sexta-feira, 22 de maio de 2015

- Agenda, fim de semana -

- SÁBADO:
Penedo: Missa às 21h00, seguida de Procissão de velas em honra de Nossa Senhora
Azenhas do Mar: Missa às 21h30, seguida de Vigília de Pentecostes

- DOMINGO:
Almoçageme: Oração do Rosário às 21h00 e Procissão de velas em honra de Nossa Senhora às 21h30

Peregrinação Nacional das Crianças a Fátima: 10 de junho

Peregrinação das Crianças a Fátima

Rezai, rezai muito

A Peregrinação das Crianças ao Santuário de Fátima, tem-se tornado um acontecimento de referência para muita gente, como o confirma a enorme multidão de crianças e também adultos que, no dia 10 de Junho, em cada ano, enche por completo o Recinto do Santuário.

Neste ano, quinto ciclo de preparação do centenário das Aparições de Fátima, o grande tema da peregrinação centra-se na aparição de Nossa Senhora em Agosto, nos Valinhos. Nesta Aparição, Nossa Senhora insiste: rezai, rezai muito e fazei sacrifícios… porque vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas. Nestas palavras da Senhora, intuímos a necessidade e a força da intercessão daqueles que, solidários pela salvação dos seus irmãos, rezam e se sacrificam por eles – uma intercessão que radica no mistério da Comunhão dos Santos, uma solidariedade, que une os membros do Corpo místico de Cristo, que é a Igreja, porque “formamos um só corpo”(Ef 4, 4).

Refletindo neste mistério da Comunhão dos Santos que nos faz intercessores uns pelos outros destacamos, como lema para a Peregrinação das Crianças, a expressão de Nossa Senhora, que é um apelo: Rezai, rezai muito. Sublinhamos, assim, o mistério da nossa intercessão junto de Deus, a favor de outros, algo que as crianças poderão perceber a partir da experiência da intercessão da mãe junto do pai: quando querem qualquer coisa do pai, muitas vezes dizem à mãe para pedir ao pai o que elas desejam…

E não podemos deixar de referir como, nos Pastorinhos, esta atitude de intercessão foi uma atitude permanente, expressa em oração e sacrifícios, por várias intenções, mormente a conversão dos pecadores. Quereríamos nós também, e as nossas crianças, ser seus imitadores, colocando-nos na corrente da solidariedade espiritual da Comunhão dos Santos, conforme o desejo de Nossa Senhora, na aparição de Agosto.

A isso nos poderão conduzir os diversos atos da peregrinação deste ano.

A Comissão Organizador

quinta-feira, 21 de maio de 2015

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Dia da Igreja Diocesana 2015 - Carta do Cardeal-Patriarca

Carta do Cardeal-Patriarca, D. Manuel Clemente, aos diocesanos, acerca do Dia da Igreja Diocesana

Caríssimos diocesanos,
Aproxima-se o nosso dia, tão especialmente "nosso". Dia da Igreja Diocesana, para nos revermos todos, os que integramos o Patriarcado de Lisboa, na variedade dos locais e na comunhão das vidas, todas em Cristo, todas para todos.
Sendo Domingo da Santíssima Trindade, contemplamo-nos em Deus uno e trino, cuja única vida é perfeita comunhão. Jesus e o Pai, no amor do Espírito, fonte permanente da nossa vida comum. Também nós somos dos outros e para os outros, no Espírito que recebemos "do Pai e do Filho".
Unindo as nossas diferenças, mais forte do que as nossas divisões, Deus uno e trino faz de nós uma pluralidade unida, como na Diocese acontece e assim se oferece ao mundo, para a sua unidade também.
Em pleno Ano da Vida Consagrada, o Dia da Igreja Diocesana reconhece e agradece o grande dom dos irmãos e irmãs que assim radicalizaram a sua condição batismal, estimulando-nos a todos com o alento dos respetivos carismas. Cada instituto religioso ou secular sublinha uma dimensão específica da infinita riqueza de Cristo, exemplarmente vivida pelos respetivos fundadores/as e oferecida à Igreja para a sua edificação e missão.
Demos graças a Deus, pelos consagrado/as que nos dá. E que o Dia da Igreja Diocesana nos reforce em caminhada sinodal, pois só com todos chegaremos a todos!
Convosco também e sempre,

