domingo, 13 de outubro de 2019

O grupo de peregrinos das Azenhas do Mar - Paróquia de Colares - "Os Cajados da Rainha da Paz" no Santuário de Fátima





MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 13 – Domingo XXVIII do Tempo Comum – Ano C

Dom, 13 – Domingo XXVIII do Tempo Comum – Ano C
Naamã era o comandante dos exércitos da Síria, que estendia o seu poder aos povos vizinhos, homem grandemente respeitado e admirado. Mas a sua saúde foi atingida por uma doença sem cura, a lepra. Teve a humildade de recorrer ao profeta Eliseu, que mandou que se lavasse sete vezes no rio Jordão. Embora com relutância, acedeu a cumprir o que lhe era pedido, sabiamente aconselhado pelos seus servos. Liberto da lepra, foi também curado da adoração dos falsos deuses: «Agora reconheço que em toda a terra não há outro Deus senão o de Israel».
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sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Legislativas 2019: «Um dos grandes desafios é integração da população sénior» – Cardeal-patriarca de Lisboa

D. Manuel Clemente disse que «perspetivas» para a nova legislatura «não podem deixar de ser positivas»

 Fotos-RR-Liliana-Monteiro
Lisboa, 10 out 2019 (Ecclesia) – O cardeal-patriarca de Lisboa disse hoje que a “integração da população sénior na vida social, mais acompanhada, mais respeitada e mais potenciada” é “um dos grandes desafios” para o novo Governo português, nos próximos quatro anos.

“[A população sénior] transporta consigo uma maneira de entender as coisas que lhe vem da vida vivida e a sociedade ganha com esse contributo”, afirmou D. Manuel Clemente, em declarações aos jornalistas, à margem da abertura do ano académico 2019/2020 da Universidade Católica Portuguesa (UCP)

O cardeal-patriarca de Lisboa assinalou que é necessário “perceber” que a sociedade portuguesa é “muito envelhecida”, a população com mais de 70 e 80 anos de idade “é crescente”.

“O que é um bem, quer dizer que estamos cá mais tempo, como septuagenário também me sinto bem assim”, acrescentou.

Neste contexto, realçou que “grande parte das propostas sociais”, no campo da saúde e noutros, estavam voltadas para camadas mais jovens da população, “e muito bem”, com “grandes êxitos”, que “são grandes bens”, como “a redução drástica da mortalidade infantil, a escolarização crescente”.

Para os próximos quatro anos, o período da nova legislatura, D. Manuel Clemente afirmou que as perspetivas “não podem deixar de ser positivas, no sentido da consolidação da democracia” portuguesa.

“Vivemos numa vida democrática em que nós nos entendemos, as diversas forças apresentam-se, são escolhidas pelos cidadãos, num sentido ou noutro, e quem me dera que cada vez fosse maior a participação, nestes atos eleitorais”, desenvolveu.

“É uma sociedade aberta, em que as diversas forças têm o seu lugar, os portugueses ouvem, escolhem e vamos por diante”, acrescentou o cardeal-patriarca de Lisboa, à margem da abertura do ano académico da UCP, onde foi entregue o grau de doutora Honoris Causa a Julia Kristeva.

No contexto político, a professora universitária, escritora e psicanalista búlgara, que não conhece muito Portugal revelou-se “muito interessada na exceção portuguesa” que consiste em ter “um governo socialista, num momento em que, por todo o lado, há soberanistas”.

“O Partido Social conseguiu, pelos vistos, congregar uma política social com uma política realista. Será oportunismo ou será algo que vai reformar em profundidade o sistema político? Porque é preciso reformar todo o sistema político da modernidade, tanto na Polónia como em Portugal ou na França. Essa é a questão”, desenvolveu aos jornalistas Julia Kristeva.

CB/OC

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 11 – Semana XXVII do Tempo Comum

Joel 1, 13-15; 2, 1-2 / Slm 9 A, 2-3.6 e 16.8-9 / Lc 11, 15-26

Todo o reino dividido contra si mesmo acaba em ruínas. (Evang.)

Às vezes, temos de lutar contra um defeito e isso custa-nos, divide-nos. Ficamos divididos entre a tendência para sucumbirmos e as pequenas (ou grandes) vitórias que vamos tendo. Isso causa-nos tensão. Essa tensão está destinada a desaparecer, caso contrário destrói-nos. Desaparece ou porque vencemos ou porque desistimos. O leitor peça a vitória. A propósito de quê? O leitor é que sabe. 

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

12 de Outubro, sábado, às 17h00, na Igreja de São Vicente de Fora

Assista sexto concerto do IX Ciclo do Órgão Histórico da Igreja de São Vicente de Fora.


Entrada livre. Informações e reservas: luisgomes@althum.com  Tm 919 745 338

DIRETORES DIOCESANOS DEFINEM ORIENTAÇÕES PARA A DINAMIZAÇÃO DO APOSTOLADO DA ORAÇÃO

Realizou-se hoje 9 out, em Fátima, o encontro anual dos Diretores Diocesanos do Apostolado da Oração (AO). A reunião teve como principal objetivo refletir, avaliar e lançar linhas de orientação para a dinamização desta Obra Pontifícia nas várias dioceses e respetivos Centros.

Fizeram-se representar, pelos Diretores Diocesanos ou por membros das equipas diocesanas, onze dioceses. Neste encontro, estiveram em destaque os principais momentos e avanços da vida da Rede Mundial Oração do Papa, a nível nacional e internacional, ao longo deste ano, com especial destaque para a celebração dos 175 anos do AO, em Roma, e em Fátima, nos próximos dias 19 e 20 de outubro.

O encontro serviu também para analisar o modo como o espírito da recriação do AO, enquanto Rede Mundial de Oração do Papa, pode ser implementado na missão dos Centros do AO, como horizonte e aprofundamento da sua espiritualidade.

Os Diretores Diocesanos tiveram oportunidade de partilhar as principais iniciativas desenvolvidas, assim como as que estão previstas na vida do Apostolado da Oração nas respetivas Dioceses.

