domingo, 19 de Outubro de 2014

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A chata de novo no "DIA MUNDIAL DAS MISSÕES "(19.10.14)-
Neste dia Senhor, em que toda a Igreja católica, vive com maior intensidade o tema das missões, quero saudar-Te com alegria e dar-Te graças, de uma forma ainda mais especial, pelo facto de viver neste país, onde posso exprimir  livremente a religião que professo.
Ciente deste benefício, quero tornar mais presente, todos aqueles homens, meus irmãos em Cristo que, por viverem em países de repressão, ainda não O conhecem ou são obrigados a viver a Fé camuflando-a e em estrito recolhimento, dando muitas vezes a sua vida por uma causa bem maior: CRISTO! Eles são Teu povo também, Senhor.  Precisam da Tua força! Que eles nunca desistam e que o Espírito Santo sempre os assista e a Luz de Cristo os ilumine tornando mais leve a sua cruz.
É certo que, missionários, todos nós somos convidados a sê-lo. Podemos sê-lo aqui, ou em caminhos mais distantes, mas Senhor deixa-me que Te diga há uns quantos que Tu tocas bem lá mais no fundo para Te levarem a essas terras onde a Tua Palavra não tem entrada. De braços abertos para o mundo, sabem o quão importante é para a Humanidade manter acesa a chama do Teu Amor.
São muitos os testemunhos que chegam até nós, dessa gente que se dá lá longe,. Ensinam e vivem o dia a dia inseridos numa comunidade, por amor, não hesitam em arriscar a vida que, parecendo uma perda, é um ganho!
Obrigada Senhor, a Ti e a eles, pés anónimos de coração aberto anunciadores do Teu REINO, testemunhas caminhantes de uma VIDA NOVA!
Perdão Senhor, por todas as vezes que não fui capaz de me dar a meu irmão... mesmo ali ao lado e eu recusei... Neguei-lhe a maravilha que Tu ÉS.... e  vê lá , nem precisava arriscar a vida! Era só um gesto, uma palavra, uma escuta, um tempinho... Perdão Senhor por todas as vezes que Te ignorei, que não Te testemunhei e nem quis ouvir o Teu convite. Demasiado cheia para Tu poderes entrar! E eu... sei que existes!
Hoje, disseste-nos no Evangelho: "A César o que é de César e a Deus o que é de Deus" (Mateus 22,15-21).
Com uma saudação fraterna peço a Maria, exemplo da aceitação da  vontade de Deus Pai, que interceda por nós, junto d' Ele, para que cada um saiba, com humildade, encontrar o caminho que Jesus nos veio propor.
 ana saldanha (elemento da Equipa Casais Stª Maria/Colares)

domingo, 5 de Outubro de 2014

Almoçageme

Festas nossa Senhora da Graça

Na vinha de Deus, a colheita é de justiça e paz:

Meditação sobre o Evangelho de Domingo

Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: «Ouvi outra parábola: Havia um proprietário que plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar e levantou uma torre; depois, arrendou-a a uns vinhateiros e partiu para longe. 
Quando chegou a época das colheitas, mandou os seus servos aos vinhateiros para receber os frutos. Os vinhateiros, porém, lançando mão dos servos, espancaram um, mataram outro, e a outro apedrejaram-no. Tornou ele a mandar outros servos, em maior número que os primeiros. E eles trataram-nos do mesmo modo.
Por fim, mandou-lhes o seu próprio filho, dizendo: “Respeitarão o meu filho”. Mas os vinhateiros, ao verem o filho, disseram entre si: “Este é o herdeiro; matemo-lo e ficaremos com a sua herança”. E, agarrando-o, lançaram-no fora da vinha e mataram-no. Quando vier o dono da vinha, que fará àqueles vinhateiros?». 
Eles responderam: «Mandará matar sem piedade esses malvados e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entreguem os frutos a seu tempo». 
Disse-lhes Jesus: «Nunca lestes na Escritura: “A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; tudo isto veio do Senhor e é admirável aos nossos olhos”? Por isso vos digo: ser-vos-á tirado o reino de Deus e dado a um povo que produza os seus frutos». (Mateus 21, 33-43, Evangelho do 27.º Domingo do Tempo Comum)
O homem dos campos, o nosso Deus camponês, olha para a sua vinha com os olhos do amor e rodeia-a de cuidados: que coisa pode ser feita por ti que Eu não tenha feito? Canto de amor de um Deus apaixonado, que faz por mim o que nunca ninguém fará.
Que colheita espera o Senhor? Isaías: esperava justiça, esperava retidão, não mais os gritos dos oprimidos, não mais sangue. O fruto que Deus espera é uma história que não gere mais oprimidos, sangue e injustiça, fugas desesperadas e náufragos.
Nas vinhas o tempo é da colheita. Para nós é-o cada dia: vêm pessoas, procuram pão, Evangelho, justiça, coragem, um raio de luz. O que encontram em nós? Vinho bom ou uva amarga?
A parábola caminha, no entanto, para um horizonte de amargura e violência. Em contraste com a baixeza dos vinhateiros emerge a grandeza do meu Deus camponês (Veronelli dizia que chamar «camponês» é o mais belo cumprimento que se pode fazer a alguém), um Senhor que não se rende, que nunca é escasso de maravilhas, que não desiste e recomeça depois de cada recusa a envolver o coração com novos profetas e servidores, e por fim com o Filho.
Este é o herdeiro, matemo-lo e ficaremos nós com a herança! A parábola é transparente: a vinha é Israel, os vinhateiros ávidos são as autoridades religiosas, que matarão Jesus como blasfemo. A motivação é a mesma: interesse, poder e dinheiro, ficar com a colheita e a herança.
É a voz obscura que grita em cada um de nós: sê o mais forte, o mais astuto, não te importes com a honestidade e serás tu o chefe, o rico, o primeiro. Esta embriaguez por poder e dinheiro é a origem de todas as vindimas de sangue da terra.
O que fará o proprietário? A resposta das autoridades é segundo a lógica judiciária: uma vingança exemplar, novos vinhateiros, novos tributos. A sua ideia de justiça funda-se na eliminação de quem comete erros. Jesus não está de acordo. Ele não fala de fazer morrer, nunca. O seu propósito é fazer frutificar a vinha: será dada a um povo que produza frutos.
A história perene de amor e traição entre Deus e o homem não terminará nem com um fracasso nem com uma vingança, mas com a oferta de uma nova possibilidade: dará a vinha a outros.
Entre Deus e o homem as derrotas servem apenas para realçar melhor o amor de Deus. O sonho de Deus não é nem o tributo finalmente pago nem a condenação a uma pena exemplar para quem errou, mas uma vinha, um mundo que não amadureça mais cachos vermelhos de sangue e amargos de lágrimas, que não seja uma guerra perene pelo poder e pelo dinheiro, mas que amadureça uma vindima de justiça e de paz, a revolução da ternura, a tríplice cura de si, dos outros e da criação.
P. Ermes Ronchi 
In Avvenire 
Trad.: SNPC/rjm 
Publicado em 04.10.2014

sexta-feira, 3 de Outubro de 2014

Naquele tempo, disse Jesus:

Santo António prega aos peixes | Paolo Veronese | 1580 | D.R.

«Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque se em Tiro e em Sidónia se tivessem realizado os milagres que em vós se realizaram, há muito tempo teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e sentando-se sobre a cinza.

Assim, no dia do Juízo, haverá mais tolerância para Tiro e Sidónia do que para vós.

E tu, Cafarnaúm, serás elevada até ao céu? Até ao inferno é que descerás.

Quem vos escuta, escuta-me a mim; e quem vos rejeita, rejeita-me a mim. Mas quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou».

domingo, 28 de Setembro de 2014

Defender a vida e a fé

«Defender a vida e a fé»: com este título não pretendo colocar-me numa situação de luta religiosa em tons proselitistas, mas apenas ser mais uma voz de denúncia quanto ao que se passa, desde há alguns meses, em particular no norte do Iraque. Aí a situação dos cristãos e de minorias religiosas continua dramática, com repetidos atos atrozes de violência, morte e destruição de pessoas e igrejas, povoações e populações, incluindo ferozes perseguições e desenfreadas fugas das terras de origem. As breves mas incisivas cartas que o Papa Francisco e os bispos da Europa, para citar apenas dois exemplos maiores, dirigiram às Nações Unidas são apelo urgente para que se dê resposta a tão horrendas situações.
Pe MANUEL BARBOSA, SCJ  ver [+]

“A vida tem segunda via?”