+ Manuel, Cardeal-Patriarca
Lisboa, 7 de Maio de 2015

terça-feira, 19 de maio de 2015

A CHATA EM DOMINGO DE ASCENSÃO DO SENHOR E "DIA INTERNACIONAL DA FAMILIA"

OLÁ, BOA TARDE AMIGOS! 
Mucifal - Colares - Sintra
Ainda com os sons a ecoar no meu coração do domingo passado, "DIA INTERNACIONAL DA FAMILIA", vivido em fraterna camaradagem com alguns (muitos!) irmãos em Cristo, pertencentes à comunidade católica da Diocese de Lisboa, que decorreu no Mucifal (Colares), quero-vos testemunhar que foi um dia passado em comunhão e alegria, onde brincamos, cantamos, dissemos disparates, ouvimos testemunhos de fé e... oramos  ao nosso DEUS!
Estava entre nós o nosso Cardeal, D. Manuel, presidindo à Celebração Eucarística. Confesso que arrecadei, no meu cesto, algumas das suas palavras, para mais tarde as saborear, tentando desembrulhar parte da sua mensagem..... E assim não vos chateei no domingo!.... No entanto estou cá hoje!.
Quero ainda partilhar convosco, algumas ideias tiradas do Evangelho (Marcos 16.15-20) deste domingo da solenidade da "Ascensão do Senhor".
Jesus hoje convida-nos a passear...: "IDE POR TODO O MUNDO E PREGAI O EVANGELHO A TODAS AS CRIATURAS". 
Vejam, "por todo o mundo" e "a todas as criaturas"! A Boa Nova de Jesus é para TODOS, sem exclusão de pessoas! É este o desejo do Seu Coração, nenhum excluído! Ao invés do que eu às vezes faço e... ponho de parte esta e aquela, por "dá cá aquela palha".... Mas não é isto que Ele me pede e deseja!
E mais, para transmitir a Missão que Ele principiou escolhe um grupinho de pessoas simples e frágeis, gente imperfeita (como nós!), com medos e duvidas, que até O chegou a negar...Gente como eu, como tu, como nós!
Jesus dá-nos a VIDA e nunca se cansa de A DAR continuamente e gratuitamente a TODOS OS AMIGOS. Ele veio para todos! Depende agora o que quero fazer com a Sua DÁDIVA: abraça-la ou rejeita-la...
Pregar o Evangelho, como Ele nos pede, implica testemunho, implica a minha pessoa!... A minha pessoa que tantas vezes é frágil e inconsistente, pequenina diante de tão grande Pessoa!
Hoje, por esta passagem, se alguma duvida tivéssemos, ficaríamos com a certeza de que Jesus nos encarrega também da mesma Missão que há tempos, aos Apóstolos. Hoje é o meu, teu, nosso tempo!
Anunciai... Anunciai... Anunciai.... Ide!
Não nos pede para organizar, ocupar lugares disto ou daquilo, pelouros, tomar pose das Suas Verdades ou submissão... Pede-nos apenas IDE e ANUNCIAI! (simples de mais para nós!)
Diz-nos ainda que o Senhor Jesus, apesar da Sua Ressurreição, cooperava com eles... Como? Já não estava presente, já não era visível, palpável!....
Mas estava a força do SEU CORAÇÃO, do SEU AMOR. Estava, está e estará sempre com cada um que O queira abrigar, independentemente da religião, ou não, que professa.
O Espírito Santo, a FORÇA DO SEU AMOR  QUE NOS UNE  NO MESMO ESPÍRITO E AO MESMO SENHOR,  está prontinha, à espreita, que abramos a nossa janela para que possa  entrar!
Jesus Ressuscitou e a Sua Ascensão para o Pai era inevitável… Era o Seu projecto, recebido do Pai, que tinha chegado a outra fase e que eu nem sempre o testemunho.
Ele está para além dos céus, sem espaço físico ou geográfico, diríamos nós sem morada, mas.... está, eu sei, aqui e lá onde não consigo imaginar! Habita em nós e no Pai!
Deixou-nos o Espírito Santo! Agora é O que nos une, O que sempre nos uniu a nós e ao PAI e ao FILHO, ao que sempre esteve presente, mesmo quando ainda era o caos que existia e o Espírito de Deus pairava sobra as águas.
Deixo-vos, na alegria do Senhor Jesus Ressuscitado, com esta frase do Papa Bento XVI:
"A Ascensão não é um percurso cósmico-geográfico, é a migração do coração que te conduz do encerramento em ti ao amor que abraça o universo".
É a navegação do CORAÇÃO DE JESUS que fez com que um grupinho de amedrontados se transformasse num grupo activo e alegre de crentes corajosos, capazes de anunciar e testemunhar até ao martírio. Diz Marcos: "eles partiram a pregar por toda a parte".
Para muitos, hoje, graças a Deus, este chamamento continua a ser escutado... e mártires não nos faltam! Santos mártires!

