quinta-feira, 30 de abril de 2020

Restrições às celebrações religiosas comunitárias acabam a 30 de maio, anuncia o Governo

Conferência Episcopal Portuguesa está a discutir com as autoridades «questões de higiene e normas de segurança», para definir as regras de reabertura das igrejas ao culto

Foto: Diocese de Aveiro
Lisboa, 30 abr 2020 (Ecclesia) – O primeiro-ministro português anunciou hoje o fim das restrições às celebrações religiosas comunitárias, impostas por causa da pandemia de Covid-19, a partir de 30 de maio.

“Serão adotada as medidas que permitam que, a partir do fim de semana de 30 e 31 de maio, sejam levantadas as restrições às celebrações comunitárias, em qualquer religião”, referiu António Costa, em conferência de imprensa.

O regresso das celebrações comunitárias vai decorrer de acordo com regras a definir entra a DGS e as confissões religiosas, nos “termos do diálogo” que vem a ser mantido, “tendo em conta, desde logo, as caraterísticas específicas dos respetivos templos ou locais de culto, as próprias formas de culto, que são distintas”, indicou o líder do Executivo.

Os funerais vão passar a ser celebrados com a presença de familiares.

O primeiro-ministro admitiu, a este respeito, que “as regras que têm vigorado nalguns pontos do território têm sido excessivas”.

A Agência ECCLESIA confirmou junto do Secretariado Geral da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) que estão a decorrer conversações com as autoridades governamentais, nomeadamente de saúde, sobre “questões de higiene e normas de segurança”, para definir as regras de reabertura das igrejas ao culto.

António Costa anunciou hoje um plano de transição do atual estado de emergência para o estado de calamidade, no final da reunião do Conselho de Ministros.

O objetivo é promover, de forma “gradual e progressiva”, o desconfinamento, com medidas de higiene e distanciamento físico, entre elas o uso obrigatório de máscaras em locais fechados com “elevado número de pessoas”.

As várias fases deste plano entram em vigor a cada duas semanas, (04 de maio, 18 de maio e 01 de junho), com avaliação sobre o seu impacto, em termos de contágios.

A 20 de abril, após uma reunião com presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. Manuel Clemente, o primeiro-ministro português elogiou o “exemplo” da Igreja Católica durante o estado de emergência, apontando ao regresso gradual das celebrações religiosas em maio.

No dia 13 de março, a CEP determinou a suspensão de todas as celebrações comunitárias de Missas em Portugal, até “ser superada a atual situação de emergência”, com limitações ainda às celebrações de batismos, matrimónios e funerais.

O decreto que renovou o estado de emergência, em vigor até o final do dia 2 de maio, apresentava medidas de restrições à liberdade de culto, para reduzir o risco de contágio e executar as medidas de prevenção e combate à epidemia, incluindo “a limitação ou proibição de realização de celebrações de cariz religioso e de outros eventos de culto que impliquem uma aglomeração de pessoas”.

A 21 de abril, o Conselho Permanente da CEP reuniu-se em videoconferência, preparando o regresso “possível e gradual” às celebrações comunitárias, após o final do estado de emergência no país.

Em nota enviada à Agência ECCLESIA, o organismo dos bispos católicos referia estar a “preparar orientações gerais, em diálogo com as autoridades governamentais e de saúde, para quando terminar esta terceira fase do estado de emergência, com a retomada possível e gradual das celebrações comunitárias da Eucaristia e outras manifestações cultuais”.

O Santuário de Fátima anunciou a 6 de abril que a peregrinação internacional que assinala anualmente o 13 de maio vai decorrer este ano sem a presença de assembleia, devido à pandemia de Covid-19.

OC/PR

A importância do Cardeal Patriarca de Lisboa no Mundo.

A maioria das pessoas acha que todas as cidades têm um cardeal Patriarca, mas não é assim, nós somos um dos 7 privilegiados e os outros são bem antigos.
Na altura foi um grandioso acontecimento europeu, a embaixada em que o Rei D. João V enviou a Roma em 1716 ao Papa Clemente XI, ( com os chamados e já famosos 15 ‘Coches da Embaixada’, 3 dos quais estão no Museu dos Coches ) pedia ao Papa as faixas bentas para o filho infante D. José e era também uma embaixada diplomática e por causa desta embaixada é que nos foi concedido o título de Cardeal Patriarca de Lisboa, mas com justa causa, de facto o nosso patriarcado deu mais igrejas ao mundo.
Só havia 6 cardeais patriarcas no mundo. O nosso é o 7.º o mais recente, por isso quando reúne o Conclave (reunião de cardeais para a escolha de novo Papa) fazemos parte dos últimos 7 cardeais a entrar no conclave (os mais importantes) e somos o primeiro dos 7 a entrar porque dos últimos 7 mais importantes cardeais, somos o mais recente datamos só de 1716, os outros eram mais antigos.
No Conclave entra-se por ordem de importância do menos importante a entrar em primeiro lugar para o mais importante a entrar por último. Sermos dos últimos 7 cardeais do mundo inteiro, a entrar é uma grande honra.
Hoje em Dia não sei como estão os patriarcados. Lembro-me dos 7, Antioquia, Alexandria, Constantinopla, Jerusalém, Roma, Veneza e Lisboa. Não há mais Cardeais Patriarcas no mundo, e provavelmente não haverá nunca mais, uma vez que o mundo está globalizado.
Não deixem de ler os comentários ao meu post, há informação muito mais precisa e completa, que já calculava que fosse aparecer.
27/04/2020 
Facebook: Helena Carvalho Pereira 
Para ver o post e os comentários referidos clique em: Associação Nacional das Tradições de Portugal


MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 30 – Semana III do Tempo Pascal

At 8, 26-40 / Slm 65 (66), 8-9.16-17.20 / Jo 6, 44-51

«Serão todos instruídos por Deus». (Evangelho)

Deve ser uma maravilha ser instruído por Deus. Instruído diretamente por Deus, quero eu dizer. Deve, mas não é para nós. Para nós é irmos ganhando cada vez mais sensibilidade à maneira como Deus nos fala no nosso interior, através dos outros, através dos acontecimentos pequenos e grandes da nossa vida, nacionais e internacionais. Se nos habituarmos a fazer essa reflexão, de vez em quando, à noite, iremos apurando essa sensibilidade, de maneira a reconhecermos os sinais de Deus cada vez com mais facilidade. (O que nunca vai dispensar a oração sobre eles.) Faça isso na sua oração de hoje.

quarta-feira, 29 de abril de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 29 – Santa Catarina de Sena (Festa)

1 Jo 1, 5 – 2, 2 / Slm 102 (103), 1-4.8-9.13-14.17-18 / Mt 11, 25-30

Tudo Me foi dado por meu Pai. (Evang.)

