOMINGO XI DO TEMPO COMUM – Ano B

Ez 17, 22-24 / Slm 91 (92), 2-3.13-16 / 2 Cor 5, 6-10 / Mc 4, 26-34

«O reino de Deus é como um homem que lançou a semente à terra. Dorme e levanta-se, noite e dia, enquanto a semente germina e cresce, sem ele saber como»; isto é: não é a nossa ação, mais ou menos perfeita, mais ou menos heróica, que faz o reino de Deus germinar, mas é a potência de Deus, presente na semente que lançamos à terra, que o faz crescer.

Neste Domingo, a liturgia oferece-nos a parábola do grão de mostarda. Se calhar, nunca vimos uma semente de mostarda, mas o sentido da parábola parece claro: a maioria das sementes das plantas são pequenas, quase insignificantes, mas dentro de cada uma delas está a vida que depois se poderá desenvolver até que uma planta cresce. Assim cresce o reino dos Céus. As nossas ânsias pelo bem são não só inúteis como danosas. É como se quiséssemos fazer a planta crescer mais depressa puxando por ela. O bem tem em si a própria vida e, uma vez semeado, cresce de modo imparável, se cuidarmos dele.

Jesus plantou uma pequeníssima semente com a sua morte. Eram poucos homens e mulhe­res, pessoas simples que tinham diante de si o império romano no máximo das suas forças. Este grupo, que tinha como líder S. Pedro, era como uma pequenina planta no cimo de um grande castelo. O que pode uma florzinha contra um grande castelo? Do ponto de vista religioso, este grupo parecia uma seita, com homens e mulheres fora de si. Um grupo que faria rir os instruídos e poderosos da época.

Passaram 2000 anos e esta florzinha plantada no alto de um castelo cresceu. Cresceu com o seu ritmo e sem que nós soubéssemos exatamente como fez para crescer. Épocas houve em que esta florzinha, a Igreja, até pode ter pensado que seria melhor ser um grande castelo edificado com as nossas forças e a nossa sabedoria, mas rapidamente concluiu que somos só uma pequena semente e que a força que a faz crescer não é nossa.

Na nossa história temos tantas histórias de homens e mulheres como nós que aparentavam ser quase insignificantes, mas que foram sementes de grandes e frondosas árvores. S. Bento é o padroeiro da Europa. Quando visitamos a sua gruta em Subiaco, na Itália, percebemos que era um local remoto, de difícil acesso e muito discreto. Ele, que abandonou a escola cedo, deu origem a toda a família Beneditina, fundadora de tantas escolas e mosteiros que dinamizaram e deram vida à Europa da Idade Média. S. Francisco de Assis, que quer viver uma pobreza radical e deixa tudo para confiar só na providência, dá origem à família Franciscana que está espalhada pelo mundo inteiro.

Jesus mostra-nos como a eficácia evangélica é oposta à eficácia do mundo. Deus age sempre e, quando temos confiança, a nossa vida dá frutos que não podemos prever. A vida tem o seu ritmo, a semente, uma vez lançada à terra, cresce por si mesma; a água do rio segue, com a sua calma, por si mesma até ao mar. Até pode ser atrasada por uma barragem, mas avançará até ao mar. Estas palavras não são um convite à desistência de fazer o bem, são antes o convite a que façamos tudo o que depende de nós para que o bem cresça, sabendo que depende de Deus fazer frutificar o que plantamos. O reino de Deus é de Deus!

sábado, 16 de junho de 2018

Coro de Câmara Quod Libet

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 16 – SEMANA X DO TEMPO COMUM

1 Reis 19, 19-21 / Slm 15 (16), 1-2.5.7-8.9-10 / Mt 5, 33-37

A vossa linguagem deve ser. «sim, sim; não, não». (Evang.)

