terça-feira, 25 de junho de 2019

Os milagres e a ciência confirmaram juntos o tipo sanguíneo de Jesus Cristo?

O que a ciência concluiu após analisar fenómenos eucarísticos inexplicáveis e o misterioso tecido do Santo Sudário

O mais antigo milagre eucarístico de que se tem registro na história da Igreja ocorreu na Itália por volta do ano 700.
O lugar era o vilarejo de Lanciano, povoado antiquíssimo cujo nome vem justamente do primitivo termo “L’Anciano”, ou seja, o ancião, o velho. Lá viviam, no mosteiro de São Legoziano, os monges de São Basílio. Entre eles, um que acreditava mais na sua cultura mundana do que nas coisas de Deus. A sua fé parecia vacilante e, todos os dias, ele era perseguido pela dúvida de que a hóstia consagrada fosse mesmo o verdadeiro Corpo de Cristo e o vinho o Seu verdadeiro Sangue. A Graça Divina, porém, nunca o abandonou, fazendo-o rezar continuamente para que esse insidioso espinho da dúvida saísse do seu coração.

Do tormento da dúvida ao júbilo do milagre

Certa manhã, celebrando a Santa Missa atormentado mais do que nunca pela dúvida, ele viu, após proferir as palavras da consagração, que a hóstia se convertera em Carne viva e o vinho em Sangue vivo. Sentiu-se confuso e dominado pelo temor diante de tão espantoso milagre, permanecendo longo tempo transportado a um êxtase sobrenatural. Até que, em meio a transbordante alegria, o seu rosto, banhado em lágrimas, voltou-se para as pessoas presentes e disse:

“Ó bem-aventuradas testemunhas, diante de quem, para confundir a minha incredulidade, o Santo Deus quis desvendar-se neste Santíssimo Sacramento e tornar-se visível aos nossos olhos! Vinde, irmãos, e admirai o nosso Deus que se aproximou de nós! Eis aqui a Carne e o Sangue do nosso Cristo muito amado!”


A estas palavras, as testemunhas se precipitaram até o altar e começaram também a chorar e pedir misericórdia. Logo espalhou-se a notícia por toda a pequena cidade, transformando o monge em um novo São Tomé.

Um milagre que dura 1300 anos

A Hóstia-Carne apresentava, como ainda hoje se pode observar, uma coloração ligeiramente escura, tornando-se rósea quando iluminada pelo lado oposto, e tinha aparência fibrosa; o Sangue era de cor terrosa, entre o amarelo e o ocre, coagulado em cinco fragmentos de forma e tamanho diferentes.
fot. EAST NEWS
Serenada a emoção de que todo o povo fora tomado, e dadas aos Céus as graças devidas, as relíquias foram agasalhadas num tabernáculo de marfim. A partir de 1713, e até hoje, a Carne passou a ser conservada numa custódia de prata, finamente cinzelada, ao estilo napolitano. O Sangue está contido numa rica e antiga ampola de cristal de rocha.

O que diz a ciência

Aos reconhecimentos eclesiásticos do milagre, veio juntar-se o pronunciamento da ciência moderna através de minuciosas e rigorosas provas de laboratório.

Quarta-feira, 26 de Junho

Igreja de Almoçageme às 10h00


Quinta-feira, 27 Junho

Igreja das Azenhas do Mar às 21h00

MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 25 – Semana XII do Tempo Comum

Gn 13, 2.5-18 / Slm 14 (15), 2-5 / Mt 7, 6.12-14

Como é estreita a porta e apertado o caminho. (Evang.)

Este dito de Jesus não nos deve amedrontar porque numa porta estreita e num caminho apertado cabe tanta gente como numa porta e num caminho largos. Não cabem é todos ao mesmo tempo na porta nem conseguem percorrer o caminho atabalhoadamente. Mas uma porta estreita e um caminho apertado têm muitas vantagens pedagógicas. Obrigam ao cuidado, respeito e solidariedade. O leitor reze por estas três virtudes em si.

segunda-feira, 24 de junho de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 24 – Nascimento de S. João Batista (Solenidade)

Is 49, 1-6 / Slm 138 (139), 1-3.13-15 / At 13, 22-26 / Lc 1, 57-66.80

«Cansei-me inutilmente, em vão e por nada gastei as minhas forças». (1ª Leit.)

