segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Papa Francisco publica mensagem para o dia do Migrante e Refugiado

Francisco deixa interpelações à comunidade internacional na mensagem para o próximo Dia Mundial do Migrante e do Refugiado

 mensagem do Papa para o próximo Dia Mundial do Migrante e do Refugiado , divulgada hoje pela Santa Sé, sublinha quatro verbos essenciais para responder aos desafios neste setor: “acolher, proteger, promover e integrar”. No documento preparado para essa celebração, que vai ser assinalada a 14 de janeiro de 2018, Francisco reforça a sua preocupação pela “lamentável situação que vivem tantos migrantes e refugiados”, devido a contextos de “guerra, perseguição, pobreza e de catástrofes naturais”.

Para o Papa argentino, este contexto “é sem dúvida um sinal dos tempos” que deve também desafiar a Igreja Católica. Recorde-se que no final de 2016, Francisco criou o Dicastério para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral, organismo que ainda está neste momento sob a sua orientação direta, para abordar toda a problemática dos migrantes, deslocados, refugiados e vítimas de tráfico humano. “Todo o estranho que bate à nossa porta é uma oportunidade para um encontro com Cristo”, recorda o Papa, citando o Evangelho de São Mateus para traçar a marca de “solidariedade” que deve caraterizar “cada passo da experiência migratória”. “Esta é uma grande responsabilidade, que a Igreja quer partilhar com todos os crentes e homens e mulheres de boa vontade, que são chamados a responder aos muitos desafios da migração contemporânea, com generosidade, prontidão, sabedoria e visão, de acordo com as capacidades de cada um”, escreve Francisco.

Na sua mensagem, o Papa argentino recorda o compromisso que os “líderes mundiais expressaram” durante a Cimeira das Nações Unidas a 29 de setembro de 2016, no sentido de “tomarem medidas decisivas no apoio aos migrantes e refugiados, para salvar vidas e proteger os direitos das pessoas”. Durante o mesmo encontro, os responsáveis internacionais comprometeram-se a desenvolver, “até ao final de 2018”, dois projetos globais relacionados com refugiados e migrantes. “O contributo da comunidade política e da sociedade civil é indispensável, cada uma de acordo com as suas responsabilidades”, aponta Francisco.

Sobre os quatro verbos apresentados como “fórmula” para enfrentar a atual crise migratória, “acolher, proteger, promover e integrar”, o Papa desenvolve vários tópicos com que espera sensibilizar todos os atores envolvidos nesta causa.
“Acolher significa, acima de tudo, oferecer mais opções para os migrantes e refugiados entrarem nos países de destino de forma segura e legal”, refere Francisco, que defende por exemplo a necessidade de “alargar e simplificar o processo de atribuição de vistos humanitários e de reunificação familiar”.

No que diz respeito ao verbo “proteger”, o Papa argentino realça a necessidade de salvaguardar migrantes e refugiados de práticas como o tráfico humano ou o recrutamento para trabalho ilegal, e dar às pessoas iguais condições de acesso a ferramentais que lhes permitam prosseguir com as suas vidas, no país de destino. “Quando devidamente reconhecido e valorizado, o potencial e as capacidades dos migrantes, dos refugiados e de todos quantos buscam asilo são um recurso valioso para as comunidades de acolhimento”, complementa.

Uma noção que entra já no espaço dos outros verbos, “promover” e “integrar”, que implicam ter em conta também as necessidades de “crianças, jovens e idosos” e de pessoas com “necessidades especiais” ou portadoras de deficiência. “Reitero a necessidade de fomentar a cultura do encontro de todas as formas possíveis”, conclui Francisco, que convida todas as comunidades cristãs “a partilharem estes verbos com todos os atores políticos e sociais envolvidos”.

Ecclesia

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Solenidade Nossa Senhora da Assunção - Festa da Padroeira e da Comunidade Paroquial de Colares

- SEGUNDA-FEIRA: Dia 14 – Missa Vespertina da Solenidade de Nossa Senhora da Assunção no Mucifal às 19h00. Procissão dos Oragos, a partir da Várzea de Colares às 21h00, seguida de Concerto de Música Lírico-Sacra e participação do quarteto “In Tempore”.Com a participação da soprano Ana Serro Ferreira e Mezzo-Soprano Natália Brito e do organista Francisco Sales.

- TERÇA-FEIRA: Solenidade de Nossa Senhora da Assunção: Missas em Almoçageme às 10h30, em Colares às 12h00  e  às 15h30 seguida de Procissão Solene, acompanhada pela Banda dos B.V. de Colares, seguida de Concerto. Almoços e jantares na Varanda. Noite de Fados Marianos pelo fadista Nuno da Câmara Pereira, às 22h30. Os Bilhetes de entrada devem ser adquiridos no Cartório Paroquial.

domingo, 13 de agosto de 2017

Por que pedimos bênção ao padre?

