sábado, 23 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 23 – S. Policarpo (Memória)

Hebr 11, 1-7 / Slm 144 (145), 2-5.10.11 / Mc 9, 2-13

[Noé] Tornou-se herdeiro da justiça que se obtém pela fé. (1ª Leit.)

Há a justiça dos tribunais e a da fé. A justiça da fé é a de Deus. A justiça de Deus, na história de Noé, foi implacável. Hoje em dia, não se sente dessa maneira. Deus não dá grandes castigos aos pecadores. Não os destrói. Agora, Deus vai atrás dos grandes pecadores como o bom pastor. E o instrumento de Deus podemos ser nós. Quanto mais não seja, na oração. Hoje, peçamos por aqueles pecadores que estão juntos com outros e que não se conseguem libertar desses laços.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 22 – Cadeira de S. Pedro, Apóstolo (Festa)

1 Pedro 5, 1-4 / Slm 22 (23), 1-6 / Mt 16, 13-19

Sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. (Evang.)

É uma alegria sem fim – literalmente sem fim – saber que as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja. Em tempos de perseguição, ter essa certeza é fundamental, mas nos nossos tempos, na nossa sociedade, em que na Europa se vê o número de católicos diminuir drasticamente e as Missas quase só com pessoas para cima da meia-idade, estarmos certos de que o mal não triunfará é um consolo muito grande. Hoje, o leitor reze pela nossa Igreja europeia.

Ciclo de Conferências sobre o Espírito Santo


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 21 – Semana VI do Tempo Comum

Gen 9, 1-13 / Slm 101 (102), 16-21.29.22.23 / Mc 8, 27-33

Uns dizem [que és] João Batista, outros Elias, outros um dos profetas. (Evang.)

Também hoje em dia as pessoas falam de Jesus de maneira diferente. E alguns dizem que nós, católicos, fizemos um Jesus à nossa maneira, que manipulámos o Jesus histórico. O nosso Jesus Cristo foi-nos revelado – não chegamos lá por uma investigação histórica – e não tentamos convencer ninguém daquilo em que acreditamos. O que nós fazemos é partilhar a nossa fé. Mas não se convence ninguém da fé. Hoje, o leitor reze por todos os que evangelizam.  

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 20 – Semana VI do Tempo Comum

Gen 8, 6-13.20-22 / Slm 115 (116), 12-15.18.19 / Mc 8, 22-26

Vejo as pessoas que parecem árvores a andar. (Evang.)

Este milagre em duas fases é muito curioso. Parece que Jesus não estava muito certo da eficácia do seu milagre, tanto que perguntou ao cego se estava a ver bem. Só à segunda é que o cego ficou a ver bem. Aqui está uma sugestão para quando pedirmos luz: pedirmos continuadamente, porque a luz pode não vir toda de uma vez. O problema, o que estiver em causa, ir-se-á iluminando sob diferentes perspetivas, ou por fases.  

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 19 – Semana VI do Tempo Comum

Gen 6, 5-8; 7, 1-5.10 / Slm 28 (29), 1.2-4.9.10 / Mc 8, 14-21

O Senhor arrependeu-Se de ter feito o homem sobre a Terra. (1ª Leit.)

Deus arrependeu-Se de ter criado o homem. Deus purificou a Terra com água, destruiu a obra da sua criação e só deixou uma família para dar continuidade à humanidade. É uma família pura, acompanhada de animais puros e impuros. Todos os animais da Terra. Pensemos na linhagem que vem desde Noé, desde a humanidade renovada. Agradeçamos a Deus essa família de que descendemos. Espiritualmente.

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2019

Na Igreja de Almoçageme às 10h00

Papa Francisco diz que abusos na Igreja é "um desafio urgente do nosso tempo"

"Convido-vos a rezar por este evento, que eu queria (convocar) como um ato de forte responsabilidade pastoral face a um desafio urgente do nosso tempo", disse Francisco depois da oração do Angelus.

O papa Francisco classificou este domingo a questão do abuso sexual como "um desafio urgente" dos tempos modernos e pediu orações pela cimeira da Igreja sobre o assunto, que se realiza de 21 a 24 de fevereiro no Vaticano.

