segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Destaques da semana

- QUARTA-FEIRA: Confissões em Almoçageme às 10h00.  Confissões aos doentes da Praia das Maçãs a partir das 14h00.
- QUINTA-FEIRA: 1ª do mês. Confissões aos doentes do Mucifal a partir das 14h00. Oração Vocacional no Mucifal às 18h00.
- SESTA-FEIRA: 1ª do mês. Via Sacra, na Igreja do Mucifal às 18h00 e em Colares às 18h15.
24 horas para o Senhor: Na Igreja do Mucifal, inicio com Adoração ao SS.mo Sacramento e confissões às 18h30 e Missa às 19h15, seguida de Oração por grupos e movimentos, terminando com a Missa vespertina de Sábado às 19h00. Haverá confissões entre as 10h00 e as 12h00.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Prisões: «A assistência religiosa é um direito dos reclusos e um dever da Igreja»

D. Joaquim Mendes, bispo que acompanha a Pastoral Penitenciária de Portugal, considera a cadeia um «lugar teológico»

Lisboa, 26 fev 2016 (Ecclesia) – O bispo que acompanha a Pastoral Penitenciária de Portugal Afirmou que a direção os Estabelecimentos Prisionais devem “garantir condições” para que os presos tenham oportunidade de rezar, bem como “acesso a textos religiosos e à formação religiosa”.

“A assistência religiosa deve ser colocada ao mesmo nível de outros tipos de assistência a que os reclusos têm direito, como a assistência social, psicológica, jurídica e de saúde”, escreveu D. Joaquim Mendes, vogal da Comissão Episcopal da Pastoral Social, para os reclusos “poderem satisfazer os preceitos vinculados à sua própria religião”.

Num artigo de opinião publicado hoje, na mais recente edição do Semanário digital Ecclesia, o prelado sublinha que a assistência religiosa “é um direito dos reclusos e um dever da Igreja”.

Para D. Joaquim Mendes, a condição dos reclusos nas cadeias portugueses deve “suscitar o empenho” de todos os cristãos e das comunidades cristãs.

“Na prevenção, no seu acompanhamento, no respeito pela sua dignidade, na preocupação com sua reabilitação e reintegração social e laboral, e também na proximidade, acompanhamento e apoio às suas famílias”, exemplifica.

O bispo vogal da Comissão Episcopal da Pastoral Social alerta para a importância de “favorecer a reinserção”, dando aos reclusos “acesso ao trabalho” mas, também, “promover uma justiça reconciliadora” que seja capaz de “restaurar” as relações de convivência harmoniosa “rompidas pelo crime cometido”.

O seu artigo, o também bispo auxiliar de Lisboa, recorda que a Comissão Internacional da Pastoral Penitenciária Católica reafirmou este direito à assistência religiosa afirmando que “a prevenção da liberdade deve incluir o direito do recluso de receber o Evangelho, de viver a sua fé e de observar as práticas e os ritos da própria religião”.

Para D. Joaquim Mendes, a pastoral penitenciária tem “a tarefa importante” de fazer compreender que a “misericórdia de Deus não tem limites”, porque “Deus não deixa de amar” apesar dos pecados e dos crimes.

Neste contexto, acrescenta que o arrependimento e o perdão “destroem o pecado e restituem” ao pecador a sua dignidade de filho de Deus.

“A reclusão assim como toda a experiência humana negativa, não separa, nem exclui do amor de Deus, por isso a Igreja sente o dever e reclama o direito de poder levar aos reclusos a Boa Nova do Evangelho”, sublinha.

O vogal da Comissão Episcopal da Pastoral Social adianta que a Igreja está nas prisões porque “acredita na conversão dos reclusos” e vê aí um “campo prioritário da sua missão.

“Não somente do ponto de vista religioso, mas também do ponto de vista psicológico, de acompanhamento do recluso ao encontro com Jesus Cristo levando-o à reconciliação”, acrescenta na mais recente edição do Semanário digital Ecclesia.

“A cadeia não é só um lugar de detenção, mas é, antes de tudo um lugar «teológico» onde encontramos Cristo que aí habita na pessoa de cada recluso”, destaca ainda D. Joaquim Mendes, considerando que o Ano Santo da Misericórdia “desafia toda a Igreja” a voltar o seu olhar para essas «periferias».