E por que muitos católicos estão deixando essa tradição?
Talvez não tenhamos  a dimensão do tamanho da graça que recebemos de Deus ao ter sacerdotes ao nosso lado. Por isso, muitas vezes, acabamos deixando passar despercebido, por exemplo, o valor da bênção que eles podem nos dar e acabamos perdendo esse costume.

São João Maria Vianney, proclamado pela Igreja o padroeiro dos sacerdotes, dizia: “Se eu encontrasse um sacerdote e um anjo, saudaria o sacerdote antes de saudar o anjo. O anjo é o amigo de Deus, mas o sacerdote ocupa o seu lugar”.

Ao serem ordenados, os sacerdotes assumem agir in persona christi, ou seja, são, para nós, representantes do próprio Cristo. Por isso, o santo dizia que o padre “ocupa” o lugar de Deus, portanto, era digno de primeira saudação, antes até mesmo de um anjo. Além disso, o sacerdote recebeu de Deus o poder de trazer Cristo para o meio de nós, função que nem os anjos podem desempenhar.

Assim sendo, durante a ordenação de todo sacerdote, há dois momentos importantes: a imposição das mãos do bispo e a unção das mãos do então padre. Ao receber o óleo nas palmas de suas mãos, o sacerdote assume quatro dimensões importantes: acolher, abençoar, oferecer e consagrar.

A segunda dimensão é a que nos fala hoje. Quando pedimos a bênção de um sacerdote, é um gesto que diz que desejamos participar dessa unção recebida por ele, queremos fazer parte desta bênção. Há alguns que têm até mesmo o costume de beijar as mãos dos sacerdotes, justamente, por serem elas que trazem o Cristo para nós, são instrumentos da graça de Deus para os fiéis.

Por que muitos não pedem mais a bênção aos padres?

Pe. Camilo Júnior, missionário redentorista e membro da Comissão de Juventude do Santuário Nacional, alerta que muitas vezes não pedir bênção ao sacerdote é reflexo de pessoas que já não pedem mais a bênção aos próprios pais.

“Pedir a bênção é um costume ensinado pelos pais. Tanto para eles mesmos e familiares, quanto para os sacerdotes. Sempre há mães que falam pra suas crianças: peça bênção pro padre e a criança já estende a mãozinha. Agora, aqueles que nem bênção pedem mais aos pais, menos ainda se preocuparão em pedir para os sacerdotes”.

Portanto, não deixe de pedir bênção aos padres e participar dessa unção dada por Deus. E não se esqueça de rezar sempre pelo seu pároco e padres que você conhece. Eles são instrumentos de Deus pra nós, riqueza nos dada pela Igreja, eles precisam de nossas orações e é nossa maneira de demonstrar nossa gratidão por dedicarem suas vidas ao povo de Deus, a nós.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Papa Francisco: É triste que alguns católicos se achem perfeitos e desprezem os demais

O Papa rodeado por fiéis no começo da Audiência Geral. Foto: Daniel Ibáñez / ACI Prensa
VATICANO, 09 Ago. 17 / 10:00 am (ACI).- O perdão como motor da esperança foi o tema central da catequese do Papa Francisco em uma nova Audiência Geral na qual recordou que a Igreja é formada por pecadores e criticou que alguns cristãos acham que são perfeitos e desprezam os demais.

“Os pecadores são perdoados. Não somente ficam aliviados a nível psicológico porque são libertados do sentido de culpa. Jesus faz muito mais: oferece às pessoas que erraram a esperança de uma vida nova, uma vida marcada pelo amor”, disse o Santo Padre.

“Penso em tantos católicos que se acham perfeitos e, por isso, desprezam os outros. Isso é triste”, afirmou.

Em sua opinião, “nos faz bem pensar que Deus não escolheu como primeiro massa para formar sua Igreja as pessoas que não erravam nunca. A Igreja é um povo de pecadores que experimenta a misericórdia e o perdão de Deus”.

“Desde o início do seu ministério público na Galileia, Jesus se aproxima dos leprosos, dos endemoniados, dos enfermos e dos marginalizados. Um comportamento assim (naquela época) não era nada habitual; tanto é verdade que esta simpatia de Jesus pelos excluídos, pelos ‘intocáveis’, será uma das coisas que mais desconcertarão seus conterrâneos”.

O Papa também disse que “onde existe uma pessoa que sofre, Jesus está lá, e aquele sofrimento se torna seu. Jesus não prega que a condição de pena deve ser suportada com heroísmo, como os filósofos estoicos”, mas “compartilha a dor humana e, quando o faz, de seu íntimo brota o comportamento que caracteriza o cristianismo: a misericórdia”.

