quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Colares - hoje 18 de Outubro

Noite de Oração de Taizé, na Igreja de Colares às 21h00.
Organizado pelo grupo de jovens, que espera a presença de todos os Paroquianos.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

AZOIA - Quinta-feira, 12 de Outubro às 15h00


Casei... e agora?

Acompanhamento nos primeiros anos da vida matrimonial

Há dias ouvi uma partilha que achei muito bonita: no 50º aniversário de matrimónio dos seus avós, a neta perguntou à avó qual o segredo para a longevidade desta relação, ao que a avó respondeu com simplicidade -“o teu avô é o meu melhor amigo!”.

Para mim esta história é um estímulo, pois expressa bem que o matrimónio é a “decisão consciente e livre [dos cônjuges] de se pertencerem e amarem até ao fim” (AL, 217). E esta decisão tem que ser aprofundada e renovada dia após dia! É, por isso, indispensável o acompanhamento dos esposos nos primeiros anos de vida matrimonial.

Aqui a Igreja tem um papel fundamental. Não basta encaminhar os casais para os CPM (cursos ou centros de preparação para o matrimónio). Há que dar continuidade ao trabalho e assegurar que estamos presentes e apoiamos os esposos nos primeiros anos da sua vida matrimonial, para os recordar continuamente da importância de permanecer fiel à decisão de se amarem.

Diz-nos o Papa Francisco que o caminho do matrimónio “implica passar por diferentes etapas, que convidam a doar-se com generosidade: do impacto inicial caracterizado por uma atracção decididamente sensível, passa-se à necessidade do outro sentido como parte da vida própria. Daqui passa-se ao gosto da pertença mútua, seguido pela compreensão da vida inteira como um projecto de ambos, pela capacidade de colocar a felicidade do outro acima das necessidades próprias, e pela alegria de ver o próprio matrimónio como um bem para a sociedade.” (AL 220)

Assim, o matrimónio não se pode entender como algo acabado, como um dia muito feliz que ficou no passado. O matrimónio é um percurso que se constrói dia-a-dia com a graça de Deus. E é muito mais fácil quando caminhamos em conjunto!

Desafiamos as comunidades cristãs a criarem espaços de acompanhamento e integração de casais, idealmente numa dinâmica integrada, que se inicia no namoro e preparação do matrimónio e que continua por toda a vida do casal. Para além do acompanhamento individual ao casal, uma das modalidades de acompanhamento que se tem revelado muito profícua é a constituição de grupos de casais, para partilha de vida e auxilio mutuo.

Que este acompanhamento seja uma realidade nas nossas comunidades para que cada vez mais casais tenham a graça de celebrar em conjunto 50 e mais anos de casamento, descobrindo no cônjuge o companheiro no caminho para a santidade, tal como falava a avó da minha amiga.

Texto escrito por Catarina Fortes

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Praia das Maçãs - Sábado, 7 de Outubro


A Vida em Cristo - Palestra

Colares, Igreja da Misericórdia, sala anexa.

Sexta -feira 6 de Outubro, às 21h30

Colares - Sexta-feira, 6 de Outubro


Mucifal - Quinta-feira, 5 de Outubro


Papa Francisco: a fé não é só um otimismo


Em sua catequese semanal, o Papa recordou que os discípulos estavam abatidos depois da crucifixão

O cristão é um missionário de esperança, não um profeta de desgraças, como se tudo tivesse terminado no calvário ou na sepultura. O essencial do seu anúncio – com os fatos e o testemunho de vida – é Jesus, que depois de morto, ressuscitou na manhã de Páscoa. E “quem teve a graça de abraçar a ressurreição de Jesus, pode ainda esperar no inesperado”.

O Papa Francisco dedicou a sua Catequese da Audiência Geral desta quarta-feira  ao tema “missionários de esperança hoje”, ressaltando que o fazia com alegria no início deste mês, que a Igreja dedica “em particular à missão” e também no dia da Festa de São Francisco de Assis,  “um grande missionário de esperança”.