A pastoral penitenciária “deve ajudar” os reclusos a descobrir a misericórdia de Deus, assinala, recordando que o Papa Francisco na prisão de Júarez, na visita ao México, disse para se “manter viva a esperança do Evangelho da Misericórdia na prisão”.

A edição do semanário digital Ecclesia, hoje publicada, tem por dossier central o trabalho da Igreja Católica nas prisões.

CB/

C18 - Nova Oportunidade - 3.º Domingo Quaresma (Ano C) - P. Abel Ferreira

Desafio-te:
Nesta Quaresma, escolhe uma Obra de Misericórdia e põe-na em prática. - See more at: http://ivangelho.com/#sthash.re2FQTi3.dpuf

Obras de Misericórdia - Apontamentos Catequéticos #3

O Cardeal-Patriarca D. Manuel Clemente apresenta, durante a Quaresma deste ano 2016, breves apontamentos catequéticos sobre as Obras de Misericórdia.
Obras de Misericórdia Corporais:
5-Assistir aos enfermos; 
6-Visitar o presos; 
7-Enterrar os mortos.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Na Tua Palavra | D. NUNO BRÁS

Não nos criamos a nós
Três características marcam a existência humana, sempre e em qualquer lugar: a vida, a liberdade e a responsabilidade.

Somos responsáveis (respondemos) por aquilo que somos e fazemos, pelo mundo que nos rodeia, pelos outros seres humanos que não nos podem nunca ser indiferentes. A nossa existência é sempre uma tarefa, uma construção que não nos deixa ficar quietos. O facto, no entanto, é que não fomos nós que escolhemos ser responsáveis; que nos colocámos a nós mesmos perante a necessidade de nos tomarmos a sério, e de tomarmos os outros (os seus sofrimentos e as suas alegrias) como alguém que nos toca e que nos diz respeito. A responsabilidade é-nos dada, não é criação de nenhum de nós, nem é criação humana.

E do mesmo modo a liberdade, essa capacidade de decidir o caminho que havemos de traçar para a nossa existência: não podemos nunca dar por concluídos os trabalhos da nossa construção como pessoas; havemos sempre de procurar ser mais, em cada momento que passa; havemos de procurar novas atitudes e novos horizontes, novos significados, novos modos de os expressar – porque a liberdade não diz respeito simplesmente a cada um: a liberdade dos demais, mesmo que não crie a minha liberdade, torna-a mais possível. Mas também não fomos nós que decidimos ser livres (a liberdade não se conquista, ao contrário daquilo que por aí se diz): ela nasce connosco, é uma tarefa que recebemos. A tarefa da liberdade foi-nos dada com a existência humana.

E também não fomos nós que nos demos a vida. Com efeito, por muito grande que seja a nossa vontade; por muito grande que seja a nossa capacidade técnica; por muito grandes que sejam a nossa sabedoria e ciência, somos sempre devedores. Não fomos nós que nos criámos. Não fomos nós que decidimos existir. Fomos colocados na vida.

Mas então, se assim é, porque passamos a agir como se tudo dependesse de nós? Porque querem que passemos a viver como se pudéssemos dar e tirar a vida; como se estivesse em nossas mãos autorizar a liberdade do próximo e como se fossemos irresponsáveis? Não fomos nós que nos criámos: porque é que achamos que podemos tirar a vida dos outros, como acontece no caso do aborto; ou a nossa própria vida, como sucede no caso da eutanásia?

SEMANA NACIONAL CÁRITAS - 21 a 28 de Fevereiro de 2016

Cáritas Coração da Igreja no Mundo
Esta é a Semana Cáritas do Ano da Misericórdia.
E 'misericórdia' pode ser traduzida como paixão, como reconciliação e como proximidade.

Vaticano: Papa surpreende peregrinos na Praça de São Pedro com «remédio espiritual» para a Quaresma

Pobres, refugiados e sem-abrigo distribuíram nova dose de «misericordina»

Cidade do Vaticano, 21 fev 2016 (Ecclesia) – O Papa surpreendeu hoje os peregrinos reunidos na Praça de São Pedro com a oferta de um “remédio espiritual”, a ‘misericordina’, distribuindo simbolicamente pequenas embalagens, como as dos medicamentos.

“Já o fizemos uma vez, mas esta é de melhor qualidade, é a Misericordina Plus”, gracejou Francisco, evocando o gesto similar que tinha sido efetuado no mesmo local, em novembro de 2013.