Graças a Deus. Imaginemos que alguma coisa tinha caído fora da alçada de Cristo. Era uma catástrofe inimaginável. Hoje o leitor compenetre-se desta realidade. Deus Pai entregou-me a Jesus. Pertenço a Jesus. Sou de Jesus. Aqui pode ir por dois caminhos: ou repete estas frases devagarinho, fazendo-as entrar no seu coração, ou medita no que elas querem dizer.

Informação do Prior


terça-feira, 28 de abril de 2020

C.E.C.D. MIRA SINTRA - Centro de Educação para o Cidadão com Deficiência, CRL

O CECD já iniciou o serviço de apoio à comunidade com deficiência que se encontra em isolamento social. Esta Linha de Apoio pretende apoiar as famílias e as pessoas com deficiência num serviço gratuito e complementar a outros já disponibilizados, mas com a visão específica para a área da deficiência.
Estamos numa fase de divulgação deste serviço que pretende chegar a pessoas que sentem estas dificuldades, para além das pessoas que já nos encontramos a apoiar. 

MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 28 – Semana III do Tempo Pascal


At 7, 51 – 8, 1a / Slm 30 (31), 3cd-4.6ab.7b.8a.17.21ab / Jo 6, 30-35

Em vossas mãos entrego o meu espírito. (Salmo)

Em vossas mãos entrego o meu espírito porque me abandono nas vossas mãos; fazei de mim o que quiserdes, que eu sei que é uma coisa boa. Em vossas mãos entrego o meu espírito porque me deixo guiar por Vós. Vou para onde me levardes. A Vós entrego o meu espírito porque o meu espírito é fiel ao meu Deus. Três frases que dizem mais ou menos o mesmo. O leitor agarre numa e saboreie-a, repita-a, sinta-a, faça-a sua.

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Portugal: Igreja Católica assinala Semana de Oração pelas Vocações Consagradas em contexto inédito

«As palavras da vocação» é o tema da mensagem do Papa para a iniciativa, que decorre até 3 de maio
Portugal, 26 abr 2020 (Ecclesia) – A Igreja Católica celebra de hoje a 3 de maio a Semana de Oração pelas Vocações Consagradas, uma iniciativa anual que em 2020 decorre num contexto inédito, por causa da pandemia de Covid-19.

“Aconselhamos que, durante esta semana, sejam privilegiadas a oração pessoal e familiar, sem esquecer a oração sempre constante das comunidades religiosas”, escreve D. António Augusto Azevedo, bispo de Vila Real e presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios (CEVM), na sua mensagem para esta celebração.

O responsável católico admite que o “contexto diferente do habitual” obriga a que esta semana seja perspetivada de “um modo diferente e mais criativo”.

“Sugerimos que a oração pelas vocações tenha, antes de mais, um sentido de gratidão. Damos graças a Deus pela vocação como dom da graça divina e por tantas vocações que enriquecem a Igreja, a começar pelas dos sacerdotes e dos consagrados e consagradas”, apela o bispo de Vila Real.

O presidente da CEVM saúda quem assume a sua profissão como “uma verdadeira vocação”, que leva a entregar-se “totalmente a cuidar dos outros, como são os casos dos profissionais de saúde, dos cuidadores nos lares ou em casa e dos voluntários em várias instituições e projetos”.

“Neste espírito de gratidão há ainda um lugar especial para todas as famílias que são fiéis à sua vocação de comunidades de vida, amor e fé. E, dada a feliz coincidência de esta semana terminar no Dia da Mãe, agradecemos a Deus o dom que representa cada mãe, de modo especial as que assumem a maternidade como uma grande vocação”, acrescenta D. António Augusto Azevedo.

A mensagem admite que o recolhimento de tantas pessoas pode gerar um “clima de maior silêncio” e ajudar a “uma oração pelas vocações como verdadeiro espaço de escuta”.

“Faço votos que esta semana de oração pelas vocações consagradas suscite em cada pessoa e cada família uma coragem redobrada para viver e ultrapassar esta situação de provação em que nos encontramos. Rezemos sobretudo com fé e com a consciência de que a nossa oração, feita em espírito de comunhão, tem muita força”, conclui o bispo de Vila Real.

A Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios publicou, online, um conjunto de subsídios para ajudar na celebração desta semana.

Os materiais partem da mensagem do Papa para Dia Mundial das Vocações 2020, intitulada “As palavras da vocação”.

Francisco reflete sobre quatro palavras-chave, “gratidão, coragem, tribulação e louvor”.

“A nossa realização e a dos nosso projetos de vida não é o resultado matemático do que decidimos dentro do nosso ‘eu’ isolado; pelo contrário, trata-se, antes de mais, da resposta a um chamamento que nos chega do Alto. É o Senhor que nos indica a margem para onde ir”, escreve.

OC

MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 27 – Semana III do Tempo Pascal

At 6, 8-15 / Slm 118 (119), 23-24.26-27.29-30 / Jo 6, 22-29

Ditosos os que seguem a lei do Senhor. (Refrão do Salmo)

O leitor sente-se ditoso por seguir a lei do Senhor? Primeiro, segue a lei do Senhor? E sente-se ditoso ou sacrificado? Sente-se alegre por isso ou a lei do Senhor pesa-lhe? Por que é que a lei do Senhor lhe havia de pesar? A lei do Senhor é a lei do amor. Se esta lhe pesa, pense porquê. Se não lhe pesa, agradeça. Muito. Ou também pode acontecer que às vezes lhe pese e outras vezes não. Nessa altura, procure um padrão. Tudo isto, à frente do Senhor.

domingo, 26 de abril de 2020

Judeus, cristãos e muçulmanos se unem em oração pela primeira vez em Jerusalém

«Deus, tu que nos alimentaste na fome e nos proporcionou abundância, libertou-nos da praga e libertou-nos de doenças graves e duradouras. Ajude-nos ”, foi o pedido de líderes religiosos.

Judeus, cristãos e muçulmanos se reuniram em Jerusalém para orar pelo mundo e pedir a Deus que acabe com essa pandemia.

