domingo, 13 de outubro de 2019

O grupo de peregrinos das Azenhas do Mar - Paróquia de Colares - "Os Cajados da Rainha da Paz" no Santuário de Fátima





MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 13 – Domingo XXVIII do Tempo Comum – Ano C

Dom, 13 – Domingo XXVIII do Tempo Comum – Ano C
Naamã era o comandante dos exércitos da Síria, que estendia o seu poder aos povos vizinhos, homem grandemente respeitado e admirado. Mas a sua saúde foi atingida por uma doença sem cura, a lepra. Teve a humildade de recorrer ao profeta Eliseu, que mandou que se lavasse sete vezes no rio Jordão. Embora com relutância, acedeu a cumprir o que lhe era pedido, sabiamente aconselhado pelos seus servos. Liberto da lepra, foi também curado da adoração dos falsos deuses: «Agora reconheço que em toda a terra não há outro Deus senão o de Israel».
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sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Legislativas 2019: «Um dos grandes desafios é integração da população sénior» – Cardeal-patriarca de Lisboa

D. Manuel Clemente disse que «perspetivas» para a nova legislatura «não podem deixar de ser positivas»

 Fotos-RR-Liliana-Monteiro
Lisboa, 10 out 2019 (Ecclesia) – O cardeal-patriarca de Lisboa disse hoje que a “integração da população sénior na vida social, mais acompanhada, mais respeitada e mais potenciada” é “um dos grandes desafios” para o novo Governo português, nos próximos quatro anos.

“[A população sénior] transporta consigo uma maneira de entender as coisas que lhe vem da vida vivida e a sociedade ganha com esse contributo”, afirmou D. Manuel Clemente, em declarações aos jornalistas, à margem da abertura do ano académico 2019/2020 da Universidade Católica Portuguesa (UCP)

O cardeal-patriarca de Lisboa assinalou que é necessário “perceber” que a sociedade portuguesa é “muito envelhecida”, a população com mais de 70 e 80 anos de idade “é crescente”.

“O que é um bem, quer dizer que estamos cá mais tempo, como septuagenário também me sinto bem assim”, acrescentou.

Neste contexto, realçou que “grande parte das propostas sociais”, no campo da saúde e noutros, estavam voltadas para camadas mais jovens da população, “e muito bem”, com “grandes êxitos”, que “são grandes bens”, como “a redução drástica da mortalidade infantil, a escolarização crescente”.

Para os próximos quatro anos, o período da nova legislatura, D. Manuel Clemente afirmou que as perspetivas “não podem deixar de ser positivas, no sentido da consolidação da democracia” portuguesa.

“Vivemos numa vida democrática em que nós nos entendemos, as diversas forças apresentam-se, são escolhidas pelos cidadãos, num sentido ou noutro, e quem me dera que cada vez fosse maior a participação, nestes atos eleitorais”, desenvolveu.

“É uma sociedade aberta, em que as diversas forças têm o seu lugar, os portugueses ouvem, escolhem e vamos por diante”, acrescentou o cardeal-patriarca de Lisboa, à margem da abertura do ano académico da UCP, onde foi entregue o grau de doutora Honoris Causa a Julia Kristeva.

No contexto político, a professora universitária, escritora e psicanalista búlgara, que não conhece muito Portugal revelou-se “muito interessada na exceção portuguesa” que consiste em ter “um governo socialista, num momento em que, por todo o lado, há soberanistas”.

“O Partido Social conseguiu, pelos vistos, congregar uma política social com uma política realista. Será oportunismo ou será algo que vai reformar em profundidade o sistema político? Porque é preciso reformar todo o sistema político da modernidade, tanto na Polónia como em Portugal ou na França. Essa é a questão”, desenvolveu aos jornalistas Julia Kristeva.

CB/OC

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 11 – Semana XXVII do Tempo Comum

Joel 1, 13-15; 2, 1-2 / Slm 9 A, 2-3.6 e 16.8-9 / Lc 11, 15-26

Todo o reino dividido contra si mesmo acaba em ruínas. (Evang.)