Um abraço fraterno na Paz de Cristo e que Maria nos ajude, à sua semelhança, a abraçar o convite do Senhor.

ana saldanha (elemento da Equipa Casais Stª Maria/Colares)

Festa da Família 2015 - Diocese de Lisboa

As fotografias tiradas pelo responsável do blogue da Paróquia da nossa Paróquia  já podem ser vistas no LINK:
https://picasaweb.google.com/106859147768263025512/FestaDaFamiliaDioceseDeLisboa?authuser=0&feat=directlink


Festa da Família - 2015

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Lisboa: Centenas de casais em festa «mostram que o projeto cristão de matrimónio e família é possível»

Cardeal-patriarca abençoou mais de 100 cônjuges nas suas bodas de casamento

Mucifal - Colares  - Sintra
Lisboa, 18 mai 2015 (Ecclesia) – O cardeal-patriarca de Lisboa destacou este domingo em Sintra o testemunho dos casais que hoje, quando “há quem duvide”, mostram que “o projeto cristão de matrimónio e família é possível”.
Em declarações à Agência ECCLESIA, durante a festa diocesana das famílias, D. Manuel Clemente frisou que “cada uma das famílias” presentes, nomeadamente as que no dia celebravam 10, 25, 50, 60 ou mais anos de matrimónio, são “um grande alento” para a Igreja.
Homens e mulheres que “vivem no mundo de todas as outras”, que convivem “com certeza” com “todos os problemas que a todos atingem”, e no entanto permanecem juntos, salientou.
Promovida pelo Setor da Pastoral Familiar do Patriarcado de Lisboa, em parceria com a Vigararia de Sintra, a Festa da Família 2015 levou ao Mucifal, em Colares, centenas de participantes.
Destaque para os mais de 100 casais que foram abençoados por D. Manuel Clemente nas suas bodas matrimoniais, os mais velhos com 63 anos de ligação.
Na eucaristia do encontro, D. Manuel Clemente sustentou que “a família cristã, a começar pelo casal cristão na entrega mútua, é uma indispensável escola de Deus”.
“Com Jesus Cristo”, que se doou na cruz, “aprendemos que o amor é não o afeto mais ou menos passageiro, porque isso faz parte da nossa natureza humana, gostarmos do que é bonito, do que é agradável”.
“Atração, afeto, amor em Jesus Cristo significa vida da
da, partilhada inteiramente mesmo quando é difícil sê-lo, porque aí é que nos implica totalmente”, acrescentou o cardeal-patriarca de Lisboa.
Numa época em que reina “a confusão” à volta do significado e do modelo de família, D. Manuel Clemente considera que os casais cristãos que levam por diante o seu projeto de vida mostram verdadeiramente o que “é o sacramento” do matrimónio cristão, “porque um amor assim só se consegue com a graça de Cristo”.
“Por isso quem se casa, que se case no Senhor” e “não separe o homem o que Deus uniu”, afirmou o também presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, ressalvando no entanto que a intenção “não é julgar ninguém”.
“Na vida de cada um estas coisas acontecem como acontecem, só Deus sabe, mas é muito bonito verificar que, com a graça de Cristo, é possível”, reforçou.

Santo João Paulo II

Lembramos hoje a data do seu nascimento

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Mensagem do Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, para a Festa da Família

Festa da Família, 17 de Maio de 2015, Mucifal

Aproxima-se 17 de maio, Domingo da Ascensão e Festa Diocesana da Família! Excelente oportunidade para nos encontrarmos e celebrarmos a verdadeira "ascensão" das nossas vidas com Cristo para Deus.

