quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 12 – Semana II do Advento

Is 41, 13-20 / Slm 144 (145), 1.9-13 / Mt 11, 11-15

Não temas (...), bichinho de Israel. Eu venho socorrer-te. (1ª Leit.)

Quanta gente não chama a pessoas que lhe são queridas «o meu bichinho». (Também há muitas pessoas que hominizam os animais. Mas isso é outra história. Triste.) Temos aqui uma passagem do Antigo Testamento cheia de ternura. É bom que tomemos consciência destas passagens para sabermos combater a ideia de que o Antigo Testamento é só guerras, que é uma ideia mais que falsa mas muito arreigada. Hoje o leitor faça por se sentir o bichinho de Israel.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 11 – Semana II do Advento

Is 40, 25-31 / Slm 102 (103), 1-4.8.10 / Mt 11, 28-30

Ele (Deus) não Se cansa nem Se fatiga. (1ª Leit.)

O que, já viu o leitor, é ótimo. Como seria se tivéssemos um Deus que Se cansasse? O mesmo é dizer, um Deus que só nos ouvisse de vez em quando? Nunca saberíamos quando é que Deus estava disposto a ouvir-nos. A não ser que Deus nos tivesse mandado um horário por um anjo. Ou que fizéssemos nós o horário, tendo só grandes atos de culto intermediados por sacerdotes, xamãs ou feiticeiros, sem relação pessoal. O leitor dê-se conta da maravilha que é termos Deus sempre à nossa disposição. À disposição do leitor. Lembre-se de Jesus a lavar os pés dos discípulos. E agradeça.

Oração para quando você for utilizar a água benta

Philip Kosloski | Dez 09, 2019
A água é sempre vista na teologia cristã como um meio de purificação, por isso devemos pedir a Deus que nos purifique toda vez que a usamos

Na maioria das vezes, quando mergulhamos os dedos na fonte de água benta, na igreja ou em casa, simplesmente fazemos o sinal da cruz e seguimos o nosso caminho.
Fazer o sinal da cruz com água benta é uma oração em si e pede à Santíssima Trindade que nos cerque de proteção e graça.

No entanto, há também uma oração adicional que pode ser dita. É uma prece curta, adaptada do Salmo 50, e resume perfeitamente o simbolismo encontrado no uso da água benta para nos abençoar.

A água é sempre vista na teologia cristã como um meio de purificação, e por isso pedimos a Deus que nos purifique toda vez que a usamos. Abaixo está a oração opcional que pode levar a uma experiência mais proveitosa de mergulhar os dedos na fonte de água benta.

“Asperge-me, ó Senhor, com hissopo, e eu serei purificado; lava-me, e ficarei mais branco que a neve. Constrói em mim um coração limpo, ó Deus, e renova um espírito reto dentro de mim.”

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 10 – Semana II do Advento

Is 40, 1-11 / Slm 95 (96), 1-3.10-13 / Mt 18, 12-14

Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus. (1ª Leit.)

Hoje o leitor pense numa pessoa que deve consolar. O seu marido, a sua mulher, um parente, uma pessoa da sua comunidade religiosa, um doente, etc. Faça um propósito concreto: quem é? Quando é que vai ser? Como é que vai ser? Os propósitos concretos ajudam-nos a realizar o que queremos. A não adiarmos indefinidamente um bom desejo que ficaria por ali.  

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

DESTAQUES DA SEMANA

- QUARTA-FEIRA: Confissões em Almoçageme às 10h00.
- QUINTA-FEIRA: Confissões aos doentes e idosos do Mucifal a partir das 10h30.
- SEXTA-FEIRA: Confissões aos doentes e idosos da Praia das Maçãs a partir das 10h30. Terço dos homens, na Igreja de Colares às 21h15
- SÁBADO: Curso Alpha Jovens, no Mucifal às 19h30.
- DOMINGO: Missa na Igreja de Almoçageme às 10h30 pelo 124º aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Almoçageme.
- Durante o Advento decorrerá a campanha de recolha de alimentos, para os mais necessitados. 
- Este ano mais uma vez faremos o concurso de presépios, os interessados devem inscrever-se no Cartório Paroquial.   
- Como proposta de Advento sugere-se um retiro espiritual digital orientado pelos Padres Carmelitas. Inscrição gratuita em:
webretiro.karmel.at

MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 9 – Semana II do Advento

Is 35, 1-10 / Slm 84 (85), 9ab-14 / Lc 5, 17-26

Fortalecei as mãos fatigadas (...). Dizei aos corações perturbados: «Tende coragem, não temais». (1ª Leit.)