Às vezes, temos de lutar contra um defeito e isso custa-nos, divide-nos. Ficamos divididos entre a tendência para sucumbirmos e as pequenas (ou grandes) vitórias que vamos tendo. Isso causa-nos tensão. Essa tensão está destinada a desaparecer, caso contrário destrói-nos. Desaparece ou porque vencemos ou porque desistimos. O leitor peça a vitória. A propósito de quê? O leitor é que sabe. 

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

12 de Outubro, sábado, às 17h00, na Igreja de São Vicente de Fora

Assista sexto concerto do IX Ciclo do Órgão Histórico da Igreja de São Vicente de Fora.


Entrada livre. Informações e reservas: luisgomes@althum.com  Tm 919 745 338

DIRETORES DIOCESANOS DEFINEM ORIENTAÇÕES PARA A DINAMIZAÇÃO DO APOSTOLADO DA ORAÇÃO

Realizou-se hoje 9 out, em Fátima, o encontro anual dos Diretores Diocesanos do Apostolado da Oração (AO). A reunião teve como principal objetivo refletir, avaliar e lançar linhas de orientação para a dinamização desta Obra Pontifícia nas várias dioceses e respetivos Centros.

Fizeram-se representar, pelos Diretores Diocesanos ou por membros das equipas diocesanas, onze dioceses. Neste encontro, estiveram em destaque os principais momentos e avanços da vida da Rede Mundial Oração do Papa, a nível nacional e internacional, ao longo deste ano, com especial destaque para a celebração dos 175 anos do AO, em Roma, e em Fátima, nos próximos dias 19 e 20 de outubro.

O encontro serviu também para analisar o modo como o espírito da recriação do AO, enquanto Rede Mundial de Oração do Papa, pode ser implementado na missão dos Centros do AO, como horizonte e aprofundamento da sua espiritualidade.

Os Diretores Diocesanos tiveram oportunidade de partilhar as principais iniciativas desenvolvidas, assim como as que estão previstas na vida do Apostolado da Oração nas respetivas Dioceses.

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 10 – Semana XXVII do Tempo Comum

Mal 3, 13-20a / Slm 1, 1-4.6 / Lc 11, 5-13

Se um de vós for pai e um filho lhe pedir peixe, em vez de peixe dar-lhe-á uma serpente? (Evang.)

Hoje vamos rezar por todas as mães que matam os filhos. Porque aborto já é um eufemismo para matar e os médicos, em vez de bebé, usam a palavra feto, que é um eufemismo para «animal», porque se recusam a dizer bebé. O que os médicos gostariam mesmo de dizer é que a pessoa mata o animal que tem dentro, porque se eles não reconhecem que é uma pessoa, então tem de ser um animal. (Ou uma «coisa»). Nós, católicos, temos de nos recusar a dizer feto: é um bebé!

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Fátima Missionária

Exposição dedicada à Amazónia abre em Fátima

Texto J.B. | Foto Francisco Pedro | 02/10/2019 | 16:29
Mostra reúne fotografias dos Yanomami e objetos utilizados por aquele povo em atividades como a caça e a pesca. A iniciatica «Chá com arte» vai inaugurar a exposição.

A exposição temporária «Amazónia» fica de portas abertas ao público a partir das 17h00 da próxima quarta-feira, 9 de outubro, no Consolata Museu, em Fátima. A exposição debruça-se sobre o povo Yanomami, que vive em casas comunitárias, conhecidas como malocas, «construídas com madeiras, cipós, esteios, folhas e barros amassados». A maloca tem «normalmente uma só porta, servindo para todas as pessoas da comunidade, composta por vários grupos, onde habitam em comum entre 10 a 40 famílias», destacam os responsáveis pelo espaço museológico dos Missionário da Consolata.

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 9 – Semana XXVII do Tempo Comum

Jonas 4, 1-11 / Slm 85 (86), 3-6.9-10 / Lc 11, 1-4

… clamamos: «Abba, ó Pai». (Do aleluia do Evang.)