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 10 – Semana XXVII do Tempo Comum

Mal 3, 13-20a / Slm 1, 1-4.6 / Lc 11, 5-13

Se um de vós for pai e um filho lhe pedir peixe, em vez de peixe dar-lhe-á uma serpente? (Evang.)

Hoje vamos rezar por todas as mães que matam os filhos. Porque aborto já é um eufemismo para matar e os médicos, em vez de bebé, usam a palavra feto, que é um eufemismo para «animal», porque se recusam a dizer bebé. O que os médicos gostariam mesmo de dizer é que a pessoa mata o animal que tem dentro, porque se eles não reconhecem que é uma pessoa, então tem de ser um animal. (Ou uma «coisa»). Nós, católicos, temos de nos recusar a dizer feto: é um bebé!

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Fátima Missionária

Exposição dedicada à Amazónia abre em Fátima

Texto J.B. | Foto Francisco Pedro | 02/10/2019 | 16:29
Mostra reúne fotografias dos Yanomami e objetos utilizados por aquele povo em atividades como a caça e a pesca. A iniciatica «Chá com arte» vai inaugurar a exposição.

A exposição temporária «Amazónia» fica de portas abertas ao público a partir das 17h00 da próxima quarta-feira, 9 de outubro, no Consolata Museu, em Fátima. A exposição debruça-se sobre o povo Yanomami, que vive em casas comunitárias, conhecidas como malocas, «construídas com madeiras, cipós, esteios, folhas e barros amassados». A maloca tem «normalmente uma só porta, servindo para todas as pessoas da comunidade, composta por vários grupos, onde habitam em comum entre 10 a 40 famílias», destacam os responsáveis pelo espaço museológico dos Missionário da Consolata.

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 9 – Semana XXVII do Tempo Comum

Jonas 4, 1-11 / Slm 85 (86), 3-6.9-10 / Lc 11, 1-4

… clamamos: «Abba, ó Pai». (Do aleluia do Evang.)

Em português, a tradução de Abba é «pai». E se em português tem justificação, porque só uma minoria dos filhos trata o pai por «papá», já em francês a tradução de Abba é «papa», porque todos os filhos tratam o pai por «papa». E em inglês seria daddy. Mas Deus nos livre de tratar Deus por papa ou daddy. Lá se ia o Senhor Nosso Deus e aparecia um Deus íntimo. Não. Deus tem de ser distante e majestático. Mas no coração do leitor, Deus pode ser um pai ternurento…

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Rezar pelos “sem família e sem amor"

A Irmandade da Misericórdia e de São Roque de Lisboa vai rezar “por todos quantos «sem família, sem abrigo, sem amor», morreram na Cidade de Lisboa, ao longo do ano que passou e foram acompanhados pela Irmandade à sua última morada”, refere um comunicado. Presidida por D. Américo Aguiar, Bispo Auxiliar de Lisboa, a celebração eucarística vai ter lugar no próximo dia 17 de outubro (Dia Internacional da Erradicação da Pobreza e dos Sem Abrigo), quinta-feira, pelas 18h30, na Basílica de Nossa Senhora dos Mártires (Rua Garrett), em Lisboa, e é antecedida pela oração do Terço, às 18h00.
Informações: www.irmandadesaoroque.pt

MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 7 – Nossa Senhora do Rosário (Memória)

Jonas 1, 1 – 2, 1.11 / Jonas 2, 3-5.8 / Lc 10, 25-37

Mestre, que hei de fazer para receber como herança a vida eterna? (Evang.)

Este termo «herança» é estranho, porque a herança é algo que se recebe de um morto e a vida eterna recebe-se de Deus. Seja como for, Jesus fala no amor ao próximo. Eu faço a mesma pergunta que o doutor da lei fez a Jesus. Quem é o próximo do leitor? Repare que, no caso da parábola, o «próximo» era aquele que as pessoas «bem» tinham desprezado e que a pessoa desprezada pela sociedade (o samaritano) foi socorrer. Logo, o próximo do leitor será quem os outros desprezam? (Logo, não pode ser o pobre da moda…)

domingo, 6 de outubro de 2019

Consistório 2019: Papa criou D. José Tolentino Mendonça como cardeal (atualizada – c/vídeo e fotos)

Octávio Carmo, enviado da Agência ECCLESIA ao Vaticano

Cidade do Vaticano, 05 out 209 (Ecclesia) – O Papa Francisco pronunciou hoje pelas 16h27 (menos uma em Lisboa) o nome do arcebispo português D. José Tolentino como novo cardeal da Igreja Católica, numa cerimónia que decorre na Basílica de São Pedro.

A celebração começou com um momento de oração em silêncio, do Papa, diante do altar da Confissão, sobre o túmulo do apóstolo São Pedro, seguindo-se a saudação dos novos cardeais, antes de uma oração proferida por Francisco, a leitura do Evangelho e a homilia.

Foto: Agência ECCLESIA
/Arlindo Homem
Após esta intervenção, o Papa leu a fórmula de criação e proclamou em latim os nomes dos cardeais, para os unir com “um vínculo mais estreito” à sua missão; seguiu-se a profissão de fé e o juramento dos novos cardeais, de fidelidade e obediência ao Papa e seus sucessores.

Cada um dos novos cardeais ajoelhou-se para receber o barrete cardinalício, de acordo com a ordem de criação: D. José Tolentino Mendonça foi o segundo dos 13 prelados presentes.

Francisco entregou ainda um anel aos cardeais para que se “reforce o amor pela Igreja”, seguindo-se a atribuição a cada cardeal uma igreja de Roma – que simboliza a “participação na solicitude pastoral do Papa” na cidade -, bem como a entrega da bula de criação cardinalícia, momento selado por um abraço de paz.

No anel cardinalício são evocadas as colunas da Basílica de São Pedro, a cruz e os apóstolos Pedro e Paulo.