Devemos ser coerentes, diz-nos Jesus. Às vezes, custa muito: quando estamos num grupo de amigos e todos são de uma opinião (importante) contrária. É uma pressão muito grande. Mas é aí que se vê a nossa coerência. Num ato público, em qualquer circunstância adversa. A nossa alma tem de se identificar com Cristo crucificado, humilhado. Se a vida cristã é só glória, é sinal que alguma coisa está mal

sexta-feira, 15 de junho de 2018

MUNDIAL DE FUTEBOL DEVE SER OPORTUNIDADE DE ENCONTRO E DIÁLOGO

14 jun - Começa hoje o Campeonato Mundial de Futebol, na Rússia. Até 15 de julho, 32 equipas disputam o título de campeão. O Papa Francisco espera que este grande evento desportivo seja oportunidade de “encontro” e “diálogo” entre nações, culturas e religiões.

"Que esta importante manifestação desportiva se possa tornar uma ocasião de encontro, de diálogo e de fraternidade entre culturas e religiões diferentes, favorecendo a solidariedade e a paz entre as nações", afirmou o Santo Padre, no final da audiência pública semanal que decorreu na Praça de São Pedro, em Roma.

“Desejo enviar a minha cordial saudação aos jogadores e aos organizadores, bem como aos que vão seguir através dos meios de comunicação social este evento, que supera todas as fronteiras”, declarou Francisco.

O coordenador do Plano Nacional Ética no Desporto de Portugal, José Carlos Lima, deseja que o Mundial de Futebol na Rússia seja uma “celebração festiva”, que envolva jogadores, dirigentes e adeptos, onde “cada equipa dê o melhor de si” também nos valores.

“Que seja momento de suspender as partes negativas que o desporto tem, que as sociedades têm, um momento em que cada equipa dê o melhor de si e os adeptos, os amantes do desporto, possam viver os valores do desporto”, afirmou José Carlos Lima, em declarações à agência Ecclesia.

O coordenador do Plano Nacional Ética no Desporto lembra o que representaram os últimos Jogos Olímpicos de Inverno de Pyeongchang para “unir” as duas Coreias, onde uma delegação conjunta desfilou com a mesma bandeira e representou os dois países asiáticos na abertura da 23.ª edição dos jogos.

“O desporto tem essa dimensão mais competitiva mas tem uma dimensão fulcral e fundamental que é a dimensão valorativa. Esta dimensão da ética, dos valores tem de estar presente, se não o desporto deixa de ser desporto para ser espetáculo somente”, concluiu.

Que seja um campeonato de fraternidade, "fair-play" e dignidade humana.

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 15 – SEMANA X DO TEMPO COMUM

1 Reis 19, 9a.11-16 / Slm 26 (27), 7-9.13-14 / Mt 5, 27-32

Não cometerás adultério. (Evang.)

É este um dos mandamentos que estão na base da situação dos recasados, tão difícil para os leigos e para a hierarquia da Igreja. Ainda hoje – ainda hoje! – há católicos que atiram pedras a estas situações, orgulhosos do seu casamento «como deve ser». É bom lembrarmo-nos sempre que Jesus condenou os que iam atirar pedras e protegeu a adúltera. O nosso dever é acolher, fazer com que o outro se sinta bem na nossa presença, abrir-lhe a porta da nossa paróquia e rezar e invocar o Espírito Santo. Façamos isso.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Esperamos por ti na praia !!! Sábado 21h00 - Praia das Maçãos


MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 14 – SEMANA X DO TEMPO COMUM

1 Reis 18, 41-46 / Slm 64 (65), 10-13 / Mt 5, 20-26

Quem lhe chamar louco [a seu irmão] será submetido à geena do fogo. (Evang.)

Talvez então, como hoje, ser louco fosse um estigma. Suponho que sim. E o castigo de quem estigmatiza é o inferno. Hoje em dia, um doente mental também não se confessa como tal. Se, no emprego, disser que é bipolar ou que tem uma psicose (já para não falar em esquizofrenia), fica logo sem hipóteses de subir na carreira e passa a ser olhado de lado. Por isso, normalmente, essas pessoas omitem esses factos. Hoje, rezemos para que o doente mental suscite menos anticorpos.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Azoia - Quinta-feira, 14 de Junho às 15h00

Franciscanos, Especial: Vida de Santo Antônio

Santo António: A arte, o arraial e a devoção popular

Santo António tornou-se um santo popular em vários pontos de país. No Patriarcado de Lisboa existem oito paróquias que têm este santo franciscano como orago e as festas são distintas.