A caixa foi distribuída por pobres, refugiados e sem-abrigo, contendo um terço e uma imagem de Jesus Misericordioso.

O objetivo é propor aos fiéis católicos a recitação do chamado ‘terço da Divina Misericórdia’, uma devoção católica baseada nas visões de Santa Faustina Kowalska (1905-1938), canonizada por João Paulo II em 2000.

Francisco explicou que a Quaresma, período de preparação para a Páscoa, é “um tempo propício para cumprir um caminho de conversão, que tem como centro a misericórdia”.

“Recebam este presente como uma ajuda espiritual para difundir, especialmente neste Ano da Misericórdia, o amor, o perdão e a fraternidade”, acrescentou.

O Papa associou-se depois a uma iniciativa da Comunidade Papa João XXIII, que na próxima sexta-feira vai promover em Roma uma Via-Sacra “de solidariedade e de oração pelas mulheres que são vítima do tráfico humano”.

O encontro de domingo para a recitação do ângelus começou com uma evocação da mais recente viagem internacional do Papa, que o levou a Cuba e ao México de 12 a 17 de fevereiro.

Francisco recordou o encontro com o patriarca ortodoxo de Moscovo, Cirilo, que decorreu em Havana, considerando que este acontecimento inédito “é uma luz profética da ressurreição, da qual hoje o mundo tem mais necessidade do que nunca”.

Em relação à visita ao México, o Papa recordou os vários problemas que atingem o povo deste país, “ferido, oprimido, desprezado, violado na sua dignidade”, afirmando que “a luz da fé que transfigura os rostos e ilumina o caminho”.

OC

sábado, 20 de fevereiro de 2016

C17 - GodSelfie - 2.º Domingo Quaresma (Ano C) - P. Luís Pardal


DESAFIO-TE:

Nesta Quaresma, não fiques agarrado a um momento em que te sentiste perto de Deus. Usa essa "selfie" para fortalecer a tua fé e não tenhas medo de anunciar a Sua palavra.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Obras de Misericórdia - Apontamentos Catequéticos #2

Em cada Domingo da Quaresma, um apontamento catequético de D. Manuel Clemente, sobre as obras de Misericórdia.
Obras de Misericórdia Corporais: 
3- Vestir os nús; 
4- Dar pousada aos peregrinos.

Igreja: Papa enviou mensagem ao presidente português no regresso a Roma

Francisco renova votos de «paz e alegria»

Lisboa, 18 fev 2016 (Ecclesia) - O Papa enviou uma mensagem ao presidente Aníbal Cavaco Silva, ao sobrevoar o espaço aéreo português de regresso a Roma, após uma viagem de seis dias a Cuba e México.

“Envio saudações cordiais a vossa excelência ao sobrevoar Portugal no meu regresso do México. Asseguro-lhe a si e a todo o povo da nação a lembrança nas minhas orações e invoco sobre cada um de vós as bênçãos de Deus de paz e alegria”, refere o telegrama endereçado ao presidente da República Portuguesa, divulgado pela Santa Sé.

Francisco dirigiu ainda mensagens ao presidente norte-americano Barack Obama, ao rei Felipe VI de Espanha e ao presidente italiano, Sergio Mattarella.

Neste último telegrama, o Papa manifesta a sua admiração pela “fé e o desejo de crescimento espiritual e social” do povo mexicano.

O voo de regresso a Roma aterrou em Ciampino cerca das 15h00 locais (menos uma em Lisboa), após quase 12 horas de viagem.

Antes de voltar ao Vaticano, Francisco cumpriu a tradicional homenagem de agradecimento à Virgem Maria na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma.

OC

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Comunicação low cost nas paróquias

Lisboa | 1ª JORNADA DIOCESANA DA COMUNICAÇÃO
‘Projetar a comunicação de uma paróquia, com apenas 5 euros’. É possível? Este é o desafio lançado pelo Departamento da Comunicação do Patriarcado de Lisboa a alguns profissionais da comunicação em Portugal, que vão estar presentes na 1º Jornada Diocesana da Comunicação, no próximo dia 27 de fevereiro, em Queijas.