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 6 – Domingo XXVII do Tempo Comum – Ano C

Hab 1, 2-3; 2, 2-4 / Slm 94 (95), 1-2.6-9 / 2 Tim 1, 6-8.13-14 / Lc 17, 5-10

O profeta Habacuc, contemporâneo de Jeremias, vive numa situação religiosa, política e social de grande injustiça. O mal parece que subiu ao poder: lucros desonestos, mentiras e calúnias, rivalidades entre familiares que esqueceram o que é a ajuda fraterna. O próprio Deus parece ter abandonado o seu povo, ignorando as graves provações por que passa.

Nesta situação, o profeta Habacuc tem a coragem de se dirigir a Deus, pedindo a graça de poder entender tanto desvario humano e a ausência e o silêncio divinos. E Deus responde, pedindo até que escreva o que diz. Não entra em explicações, mas o Senhor pede paciência para saber esperar com confiança incondicional. Também nós hoje gostaríamos de ver tudo claro, com os desonestos a serem castigados e os justos a serem premiados, já no imediato. Mas a certeza fundamental que nos cabe é a fidelidade inalterável de Deus, em quem devemos confiar incondicionalmente.

A exortação de Paulo para que Timóteo «reanime o dom de Deus» é também uma oportuna advertência dirigida a cada um de nós. Importa dar vitalidade ao que é simples hábito e rotina. É preciso animar cansaços e desânimos. Há que fazer render os dons que Deus nos deu, sem os fechar e arquivar no cofre da timidez e da inércia.

Nos finais do século I, e também hoje nos começos do século XXI, aparecem falsos profetas com teorias que nos pretendem desviar da sã doutrina. Paulo exorta-nos à fidelidade à boa nova de Jesus: «Guarda a boa doutrina que nos foi confiada, com o auxílio do Espírito Santo, que habita em nós».

«Senhor, aumenta a nossa fé» é o pedido que os apóstolos fizeram a Jesus. É também o pedido que nós temos de fazer ao Senhor, porque a nossa fé nem sempre é firme e confiada. Além disso, a fé é sobretudo um dom de Deus e não propriamente uma conquista dos nossos méritos e virtudes. A fé, segundo a comparação que Cristo usa, torna possível o que é humanamente impossível.

Cristo assim conclui esta página do evangelho: «Quando tiverdes feito tudo o que vos foi ordenado, dizei: Somos servos inúteis: fizemos o que devíamos fazer». É uma oportuna exortação a não transformarmos o bem que fizermos no pedestal da nossa vanglória. Os nossos deveres devem ser cumpridos com simplicidade e não expondo na vitrina da nossa vaidade os méritos que tivermos. O amor genuíno anda sempre de mãos dadas com a discrição e a simplicidade.

sábado, 5 de outubro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 5 – Semana XXVI do Tempo Comum / 1º Sábado

Bar 4, 5-12.27-29 / Slm 68 (69), 33-37 / Lc 10, 17-24

Porque escondeste estas verdades aos sábios e aos inteligentes. (Evang.)

Estes sábios e inteligentes são as pessoas tão cheias de si que não têm espaço para mais nada além de si próprias. Ou aquelas pessoas que arranjam muitas razões para não acreditarem em Deus. Há muitas pessoas que, lá no fundo, acreditam em Deus, que quando estão aflitas rezam, mas que normalmente não rezam porque têm o coração fechado com as suas ideias contra Deus. Estas pessoas não conseguem receber a revelação de Deus porque elas próprias se fecharam. Rezemos por elas.

Diocese do Funchal - ELEVAÇÃO DE TOLENTINO MENDONÇA A CARDEAL

O bispo Tolentino Mendonça torna-se hoje no 46.º cardeal português da história, numa cerimónia no Vaticano, presidida pelo Papa Francisco, na qual se destaca o juramento de fidelidade e obediência ao chefe da Igreja Católica.

A cerimónia, o sexto consistório ordinário público do pontificado de Francisco, começa às 16:00 locais (menos uma hora em Lisboa), com uma saudação dos novos cardeais ao Papa, seguindo-se uma oração e a leitura do Evangelho.

Francisco faz depois a leitura, em latim, da "fórmula de criação" e elenca os nomes dos novos cardeais, que fazem nesta altura a profissão de fé e o juramento de fidelidade e obediência ao pontífice e aos seus sucessores.

Segundo o guião da cerimónia disponibilizado pelo Vaticano, Tolentino Mendonça, que é o responsável pelo Arquivo Secreto e Biblioteca Apostólica do Vaticano, será o segundo de uma lista de 10 cardeais eleitores a ser criado cardeal e passará a usar as habituais vestes, cuja cor vermelha distingue os cardeais.

Outros três símbolos, além do solidéu vermelho e da cruz peitoral, distinguem um cardeal e que são entregues pelo Papa: o barrete vermelho, o anel e a bula.

Na celebração, segue-se a imposição do barrete cardinalício aos novos cardeais, que simboliza a prontidão para agir com coragem, até com derramamento de sangue, para a defesa da fé cristã, para a paz e tranquilidade dos cristãos, e para a liberdade e crescimento da Igreja Católica.

Já o anel é expressão de uma união mais forte entre o cardeal e a Igreja.

A cada cardeal é ainda entregue a bula de nomeação e atribuída a titularidade de uma igreja de Roma, que reforça a estreita união que os cardeais possuem com o Papa.

A cerimónia termina com o chamado abraço da paz de Francisco.

O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque e o bispo do Funchal, D. Nuno Brás, são alguns dos que marcam presença nesta cerimónia.

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Primavera missionária na Igreja – O Vídeo do Papa 10 – Outubro de 2019

Santo do dia: São Francisco de Assis


“Conheço Jesus pobre e crucificado e isso me basta”, dizia São Francisco de Assis, cuja festa se celebra neste dia 4 de outubro. O Papa, que escolheu o nome Francisco por causa deste santo, definiu-o como homem de harmonia e de paz.