Somos convidados a fortalecer os outros e a dar-lhes ânimo. E de que maneira o fazemos? Às vezes, basta ouvi-los. Outras vezes, acompanhá-los. Outras vezes, estar sentados com eles. Outras vezes, num hospital, estar só ao pé deles. (Pode-se até estar a ler um livro. Ou a ver o facebook.) Outras vezes, eles telefonam-nos só para ouvirem a nossa voz. Em resumo, temos de estar dispostos. Estar à disposição. O leitor reze para estar disponível.

Imaculada Conceição: Papa reza pelos que vivem sem esperança

Francisco presta homenagem junto a imagem da Virgem Maria, no centro de Roma

Roma, 08 dez 2019 (Ecclesia) – O Papa Francisco deslocou-se hoje ao centro de Roma, para um ato de veneração à Imaculada Conceição junto à imagem da Virgem Maria colocada na Praça de Espanha, evocando todos os que vivem sem esperança.

“Confio-te os que nesta cidade e em todo o mundo, são oprimidos pela desconfiança, pelo desânimo por causa do pecado; aqueles que pensam que para eles já não há esperança, porque a suas falhas são muitas e demasiado grandes e que Deus não tem tempo a perder com eles”, referiu, numa oração proferida durante a tradicional homenagem anual do 8 de dezembro.

Francisco, que foi acolhido por autoridades religiosas e civis, destacou a necessidade de aprender com Jesus, que “quebra as correntes do mal, liberta dos vícios mais implacáveis, dissolve os laços mais criminosos, suaviza os corações mais endurecidos”.

“Se isso acontecer dentro das pessoas, como muda o rosto da cidade”, sustentou, desejando um “clima social mais respirável”.

Antes de chegar à Praça de Espanha, o Papa esteve ainda em oração na Basílica de Santa Maria Maior, junto da imagem da Virgem Maria, venerada como “Salus Populi Romani” (salvação do povo de Roma).

Francisco desejou que os católicos tomem consciência de que não são “escravos do pecado”, distinguindo entre quem peca e quem se deixa corromper pelo mal, sem procurar a “ajuda da misericórdia de Deus”.
A oração fez um elogio “à transparência, à simplicidade” de quem vive como a Virgem Maria, “para o bem, para o amor, para Deus”.

A solenidade da Imaculada Conceição celebra o dogma definido pelo Papa Pio IX em 8 de dezembro de 1854; a imagem da Praça de Espanha foi construída três anos depois.

Junto ao monumento, seguindo a tradição dos seus predecessores, Francisco deixou um ramo de flores; os primeiros a colocar uma coroa de flores nos braços da imagem, às primeiras horas da manhã, são os bombeiros locais.

OC

domingo, 8 de dezembro de 2019

Igreja/Sociedade: Imaculada Conceição, um feriado com história portuguesa

Devoção nacional precedeu proclamação pontifício de dogma

Foto: Rádio Campanário
Após a proclamação dogmática surgiu em Portugal um movimento no sentido de erguer um monumento nacional que assinalasse a definição de Pio IX.

Em 1869 concluiu-se esse primeiro monumento, no Sameiro, seguindo-se-lhe a construção dum santuário dedicado à Imaculada Conceição de Maria, cuja imagem foi coroada solenemente em 1904.