Francisco assegurou que Jesus “abre os braços aos pecadores” e manifestou que muitos “continuam nos dias de hoje em uma vida errada, porque não encontram ninguém disponível a olhá-lo ou olhá-la de modo diferente, com os olhos, ou melhor, com o coração de Deus, isto é, com esperança”.

“Jesus vê uma possibilidade de ressurreição também em quem acumulou tantas escolhas erradas”, acrescentou.

Assim, o Papa recordou que “a Igreja não se formou por homens irrepreensíveis, mas por pessoas que puderam experimentar o perdão de Deus. Pedro aprendeu mais sobre si mesmo quando percebeu, ao canto do galo, que tinha renegado seu mestre, do que quando se mostrava superior aos demais com seus ímpetos e formas espontâneas. Também Mateus, Zaqueu e a Samaritana, apesar de suas faltas, receberam do Senhor a esperança de uma vida nova a serviço do próximo”.

“Nós que estamos acostumados a experimentar o perdão dos pecados, talvez a bom preço, deveríamos também recordar quanto custou o amor de Deus. Jesus não vai à cruz porque cura os enfermos, porque prega a caridade, porque proclama as bem-aventuranças”.

“O Filho de Deus vai à cruz, sobretudo, porque perdoa os pecados, porque quer a libertação total, definitiva do coração do homem”, sublinhou.

O Santo Padre também explicou que Jesus “não aceita que o ser humano consuma toda a sua existência com esta ‘tatuagem’ incancelável, com o pensamento de não poder ser acolhido pelo coração misericordioso de Deus”.

“Somos todos pobres pecadores, necessitados da misericórdia de Deus que tem a força de nos transformar e nos dar esperança a cada dia” e, “às pessoas que entenderam esta verdade básica, Deus presenteia a missão mais preciosa do mundo, ou seja, o amor pelos irmãos e irmãs, e o anúncio de uma misericórdia que Ele não nega a ninguém”

Azoia - 10 de Agosto às 15h00


domingo, 30 de julho de 2017

Por que algumas pessoas beijam as mãos dos padres?

Conheça o significado deste gesto

Este gesto de humildade teve origem nos tempos de Jesus. As crianças corriam para ele quando o viam, e os pais orientavam para que elas beijassem a mão dele. Jesus colocava suas mãos sobre as cabeças dos pequenos, pedindo que Deus os abençoasse. Depois, ficou o costume de beijar as mãos dos apóstolos, continuando até hoje com os padres, seus sucessores.

Mãos consagradas

É costume sempre ao fim de uma ordenação sacerdotal que os fiéis se aproximem dos novos padres e beijem as mãos deles, porque elas acabaram de ser consagradas.

Durante a consagração dos óleos, na Sexta-feira Santa, derrama-se perfume sobre eles. Com este perfume, o Crisma tem um novo odor, o bom odor de Cristo, de que fala São Paulo.

As mãos de um padre foram consagradas pelos óleos do Crisma. Além disso, elas administram o poder e a graça de Deus na Eucaristia, o perdão dos pecados e a transmissão dos sacramentos. Por isso é que se beija a mão do sacerdote, porque essa mão está cheia do poder de Deus.

Sábia lição

O padre José Rodrigo López Cepeda conta que, quando chegou ao México, foi nomeado vigário de uma zona rural e visitava 24 comunidades dedicadas às atividades do campo.

No primeiro ano, foi convidado por sr. Nicanor – um fazendeiro de intensos olhos azuis e pele branca – para conhecer sua propriedade. Ele já tinha mais de 60 anos, mas seu físico, acostumado ao trabalho, era o de um homem jovem e forte. Na fazenda, era respeitado por sua prudência e sabedoria empírica.

O padre José Rodrigo não se esquece da primeira vez que se aproximou dele e estendeu a mão.  “Eu o cumprimentei como faria com qualquer outra pessoa, mas ele fez um gesto que logo eu tratei de evitar”.

É que sr. Nicanor quis beijar a mão do padre. Com força, o sacerdote quis impedir. Talvez porque tenha vindo da Espanha, onde toda forma de clericalismo mudou, devido à indiferença e até à rejeição aos religiosos.

Mas, sem pensar, sr. Nicanor pegou fortemente na mão do padre, levou-a à boca e a beijou. Logo, ele olhou nos olhos do sacerdote e disse com certa autoridade na voz: “Não beijo você. Beijo o Senhor, através de suas mãos consagradas”.

Artigo publicado originalmente por Catholic.net, traduzido e adaptado ao português