São Francisco nasceu em Assis (Itália) em 1182, em uma família abastada. Tinha muito dinheiro e o gastava com ostentação. Só se interessava por “gozar a vida”.

 Em sua juventude, foi à guerra e acabou sendo feito prisioneiro. Logo depois de ser libertado, ficou doente até que escutou uma voz que lhe questionou: “Francisco, a quem é melhor servir, ao amo ou ao criado?”.  Retornou para casa e com a oração foi entendendo que Deus queria algo a mais dele.

Começou a visitar e servir aos doentes, até dar de presente suas roupas e dinheiro. Desta maneira desenvolvia seu espírito de pobreza, humildade e compaixão.

 Certo dia, enquanto rezava na Igreja de São Damião, pareceu-lhe que o crucifixo repetia três vezes: “Francisco, vai e repara a minha Igreja que, como vês, está toda em ruínas”. Então, acreditando que lhe pedia que reparasse o templo físico, foi, vendeu os vestidos da loja de seu pai, levou o dinheiro ao sacerdote do templo e pediu para viver ali.

O presbítero aceitou que ficasse, mas não o dinheiro. Seu pai o buscou, golpeou-o furiosamente e, ao ver que seu filho não queria retornar para casa, exigiu o dinheiro. Francisco, ante o conselho do Bispo, devolveu-lhe até a roupa que levava no corpo.

 Mais adiante, ajudou a reconstruir a Igreja de São Damião e de São Pedro. Com o tempo, transferiu-se para uma capela chamada Porciúncula, a qual reparou e onde viveu. Pelos caminhos, costumava saudar dizendo: “A paz do Senhor esteja contigo”.

Sua radicalidade de vida foi atraindo algumas pessoas que queriam ser seus discípulos. Foi assim que, em 1210, Francisco redigiu uma breve regra e junto a seus amigos foi a Roma, onde obteve a aprovação.

O santo fez da pobreza o fundamento de sua ordem e o amor à pobreza se manifestava na maneira de se vestir, nos utensílios que usavam e nos atos. Apesar de tudo, sempre eram vistos alegres e contentes.

 Sua humildade não era um desprezo sentimental de si mesmo, a não ser na convicção de que “ante os olhos de Deus o homem vale pelo que é e não mais”.

“Muitos há que, insistindo em orações e serviços, fazem muitas abstinências e macerações dos seus corpos, mas por causa de uma única palavra que lhes parece ser uma injúria a seu próprio eu ou por causa de alguma coisa que se lhes tire, sempre se escandalizam e se perturbam. Estes não são pobres de espírito, porque quem é verdadeiramente pobre de espirito se odeia a si mesmo e ama quem lhe bate a face”, dizia.

Considerando-se indigno, chegou a receber só o diaconato e deu à sua Ordem o nome de frades menores porque queria que seus irmãos fossem os servos de todos e buscassem sempre os lugares mais humildes.

 É atribuído a ele ter começado a tradição do “presépio” que se mantém até os dias de hoje. Além disso, Deus lhe concedeu o milagre dos estigmas.

Ao visitar Assis em 4 de outubro de 2013, o Papa Francisco disse que São Francisco “dá testemunho de respeito por tudo, dá testemunho de que o homem é chamado a salvaguardar o homem, de modo que o homem esteja no centro da criação, no lugar onde Deus – o Criador – o quis; e não instrumento dos ídolos que nós criamos! A harmonia e a paz! Francisco foi homem de harmonia e de paz”.

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 4 – S. Francisco de Assis (Memória) / 1ª Sexta-feira

Bar 1, 15-22 / Slm 78 (79), 1-5.8-9 / Lc 10, 13-16

Quem vos escuta, escuta-Me a Mim. (Evang.)

Imagine o leitor uma conversa de café. Ou daquelas em que se fica à mesa, numa tarde de domingo. Quem escuta o leitor, escuta Deus? Quero dizer: Será que o coração do leitor está dentro do de Deus? Consegue estar um bocado sem dizer mal? Consegue elogiar alguém? Consegue mudar um tema pouco próprio? Consegue defender a sua posição quando ela não é popular?... Quem o escuta, escuta Deus?

Como lidar com as distrações durante a oração, segundo Santa Teresinha

A “Pequena Flor” dá um conselho para quem acha que as distrações durante a oração são um problema

Acontece com muita gente: é só sentar para rezar que logo chegam as distrações. O tique-taque do relógio de parede, a buzina do carro na rua ou até mesmo uma enxurrada de pensamentos sobre várias pessoas ou problemas de nossas vidas já basta para que a concentração na prece vá embora.
Aí fica difícil focar nossa atenção em Deus e estabelecer uma conversa com Ele. Contudo, algumas vezes essas distrações não são “distrações”; são pensamentos apresentados por Deus que visam o nosso benefício espiritual.

Para exemplificar, apresentamos o que Santa Teresinha escreveu sobre as distrações durante as orações:

“Eu também tenho muitas [distrações], mas assim que dou conta delas, eu oro por aquelas pessoas que aparecem em meus pensamentos e desviam a minha atenção, e, dessa forma, elas se beneficiam das minhas distrações”.

Às vezes, Deus quer desviar nossa atenção para nos lembrar de um amigo ou membro da família que está passando por dificuldades. Eles podem precisar das nossas orações ou da nossa caridade. Desta forma, a distração é coloca no caminho certo e, em vez de nos afastar de Deus, nos aproxima Dele e de seu plano divino.

O segredo é ficarmos atentos quando isso acontecer e perceber quando você está pensando em alguém ou até mesmo em algo que você viu no Facebook. Deus pode estar querendo que você reze por esse indivíduo ou estenda a mão para ele.


São Josemaria Escrivá disse que “quanto mais próximo um apóstolo estiver de Deus, mais universais são seus desejos. Seu coração se expande e absorve tudo em nome de seu anseio de colocar o universo aos pés de Jesus”.