Também nós podemos ter esta sensação com muitos trabalhos da vinha do Senhor. Mas há que notar que nunca sabemos o alcance dos nossos esforços. Às vezes, «grandes frutos» revelam-se efémeros. E «demonstrações de indiferença» são, afinal, a quietude de quem está a absorver uma experiência profunda. Como diz o texto, a nossa recompensa vem do Senhor. É sempre errado medirmos a nossa influência espiritual pelo que vemos. Hoje, o leitor reze para amar com esperança.

domingo, 23 de junho de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 23 – Domingo XII do Tempo Comum – Ano C

Zac 12, 10-11; 13, 1 / Slm 62 (63), 2-6.8-9 / Gl 3, 26-29 / Lc 9, 18-24

O profeta Zacarias indica que o «espírito de piedade e de súplica» foi concedido aos habitantes de Jerusalém, ao contemplarem alguém que foi trespassado. O apóstolo S. João aplica esta cena a Jesus, que deu a sua vida numa cruz para salvar a humanidade. Sendo uma cena dramática, de extrema crueldade, é também um quadro maravilhoso em que contemplamos Deus a dar a vida por nós.

S. Paulo, escrevendo aos cristãos da Galácia, diz que, pelo batismo, os cristãos fomos «revestidos de Cristo». Ou seja, o hábito ou uniforme que devemos usar como cristãos não se refere a nenhum tipo de vestido exterior, mas a conformarmos a nossa vida pelo estilo de Jesus: trabalhar ou descansar, rezar ou conversar, relacionar-se com todos como Jesus o fez. Um autor afirma que «o dicionário do cristão é Jesus Cristo». Ou seja, em Cristo encontramos a verdadeira explicação de tudo. Qualquer realidade humana deve ser iluminada pelo estilo da vida de Jesus. E mais ainda: seguir a Jesus fraterniza-nos, torna-nos irmãos. Cristo faz-nos ultrapassar as diferenças de classe (escravos e livres), de sexo (homens e mulheres) e de nacionalidade (judeus ou gregos), pois todos passamos a ser «um só em Cristo Jesus». A experiência de vida cristã faz abater os muros de separação e constrói pontes de unidade.

No Evangelho encontramos Jesus a fazer uma sondagem à opinião pública: «Quem dizem as multidões que Eu sou?». Jesus queria saber se as pessoas estavam a compreender a sua pessoa e mensagem, para poder clarificar a verdade da sua missão. Perante a diversidade de opiniões, pergunta aos seus apóstolos, que O conheciam mais de perto: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». Pedro, como porta-voz do grupo, respondeu com firmeza: «És o Messias de Deus». Para que ficasse clara a identidade do «Messias», que não era a de um chefe político, capaz de fazer frente ao império romano, Cristo esclareceu que iria ser rejeitado e até morto, mas que ressuscitaria ao terceiro dia. Além disso, os que querem ser seus seguidores têm de assumir a sua cruz, dia após dia. Cristo não nos promete facilidades e triunfos, mas exige que vivamos a dar a vida, em amor e serviço. Neste dar a vida está a nossa plena realização feliz.

sábado, 22 de junho de 2019

Portugal: Assembleia da República aprovou criação do Dia Nacional da Liberdade Religiosa e do Diálogo Inter-Religioso

Iniciativa partiu da Comissão da Liberdade Religiosa e do Alto Comissariado para as Migrações

Lisboa, 21 jun 2019 (Ecclesia) – O Parlamento português aprovou hoje, por unanimidade, a proposta de de criação do Dia Nacional da Liberdade Religiosa e do Diálogo Inter-Religioso, que se vai celebrar anualmente a 22 de junho.

“Fruto de uma luta tenaz de muitos homens e mulheres contra a perseguição, a tortura e a discriminação que, ao longo dos tempos, se tem abatido sobre quem tem um credo diferente do da maioria ou contra quem não é crente, a liberdade religiosa é hoje, cada vez mais, uma expressão da igual dignidade de todos os seres humanos, crentes e não crentes”, refere o texto legislativo, apresentado na Assembleia da República.

A iniciativa nasceu de uma petição conjunta da Comissão da Liberdade Religiosa e o Alto Comissariado para as Migrações, na qual se sublinha que “a liberdade religiosa é um elemento fundamental para a existência de verdadeira dignidade na condição humana e para a concretização dos direitos humanos”.