 Pela primeira vez, o Departamento da Comunicação da diocese organiza a Jornada Diocesana da Comunicação, que terá como tema ‘Comunicar para chegar a todos’. Segundo este departamento, a jornada pretende ser uma “contribuição para colmatar as principais necessidades (formação e recursos), identificadas pelos agentes da pastoral da comunicação da Diocese de Lisboa no encontro realizado em outubro, e fomentar o relacionamento com todos meios de comunicação social, possibilitando a reflexão e a discussão”, salienta.

Além de momentos de formação prática, com workshops de fotografia, escrita, vídeo e redes sociais e a apresentação de projetos (gabinete de comunicação, Agência Ecclesia e iVangelho), a Jornada Diocesana da Comunicação vai contar com uma mesa redonda de profissionais que terão o desafio de ‘Projetar a comunicação de uma paróquia, com apenas 5 euros’. Este painel tem como objetivo “despertar e estimular a utilização de estratégias e propostas criativas em todo trabalho pastoral e profissional”, garante o departamento. A concluir, a jornada vai contar com uma conferência do Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, sobre o tema do encontro.
Informações: 218810500 ou http://jornadacom.patriarcado-lisboa.pt

sábado, 13 de fevereiro de 2016

C16 - A Luta Entre o Bem e o Mal - 1.º Domingo Quaresma (Ano C) - P. Gon...

DESAFIO-TE:

Nesta Quaresma faz o sacrifício de comer um pouco mais do que gostas menos e um pouco menos do que gostas mais.

Obras de Misericórdia - Apontamentos Catequéticos #1

Publicado a 12/02/2016
Obras de Misericórdia Corporais: 1-Dar de comer a quem tem fome; 2-Dar de beber a quem tem sede.

O Cardeal-Patriarca D. Manuel Clemente apresenta, durante a Quaresma deste ano 2016, breves apontamentos catequéticos sobre as Obras de Misericórdia.

Dia Mundial do Doente: «Muitas vezes a revolta é o primeiro ato de fé verdadeira»

Capelão do Hospital Pediátrico Dona Estefânia em Lisboa lida todos os dias com as alegrias, esperanças e perdas das famílias

Lisboa, 11 fev 2016 (Ecclesia) – O padre Carlos Azevedo é capelão no Hospital Pediátrico Dona Estefânia, em Lisboa, há mais de 13 anos e já testemunhou muitos casos em que o sofrimento foi porta para uma maior aproximação a Deus.

Numa entrevista publicada na última edição do Semanário ECCLESIA, o sacerdote aborda a sua missão numa unidade de saúde especialmente dedicada a crianças e que todos os dias é marcada pelas alegrias, esperanças e perdas das famílias.

“Muitas vezes as pessoas aproximam-se de Deus para pedir, para implorar, para agradecer. Há aqui um sentido muito bonito de gratidão, sempre muito forte, por tudo aquilo que são as superações”, realça o capelão.
Grande parte da comunidade que se junta para celebrar missa na capela do hospital D. Estefânia “é constituída por pais”, uns “cujos filhos superaram a doença” e outros “que tiveram crianças que partiram daqui”.

“Frequentemente a relação que as pessoas têm com Deus é de revolta, algo que nos habituámos também a gerir de uma forma positiva, porque muitas vezes a revolta é o primeiro ato de fé verdadeira”, realça o padre Carlos Azevedo, para quem “é tão importante estimular esta relação de revolta para com Deus como o contrário”.

“Porque creio que Deus aguenta. Se a revolta for dirigida aos médicos, aos enfermeiros, aos auxiliares, ou até dentro do próprio núcleo familiar, a algum dos membros, isto torna o processo muito mais difícil”, acrescenta aquele responsável.

O Hospital Dona Estefânia tem a particularidade de ter sido a última morada de Jacinta Marto, uma das videntes de Fátima, que ali faleceu a 20 de fevereiro de 1920.

Para o padre Carlos Azevedo, Jacinta tem sido “ao longo de quase 90 anos” uma figura “muito inspiradora” para todos quantos recorrem, visitam ou trabalham no hospital.

“Costumamos dizer que a grande virtude dos pastorinhos de Fátima não foi só terem visto Nossa Senhora, mas essencialmente a sua heroicidade no sofrimento. E muitas vezes isto serve também para passarmos daqui da capelania para a restante comunidade hospitalar um bocadinho dessa fortaleza”, sublinha o sacerdote.