Em português, a tradução de Abba é «pai». E se em português tem justificação, porque só uma minoria dos filhos trata o pai por «papá», já em francês a tradução de Abba é «papa», porque todos os filhos tratam o pai por «papa». E em inglês seria daddy. Mas Deus nos livre de tratar Deus por papa ou daddy. Lá se ia o Senhor Nosso Deus e aparecia um Deus íntimo. Não. Deus tem de ser distante e majestático. Mas no coração do leitor, Deus pode ser um pai ternurento…

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Rezar pelos “sem família e sem amor"

A Irmandade da Misericórdia e de São Roque de Lisboa vai rezar “por todos quantos «sem família, sem abrigo, sem amor», morreram na Cidade de Lisboa, ao longo do ano que passou e foram acompanhados pela Irmandade à sua última morada”, refere um comunicado. Presidida por D. Américo Aguiar, Bispo Auxiliar de Lisboa, a celebração eucarística vai ter lugar no próximo dia 17 de outubro (Dia Internacional da Erradicação da Pobreza e dos Sem Abrigo), quinta-feira, pelas 18h30, na Basílica de Nossa Senhora dos Mártires (Rua Garrett), em Lisboa, e é antecedida pela oração do Terço, às 18h00.
Informações: www.irmandadesaoroque.pt

MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 7 – Nossa Senhora do Rosário (Memória)

Jonas 1, 1 – 2, 1.11 / Jonas 2, 3-5.8 / Lc 10, 25-37

Mestre, que hei de fazer para receber como herança a vida eterna? (Evang.)

Este termo «herança» é estranho, porque a herança é algo que se recebe de um morto e a vida eterna recebe-se de Deus. Seja como for, Jesus fala no amor ao próximo. Eu faço a mesma pergunta que o doutor da lei fez a Jesus. Quem é o próximo do leitor? Repare que, no caso da parábola, o «próximo» era aquele que as pessoas «bem» tinham desprezado e que a pessoa desprezada pela sociedade (o samaritano) foi socorrer. Logo, o próximo do leitor será quem os outros desprezam? (Logo, não pode ser o pobre da moda…)

domingo, 6 de outubro de 2019

Consistório 2019: Papa criou D. José Tolentino Mendonça como cardeal (atualizada – c/vídeo e fotos)

Octávio Carmo, enviado da Agência ECCLESIA ao Vaticano

Cidade do Vaticano, 05 out 209 (Ecclesia) – O Papa Francisco pronunciou hoje pelas 16h27 (menos uma em Lisboa) o nome do arcebispo português D. José Tolentino como novo cardeal da Igreja Católica, numa cerimónia que decorre na Basílica de São Pedro.

A celebração começou com um momento de oração em silêncio, do Papa, diante do altar da Confissão, sobre o túmulo do apóstolo São Pedro, seguindo-se a saudação dos novos cardeais, antes de uma oração proferida por Francisco, a leitura do Evangelho e a homilia.

Foto: Agência ECCLESIA
/Arlindo Homem
Após esta intervenção, o Papa leu a fórmula de criação e proclamou em latim os nomes dos cardeais, para os unir com “um vínculo mais estreito” à sua missão; seguiu-se a profissão de fé e o juramento dos novos cardeais, de fidelidade e obediência ao Papa e seus sucessores.

Cada um dos novos cardeais ajoelhou-se para receber o barrete cardinalício, de acordo com a ordem de criação: D. José Tolentino Mendonça foi o segundo dos 13 prelados presentes.

Francisco entregou ainda um anel aos cardeais para que se “reforce o amor pela Igreja”, seguindo-se a atribuição a cada cardeal uma igreja de Roma – que simboliza a “participação na solicitude pastoral do Papa” na cidade -, bem como a entrega da bula de criação cardinalícia, momento selado por um abraço de paz.

No anel cardinalício são evocadas as colunas da Basílica de São Pedro, a cruz e os apóstolos Pedro e Paulo.

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 6 – Domingo XXVII do Tempo Comum – Ano C

Hab 1, 2-3; 2, 2-4 / Slm 94 (95), 1-2.6-9 / 2 Tim 1, 6-8.13-14 / Lc 17, 5-10

O profeta Habacuc, contemporâneo de Jeremias, vive numa situação religiosa, política e social de grande injustiça. O mal parece que subiu ao poder: lucros desonestos, mentiras e calúnias, rivalidades entre familiares que esqueceram o que é a ajuda fraterna. O próprio Deus parece ter abandonado o seu povo, ignorando as graves provações por que passa.