Dirigindo-se aos mais de 15 mil fiéis presentes na Praça São Pedro, o Papa recordou que os discípulos estavam abatidos depois da crucifixão e sepultamento de Jesus. Aquela pedra, rolada contra a entrada do sepulcro, pôs fim a três anos de vida esperançosa e entusiasmante na companhia do Mestre vindo de Nazaré. Parecia o fim de tudo, e alguns já começavam a deixar Jerusalém para regressar para suas casas.

“Mas Jesus ressuscita!”. Este fato inesperado transformou a mente e o coração dos discípulos, uma transformação que ficou completa quando receberam a força do Espírito Santo no dia de Pentecostes. “Não terão somente uma bela notícia para levar a todos – sublinhou o Santo Padre –  mas estarão eles mesmos diferentes de antes, como renascidos para uma vida nova”:

“Como é bonito pensar que se é anunciadores da ressurreição de Jesus, não somente com palavras, mas com os fatos e com o testemunho de vida! Jesus não quer discípulos capazes somente de repetir fórmulas aprendidas de memória. Quer testemunhos: pessoas que propagam esperança com o seu modo de acolher, de sorrir, de amar. Sobretudo de amar: porque a força da ressurreição torna os cristãos capazes de amar mesmo quando o amor parece ter perdido as suas razões”.

Existe um “a mais” que habita a existência cristã, inexplicável pela simples força de vontade ou por um cego otimismo. “A fé, a nossa esperança, não é somente um otimismo, diz o Papa. É outra coisa, é algo a mais! É como se os fiéis fossem pessoas com um “pedaço de céu a mais” sobre suas cabeças. É bonito isto, hein! Nós somos pessoas com um pedaço de céu sobre a cabeça, acompanhados de uma presença”, que o mundo sequer consegue intuir:

“Assim a tarefa dos cristãos neste mundo é a de abrir espaços de salvação, como células de regeneração capazes de restituir a seiva vital àquilo que parecia perdido para sempre. Quando o céu se apresenta todo nublado, é uma bênção a pessoa que sabe falar do sol. Por isso, o verdadeiro cristão não é assim, lamuriento nem mal-humorado, mas convencido, pela força da ressurreição, de que nenhum mal é infinito, nenhuma noite é sem fim, nenhum homem é definitivamente errado, nenhum ódio é invencível diante do amor”.

Francisco falou então do alto preço que os discípulos terão que pagar “por esta esperança dada a eles por Jesus”:

“Pensemos aos tantos cristãos que não abandonaram o seu povo, quando veio o tempo da perseguição. Ficaram ali, onde havia incerteza sobre o amanhã, onde não se podia fazer projetos de nenhum tipo, ficaram esperando em Deus. E pensemos em nossos irmãos, em nossas irmãs do Oriente Médio que dão testemunho de esperança e também oferecem a vida por este testemunho.Estes são verdadeiros cristãos! Eles trazem o céu no coração, olham além. Quem teve a graça de abraçar a ressurreição de Jesus, pode ainda esperar no inesperado”.

Os mártires de todos os tempos, com a sua fidelidade a Cristo – observa o Papa – confirmam que “a injustiça não é a última palavra na vida. Em Cristo ressuscitado, podemos continuar a esperar”:

“Os homens e as mulheres que têm um “porque” viver, resistem mais do que os outros nos tempos de infortúnio. Mas quem tem Cristo ao seu lado, realmente não teme nada. E por isto os cristãos, os verdadeiros cristãos, nunca são homens fáceis e acomodados. A brandura deles não deve ser confundida com um sentimento de insegurança e de submissão (…). Caídos, se reerguem sempre”.

Este é o motivo – conclui o Papa – porque o cristão é um missionário de esperança. “Não por mérito seu, mas graças a Jesus, o grão de trigo que, caído em terra, morreu e deu muito fruto”.

(Rádio Vaticano)

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

60 Anos do Movimento Familiar “Casais de Santa Maria”

15 de Outubro de 2017, no Seminário de Penafirme – Torres Vedras.