DOMINGO XXVI COMUM Ano A
"Os publicanos e as mulheres de má vida
irão diante de vós para o reino de Deus 
Mt 21, 31

A pergunta é de um conto de Mia Couto e, desde que o reli, por estes dias, já com o Evangelho de domingo a bailar-me no pensamento, as ligações apareceram. É verdade que o tempo é irrepetível, e como rio que corre, não voltaremos a nenhuma situação já vivida. O que confere uma solenidade e um risco às nossas escolhas. É importante saber escolher bem. Por outro lado, se “todo o mundo é composto de mudança / tomando sempre novas qualidades”, como dizia Camões, o certo é que gostamos pouco da mudança e todas as seguranças nos parecem melhores. Assim acabamos por pensar que é difícil, ou impossível, alguém mudar (para melhor, porque, para pior, até parece fácil!), e até nós próprios podermos escrever direito o que rabiscámos em linhas tortas. É isso que me apaixona no evangelho de Jesus: Deus acredita que podemos sempre mudar. E nunca desiste de ninguém!
Gosto de imaginar as caras dos príncipes dos sacerdotes e dos anciãos do povo ao ouvirem Jesus dizer que os publicanos e as prostitutas entrariam diante deles no céu. Porque eles eram como o filho que tinha dito “não” ao pedido do pai, mas agora, arrependidos, acolhiam Jesus e o seu projecto de vida nova. Sim, o arrependimento é uma coisa boa, e é a “segunda via” que os burocratas do sagrado e os fiscais da religião muito apregoam mas pouco vivem. José António Pagola no seu comentário dominical em religióndigital.es oferece esta semana testemunhos de prostitutas acompanhadas por algumas Irmãs Oblatas. Atrevo-me a traduzir um deles: “Agora, quando chego a casa depois do trabalho, lavo-me com água muito quente para arrancar da minha pele a sujidade e depois rezo a este Jesus porque ele, sim, entende-me e sabe muito do meu sofrimento… Jesus, quero mudar de vida, guia-me porque só tu conheces o meu futuro…”
Sim, o pior mesmo não é errar, mas não ganhar a coragem do arrependimento e a vontade de mudar. Não sabemos o que fez mudar o filho que se decidiu a cumprir o pedido do pai, mas sabemos que o primeiro se tornou o representante dos que “dizem mas não fazem”. Os valores humanos da verdade, da justiça, da responsabilidade, de tudo o que nos dignifica como pessoas são promotores das muitas possibilidades de mudança pessoal e comunitária. Mas é o encontro pessoal com quem os vive autenticamente, com quem nos aponta ideais mais altos, como Jesus sempre fez a todos, especialmente aos mais desprezados, que faz a verdadeira diferença.
Concordo com Mia Couto: “a vida, sim, tem segunda via. Se o amor, arrependido de não ter amado, assim o quiser.”
P. Vítor Gonçalves

sábado, 27 de Setembro de 2014

Partilha

Da chatinha..... Praia das Maçãs (26) às 07h50 
Está um mar sereno, como uma estrada, fazendo-me lembrar, Senhor, os Teus caminhos.... Tal como a "estrada do mar" não é igual à dos homens, também os Teus caminhos não são como os nossos.
Para percorrer a Tua estrada temos tantas setas e letreiros que muitas vezes não compreendemos, pois são tão diferentes daqueles que sinalizam a nossa.
Aquele, logo ao princípio, que diz "Escuta da minha Palavra" e logo o outro a seguir "Converter"  E aquela seta em tamanho gigante: "A TENDA DO MEU FILHO MUITO AMADO. ESCUTAI-O". E o outro que nos convida a entrar na aventura do Amor, e logo ao lado, "Aqui aprende-se a Rezar" e uns metros mais à frente: "Bondade, Misericórdia e Perdão" e mais, logo à frente diz "Humildade". Bem, mas aquele luminoso, "Só a Mim adorarás e amarás o teu irmão"... Estrada difícil!... Proposta ousada a Tua... Olha lá Senhor Deus... Nós, somos homens... cheios de setas com conflitos, medos, incertezas, fragilidades..... será....?
Bem continuando, vejo, ao longe, uma bandeira que tem escrito: Meta", mas há ainda alguns km antes da meta.... e agora tantas setas... A próxima diz: "Não importa a queda.... levanta -te... vem a Mim... Eu AMO-Te... Sou um Pai bondoso!" E a outra ali " JESUS SALVADOR, O CAMINHO!" Lá dentro un slide passa: "Vede O QUE EU VOS DEIXO: -FIDELIDADE AO PAI, AMOR E LUZ. A MINHA PAZ". E ali, a poucos metros, naquela tenda enorme, está escrito "Aqui morava o Espírito Santo.... que agora habita em ti. A meta está cada vez mais próxima. Só uma tenda nos resta é a que tem escrito "Entrada". CHEGASTE PELO CAMINHO DE JESUS! O ESPÍRITO SANTO HABITA EM TI! ENTRA.... FOSTE CONVIDADO PARA O BANQUETE DO PAI. ELE ESPERA-TE".
E depois... Acordo deste sonho matinal! Banquete? Tu nos convocas para este Banquete... Eu respondo... com fragilidades! Tu sabes, Tu sabes tudo!
Junto ao mar, com humildade Te peço, a Ti, meu  DEUS que adoro,  PAI - FILHO - NA UNIDADE DO ESPÍRITO SANTO, que me ajudes a encontrar o caminho certo, pois sozinha sei que não o vejo. Como o cego de nascença, dá-me a LUZ para Te acolher no meu coração.
Com um abraço de bom fim de semana na PAZ DE CRISTO.
Da chata para os amigos, ana saldanha (elemento da Equipa Casais Sta Maria/Colares)