Lisboa, 08 dez 2019 (Ecclesia) – A solenidade da Imaculada Conceição, que a Igreja Católica assinala anualmente a 8 de dezembro, é feriado nacional em Portugal, um reconhecimento à importância desta data na espiritualidade e identidade do país.
O dogma da Imaculada Conceição de Maria foi proclamado a 8 de dezembro de 1854, através da bula ‘Ineffabilis Deus’, a qual declara a santidade da Virgem Santa Maria desde o primeiro momento da sua existência, sendo preservada do pecado original.

A ligação entre Portugal e a Imaculada Conceição ganhara destaque em 1385, quando as tropas comandadas por D. Nuno Alvares Pereira derrotaram o exército castelhano e os seus aliados, na batalha de Aljubarrota.

Em honra a esta vitória, o Santo Condestável fundou a igreja de Nossa Senhora do Castelo, em Vila Viçosa, e fez consagrar aquele templo a Nossa Senhora da Conceição.

A antiga igreja de Nossa Senhora do Castelo, espaço onde se ergue atualmente o santuário nacional, afirmou-se nos finais do século XIV como o primeiro sinal desta devoção, em toda a Península Ibérica.

Um segundo passo deu-se durante o movimento de restauração da independência que acabou com o domínio castelhano em Portugal e que culminou com a coroação de D. João IV como rei de Portugal, a 15 de dezembro de 1640, no Terreiro do Paço, em Lisboa.

O mesmo D. João IV, atento a uma religiosidade que também já envolvera a construção de monumentos como o Mosteiro da Batalha, o Convento do Carmo e o Mosteiro da Conceição, coroou a Imagem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa como Rainha e Padroeira de Portugal durante as cortes de 1646.

A Universidade de Coimbra tem um papel importante em todo este processo, já que todos os seus intelectuais defenderam o dogma sob forma de juramento solene.

OC

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 8 – Imaculada Conceição de Nossa Senhora, Padroeira de Portugal (Solenidade)

Gn 3, 9-15.20 / Slm 97 (98), 1-4 / Ef 1, 3-6.11-12 / Lc 1, 26-38

Festejamos hoje a Mãe de Deus, que veneramos como nossa Mãe, a melhor Mãe do mundo, toda amor e virtude, imaculada sem algum resquício de pecado. Como afirmou o Papa Francisco: «Maria é o único oásis sempre verde da humanidade, a única não contaminada, criada imaculada para acolher plenamente, com o seu sim, Deus que veio ao mundo e iniciar assim uma história nova».

O dogma da fé católica que define a verdade de que Nossa Senhora foi preservada, desde a sua conceção, de toda a mancha de pecado, foi proclamado pelo Papa Pio IX, já beatificado por S. João Paulo II, a 8 de dezembro de 1854. Contudo, é antiquíssima esta afirmação teológica, tendo o Papa Sisto IV, em 1477, posto a festa da Imaculada Conceição no calendário litúrgico.

No povo português, Maria tem sido sempre venerada como a Imaculada Conceição. O facto mais relevante que demonstra esta vivência da fé cristã é que o rei D. João IV, em 1646, coroou a imagem de Nossa Senhora da Conceição como rainha e padroeira de Portugal, em Vila Viçosa. Desde então os nossos reis deixaram de usar a coroa real, ressaltando assim ser Nossa Senhora a rainha de Portugal. Mas este título de grandeza não afasta Maria da nossa pequenez, pois sendo rainha é, ao mesmo tempo, nossa mãe.

A primeira leitura, do livro do Génesis, relata-nos uma história cheia de simbolismo. O homem e a mulher pretendem substituir a Deus, desobedecendo-Lhe, comendo do fruto que não lhes era permitido, envenenado de orgulho e ambição, não aceitando a sua condição humana e, por isso, se sentiram nus, com vergonha e medo. A serpente tentadora é a imagem da nossa insensatez e autossuficiência que nos seduz a gerir a liberdade sem amor, voltando as costas a Deus. Mas esta história termina na esperança, pois Deus nunca desiste de nos amar. Assim, a serpente será vencida pela mulher que lhe esmagará a sua astúcia e o seu poder. Em Maria, a nova Eva, fiel e obediente ao que Deus lhe pede, se refaz a história da salvação. Todos temos uma imensa dívida de gratidão a Nossa Senhora.

