sábado, 14 de março de 2020

Transmissões online (atualização permanente)

Face à situação de saúde pública em Portugal e no seguimento das orientações propostas pela Conferência Episcopal Portuguesa, o Patriarcado de Lisboa disponibiliza, nesta página, o horário das celebrações litúrgicas que são transmitidas online e/ou pela rádio e televisão

Esta página vai sendo atualizada à medida que as paróquias do Patriarcado de Lisboa vão enviando as informações.

Para ver o horário das transmissões online: Clique aqui

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 14 – Semana II da Quaresma

Miq 7, 14-15.18-20 / Slm 102 (103), 1-4.9-12 / Lc 15, 1-3.11-32

O rebanho (…) que vive isolado na selva, no meio de uma terra frutífera. (1ª Leitura)

Nós somos o rebanho isolado num mundo com critérios contrários aos do Evangelho. Mas vivemos no meio de uma terra frutífera, uma terra cheia de possibilidades de apostolado (firme e alegre) e cheia da graça de Deus. Que apostolado é que o leitor faz? E que frutos tem? Claro que não estamos sempre a fazer apostolado. Mas, por exemplo, o leitor é coerente ou tem compartimentos estanques?  

sexta-feira, 13 de março de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 13 – Semana II da Quaresma

Gen 37, 3-4.12-13a.17b-28 / Slm 104 (105), 16-17.18-19.20-21 / Mt 21, 33-43.45-46

Ser-vos-á tirado o reino de Deus e dado a um povo que produza os seus frutos. (Evangelho)

O reino de Deus está entre nós, mas pode não estar dentro de nós. Se não dermos frutos, o reino de Deus não nos será tirado porque já não estava em nós. Nós já o tínhamos tirado de nós próprios, desinteressando-nos dele, e por isso não demos fruto. Daí que seja importante percebermos se, dentro de nós, estamos a dar atenção ao Reino. Veja, o leitor, isso na sua oração.

Informação ao Clero

Comunicado da Conferência Episcopal Portuguesa

Em consonância com as indicações do Governo e das autoridades de saúde, a Conferência Episcopal Portuguesa determina que os sacerdotes suspendam a celebração comunitária da Santa Missa até ser superada a atual situação de emergência.

Também devem seguir-se as indicações diocesanas referentes a outros sacramentos e atos de culto, bem como à suspensão de catequeses e reuniões.

Estas medidas devem ser complementadas com as possíveis ofertas celebrativas na televisão, rádio e internet.

Permaneçamos em oração pessoal e familiar, biblicamente alimentada, confiados na graça divina e na boa vontade de todos.

Lisboa, 13 de março de 2020
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Departamento da Comunicação do Patriarcado de Lisboa

Mosteiro de São Vicente de Fora, Campo de Santa Clara, 1100-472 LISBOA

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quinta-feira, 12 de março de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 12 – Semana II da Quaresma

Jer 17, 5-10 / Slm 1, 1-4.6 / Lc 16, 19-31

Maldito o homem que confia no homem (…), afastando o seu coração do Senhor. (1ª Leitura)

Mas podemos ter confiança no homem em quem o Senhor habita. Normalmente, dizemos que uma pessoa «é de confiança» se é séria, honesta, mas não se é uma pessoa íntima de Deus. Era bom que também tivéssemos isso em consideração, senão arriscamo-nos a afastar o nosso coração do Senhor por embarcarmos em critérios mundanos. Temos de perscrutar o coração do nosso irmão. Não embarcar nas aparências. Analisar a sua prática como se fosse um filho que diz que não mas acaba por fazer a vontade do Pai.

quarta-feira, 11 de março de 2020

Informação às Paróquias

Caríssimos diocesanos,

Diante da atual situação sanitária, que também afeta o nosso espaço diocesano, adianto-vos o seguinte:

1. Como cidadãos, devemos atender a todas as indicações das autoridades sanitárias e civis, para prevenir situações de risco. Como crentes, não deixaremos de viver o atual momento com fé no Deus da vida, que nunca abandona ninguém, sobretudo nas ocasiões mais difíceis. Mantemo-nos em oração por todos, em especial pelos profissionais de saúde e pelos doentes e suas famílias, certos de que assim se alarga a esperança e reforça o ânimo.

2. Todos poderão contar com a generosidade dos sacerdotes, diáconos e agentes pastorais, que nunca deixarão de acompanhar quem precisa de apoio humano ou sacramental. Generosidade que incluirá a prudência necessária para não prejudicar direta ou indiretamente ninguém. São de adiar as celebrações penitenciais com confissões e não se deve recorrer à absolvição geral.