Virada à marginal e inserida numa zona turística ergue-se a igreja paroquial de Santo António do Estoril. Ao entrar naquele espaço, destruído pelo terramoto de 1755 e posteriormente alvo de um incêndio já no século XX, não se imaginam as reconstruções que a antiga igreja do Convento dos Franciscanos necessitou. “Quem entra na igreja quase como que mergulha na vida do Santo António, quer o teto quer os azulejos são momentos da vida do santo, e é impossível ficar indiferente”, refere o pároco, padre Paulo Malícia. Com a reconstrução da igreja foram acrescentados os frescos do teto, da autoria de Carlos Bonvalot, natural do Estoril, bem como os azulejos. Esta envolvência vale muitas visitas de portugueses e estrangeiros e, nesta altura da festa de Santo António, torna-se possível agendar uma visita guiada. 

Mergulhar na vida de Santo António

Ana Cortez de Lobão, historiadora, guiou a reportagem da Agência ECCLESIA a cada pintura e cada azulejo, no interior da igreja, entre a vida e os milagres do santo padroeiro.
“O teto tem oito quadros de cenas da vida do santo e, no centro, um medalhão que recria o milagre mais conhecido de Santo António, o momento em que Nossa Senhora lhe entrega nos seus braços o Menino Jesus”, explicou. Um milagre que deu origem à imagem mais conhecida do Santo António, com o Menino nos braços, e que pode ser visto mais ao pormenor do coro alto da igreja. Também dali se veem melhor as outras pinturas que recriam momentos da vida de Santo António.“Pela curiosidade destaco o quadro que apresenta o frade ainda agostinho, por isso ainda de hábito branco e o último a ser pintado por Carlos Bonvalot, que tem mesmo a assinatura, que representa um tirano que se ajoelhou perante o frade franciscano”, referiu.
 Ana Cortez de Lobão, paroquiana de Santo António do Estoril, fez uma tese, em parceria com Vítor Serrão, especialista em arte barroca, onde, através da pesquisa do arquivo, foi descobrindo a beleza desta Igreja. “Muita coisa me surpreendeu. Pesquisar no arquivo faz-me viajar no tempo e percebi o que se foi passando aqui ao longo de séculos”, revelou.Já na nave central da Igreja, e olhando a toda a volta, podem ver-se “cerca de 30 cenas da vida e milagres de Santo António” ali apresentados em azulejos de tons azul. Muitos não estão descritos mas há um que é o mais conhecido e significativo. “O milagre de Santo António aos peixes requer a atenção, passou-se na cidade de Rimini, na Itália, numa cidade onde havia muitos hereges e onde o frade foi pregar aos peixes, vindo eles à tona da água para ouvirem o sermão”, explicou a historiadora.


MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 13 – Santo António de Lisboa (Festa)

 Sir 39, 8-14 / Slm 18 B (19 B), 8-11 / Mt 5, 13-19

Não vim revogar, mas completar [a Lei]. (Evang.)

Mas os apóstolos, ao estabelecerem que os gentios não tinham de passar pelos rituais judaicos para serem «cristianizados», revogaram a Lei. Ao mesmo tempo, S. Paulo, na sua teologia, também revoga a Lei muito claramente. Jesus está a usar uma imagem. Jesus vem apontar para o esplendor da Lei – o 1º e o 2º mandamentos – que subsumem (integram) em si todas as minudências da Lei judaica, velha. Nós temos de viver com um espírito aberto e cheios de amor por dentro.

terça-feira, 12 de junho de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 12 – SEMANA X DO TEMPO COMUM

1 Reis 17, 7-16 / Slm 4, 2-5.7-8 / Mt 5, 13-16

Não se esgotará a panela da farinha. (1ª Leit.)