A mensagem que o Papa Francisco publicou para o Dia Mundial do Doente, que hoje se assinala, destaca “a doença” como um “caminho para chegar a uma proximidade mais estreita com Jesus”

Realça ainda a importância da fé que “nestas situações, se por um lado é posta à prova, por outro revela toda a sua força positiva”.

Segundo o capelão do Hospital D. Estefânia, a vida de Jacinta Marto permanece hoje como um exemplo dessa força positiva.

“Para que nas horas de maior dificuldade, não seja só o sofrimento a comandar a vida, mas também a nossa valentia, a nossa fé, o nosso amor, a esperança que é tão fundamental nestas horas”, frisa o padre Carlos Azevedo.

JCP.

Papa e Patriarca Russo assinam histórica declaração conjunta

Francisco e Cirilo unidos em defesa do Cristianismo em todo o mundo após encontro histórico em Cuba
Havana, 12 fev 2016 (Ecclesia) – O Papa e o patriarca ortodoxo de Moscovo assinaram hoje uma declaração conjunta, após o seu encontro inédito em Havana, manifestando preocupação com as perseguições religiosas e o terrorismo.

“O nosso olhar dirige-se, em primeiro lugar, para as regiões do mundo onde os cristãos são vítimas de perseguição. Em muitos países do Médio Oriente e do Norte de África, os nossos irmãos e irmãs em Cristo veem exterminadas as suas famílias, aldeias e cidades inteiras”, refere o texto, assinado por Francisco e Cirilo, na capital cubana.

Depois de os líderes da Igreja Católica e da Igreja Ortodoxa Russa se terem reunido pela primeira vez na história, durante cerca de duas horas, decorreu a assinatura desta declaração conjunta, na sala do protocolo do aeroporto internacional José Martí.

O Papa e o patriarca russo evocam as igrejas “barbaramente devastadas e saqueadas”, objetos sagrados profanados e monumentos destruídos.

“Na Síria, no Iraque e noutros países do Médio Oriente, constatamos, com amargura, o êxodo maciço dos cristãos da terra onde começou a espalhar-se a nossa fé e onde eles viveram, desde o tempo dos apóstolos, em conjunto com outras comunidades religiosas”, advertem.
Os dois responsáveis pedem uma “ação urgente” da comunidade internacional para prevenir nova expulsão dos cristãos do Médio Oriente.

“Ao levantar a voz em defesa dos cristãos perseguidos, queremos expressar a nossa compaixão pelas tribulações sofridas pelos fiéis doutras tradições religiosas, também eles vítimas da guerra civil, do caos e da violência terrorista”, prosseguem.

A declaração recorda que a violência na Síria e no Iraque já causou milhares de vítimas, “deixando milhões de pessoas sem casa nem meios de subsistência”.

Nesse sentido, exortam a comunidade internacional a “unir-se para pôr termo à violência e ao terrorismo” e contribuir para “um rápido restabelecimento da paz civil”, para além de garantir uma “ajuda humanitária em larga escala” às populações atingidas e aos refugiados nos países vizinhos.

O texto recorda a situação de dois líderes cristãos de Alepo, na Síria, Paulo e João Ibrahim, sequestrados no mês de abril de 2013, para pedir “a sua rápida libertação”.

"Curvamo-nos perante o martírio daqueles que, à custa da própria vida, testemunham a verdade do Evangelho, preferindo a morte à apostasia de Cristo", pode ler-se também.

Após a assinatura e perante os jornalistas, o Papa afirmou que ele e Cirilo falaram “como irmãos”.

“Temos o mesmo Batismo, somos bispos. Falamos das nossas Igrejas e concordamos que a unidade se faz a caminhar. Falamos claramente, sem meias palavras. Confesso-lhes que senti a consolação do Espírito neste diálogo”, adiantou.

Francisco agradeceu a “humildade fraterna” do patriarca russo e os seus “bons desejos de unidade”.
“Saímos com uma séria de iniciativa que penso serem viáveis e que se podem realizar”, acrescentou.

Agradeceu ainda aos colaboradores da Santa Sé e do Patriarcado de Moscovo que se empenharam na realização deste encontro.

Já Cirilo disse que o encontro privado de duas horas foi uma “discussão aberta” com a preocupação do “futuro do Cristianismo e o futuro da civilização humana”.