A primeira ‘Oração Global Conjunta’ reunida “à luz da terrível situação em todo o mundo” incluiu o Patriarca Ortodoxo Grego Theophilos III, Arcebispo do Patriarca Latino Pierbattista Pizzaballa, Imam Sheikh Gamal el Ubra, Imam Sheikh Agel Al-Atrash e o líder espiritual druso Sheikh Mowafaq Tarif.

Representando o judaísmo estavam o rabino Yitzhak Yosef, Rishon LeZion, rabino-chefe sefardita de Israel e presidente do conselho principal de rabinatos, e rabino David Lau, rabino-chefe de Israel e presidente do Grande Tribunal Rabínico.

Os líderes religiosos, cuja oração conjunta no King David Hotel foi transmitida ao vivo, disseram: “Nestes tempos turbulentos, continuamos a ouvir vozes crescentes contra comunidades inteiras.

“Essa nova realidade terrível afetou toda a humanidade, independentemente de religião, gênero e raça. Por verdadeira fé em solidariedade, agora apelamos a todos os cidadãos do mundo para que se unam e realizem uma oração conjunta à saúde e à unidade. ”

A iniciativa foi apoiada pelo rabino-chefe de Israel, pelo Ministério das Relações Exteriores e pelo Ministério do Interior de Israel, pelo Conselho Mundial de Líderes Religiosos e por numerosas organizações judaicas e não-judaicas.

Segundo relatos da ABC , os participantes da reunião também alertaram sobre o aumento do racismo, xenofobia e discriminação, devido ao coronavírus.

Fonte: Jewish news

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 26 – Domingo III da Páscoa (Ano A)

At 2, 14.22-33 / Slm 15 (16), 1-2a.5.7-11 / 1 Pe 1, 17-21 / Lc 24, 13-35

1.º Dia da Semana de Oração pelas Vocações

O apóstolo Pedro, na força do Espírito Santo, no dia do Pentecostes, corajosamente propõe a adesão a Jesus de Nazaré, que passou fazendo o bem, «acreditado por Deus com milagres, prodígios e sinais». Tendo sido condenado à morte de cruz, ressuscitou glorioso e disso são especiais testemunhas os apóstolos. É esta boa nova que hoje nos compete viver e comunicar. O mesmo Espírito de Deus que deu coragem aos apóstolos para anunciar a boa nova de Jesus, morto e ressuscitado, está hoje connosco para nos dar a força de que precisamos.

São Pedro faz uma catequese aos cristãos recentemente batizados. Recorda que temos um Deus que não faz aceção de pessoas, para Ele todos somos filhos queridos. Cristo resgatou-nos da condição de pecado, não a troco de prata ou ouro, mas com a sua própria vida, com o altíssimo preço do seu sangue. Assim, é exigido aos cristãos uma vida irrepreensível, como gratidão por tanto que Deus fez por nós. Amor com amor se paga.

Ontem, com os discípulos de Emaús, e hoje connosco, Cristo aproxima-Se de nós e acompanha-nos no nosso caminhar. Faz- -Se encontradiço, partilhando a nossa vida: «Que foi?». Interessa-Se pelo que se passa connosco, assumindo as nossas dúvidas, perplexidades e problemas. Cristo ressuscitado e hoje vivo na sua Igreja dá-nos ocasião de nos abrirmos com Ele, pelo exercício da presença de Deus, da oração explícita, da leitura da Bíblia e, especialmente, da Eucaristia.

Na descrição do evangelista Lucas, os discípulos de Emaús participaram na «liturgia da palavra» explicada pelo próprio Senhor ressuscitado, a ponto de sentirem que o coração lhes ardia. Seguiu- -se depois a «liturgia eucarística», já em casa dos discípulos, tendo reconhecido Cristo ao partir do pão. Pedimos a graça de ter por mestre interior a Cristo que nos explica o sentido profundo das palavras da Sagrada Escritura e de O reconhecer verdadeiramente presente quando participamos numa Eucaristia.

sábado, 25 de abril de 2020

CARTA DO PAPA FRANCISCO A TODOS OS FIÉIS PARA O MÊS DE MAIO DE 2020

Index
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Queridos irmãos e irmãs!

Já está próximo o Mês de Maio, no qual o povo de Deus manifesta de forma particularmente intensa o seu amor e devoção à Virgem Maria. Neste mês, é tradição rezar o Terço em casa, com a família; dimensão esta – a doméstica –, que as restrições da pandemia nos «forçaram» a valorizar, inclusive do ponto de vista espiritual.

Por isso, pensei propor-vos a todos que volteis a descobrir a beleza de rezar o Terço em casa, no mês de maio. Podeis fazê-lo juntos ou individualmente: decidi vós de acordo com as situações, valorizando ambas as possibilidades. Seja como for, há um segredo para bem o fazer: a simplicidade; e é fácil encontrar, mesmo na internet, bons esquemas para seguir na sua recitação.

Além disso, ofereço-vos os textos de duas orações a Nossa Senhora, que podereis rezar no fim do Terço; eu mesmo as rezarei no Mês de Maio, unido espiritualmente convosco. Junto-as a esta Carta, para que assim fiquem à disposição de todos.

Queridos irmãos e irmãs, a contemplação do rosto de Cristo, juntamente com o coração de Maria, nossa Mãe, tornar-nos-á ainda mais unidos como família espiritual e ajudar-nos-á a superar esta prova. Eu rezarei por vós, especialmente pelos que mais sofrem, e vós, por favor, rezai por mim. Agradeço-vos e de coração vos abençoo.

Roma, São João de Latrão, na Festa de São Marcos Evangelista, 25 de abril de 2020.


Francisco
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Oração a Maria

Ó Maria,
Vós sempre resplandeceis sobre o nosso caminho
como um sinal de salvação e de esperança.
Confiamo-nos a Vós, Saúde dos Enfermos,
que permanecestes, junto da cruz, associada ao sofrimento de Jesus,
mantendo firme a vossa fé.

Vós, Salvação do Povo Romano,
sabeis do que precisamos
e temos a certeza de que no-lo providenciareis
para que, como em Caná da Galileia,
possa voltar a alegria e a festa
depois desta provação.

Ajudai-nos, Mãe do Divino Amor,
a conformar-nos com a vontade do Pai
e a fazer aquilo que nos disser Jesus,
que assumiu sobre Si as nossas enfermidades
e carregou as nossas dores
para nos levar, através da cruz,
à alegria da ressurreição. Amen.