Ascensão que começa precisamente nas famílias em que nascemos e onde aprendemos a viver uns dos outros e uns para os outros, na variedade das pessoas e das gerações que se sucedem e acompanham. A família, tão potenciada pela graça de Cristo no sacramento do Matrimónio, torna-se assim em "Igreja doméstica" e escola de vida eterna, pois o verdadeiro amor nunca acabará.

Isto festejaremos a 17 de maio. Partilhando e realçando a vida de tantos casais que comemoram bodas mais marcantes, mostrando como é bom e possível viver o sacramento do Matrimónio e levar por diante os propósitos com que constituíram as suas famílias. Aliás, para nos reconstituirmos como sociedade, precisamos do contributo de casais e famílias estáveis, como escolas de fidelidade e solidariedade.

Na Igreja Católica prossegue o Sínodo dos Bispos, para reforçar a missão da família na Igreja e na sociedade. No nosso Patriarcado de Lisboa preparamos o Sínodo Diocesano de 2016, para concretizar "o sonho missionário de chegar a todos". Na próxima "Festa da Família" esse sonho incide muito especialmente em "chegar a todas as famílias".

- Lá vos espero!

+ Manuel Clemente, Patriarca de Lisboa

Aspectos Práticos
Ao chegar a Colares (Sintra) haverá indicações para o recinto da festa da família que será no complexo desportivo do União Mucifalense, lugar do Mucifal (ver mapa do recinto).

Os carros ficarão estacionados em parques, perto do local da festa. Os autocarros deixarão os passageiros junto ao recinto e estacionarão no parque de Janas (ver mapa do estacionamento).

À chegada cada família poderá deixar o seu almoço na zona de piquenique e refeições (ver mapa do recinto).

Pede-se ainda que cada família traga uma pequena cruz florida (ver dinâmica da cruz florida).

No Mucifal teremos muitos espaços com sombra, mas como esperamos um dia de calor, convém levar roupa fresca, calçado desportivo, água e proteção para o sol.

Até Domingo

Semana da Vida

FAMÍLIA (15 de maio)
Papa Francisco, Audiência Geral, 25/03/2015
«(…) A 25 de Março, solenidade da Anunciação, celebra-se em muitos países o Dia pela Vida.
Por isso, há vinte anos, São João Paulo II nesta data assinou a Encíclica Evangelium Vitae.
(…) Na Evangelium Vitae a família ocupa um lugar central, enquanto é o ventre da vida humana. A palavra do meu venerado Predecessor recorda-nos que o casal humano foi abençoado por Deus desde o princípio para formar uma comunidade de amor e de vida, à qual está confiada a missão da procriação. Os esposos cristãos, celebrando o sacramento do Matrimónio, tornam-se disponíveis a honrar esta bênção, com a graça de Cristo, por toda a vida. A Igreja, por sua vez, compromete-se solenemente a ocupar-se da família que nasce dele, como dom de Deus para a sua própria vida, na alegria e na tristeza: o vínculo entre Igreja e família é sagrado e inviolável. A Igreja, como mãe, nunca abandona a família, inclusive quando ela é aviltada, ferida e mortificada de muitos modos. Nem quando incorre no pecado, ou se afasta da Igreja; fará sempre de tudo para procurar curá-la, convidá-la à conversão e reconciliá-la com o Senhor.»