S. Paulo, no início da sua carta aos cristãos de Éfeso, apresenta-nos um hino de glória e gratidão ao «Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto dos Céus nos abençoou com toda a espécie de bens espirituais em Cristo». E Jesus, salvador de todos os filhos de Adão e Eva, de toda a humanidade, veio-nos por Maria, que é o sinal mais claro da vitória de Deus sobre o mal. A serpente do mal foi sempre derrotada em Maria, que na totalidade da sua existência, incluindo a sua conceção, foi amorosamente fiel ao Senhor. A vitória plena de Nossa Senhora sobre o pecado é também a nossa glória, já que, por graça divina, somos seus filhos.

O Evangelho relata-nos um momento crucial da história da humanidade: Deus assume a maravilhosa aventura de Se fazer pessoa humana, um como nós, na máxima simplicidade. A cena não se passa em Jerusalém ou noutro lugar importante. O anjo Gabriel, enviado por Deus, vai a uma aldeia desconhecida, Nazaré, encontrar uma jovem, chamada Maria, noiva do carpinteiro José. «De Nazaré poderá vir alguma coisa boa?», observa Natanael, troçando de um lugarejo perdido no interior profundo de Israel, nunca nomeado no Antigo Testamento.

Maria, humilde serva, é agraciada com algo que ultrapassa a inteligência e a imaginação humanas: uma criatura vem a ser mãe do Criador; Deus infinito nasce de uma simples mulher virgem. Milagre de amor que só Deus omnipotente pode realizar. E Maria disse sim: «Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra». Celebremos a nossa imensa gratidão a Maria, Imaculada Conceição.

sábado, 7 de dezembro de 2019

O Papa às ONGs católicas: formação e educação são prioridades para a Igreja

A Igreja conta com a colaboração das várias associações católicas internacionais. Por isso, o Papa propõe três meios para a sua ação concreta: “formação dos membros, meios materiais necessários e trabalho em equipe”.

Manoel Tavares - Cidade do Vaticano

O Santo Padre recebeu, na manhã deste sábado (07/12), na Sala do Consistório, no Vaticano, cerca 100 participantes no Fórum Mundial das ONGs – Organizações não Governamentais – de inspiração católica.

Em seu discurso aos presentes, o Papa cumprimentou os Representantes da Santa Sé, junto aos Organismos Internacionais, e os líderes e dirigentes das diversas ONGs, aos quais expressou sua satisfação por encontrá-los na Sé de Pedro, símbolo da comunhão com a Igreja Católica. A todos, manifestou sua gratidão, dizendo:

“Obrigado por virem, de vários países do mundo, para compartilhar experiências e reflexões sobre o tema da inclusão. Desta forma, vocês desejam dar um testemunho concreto em favor dos mais vulneráveis, para que sejam acolhidos e incluídos no mundo, nossa "Casa comum"

Muitos de vocês, disse Francisco, trabalham pelos direitos humanos e as condições de vida das pessoas: habitat, educação, desenvolvimento e outros problemas sociais. A Igreja, que "vive e atua neste mundo”, também conta com a colaboração das várias associações católicas internacionais, às quais propôs três meios para a sua ação concreta: “formação dos membros, meios materiais necessários e trabalho em equipe”. Falando sobre o primeiro, ou seja, “a formação”, disse:

“A complexidade do mundo e a crise antropológica, na qual estamos imersos, exigem um testemunho coerente de vida, através de um diálogo e uma reflexão positiva sobre a dignidade humana. Tal testemunho supõe uma grande fé e confiança e uma preparação profissional adequada em assuntos científicos e humanos na perspectiva cristã”.

Nesse sentido, afirmou Francisco, a Doutrina Social da Igreja oferece princípios eclesiais adequados para servir melhor a humanidade. A formação e a educação estão entre suas metas prioritárias. Por isso, o Papa fez seu apelo por um “Pacto Global sobre Educação”, para a construção da paz, justiça, acolhida dos povos e solidariedade universal, além do cuidado da nossa “Casa comum”. Para que isto seja possível, o Pontífice explicou o segundo ponto da sua reflexão: os “meios materiais necessários”:

“Os meios são importantes e necessários, mas, às vezes, não são suficientes para alcançar os objetivos propostos. No entanto, não devemos desanimar, sabendo que a Igreja sempre realizou grandes obras com poucos recursos”.