3. Tomem-se em devida conta as indicações já dadas pela Conferência Episcopal Portuguesa, designadamente quanto à comunhão na mão e à omissão do abraço da paz e da água benta nas respetivas pias. Igualmente, outras que têm sido dadas sobre não beijar imagens e a maior distância e resguardo na administração da reconciliação sacramental.

4. As vigararias, sob a coordenação dos seus vigários, devem seguir as determinações das autoridades nacionais e concelhias sobre espaços públicos e eventos em geral. Onde se encerrarem escolas, devem suspender-se as catequeses e outras ações pastorais que envolvam grupos mais numerosos. Cumpram-se as indicações quanto a visitas a estabelecimentos de saúde e prisionais, bem como a lares e residências. Quanto às celebrações em templos, também se seguirão prudentemente as diretivas das autoridades.

Convosco, com oração e muita estima,

+ Manuel, Cardeal-Patriarca

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 11 – Semana II da Quaresma

Jer 18, 18-20 / Slm 30 (31), 5-6.14.15-16 / Mt 20, 17-28

Apresentei[-me] diante de Vós, para Vos falar em seu favor. (1ª Leitura)

Jeremias pede ao Senhor proteção em relação àqueles que ajudou. Para algumas pessoas, o ser ajudado é uma humilhação. As pessoas gostariam de fazer as coisas sozinhas. Conheci um aluno que não queria rezar antes dos testes para o fazer sozinho. Devemos rezar por essas pessoas e não andar a dizer mal, tipo: «ajudei-a tanto e agora vira-me as costas». (É uma reação de uma pessoa que se sente humilhada.) Ou, pior, atirar-lhe a nossa ajuda à cara. Caro leitor, peça a Deus um coração misericordioso.

terça-feira, 10 de março de 2020

NOVENA DE SÃO JOSÉ, BEM A TEMPO DE NOS AUXILIAR NAS NOSSAS PREOCUPAÇÕES

Nestes tempos difíceis, em que estamos preocupados com o Coronavirus ou mesmo  outras preocupações, o Céu vem em nosso auxilio enviando São José como intercessor. Amanhã, dia 10 de Março, começa a novena de São José. 

A novena pode ser feita a qualquer altura do ano, mas é especialmente recomendada do dia 10 ao 18 de março, em preparação para a solenidade de São José, e do dia 22 ao 30 de abril, véspera da festa de São José Operário.

Santa Teresa d’Ávila recomendou a devoção ao patriarca da Sagrada Família:

"Não me lembro de até hoje lhe ter pedido alguma coisa que não ma tenha concedido, nem posso pensar sem admiração nas graças que Deus me tem concedido por sua intercessão e nos perigos de que me tem livrado, tanto para a alma como para o corpo. Parece-me que Deus concede aos outros santos a graça de nos auxiliar nesta ou naquela necessidade, mas sei por experiência que São José nos socorre em todas, como se Nosso Senhor quisesse fazer-nos compreender que, assim como Ele lhe era submisso na terra, porque estava no lugar de pai e como tal era chamado, também no céu não pode recusar-lhe nada."
Para seguir a novena: Clique aqui

Os nossos desertos na cidade

O deserto é um lugar especial na Escritura, um caleidoscópio de significados, um lugar que atrai e provoca medo, uma passagem necessária na vida de fé. Parece, antes mais, um lugar estranho a nós que vivemos na cidade, No entanto, não é a meta de uma viagem exótica, não se trata de fugir em busca de um lugar diferente daquele que a vida nos deu.
Saiba mais

QUINTA-FEIRA, 12 de Março, na Igreja da Ulgueira, às 15h00

e Oração do Terço

MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 10 – Semana II da Quaresma

Is 1, 10.16-20 / Slm 49 (50), 8-9.16bc-17.21.23 / Mt 23 1-12

Protegei o oprimido (…) [e] ainda que os vossos pecados sejam como o escarlate, ficarão brancos como a neve. (1ª Leitura)

Quem é o oprimido para o leitor? O leitor protege alguém? Proteger o oprimido é de tal maneira fundamental que branqueia os nossos pecados «escarlates». O leitor tem noção do fundamental que é, na sua vida, proteger o oprimido? Como é que o leitor o faz? Como é que o leitor o quer fazer? Como é que o leitor o vai fazer? 