As duas instituições assinalam o valor do diálogo entre as comunidades religiosas para “uma sociedade pacífica e reconhecendo o contributo das comunidades religiosas presentes em Portugal na construção desse diálogo”.

A proposta resulta do trabalho de colaboração entre a Comissão da Liberdade Religiosa e o Alto Comissariado para as Migrações, após um processo de consulta interna no Grupo de Trabalho do Diálogo Inter-religioso e na Sessão Plenária da Comissão.

A ideia de criar um Dia Nacional da Liberdade Religiosa e do Diálogo Inter-Religioso foi apresentada, pela primeira vez, no II Congresso do Diálogo Inter-Religioso “Cuidar do Outro”, realizado no dia 3 de outubro de 2018, na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa.

As instituições promotoras destacam que o princípio da separação e da aconfessionalidade do Estado, vai continuar a ser “um importante garante da liberdade religiosa”, precisando que “a separação, neste sentido, não implica oposição, nem exclui a cooperação com as comunidades religiosas, essencial para a plena concretização da liberdade religiosa”.

O Projeto de Resolução 2193/XIII, aprovado hoje, sublinha que com este dia “pretende-se assinalar a importância fundamental destes valores e destas práticas e contribuir para uma consciência mais viva de toda a sociedade sobre o lugar central que esses valores e essas práticas ocupam na sociedade democrática e tolerante”.

OC

Noticias Ecclesia

O cardeal D. António Marto defendeu na abertura do simpósio ‘Fátima Hoje: que caminhos?’ que a peregrinação é uma “parábola da existência humana”, apresentando o ser humano como “alguém que faz caminho”.

O Simpósio Teológico-Pastoral decorre até domingo no Salão do Bom Pastor, no Centro Pastoral Paulo VI, em Fátima, convidando os participantes a refletir sobre o sentido de peregrinar.

 O Parlamento português aprovou esta sexta-feira, por unanimidade, a proposta de criação do Dia Nacional da Liberdade Religiosa e do Diálogo Inter-Religioso, que se vai celebrar anualmente a 22 de junho

 No Vaticano, o Papa recebe hoje representantes da Federação Internacional das Associações de Médicos Católicos (FIAMC), que esta sexta-feira promoveu uma consagração dos seus membros ao Coração de Jesus.

Octávio Carmo

Papa anuncia o tema da JMJ Lisboa 202

“Maria levantou-se e partiu apressadamente” (Lc 1, 39) é o tema escolhido pelo Papa Francisco para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2022, em Lisboa.

No discurso que encerrou o XI Fórum Internacional de Jovens, em Roma, o Papa Francisco anunciou os temas para o itinerário trienal das próximas Jornadas Mundiais da Juventude. Em 2020 e 2021, as Jornadas Mundiais da Juventude, celebradas em cada diocese, vão ter como tema “Jovem, eu te digo, levanta-te!” (cf. Lc 7, 14) e “Levanta-te! Eu te constituo testemunha do que viste!” (cf. At 26, 16), respetivamente. Para a Jornada Mundial da Juventude celebrada em 2022, no encontro internacional que vai reunir, em Lisboa, os jovens de todo o mundo, o Papa escolheu como tema “Maria levantou-se e partiu apressadamente” (Lc 1, 39).
O Papa Francisco dá assim continuidade à dimensão mariana como proposta de caminhada espiritual para os jovens. Em janeiro deste ano, a JMJ no Panamá teve como tema “Eis a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 38).

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 22 – Semana XI do Tempo Comum

2 Cor 12, 1-10 / Slm 33 (34), 8-13 / Mt 6, 24-34

Ninguém pode servir a dois senhores. (Evang.)

Pelo menos ir à missa e servir o dinheiro é possível, condenar os irmãos e vários outros pecados sem se assumir a culpa é possível. Ir à missa foi servir a Deus? Não, porque os pecados foram certamente servir o diabo. Temos de ser pessoas de uma só palavra, de um só coração. Porque às vezes parece que a nossa prática piedosa se resume ao domingo e até parece que não é domingo se não tiver missa; mas, saídos da igreja, as convicções são outras. O leitor veja como andam as suas convicções.

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Para uma teologia do acolhimento e do diálogo

A teologia (…) é chamada a ser uma teologia do acolhimento, e a desenvolver um diálogo sincero com as instituições sociais e civis, com os centros universitários e de investigação, com os líderes religiosos e com todas as mulheres e homens de boa vontade, pela construção na paz de uma sociedade inclusiva e fraterna, e também para a proteção da criação.

