terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 20 – SEMANA I DA QUARESMA

Is 55, 10-11 / Slm 33 (34), 4-7.16-19 / Mc 6, 7-15

Libertou-me de toda a ansiedade. (…) salvou-o de todas as suas angústias. (Salmo)

Será que Deus nos livra da nossa ansiedade e das nossas angústias? O leitor é que tem de ver por si. É que tem de ver a sua caminhada. Deus não nos livra da ansiedade patológica. Para isso há remédios. Mas livra-nos da ansiedade para com o Céu. Foi para nos dar esse descanso que Jesus veio, que veio o bom pastor que vai em busca da ovelha perdida, que pode ser o leitor, que posso ser eu. O leitor repouse nesta extraordinária realidade.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 19 – SEMANA I DA QUARESMA

Lev 19, 1-2.11-18 / Slm 18B (19), 8-10.15 / Mt 25, 31-46

Não ficará contigo até ao dia seguinte o salário do jornaleiro. (1ª Leit.)

Para algumas pessoas, não pagar dívidas é uma matéria despicienda. Entendem que dizer que não têm dinheiro trocado para pagar a sua parte do jantar e ficar a dever – sem intenção de pagar – é uma coisa sem importância, até porque «o outro tem mais dinheiro que eu». E se ele falar nisso é porque é um grande egoísta. Também não pagam uma dívida grande porque a pessoa que emprestou não precisa. Hoje, o leitor reze pela sua honra.

Colares - dias 2 e 3 de Março - CURSO BIBLICO


Azenhas do Mar - Quinta -feira 22 de Fev


sábado, 17 de fevereiro de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 17 – FÉRIA DEPOIS DAS CINZAS

Is 58, 9-14 / Slm 85 (86), 1-6 / Lc 5, 27-32

Se (…) matares a fome ao indigente. (1ª Leit.)

«... brilhará na escuridão a tua luz». Hoje, gostava de chamar a atenção do leitor para a importância de ensinar as crianças – filhos, netos, alunos – a dar aos pobres, na figura de instituições sociais. Dar coisas deles, dar dinheiro deles, dar tempo deles. Dar de maneira a que eles sintam que estão a dar. Esta educação planta uma semente para o futuro e é um testemunho que passa para as gerações futuras. Se o leitor não o fizer, os pobres pedir-lhe-ão contas no Céu.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Encontro da Pastoral Social


«Há muita sede no coração humano»: Tolentino Mendonça escreve sobre cultura e retiro do papa

Por vocação e missão dei por mim, nos meus 25 anos de vida sacerdotal, a trabalhar pastoralmente no âmbito do pensamento e da cultura. Se há lugar em que a Igreja se assemelha a um hospital de campo – para retomar a imagem mais do que oportuna do papa Francisco –, é precisamente este, onde as perguntas são exigentes e contínuas, as procuras de sentido são intensas, por vezes extremas, na sua vulnerabilidade, e a fome de Deus é, sim, latente, mas também se oculta sob uma dor humana nem sempre confessada, um grande vazio, muito sofrimento, em conflito e em solidão no modo de se confrontar com a vida ou com a fé. Por isso, quem trabalha no sector da cultura não pode ser uma simples pessoa de gabinete ou gestor de sacristia. Apesar de trabalhar há muitos anos numa universidade, vejo-me, com efeito, como um padre de estrada, dado que a cultura, na sua fantástica e dramática vitalidade, é isto: é estar no meio da estrada, é o desarmante espaço aberto da vida. A cultura é um extraordinário motor de procura, no qual a complexa ansiedade do viver está sempre presente. Um território que não é fácil, mas é apaixonante. E este campo pastoral ensinou-me o valor da escuta.
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MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 16 – FÉRIA DEPOIS DAS CINZAS

Is 58, 1-9a / Slm 50 (51), 3-6a.18-19 / Mt 9, 14-15

O jejum que me agrada não será antes (…) repartir o teu pão com o faminto? (1ª Leit.)

Temos a obrigação específica de ir à missa, de nos confessarmos, de fazer jejum e abstinência. Não há nenhuma obrigação específica que traduza o segundo mandamento ou que traduza o cuidado com os desfavorecidos. Será porque a Igreja acha que isso já está de tal modo enraizado no coração do leitor que já não é preciso uma obrigação específica mínima?

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Pastoral Familiar de Lisboa - Dia dos Namorados


“Viver bem o namoro requer tempo, delicadeza, seriedade, que gere confiança, estima recíproca e respeito pela liberdade, que permita a cada um revelar-se tal como é, e de discernirem juntos o projeto de Deus à luz da fé, sem queimar etapas” (in Mensagem da Comissão Episcopal do Laicado e Família para o Dia dos Namorados)

Que nesta especial conjugação de datas, todos os namorados saibam viver alegres e puros na entrega do amor!