Francisco convocou os bispos para uma cimeira no Vaticano para o ajudar a traçar um rumo para a igreja relativamente a este tema, depois de décadas de abusos de padres e prelados e de ocultação dos casos pelos seus superiores.

Os escândalos abalaram a confiança dos católicos no Vaticano e nos líderes da igreja.

Francisco disse aos peregrinos, na Praça de São Pedro, que a partir de quinta-feira, os chefes das conferências episcopais de todo o mundo discutirão "a proteção de menores na igreja".

"Convido-vos a rezar por este evento, que eu queria (convocar) como um ato de forte responsabilidade pastoral face a um desafio urgente do nosso tempo", disse Francisco depois da oração do Angelus.

O papa Francisco lembrava assim o encontro histórico sobre "a proteção dos menores na Igreja", que reunirá os presidentes das Conferências Episcopais de cerca de 130 países, os superiores gerais de congregações e grupos de vítimas.

O Vaticano anunciou no sábado a expulsão do sacerdócio de ex-cardeal e arcebispo emérito de Washington Theodore McCarrick, depois de este ser acusado de abusos sexuais a menores e a seminaristas

A expulsão do ex-cardeal McCarrick surgiu na sequência de uma investigação ordenada pelo papa Francisco sobre o caso.

A Congregação para a Doutrina da Fé considera McCarrick culpado de acusações abusos sexuais de menores e adultos com a agravante de abusos de poder e por isso impôs-lhe a redução ao estado laico.

A redução ao estado laico prevê que não se possa administrar sacramentos, vestir-se como um sacerdote e receber qualquer tipo de salário.

McCarrick foi ordenado cardeal por João Paulo II e participou no conclave de abril de 2005 que elegeu o pontífice Bento XVI.

A perda do 'barrete cardinalício' só teve um único precedente na história da Igreja católica, e não estava relacionada com os abusos sexuais.

Em 13 de setembro de 1927, o cardeal Louis Billot, que tinha apoiado o movimento antifascista e antissemita "Action Française", foi condenado por Pío XI e depois de ser recebido pelo papa deixou o cargo.

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 17 – Domingo VI do Tempo Comum – Ano C

Jr 17, 5-8 / Slm 1, 1-4.6 / 1 Cor 15, 12.16-20 / Lc 6, 17.20-26

O profeta Jeremias recorda-nos que não devemos trocar a confiança em Deus, fiel e omnipotente, pela confiança nos homens que nos propõem felicidades enganadoras. «Bendito quem confia no Senhor e põe no Senhor a sua esperança. É como a árvore plantada à beira da água, que estende as suas raízes para a corrente: nada tem a temer».

A confiança em Deus é o único seguro contra todos os riscos. Só Ele é eternamente fiel e nunca nos dececiona. Oferecemos aos que vivem ao nosso lado confiança da qualidade de Deus, sem falsas promessas, mas com amizade sincera, dispostos a dar a vida por aqueles que confiam em nós?

S. Paulo escreve uma carta à comunidade cristã da cidade grega de Corinto. Entre eles era clara a fé na ressurreição de Cristo, mas não na ressurreição dos mortos. O apóstolo clarifica, relacionando diretamente as duas crenças: «Se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou». É que Cristo não ressuscitou para Si mesmo, como uma vitória pessoal sobre os seus inimigos. Por isso, Paulo explica que «Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram». Ou seja, a ressurreição de Cristo como que inaugura a nossa própria ressurreição. A imagem das «primícias» é muito eloquente, pois os primeiros frutos são iguais ao resto da colheita. As «primícias» da ressurreição de Cristo abrem-nos à colheita de ressurreição de todos os que morrem em Cristo.

No Evangelho encontramos Jesus que apresenta o programa dos que O querem seguir. Não faz um discurso para agradar aos ouvintes e assim arranjar seguidores, como quem publicita saldos com descontos especiais. No tempo de Jesus era comum apresentar os ensinamentos sob a forma de bem-aventuranças, ou seja, como caminhos para ser feliz.

Esta passagem do Evangelho de Lucas é o chamado «discurso da planície», porque de Jesus diz-se que, tendo descido do monte, Se deteve num sítio plano. Em Mateus encontramos o chamado «sermão da montanha», que Jesus proclama sentado no cimo de um monte, de uma forma mais extensa, pois enumera oito bem-aventuranças. S. Lucas apenas nos refere quatro, seguidas de avisos solenes a quem vive em sentido contrário: «Ai de vós!»