À vossa proteção, recorremos, Santa Mãe de Deus;
não desprezeis as nossas súplicas na hora da prova
mas livrai-nos de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita.
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Oração a Maria

«À vossa proteção, recorremos, Santa Mãe de Deus».

Na dramática situação atual, carregada de sofrimentos e angústias que oprimem o mundo inteiro, recorremos a Vós, Mãe de Deus e nossa Mãe, refugiando-nos sob a vossa proteção.

Ó Virgem Maria, volvei para nós os vossos olhos misericordiosos nesta pandemia do coronavírus e confortai a quantos se sentem perdidos e choram pelos seus familiares mortos e, por vezes, sepultados duma maneira que fere a alma. Sustentai aqueles que estão angustiados por pessoas enfermas de quem não se podem aproximar, para impedir o contágio. Infundi confiança em quem vive ansioso com o futuro incerto e as consequências sobre a economia e o trabalho.

Mãe de Deus e nossa Mãe, alcançai-nos de Deus, Pai de misericórdia, que esta dura prova termine e volte um horizonte de esperança e paz. Como em Caná, intervinde junto do vosso Divino Filho, pedindo-Lhe que conforte as famílias dos doentes e das vítimas e abra o seu coração à confiança.

Protegei os médicos, os enfermeiros, os agentes de saúde, os voluntários que, neste período de emergência, estão na vanguarda arriscando a própria vida para salvar outras vidas. Acompanhai a sua fadiga heroica e dai-lhes força, bondade e saúde.

Permanecei junto daqueles que assistem noite e dia os doentes, e dos sacerdotes que procuram ajudar e apoiar a todos, com solicitude pastoral e dedicação evangélica.

Virgem Santa, iluminai as mentes dos homens e mulheres de ciência, a fim de encontrarem as soluções justas para vencer este vírus.

Assisti os Responsáveis das nações, para que atuem com sabedoria, solicitude e generosidade, socorrendo aqueles que não têm o necessário para viver, programando soluções sociais e económicas com clarividência e espírito de solidariedade.

Maria Santíssima tocai as consciências para que as somas enormes usadas para aumentar e aperfeiçoar os armamentos sejam, antes, destinadas a promover estudos adequados para prevenir catástrofes do género no futuro.

Mãe amadíssima, fazei crescer no mundo o sentido de pertença a uma única grande família, na certeza do vínculo que une a todos, para acudirmos, com espírito fraterno e solidário, a tanta pobreza e inúmeras situações de miséria. Encorajai a firmeza na fé, a perseverança no serviço, a constância na oração.

Ó Maria, Consoladora dos aflitos, abraçai todos os vossos filhos atribulados e alcançai-nos a graça que Deus intervenha com a sua mão omnipotente para nos libertar desta terrível epidemia, de modo que a vida possa retomar com serenidade o seu curso normal.

Confiamo-nos a Vós, que resplandeceis sobre o nosso caminho como sinal de salvação e de esperança, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria. Amen.
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Patriarcado de Lisboa publica eBook com homilias da Semana Santa

Iniciativa conta ainda com fotografias das celebrações
Foto Miguel Valle de Figueiredo/FFMS
Lisboa, 24 abr 2020 (Ecclesia) – O patriarcado de Lisboa publicou um eBook com as homilias da Semana Santa do cardeal-patriarca, D. Manuel Clemente, bem como fotografias das celebrações sem fiéis.

“O Patriarcado de Lisboa disponibiliza um eBook com as homilias do Cardeal-Patriarca de Lisboa, proferidas nas celebrações da Semana Santa que decorreram na Sé Patriarcal”, informa o comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA.

A publicação, disponível para download, reúne também algumas das fotografias das celebrações que, este ano, não “contaram com a presença física de fiéis”, devido à pandemia do Covid-19.

O eBook de 28 páginas tem as homilias desde o Domingo de Ramos até ao Domingo de Páscoa.

SN 

sexta-feira, 24 de abril de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 24 – Semana II do Tempo Pascal

At 5, 34-42 / Slm 26 (27), 1.4.13-14 / Jo 6, 1-15

... cheios de alegria por terem merecido serem ultrajados por causa do nome de Jesus. (1ª Leitura)

Não me parece que agora vamos fazer por merecer ser ultrajados por causa de Jesus. Mas uma certa coragem só faz bem; não termos medo de atitudes, afirmações, comportamentos cujo resultado pode ser desagradável, mas são os que a nossa consciência nos dita. E, depois, até nos poderemos alegrar por ter tido «espinha dorsal». Isto é tanto mais importante quanto há muita gente com espinha dorsal com doutrinas contrárias ao Cristianismo, e nós temos de nos afirmar.

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Igreja Católica prepara regresso «possível e gradual» às celebrações com...

Bispos católicos ultimam orientações gerais, em diálogo com as autoridades governamentais e de saúde


Lisboa, 21 abr 2020 (Ecclesia) – O Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) reuniu-se hoje em videoconferência, preparando o regresso “possível e gradual” às celebrações comunitárias, após o final do estado de emergência no país.

Em nota enviada à Agência ECCLESIA, o organismo dos bispos católicos adianta que “está a preparar orientações gerais, em diálogo com as autoridades governamentais e de saúde, para quando terminar esta terceira fase do estado de emergência, com a retomada possível e gradual das celebrações comunitárias da Eucaristia e outras manifestações cultuais”.

O encontro desta tarde analisou a situação de emergência, face à pandemia de Covid-19, “procurando de modo livre e consciente os melhores caminhos para a realização da missão da Igreja”.

O Conselho Permanente da CEP manifesta a sua solidariedade “para com toda a população pela sua atitude de cuidada prevenção ao longo desta situação” e reconhece, em particular, a forma como os católicos “seguiram as normas e orientações da Santa Sé, da Conferência Episcopal e das Dioceses”.

Os bispos católicos recordam as vítimas desta epidemia e seus familiares, manifestando a sua solidariedade para com os doentes infetados e com os que estão na “linha da frente”, como os profissionais de saúde, as forças de segurança e os que trabalham nos lares e outras instituições sociais.

A CEP “reconhece o papel de presença constante dos capelães hospitalares junto dos doentes, médicos, enfermeiros e demais auxiliares de saúde”.

A Assembleia Plenária, inicialmente marcada, para abril vai decorrer, agora, de 15 a 17 de junho, em Fátima, tendo como ponto principal a eleição dos órgãos da CEP para o triénio 2020-2023.