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 14 – CINZAS

Joel 2, 12-18 / Slm 50 (51), 3-4.5-6a.12-14.17 / 2 Cor 5, 20 – 6, 2 / Mt 6, 1-6.16-18

Quando deres esmola, não toques a trombeta. (Evang.)

Algumas vezes, também pode suceder o contrário. Podemos estar a levar os outros a não dar esmola. O leitor já viu que no cestinho do peditório da missa, normalmente, só há moedas? As pessoas só poderão dar uma moeda e, muitas vezes, pequena? Porque será? Porque todos fazem assim? Lá está, é o valor do exemplo. Como eu faço assim, o meu irmão também faz assim. Não diga «porque todos fazem assim, eu também faço». A responsabilidade não é do outro. É do leitor.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 12 – SEMANA VI DO TEMPO COMUM

Tg 1, 1-11 / Slm 118 (119), 67-68.71-72.75-76 / Mc 8, 11-13

A constância (…) deve ser exercida plenamente para serdes (…) irrepreensíveis. (1ª Leit.)

Para muitos, a constância mais difícil é a luta contra o falhanço. As nossas falhas pessoais tendem a fazer-nos desanimar e, consequentemente, desistir com facilidade. Ora, a verdadeira constância está em entender que somos capazes, sem desanimar nesse nosso entendimento. O que, por si só, já é um admirável exercício de constância. Há que ser firmes na prossecução do nosso objetivo, apesar de todas as falhas. Não podemos deixar que o passado condicione o futuro. Como diz S. Paulo, «o que nos separará do amor de Cristo?» As nossas falhas?...

Destaques da semana

- QUARTA-FEIRA de Cinzas: Início da Quaresma. Dia de jejum e abstinência. Missas com imposição das cinzas em Almoçageme às 9h30 e em Colares às 20,30h.
- SEXTA-FEIRA: Via Sacra na Igreja de Colares às 18h15.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA 9 fev SEX, 9 – SEMANA V DO TEMPO COMUM

1 Rs 11, 29-32; 12, 19 / Slm 80 (81), 10-11ab.12-15 / Mc 7, 31-37

Diziam: «Tudo o que faz é admirável». (Evang.)

E, apesar disso, crucificaram-No. Quando vamos a um psicólogo – agora, a moda é ter um «coach» – e dizemos que fulano nos trata mal, ele diz-nos sempre que o problema está em nós, que nós é que temos de aprender a lidar com ele. No que diz respeito à «glória», também a única que podemos ter como certa é a glória que Deus nos outorga, nunca a do mundo, a que nos vem dos outros. Os outros são voláteis, finitos, desaparecem. Habituemo-nos a descansar só em Deus.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 8 – Semana V do Tempo Comum

1 Rs 11, 4-13 / Slm 105 (106), 3-4.35-37.40 / Mc 7, 24-30

Acolhei docilmente a palavra em vós plantada. (Do Aleluia)

A palavra já está plantada. Há, agora, que acolher essa semente. E acolhê-la docilmente. Acolhê-la docilmente quer dizer acolhê-la sendo dócil à sua mensagem, mas também sem raiva, sem irritação, sem ansiedade. A raiva podia vir de um coração refratário à mensagem. Não é o nosso caso. Pelo menos, na teoria. A irritação e a ansiedade podem vir do medo de não correspondermos ou da frustração de não termos correspondido. A solução é pormo-nos nas mãos de Deus e também fazermos um apelo à nossa vontade, à nossa decisão. Co
m habilidade. Rezemos por isso.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Família: Cardeal-patriarca de Lisboa indica seis «alíneas operativas» para acompanhar e integrar casais em segunda união

Documento de D. Manuel Clemente segue as indicações da exortação apostólica Amoris Laetitia, propostas de aplicação dos Bispos de Buenos Aires e da Diocese de Roma

Lisboa, 06 fev 2017 (Ecclesia) – O cardeal-patriarca de Lisboa indicou hoje seis “alíneas operativas” para “acompanhar e integrar” os casais em segunda união na Igreja Católica, referindo que em causa estão “circunstâncias excecionais” e que a “possibilidade sacramental” requer um discernimento “caso por caso”.

A “Nota para a receção do capítulo VIII da exortação apostólica ‘Amoris Laetitia’”, publicada na página da internet do Patriarcado de Lisboa, alude às indicações do documento do Papa, às propostas de aplicação dos Bispos da Região Pastoral de Buenos Aires e às indicações dadas aos sacerdotes da Diocese de Roma pelo seu cardeal-vigário.