Jesus faz um discurso às avessas dos critérios do mundo, que considera felizes os que são ricos e famosos, os que se deliciam em prazeres e vivem no meio do luxo e dos aplausos, centrados na sua grandeza. Mas a felicidade genuína encontra-se em quem dá a vida por amor, mesmo tendo de assumir uma pesada cruz. Assim, as bem-aventuranças de Jesus redimem situações aparentemente desastrosas, como a pobreza, a fome, a tristeza e a rejeição. Não se trata de becos sem saída, mas de portas de entrada para uma felicidade purificada, de qualidade superior.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 16 – Semana V do Tempo Comum

Gen 3, 9-24 / Slm 89 (90), 2-6.12.13 / Mc 8, 1-10

Ensinai-nos, Senhor, a contar os nossos dias para chegarmos à sabedoria do coração. (Salmo)

Muitas vezes, estamos a contar os dias quando queremos muito que uma data chegue. Então parece que os dias passam mais devagar. Aproveitemos os dias. Façamo-los andar devagar. Entreguemo-los ao Senhor. Enchamo-los de paz. Olhemos à nossa volta e contemplemos as maravilhas que nos rodeiam, os reflexos de Deus. Dêmos graças a Deus pelos dias que passam.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 15 – Semana V do Tempo Comum

Gen 3, 1-8 / Slm 31 (32), 1.2.5-7 / Mc 7, 31-37

Trouxeram-Lhe então um surdo que mal podia falar. (Evang.)

Há pessoas que não querem ouvir e não querem falar a nossa linguagem cristã. É legítimo. Mas há pessoas para as quais o ideal seria termos uma religião de catacumbas, sem manifestações exteriores. E o ideal seria impor-nos isso. São pessoas para quem o ideal é um mundo com as religiões escondidas. Hoje, rezemos pela fraternidade, por um respeito fraterno pelas convicções de cada um.  

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 14 – SS. Cirilo e Metódio, Padroeiros da Europa (Festa)

At 13, 46-49 / Slm 116 (117), 1.2 / Lc 10, 1-9

Envio-vos como cordeiros para o meio de lobos. (Evang.)

Os cristãos são cordeiros no meio de lobos. Os lobos são os elementos da sociedade que combatem os cristãos. A sociedade está cheia deles. Há uns que combatem os cristãos católicos ideologicamente, outros que os perseguem, outros que os denigrem na imprensa. Nós temos de avançar de cabeça levantada, como diz S. Paulo, «abatidos mas não esmagados», firmes na nossa fé, testemunhando o amor de Deus. Hoje, o leitor peça pelos lobos.  

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 13 – Semana V do Tempo Comum

Gen 2, 4-9.15-17 / Slm 103 (104), 1.2.27-30 / Mc 7, 14-23

Jesus chamou de novo para junto de Si a multidão. (Evang.)

É a primeira vez que esta frase me salta à vista. Achei sempre que as multidões é que andavam atrás de Jesus. Ainda por cima, a frase diz «de novo». O leitor acha que Jesus o chama para junto d’Ele? Já sentiu isso? Talvez sim, talvez não. De qualquer modo, hoje chegue-se a Ele. Faça como Maria, a irmã de Marta. Sente-se aos pés de Jesus e veja se Ele tem alguma coisa para lhe dizer…

Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2019

Na Igreja da Ulgueira às 15h00

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 12 – Semana V do Tempo Comum

Gen 1, 20 – 2, 4a / Slm 8, 4-5.6-7.8-9 / Mc 7, 1-13

Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. (1ª Leit.)

O que quereria dizer, para o escritor do Génesis, Deus ter feito o homem à sua imagem e semelhança? Não é espantoso há tanto tempo já terem esta noção? Depois, Jesus dizer que somos filhos será uma consequência lógica. (Embora nada lógica para alguns.) E o que quer dizer para o leitor? Que semelhanças tem o leitor com Deus? E como é que Deus atua através dessas características? E o leitor?

domingo, 10 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 10 – Domingo V do Tempo Comum – Ano C

Is 6, 1-2a.3-8 / Slm 137 (138), 1-5.7c-8 / 1 Cor 15, 1-11 ou 15, 3-8.11 / Lc 5, 1-11

As três leituras deste domingo apresentam a consciência da própria indignidade e pequenez dos que recebem uma missão de Deus. A desproporção é avassaladora: como corresponder ao que Deus quer, quando uma pessoa se sente frágil, indigna e incapacitada? É algo comparável à sensação que teríamos se alguém nos dissesse: não caminhes, mas voa! É claro que quando Deus chama alguém para uma missão dá também a força para a poder cumprir.