A história da viúva de Sarepta com Elias podia ser a história do nosso planeta se nós quiséssemos. Se um país confiasse em Deus e não tivesse medo de repartir, se um país ajudasse o outro na medida das suas possibilidades e se os homens, dentro dos países, fossem fraternos, não haveria fome nem subdesenvolvimento no nosso mundo. Hoje, o leitor reze pela justiça.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Oração da manhã ao Anjo da Guarda

"O dia será grande, porque Vós estais comigo"

Oração da manhã ao Anjo da Guarda
Meu grande e querido Santo Anjo, logo pela manhã quero saudar-vos cheio de amor!
Andareis comigo, rezareis comigo, ajudar-me-eis a ter ânsia de Deus, fareis com que eu descubra em toda parte o que é bom e ajudar-me-eis a ter somente bons pensamentos e depois também as palavras apropriadas.
Assim o dia será grande, porque Vós estais comigo; meu bom Anjo!
Amém.

MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 11 – S. Barnabé, Apóstolo (Memória)

At 11, 21-26 / Slm 97 (98), 1-6 / Mt 10, 7-13

Os confins da Terra puderam ver a salvação do nosso Deus. (Salmo)

Hoje vamos rezar para que a salvação do nosso Deus chegue aos confins da Terra, que afinal são a nossa velha Europa. A nossa velha Europa está a ficar cada vez mais – e aceleradamente – descristianizada. Em Portugal, daqui a trinta anos vamos ter uma Igreja muito depauperada, quando no Norte da Europa já está. Rezemos pela cristianização da Europa e pelo rejuvenescimento da Igreja em Portugal.

domingo, 10 de junho de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 10 – DOMINGO X DO TEMPO COMUM – Ano B

Gen 3, 9-15 / Slm 129 (130), 1-8 / 2 Cor 4, 13 – 5, 1 / Mc 3, 20-35

«Quem é minha Mãe e meus irmãos?»

A passagem do Evangelho que rezamos neste domingo coloca-nos diante do problema de discernir se estamos com Cristo ou contra Cristo, se somos dos «seus» ou se somos estranhos a Ele, se estamos «dentro» ou «fora», se nos deixamos agarrar por Ele ou não, se aceitamos o seu perdão incondicional ou se ainda queremos mostrar-Lhe que somos bons, se escutamos o Espírito Santo ou fazemos de conta que Ele não nos fala. A questão central de todas estas perguntas é a questão central do Evangelho: a nossa salvação e esta consiste em ser com Ele, isto é, ser dos seus, escutar a sua palavra, o seu perdão, o seu amor... aceitá-Lo tal como Ele é e não como nós gostaríamos que Ele fosse.

Nesta passagem, Jesus deixa muito claro que a sua mãe e os seus irmãos são aqueles que seguem a vontade de Deus. Aquilo que nos alimenta verdadeiramente é a Palavra e não o pão. Claro que precisamos do alimento para nos mantermos vivos, mas sem a Palavra, que é Deus, já somos mortos com corpos vivos, desligados da fonte e da origem da nossa vida. Não nascemos para sobreviver, mas para sermos conduzidos à Vida sem ocaso oferecida àqueles que escutam a Palavra e a põem em prática.

Jesus é a Palavra do Pai, a Palavra que não passará. Escutando-a, tornamo-nos «sua mãe e seus irmãos». Ser mãe de Jesus, tal como Maria! Na vida acabamos por nos tornar naquilo que escutamos, naquilo que comemos. Quem escuta a Palavra do Pai, que é Cristo Jesus, acaba por se tornar naquilo que escuta. Por isso, o Pai quer que sejamos ouvintes da Palavra para que, sendo nós verdadeiros escutadores do Filho, nos tornemos verdadeiramente filhos. Deus Pai quer-nos junto de Cristo porque nos ama como a Ele. Quem escuta a Palavra dá carne à Palavra. Esta incarna dentro de si e através de nós, da nossa vida, Jesus ganha carne e continua a manifestar-Se no mundo.