Nesta situação, o profeta Habacuc tem a coragem de se dirigir a Deus, pedindo a graça de poder entender tanto desvario humano e a ausência e o silêncio divinos. E Deus responde, pedindo até que escreva o que diz. Não entra em explicações, mas o Senhor pede paciência para saber esperar com confiança incondicional. Também nós hoje gostaríamos de ver tudo claro, com os desonestos a serem castigados e os justos a serem premiados, já no imediato. Mas a certeza fundamental que nos cabe é a fidelidade inalterável de Deus, em quem devemos confiar incondicionalmente.

A exortação de Paulo para que Timóteo «reanime o dom de Deus» é também uma oportuna advertência dirigida a cada um de nós. Importa dar vitalidade ao que é simples hábito e rotina. É preciso animar cansaços e desânimos. Há que fazer render os dons que Deus nos deu, sem os fechar e arquivar no cofre da timidez e da inércia.

Nos finais do século I, e também hoje nos começos do século XXI, aparecem falsos profetas com teorias que nos pretendem desviar da sã doutrina. Paulo exorta-nos à fidelidade à boa nova de Jesus: «Guarda a boa doutrina que nos foi confiada, com o auxílio do Espírito Santo, que habita em nós».

«Senhor, aumenta a nossa fé» é o pedido que os apóstolos fizeram a Jesus. É também o pedido que nós temos de fazer ao Senhor, porque a nossa fé nem sempre é firme e confiada. Além disso, a fé é sobretudo um dom de Deus e não propriamente uma conquista dos nossos méritos e virtudes. A fé, segundo a comparação que Cristo usa, torna possível o que é humanamente impossível.

Cristo assim conclui esta página do evangelho: «Quando tiverdes feito tudo o que vos foi ordenado, dizei: Somos servos inúteis: fizemos o que devíamos fazer». É uma oportuna exortação a não transformarmos o bem que fizermos no pedestal da nossa vanglória. Os nossos deveres devem ser cumpridos com simplicidade e não expondo na vitrina da nossa vaidade os méritos que tivermos. O amor genuíno anda sempre de mãos dadas com a discrição e a simplicidade.

sábado, 5 de outubro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 5 – Semana XXVI do Tempo Comum / 1º Sábado

Bar 4, 5-12.27-29 / Slm 68 (69), 33-37 / Lc 10, 17-24

Porque escondeste estas verdades aos sábios e aos inteligentes. (Evang.)

Estes sábios e inteligentes são as pessoas tão cheias de si que não têm espaço para mais nada além de si próprias. Ou aquelas pessoas que arranjam muitas razões para não acreditarem em Deus. Há muitas pessoas que, lá no fundo, acreditam em Deus, que quando estão aflitas rezam, mas que normalmente não rezam porque têm o coração fechado com as suas ideias contra Deus. Estas pessoas não conseguem receber a revelação de Deus porque elas próprias se fecharam. Rezemos por elas.

Diocese do Funchal - ELEVAÇÃO DE TOLENTINO MENDONÇA A CARDEAL

O bispo Tolentino Mendonça torna-se hoje no 46.º cardeal português da história, numa cerimónia no Vaticano, presidida pelo Papa Francisco, na qual se destaca o juramento de fidelidade e obediência ao chefe da Igreja Católica.

A cerimónia, o sexto consistório ordinário público do pontificado de Francisco, começa às 16:00 locais (menos uma hora em Lisboa), com uma saudação dos novos cardeais ao Papa, seguindo-se uma oração e a leitura do Evangelho.

Francisco faz depois a leitura, em latim, da "fórmula de criação" e elenca os nomes dos novos cardeais, que fazem nesta altura a profissão de fé e o juramento de fidelidade e obediência ao pontífice e aos seus sucessores.

Segundo o guião da cerimónia disponibilizado pelo Vaticano, Tolentino Mendonça, que é o responsável pelo Arquivo Secreto e Biblioteca Apostólica do Vaticano, será o segundo de uma lista de 10 cardeais eleitores a ser criado cardeal e passará a usar as habituais vestes, cuja cor vermelha distingue os cardeais.