A Igreja, acrescentou Francisco, espera que coloquemos em prática nossos talentos, com a ajuda e o poder de Deus, para a realização das nossas boas obras. Aqui, apresentou sua terceira e última proposta: “compartilhar iniciativas e trabalhar em equipe”:

“Colaborar com os projetos comuns enaltece ainda mais o valor das obras, pois destaca as metas inatas da Igreja: a comunhão e caminhar juntos, na mesma missão, a serviço do bem comum, através da corresponsabilidade e contribuição de todos”.

Por fim, referindo-se ao tema central do Fórum Mundial das ONGs, o Papa afirmou: para a realização dos diversos projetos, é preciso unir as próprias forças às de outras Organizações católicas, em comunhão com seus Pastores e com os representantes da Santa Sé junto aos Organismos Internacionais. E concluiu:

“O mundo de hoje clama por uma nova audácia e uma nova imaginação para criar outras formas de diálogo e cooperação, a fim de favorecer uma maior cultura de encontro, onde a dignidade do ser humano, segundo o plano criador de Deus, seja colocada ao centro”.

ESTILO DE VIDA

 Como ser mais paciente no dia-a-dia?

AJR_photo I Shutterstock
Uma longa fila no supermercado, um capricho de criança, o mau humor de um colega, um cônjuge que é frustrantemente lento… Todos os dias, a nossa paciência é posta à prova. No entanto, ser paciente diariamente pode ser muito útil e ajudar a viver com serenidade

Sejamos pacientes connosco próprios. A primeira pessoa a quem devemos ser longânimos somos nós mesmos. Se não nos aceitarmos como somos, com a nossa lentidão para progredir, as nossas repetidas baixas, as nossas insuficiências e as nossas limitações, não seremos capazes de aceitar os outros. “Quantas agressões contra os outros estão simplesmente a acertar contas com si próprio. Os pais têm uma experiência cruel disso quando seus filhos lhes reenviam suas próprias faltas”, adverte o Padre Pascal Ide.

Reze pedindo paciência

Ser paciente consigo mesmo não é cair no orgulho. É cumprir a vontade de Deus ser paciente consigo mesmo, pois o próprio Deus é paciente. Para adquirir esta paciência, é essencial ter tempo para se expor à luz do Espírito Santo.

É preciso orar, especialmente quando se está tenso, zangado ou muito cansado. É na oração que podemos ser plenamente nós mesmos, em paz. É o olhar amoroso de Deus sobre nós que nos permite aceitar como somos, com mansidão e paciência.

A fadiga, o primeiro inimigo da paciência

Todo mundo sabe que qualquer coisa que ataque e perturbe nosso corpo prejudica nossa capacidade de ser paciente. Saibamos isto para o ter em conta. É claro que não é sempre possível dormir o suficiente, tampouco evitar o ruído, a acumulação de fadiga, as preocupações, mas é importante saber que os nossos estados de espírito estão profundamente ligados ao nosso estado físico. E quanto mais tenso e cansado estivermos, mais provável será que acumulemos artificialmente as causas da tensão e da fadiga. Você tem que saber como dizer: “Pare! Não aguento mais!”

Pedir perdão ao Senhor e à nossa família por nossa falta de paciência, fazer grandes resoluções, está tudo muito bem, mas talvez devêssemos começar a dormir mais – e assim seja se nossas outras obrigações padecem disso. Devemos decidir então nos organizar de modo a manter um pouco de tempo todos os dias, todas as semanas “para si mesmo”, para respirar, relaxar, descansar e… rezar.