Então, na próxima vez que você se sentir distraído durante uma oração, ofereça seus pensamentos a Deus e abra seu coração para aquilo que Deus quer falar para você naquele momento.

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 3 – Semana XXVI do Tempo Comum

Ne 8, 1-4a.5-6.7b-12 / Slm 18 B (19 B), 8-11 / Lc 10, 1-12

Aceitai as palavras da minha boca. (Salmo)

Podemos ter medo que Deus não aceite as nossas palavras e sobretudo os nossos atos. Mas entreguemos todos os nossos atos a Deus. Melhor, entreguemo-nos totalmente a Deus, sem querermos pôr para trás das costas os pecados. E peçamos a Deus que faça desaparecer os pecados. Um pecado em concreto. Ponhamos a nossa fraqueza nas suas mãos. Recorramos também aos nossos intercessores. Aos anjos e aos santos.

“Missa das Universidades”


quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Festas de Nª Srª da Graça

QUERMESSE - RESTAURANTE - JOGOS E MUITA ANIMAÇÃO
Domingo, 6 de Outubro, Missa ás 15h00 seguida de Procissão Solene em honra de Nossa Senhora da Graça.

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 2 – Santos Anjos da Guarda (Memória)

x 23, 20-23 / Slm 90 (91), 1-6.10-11 / Mt 18, 1-5.10 (L. Santoral)

Se não vos tornardes como as crianças, não entrareis no reino dos Céus. (Evang.)

Jesus estava a elogiar a humildade da criança. Uma criança pode ser má e cruel, mas ao mesmo tempo absorve o que se passa à volta de uma maneira simples, de uma maneira que muitas vezes até se torna inconveniente. É porque não vê a malícia dos adultos. Nós temos de ser simples e humildes como as crianças e espertos como as serpentes. Mas temos de ter uma bondade pura para acolher o outro. O leitor peça isso.

terça-feira, 1 de outubro de 2019

SÁBADO: 5 de Outubro - 1º do Mês

 e Terço meditado na Praia das Maçãs às 16h00 e Missa às 17h00

SEXTA-FEIRA: 4 de Outubro - 1ª do Mês

e Confissões na Igreja da Misericórdia às 18h15 e Missa às 19h15
.

QUINTA-FEIRA: 3 de Outubro - 1ª do Mês.

 e Oração Vocacional na Igreija do Mucifal às 18h00
.

MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 1 – Santa Teresa do Menino Jesus (Memória)

Zac 8, 20-23 / Slm 86 (87), 1-7 / Lc 9, 51-56

Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma? (Evang.)

Os apóstolos estavam muito irritados com aquela falta de hospitalidade. Talvez assim tão irritados por ela se estender ao Mestre. Mas o Mestre repreendeu-os. Também podiam ter ficado a remoer para dentro, estilo «que mal tratados que nós fomos», sem reagirem para fora. Em ambos os casos, não se pensa em rezar pelo infrator. Isso é que nos ajuda. Há que desenvolver esse reflexo condicionado. Porque não basta ler esta «tirinha» e achar que é boa ideia. É preciso insistir até se tornar um hábito.

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 30 – S. Jerónimo (Memória)

Zac 8, 1-8 / Slm 101 (102), 16-21.29 e 22-23 / Lc 9, 46-50

Quem acolher em meu nome (…) acolhe-Me a mim. (Evang.)

Esta frase é muito curiosa. Lembro-me de já ter dito ao leitor que isto é difícil, porque podemos acolher o outro em nome de Cristo mas o outro não é Cristo. Daí que não seja muito fácil acolhê-lo como se ele fosse Cristo. Nós imaginamos que se ele fosse Cristo era perfeito, não tinha defeitos, não nos maçava, não seria aborrecido. Mas a pessoa não é Cristo. É esse o desafio. (Além de não ser líquido que Cristo não nos aborrecesse...)

domingo, 29 de setembro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 29 – Domingo XXVI do Tempo Comum – Ano C

Am 6, 1a.4-7 / Slm 145 (146), 7-10 / 1 Tim 6, 11-16 / Lc 16, 19-31

O profeta Amós sacode a sonolência dos que vivem no luxo, preocupados somente com os seus prazeres e desprezando os pobres e necessitados. As suas palavras são muitos fortes, como quem grita aos que se estão a aproximar de um abismo, a fim de que não caiam nele. Todo o egoísmo é como um veneno doce que, com sabor agradável, acaba por matar. Amós prevê a invasão dos Assírios, que levarão como escravos os que agora se divertem em orgias, à custa de explorar os pobres.

S. Paulo escreve uma carta a Timóteo, bispo de Éfeso, preocupado com falsos mestres que se infiltraram na comunidade cristã. Manter a unidade da fé é uma luta que temos de travar também hoje, cumprindo o que nos pediu o mestre Jesus: «Que todos sejam um». Importa estarmos atentos para não nos deixarmos levar por teorias da moda, sedutoras mas desviantes da unidade da fé, que nos arrastam por atalhos de facilitismo. Oiçamos esta exortação de Paulo, como dita para nós hoje: «Combate o bom combate da fé».

Jesus apresenta-nos a parábola do rico avarento e do pobre Lázaro como um desafio à nossa capacidade de partilhar e de criar fraternidade. Assim nos recorda o Papa Francisco: «Lázaro ensina-nos que o outro é um dom. A justa relação com as pessoas consiste em reconhecer com gratidão o seu valor. O próprio pobre à porta do rico não é um empecilho fastidioso, mas um apelo a converter-se e a mudar de vida. O primeiro convite que nos faz esta parábola é o de abrir a porta do nosso coração ao outro, porque cada pessoa é um dom».