Outros três símbolos, além do solidéu vermelho e da cruz peitoral, distinguem um cardeal e que são entregues pelo Papa: o barrete vermelho, o anel e a bula.

Na celebração, segue-se a imposição do barrete cardinalício aos novos cardeais, que simboliza a prontidão para agir com coragem, até com derramamento de sangue, para a defesa da fé cristã, para a paz e tranquilidade dos cristãos, e para a liberdade e crescimento da Igreja Católica.

Já o anel é expressão de uma união mais forte entre o cardeal e a Igreja.

A cada cardeal é ainda entregue a bula de nomeação e atribuída a titularidade de uma igreja de Roma, que reforça a estreita união que os cardeais possuem com o Papa.

A cerimónia termina com o chamado abraço da paz de Francisco.

O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque e o bispo do Funchal, D. Nuno Brás, são alguns dos que marcam presença nesta cerimónia.

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Primavera missionária na Igreja – O Vídeo do Papa 10 – Outubro de 2019

Santo do dia: São Francisco de Assis


“Conheço Jesus pobre e crucificado e isso me basta”, dizia São Francisco de Assis, cuja festa se celebra neste dia 4 de outubro. O Papa, que escolheu o nome Francisco por causa deste santo, definiu-o como homem de harmonia e de paz.

São Francisco nasceu em Assis (Itália) em 1182, em uma família abastada. Tinha muito dinheiro e o gastava com ostentação. Só se interessava por “gozar a vida”.

 Em sua juventude, foi à guerra e acabou sendo feito prisioneiro. Logo depois de ser libertado, ficou doente até que escutou uma voz que lhe questionou: “Francisco, a quem é melhor servir, ao amo ou ao criado?”.  Retornou para casa e com a oração foi entendendo que Deus queria algo a mais dele.

Começou a visitar e servir aos doentes, até dar de presente suas roupas e dinheiro. Desta maneira desenvolvia seu espírito de pobreza, humildade e compaixão.

 Certo dia, enquanto rezava na Igreja de São Damião, pareceu-lhe que o crucifixo repetia três vezes: “Francisco, vai e repara a minha Igreja que, como vês, está toda em ruínas”. Então, acreditando que lhe pedia que reparasse o templo físico, foi, vendeu os vestidos da loja de seu pai, levou o dinheiro ao sacerdote do templo e pediu para viver ali.

O presbítero aceitou que ficasse, mas não o dinheiro. Seu pai o buscou, golpeou-o furiosamente e, ao ver que seu filho não queria retornar para casa, exigiu o dinheiro. Francisco, ante o conselho do Bispo, devolveu-lhe até a roupa que levava no corpo.

 Mais adiante, ajudou a reconstruir a Igreja de São Damião e de São Pedro. Com o tempo, transferiu-se para uma capela chamada Porciúncula, a qual reparou e onde viveu. Pelos caminhos, costumava saudar dizendo: “A paz do Senhor esteja contigo”.

Sua radicalidade de vida foi atraindo algumas pessoas que queriam ser seus discípulos. Foi assim que, em 1210, Francisco redigiu uma breve regra e junto a seus amigos foi a Roma, onde obteve a aprovação.

O santo fez da pobreza o fundamento de sua ordem e o amor à pobreza se manifestava na maneira de se vestir, nos utensílios que usavam e nos atos. Apesar de tudo, sempre eram vistos alegres e contentes.

 Sua humildade não era um desprezo sentimental de si mesmo, a não ser na convicção de que “ante os olhos de Deus o homem vale pelo que é e não mais”.

“Muitos há que, insistindo em orações e serviços, fazem muitas abstinências e macerações dos seus corpos, mas por causa de uma única palavra que lhes parece ser uma injúria a seu próprio eu ou por causa de alguma coisa que se lhes tire, sempre se escandalizam e se perturbam. Estes não são pobres de espírito, porque quem é verdadeiramente pobre de espirito se odeia a si mesmo e ama quem lhe bate a face”, dizia.