No dia 13 de março, a Conferência Episcopal de Portugal determinou a suspensão de todas as celebrações comunitárias de Missas em Portugal, até “ser superada a atual situação de emergência”, com limitações ainda às celebrações de batismos, matrimónios e funerais, menos de duas semanas depois das primeiras indicações para travar a propagação do novo coronavírus.

O decreto que renovou o estado de emergência, em vigor até o final do dia 2 de maio, apresenta medidas de restrições à liberdade de culto, para reduzir o risco de contágio e executar as medidas de prevenção e combate à epidemia, incluindo “a limitação ou proibição de realização de celebrações de cariz religioso e de outros eventos de culto que impliquem uma aglomeração de pessoas”.

Quanto aos funerais, com ou sem acompanhamento religioso, o decreto determina que a sua realização “está condicionada à adoção de medidas organizacionais que garantam a inexistência de aglomerados de pessoas e o controlo das distâncias de segurança, designadamente a fixação de um limite máximo de presenças”, a determinar pela autarquia local que exerça os poderes de gestão do respetivo cemitério.
Foto: Diocese do Porto/João Lopes Cardoso
Esta segunda-feira, o primeiro-ministro português admitia o regresso gradual das celebrações religiosas em maio.

António Costa falava aos jornalistas após uma reunião com presidente da CEP, D. Manuel Clemente, na residência do cardeal-patriarca, junto ao Seminário dos Olivais.

Os responsáveis debateram o levantamento das restrições às celebrações religiosas face à pandemia de Covid-19.

“Deveremos, a partir de maio, começar a encontrar um maior ponto de normalidade, nas celebrações religiosas, tendo em conta a previsão que temos”, disse o primeiro-ministro.

O Santuário de Fátima anunciou a 6 de abril que a peregrinação internacional que assinala anualmente o 13 de maio vai decorrer este ano sem a presença de assembleia, devido à pandemia de Covid-19.

OC

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 23 – Semana II do Tempo Pascal

At 5, 27-33 / Slm 33 (34), 2.9.17-20 / Jo 3, 31-36

… o Espírito Santo que Deus tem concedido àqueles que Lhe obedecem.

(1ª Leitura)

Será que Deus só concede o Espírito Santo àqueles que Lhe obedecem? A questão é que quem não Lhe obedece não obedece ao Espírito Santo, porque o Espírito Santo é Deus. A nossa docilidade ao Espírito Santo vai de par com a nossa docilidade a Deus. Essa docilidade implica maleabilidade, humildade, aceitar uma ideia que ao princípio não nos parecia bem, dar o braço a torcer… A docilidade ao Espírito Santo é fruto de uma alma dócil à inspiração de Deus. Por sua vez, uma alma dócil à inspiração de Deus é fruto da nossa relação com o Espírito Santo. O leitor tem-na? Hoje reze por isso.

quarta-feira, 22 de abril de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 22 – Semana II do Tempo Pascal

At 5, 17-26 / Slm 33 (34), 2-9 / Jo 3, 16-21

Quem pratica a verdade aproxima-se da luz, para que as suas obras sejam manifestas. (Evangelho)

Para São João, a luz, a exposição das obras é o contexto em que boas obras, as obras que vêm de Deus e vão para Deus, se manifestam. Peçamos a Deus que todas as nossas obras sejam filhas da luz. No fundo, peçamos-Lhe uma consciência tranquila. Mas claro que nós temos de fazer por isso. A isso chama-se coerência. A coerência nem sempre é fácil. Por isso, peçamos a Deus essa graça. E esforcemo-nos.

terça-feira, 21 de abril de 2020

Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa recebeu primeiro-ministro



Lisboa, 20 abr 2020 (Ecclesia) – O primeiro-ministro português elogiou hoje o “exemplo” da Igreja Católica durante o estado de emergência, apontando ao regresso gradual das celebrações religiosas em maio.

António Costa falava aos jornalistas após uma reunião com presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. Manuel Clemente, na residência do cardeal-patriarca, junto ao Seminário dos Olivais.

Os responsáveis debateram o levantamento das restrições às celebrações religiosas face à pandemia de Covid-19.

“Deveremos, a partir de maio, começar a encontrar um maior ponto de normalidade, nas celebrações religiosas, tendo em conta a previsão que temos”, disse o primeiro-ministro.

Esse regresso será feito ” gradualmente e com todos os cuidados sanitários” que permitam aliviar as atuais medidas de contenção, mas o chefe do Executivo não quis comentar a forma como será retomada a celebração comunitária das Missas.

“É uma decisão que caberá, sobretudo, à Igreja Católica e aquilo que me foi transmitido é que a Igreja continuará a ser um exemplo e uma referência na forma de celebração da fé, mantendo naturalmente as regras que podem contribuir positivamente para a saúde pública”, acrescentou.

O chefe do executivo disse ter transmitido a D. Manuel Clemente os agradecimentos do Governo pelo “grande esforço e exemplo” que a Igreja Católica tem dado, “muito em particular durante a quadra pascal”.

António Costa assinalou que maio é “um mês particularmente importante para a Igreja Católica”, apontando ao diálogo com as várias confissões religiosas para enfrentar o “longo período” até ao regresso à normalidade, provavelmente no verão de 2021, quando houver uma vacina para o novo coronavírus.

“A seguir ao estado de emergência, não volta tudo ao normal”, advertiu.

O Santuário de Fátima anunciou a 6 de abril que a peregrinação internacional que assinala anualmente o 13 de maio vai decorrer este ano sem a presença de assembleia, devido à pandemia de Covid-19
Foto Lusa
A Agência ECCLESIA confirmou junto do secretário e porta-voz da CEP, padre Manuel Barbosa, a realização de um encontro entre membros do Conselho Permanente do organismo episcopal, esta terça-feira, após o qual deve ser dada a conhecer a posição da Igreja Católica.

Por esse motivo, D. Manuel Clemente não prestou declarações aos jornalistas, esta manhã.

No dia 13 de março, a Conferência Episcopal de Portugal determinou a suspensão de todas as celebrações comunitárias de Missas em Portugal, até “ser superada a atual situação de emergência”, com limitações ainda às celebrações de batismos, matrimónios e funerais.

O decreto que renovou o estado de emergência, em vigor até o final do dia 2 de maio, apresenta medidas de restrições à liberdade de culto, para reduzir o risco de contágio e executar as medidas de prevenção e combate à epidemia, incluindo “a limitação ou proibição de realização de celebrações de cariz religioso e de outros eventos de culto que impliquem uma aglomeração de pessoas”.