quinta-feira, 14 de maio de 2015

SEMANA DA VIDA 10 a 17 de maio de 2015

POBRES (14 de maio)
Papa Francisco: Discurso na FAO, 20/11/2014
«(…) É doloroso constatar que a luta contra a fome e a subalimentação é obstada pela «prioridade de mercado», e pela «primazia do lucro», que reduziram os alimentos a uma mercadoria qualquer, sujeita a especulações, até financeiras. E quando se fala de novos direitos, o faminto está ali, na esquina da rua, e pede o direito de cidadania, pede para ser considerado na sua condição, para receber uma alimentação básica sadia. Pede-nos dignidade, não esmola.
(…) A primeira preocupação deve ser a própria pessoa, quantos não têm o alimento diário e deixaram de pensar na vida, nas relações familiares e sociais, e lutam unicamente pela sobrevivência. Em 1992, o Santo Padre João Paulo II (…) advertiu a comunidade internacional contra o risco do «paradoxo da abundância»: há alimento para todos, mas nem todos podem comer, enquanto o desperdício, o descarte, o consumo excessivo e o uso de alimentos para outros fins estão diante dos nossos olhos. Eis o paradoxo! Infelizmente, este «paradoxo» continua a ser atual. (…) É este o primeiro desafio que deve ser superado.
O segundo desafio que deve ser enfrentado é a falta de solidariedade. (…) As nossas sociedades caracterizam-se por um individualismo crescente e pela divisão; isto acaba por privar os mais débeis de uma vida digna e por provocar revoltas contra as instituições. Quando num país não há solidariedade, todos se ressentem disto. De facto, a solidariedade é a atitude que faz com que as pessoas sejam capazes de ir ao encontro do outro e fundar as próprias relações recíprocas naquele sentimento de fraternidade que vai além das diferenças e dos limites, e leva a procurar juntos o bem comum.»

quarta-feira, 13 de maio de 2015

SEMANA DA VIDA 10 a 17 de maio de 2015

CRIANÇAS (12 de maio)
Papa Francisco, Audiência Geral, 18/03/2015
«(…) hoje concentrei-me no grande dom que as crianças são para a humanidade – é verdade, são um grande dom para a humanidade, mas também são as grandes excluídas porque muitas vezes nem as deixam nascer. (…) As crianças recordam-nos que todos, nos primeiros anos da vida, fomos totalmente dependentes dos cuidados e da benevolência dos outros. (…) As crianças recordam-nos uma outra coisa bela; recordam-nos que somos sempre filhos. (…) O grande dom da vida é o primeiro presente que recebemos. …
Mas há tantos dons, tantas riquezas que as crianças levam à humanidade. Levam o seu modo de ver a realidade, com um olhar confiante e puro (…) ainda não poluído pela malícia, pela duplicidade, pelas “incrustações” da vida que endurecem o coração.
(…) Além disso, as crianças – em sua simplicidade interior – levam consigo a capacidade de receber e dar ternura. Ternura é ter um coração “de carne” e não “de pedra”, como diz a Bíblia (cfr Ez 36, 26) As crianças têm a capacidade de sorrir e de chorar espontaneamente (…) duas coisas que em nós grandes, muitas vezes “são bloqueadas”, não somos mais capazes (…). Tantas vezes o nosso sorriso se torna um sorriso de papelão, uma coisa sem vida, um sorriso que não é vivo, um sorriso artificial, de palhaço. (…) E então as crianças podem ensinar-nos de novo a sorrir. Mas, nós mesmos, devemos perguntar-nos: eu sorrio espontaneamente, com frescor, com amor ou o meu sorriso é artificial? Eu ainda choro ou perdi a capacidade de chorar? Duas perguntas muito humanas que as crianças nos ensinam (…)»

DOENTES (13 de maio)
Mensagem do Papa Francisco para o XXIII Dia Mundial do Doente, 03/12/2014
«(…) Também hoje quantos cristãos dão testemunho – não com as palavras mas com a sua vida radicada numa fé genuína – de ser «os olhos do cego» e «os pés para o coxo»! Pessoas que permanecem junto dos doentes que precisam de assistência contínua, de ajuda para se lavar, vestir e alimentar. Este serviço, especialmente quando se prolonga no tempo, pode tornar-se cansativo e pesado; é relativamente fácil servir alguns dias, mas torna-se difícil cuidar de uma pessoa durante meses ou até anos, inclusive quando ela já não é capaz de agradecer. E, no entanto, que grande caminho de santificação é este! Em tais momentos, pode-se contar de modo particular com a proximidade do Senhor, sendo também de especial apoio à missão da Igreja.
Sabedoria do coração é estar com o irmão. O tempo gasto junto do doente é um tempo santo. É louvor a Deus, que nos configura à imagem do seu Filho, que «não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para resgatar a multidão» (Mt 20, 28). Foi o próprio Jesus que o disse: «Eu estou no meio de vós como aquele que serve» (Lc 22, 27). (…)
Sabedoria do coração é sair de si ao encontro do irmão. Às vezes, o nosso mundo esquece o valor especial que tem o tempo gasto à cabeceira do doente, porque, obcecados pela rapidez, pelo frenesim do fazer e do produzir, esquece-se a dimensão da gratuidade, do prestar cuidados, do encarregar-se do outro. No fundo, por detrás desta atitude, há muitas vezes uma fé morna, que esqueceu a palavra do Senhor que diz: «a Mim mesmo o fizestes» (Mt 25, 40).»