Isaías fala da sua vocação, não como um cronista que conta uma história, mas como quem se sente obrigado a usar imagens enigmáticas para transmitir um encontro misterioso, em que se experimenta ultrapassado, quase esmagado, pela grandeza da missão a que é chamado, quando se sente extremamente frágil e incapaz: «Ai de mim, que estou perdido, porque sou um homem de lábios impuros e os meus olhos viram o Rei, Senhor do Universo». Purificado e fortalecido por Deus, aceita o desafio da sua vocação para a missão: «Eis-me aqui, podeis enviar-me».

É fundamental não transformar o realismo humilde sobre nós próprios numa obsessão que nos incapacita de realizar os serviços que nos são pedidos no mundo da família, do trabalho ou da Igreja. Precisamos de confiar na força de Deus e na ajuda fraterna.

A segunda leitura apresenta-nos a experiência de S. Paulo que, consciente do seu passado de perseguidor dos cristãos, se considera «o menor dos apóstolos» e «não digno de ser chamado apóstolo por ter perseguido a Igreja de Deus». Com não menos realismo, cai na conta do poder de Deus que transformou a sua vida: «pela graça de Deus sou aquilo que sou e a graça que Ele me deu não foi inútil». A consciência das nossas fraquezas e limitações deve ser como que a porta de entrada da graça de Deus em nós. Assim ultrapassaremos as nossas incapacidades pela consciência do poder de Deus em nós.

No Evangelho encontramos Pedro a argumentar com Cristo; com a sua lógica de pescador experiente, insiste que não vale a pena tentar pescar. Arriscando ser ridicularizado, acabou por aceitar o desafio do Senhor: «Mestre, andámos na faina toda a noite e não apanhámos nada. Mas, já que o dizes, lançarei as redes».

É uma lição importante que nos dá Pedro. Estar aberto às originalidades de Deus que nos interpela, ultrapassando a nossa lógica, estreita e rígida. Se Deus nos pede alguma coisa é porque isso é possível, com a sua graça. Deus não brinca connosco e pede que levemos a sério as suas exigências, que aliás são sempre a nosso favor.

Pedro experimentou a sua fragilidade, indigno de ser discípulo do Mestre Jesus: «Senhor, afasta-Te de mim, que sou um homem pecador». Mas Jesus não desistiu de o chamar para seu apóstolo: «Não temas. Daqui em diante serás pescador de homens». Deus conhece muito bem cada um de nós, a nossa realidade de frágeis pecadores. No entanto, insiste em chamar-nos para uma missão concreta, como seus enviados, para construir famílias e grupos sociais melhores, paróquias e comunidades mais apostólicas.

sábado, 9 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 9 – Semana IV do Tempo Comum

Hebr 13, 15-17.20-21 / Slm 22 (23), 1-6 / Mc 6, 30-34

Vinde Comigo para um lugar isolado e descansai um pouco. (Evang.)

O leitor descansa? O leitor fala com Deus? Será que há vidas tão preenchidas que não dão tempo para se falar com Deus? Pelo menos cinco minutos o leitor deve ter. E também no carro. Ou será que não consegue tirar um tempinho no trabalho? Às vezes, estamos no trabalho das 8h00 às 20h00, mas não são 12 horas, ao minuto, a trabalhar. Talvez se possa tirar um tempo para rezar. Ou a leitora é profissional e mãe e tem uma vida muito espartilhada? Não terá cinco minutos? Hoje pense nisto.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 8 – Semana IV do Tempo Comum

Hebr 13, 1-8 / Slm 26 (27), 1.3.5.8b-9abc / Mc 6, 14-29

De quem hei de ter medo? (Salmo)

Era bom que a nossa relação com Deus nos tirasse o medo. A prova que não tira é que Jesus pediu ao Pai para não ir para a cruz. Mas o que Deus fez a Jesus e nos faz a nós é acalmar-nos, quando nos entregamos voluntariamente ao que nos vai acontecer. O leitor peça essa graça. Peça a graça de, nas situações difíceis, se entregar nas mãos de Deus, tal como Jesus fez.  