A paciência é exigente

A paciência requer uma coisa a cada vez. Quando uma criança aprende a andar, é encorajada a dar um passo, depois outro… e assim, passo a passo, se torna capaz de caminhar longas distâncias. É assim que cresce: nada se consegue de uma vez, nunca se tem “tudo, imediatamente”. E se algum progresso parece deslumbrante, na maioria das vezes é porque foi preparado de forma invisível, como o grão que caiu na terra e germina discretamente, antes de engendrar uma planta magnífica. Somos muitas vezes tentados a forçar o crescimento da semente, correndo o risco de a esgotar, de exigir demasiado, demasiado cedo, dos nossos filhos, do nosso cônjuge, dos nossos familiares, dos nossos colegas…

Ser paciente é mostrar confiança

Ser paciente às vezes significa ter esperança contra toda a esperança. Muitos pais de crianças com deficiência nos dão, neste sentido, testemunhos luminosos. Ao concordar em caminhar passo a passo com seu filho, ao rejeitar o derrotismo e as falsas esperanças com a mesma energia, eles estão fazendo maravilhas, quando os mais eminentes especialistas estão desistindo. Ser paciente é perdoar “setenta vezes sete vezes”, como o próprio Deus nos perdoa. Significa partir novamente depois de cada fracasso, se levantar depois de cada caída, se recusando a se deixar desencorajar. Os nossos filhos, especialmente no período frágil da adolescência, têm uma necessidade infinita de perdão e de encorajamento.

Quando a nossa paciência seja posta à prova, voltemos para Aquele que é a fonte de todo o amor, para que Ele nos dê tesouros de paciência: os nossos filhos precisam deles para crescer na alegria.

Christine Ponsard

Concerto de Natal

Foto: Leonor Belo

APELO SOCIAL - PARÓQUIA DE COLARES


MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 7 – Santo Ambrósio (Memória) / 1º Sábado

Is 30, 19-21.23-26 / Slm 146 (147), 1-6 / Mt 9, 35 – 10, 1.6-8

É este o caminho; segui por ele. (1ª Leit.)

Um dia, um sacerdote idoso e sábio disse-me que ser santo era conatural, que o problema era chegar lá. O problema era o caminho! Normalmente, não pensamos em ser santos, mas queremos andar junto de Deus. Cada vez mais junto de Deus. E para isso contribuem todas as nossas ações, mesmo aquelas em que não pensamos nisso. Porque não passamos o dia a pensar: «vou andar junto de Deus». Não, o nosso dia decorre normalmente. Mas é na nossa oração diária e depois na conclusão do nosso dia que nos propomos, e verificamos, a intenção de andarmos junto de Deus. 

Presépio no coreto - Largo Dr. Carlos França -Colares

Largo da Igreja 
 Nossa Sra da Assunção - Colares


Presépio Igreja Matriz - Nossa Sra da Assunção

Presépio Igreja Matriz - Nossa Sra da Assunção

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Hoje a Igreja celebra São Nicolau, padroeiro das crianças

REDAÇÃO CENTRAL, 06 Dez. 19 / 05:00 am (ACI).- “Seria um pecado não repartir muito, sendo que Deus nos dá tanto”, costumava dizer São Nicolau, padroeiro das crianças, das moças solteiras, dos marinheiros, dos viajantes e da Rússia, Grécia e Turquia. Um azeite milagroso brota de seus restos, que serviu para a cura dos doentes. Sua festa se celebra neste dia 6 de dezembro.

Por se tratar de um santo dos primeiros séculos, pouco se sabe com exatidão a respeito dele, salvo que nasceu na Licia (atual a Turquia), em uma família muito rica. Tinha um tio Bispo que o ordenou sacerdote.