Pertencer à família de Deus não é um privilégio reservado a alguns. Não é nem a pertença a um povo particular nem uma sabedoria especial que faz de nós filhos de Deus. A verdadeira família de Jesus é composta daqueles que O escutam. Ser seu discípulo não vem de cumprir preceitos especiais nem de conhecimentos particulares, mas de escutar a sua Palavra e de a colocar na prática da vida.

sábado, 9 de junho de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 9 – IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA (Memória)

2 Tim 4, 1-8 / Slm 70 (71), 8-9.14-15ab.16-17.22 / Mc 12, 38-44

Eles deitaram do que lhes sobrava. (Evang.)

Estamos habituados a olhar para este texto e só vermos o gesto da viúva. Mas também nos podemos concentrar nas sobras. O que fazemos nós com as nossas sobras? Se calhar, pensamos que não temos sobras porque temos de amealhar para o futuro. Então, não amealhamos no Céu. Não amealhamos amor no Céu. Onde é que o leitor quer amealhar? Se calhar, nos dois sítios. Quer servir a Deus e ao dinheiro? Isso é que era o ideal, não era? O leitor tenha atenção ao que faz com o seu dinheiro. É só para si, para os seus?

sexta-feira, 8 de junho de 2018

O Vídeo do Papa 06-2018 – Redes Sociais – Junho 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 8 – Sagrado Coração de Jesus (Solenidade)

Os 11, 1.3.4.8.9 / Is 12, 2-6 / Ef 3, 8-12. 14-19 / Jo 19, 31-37

O meu coração agita-se dentro de Mim, estremece de compaixão. (1ª Leit.)

Temos na primeira leitura de hoje um «hino» à bondade de Deus. Deus «pegou» em Israel enquanto criança e ensinou-o a andar e cuidou dele. Mas Israel não compreendeu todo esse carinho. Faz--nos lembrar aquele texto das «Pegadas na Areia». Muitas vezes, Deus trata de nós, pega-nos ao colo, ensina-nos a andar, ensina--nos a caminhar sem nós darmos por ela. Só percebemos isso retrospectivamente. Hoje, o leitor medite sobre o seu passado recente e veja onde é que Deus o amou.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 7 – SEMANA IX DO TEMPO COMUM

2 Tim 2, 8-15 / Slm 24 (25), 4bc-5ab.8-10.14 / Mc 12, 28b-34

Não estás longe do reino de Deus. (Evang.)

Eu penso que não estamos longe do reino de Deus. Agora, quão perto estamos depende da qualidade do nosso amor. E como é que vamos aumentar a qualidade do nosso amor? Como é que vamos pôr mais em prática aquilo que achamos que nos faz falta? Temos tantas solicitações que o amor vai ficando para trás, porque o amor não é urgente. E quando chegamos ao fim do dia, depois de termos feito tudo o que é urgente e imprescindível, não temos tempo para amar com MAIS qualidade do que ontem. O leitor tem?

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Pré-Seminário de Lisboa

Se vais passar para o 9ano, 10ano ou 11ano... Isto é para ti! Não percas esta oportunidade! Vem participar no Campanário do Pré-Seminário de Lisboa.

Mais informações em: http://seminarios.patriarcado-lisboa.pt/o-pre-seminario/inicio/

Mucifal - 1ª Quinta-feira do mês, dia 7 de Junho


MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 6 – SEMANA IX DO TEMPO COMUM

2 Tim 1, 1-3.6-12 / Slm 122 (123), 1-2a.2bcd / Mc 12, 18-27

(…) nem eles se casam (…) serão como os Anjos nos Céus. (Evang.)

Imagino que a relação dos anjos uns com os outros seja muitíssimo superior à dos esposos. Daí que a relação de dois seres humanos no Céu seja muito mais poderosa do que a dos esposos. Portanto, não faz sentido falar-se em esposos no Céu porque o tipo de relação muda radicalmente. (O que nada tirará à alegria daquelas pessoas que esperaram longos anos para reencontrarem no Céu o marido ou a mulher falecidos há muito ou pouco tempo.) Hoje, o leitor reze por alguém que tenha no Céu.

terça-feira, 5 de junho de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 5 – S. Bonifácio (Memória)

2 Pedro 3,12-15a.17-18 / Slm 89 (90), 2-4.10.14.16 / Mc 12, 13-17

Sabemos que (...) não Te deixas influenciar por ninguém (Evang.)