O nome «Lázaro» na língua hebraica significa «Deus ajuda». Deus no Céu e os que na terra estão do lado de Deus ajudam quem precisa de ser ajudado. Esta parábola é um desafio a sermos sensíveis às desgraças humanas e a tentarmos ser parte da solução e não da consolidação das desigualdades e injustiças. O rico avarento que vivia no luxo e no esbanjamento, pois «se banqueteava esplendidamente todos os dias», nada tinha para oferecer ao pobre Lázaro que sobrevivia à sua porta. Mais fraternos e sensíveis eram os cães que «vinham lamber-lhe as chagas». Todos certamente conhecemos «Lázaros» que, perto de nós, precisam da partilha do que somos, sabemos e podemos.

sábado, 28 de setembro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 28 – Semana XXV do Tempo Comum

Mas tinham medo de O interrogar sobre tal assunto. (Evang.)

Medo de enfrentar uma realidade. Acontece-nos a todos. Uma realidade dura. Um coração mole. A realidade impõe-se, o coração tem de se tornar forte ou claudica. O melhor é tornar-se forte. Pedir a força e a luz do Espírito Santo, além de pormos todas as nossas forças. É a combinação cristã. É a nossa combinação. É o que tem de ser. Hoje o leitor peça um coração forte face às realidades duras.

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Uma oração de 18 séculos a Nossa Senhora para rezarmos na hora de sair de casa

Ela já era invocada como Mãe de Deus em pleno século III, bem antes que esse dogma fosse promulgado

A Biblioteca John Rylands, de Manchester, na Inglaterra, adquiriu em 1917 um grande painel de papiro egípcio escrito em koiné, o dialeto grego popular que servia como língua franca em toda a região Mediterrânea. É o mesmo dialeto grego, aliás, em que foram escritos os Evangelhos.
No papiro em questão há um fragmento, numerado pela biblioteca como 470, cujo conteúdo, decifrado em 1939, parece proceder de uma antiquíssima liturgia cristã copta de Natal.
Adicionar legenda

Trata-se de uma oração a Nossa Senhora, possivelmente composta no século III, na qual Maria é invocada como “Theotókos”, um termo grego que significa “Mãe de Deus“.

É importante observar que a maternidade divina de Maria só viria a ser oficialmente explicitada pela Igreja no III Concílio Ecumênico, o de Éfeso, cerca de duzentos anos depois. Ou seja: os primeiros cristãos já veneravam Nossa Senhora como Mãe de Deus desde bem antes que o dogma fosse promulgado – e ao menos um século antes de Constantino e do Edito de Milão.

“Sob a vossa proteção”
Diz a oração:

Sob a vossa proteção nos refugiamos,
Mãe de Deus!
Não desprezeis as nossas súplicas
em nossas dificuldades,
mas livrai-nos do perigo,
Vós, toda Santa e bendita!


Esta oração passou a ser tradicionalmente rezada quando se sai de casa, pedindo o auxílio de Nossa Mãe.

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 27 – S. Vicente de Paulo (Memória)

Ageu 1, 15b – 2, 9 / Slm 42 (43), 1.2.3.4 / Lc 9, 18-22

Tem de ser morto e ressuscitar. (Evang.)

A frase como que diz: tem de ser morto e tem de ressuscitar. Ressuscitar também é um imperativo. Se Jesus morreu por nós também ressuscitou por nós, porque para Si próprio não precisava de ressuscitar. Nós celebramos esta ressurreição em todas as Missas e também a temos de celebrar no nosso interior em júbilo. Devemos alegrar-nos e dar graças pela ressurreição de Cristo. Falamos muito na sua morte, na cruz, em tomar a cruz e falamos pouco em ressuscitar com Ele. Hoje meditemos em ressuscitar com Ele.

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 26 – Semana XXV do Tempo Comum

Ageu 1, 1-8 / Slm 149, 1-2.3-4.5-6a.9b / Lc 9, 7-9

Louvem o seu nome com danças, (…) porque o Senhor ama o seu povo. (Salmo)

Hoje agradeçamos o amor de Deus por Portugal. Agradeçamos a sua proteção ao longo da nossa História, da História deste país tão pobre de recursos que conseguiu sempre manter-se à tona. Agradeçamos a visita de Nossa Senhora em 1917 e a sua mensagem. Agradeçamos o santuário de Fátima, onde podemos venerar e rezar à nossa Mãe. Agradeçamos tudo quanto somos e temos. (Que, olhando para o panorama do mundo, não é muito mau.)

terça-feira, 24 de setembro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 24 – Semana XXV do Tempo Comum

Esd 6, 7-8.12b.14-20 / Slm 121 (122), 1-2.3-4a.4b-5 / Lc 8, 19-21

Minha Mãe e (…) são aqueles que ouvem a palavra de Deus. (Evang.)

A família de sangue é-nos imposta pelo sangue. Os amigos, nós escolhemos. Estes são escolhidos pelas nossas afinidades com eles. Assim dizia Jesus que era a sua família: aqueles que tinham «afinidade» com Ele, quer dizer, os que ouviam a sua palavra e a punham em prática. Quer dizer, a família de Jesus também tinha de passar pelo processo de conversão por que todas as pessoas passavam. Exceto Nossa Senhora, claro está. Hoje o leitor reze pela conversão da sua família.

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

EMOCIONANTE! Ator de 'Paixão de Cristo' fala sobre como Maria mudou sua ...


MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 23 – Semana XXV do Tempo Comum

Esd 1, 1-6 / Slm 125 (126), 1-6 / Lc 8, 16-18

Tende cuidado com a maneira como ouvis. (Evang.)