“Os resultados do diálogo permitem-me assegurar que atualmente as duas Igrejas podem cooperar conjuntamente, defendendo os cristãos em todo o mundo” e trabalhar para que “não haja guerra” e se respeite a vida humana.

Ortodoxos e católicos encontram-se divididos desde o Cisma do Oriente, em 1054, data em que trocaram excomunhões o Papa Leão IX e o patriarca de Constantinopla Miguel Cerulário; as excomunhões foram levantadas em 1965, mas as Igrejas não recuperaram ainda a unidade plena.

Francisco quis ainda agradecer a “Cuba, ao grande povo cubano e ao seu presidente”, Raúl Castro, por acolherem o encontro.

“Se continuar assim, Cuba será a capital da unidade”, precisou.

“Que tudo isto seja para glória de Deus Pai, Filho e Espírito Santo, para o bem do santo povo fiel de Deus, sob o manto da Santa Mãe de Deus”, concluiu, sob os aplausos dos presentes
O encontro encerrou-se com a apresentação das comitivas da Santa Sé e do Patriarcado de Moscovo.

OC

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Mensagem Quaresmal do Cardeal-Patriarca de Lisboa

“A misericórdia, com as suas obras”
Viver a Quaresma de 2016, na diocese, no país e no mundo, tem tanto de local como de universal, ainda que necessariamente conjugado por cada um de nós. E por cada um de nós como discípulo de Cristo, exercitantes que somos do Evangelho vivo.
Na nossa diocese significa caminho sinodal, para nos retomarmos em resposta ao apelo do Papa Francisco, na exortação apostólica Evangelii Gaudium. Há instantemente um sonho a cumprir: o sonho missionário de chegar a todos, até cada periferia de pessoas, grupos, estruturas e circunstâncias que esperam por nós, ainda que o não saibam.
E não tanto por nós, mas sempre pelo Evangelho de Cristo, que nos cumpre viver mais e testemunhar melhor, sempre mais e melhor. Para isto mesmo serve cada Quaresma, para nos “rasgar o coração”, para falarmos como o profeta Joel, pois nada nos basta – a nós e aos outros – senão a largueza do amor divino. Aproveitemos este tempo tão especial de graça – a Quaresma do Ano Santo da Misericórdia -, para que a escuta mais atenta da Palavra de Deus e os atos mais decididos da caridade prática nos levem a fazê-lo, em geral benefício. Somos a resposta de Cristo ao mundo; peçamos a Cristo a graça de a prestarmos.
Consideremos, entretanto, que a cidade dos homens é a base operativa da Cidade de Deus. É também por isso que as obras de misericórdia, tão relembradas pelo Papa Francisco, são igualmente corporais e espirituais, e a realizar no global. Neste ano jubilar, que todo versa o tema da misericórdia, apliquemo-nos com redobrado esforço a cada uma delas, no singular e no conjunto.
Convém lembrá-las, na formulação tradicional e facilmente memorizável, dando a cada uma a concretização que em cada caso precisa de ter. Será mesmo um bom exercício quaresmal aprendê-las de cor até à Páscoa, e não me parece demais começar já aqui: As corporais: 1ª) Dar de comer a quem tem fome. 2ª) Dar de beber a quem tem sede. 3ª) Vestir os nus. 4ª) Dar pousada aos peregrinos. 5ª) Assistir aos enfermos. 6ª) Visitar os presos. 7ª) Enterrar os mortos. As espirituais: 1ª) Dar bom conselho. 2ª) Ensinar os ignorantes. 3ª) Corrigir os que erram. 4ª) Consolar os tristes. 5ª) Perdoar as injúrias. 6ª) Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo. 7ª) Rogar a Deus por vivos e defuntos.
Estou certo de que, lembrando cada uma, imediatamente nos ocorrem concretizações urgentes ou possíveis. Nas nossas casas, comunidades, escolas, hospitais, prisões, locais de trabalho ou convívio, não faltam ocasiões e apelos.