segunda-feira, 9 de março de 2020

AVISOS DA SEMANA de 09 a 15/03/2020

- MISSAS DA SEMANA: 3ª e 6ª feira em Colares às 19h00, 4ª feira em Almoçageme às 9h30, 5ª feira no Mucifal às 19h00.
- TERÇA-FEIRA: Reunião sobre Nova Evangelização, orientada pelo Bispo Dom Daniel Henriques, para os membros dos Conselhos Pastorais de toda a Vigararia de Sintra.
- QUARTA-FEIRA: Confissões em Almoçageme às 10h00.Reunião da Legião de Maria, no Mucifal às 15h00.
- QUINTA-FEIRA: Confissões aos doentes e idosos do Mucifal a partir das 10h30. Adoração ao SS.mo Sacramento na Ulgueira às 15h00. Confissões no Mucifal às 18h30.
- SEXTA-FEIRA: Via Sacra na Igreja do Mucifal às 17h00 e na Igreja Matriz de Colares às 18h15. Curso Alpha para casais, em Colares às 19h30. Momento de Oração e reflexão quaresmal, na Igreja de Colares às 21h00.
- SÁBADO: Reunião para Voluntários, no CSPC às 10h30. Missas na Praia das Maçãs às 17h00 e no Mucifal às 18h30.
- DOMINGO: Missas em Almoçageme às 10h30 e em Colares às 12h00 e 18h30 e nas Azenhas do Mar às 17h00.

Evangelho  Mt 17,1-9 “Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João seu irmão e levou os, em particular, a um alto monte e transfigurou Se diante deles: o seu rosto ficou resplandecente como o sol e as suas vestes tornaram se brancas como a luz. E apareceram Moisés e Elias a falar com Ele. Pedro disse a Jesus: «Senhor, como é bom estarmos aqui! Se quiseres, farei aqui três tendas: uma para Ti, outra para Moisés a outra para Elias». Ainda ele falava, quando uma nuvem luminosa os cobriu com a sua sombra e da nuvem uma voz dizia: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência. Escutai O». Ao ouvirem estas palavras, os discípulos caíram de rosto por terra a assustaram se muito.Então Jesus aproximou se e, tocando os, disse: «Levantai vos e não temais». Erguendo os olhos, eles não viram mais ninguém, senão Jesus. Ao descerem do monte, Jesus deu lhes esta ordem: «Não conteis a ninguém esta visão, até o Filho do homem ressuscitar dos mortos».

domingo, 8 de março de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 8 – Domingo II da Quaresma – Ano A

Gn 12, 1-4a / Slm 32 (33), 4-5.18-19.20.22 / 2 Tim 1, 8b-10 / Mt 17, 1-9

A leitura do livro do Génesis fala-nos do nosso pai na fé, Abraão, que assim é considerado por mais de dois mil milhões de pessoas: judeus, cristãos e muçulmanos. Abraão é desafiado a sair da sua rotina e a empreender a aventura de uma viagem, sem mapa nem agenda: «Deixa a tua terra, a tua família e a casa de teu pai e vai para a terra que Eu te indicar». A verdadeira fé traduz-se em confiança e obediência incondicional. Abraão não negociou condições nem exigiu garantias. O relato conclui com a simples anotação da obediência a Deus: «Abraão partiu, como o Senhor lhe tinha ordenado».

Cabe-nos colher o exemplo do nosso pai na fé: em Deus só se pode confiar sem limites nem condições. Importa vencer letargias e rotinas, para cumprirmos a nossa vocação, saindo da terra do nosso conforto e preguiça, para algo de mais e de melhor. A força e a ternura de Deus acompanham sempre os que lhe dizem «sim».

S. Paulo escreve a Timóteo, jovem bispo de Éfeso, uma das maiores cidades do Império Romano, animando-o a sentir-se «apoiado pela força de Deus», em tempos difíceis de perseguição dos cristãos. A nossa confiança não tem a raiz nas nossas qualidades ou nas facilidades das circunstâncias. Confiamos porque nos apoiamos em Deus, que só Ele é omnipotente e Jesus, seu Filho, venceu até a morte e está vivo na Igreja a que pertencemos.