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Destaques da semana

- TERÇA-FEIRA:
21h00 - Reunião de preparação da Festa da Família, para voluntários, no Centro Social e Paroquial de Colares.
21h30 - Procissão de velas em honra de Nossa Senhora na Azoia.

- SEXTA-FEIRA:
21h30 - Conferência sobre "A transmissão vida e o papel da família na evangelização" orientada por D. Joaquim Mendes, na Igreja de São Miguel, Sintra.

- SABADO:
 21h30 - Procissão de velas em honra de Nossa Senhora no Mucifal.

- DOMINGO:
Festa da Família - Mucifal (ver programa)

Maio - Mês de Maria - Recitação do Rosário
18h00 - Mucifal # 18h30 - Colares # 19h00 - Ulgueira # 21h00 - Penedo

SEMANA DA VIDA 11 de maio de 2015

Acolher a Vida Nascente
«Entre (os) seres frágeis, de que a Igreja quer cuidar com predileção, estão também os nascituros, os mais inermes e inocentes de todos, a quem hoje se quer negar a dignidade humana para poder fazer deles o que apetece, tirando-lhes a vida e promovendo legislações para que ninguém o possa impedir. …Esta defesa da vida nascente está intimamente ligada à defesa de qualquer direito humano. Supõe a convicção de que um ser humano é sempre sagrado e inviolável, em qualquer situação e em cada etapa do seu desenvolvimento. É fim em si mesmo, e nunca um meio para resolver outras dificuldades. Se cai esta convicção, não restam fundamentos sólidos e permanentes para a defesa dos direitos humanos, que ficariam sempre sujeitos às conveniências contingentes dos poderosos de turno. (Papa Francisco, EG 213).
Sugestão: Comentar em família: «A razão é suficiente para se reconhecer o valor inviolável de qualquer vida humana, mas, se a olhamos também a partir da fé, «toda a violação da dignidade pessoal do ser humano clama por vingança junto de Deus e torna-se ofensa ao Criador do homem». (Papa Francisco, EG 213).
- Recitação do Rosário - Mistérios Gozosos

TEXTO DE REFLEXÃO
VIDA NASCENTE (11 de maio)
Papa Francisco, Evangelium Gaudium, 113 e 114
«… Muitas vezes, para ridicularizar jocosamente a defesa que a Igreja faz da vida dos nascituros, procura-se apresentar a sua posição como ideológica, obscurantista e conservadora; e no entanto esta defesa da vida nascente está intimamente ligada à defesa de qualquer direito humano. Supõe a convicção de que um ser humano é sempre sagrado e inviolável, em qualquer situação e em cada etapa do seu desenvolvimento. É fim em si mesmo, e nunca um meio para resolver outras dificuldades. Se cai esta convicção, não restam fundamentos sólidos e permanentes para a defesa dos direitos humanos, que ficariam sempre sujeitos às conveniências contingentes dos poderosos de turno. Por si só a razão é suficiente para se reconhecer o valor inviolável de qualquer vida humana, mas, se a olhamos também a partir da fé, «toda a violação da dignidade pessoal do ser humano clama por vingança junto de Deus e
torna-se ofensa ao Criador do homem».
«E precisamente porque é uma questão que mexe com a coerência interna da nossa mensagem sobre o valor da pessoa humana, não se deve esperar que a Igreja altere a sua posição sobre esta questão. A propósito, quero ser completamente honesto. Este não é um assunto sujeito a supostas reformas ou «modernizações». Não é opção progressista pretender resolver os problemas, eliminando uma vida humana.»

DA CHATA..... NO VI DOMINGO DA PASCOA (João 15.9-17)

Uma saudação fraterna em Cristo nossa Pascoa.
Depois, de Jesus, a semana passada, nos ter falado da videira da seiva e dos frutos, nos ter convidado a permanecer n'Ele, hoje, vem-nos falar do AMOR e da ALEGRIA !... com uma proposta... Ele é assim! quer-nos "apanhar", porque nos quer amados a amar... Grandes palavras... e grandes gestos Jesus nos transmitiu!