O grupo de Colares dos Casais de Santa Maria, tem o grato prazer de convidar todas as famílias a nos acompanhar nesta nossa festa.
O programa é o seguinte:

10h00 - Acolhimento às Famílias
10h30 - Referência ao Aniversário e partilha de testemunhos
           - Ressonância do Sr. Bispo D. José Traquina
12h30 - Pausa
13h00 - Almoço
14h30 - Convívio livre entre Famílias
16h00 - Encerramento com a Celebração da Eucaristia

Inscrições: Crianças dos 5 aos 12 anos € 5,00, Adultos € 10,00
Júlio José Silva Tm: 965019658 Email: casa.por.sol@sapo.pt - de preferência até dia 2 de Outubro

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Igreja/Portugal: Faleceu D. Manuel Martins, primeiro bispo de Setúbal

D. Manuel Martins - Foto Lusa
Setúbal, 24 set 2017 (Ecclesia) – D. Manuel Martins, primeiro bispo de Setúbal, faleceu hoje aos 90 anos de idade, anunciou a diocese sadina.

“Deus acaba de chamar a si o primeiro Bispo da nossa Diocese de Setúbal, D. Manuel Martins. Faleceu hoje, às 14h05, acompanhado dos seus familiares e após receber a Santa Unção”, informa uma nota enviada à Agência ECCLESIA.

O prelado faleceu na Maia, Diocese do Porto, em casa de familiares.

As exéquias fúnebres de D. Manuel Martins, bispo emérito de Setúbal que morreu hoje, aos 90 anos de idade, vão celebrar-se na terça-feira, pelas 15h00, no Mosteiro de Leça do Balio (Matosinhos - Porto), terra natal do prelado.

Segundo o desejo expresso pelo próprio, D. Manuel Martins será sepultado junto dos seus pais, no cemitério próximo do Mosteiro.

D. Jorge Ortiga, arcebispo de Braga, reagiu à notícia com uma mensagem publicada através da sua conta na rede social Twitter: "D. Manuel Martins, descanse em paz. Os pobres e os trabalhadores têm um intercessor no céu".

D. Manuel Martins foi o primeiro bispo nomeado para a então recém-criada Diocese de Setúbal, onde iniciou o seu ministério episcopal no dia 26 de outubro de 1975.

O falecido bispo nasceu a 20 de janeiro de 1927, em Leça do Balio, concelho de Matosinhos; foi ordenado sacerdote em 1951, após a formação nos seminários do Porto, seguindo-se a frequência do curso de Direito Canónico na Universidade Gregoriana, em Roma.

Pároco da Cedofeita, no Porto, entre 1960 e 1969, D. Manuel Martins foi nomeado vigário-geral da diocese nortenha em 1969, antes de seguir para Setúbal.

D. Manuel Martins foi presidente da Comissão Episcopal da Ação Social e Caritativa, bem como da Comissão Episcopal das Migrações e Turismo, na Conferência Episcopal Portuguesa; foi ainda presidente da Secção Portuguesa da Pax Christi e da Fundação SPES.

No dia 23 de abril de 1998, o Papa João Paulo II aceitou o seu pedido de resignação ao cargo de bispo de Setúbal.

O bispo emérito foi agraciado com a grã-cruz da Ordem de Cristo, durante as comemorações do 10 de junho de 2007, em Setúbal, e com o galardão dos Direitos Humanos da Assembleia da República, a 10 de dezembro de 2008.

Em maio de 2015, D. Manuel Martins foi condecorado com a medalha da Ordem de Timor-Leste, pelo papel que teve na restauração da independência deste país.

Em março deste ano, o presidente da República Portuguesa saudou o percurso de vida de D. Manuel Martins, bispo emérito de Setúbal, que completou 90 anos a 20 de janeiro.

“Nascido em Matosinhos, no norte de Portugal, D. Manuel Martins sempre manteve a fidelidade aos princípios e valores distintivos daquela região do país: o sentido de serviço aos outros, a dedicação ao trabalho e a preocupação permanente com a justiça social”, escreveu Marcelo Rebelo de Sousa, num texto divulgado pela Presidência da República.

OC