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qui, 7 – Cinco Chagas do Senhor (Festa)

Is 53, 1-10 / Slm 21 (22), 7-8.15.17-18a.22-23 / Jo 19, 28-37 ou Jo 20, 24-29

Sou um verme e não um homem, o opróbrio dos homens e o desprezo da plebe. (Salmo)

Talvez nunca nos tenhamos sentido assim ou talvez já tenhamos vivido situações de sofrimento muito angustiante. No meio desse sofrimento, talvez tenhamos visto a luz de Deus. Ou, às vezes, só se vê a luz de Deus quando já se vai para lá do meio do nosso sofrimento. Outras vezes, até nos zangamos com Deus. (Nossa Senhora de Fátima é uma grande ajuda.) Hoje, o leitor peça por todos os que sofrem negramente.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Hoje Quarta-feira 06/02

Missa na Azoia às 17H00

MEDITAÇÃO DIÁRIA Qua, 6 – SS. Paulo Miki e Companheiros, mártires (Memória)

Hebr 12, 4-7.11-15 / Slm 102 (103), 1-2.13-14.17a e 18 / Mc 6, 1-6

Vós ainda não resististes até ao sangue na luta contra o pecado. (1ª Leit.)

Normalmente, a luta contra o pecado não vai até ao sangue, se bem que no caso dos cilícios tenha ido. Mas há lutas contra o pecado que nos consomem inteiramente, tal a ansiedade que provocam. Há que rezar muito. O poder da oração é muito forte. (E os milagres acontecem.) Mas não nos tira a luta. Hoje, o leitor peça por todos aqueles que ainda não tiveram aquele momento em que se dá a volta.

Adoração ao SS.mo Sacramento

QUINTA-FEIRA 07/02: No Mucifal às 18h00

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Ter, 5 – Santa Águeda (Memória)

Hebr 12, 1-4 / Slm 21 (22), 26b-27.28.30.31-32 / Mc 5, 21-43

Riram-se d’Ele… Ficaram (…) maravilhados… (Evang.)

Quer dizer: não tinham fé. Depois do milagre ficaram «muito maravilhados». Ter fé é muito importante e nunca é demais sublinhá-lo. Pedir com fé é muito importante. Há coisas que podemos sempre pedir mas que são graças extraordinárias. Estão nesta situação as curas milagrosas. Mas coisas como força, coragem, a resolução de uma situação determinada devemos pedir com energia, com fé. Pedir com moleza é pedir com falta de fé. Hoje, o leitor peça energicamente. 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Seg, 4 – S. João de Brito (Memória)

Hebr 11, 32-40 / Slm 30 (31), 20-24 / Mc 5, 1-20

Jesus não lho permitiu. (Evang.)

Porque é que Jesus não terá deixado que o homem curado O seguisse? É óbvio que ele queria seguir Jesus por ter sido agraciado com a cura. Mas talvez houvesse outra razão. Uma razão mais profunda. Seja como for, Jesus não quis. Hoje, o leitor peça que o seu seguimento de Jesus não seja pelas coisas que Ele lhe dá. O leitor, hoje, pergunte-se: «Será que eu seguia Jesus se Ele não me tivesse dado nada?» Pergunte-se: «Qual o valor de Jesus para mim?»  

domingo, 3 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Dom, 3 – Domingo IV do Tempo Comum – Ano C

Jr 1, 4-5.17-19 / Slm 70 (71), 1-4a.5-6ab.15ab.17 / 1 Cor 12, 31 – 13, 13 ou 13, 4-13 / Lc 4, 21-30

Encontramos, na primeira leitura, Jeremias que foi escolhido por Deus para ser seu profeta. Estamos no ano 627 antes de Cristo, sendo Jeremias um jovem que foi chamado para uma missão que ultrapassava grandemente as suas capacidades: ver a realidade com os olhos de Deus e ser seu porta-voz, sobretudo perante os grandes deste mundo, tanto no campo civil como religioso.