Quando no proémio da [constituição do papa Francisco] “Veritatis gaudium” [sobre as universidades e faculdades eclesiásticas] se menciona o aprofundamento do “kerygma” [anúncio/testemunho das verdades essenciais da fé cristã] e o diálogo com critérios para renovar os estudos, quer dizer-se que eles estão ao serviço do caminho de uma Igreja que cada vez mais coloca no centro a evangelização. Não a apologética, não os manuais (…): evangelizar. No centro está a evangelização, que não quer dizer proselitismo. No diálogo com as culturas e as religiões, a Igreja anuncia a Boa Notícia de Jesus e a prática do amor evangélico que Ele pregava como uma síntese de todo o ensinamento da Lei, das visões dos Profetas e da vontade do Pai.

O diálogo é antes de tudo um método de discernimento e de anúncio da Palavra de amor que é dirigida a cada pessoa, e que no coração de cada um quer fixar morada. Só na escuta desta Palavra, e na experiência do amor que ela comunica, se pode discernir a atualidade do “kerygma”. O diálogo, assim entendido, é uma forma de acolhimento.

Gostaria de sublinhar que «o discernimento espiritual não exclui as contribuições de sabedorias humanas, existenciais, psicológicas, sociológicas ou morais; mas transcende-as. Não bastam sequer as normas sábias da Igreja. Lembremo-nos sempre de que o discernimento é uma graça. (…) Em suma, o discernimento leva à própria fonte da vida que não morre, isto é, conhecer o Pai, o único Deus verdadeiro, e a quem Ele enviou, Jesus Cristo» (exortação “Gaudete et exsultate”, 170).
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MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 21 – S. Luís Gonzaga (Memória)

2 Cor 11, 18.21-30 / Slm 33 (34), 2-7 / Mt 6, 19-23

Se o teu olhar for límpido, todo o teu corpo ficará iluminado. (Evang.)

O nosso olhar estará límpido se não tiver nada a temer. O nosso amor será límpido se amar o outro com doçura e não com azedume. O nosso olhar será límpido se olhar o outro com complacência e não o condenar. O nosso olhar será límpido se nos amarmos a nós próprios com benevolência e entregando a Deus o nosso pecado. Hoje, o leitor peça um olhar límpido.

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Estilo de vida dos sacerdotes – O Vídeo do Papa 6 – Junho de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 20 – Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Solenidade) – Ano C

Gn 14, 18-20 / Slm 109 (110), 1-4 / 1 Cor 11, 23-26 / Lc 9, 11b-17

Celebramos nesta solenidade o cumprimento da promessa de Jesus: «Sabei que Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos». São palavras com que S. Mateus conclui o Evangelho, no momento solene de despedida deste mundo. Jesus eucarístico sucede a Jesus encarnado, em perfeita e total identidade. É que a Eucaristia não tem apenas a presença de Cristo. A Eucaristia é o próprio Cristo, sob as espécies do pão e do vinho. O «Emanuel», Deus connosco, encontra na Eucaristia a sua máxima e atualizada expressão.

Esta festa começou a celebrar-se em Liège, na Bélgica, em 1246. O Papa Urbano IV, em 1264, estendeu-a a toda a Igreja. Celebrar esta festa é proclamar a atualidade de Jesus, realmente presente na Eucaristia. Cristo é muito mais do que um ilustre personagem histórico, que viveu há vinte séculos. Cristo está hoje connosco, vivo e atuante na comunidade dos cristãos, pela Eucaristia, que é, nem mais nem menos do que Cristo.

Na comunidade cristã de Corinto havia problemas sérios: comportamentos imorais e desordens, invejas e rivalidades.

S. Paulo, neste contexto, apresenta o relato da instituição da Eucaristia, em que Cristo dá a sua vida pela nossa salvação: «Isto é o meu Corpo, entregue por vós. Fazei isto em memória de Mim». Ou seja, recordar esta verdade magnífica, da total entrega de Deus por nós, requer dos cristãos, que celebram e comungam o próprio Cristo, comportamentos eucarísticos; requer que nós cristãos evitemos divisões e fomentemos a concórdia, evitando egoísmos e promovendo o serviço fraterno. Só assim seremos adoradores, em espírito e verdade, de Cristo eucarístico.