Seus pais morreram ajudando os doentes de uma epidemia e deixaram uma fortuna para Nicolau. Entretanto, o jovem decidiu reparti-la entre os pobres e tornar-se monge. Mais tarde, peregrinou ao Egito e à Palestina, onde conheceu a Terra Santa.
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MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 6 – Semana I do Advento / 1ª Sexta-Feira

Is 29, 17-24 / Slm 26 (27), 1.4.13-14 / Mt 9, 27-31

Uma coisa peço ao Senhor (…): habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida. (Salmo)

Não vamos viver dentro de uma igreja. Segundo S. Paulo, a casa de Deus somos nós, templos do Espírito Santo (1 Cor 6, 19). Mas, para este salmo, a casa do Senhor tem um sentido mais vasto: é o próprio Deus. Devemos então andar dentro do próprio Deus? Isso também não é possível. Então chegamos à conclusão que o salmista expressa só um desejo piedoso. Mas podíamos pedir, embora não fosse tão poético, para andarmos no «ambiente», na esfera de Deus. O leitor hoje peça para andar sempre na esfera de Deus. 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Domingo, 8 de Dezembro - Solenidade de Nossa Senhora da Conceição - ULGUEIRA

Missa às 15h00, seguida de Procissão Solene em honra de Nossa Senhora da Conceição.

O futuro dos mais jovens - O Vídeo do Papa 11 - Dezembro de 2019

O Vídeo do Papa:
Cada criança que sofre é um grito que se eleva a Deus

Em "O Vídeo do Papa" de dezembro, o Santo Padre se ocupa dos mais jovens, das crianças, para que em todos os países do mundo tomem-se medidas que façam de seu futuro uma prioridade.


(Cidade do Vaticano, 5 de dezembro) – No mês de dezembro, "O Vídeo do Papa" trata dos meninos e meninas que têm hoje um futuro incerto, sobretudo os que estão sofrendo por diversas causas. Francisco insiste em que "cada criança marginalizada, cada criança abusada, cada criança abandonada, cada criança sem escola, sem cuidados médicos, é um grito que se eleva a Deus".

O pedido do Papa chama a atenção para os dramas da infância, que exigem medidas sérias. Segundo os Informes sobre o Estado Mundial da Infância de 2016 e de 2017, os meninos e meninas formam quase a metade dos 900 milhões de pessoas que sobrevivem com menos de dois dólares por dia. Além disso, em 2014, comprovou-se que cerca de 160 milhões de todos eles apresentavam atraso no crescimento. Quanto à escolarização, apesar dos avanços nas matrículas, existem cerca de 124 milhões de meninos e meninas que não vão à escola, um fator que se vê agravado pelos conflitos armados que, em muitos lugares, são cada vez mais prolongados. Lamentavelmente, cerca de 250 milhões de jovens vivem em países ou áreas afetadas pelos conflitos armados. Essas condições sociais, econômicas e bélicas dificultam seu desenvolvimento normal e a busca de um futuro melhor.

O P. Frédéric Fornos, SJ, Diretor Internacional da Rede Mundial de Oração do Papa (que inclui o Movimento Eucarístico Jovem), sublinha que o convite do Santo Padre a rezar para que "todos os países decidam tomar as medidas necessárias para que o futuro das crianças seja uma prioridade" não nos livra de trabalhar para essa finalidade em nossa vida cotidiana, cada um dentro de suas possibilidades, e naquilo que poderia nos parecer mais simples. Ele recorda as palavras do Papa Francisco às famílias: "Você perde tempo com seus filhos? Você brinca com seus filhos? – Mas não, o senhor sabe, quando eu saio de  casa pela manhã – me diz o homem – eles ainda estão dormindo e quando volto eles estão na cama. Também a gratuidade, aquela gratuidade da mãe e do pai com seus filhos,  é tão importante: “perder tempo” com os filhos, brincar com seus filhos. (...) Sempre que uma criança é abandonada… não se faz apenas um ato de injustiça, mas também se configura o fracasso dessa sociedade”.

Rezemos, pois, e atuemos "para que todos os países tomem as medidas necessárias para fazer com que seja uma prioridade o futuro das crianças, sobretudo daquelas que sofrem". Pois, como Francisco também recordou em outra ocasião, elas "são o presente".

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 5 – SS. Martinho de Dume, Frutuoso e Geraldo (Memória)

Is 26, 1-6 / Slm 117 (118), 1.8-9.19-21.25-27a / Mt 7, 21.24-27

O seu coração está firme (…), porque em Vós tem confiança. (1ª Leit.)