quarta-feira, 24 de Setembro de 2014

Amoçageme - Catequese

Abertura da Catequese em Almoçageme, com acolhimento das crianças e pais às 09h30

Caros Catequistas,

Já disponível em www.catequese.net
1.Formação para Catequistas da 1º e 2º fase
O Sector da Catequese do Patriarcado de Lisboa vai promover, em três Lugares distintos da Diocese, uma ação de formação para os Catequistas da 1º e 2º fase (do 1º ao 6º volume da catequese).
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2.JNC2014: "A Alegria de anunciar Jesus Cristo”

Fátima recebe de 3 a 5 de outubro as Jornadas Nacionais de Catequistas 2014 (JNC 2014)  subordinadas ao tema "A Alegria de anunciar Jesus Cristo". As JNC2014 destinam-se a todos os catequistas interessados e as inscrições decorrem até ao próximo dia 19 de setembro.
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terça-feira, 23 de Setembro de 2014

Europa: Católicos têm de trabalhar por um clima de «solidariedade e de paz»

Crise e conflitos sociais marcaram encontro de representantes dos episcopados europeus
Madrid, 22 set 2014 (Ecclesia) – Cerca de 200 representantes das conferências episcopais europeias concluíram este domingo em Madrid a segunda edição dos “Dias Sociais Católicos para a Europa”, este ano dedicada ao papel da fé cristã no futuro do Velho Continente.
Em comunicado enviado à Agência ECCLESIA, a Comissão dos Episcopados Católicos da União Europeia, um dos organismos promotores do evento, sustenta que diante da crise económica e dos conflitos sociais que marcam hoje o continente europeu, ficou clara a responsabilidade dos católicos em trabalharem por um clima de “solidariedade e de paz”.
Uma ideia reforçada pelo presidente da COMECE na mensagem que transmitiu aos delegados que durante quatro dias estiveram reunidos na capital espanhola, vindos de 31 países.
O cardeal Reinhard Marx mostrou-se convicto de que os próximos anos vão ser “decisivos” para o rumo da União Europeia e da Europa, face a desafios como a instabilidade financeira, a falta de coesão social e a insegurança na região.
Na ordem do dia está a situação da Ucrânia, que tem repercussões na relação entre a UE e a Rússia, mas os “conflitos sangrentos no Médio Oriente – em Gaza, na Síria e no Iraque levantam também novas questões quanto à responsabilidade europeia no mundo, face a tais atrocidades, cruéis e desumanas”, apontou o prelado.
No campo económico, o presidente da COMECE salientou que a Europa tem de aprender com a crise e avançar com um projeto de desenvolvimento que responsabilize todos os estados-membros e abranja todas as áreas, tendo em especial atenção “as famílias”, que têm “um papel fundamental na sociedade”.  
O responsável católico frisou ainda a importância de definir com “clareza” as “regras” que regem os mercados e moldar o sistema de modo a que tenha em atenção as pessoas e não “exclusivamente os interesses do capital”.
Quanto ao contributo que os católicos são chamados a dar para esta “Europa social”, cardeal Reinhard Marx destacou a pertinência dos “princípios que emanam da Doutrina Social da Igreja”.
“Através do conjunto de valores em que está baseada, a Doutrina Social da Igreja pode contribuir para uma coexistência humana assente na paz, na liberdade e na solidariedade”, apontou o prelado.
O líder da COMECE recordou também a experiência que a Igreja Católica tem na área do apoio social, ganha no trabalho que todos os dias efetua no terreno, através de inúmeras instituições.
Durante as várias sessões que compuseram o encontro, os representantes dos episcopados europeus abordaram temáticas como “o futuro dos jovens na Europa, o fenómeno das migrações, a solidariedade entre gerações, a educação para a liberdade e o futuro da vida humana numa sociedade tecnológica”.
Os delegados foram ainda convidados a “rezar pela paz na Europa, no Médio Oriente e por todo o mundo” e a terem nas suas intenções a visita que o Papa Francisco vai realizar ao Parlamento Europeu, no próximo dia 25 de novembro.
JCP