Da descrição, tão bela e com sabor eucarístico, do milagre da multiplicação dos pães e dos peixes, apenas apresento uma breve nota. Cristo não fez o milagre a partir de zero, mas aproveitou o pouco que havia: «Não temos senão cinco pães e dois peixes». Esta quantidade insignificante foi apresentada generosamente a Cristo para ser partilhada. E Cristo, a partir de tão pouco, fez o milagre da multiplicação, saciando a fome a cerca de cinco mil homens. Hoje o mesmo Senhor dá-nos a mesma ordem: «Dai-lhes vós de comer!». No mundo acabará a fome quando pessoas, povos e instituições ouvirem a voz do Mestre que nos pede para partilhar e não para viver a acumular, centrados somente em nós. Se nós arriscarmos a fazer o «milagre» da divisão, da partilha, Deus fará o milagre da multiplicação.

quarta-feira, 19 de junho de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 19 – Semana XI do Tempo Comum

2 Cor 9, 6-11 / Slm 111 (112), 1-5.9 / Mt 6, 1-6.16-18

Dê cada um segundo o impulso do seu coração. (1ª Leit.)

Santo Inácio de Loiola diz-nos precisamente o contrário: que não devemos dar segundo o impulso do nosso coração; que uma decisão bem feita também exige o contributo da razão, tem de ser bem discernida. Há pessoas que são muito generosas e, num primeiro impulso, até dão a camisola recém-comprada. Outros têm dificuldade em dar uma coisa mesmo que tenham uma grande quantidade dela. Daí que obedecer só ao coração seja mau. O leitor medite neste facto e veja a que categoria pertence.

terça-feira, 18 de junho de 2019

Lisboa: Cardeal-patriarca desafiou as famílias ao testemunho da «proposta familiar cristã»

D. Manuel Clemente presidiu ao Dia Diocesano da Família, que decorreu no Parque das Conchas, em Lisboa

Foto Setor da Pastoral Familiar do Patriarcado de Lisboa
Lisboa, 17 jun 2019 (Ecclesia) – O cardeal-patriarca de Lisboa afirmou que os casais e as famílias que “estão na dinâmica da Igreja e da evangelização” são os primeiros apóstolos das outras famílias e realidades que “ainda não sejam” como a que “Cristo propõe no Evangelho”.

“Eles [casais e famílias] que vivem a proposta familiar cristã, vivem no Senhor e, por isso, podem e fazem isso: Testemunhar aos outros que encontram nas suas vizinhanças, lugares de trabalho, às vezes, no seu próprio parentesco, o que é a proposta familiar cristã ou, como disseram os bispos na última carta pastoral, o que é a ‘alegria do matrimónio e da família cristã’”, disse D. Manuel Clemente, em declarações à Agência ECCLESIA.

Para o cardeal-patriarca de Lisboa “é importante e hoje é indispensável” as famílias apoiarem-se umas nas outras porque “há outros fatores que também se conjugam ou desconjugam” e nas sociedades mais tradicionais “a estabilidade familiar era uma necessidade básica”, até para sobreviver, mas “hoje não é assim”, e em grande parte da sociedade “vive-se mais individualmente, mais disperso”.

A Festa das Família, organizada pelo setor da Pastoral Familiar do Patriarcado de Lisboa, foi uma ocasião para homenagear os casais que elebraram o aniversário do seu matrimónio, a partir dos 10, 25, 50 e mais anos.

Os 58 anos de casados de António Almeida Mesquita e Maria Aurora Brito estão a ser “vividos com altos e baixos” porque “nem sempre é fácil”.

“Ainda apanhei uma sardinha partida por dois; hoje a malta diz que a vida está má mas não passou aquilo que a gente passa. Hoje digo isto aos meus filhos e não acreditam”, comenta António Almeida Mesquita, aos 82 anos de idade.

Maria Aurora Brito considera que as pessoas “não se aturam umas às outras”, mas observa que “todos têm os seus problemas”, sendo “preciso capacidade para ultrapassar tudo”.

“Fizemos esta promessa há 58 anos e estamos juntos; Graças a Deus cá estamos até que Deus queira”, acrescentou o casal, na Festa da Família, que decorreu na Quinta das Conchas, em Lisboa, que receberam, assim como os que assinalaram 10, 25, 50 ou mais anos de matrimónio um diploma que “é um estímulo para o resto da vida”.