Jesus não tinha de Se deixar influenciar por ninguém porque era o detentor da verdade. Mas nós construímos a verdade através das contribuições que nos chegam dos outros. Contribuições e não pressões. Hoje em dia, uma dessas pressões muito fortes é o "politicamente correcto". Temos de ter em atenção que um católico não pode ir atrás disso se entender que isso não corresponde à verdade. Um católico - e todos os cristãos - veio para dar testemunho da verdade. Hoje, o leitor reze pela sua liberdade intelectual.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 4 – SEMANA IX DO TEMPO COMUM

2 Pedro 1, 2-7 / Slm 90 (91), 1-2.14-16 / Mc 12, 1-12

Naquele tempo, Jesus começou a falar em parábolas. (Evang.)

E depois explicava-as aos amigos. Se nós formos amigos de Jesus também perceberemos os seus sinais. É uma questão de empatia e hábito. São coisas que parecem acontecer por acaso, gestos de amor dos nossos amigos e família, coisas que lemos, que ouvimos na televisão ou nas conversas, etc. Tudo depende do eco que as coisas têm no mais fundo de nós mesmos. Se juntarmos esses sinais, vamos descortinando uma linha condutora que nos conduz a Deus. Estejamos atentos e agradeçamos-Lhe por isso.

domingo, 3 de junho de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 3 – DOMINGO IX DO TEMPO COMUM – Ano B

Deut 5, 12-15 / Slm 80 (81), 3-8a.10-11ab / 2 Cor 4, 6-11 / Mc 2, 23 – 3, 6

«O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. Por isso, o Filho do homem é também Senhor do sábado».

O Evangelho de S. Marcos começa com uma série de milagres logo nos primeiros dois capítulos. O capítulo segundo começa com a cura de um paralítico, seguida de uma progressiva revelação de quem é Aquele que «tocou» no paralítico. Somos conduzidos ao conhecimento de quem é este «Jesus» que cura, que restaura a vida, que perdoa os pecados, que Se oferece a Si mesmo e que come com os pecadores e não tem receio de ser visto com eles.

Desde logo nos apercebemos que muitos destes milagres são feitos em dia de sábado. Mas porquê? Porque se insiste tanto na questão do sábado? Porque insiste tanto o Senhor em fazer milagres em dia de sábado? O sábado é, para os Judeus, o dia do Senhor, o dia em que Deus repousa depois da criação do Universo. É também o dia em que se recorda a libertação do Egito, quando se antecipa a libertação última de todo o mal e em que a criação atinge o seu fim e, portanto, Deus repousa. Neste dia, o trabalho é proibido porque é o dia em que somos convidados a provar, saborear a vida em Deus. Somos chamados a experimentar a alegria da vida em Deus. Somos chamados a entrar no repouso de Deus.

O sábado serve para que nos recordemos, uma vez por semana, que a vida é dom! Que as coisas são dom de Deus! Por isso, não é um acaso que Jesus faça todas estas coisas em dia de sábado! Ele age em dia de sábado para nos dizer que a história atingiu o seu ponto de chegada: Deus. Tudo o que existe é para nos conduzir ao Senhor. Estas «transgressões» de Jesus indicam-nos a novidade do Reino, a passagem da promessa ao cumprimento, que é Ele mesmo.

Jesus não está a transgredir o preceito do sábado, mas está precisamente a cumpri-lo! Jesus traz o sábado a cada um de nós: oferece-nos o sábado! Jesus é o Sábado! Quando Ele nos diz que o sábado é para o Homem, isto significa que nós somos criados para amar a Deus, para chegar ao Sábado da sua presença. Ele faz-Se um de nós para que sejamos filhos de Deus e possamos viver a vida nova que é a vida de Deus, a vida em Deus.

Nós, cristãos, celebramos o Domingo, isto é, o dia do Senhor. Não celebramos o descanso de Deus, nem a fuga do Egito, mas a Festa da nossa redenção, do cumprimento definitivo da história, em que Deus é finalmente tudo em todos.