Quanto aos funerais, com ou sem acompanhamento religioso, o decreto determina que a sua realização “está condicionada à adoção de medidas organizacionais que garantam a inexistência de aglomerados de pessoas e o controlo das distâncias de segurança, designadamente a fixação de um limite máximo de presenças”, a determinar pela autarquia local que exerça os poderes de gestão do respetivo cemitério.

PR/OC

MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 21 – Semana II do Tempo Pascal

At 4, 32-37 / Slm 92 (93), 1ab.1c-2.5 / Jo 3, 7-15

O Senhor é rei num trono de luz. (Refrão do Salmo)

O Senhor é rei num trono de luz que atrai e ilumina. O senhor é rei num trono de luz que é todo ele energia. Deus não tem substância, mas pode transfigurar-Se em luz, portanto, em energia. Os antigos já tinham essa intuição e Jesus, no Tabor, transfigurou-Se em luz. Peçamos a Deus que nos encha com a sua luz, com a sua energia, para mais amarmos com todas as nossas capacidades.

segunda-feira, 20 de abril de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 20 – Semana II do Tempo Pascal

At 4, 23-31 / Slm 2, 1-9 / Jo 3, 1-8

Aquele que mora nos céus sorri. (Salmo)

Caro leitor, já imaginou Deus a sorrir-lhe? Sente-se no colo de Deus e veja-O a sorrir para si. Sorria-Lhe também. Olhe-O nos olhos. Fale com Ele. Das suas alegrias. Comente o que fez ontem. Ou uma coisa divertida, agradável. Não lhe há de faltar matéria…

domingo, 19 de abril de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 19 – Domingo II da Páscoa (Ano A) / Domingo da Divina Misericórdia

At 2, 42-47 / Slm 117 (118), 2-4.13-15.22-24 / 1 Pe 1, 3-9 / Jo 20, 19-31

A leitura do livro dos Atos dos Apóstolos descreve-nos como viviam os primeiros cristãos nas suas comunidades: «Todos os que haviam abraçado a fé viviam unidos e tinham tudo em comum... Todos os dias frequentavam o templo, como se tivessem uma só alma, e partiam o pão em suas casas; tomavam o alimento com alegria e simplicidade de coração, louvando a Deus e gozando da simpatia de todo o povo». Seguramente que também tinham as suas limitações e defeitos, como todo o ser humano, mas a nota dominante era a da união fraterna, da alegria e da entreajuda. Este é o tipo de comunidade que nos cabe hoje construir, nas nossas famílias, paróquias e movimentos, certamente com dificuldades, mas sem nunca desistir de um grande ideal. Num tempo em que cresce o número de pobres e necessitados, importa promover a partilha fraterna. São Basílio, no século IV, assim afirmava: «Se cada um tomasse para si quanto precisa para as suas necessidades, deixando o supérfluo ao indigente, ninguém seria rico e ninguém seria pobre».

São Pedro, nesta sua carta, enche-nos de alegria e esperança, dando-nos uma visão positiva das provações que nos visitarem, pois serão ocasião de purificação para recebermos a coroa da glória que o Senhor nos quer oferecer. Assim se purifica o ouro no crisol, para que tenha melhor qualidade. Viver na fé em Cristo que ressuscitou e, na sua grande misericórdia, nos há de ressuscitar, é fonte de profunda consolação.

As aparições do Senhor ressuscitado são sempre fonte de paz e alegria. Como também hoje deve ser para nós a participação na Eucaristia. Aqui está realmente presente Cristo que deu a vida por nós e, tendo ressuscitado, está hoje vivo na comunidade dos crentes.

Certamente que todos nós, alguma vez, sentimos a tentação do apóstolo Tomé, pretendendo ter certezas na fé com o tipo de evidência das coisas materiais, científicas. Finalmente, Tomé rendeu-se à certeza da fé em Cristo ressuscitado: «Meu Senhor e meu Deus». Agradeçamos o dom precioso da fé, que nos torna capazes de aceitar o dom da presença de Jesus ressuscitado nas nossas vidas. Assim, Jesus é nosso contemporâneo.

Celebramos hoje o «Domingo da Divina Misericórdia», que o Papa São João Paulo II instituiu no ano 2000, na sequência das revelações do Coração de Jesus a Santa Faustina Kowalska. Abramos o nosso coração, cheios de confiança, às torrentes de misericórdia do Coração do nosso Salvador.

sábado, 18 de abril de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 18 – 7º dia da Oitava da Páscoa

At 4, 13-21 / Slm 117 (118), 1.14-21 / Mc 16, 9-15

O Senhor é a minha força... (Salmo)

Esta frase tem algum significado para o leitor? O Senhor é a sua força? Repare que o Senhor é o Amor. O Amor é a força do leitor? O que é que isso quer dizer? Força como, de que maneira? Como é que essa força se manifesta? Como é que atua? Com que consequências? Ou parece-lhe que, na prática, Deus não lhe dá força para aquilo que o leitor gostaria de a ter… Converse com Deus sobre isto.

✞ COMUNICADO DO NOSSO PRIOR ✞

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sexta-feira, 17 de abril de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 17 – 6º dia da Oitava da Páscoa

At 4, 1-12 / Slm 117 (118), 1-2.4.22-27a / Jo 21, 1-14

Este é o dia que o Senhor fez: exultemos e cantemos de alegria. (Do Aleluia)

Tentemos ter um dia bem-disposto, porque «este é o dia que o Senhor fez». Na nossa oração, percorramos o que vamos fazer hoje e agradeçamo-lo de antemão, como prova de confiança na bondade de Deus. Mas… e se nem tudo correr bem? Pois agradeçamos também a maneira como Deus estará connosco nessas alturas e o convite que isso é a, nessas alturas, sermos um instrumento de Deus.

quinta-feira, 16 de abril de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 16 – 5º dia da Oitava da Páscoa

At 3, 11-26 / Slm 8, 5-9 / Lc 24, 35-48

Irmãos, eu sei que agistes por ignorância. (1ª Leitura)

Diz Pedro ao povo. Também o Papa, no nº 44 da Evangelii gaudium, nos fala das pessoas que agem por ignorância e por outras causas que atenuam ou anulam a sua responsabilidade moral. E diz-nos da misericórdia e paciência que há que ter com essas pessoas no nosso trabalho pastoral. Treinemo-nos nisso. Nem todos temos trabalho pastoral. Mas todos lidamos com pessoas que precisam da nossa misericórdia e paciência, que às vezes não temos. (E se há pessoas que perdem a paciência com muita facilidade, outras há que deveriam ser mais assertivas.) Rezemos sobre isso.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 15 – 4º dia da Oitava da Páscoa

At 3, 1-10 / Slm 104 (105), 1-4.6-9 / Lc 24, 13-35

Não tenho ouro nem prata, mas dou-te o que tenho. (1ª Leitura)

É isso que nos é pedido, mas mesmo isso nos é difícil porque, muitas vezes, estamos cansados, preocupados ou estamos a celebrar alguma coisa. No fundo, estamos mais centrados em nós do que nos outros. E, de facto, também temos de ter as nossas coisas resolvidas, como Pedro já tinha. (Estava-se depois do Pentecostes.) Por isso é que uma relação estreita com Deus é tão importante… Reze sobre isso.