Jesus subiu a um monte onde Se transfigurou, tornando visível a sua identidade mais profunda: verdadeiro Deus na sua autêntica humanidade. O monte, na Bíblia, é um particular local de encontro com Deus. Num monte, Cristo proclamou as bem-aventuranças e multiplicou os pães. A um monte subiu Jesus para rezar. O Senhor é apresentado como o novo Moisés, que no monte fica «revestido de esplendor e majestade, envolto num manto de luz», segundo as palavras do Salmo 104. Pedro, Tiago e João tiveram a profunda experiência da identidade de Jesus a quem seguiam, que iria ser morto, mas que ressuscitaria glorioso. A voz do céu, que já se tinha manifestado no batismo de Cristo: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência», é uma admirável declaração de amor de Deus Pai, confirmando a Jesus na sua missão salvadora. A mesma voz do céu exorta os apóstolos a que oiçam e cumpram a boa nova de Jesus: «Escutai-O». Exortação que hoje se atualiza com cada um de nós, seguidores do único Salvador do mundo.

sábado, 7 de março de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 7 – Semana I da Quaresma / 1º Sábado

Deut 26, 16-19 / Slm 118 (119), 1-2.4-5.7-8 / Mt 5, 43-48

Tu os guardarás e cumprirás (…) com toda a tua alma. (1ª Leitura)

O leitor já pensou no que quererá dizer «cumprir os mandamentos com toda a alma»? Eu acho que deve ser «sem haver pecado na alma», porque é a única maneira de a alma estar completamente disponível para cumprir os mandamentos. E como será termos a alma completamente disponível? É termos a alma atuante com toda a sua potencialidade, porque se não tiver pecado estará no máximo das suas forças. (Não confundir com energia física. Pode até coincidir com decadência física.) Hoje o leitor peça uma alma sem pecado.  

sexta-feira, 6 de março de 2020

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 6 – Semana I da Quaresma / 1ª Sexta-Feira

Ez 18, 21-28 / Slm 129 (130), 1-8 / Mt 5, 20-26

Se o pecador se arrepender de todas as faltas que cometeu (…) e praticar (…) a justiça (…), não lhe serão lembrados os pecados que cometeu. (1ª Leitura)

Penso que podemos interpretar esta passagem como «não terá remorso». O verdadeiro arrependimento gera uma tal alegria na nova união com Deus (pensemos no filho perdido) que o que Deus quer é que O abracemos com muita força, sem olharmos para trás. O passado não serviria para ficarmos amargurados, mas para aprendermos com ele. Hoje, na sua oração, saboreie isto, caro leitor.

quinta-feira, 5 de março de 2020

Você se sente deprimido? O Papa Francisco tem uma palavra para você

São 3 as atitudes necessárias e as graças que devemos pedir ao Senhor nesses momentos

Este estado obscuro da alma – sem esperança, desconfiado, sem vontade de viver – tem nome. E é preciso saber identificá-lo para poder superá-lo, afirma o Papa Francisco.
Tal estado chama-se “desolação espiritual“. O Papa falou sobre isso e deu dicas de como sair dessa condição em uma homilia na Casa Santa Marta (27/09/2016).

Quando a pessoa se encontra deprimida e sem vontade de viver, é preciso pedir ao Senhor 3 graças.

A primeira delas é a do reconhecimento: “reconhecer a desolação espiritual”.

A segunda é a graça da oração: “rezar quando nos sentimos dominados por este estado de desolação espiritual.”

E a terceira é a graça do acompanhamento: “saber acompanhar as pessoas que sofrem momentos difíceis de tristeza e de desolação espiritual.”

O Papa Francisco reconhece e explica a gravidade da desolação espiritual. Tanto é que ele a compara à situação vivida por Jó na Bíblia.

Jó sofria porque tinha perdido tudo. Todos os seus bens, inclusive os seus filhos. E depois adoeceu de uma doença semelhante à lepra: grave, cheio de chagas.

Segundo o Papa, o sofrimento de Jó “era tal que a um certo ponto, ele abriu a boca e amaldiçoou o seu dia, o que lhe acontecia, dizendo: «Pereça o dia em que nasci e a noite em que foi dito: foi concebido um varão. Seria melhor que tudo isto não tivesse acontecido. Melhor a morte do que viver assim»”.

No entanto, o Papa Francisco explica que Jó não quis amaldiçoar o Senhor. Ele apenas desabafou, diante da sua carga de sofrimento.

Este estado obscuro da alma, sem esperança, desconfiado, sem vontade de viver nem de ver o fim do túnel, com muita agitação no coração e nas ideias», é vivido por todos os homens e mulheres.

1- RECONHECER
A desolação espiritual “faz-nos sentir como se tivéssemos a alma esmagada, que não quer viver: é melhor a morte!, foi o desabafo de Jó, melhor morrer do que viver assim.”

Mas “quando o nosso espírito está neste estado de tristeza ampliada, que quase não temos fôlego, devemos compreender que isto acontece a todos: de modo mais ou menos acentuado, mas acontece a todos”.