Saciar fome e sede, ter veste e alojamento, são necessidades básicas de todos e requisitos solidários também, para qualquer “sociedade” que queira realmente sê-lo. São a primeira face da realidade humana, que sempre carece e espera. Face em que nos espelhamos e onde se espelha o próprio Cristo, no rosto de quem nos interpela. O mesmo Cristo que saciava a fome material dos outros, para os saciar depois, doutra fome mais larga e persistente. Mas com esta sequência, necessariamente. Também por isso, as nossas comunidades, em que se manifesta e expande o corpo eclesial do Ressuscitado, não podem, nem querem, ignorar a face inteira da fome, sede, nudez ou desabrigo de qualquer ser humano. Se havemos de recusar o materialismo, igualmente evitaremos qualquer espiritualismo oco, para nos dedicarmos, isso sim, a um serviço concreto e global, como o Evangelho ensina. Do mesmo modo consideremos que assistir aos enfermos e visitar os presos, nos faz tocar diretamente a Cristo, que no horto sofreu agonia e prisão.
Diz um passo evangélico que quem O tocava ficava curado. Toquemo-Lo em que sofre, para alívio alheio e cura própria. Demonstrando assim que ninguém se pode salvaguardar do sofrimento dos outros. Bem pelo contrário, é na relação com quem sofre que nos curamos também a nós.
Aliás, as chamadas “questões fraturantes”, que sucessivamente irrompem, fraturam-nos sobretudo a nós como humanidade, quando se alegam assim chamados “direitos” de alguns para nos desresponsabilizar da resposta solidária que devíamos dar a todos, com mais cuidado e companhia.  
Quanto a enterrar os mortos, terá seguimento nas atuais circunstâncias, para além do que requer como serviço organizado. Para quem parte, é dignidade reconhecida e assim mesmo manifesta. Para quem fica, é amizade comprovada, que compartilha o luto e faz companhia.
Dar bom conselho, ensinar os ignorantes e corrigir os que erram, são outras tantas demonstrações de que com eles realmente estamos e para eles igualmente somos, numa pedagogia que não os dispensa nem nos dispensa a nós. Como Jesus, que nunca despedia quem O procurava, antes longamente ensinava, assim temos de estar na grande e mútua escola que este mundo deve ser.
Com verdadeiro interesse pelo bem dos outros, que não os deixe dissolver valores em caprichos, nem vaguear sem rumo. Há muita sabedoria adquirida e comprovada por milénios de humanidade, que tanto devemos guardar pessoal como socioculturalmente. Assim como não há liberdade de escolha, quando nem se conhece o que escolher.
Consolar os tristes ganha hoje particular pertinência, pois nada entristece tanto como o isolamento em que se vive, mesmo que fugazmente entretido. Para as pessoas que somos, a alegria é outro nome da verdadeira convivência, hoje escassa e por vezes nula. Prevenir ou consolar tristezas é não deixar ninguém sem companhia, seja onde for ou quando for, quer para festejar os êxitos quer para ultrapassar os fracassos. Temos tantas razões, possibilidades e meios para nos acompanharmos sempre, que é grande contradição fazê-lo pouco ou nunca.
Perdoar as injúrias, é dar a quem as faz uma oportunidade mais para se refazer melhor. Para um discípulo de Cristo, é ocasião para seguir o seu mestre, que injuriado não respondia com injúrias, assim mesmo demostrando a grandeza que tinha. Foi esta a sua maneira de converter a tantos e nos converter a nós. No presente Jubileu, reparemos especialmente na magnanimidade do Pai do filho pródigo, parábola maior da misericórdia divina.
O mesmo se diga do sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo, não desistindo de ninguém; como Deus não desiste de nós, quando demoramos tanto a recuperar-Lhe a semelhança, apesar da graça que nunca recusa. Lembra-nos São Paulo que «a Cristo, que não conhecera o pecado, identificou-O Deus com o pecado por amor de nós, para que em Cristo nos tornássemos justiça de Deus»: Pensemos muito nisto, para que as fraquezas dos outros nunca sejam pretexto para desistir seja de quem for. Situa-se aqui, precisamente aqui, o desafio do amor cristão. Que também não deixa de rogar a Deus por vivos e defuntos, pois a caridade nunca acabará.
Somos, tantas vezes, uma imensidão de sós... Quem não tem família por perto, vizinhos atentos, visitas nos hospitais, nas prisões, ou lares de idosos… E também nas nossas ruas e espaços, que se transformam frequentemente em locais de duvidosa compensação e perigosos consumos, para jovens e menos jovens sem ambiente doméstico nem melhor enquadramento. A estes e outros desajustamentos pessoais e sociais responderão as obras de misericórdia na respetiva complementaridade, pois tanto alojam os peregrinos de algo ou de si próprios como dão bom conselho e recriam relações. São campos abertos à caridade criativa, com muito por fazer na cidade de nós todos.