Pastoral da Cultura - 15 de abril de 2020

Este é o tempo para as palavras que ainda não tivemos coragem de dizer, afirma cardeal Tolentino
É importante darmo-nos conta que o mundo já não voltará a ser aquilo que era, e que há um novo percurso que devemos seguir. Mas para isto temos de reforçar a nossa experiência comunitária. É juntos, todos unidos, sem descartar ninguém, sem deixar ninguém para trás, que seremos capazes de enfrentar os imensos desafios que nos esperam. Não tenhamos dúvidas: a única verdadeira “imunidade de grupo”, de que tanto se fala, é o amor, a justiça social, a construção de um mundo mais humano.
Saiba mais
O migrante clandestino ateu que Francisco tornou bispo
Nascido em Laç-Kurbin, na costa albanesa, há 43 anos, Arjan Dodaj chegou clandestinamente à Itália depois de uma travessia marítima, como um bom número de compatriotas àquele tempo. Foge do seu país aos 16 anos numa noite quente e estrelada de setembro de 1993, à procura de um futuro melhor, e de uma maneira de ajudar a sua família. Em Itália, trabalha mais de dez horas por dia como soldador e jardineiro, antes de encontrar uma comunidade que lhe permitiu sentir-se em casa. Descobriu a fé cristã, da qual lhe restava um rasto no seu ADN, graças às canções que a avó lhe segredava.

terça-feira, 14 de abril de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 14 – 3º dia da Oitava da Páscoa

At 2, 36-41 / Slm 32 (33), 4.5.18-20.22 / Jo 20, 11-18

Saiba com absoluta certeza toda a casa de Israel que Deus fez Senhor e Messias (...) Jesus. (1ª Leitura)

Seria bom vermos o nosso grau de certeza. É uma certeza absoluta? Só uma certeza absoluta é que nos ampara nas ocasiões mais difíceis. Só uma certeza absoluta é que nos puxa para Deus nas ocasiões mais alegres, em que podemos ter tendência para O esquecer. Uma certeza absoluta é uma graça. (Repare que não está a pedir uma certeza, mas uma certeza absoluta.) O leitor peça-a.

domingo, 12 de abril de 2020

Bênção do Nosso Pároco à Paróquia

da janela da casa paroquial

Bênção com o Santíssimo Sacramento

Departamento da Comunicação do Patriarcado de Lisboa

O Sacramento da Eucaristia é, por excelência, o sinal da presença pascal de Cristo no meio do seu povo. Instituído pelo próprio Jesus como memorial da sua morte e ressurreição para ser alimento da Igreja peregrina neste mundo, também, para além da celebração, reconhecemos a presença do Senhor neste “pão vivo descido do Céu para dar a vida ao mundo”.

No final da Missa do Dia no Domingo de Páscoa da Ressurreição na Sé Patriarcal, o Cardeal-Patriarca dará, de forma extraordinária este ano, a bênção com o Santíssimo Sacramento sobre a cidade, sobre a diocese e sobre todos quantos, privados da participação física da celebração nas suas comunidades, acompanham transmissão televisiva, concedendo a indulgência plenária, segundo as condições estabelecidas pela Santa Sé.

No sentido de sublinhar a unidade de toda a Igreja de Lisboa, o Departamento de Liturgia do Patriarcado de Lisboa havia sugerido o toque festivo dos sinos de todas as igrejas possíveis ao meio-dia (12h) do Domingo de Páscoa, como manifestação de que Cristo está vivo e ressuscitado. 
Propõe-se agora que este toque festivo dos sinos possa ser feito no momento em que o Cardeal-Patriarca, ao terminar a celebração que vai ter início pelas 10h30, der a bênção com o Santíssimo Sacramento.

Vigararia-Geral

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 12 – Páscoa da Ressurreição do Senhor

At 10, 34.37-43 / Slm 117 (118), 1-2.16-17.22-23 / Cl 3, 1-4 / Jo 20, 1-9

Todos os domingos, ou seja, no «primeiro dia da semana», celebramos a ressurreição de Cristo. Mas hoje é como que a inauguração de todas as celebrações da vitória de Cristo sobre a morte.

Na leitura dos Atos dos Apóstolos, encontramos um dos oito discursos pronunciados por Pedro. Ainda não havia templos cristãos e esta pregação tem lugar na casa do centurião Cornélio, na cidade de Cesareia. Aqui encontramos a proclamação do «querigma», do núcleo central da fé, numa síntese tão breve quanto eloquente. Pedro não expõe teorias ou doutrina sobre Jesus, mas fala de acontecimentos dos quais ele é testemunha direta. A nossa fé, sendo uma graça de Deus, assenta sobre o testemunho dos apóstolos que conviveram com Jesus, testemunho que ao longo dos séculos tem sido transmitido, sem quebra nem interrupção.

A adesão, pela fé, a Cristo ressuscitado não pode ficar ao mero nível das ideias de quem acredita numas tantas verdades. Tem de verificar-se num estilo de vida nova, ao jeito de Cristo. É esta vida nova que nos diferencia dos que não são cristãos. São Paulo não nos diz para nos desinteressarmos das realidades concretas deste mundo: família e sociedade, trabalho e relações fraternas, mas que tudo isto tem de ser vivido na perspetiva da eternidade, da vida definitiva em Deus. Por isso nos exorta: «afeiçoai-vos às coisas do alto», vivei neste mundo tendo em conta a sua transitoriedade.