"Assim como o Pai Me amou, também Eu vos amei"......."disse-vos estas coisas, para que a MINHA ALEGRIA esteja em vós e a vossa alegria seja completa"....
"É ESTE O MEU MANDAMENTO: QUE VOS AMEIS UNS AOS OUTROS COMO EU VOS AMEI"....
"Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor,  mas AMIGOS, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de Meu Pai"
Que passagem! Tão cheia e tão bela... de um Deus que nos ama e nos convida a ama-Lo:" "PERMANECEI NO MEU AMOR" (é a receita!).

Não é uma imposição é um pedido! Primeiro, Ele Se oferece: dá-Se!... Mostra-nos como é grande e eterno o Amor! Ele dá-me a liberdade de eu querer, ou não, permanecer dentro desse Amor.... Sou eu que escolho e decido, sou eu que procuro os porquês e acolho, ou não. A resposta, vem de muitas formas, mas  hoje,  o Evangelho Jesus é claro: amar "...para que a Minha alegria esteja em vós..."
É maravilhoso pensar que a minha alegria, a tua alegria, está no pensamento de Deus. Ele quer-nos felizes e alegres, mas a resposta é minha,  e  é tua! A minha às vezes é frágil!...
A amizade não se impõe, nem se pode fingir.... a amizade fala mais alto da alegria e da igualdade... Ele tornando-se um de nós (excepto no pecado), aproximou-se da medida humana, colocou-se ao nosso nível. Não há superioridade... é um Deus que se faz AMIGO!
"Amai-vos uns aos outros"... Uma relação de comunhão, porque é concreta... é ao meu próximo!
Não é ao que está a milhas de distância, no outro continente.... é concretamente aquele que vive ali ao lado, no meu prédio,  no meu trabalho,  que vive em minha casa, é a minha família, ou ainda aquele homem, aquela criança, aquele pobre, não só de esmolas, mas também de amor, que passa na minha vida.... é o meu próximo!... E reparem, não é de qualquer maneira, é "Como Eu vos amei". Já não é amar o outro como a mim mesmo, é como Ele nos amou, ama e amará! Como eu costumo dizer, a fasquia é grande, o como não tem como... tanta fragilidade, tantos nãos e virar de costas....
Amar como Cristo é a diferença! Criados por Deus à Sua imagem e semelhança, todos transportamos uma centelha do Seu Eterno Amor no coração, mas a diferença do cristão é fazê-lo (é a meta) como Cristo!
É no Pai, fonte inesgotável de Amor, que tudo começa. Jesus fez-se canal dessa fonte que jorra o amor do Pai para que chegue até nós e cabe-nos, a nós, crentes, passar esse rio de Amor  ao outro, para que ele se alegre e passe também. O amor vai correndo, não pode ficar em mim, como água estagnada. Eu sei Senhor, eu sei, que tantas vezes corto essa corrente, tantas vezes a detenho, com medo, com receio de ser chata, acomodação, fragilidades.. Eu sei Senhor! Por isso, humildemente Te peço: olha para mim e ouve a minha suplica: ajuda-me a viver esse amor "atrevido" e "desafiador" que me compromete com o meu próximo, que acolhe e me transforma. Ajuda-me a que eu queira permanecer em Ti para poder dar muito fruto e assim Te testemunhar.
Vou acabar, no entanto queria-vos dizer que de 10 a 17 de Maio se celebra a "Semana da Vida", sob o tema: "Vida com dignidade - opção pelos mais fracos" site www.leigos.pt.
Com um abraço na Paz de Cristo, pedindo a intercessão da Virgem Mãe para que nos ajude a discernir o caminho do Amor, que ela,  tão bem soube percorrer na humildade.


ana saldanha (elemento da Equipa Casais Stª Maria/Colares)

domingo, 10 de maio de 2015

10 Maio - A Medida do Amor // VI Domingo da Páscoa [B] - Pe António Marcelino

“Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei”, diz-nos o Senhor.
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Querido irmão, querida irmã, não esqueças: ama os teus irmãos como Cristo nos amou. Permanece, sê fiel, para que a tua alegria seja completa.