Na caminhada sinodal de Lisboa, algumas conclusões dos grupos vão já nesse sentido, valorizando, por exemplo, os nexos familiares, comunitários e intercomunitários, para que ninguém fique isolado nem se isole a si próprio, da infância à velhice. E para formar “familiarmente” as pessoas, quer em ordem ao matrimónio quer para o serviço da Família de Deus, que é a Igreja no seu todo. É este um campo prioritário para a ação diocesana; e ainda mais se definirá por certo, na conclusão programática a que chegaremos em sínodo.
Somos e seremos, ao mesmo tempo, verdadeiros cidadãos do mundo. E não só porque hoje toda a distância se anula como quem prime um botão, mas também porque deparamos aqui com uma crescente diversidade étnica e cultural concentrada em pouco espaço, o nosso espaço comum.
Num lugar central de Lisboa e arredores podem cruzar-se dezenas de pessoas de várias proveniências e tradições, religiosas ou outras. Acolhamos quem chegue agora, em busca de sobrevivência e trabalho, como acolhemos outros há algum tempo já. E no futuro, eles e nós, seremos a sociedade de todos, sobre a base comum de direitos humanos respeitados e, de facto, praticados.
Largo campo, também este, para a prática das obras de misericórdia. Em termos propriamente cristãos, sabemos que o bom futuro é assegurado pelas vidas que se oferecem a Deus, única maneira de se repartirem por todos. Como Cristo depôs a sua nas mãos do Pai, que logo a distribuiu em abundância.
Esta foi a sua Páscoa, que celebraremos inteiramente, quando também connosco for assim. Por isso mesmo, ainda que tudo corporalmente se exteriorize, é espiritualmente que se garante. Aí mesmo, no “segredo” que apenas o Pai vê e recompensa, como o Evangelho ensina. Aí mesmo, quando jejuamos de tudo o mais que não seja Deus, para nos repartirmos em esmola que a todos alcance. Não foi outro o êxodo de Cristo, não será outro o nosso, que lhe herdamos o Espírito.Com todos vós, em conversão à misericórdia divina,

† Manuel, Cardeal-Patriarca

Lisboa, Quarta-Feira de Cinzas, 10 de fevereiro de 2016

(A nossa renúncia quaresmal de 2015, destinada a várias instituições e iniciativas sociocaritativas do Patriarcado, atingiu duzentos e cinquenta mil euros. Ouvido o Conselho Presbiteral, encaminharei a renúncia quaresmal da diocese de Lisboa em 2016 para um Apoio Diocesano às Obras de Misericórdia (ADOM), que nos permita corresponder aos crescentes pedidos de ajuda de entidades que as praticam.)

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Intenções do Papa - Fevereiro

UNIVERSAL
Respeito pela criação
Para que cuidemos da criação, recebida como dom gratuito, a cultivar e proteger para as gerações futuras.
PELA EVANGELIZAÇÃO
Cristianismo na Ásia
Para que cresçam as oportunidade de diálogo e de encontro entre a fé cristã e os povos da Ásia.

 ORAÇÃO
Pai de bondade,
criaste este mundo tão belo
para que os teus filhos te pudessem encontrar na beleza da natureza.
Toda a criação é um hino de louvor ao teu amor.
A nossa mãe terra é a fonte do sustento para todos.
Ajuda-me a cuidar dela como a nossa casa comum,
a lembrar que a minha falta de cuidado
põe em risco as gerações que virão a seguir.
Peço-te pelos que governam os povos,
para que tenham este cuidado
como uma verdadeira missão ao serviço da justiça.
Também te peço pelos cristãos da Ásia,
para que encontrem junto dos seus conterrâneos
um ambiente de paz e tolerância para viverem a sua religião.
Pai-Nosso; Ave-Maria; Glória…

DESAFIOS PARA ESTE MÊS
- Avaliar as minhas práticas ecológicas e determinar-me em adquirir bons hábitos de cuidado da criação.
- Motivar as novas gerações para o cuidado com a nossa casa comum.
- Rezar por todos os cristãos do grande continente asiático, vendo neles irmãos que partilham a mesma fé em Jesus.