Trata-se de um convite a “compreender o que acontece no nosso coração”, a questionar-nos sobre “o que deveríamos fazer quando vivemos estes momentos obscuros, devido a uma tragédia familiar, uma doença, ou outra situação que nos desanima”.

O Papa Francisco diz que não adiante buscar refúgio apenas em medicamentos, nem muito menos começar a beber “dois, três, quatro copos para esquecer”, pois isso não resolve.

2 - REZAR
A primeira atitude é rezar. “Oração forte, forte, forte”, pede o Papa, citando o Salmo 87 (“chegue a ti a minha oração, Senhor” – leia a íntegra abaixo).

Foi isso que fez Jó: “Clamo, dia e noite. Por favor, ouve a minha súplica”.

Portanto, é uma oração que consiste em “bater à porta, mas com força: ‘Senhor, estou cansado de desventuras. A minha vida está à beira do inferno. Sinto-me como aqueles que descem à fossa, sinto-me como um homem já sem forças'”.

Na vida – disse o Papa – “quantas vezes nos sentimos assim, sem forças’.

Contudo ‘o próprio Senhor nos ensina como rezar nestes momentos difíceis: “Senhor, lançaste-me na fossa mais profunda. Pesa sobre mim o teu furor. Chegue a ti a minha oração”.

Devemos rezar desse modo nos momentos difíceis, obscuros, de desolação, esmagadores, que nos sufocam.

Porque isso é “rezar com autenticidade’ e, de qualquer maneira, serve ‘inclusive para desabafar como desabafou Jó com os filhos. Como um filho’.

3 - ACOMPANHAR
Diante de uma pessoa que está passando pela desolação espiritual, as palavras podem ferir.

Por isso, basta apenas estar próximo, de modo que a pessoa que sofre sinta a proximidade, sem fazer discursos.

Quando uma pessoa sofre, está na desolação espiritual, devemos falar o menos possível e ajudar com o silêncio, a proximidade, as carícias e a oração diante do Pai.

Eis a íntegra do Salmo 87 para você recitar com fé

Senhor, meu Deus, de dia clamo a vós, e de noite vos dirijo o meu lamento. Chegue até vós a minha prece, inclinai vossos ouvidos à minha súplica. Minha alma está saturada de males, e próxima da região dos mortos a minha vida. Já sou contado entre os que descem à tumba, tal qual um homem inválido e sem forças. Meu leito se encontra entre os cadáveres, como o dos mortos que jazem no sepulcro, dos quais vós já não vos lembrais, e não vos causam mais cuidados. Vós me lançastes em profunda fossa, nas trevas de um abismo. Sobre mim pesa a vossa indignação, vós me oprimis com o peso das vossas ondas. Afastastes de mim os meus amigos, objeto de horror me tornastes para eles; estou aprisionado sem poder sair, meus olhos se consomem de aflição. Todos os dias eu clamo para vós, Senhor; estendo para vós as minhas mãos. Será que fareis milagres pelos mortos? Ressurgirão eles para vos louvar? Acaso vossa bondade é exaltada no sepulcro, ou vossa fidelidade na região dos mortos? Serão nas trevas manifestadas as vossas maravilhas, e vossa bondade na terra do esquecimento? Eu, porém, Senhor, vos rogo, desde a aurora a vós se eleva a minha prece. Por que, Senhor, repelis a minha alma? Por que me ocultais a vossa face? Sou miserável e desde jovem agonizo, o peso de vossos castigos me abateu. Sobre mim tombaram vossas iras, vossos temores me aniquilaram. Circundam-me como vagas que se renovam sempre, e todas, juntas, me assaltam. Afastastes de mim amigo e companheiro; só as trevas me fazem companhia…

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 5 – Semana I da Quaresma

Est 4, 17 n.p-r.aa-bb.gg-hh / Slm 137 (138), 1-2a.2bc-3.7c-8 / Mt 7, 7-12

A Rainha Ester, tomada de angústia mortal, procurou refúgio no Senhor. (1ª Leitura)

Peçamos a Deus que, em situações de grande aflição, recorramos a Ele. Isto exige um treino diário, porque a cada dia que passa, Deus nos vai dando mais meios para, nas alturas críticas, nos agarrarmos a Ele e deixarmos que Ele nos livre da «angústia mortal». O leitor reze sobre isto com muita concentração, imbuindo-se profundamente do que está a dizer. Faça um pequeno mantra. Pode ser uma coisa assim: ao inspirar: «Senhor, ajuda-me»; ao expirar: «Senhor, ajuda-me». Pausa. Repetir. Etc.