Maria Madalena é-nos apresentada no seu temor e espanto perante a ausência do corpo de Jesus, no sepulcro aberto. Sem demoras, «correu e foi ter com Simão Pedro e com o discípulo predileto de Jesus». Correm para o lugar da sepultura de Jesus crucificado e a ausência do corpo do Senhor converte-se em fé em Cristo ressuscitado.

Sabemos que Maria Madalena se converteu na primeira missionária da boa nova da ressurreição, tendo o Papa Francisco dado à sua memória litúrgica, a 22 de julho, a categoria de festa. Como seguidores de Cristo, todos temos a missão de comunicar a extraordinária boa notícia de que o Senhor venceu a morte, que é o seguro da nossa própria ressurreição.

Papa em tempo de pandemia: “não desistas! Deus é maior”

“Se te sentes fraco e frágil no caminho, se cais, não tenhas medo; Deus estende-te a mão dizendo: «Coragem!»”

O Papa Francisco fez um forte chamado a confiar em Deus neste momento de dificuldades e medo por causa do coronavírus e suas consequências.
Na Basílica de São Pedro vazia, hoje, apenas com os colaboradores mais próximos do Papa no serviço litúrgico, o Santo Padre celebrou a missa do Sábado Santo (Vigília Pascal).


O Santo Padre afirmou que Deus repete para nós hoje as palavras que os anjos disseram às mulheres que foram ao sepulcro depois da morte de Jesus: «Não tenhais medo. Não está aqui; ressuscitou».

Tais são as palavras que Deus nos repete na noite que estamos a atravessar. Nesta noite, conquistamos um direito fundamental, que não nos será tirado: o direito à esperança.
Segundo o Papa, a esperança cristã é mais do que um mero otimismo.

É uma esperança nova, viva, que vem de Deus. Não é mero otimismo, não é uma palmada nas costas nem um encorajamento de circunstância. É um dom do Céu, que não podíamos obter por nós mesmos.

Tudo correrá bem: repetimos com tenacidade nestas semanas, agarrando-nos à beleza da nossa humanidade e fazendo subir do coração palavras de encorajamento. Mas, à medida que os dias passam e os medos crescem, até a esperança mais audaz pode desvanecer.

A esperança de Jesus é diferente. Coloca no coração a certeza de que Deus sabe transformar tudo em bem, pois até do túmulo faz sair a vida.

sábado, 11 de abril de 2020

Paróquia de Colares Páscoa 2020

Sábado Santo: Um grande silêncio reina sobre a terra

No Sábado Santo, um grande silêncio reina sobre a terra porque o Rei está dormindo
Que está acontecendo hoje? Um grande silêncio reina sobre a Terra. Um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio porque o Rei está dormindo; a Terra estremeceu e ficou silenciosa, porque o Deus feito Homem adormeceu e acordou os que dormiam havia séculos. Deus morreu na carne e despertou a mansão dos mortos.
Representação iconográfica de Cristo que, descendo aos infernos, resgata, a partir de Adão e Eva
todos os justos que esperavam a redenção – Foto: fidesecclesiae
Ele vai, antes de tudo, à procura de Adão, nosso primeiro pai, a ovelha perdida. Faz questão de visitar os que estão mergulhados nas trevas e na sombra da morte. Deus e seu Filho vão ao encontro de Adão e Eva cativos e, agora, libertos dos sofrimentos.

O Senhor entrou onde eles estavam, levando em suas mãos a arma da cruz vitoriosa. Quando Adão, nosso primeiro pai, o viu, exclamou para todos os demais, batendo no peito e cheio de admiração: ““O meu Senhor está no meio de nós””. E Cristo respondeu a Adão: ““E com teu espírito””. E tomando-o pela mão, disse: ““Acorda, tu que dormes, levante dentre os mortos, e Cristo te iluminará. Eu sou o teu Deus, que por tua causa me tornei teu filho; por ti e por aqueles que nasceram de ti, agora digo, e com todo o meu poder, ordeno aos que estavam na prisão: “Saí!”; e aos que jaziam nas trevas: “Vinde para a luz!”; e aos entorpecidos: “Levantai-vos!”

Deus quer acordar todos os seus filhos que estão nas trevas da morte
Eu te ordeno: Acorda, tu que dormes, porque não te criei para permaneceres na mansão dos mortos. Levanta-te, obra de minhas mãos; eu sou a vida dos mortos. Levanta-te, obra das minhas mãos; levanta-te, ó minha imagem, tu que foste criado à minha semelhança. Levanta-te, saiamos daqui; tu em mim e eu em ti, somos uma só e indivisível pessoa.

Por ti, eu, o teu Deus, me tornei teu filho; por ti, eu, o Senhor, tomei tua condição de escravo.Por ti, eu, que habito no mais alto dos céus, desci à Terra, e fui mesmo sepultado abaixo da terra; por ti, feito homem, tornei-me como alguém sem apoio, abandonado entre os mortos. Por ti, que deixaste o jardim do paraíso, ao sair de um jardim fui entregue aos judeus e num jardim, crucificado.
Vê em meu rosto os escarros que por ti recebi; para restituir-te o sopro da vida original. Vê nas minhas faces as bofetadas que levei para restaurar, conforme à minha imagem, a tua beleza corrompida. Vê em minhas costas as marcas dos açoites que suportei por ti para retirar dos teus ombros os pesos dos pecados. Vê minhas mãos fortemente pregadas à árvore da cruz, por causa de ti, como outrora estendeste levianamente tuas mãos para a árvore do paraíso. Adormeci na cruz e por tua causa a lança penetrou no meu lado, como Eva surgiu do teu, ao adormeceres no paraíso. Meu lado curou a dor do teu lado. Meu sono vai arrancar-te do sono da morte. Minha lança deteve a lança que estava voltada contra ti.
Levanta-te, vamos daqui. O inimigo te expulsou da terra do paraíso; eu, porém, já não te coloco no paraíso, mas num trono celeste. O inimigo afastou de ti a árvore, símbolo da vida; eu, porém, que sou a vida, estou agora junto de ti. Constituí anjos que, como servos, te guardassem; ordeno agora que eles te adorem como Deus, embora não sejas Deus. Está preparado o trono dos querubins, prontos e a postos os mensageiros, constituído o leito nupcial, preparado o banquete, as mansões e os tabernáculos eternos adornados, abertos os tesouros de todos os bens e o reino dos céus preparado para ti desde toda a eternidade”.”

De uma antiga Homilia no grande Sábado Santo (séc IV), de um autor grego desconhecido – Da Liturgia das Horas – II leitura do Sábado Santo