Cada pessoa tem a sua maneira de ouvir a palavra de Deus. E Jesus diz que esta maneira de cada um tem de ser fiel a essa palavra que o Espírito Santo nos ajuda a interpretar e pôr em prática. Porque a palavra de Deus não pode ser ouvida ligeiramente, como quem ouve a novela, ou lida displicentemente, como quem lê um romance. A palavra de Deus quer-se lida, repetida, interiorizada, absorvida – feita parte do nosso eu – e posta em prática. O leitor tenha cuidado em como é que «ouve».

domingo, 22 de setembro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 22 – Domingo XXV do Tempo Comum – Ano C

Am 8, 4-7 / Slm 112 (113), 1-2.4-8 / 1 Tim 2, 1-8 / Lc 16, 1-13 ou 16, 10-13

A primeira leitura apresenta-nos a voz profética de Amós que, falando em nome de Deus, defende os pobres contra as injustiças dos poderosos, dispostos a tudo para enriquecer sempre mais. Estamos em 750 antes de Cristo, tempo de grande prosperidade e esplendor em Israel. Mas a vertigem da riqueza levava ao crime de prejudicar os pobres, que mais pobres ainda ficavam. Deus é sempre apresentado como o defensor dos fracos, dos que socialmente são irrelevantes, como a voz dos sem voz, que faz justiça aos que não têm força para defender os seus direitos. Ser fiel a Deus inclui a fidelidade à justiça.

Ontem como hoje, importa estar atentos para que a administração dos bens temporais, que poderão ser muitos, não nos faça sentir autorizados a agir como donos do mundo. Por isso, S. Basílio, já no século IV, nos adverte: «Não és tu um ladrão quando consideras como tuas as riquezas deste mundo, riquezas que te foram entregues apenas para que as administrasses?»

S. Paulo, escrevendo ao seu discípulo Timóteo, apresenta-nos um belo retrato do nosso Deus: «Ele quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade», sublinhando que Cristo «Se entregou à morte pela redenção de todos». Deus quer bem a todos, não apenas aos que Lhe são fiéis e se comportam bem. Deus ama-nos não porque mereçamos o seu amor, mas porque d’Ele precisamos. Agradeçamos o amor desmedido que o Senhor nos oferece gratuitamente.

No Evangelho, Jesus ousa contar uma história que parece dever incluir-se num manual de desonestidade. Um administrador, que vai ser despedido, faz ajustes diretos com os devedores ao seu senhor, perdoando a cada um boa parte da respetiva dívida. Com este estratagema, procurou arranjar amigos para a sua vida futura, depois de ser despedido.

É claro que Jesus não elogia o roubo feito pelo administrador. Faz-nos cair na conta que a esperteza que o administrador usou para o mal, devemos nós usar de modo sabiamente criativo para fazer o bem. E notou que «os filhos deste mundo são mais espertos do que os filhos da luz no trato com os seus semelhantes». Nós, que felizmente estamos do lado de Cristo, temos de saber usar as nossas qualidades, imaginação e criatividade para fazer o

sábado, 21 de setembro de 2019

ANO PASTORAL 2019.2020 «Sair com Cristo ao encontro de todas as periferias» CSL, nº 53


MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 21– S. Mateus (Festa)

Ef 4, 1-7.11-13 / Slm 18 A (19 A), 2-3.4-5 / Mt 9, 9-13

Os céus proclamam a glória de Deus. (Salmo)

A natureza proclama a glória de Deus. Hoje o leitor contemple a natureza e tudo o que ela lhe diz de Deus. Se vive na cidade também pode contemplar a obra do homem. Pode contemplar as árvores, os campos, o céu, o carro que conduz. (Quantas e quantas pessoas não contribuíram para que o seu carro fosse produzido, desde as que, por exemplo, fizeram as ligas de metais?) O leitor agradeça a Deus a natureza e também o trabalho do homem.

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 19 – Semana XXIV do Tempo Comum

1 Tim 4, 12-16 / Slm 110 (111), 7-10 / Lc 7, 36-50

Qual deles ficará mais seu amigo? (Evang.)

Neste caso, seria um amigo agradecido. Mas há pessoas que não são nada agradecidas. Que dizem: «se deu é porque pode», «se fez foi porque quis». Claro que isto magoa mas também nos lembra que Cristo nos diz que não devemos esperar recompensa. Devemos fazer gratuitamente, por amor ao Amor, por amor a Deus. Isto também nos educa. Também nos dá um sentido de desprendimento. Hoje peçamos esse desprendimento no bem que fazemos.

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 18 – Semana XXIV do Tempo Comum

1 Tim 3, 14-16 / Slm 110 (111), 1-2.3-4.5-6 / Lc 7, 31-35

E vós dizeis: [de João, que não comia nem bebia vinho] «Tem o demónio com ele». (…) [do Filho do homem] «É um glutão e um ébrio, amigo de publicanos e pecadores». (Evang.)

Quando estamos de má vontade em relação a alguém, vemos sempre essa pessoa de um ponto de vista negativo. Mesmo as suas qualidades. Hoje o leitor faça um exame de consciência nesse sentido. Tente ver aquela pessoa com quem antipatiza (mais). E porquê? Essa pessoa fez-lhe algum mal e o leitor ainda não lhe perdoou? O leitor tem ciúmes ou inveja dessa pessoa? Essa pessoa tem os mesmos defeitos que o leitor?...

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Jornada Diocesana da Formação

O Instituto Diocesano da Formação Cristã convida todos os seus alunos, antigos alunos, professores, padres, tutores, colaboradores e amigos, a participar na Jornada Diocesana da Formação que marcará o início do Ano Pastoral 2019/2020.
Será um dia de reflexão e convívio no âmbito da formação e com um olhar para o mundo digital em que nos movemos.
Esta data coincide com a celebração dos 30 anos da Escola de Leigos, pelo que será também um dia de festa!
Por fim, em parceria com a Paulus Editora, iremos também apresentar o livro "Não eu, mas Deus - biografia espiritual de Carlo Acutis", um jovem que utilizou o mundo digital para evangelizar e que recebeu o título de venerável por parte da Santa Sé.

A Jornada terá lugar na Igreja Paroquial de Nossa Senhora do Cabo, em Linda-a-velha, no dia 28 de Setembro de 2019 (sábado).

É necessário prévia inscrição e o contributo de 15,00 € (5,00€ sem almoço).
A inscrição deverá ser efectuada até ao dia 23 de Setembro, e pode ser realizada através do botão laranja abaixo ou seguindo este link: Ficha de Inscrição.