O documento do cardeal-patriarca, divulgado no contexto de uma reunião de vigários da Diocese de Lisboa, começa por afirmar que “acompanhar e integrar as pessoas na vida comunitária” deve seguir as indicações das exortações apostólicas pós-sinodais “Familiaris Consortio” de São João Paulo II, “Sacramentum Caritatis” de Bento XVI e “Amoris Laetitia” do Papa Francisco.

“Verificar atentamente a especificidade de cada caso” e “não omitir a apresentação ao tribunal diocesano, quando haja dúvida sobre a validade do matrimónio” são outros dois passos operativos propostos por D. Manuel Clemente.

“Quando a validade se confirma, não deixar de propor a vida em continência na nova situação” e “atender às circunstâncias excecionais e à possibilidade sacramental, em conformidade com a exortação apostólica e os documentos acima citados” são mais duas propostas do cardeal-patriarca de Lisboa.

D. Manuel Clemente assinala que é necessário “continuar o discernimento, adequando sempre mais a prática ao ideal matrimonial cristão e à maior coerência sacramental”.

As seis “alíneas operativas” são contextualizadas por referências ao que o Papa Francisco afirma sobre o acompanhamento e a integração de casais em segunda união, nomeadamente ao ambiente de “humildade, privacidade, amor à Igreja e à sua doutrina” que deve caraterizar o discernimento de cada caso

D. Manuel Clemente refere-se concretamente à nota de rodapé onde o Papa afirma que “em certos casos, poderia haver também a ajuda dos sacramentos”, para sublinhar o “caráter restrito (em certos casos) e condicional (poderia) da frase”.

Para o cardeal-patriarca de Lisboa, citando o Papa Francisco, é necessário “evitar qualquer interpretação tendenciosa” e jamais a Igreja deve “renunciar a propor o ideal pleno do matrimónio, o projeto de Deus em toda a sua grandeza.

D. Manuel Clemente cita depois o documento dos bispos das Região Pastoral de Buenos Aires, onde afirmam que “o que se propõe é um discernimento que distinga adequadamente cada caso”, nota que também valoriza nas  indicações dadas pelo cardeal vigário do Papa para a Diocese de Roma, D. Agostino Vallini, que defende um “discernimento que distinga adequadamente caso por caso”.

“Nota para a receção do capítulo VIII da exortação apostólica ‘Amoris Laetitia’”  do cardeal-patriarca de Lisboa termina com três pronunciamentos de São João Paulo II, Bento XVI e Francisco sobre o acompanhamento de divorciados recasados.

PR

Azenhas do Mar - Quinta-feira, 08 de Fevereiro

 Oração Mariana nas Azenhas do Mar, com unção aos doentes que desejarem às 21h00.

Azoia - Quinta-feira, 08 de Fevereiro


MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 7 – CINCO CHAGAS DO SENHOR (Festa)

Is 53, 1-10 / Slm 21 (22), 7-8.15.17-18a.22-23 / Jo 19, 28-37 ou 20, 24-29

E, inclinando a cabeça, expirou. (Evang.)

Este termo, «expirou», noutras traduções é substituído por «entregou o Espírito». Tradução eventualmente mais precisa que, segundo alguns, significa o Pentecostes no Evangelho de João. Significa que Jesus nos entrega o seu Espírito – o Espírito Santo –, porque o Espírito que Jesus transmite é o Espírito Santo. Recebamo-Lo da cruz de Jesus. Hoje, tenhamos esta oração, esta meditação, de recebermos o Espírito Santo transmitido por Jesus na cruz e perguntemos a Jesus: «Senhor, que queres que eu faça?»

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 6 – SS. PAULO MIKI E COMPANHEIROS, MÁRTIRES (Memória)

1 Rs 8, 22-23.27-30 / Slm 83 (84), 3-5.10-11 / Mc 7, 1-13

Se alguém tiver bens para ajudar os seus pais necessitados, mas declarar esses bens como oferta sagrada, nesse caso fica dispensado de ajudar o pai ou a mãe. (Evang.)

Isto lembra-me uma coisa de que já tenho falado ao leitor. Será que o leitor pratica isto? «Se alguém tiver bens com que pode ajudar os necessitados, mas declarar esses bens como oferta para os seus cães e gatos, fica dispensado de ajudar os necessitados». Ter um cão ou um gato, ou um cão e um gato, ou vários cães e vários gatos, não é mau. Mas gastar com eles mais dinheiro do que se «gasta» com os necessitados será humano? Ou será de um coração alienado?