A força do profeta não vem de si mesmo, por mais qualidades que tenha. Vem do poder ilimitado de Deus que o envia. «Não temas diante deles... Eles combaterão contra ti, mas não poderão vencer-te, porque Eu estou contigo para te salvar».

Será oportuno rever a fonte da minha segurança e confiança: confio porque as circunstâncias são fáceis e julgo ter muita força de vontade? Ou a minha confiança assenta na força de Deus todo-poderoso que me envia a ser sua presença na família, no trabalho, na paróquia, na comunidade?

A segunda leitura é da primeira carta de S. Paulo aos cristãos da cidade de Corinto, onde havia invejas e desavenças por causa dos carismas. O apóstolo Paulo chama a atenção que a caridade é o carisma fundamental, que dá valor a todos os outros, pois «se não tiver caridade, nada sou». Somos e valemos quanta for a nossa caridade, o nosso amor.

Aqui vem entoado o tão belo hino da caridade, o cântico ao amor, que dá harmonia e beleza a tudo. Deixemo-nos interpelar em exame de consciência: «A caridade é paciente, a caridade é benigna; não é invejosa, não é altiva nem orgulhosa; não é inconveniente, não procura o próprio interesse; não se irrita, não guarda ressentimento; não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta». Que maravilha é vivermos orientados por este ideal de amor!

No Evangelho vamos encontrar Jesus em Nazaré, na sua terra, onde poderia sentir-Se em casa com os seus conterrâneos. A primeira reação dos que estavam na sinagoga é muito positiva, pois a profecia de Isaías, que Jesus atribuiu a Si mesmo, acabava de se cumprir. O Messias prometido ali estava no meio do seu povo e isso enchia a todos de alegria: «Todos davam testemunho em seu favor e se admiravam das palavras cheias de graça que saíam da sua boca».

Mas deu-se uma reviravolta na relação dos conterrâneos com Jesus, com quem conviveram durante cerca de trinta anos. Sempre houve peritos em manipular a opinião pública, transformando heróis em gente a eliminar. E assim aconteceu com Jesus, que foi desqualificado, pois não passaria de um homem comum: «Não é este o filho de José?». É que, como observou Jesus, «nenhum profeta é bem recebido na sua terra». A proximidade facilita o conhecimento e a amizade, mas também pode levar à vulgarização das relações, perdendo a estima e consideração. Como me situo perante Jesus? É o meu amor preferencial, ou apenas mais um? Estagnei no seu conhecimento ou tenho crescido no seu amor?

Sendo hoje o «Dia da Universidade Católica Portuguesa», agradecemos o seu serviço de qualidade às jovens gerações, abertos à ajuda a esta instituição da Igreja.

sábado, 2 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sáb, 2 – Apresentação do Senhor (Festa) / 1º Sábado

Mal 3, 1-4 ou Hebr 2, 14-18 / Slm 23 (24), 7-10 / Lc 2, 22-40 ou 2, 22-32

Este Menino foi estabelecido (…) para ser sinal de contradição. (Evang.)

Há alturas em que o nosso amor pode ferir. (Parece uma contradição.) Mas há alturas em que temos de ser duros, em que temos de pôr as pessoas no seu devido lugar. Em que temos de lhes mostrar que, segundo a nossa perspetiva, não procederam bem. Isso é amá-las e amarmo-nos. Às vezes, falta-nos coragem para isto. Outras vezes, ficamos contentes por não o termos feito, porque afinal não havia razão para isso. Hoje, o leitor peça a graça da coragem e do discernimento.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÃO DIÁRIA Sex, 1 – Semana III do Tempo Comum / 1ª Sexta-Feira

Hebr 10, 32-39 / Slm 36 (37), 3-4.5-6.23-24.39-40 / Mc 4, 26-34

Enquanto a semente germina e cresce sem ele saber como. (Evang.)

Muito do trabalho do Reino é feito sem nós darmos conta. O trabalho que outras pessoas fazem e o trabalho do Espírito Santo. Hoje façamos um painel dentro da nossa cabeça com o mundo a trabalhar pelo Reino. Claro que no mundo há muitas realidades que não trabalham pelo Reino, mas eu peço ao leitor que hoje se concentre naquelas que trabalham, silenciosamente, todos os dias, pelo Reino, e que agradeça.