Aguardamos pelo vosso contacto e esperamos por vós no dia 28 de Setembro,
Faça já a sua inscrição!

Saudações fraternas
Instituto Diocesano da Formação Cristã do Patriarcado de Lisboa
Centro de Formação a Distância

Inscrição online


MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 17 – Semana XXIV do Tempo Comum

1 Tim 3, 1-13 / Slm 100 (101), 1-2ab.2cd-3ab.5.6 / Lc 7, 11-17

Deus visitou o seu povo. (Evang.)

Às vezes temos expressões parecidas com esta a propósito de coisas muito boas que nos aconteceram e de que não estávamos nada à espera. Expressões estilo: «Ele há Deus!», que refletem o que entendemos poder ser uma manifestação de Deus porque Deus, de facto, pode estar nas coisas muito boas da nossa vida. Faz-nos bem, e aproxima-nos de Deus, lembrarmo-nos dos momentos de grande felicidade com Deus. O leitor faça isso hoje e agradeça.

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

A janela

Perante o milagre da luz, fechávamos os olhos. E tudo recomeçava em cada entardecer. Havia ainda muita história para escrever. Mas naquele momento era apenas o silêncio levemente estremecido pelo rugir do vento nas frestas da grande janela. Bendito seja Deus!
Saiba mais

sábado, 14 de setembro de 2019

Exaltação da Santa Cruz


Jesus Cristo
Jesus quis morrer na Cruz para nos salvar.

Por aquilo que o Senhor fez por ti, reconheças o quanto vales para Ele. Nesta festa da Exaltação da Santa Cruz, manifeste sua gratidão conversando um pouco com Deus. Pare um instante para fazer uma meditação católica.

Clique abaixo e veja como é simples.

Meditação Católica

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 14 – Exaltação da Santa Cruz (Festa)

Num 21, 4b-9 / Slm 77 (78), 1-2.34-35.36-37.38 / Jo 3, 13-17

Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho. (Evang.)

Este é o «Dia da Exaltação do Amor de Deus Por Nós». Deus Pai entregou o seu Filho nas nossas mãos, o qual Se entregou como um escravo criminoso por nós. Deus, em homem, fez-Se o ser mais desprezível para nos mostrar quanto nos ama; para nos mostrar que o seu amor de Deus é infinito. E também que Deus não é poderoso à maneira dos poderosos da Terra, como os escritores do Antigo Testamento tantas vezes O tinham descrito. («Quem Me vê, vê o Pai» – Jo 14, 9).

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 12 – Semana XXIII do Tempo Comum

Col 3, 12-17 / Slm 150, 1-6 / Lc 6, 27-38

Digo-vos a vós que Me escutais. (Evang.)

Hoje o leitor faça um exercício: leia o texto do Evangelho de hoje até chegar a uma frase que o toca. Ou então leia o texto de hoje todo e tire a frase que mais o toca. Depois quiete-se, silencie-se, feche os olhos, tenha essa frase em frente aos seus olhos interiores e veja de mansinho o que é que lhe vem a propósito dessa frase. O objetivo não é bem raciocinar sobre a frase. É ver que outras frases, ou pensamentos, lhe vêm a propósito dessa frase. Talvez Deus lhe esteja a falar aí… Preste atenção e medite.

Papa admite cisma na Igreja e assume que é criticado dentro da Cúria

No regresso a Roma após a quarta visita pastoral a África, Francisco assumiu aos jornalistas que é alvo de fortes críticas vindas "de todos os lados, até mesmo da Cúria". E aos que dizem que "o Papa é demasiado comunista", deixa o aviso de que não teme um cisma, mas que "esse caminho não é cristão".


Foi mais de uma hora de conversa, entre Francisco e os vaticanistas que o acompanharam na viagem de seis dias ao continente africano. Depois de Moçambique, Madagascar e as Ilhas Maurícias, o Papa retomou, esta quarta-feira, a sua agenda em Roma.

É a quarta vez que, no seu Pontificado, Francisco faz questão de se deslocar a África. E esta prioridade, tal como muitas das tónicas colocadas pelo Papa sobre a importância das "periferias do mundo" ou sobre a necessidade de "uma igreja do perdão" tem aumentado o coro de críticas internas.

A primeira pergunta foi direta ao assunto. Questionado sobre a existência de um "complot para fazer cair o Papa", Francisco não teve duvidas em assumir que é alvo de críticas. E "não são só dos americanos, são um pouco por todo o lado, incluindo na Cúria", respondeu, lamentando sobretudo os que "apunhalam pelas costas".

A pressão dos ultra-conservadores que, depois do chamado "Dossiê Vigano" ou da abertura papal à comunhão dos divorciados, chegaram a formalizar um pedido de demissão de Bergoglio, está, cada vez mais, a fazer-se sentir. E a possibilidade de uma cisão interna na Igreja católica ganhou, neste momento, estatuto de possibilidade.

"Eu não tenho medo de cismas", afirmou Francisco. Lembrando que "na Igreja houve muitos cismas" e que esta é "uma das opções que o Senhor deixa à liberdade humana", o Papa não deixa de lançar os avisos: "O caminho do cisma não é cristão" porque "é sempre é uma separação elitista provocada por uma ideologia separada da doutrina”.

Francisco pode estar debaixo de fogo, mas ainda está disposto a reagir aos ataques. "A possibilidade de um cisma surge quando a doutrina escorrega na ideologia", disse. E, neste caso, o Papa nota sinais de uma "ideologia da primazia de uma moral assética sobre a moral do povo de Deus".

Francisco refere-se diretamente à ala fundamentalista da doutrina católica, que o acusam de desrespeito à doutrina e desconfiam das aproximações da Santa Sé a países como Cuba ou a China. Francisco vai direto ao assunto, "Os que dizem: 'o Papa é demasiado comunista' fazem entrar a ideologia na doutrina". Além do mais, "As matérias sociais sobre as quais falo são as mesmas de que falava João Paulo II. Eu copio-o", conclui Francisco.