Considerando-se indigno, chegou a receber só o diaconato e deu à sua Ordem o nome de frades menores porque queria que seus irmãos fossem os servos de todos e buscassem sempre os lugares mais humildes.

 É atribuído a ele ter começado a tradição do “presépio” que se mantém até os dias de hoje. Além disso, Deus lhe concedeu o milagre dos estigmas.

Ao visitar Assis em 4 de outubro de 2013, o Papa Francisco disse que São Francisco “dá testemunho de respeito por tudo, dá testemunho de que o homem é chamado a salvaguardar o homem, de modo que o homem esteja no centro da criação, no lugar onde Deus – o Criador – o quis; e não instrumento dos ídolos que nós criamos! A harmonia e a paz! Francisco foi homem de harmonia e de paz”.

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 4 – S. Francisco de Assis (Memória) / 1ª Sexta-feira

Bar 1, 15-22 / Slm 78 (79), 1-5.8-9 / Lc 10, 13-16

Quem vos escuta, escuta-Me a Mim. (Evang.)

Imagine o leitor uma conversa de café. Ou daquelas em que se fica à mesa, numa tarde de domingo. Quem escuta o leitor, escuta Deus? Quero dizer: Será que o coração do leitor está dentro do de Deus? Consegue estar um bocado sem dizer mal? Consegue elogiar alguém? Consegue mudar um tema pouco próprio? Consegue defender a sua posição quando ela não é popular?... Quem o escuta, escuta Deus?

Como lidar com as distrações durante a oração, segundo Santa Teresinha

A “Pequena Flor” dá um conselho para quem acha que as distrações durante a oração são um problema

Acontece com muita gente: é só sentar para rezar que logo chegam as distrações. O tique-taque do relógio de parede, a buzina do carro na rua ou até mesmo uma enxurrada de pensamentos sobre várias pessoas ou problemas de nossas vidas já basta para que a concentração na prece vá embora.
Aí fica difícil focar nossa atenção em Deus e estabelecer uma conversa com Ele. Contudo, algumas vezes essas distrações não são “distrações”; são pensamentos apresentados por Deus que visam o nosso benefício espiritual.

Para exemplificar, apresentamos o que Santa Teresinha escreveu sobre as distrações durante as orações:

“Eu também tenho muitas [distrações], mas assim que dou conta delas, eu oro por aquelas pessoas que aparecem em meus pensamentos e desviam a minha atenção, e, dessa forma, elas se beneficiam das minhas distrações”.

Às vezes, Deus quer desviar nossa atenção para nos lembrar de um amigo ou membro da família que está passando por dificuldades. Eles podem precisar das nossas orações ou da nossa caridade. Desta forma, a distração é coloca no caminho certo e, em vez de nos afastar de Deus, nos aproxima Dele e de seu plano divino.

O segredo é ficarmos atentos quando isso acontecer e perceber quando você está pensando em alguém ou até mesmo em algo que você viu no Facebook. Deus pode estar querendo que você reze por esse indivíduo ou estenda a mão para ele.


São Josemaria Escrivá disse que “quanto mais próximo um apóstolo estiver de Deus, mais universais são seus desejos. Seu coração se expande e absorve tudo em nome de seu anseio de colocar o universo aos pés de Jesus”.

Então, na próxima vez que você se sentir distraído durante uma oração, ofereça seus pensamentos a Deus e abra seu coração para aquilo que Deus quer falar para você naquele momento.

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 3 – Semana XXVI do Tempo Comum

Ne 8, 1-4a.5-6.7b-12 / Slm 18 B (19 B), 8-11 / Lc 10, 1-12

Aceitai as palavras da minha boca. (Salmo)

Podemos ter medo que Deus não aceite as nossas palavras e sobretudo os nossos atos. Mas entreguemos todos os nossos atos a Deus. Melhor, entreguemo-nos totalmente a Deus, sem querermos pôr para trás das costas os pecados. E peçamos a Deus que faça desaparecer os pecados. Um pecado em concreto. Ponhamos a nossa fraqueza nas suas mãos. Recorramos também aos nossos intercessores. Aos anjos e aos santos.

“Missa das Universidades”