“E para os nossos verem que a gente conseguiu estar juntos e a conviver estes anos todos, que hoje não é fácil. É preciso muita paciência e compreensão e saber viver a vida”, acrescentou.
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MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 18 – Semana XI do Tempo Comum

2 Cor 8, 1-9 / Slm 145 (146), 1-2.5-9 / Mt 5, 43-48

Distribuíram generosamente e com transbordante alegria. (1ª Leit.)

Distribuir, dar com transbordante alegria é a única maneira cristã de distribuir. Mas como nem sempre temos alegria em dar, precisamos de encontrar maneiras de o fazer alegremente. Por exemplo, há pessoas que não gostam de dar para este ou aquele peditório porque acham que os produtos não chegam ao destino. Mas será que procuram uma instituição séria para a qual contribuir? Caso contrário, estarão a pecar por omissão. O leitor percebeu?

segunda-feira, 17 de junho de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 17 – Semana XI do Tempo Comum

2 Cor 6, 1-10 / Slm 97 (98), 1-4 / Mt 5, 38-42

Não recebais em vão a sua graça. (1ª Leit.)

Hoje em dia é comum que, para as pessoas, o centro da missa seja a homilia. Vai-se à missa consoante o padre é mais ou menos talentoso em «me atrair». O que se compreende: entre várias missas, vai-se àquela em que se gosta de ouvir a homilia. O problema é se ficamos presos ao gosto e depois não vamos à missa quando não gostamos daquela. Isso significa que não vamos à missa para rezar mas para ter um prazer. Hoje, o leitor pense na sua motivação em ir à missa.

Corpo de Deus

Quarta-feira, 19 de Junho

Na Igreja de Almoçageme às 10h00

domingo, 16 de junho de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 16 – Santíssima Trindade (Solenidade) – Ano C

Prov 8, 22-31 / Slm 8, 4-9 / Rm 5, 1-5 / Jo 16, 12-15

Como cristãos, adoramos e seguimos um único Deus. Mas esta unicidade ímpar é de um Deus que é Trindade de Pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. O nosso Deus é um Deus plural, uma família divina. É o oposto da solidão egoísta, do orgulhosamente só. Em Deus a multiplicidade de pessoas encontra a unidade perfeita de uma só divindade. A omnipotência de Deus é o poder supremo de doações mútuas, de generosidades absolutas. Cada pessoa divina é o que é oferecendo-se às outras, em oblatividade sem limite algum.

Somos criados à imagem e semelhança de um Deus trinitário, plural. Todo o egoísmo é uma heresia que contradiz o dogma da marca de Deus comunitário em nós. O ADN de Deus criador em nós é um implícito mandamento estrutural de amor fraterno. A vida de um cristão deve provar que a nossa semelhança com Deus, que nos criou e recria cada dia, gera gestos de comunhão e unidade fraterna.

A primeira leitura, do livro dos Provérbios, fala de Deus que, com sabedoria eterna, criou o mundo e o continua a acompanhar com solícita providência. Completada a obra da criação, «Deus, vendo a sua obra, considerou-a muito boa», atitude positiva que sempre mantém, pois as suas «delícias é estar com os filhos dos homens». O nosso Deus é o «Emanuel», não um Deus longínquo e fechado em Si, mas verdadeiramente «Deus connosco».

S. Paulo, escrevendo aos cristãos da comunidade de Roma, ousa afirmar que se gloria das tribulações que padece, pois são uma prova que exercita a constância e fortalece a esperança. É uma grande graça poder ter esta visão positiva do que nos faz sofrer. Esta atitude não é fruto das nossas forças e virtude, mas é uma oferta do «amor de Deus que foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado».

O Evangelho refere-nos uma passagem do discurso de Jesus na última ceia. São palavras particularmente significativas, pois se trata do seu testamento, na véspera da sua paixão e morte. Aqui se sublinha a ótima boa relação de complementaridade entre as pessoas da Santíssima Trindade. Jesus, o enviado do Pai, clarifica que tinha muitas outras coisas para dizer, mas que pedagogicamente serão ditas a seu tempo pelo Espírito Santo, que completará a sua missão. Na Santíssima Trindade verifica-se em plenitude o «todos por um; um por todos». Assim devem viver as famílias e comunidades cristãs.