O nosso coração também está firme porque temos confiança em Deus. Não andamos amedrontados. Andamos de cabeça erguida, mesmo no meio das convulsões da vida. Andamos com coragem. E quando temos alguma dificuldade recorremos a Deus com mais força ou mesmo com muito mais força. É por isso que o nosso coração está firme, porque confiamos no Senhor mesmo nos tempos mais difíceis. Rezemos por uma firmeza constante do nosso coração.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Concerto de Natal - A entrada é livre. Apareçam!

Esta 6.ª feira, dia 6 de dezembro, pelas 21h30, vamos cantar melodias de Natal na Igreja de Colares. 

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 4 – Semana I do Advento

Is 25, 6-10a / Slm 22 (23), 1-6 / Mt 15, 29-37

Ele destruirá a morte para sempre. (1ª Leit.)

Parece que a certa altura não teremos o espigão da morte. A morte inclui uma ansiedade latente que nos bafeja de vez em quando. E, segundo parece, a partir de certa altura da história da humanidade, as pessoas estarão livres da morte. Será a instauração do paraíso universal? A segunda vinda do Senhor? Não sei se isso tem uma altura definida por Deus ou se vamos caminhando para lá com o progresso (possível) da bondade humana. Seja como for, o leitor reze pela instauração desse paraíso universal.

Sábado, 7 de Dezembro - Curso Alpha Jovens, no Mucifal às 19h30


- SEXTA-FEIRA, 6 de Dezembro: 1ª do Mês, em Colares na Igreja da Misericórdia às 18h15

e Confissões, e Missa às 19h15

- SÁBADO 7 de Dezembro: 1º do Mês, na Praia das Maçãsl às 16h00

e Terço meditado e Missa às 17h00

- QUINTA-FEIRA 5 de Dezembro: 1ª do Mês, no Mucifal às 18h00

 e Oração Vocacional

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Relíquia da manjedoura de Jesus regressou à Terra Santa depois de 1.400 anos


JERUSALÉM, 02 Dez. 19 / 03:30 pm (ACI).- Os católicos em Jerusalém celebraram na sexta-feira, 29 de novembro, o retorno à Terra Santa de uma relíquia de madeira que, segundo a tradição, pertence à manjedoura de Jesus, e que esteve quase 1.400 anos em Roma como um presente para o Papa Teodoro I.

Por volta do ano 640, o Patriarca de Jerusalém, São Sofronio, enviou a manjedoura ao Papa Teodoro I quando os muçulmanos conquistaram a Terra Santa, e atualmente se conserva na Basílica de Santa Maria Maior, segundo assinala a imprensa internacional.

A relíquia é do tamanho de um polegar e foi apresentada aos fiéis na igreja de Notre Dame, em Jerusalém, para um dia de celebrações e orações.

O Vaticano assinalou que o Papa Francisco devolveu a relíquia aos católicos na Terra Santa como um presente à Custódia da Terra Santa.

Várias atividades foram realizadas na sexta-feira por ocasião chegada da relíquia, segundo o site da Custódia na Terra Santa. O Núncio Apostólico em Israel e Chipre, Dom Leopoldo Girelli, presidiu "a celebração da Santa Missa prevista para as 9h na capela dedicada a Nossa Senhora da Paz, dentro do complexo de Notre Dame".

Depois disso, os fiéis começaram a rezar diante da relíquia. Louisa Fleckenstein, moradora de Jerusalém, assinalou em uma entrevista à AP que, por causa do silêncio e da oração que havia pela adoração à relíquia, sentia-se como se fosse Natal, como o “verdadeiro Natal”.

A Custódia acrescentou que, em 30 de novembro, pela manhã, a relíquia foi "transferida para Belém, coincidindo com o início das celebrações do tempo do Advento". O objetivo é que “os fiéis e os peregrinos possam venerar o berço que acolheu o começo da nossa redenção na igreja franciscana de Santa Catarina”, localizada ao lado da Igreja da Natividade, em Belém (Cisjordânia), construída onde a tradição indica que Jesus nasceu.